Posts em outubro de 2018 Central do Investidor

Cenário atual de final de ano. Risco, ou oportunidade?

17 de outubro de 2018 às 15:22 Por Postado em Blog do Renan

Reta final de ano, eleições presidenciais no Brasil, reformas, necessidade de mudanças, eleição do Congresso nos EUA, elevação das taxas de juros nos EUA, dentre outros diversos fatores que vêm trazendo bastante volatilidade para os mercados financeiros internacionais. E agora, será que tudo isto nos traz a uma grande oportunidade, ou será que estamos vendo uma “armadilha”, que poderá levar os investidores ao erro?

2018 têm sido um ano bastante interessante, no sentido de oportunidades de investimentos. Vemos algumas commodities com alta nos preços, como o petróleo, algumas outras commodities com preços próximos às mínimas dos últimos anos, por exemplo, commodities agrícolas e alguns metais, como ilustra a imagem abaixo. Neste sentido, diversos ativos correlatos acabam oferecendo oportunidades de entrada, principalmente em momentos de maior volatilidade, como o que temos visto no Brasil nestas últimas semanas. Contudo, ao ver essas altas e baixas, motivadas principalmente por questões eleitorais no Brasil, enquanto um candidato mais liberal sobe nas intenções de votos, será que temos de fato oportunidades, ou somente vemos a possibilidade de entrar “numa fria” causada pelas incertezas?

Ao analisar de forma mais fria o que está acontecendo no mundo, temos alguns fatores a levar em consideração. Cito alguns abaixo:

  • Eleição no Brasil e possibilidade de um governo mais liberal e com redução do estado, gerando maiores possibilidades de crescimento ao país;
  • Eleição no congresso dos EUA;
  • Federal Reserve elevando a taxa básica de juros no país;
  • Incertezas em relação à continuidade das expansão econômica nos EUA, gerando maior demanda por ativos seguros, os “safe havens
  • Títulos dos EUA pagando taxas historicamente mais altas do que as médias históricas recentes (3,16% ao ano, taxa mais alta desde 2011)[1];
  • Índices e ETF’s (Exchange Traded Funds) ligados à volatilidade nos EUA, começando a entrar em tendência de alta.

O que pode-se concluir de tudo isso é que de fato, mesmo a bolsa brasileira tendo subido recentemente para próximo das máximas recentes, me parece arriscado comprar nestes patamares, principalmente devido às questões eleitorais por aqui. Por mais que pareça que teremos um candidato mais liberal economicamente, não se sabe o que, de fato, irá acontecer nos próximos anos. Falava-se muito de questões de governabilidade, apoio no congresso, senado, etc., para que este candidato pudesse governar e aprovar as medidas e reformas tão essenciais para nosso país voltar a crescer. Bom, este fato foi vencido. Hoje este candidato, se eleito, terá a segunda maior bancada no congresso, com 52 deputados, e deverá se aliar com diversos partidos de centro e alguns de direita, para poder formar maioria e aprovar o que é necessário para o Brasil, e não para os “amigos do rei”.

Esta conjuntura me leva a crer que, por mais que pareça que teremos este candidato eleito, vale a pena ser um pouco receoso. O mercado cai, compre um pouco, o mercado subiu, proteja-se, venda opções cobertas (financiamentos), compre put’s (opções de venda), compre dólar, enfim, proteção nunca é demais em momentos de incerteza. O mercado brasileiro realmente foi bastante penalizado com a crise desde 2014, e vêm subindo não por melhora e robustez de sua economia, mas sim por uma expectativa de mudança do atual status quo, com a possibilidade de maior liberalismo econômico, com a redução do Estado e suas regalias, maior controle da corrupção e incentivo ao empreendedorismo, algo que por si só, gera um alto número de empregos e aquece a economia.

Não sei o que irá acontecer nestas eleições, mas por me considerar uma pessoa bastante realista, tento não me deixar levar pelo otimismo das perspectivas de um possível governo liberal, principalmente por saber que, entre este candidato ser eleito e conseguir, de fato, aprovar as medidas e reformas necessárias e formar um time de “elite” para governar o Brasil, há um grande espaço.

O mercado está precificando uma eventual vitória deste candidato, mas, caso ele perca, a situação mudará consideravelmente. Portanto, algo que me parece interessante, é buscar um pouco de proteção nestes momentos, e aproveitando esta volatilidade constante para comprar nas quedas do mercado. No final do dia, se suas perspectivas são de longo prazo, estes movimentos de volatilidade abrem inúmeras oportunidades.

Olhando estas perspectivas, alguns setores chamam a atenção, como as estatais, já que diversas poderão ser privatizadas para ajudar a zerar os déficits orçamentários do governo federal, bancos (afinal para crescer, o crédito é um fator importante para as empresas), infraestrutura (a infraestrutura brasileira precisa de muitos investimentos, e isso não virá somente do Estado), varejo (com a retomada da geração de empregos as famílias poderão zerar suas dívidas e voltar a consumir), commodities, que poderão aproveitar estes movimentos do dólar no exterior para ajustar os preços, gerando oportunidades.

Por fim, mais importante do que analisar tudo isto que comento acima, é conversar sempre com seu assessor, ele lhe ajudará a tomar as melhores decisões de alocação de acordo com seu perfil. Afinal, quando você está doente, você vai num médico e num especialista, por que você faria diferente com seus investimentos? Conte com ele e a chance de se ter melhores retornos são infinitamente maiores.

[1] Disponível em: <https://www.marketwatch.com/investing/bond/tmubmusd10y?countrycode=bx>. Acessado em 14 de outubro de 2018

Preparando-se para o futuro

15 de outubro de 2018 às 14:44 Por Postado em Central do Investidor

Os dados publicados no final de 2017 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam: estamos vivendo cada vez mais. A expectativa de vida dos brasileiros já chega a 75,8 anos. Em alguns Estados a expectativa de vida é semelhante a de países como os Estados Unidos (78,74 anos), como é o caso de Santa Catarina (79,1), Espirito Santo (78,2), Distrito Federal e São Paulo (em ambos a expectativa é de 78,1 anos).

Ao mesmo tempo, todos sabemos dos problemas com a Previdência Social, que apresenta problemas orçamentários e é tema de debates e propostas para alteração das condições para obtenção de aposentadoria.

Por isso, mais do que nunca, faz-se necessário um planejamento prévio para a obtenção de um futuro com alguma estabilidade e sem a necessidade de auxílio de terceiros. Diante da incerteza com relação ao futuro da Previdência e os proventos que serão disponibilizados pela mesma, bem como a imprevisibilidade de fatores como condições de saúde e perspectiva profissional, é fundamental começar a investir em seu próprio futuro.

O primeiro passo é analisar o presente, montar um fluxo de caixa com suas receitas e gastos incluindo as receitas com rendimentos de aplicações, alugueis e rendas extras ou eventuais bem como os gastos com pequenas despesas como lazer até os gastos maiores como seguros, veículos e escola das crianças.

Em seguida você terá de projetar receitas, como os proventos do INSS, a previdência privada e as demais receitas, de um lado, e gastos maiores com saúde, em substituição a escola das crianças, entre outros. Vamos supor que, feitas as projeções, uma pessoa necessite de R$ 4.000,00 mensais para complementar sua renda e desconsidere qualquer reserva financeira atual. Também vamos supor que esta pessoa tenha hoje 40 anos e pretenda se aposentar com 60, fazendo uma projeção para atingir os 90 anos.

Vamos calcular o capital necessário para que, num período de 30 anos, seja possível realizar saques mensais de R$ 4.000,00, considerando uma taxa de juros de 3% a.a. ou 0,25% a.m. Sendo assim, com um prazo de 30 anos ou 360 meses (n); a taxa de juros (i) de 0,25 e retiradas mensais (PMT) de R$ 4.000,00, teremos um valor presente (PV) de R$ 948.757,73, que é o capital a ser obtido para permitir tal situação.

Considerando-se a idade desta pessoa (40 anos) e a idade em que pretende se aposentar (60 anos), vamos calcular o quanto é necessário investir mensalmente para atingir este objetivo. Temos o valor futuro (FV) de R$ 948.757,73; o prazo de 20 anos ou 240 meses (n) e com uma taxa (i) de 0,25, conclui-se que será necessário um investimento mensal (PMT) de R$ 5.628,11.

A princípio, parece um valor muito alto, mas este exemplo demonstra a necessidade de se planejar o quanto antes para uma aposentadoria tranquila. E você pode contar com os assessores de investimento da Central do Investidor, que estão preparados para indicar as melhores opções para proteger e multiplicar seu patrimônio e te ajudar neste planejamento. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje e procure a Central do Investidor. Seu futuro começa agora.

Diversificação com fundos: alternativa em cenário instável

08 de outubro de 2018 às 14:42 Por Postado em Central do Investidor

As previsões de que o ano de 2018 seria desafiador para os investidores se confirmaram. A instabilidade interna por conta da crise econômica agravada pela incerteza do cenário eleitoral teve ainda um aditivo inesperado: a greve dos caminhoneiros. No cenário externo, a já esperada guerra comercial entre EUA e China, a alta dos juros americanos e as constantes incertezas no Oriente Médio, forçam a alta do dólar e trazem incertezas para o comércio internacional.

Os fundos multimercado mostram-se uma boa alternativa diante de tantas incertezas e com as sucessivas quedas da taxa SELIC, que tornam a renda fixa menos atrativa do que em outros momentos. Ao mesclar renda fixa e variável, os multimercados ajudam a proteger o patrimônio e obter ganhos em diferentes cenários.

Mesmo oferecendo um risco moderado, investir em fundos exige uma análise criteriosa. O gestor do fundo deve estar atendo às tendências de mercado e saber se antecipar a possíveis variações negativas. Os fundos que se desfizeram de ações da Petrobras antes da greve dos caminhoneiros, saíram ilesos deste momento de crise. Já os que apostaram na Vale, obtiveram um ótimo retorno com a alta do dólar já que a empresa é uma grande exportadora e tem boa parte de sua receita dolarizada.

Ao optar por um fundo, o investidor deixa para o gestor a escolha dos ativos com maior potencial de ganho. Por isso, o investidor deve obter o máximo de informações possíveis sobre o histórico do fundo e o tipo de ativos que costumam compor a carteira. Alguns fundos de renda fixa, por exemplo, optam somente por títulos públicos enquanto outros também investem em debêntures e títulos do exterior. Outro ponto a ser analisado são as taxas que o fundo irá cobrar. De acordo com Mário Avelar e Luciano França, da AvantGarde Capital (em entrevista para o InfoMoney), os fundos costumam cobrar uma taxa de administração e outra de performance (em alguns casos) que não ultrapassam 2% e 20%, respectivamente. A taxa de performance é cobrada se a rentabilidade ultrapassar um índice predefinido e é mais comum em fundos multimercados de maior risco.

A alta do dólar também proporcionou bons ganhos em fundos cambiais. O BB Cambial Euro LP Estilo, por exemplo, apresenta uma rentabilidade de 17,95% nos últimos 6 meses enquanto o BB Cambial Euro LP Mil apresenta rentabilidade e 17,67% no mesmo período. Como a projeção é de estabilização e até mesmo queda do preço da moeda americana, investir em fundos cambiais exige cautela. “O que se tinha para ganhar com o câmbio já está no preço que temos agora”, disse Michael Viriato do Insper (em entrevista para a Folha de São Paulo). Além de um bom gestor de fundos, o investidor deve contar com uma assessoria qualificada com a da Central do Investidor, que dá todo suporte necessário para os diferentes perfis de investidor.

E seguindo a máxima de que não se deve colocar todos os ovos em uma só cesta, o investidor não deve alocar todos os seus recursos em um único fundo. Avelar e França observam que muitos investidores, ao se depararem com uma grande quantidade de fundos oferecidos por uma única corretora, ignoram que cada um tem diferentes características, com diferentes objetivos e optam por um único fundo. Com isso, deixam de ganhar e ainda ficam mais expostos desnecessariamente. A Central do Investidor oferece todo o auxílio para que sejam feitas as melhores escolhas, sejam fundos multimercados, cambiais ou de renda fixa, com uma equipe preparada para dar todo suporte necessário ao investidor.

China substituirá soja dos EUA por produto brasileiro

01 de outubro de 2018 às 14:40 Por Postado em Central do Investidor

Os efeitos da guerra comercial entre China e EUA em breve começarão a surtir efeito no Brasil. Em entrevista a agência de notícias Reuters, Guo Yanchao – vice-presidente da Jiusan Group (um gigante do agrobusiness chinês) – anunciou a substituição das importações de soja dos EUA por grãos brasileiros e de outros países, como resultado da tarifa de 25% imposta pelo governo chinês a 128 produtos importados dos EUA, entre eles a soja. Enquanto em 2017 a importação de soja norte-americana foi de 27,8 milhões de toneladas, o que colocava o país como o segundo maior fornecedor para o mercado chinês, para a temporada 2018/2019 o total será de apenas 700.000 toneladas.

Com isso, o Brasil consolida-se como o maior fornecedor de soja em grãos para o país asiático. Em 2017 foram embarcadas 50,9 milhões de toneladas e para 2018/2019 deverão ser embarcadas 71,06 milhões de toneladas. Para abastecer seu mercado, a China deverá ampliar as importações de outros países como Argentina, Canadá e Rússia.

O executivo chinês mostrou-se pessimista com os desdobramentos da guerra comercial entre os dois países, alertando para a projeção de insuficiência dos estoques entre os meses de fevereiro e março de 2019, quando a oferta de grãos brasileiros é limitada. Há também a imprevisibilidade quanto aos efeitos sobre os agricultores norte-americanos e qual será a reação do governo. O Tesouro americano irá abrir os cofres e subsidiar os agricultores? A soja americana encontrará novos mercados para escoar sua produção? Como já era de se esperar, a Guerra Comercial Sino-americana traz incertezas e prejuízos em âmbito global.

Para os investidores, vale a pena acompanhar empresas que podem se beneficiar diretamente deste momento. Um bom exemplo é a SLC (SLCE3), empresa focada na produção de algodão, milho e soja. As ações da empresa, que ao final de julho estavam cotadas a R$ 52,90, abriram o mês de setembro cotadas a R$ 63,75, ou seja, uma alta de mais de 20%. É interessante acompanhar também as empresas que fornecem insumos como a Fertilizantes Heringer (FHER3) e as que fabricam produtos para a etapa pós-colheita como a Kepler Weber (KEPL3). Empresas do agronegócio são sempre uma boa opção de investimento, converse com um assessor de investimentos da Central do Investidor. O investidor precisa aproveitar o melhor momento para aumentar seu patrimônio e a Central do Investidor dá todo apoio necessário para isso.