Posts em agosto de 2018 Central do Investidor

Como colher bons lucros com o agronegócio

18 de agosto de 2018 às 14:33 Por Postado em Central do Investidor

O agronegócio é de vital importância para a economia brasileira. Dados divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comprovam esta afirmação. Em 2017 o agronegócio contribuiu com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB), a maior participação em 13 anos. Foi um crescimento de 13%, o melhor desempenho desde o início da série histórica do IBGE, em 1996.

Impulsionado pela safra recorde, o resultado positivo do agronegócio foi fundamental para o crescimento de 1% do PIB em 2017. De acordo com Rebeca de La Rocque Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE: “Em tese, o crescimento (do PIB) seria de 0,3% (sem o agronegócio). Mas temos que lembrar que a agropecuária tem influência em todos os outros setores.”

O agronegócio compreende todas atividades da agricultura e pecuária, desde o preparo para o plantio e a criação de animais até o processo de beneficiamento e a venda ao consumidor final. Estas atividades são, geralmente, divididas em 3 etapas. A primeira, também conhecida como pré-porteira, compreende a industrialização e comercialização de insumos como fertilizantes, defensivos químicos e equipamentos. A segunda, chamada dentro da porteira, corresponde a atividade agropecuária em si, realizada por pequenos, médios e grandes produtores rurais. A terceira, chamada de pós-porteira, refere-se a compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final, incluindo aí os frigoríficos, distribuidores, supermercados e as indústrias têxtil e calçadista.

Para o investidor que quer aproveitar a pujança do agronegócio há duas boas opções. A primeira é a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). A LCA é um título emitido com o objetivo de financiar o setor, atrelada a direitos de crédito sobre transações realizadas entre os produtores rurais. É um investimento em renda fixa, em que quanto maior o valor aplicado e maior o período da aplicação, maior será o rendimento. Há três opções de remuneração: prefixado, pós-fixado e híbrido. Na prefixada, a taxa de juros é conhecida no ato da contratação e o investidor sabe exatamente o quanto irá receber na data de vencimento do título. Na pós-fixada, a remuneração será feita de acordo com algum índice, geralmente o CDI estando, portanto, sujeita às variações de mercado. No híbrido, há uma taxa fixa, previamente estabelecida, acrescida de um índice como IPCA ou IGPM.

A LCA é isenta de Imposto de Renda e IOF e têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A isenção de IR é válida para pessoas físicas; para as pessoas jurídicas a dedução segue a tabela regressiva do IR. Há opções com liquidez diária, mas há carência mínima de 90 dias e, portanto, é preciso ficar atento para não efetuar resgate antes deste prazo. Aliás, o ideal é carregar o título até a data de seu vencimento. Trata-se de uma das melhores opções de investimento em renda fixa do ano de 2018, acumulando, até o final do primeiro semestre, uma rentabilidade superior ao dos títulos do Tesouro Direto e do CDB. Os assessores de investimento da Central do Investidor podem te ajudar a escolher a melhor opção em LCA bem como em outros investimentos em renda fixa.

Outra opção para quem busca investimentos atrelados ao agronegócio está na renda variável, mais especificamente no mercado de ações. Nos últimos anos o Brasil assistiu a processos de fusões e aquisições que resultaram no surgimento de multinacionais como a Brasil Foods (BRFS3 – fusão da Sadia com a Perdigão), JBS (JBSS3 – fusão e aquisição de diversas empresas como Friboi, Seara, Swift e Vigor) e Fibria (FIBR3 – fusão entre Aracruz e Votorantim Celulose). Além disso, empresas como Klabin (KLBN4), Marfrig (MRFG3), Minerva Foods (BEEF3), Mosaic Fertilizantes (MOSC34), São Martinho (SMTO3), SLC Agrícola (SLCE3) e Suzano (SUZB3) são players importantes no agrobusiness. A ações de Fibria (FIBR3), por exemplo, fecharam a R$ 33,08 em 31 de julho de 2017 e em 01 de julho de 2018 estavam em R$ 72,11, uma valorização de 118%! Consulte a Central do Investidor e confira com um dos nossos assessores as melhores opções em ações de empresas do agronegócio entre outras opções de renda variável.

Não é exagero afirmar que a recessão econômica não foi pior graças ao agronegócio. Os dados comprovam, aliás, que foi o agronegócio quem tirou o Brasil da recessão. Há projeções indicando que até 2050 o agronegócio brasileiro deve crescer de três a quatro vezes mais que os concorrentes internacionais. O Brasil já é reconhecido como o celeiro do mundo, utilizando 7,8% do seu território para a agricultura – de acordo com um estudo da Embrapa Territorial – enquanto alguns países europeus utilizam até 50%. De acordo com Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: “Nós temos hoje uma agricultura de ponta. Somos os maiores produtores de grãos e estamos entre os maiores produtores de proteína animal do mundo. Temos totais condições de atender a qualquer mercado sem o risco de desabastecimento interno”. Procure a Central do Investidor, converse com um de nossos assessores e saiba como colher bons lucros com o MERCADO FUTURO.

Migrando da poupança para a Renda Fixa

03 de agosto de 2018 às 14:36 Por Postado em Central do Investidor

Ainda há investidores que relutam em trocar a poupança por outros investimentos mais rentáveis usando como alegação a segurança e a liquidez. Trata-se de um grave equívoco já que há investimentos que também oferecem segurança e liquidez. Seja por total desconhecimento ou falta de orientação adequada, o investidor acaba perdendo grandes oportunidades de obter uma melhor remuneração sem expor seu patrimônio a grandes riscos.

Investimentos em renda fixa são uma ótima alternativa a poupança. Alguns investimentos contam com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que oferece uma cobertura de até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira em caso de insolvência do emissor do título. É a mesma cobertura oferecida aos investimentos em poupança.

Além disso, o rendimento da poupança é sempre o mais baixo quando comparado com qualquer investimento em renda fixa, só é mais rentável do que deixar o dinheiro parado na conta corrente. O rendimento da poupança é simples de ser calculado: se a Selic (taxa base de juros) for menor ou igual 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR (Taxa Referencial); se a Selic for superior a 8,5% ao ano, a rentabilidade será fixa: 0,5% mais a TR. Quanto a TR, em 2017 o acumulado ficou em torno de 0,6% e no primeiro semestre de 2018 foi de 0,0%!

PREFIXADO

Quem escolhe investir em renda fixa prefixada tem a vantagem de saber de antemão o quanto terá de rendimento no vencimento do título. Isto porque, como o nome sugere, a taxa de remuneração é definida no momento da contratação. Com isso, o investidor tem total segurança porque não fica exposto as oscilações do mercado.

Há opções de prefixado em títulos como LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e CDB (Certificado de Depósito Bancário). Todos estes investimentos contam com cobertura do FGC. Quem investe em LCI e LCA fica isento de IR (assim como na poupança), enquanto que investimentos em CDB estão sujeitos a retenção de IR pela tabela progressiva, mas somente sobre os rendimentos.

Para quem utiliza a poupança para aplicações superiores a 1 ano, com a perspectiva de utilizar os recursos no futuro, investir em renda fixa é uma opção mais rentável, tão segura quanto e com a mesma liquidez. Não há motivos para deixar o dinheiro na poupança, correndo o risco de ter o rendimento corroído pela inflação. Procure um assessor da Central de Investimentos e verifique quais as melhores opões em renda fixa para você.

PÓS-FIXADO

Os títulos de renda fixa pós-fixados têm seus rendimentos atrelados a um indexador e estão sujeitos as oscilações de mercado. Há título atrelados a taxa Selic ou a indexadores como IPCA e IGP-M. É o caso dos títulos da dívida pública, do Tesouro Direto, que tem investimentos como o NTN-B (corrigido pelo IPCA) e o NTN-C (corrigido pelo IGP-M).

Uma opção muito comum são os CDB pós-fixados, que são atrelados a CDI. Estes investimentos costumam ser remunerados com base na taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) que é a taxa utilizada pelos bancos nas operações realizadas entre si. Para se ter uma ideia, um CDB com liquidez diária do banco Fibra, com rendimento de “apenas” 100% do CDI, proporcionava – em 17/07/2018 – um rendimento 10,71% maior que a poupança. Vale observar que há CDB com rendimento superior a 120% do CDI.

Assim como nos prefixados, verifique as retenções para resgates antecipados. Há cobertura do FGC. Os títulos do Tesouro Direto não têm esta cobertura, seu garantidor é o próprio governo federal. Vale a mesma dica que demos para os prefixados: muito gerentes oferecem títulos, especialmente CDB, pouco rentáveis. Em alguns casos o rendimento não passa de 80% do CDI (ou até menos!). Procure um assessor de investimentos da Central do Investidor e verifique as melhores opções.

IPCA+

O Tesouro IPCA+ é um título da dívida pública emitido através do Tesouro Direto. É a nova denominação do NTN-B Principal. O IPCA+ paga, além dos juros, o rendimento da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) que é o índice de preço calculado pelo IBGE e utilizado pelo Banco Central para definir as metas de inflação.

Há ainda a opção de CDB com correção pelo IPCA mais um percentual preestabelecido, é o CDB IPCA+. Nesta opção, você será remunerado pelo índice IPCA mais uma taxa anual. É um investimento hibrido onde há uma remuneração fixa mais uma variável (IPCA). Segue-se as demais regras de qualquer investimento em CDB.

Quem opta por investimentos com IPCA, busca juros reais, sempre acima da inflação. Lembrando que juros reais correspondem aos juros nominal menos a inflação do período. É uma opção conservadora e melhor do que a poupança, onde os rendimentos podem ser corroídos pela inflação acumulada.

Incertezas trazem imprevisibilidade para a taxa Selic

01 de agosto de 2018 às 14:28 Por Postado em Central do Investidor

A ata da última reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) não deixou evidente se a taxa básica de juros (Selic) retomará a tendência de queda ou permanecerá estável. Apesar disso, o relatório Focus divulgado no começo de julho informa que a taxa estará em 6,50% ao final de 2018 e 8% no final de 2019. O mesmo relatório informa uma estimativa de 4,15% para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) em 2018 e 4,10% para 2019. A evolução do PIB foi estimada em 1,50% – 0,03% a menos em relação ao relatório anterior. Para 2019 permanece a estimativa de 2,50%.

No cenário interno, além da incerteza do cenário eleitoral, há a expectativa das consequências da greve dos caminhoneiros e seu impacto sobre os preços, pressionando a inflação. No entanto, economistas consideram que mesmo com um impacto negativo com um aumento do nível geral de preços, a inflação permanecerá em níveis baixos. A aprovação da LDO de 2019, com inclusão da chamada pauta-bomba, trouxe apreensão. A secretaria-executiva do Ministério da Fazenda anunciou que parte das medidas não será cumprida.

No cenário internacional, a produção industrial na zona do euro registra alta de 2,4% no ano, enquanto nos Estados Unidos crescem as preocupações com a inflação. A inflação do consumidor já atingiu seu nível mais alto desde 2012. Os desdobramentos de uma possível guerra comercial entre EUA e China trazem apreensão aos mercados internacionais, enquanto União Europeia e Japão finalizam um acordo de livre comércio. São aguardadas as divulgações da inflação para o consumidor na zona do euro e das vendas no varejo e da produção industrial nos EUA. Com este cenário, o dólar deve continuar com tendência de alta. A estimativa do relatório Focus é de R$ 3,70.

Com isso, não há uma sinalização clara da tendência da taxa Selic para os próximos meses. Recomendamos que o investidor converse com um assessor da Central do Investidor para ajudar a decidir se mantem o grau de risco na sua carteira de investimentos e quais as melhores opções em renda fixa, especialmente para o longo prazo. As oscilações devem prosseguir ao longo do semestre e a volatilidade, que afetou até mesmo o Tesouro Direto, deve permanecer alta.