Posts em julho de 2019 Central do Investidor

Grandes Investidores: Carl Icahn, o “Gordon Gekko”, do “Wall Street”

25 de julho de 2019 às 13:55 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Carl Icahn – Biografia

Carl Icahn, nasceu em New York, em 16 de fevereiro de 1936, em um bairro pobre, no Queens. Várias vezes conta que era desestimulado pelos seus professores para aplicar e estudar nas melhores faculdades dos EUA. Após longa dedicação acabou indo para Princeton, fazendo faculdade de filosofia (algo raro entre os gestores e grandes investidores) em 1957 e de medicina, na New York School of Medicine, na qual parou no segundo ano para ir para o exército. Reza a lenda que ele não tinha dinheiro para pagar a faculdade e jogava poker em torneios de verão, ganhando cerca de US$ 2000, a cada temporada, sendo mais que suficientes já que o custo era de US$ 750,00.

Grandes investidores: Carl Icahn, o “Gordon Gekko”, do filme “Wall Street”

Outra curiosidade, muitos dizem que o personagem “Gordon Grekko”, do aclamado filme “Wall Street”, de 1988, foi baseado em Carl Icahn e na maneira que ele fazia negócios nos anos 80. Está entre os 50 mais ricos do mundo e sua fortuna pessoal é próxima de US$ 19 bilhões. Além disso, fundou a Icahn Capital Management, com 16 ativos e US$ 24 bilhões atualmente, sendo que 80% desse valor é dele.

Retornos melhores que Warren Buffett

Entre 1968 e 2011, Icahn e o seu Fundo tiveram um retorno de 31% de retorno anualizado e a Berkshire Hathaway de Warren Buffett, teve um retorno de 21%, no mesmo período. Sendo assim, fica claro o quão bom é Carl Icahn e que possui retornos maiores até que Warren Buffett.

Muitos se perguntam porque ele não é tão conhecido como Warren Buffett e a resposta é que devido a má reputação de investidor agressivo na década de 70 e 80 e que não tem um maior envolvimento com acionistas (ele tem 80% do Fundo de Gestão de US$ 24 bilhões).

 Icahn se define como um value investor e um contrarian investor, atuando de uma maneira agressiva, comprando partes grandes do negócio e tentando mudar todos os administradores.

Retornos passaram de 700% desde 2004, das ações da Icahn Capital

Carl Icahn, value investor agressivo

Icahn iniciou sua carreira em Wall Street, com 25 anos, após comprar uma cadeira de investidor na Bolsa de Valores de New York, com seu próprio dinheiro no valor de US$ 150 mil, mais o valor de US$ 400 mil, emprestados de um tio. Operava muito opções e fazia arbitragens (operações consideradas sem risco em que opera-se em mais de um mercado, realizando distorções em ativos que teriam que ter valores similares, comprando em um mercado e vendendo em outro).

O próprio Carl Icahn, define-se como um investidor em valor, porém no fim da década de 70 e nos anos 80, começou a tentar comprar empresas aos poucos através de oferta hostil, ou seja, comprando ações no mercado e querendo tomar o controle das empresas das quais ele tinha interesse. Isso não trouxe uma boa reputação, pois grande parte das vezes comprava brigas com executivos conhecidos do mercado. Várias vezes nas décadas de 70 e 80, recebeu recompensações conhecidas como greenmail, em que uma empresa pagava para Carl Icahn, parar com as investidas agressivas, pagando um prêmio pelas ações que esse já tinha comprado, comprando-as de volta para a empresa ameaçada.

Uma das maiores brigas entre grandes investidores, foi entre Carl Icahn, que estava comprado e acreditava na Empresa Herbalife e Bill Ackmann, que estava vendido e achava que a Herbalife iria valor 0.

Carteira da Icahn Capital com atualmente US$ 24 bilhões e que Carl Icahn é dono com quase US$ 20 bilhões.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/25/grandes-investidores-carl-icahn-o-gordon-gekko-wall-street/

Grandes Investidores: Seth Klarman, o Oráculo de Boston

19 de julho de 2019 às 13:38 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Seth Klarman – Biografia

Seth Klarman é um dos maiores gestores do mundo, figurando na décima sétima posição, com valores sob administração de US$ 32 bilhões. Ele nasceu em 21 de maio de 1957, em Nova York. Sempre foi ligado ao empreendedorismo, tendo seu quarto arrumado de maneira similar a  uma loja, colocando etiqueta de preços no que ele tinha de pertences, além de fazer uma apresentação aos 11 anos sobre como comprar uma ação. Comprou a primeira ação com 11 anos de idade, sendo uma ação da Johnson e Johson, triplicando o investimento pouco tempo depois. Reza a lenda que ele comprou as ações porque usava muitos band-aids e sendo assim, viu a oportunidade de compra na Empresa.

Estudou Economia em uma das melhores escolas do mundo, a Cornell University, em Nova York, sendo que queria cursas matemática primeira, mas em vez disso, fez economia e história em 1979. Fez um MBA em Harvard também. Depois do MBA, em 1982, junto com o professor de Harvard, William Poorvu e três outros investidores, fundaram o Baupost Group, Gestora que iniciou com US$ 27 milhões, que Klarman ajudou a  que cuida atualmente de mais de US$ 32 bilhões. Sua fortuna pessoal é de US$ 1,5 bilhão é o Décimo quinto Gestor mais rico do mundo.

Seth Klarman – o Oráculo de Boston

Seth Klarman também é chamado de Oráculo, só que Oráculo de Boston, mesmo apelido dado para Warren Buffett, que é conhecido como o Oráculo de Omaha. Essas comparações iniciaram em 1989, ano que a Revista Fortune incluiu um profile dos gestores promissores mais jovens, mostrando os retornos médios na época de 20% ao ano. No longo prazo, o retorno anual médio de Seth Klarman é de 16,4% , durante 32 anos.

É um gestor focado em análise fundamentalista e value investing, seguindo a filosofia de investimento de Benjamin Graham.

Escreveu um livro chamado Margin of Safety, Livro esse que encontra-se esgotado e é vendido em alguns sebos e na Amazon, USADO, por US$ 785,00 e o Livro novo, por US$ 1.299,00, sendo que o Livro foi escrito em 1991.

Livro Margin of Safety de Seth Klarman, que USADO custa US$ 785,00 na Amazon

A maneira de gestão de Seth Klarman, como mencionado anteriormente, é baseado no value investing. No portfólio de ativos do Fundo de Seth Klaman, estão Ebay, Visanet, Fox, entre outras empresas. Segue abaixo o portfólio de ações de Seth Klarman:

Outra característica marcante como gestor é o alto caixa e investimentos de curto prazo disponíveis no Fundo. Normalmente, 15% a 20% ficam em caixa e investimentos de curto prazo, como títulos públicos. Isso é praxe no Fundo, como pode ser visto em 2001, quando no dia 30 de abril havia cerca de 50% em caixa:

Principais pensamentos 

  • Value investing é a estratégia de investimento em ativos com um desconto do valor que ele deve estar sendo negociado, uma longa história de entrega de resultados excelentes com um limitado risco de queda;
  • Investidores são aliciados com o rápidos e fáceis ganhos e caem vítimas de Wall Street;
  • Evitar onde outros erram é um importante passo para atingir o sucesso nos investimentos;
  • Value investing, requer uma grande dose de trabalho duro, disciplina e um horizonte de investimento de longo prazo;
  • A correta escolha para investidores é óbvia, mas requer um alto nível de compromisso que poucos terão para ter os resultados.
  • Margem de segurança é necessário porque fazer valuation é uma arte imprecisa, o futuro é incerto e investidores são humanos e cometem erros;
  • Investidores em valor, investem com uma margem de segurança que os protege de perdas grandes em mercados que estão em queda;
  • Uma vez que você adapta o value investing, qualquer outra estratégia começa a parecer um jogo, uma aposta;
  • Na realidade, ninguém sabe o que o mercado irá fazer, tentar prever isso é uma perda de tempo e investir baseado em futurologia é especular;
  • É vital e importante investidores distinguir entre a flutuação de preços das ações e a saúde dos negócios dessas empresas;
  • preços se movem para cima e para baixo por duas razões: para refletir a realidade do negócio (ou a percepção do investir para essa realidade) ou para refletir flutuação nas ofertas de compra e venda no curto prazo;
  • Evitar perdas deve ser o primeiro objetivo de cada investidor;
  • O risco de um investimento em particular não pode ser determinado por datos históricos. Depende do preço pago;
  • Saber a importância dos juros compostos é fundamental, principalmente a dificuldade de recuperar-se de uma longa perda, que pode literalmente destruir muitos anos de um investimento que tenha tido sucesso;
  • Um investidor que ganha 16% de retorno anual em uma década por exemplo, pode surpreendentemente, finalizar com mais dinheiro que um investidor que ganha 20% por ano, durante 9 anos e entao ter uma perda de 15% no décimo ano;
  • Em vez de colocar como alvo, uma desejada taxa de retorno, investidores devem observar o risco que querem correr;
  • Value investing é a disciplina de comprar ativos com um significativo desconto do valor intrínseco deles e mantê-los quando esse hipotético valor for atingido.

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/19/grandes-investidores-seth-klarman-o-oraculo-de-boston/

Grandes Investidores: Stanley Druckenmiller – O homem que quebrou um banco central

11 de julho de 2019 às 14:56 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Stanley Druckenmiller – biografia

Stanley Druckenmiller nasceu em 14 de junho de 1953. Ele não é muito conhecido da maioria dos investidores, exceto por um fato importante que você saberá no decorrer desse texto. Ele nasceu em 14 de junho de 1953, sendo além de investidor, um gestor de hedge fund e também filantropista (nos EUA, o imposto de doação e herança é de cerca de 40%, então por isso há muito mais filantropistas). Se formou na Collegiate School, em Richmond Virginia. Se formou em inglês e economia e fez três anos de um Ph.D. em economia, na Universidade de Michigan, parando na metade do segundo semestre para aceitar uma posição de analista de óleo no Pittsburgh National Bank.

Ele foi presidente da Duquesne Capital, fundada em 1981, fechando o Fundo com US$ 12 bilhoes, em 2010, eis que comentou que estava muito estressado pois não estava gerando mais retornos altos para os clientes, como outrora. Conheceu George Soros em 1988 e foi convidado a gerir o dinheiro do famoso Fundo Quantum, de George Soros.

Foi com o Quantum Fund que eles “quebraram” o Banco Central da Inglaterra, em 16 de setembro de 1992, data essa conhecida como a “Quarta-feira negra”.

Druckenmiller teve um histórico de média de 30% ao ano durante 30 anos!!! O que mais chama atenção é que ele teve apenas 5 trimestres negativos em mais de 120 trimestres!! Além disso, ele nunca teve um ano negativo em 30 anos como gestor.

Sua análise é via top-dow, ou seja, análise da macroeconomia para a microeconomia. Ele operava no lado long (comprado), no short (vendido) e usando moedas para alavancagem (investir mais dos 100% de ativos que se tem em um fundo).

Retornos de 30% ao ano de Steve Druckenmiller, caracterizavam-se em investimentos concentrados.

Quebrando a banca

Em 1979, foi criado o Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (MECT), sendo que a Inglaterra não quis participar. Depois de alguns anos, em 1990, a Inglaterra resolveu entrar no MECT. Esse mecanismo consistia em estabilização da moeda, baixa inflação e prosperidade. A ideia era seguir o Marco Alemão e a Lira, da Italia, e dar uma possibilidade das outras moedas de países europeus, terem uma banda para circularem, em torno de 6%, para cima e para baixo. Na época a Primeira Ministra, Margaret Thatcher não era a favor da entrada no Mecanismo de Taxas de Câmbio e pensava que isso deixaria a libra exposta a ataques especulativos, mas a economia estava em recessão e a política partidária não estava a seu favor, já que a maioria dos deputados dos conservadores britânicos era a favor da entrada no mecanismo.

Ou seja, se o banco central da Alemanha decidisse aumentar as taxas de juro, o Reino Unido teria de o fazer também. Em teoria, estas mudanças estabilizariam a libra, o que a tornaria tão atrativa como o marco para os investidores. Infelizmente, a Inglaterra estava com baixas taxas de juros e alta inflação, entrando no MECT para manter a moeda acima de 2.7 Marcos Alemão por Pound, só que a inflação do Reino Unido era 3x maior que a da Alemanha.

Steven Druckenmiller e George Soros, que quebraram o Banco Britânico

Isso já era ruim, mas ficou pior, eis que a Alemanha estava mal das pernas e a inflação aumentando, porque os custos da reunificação da Alemanha estavam a ser maiores que o previsto e aí foi preciso em 16 de julho de 1992, o Banco Central da Alemanha decidiu aumentar as taxas de juro. E, como vimos antes, qualquer decisão da Alemanha em termos de taxas de juro, o Reino Unido tinha de acompanhar para manter estável o valor da libra. Só que o Governo britânico estava a tentar evitar ao máximo seguir este aumento, que seria muito negativo para a sua economia numa altura em que já enfrentava uma recessão. Nos mercados, a libra tinha desvalorizado para o seu valor mínimo do intervalo possível dentro do mecanismo e os investidores estavam a comprar marcos e a vender libras. Começou a surgir o rumor de que a libra iria ser desvalorizada e o resto é história! Especuladores venderam cerca de 15 bilhões de libras e apenas Soros e Druckenmiller, venderam um terço disso quase, lucrando 1 bilhão de libras em apenas um dia.

Ideias principais

  • O jeito de construir retornos de longo prazo é a preservação do capital primeiro e “home runs”, que são investimentos em ativos que você veja uma assimilaridade, uma possibilidade alta de retorno para um risco baixo. Quando o investidor vê algum ativo assim, ele precisa agir rápido e ir na jugular!
  • Não importa se você está certo ou errado, mas sim quanto de dinheiro que você faz quando está certo e quanto de dinheiro você perde, quando está errado.
  • Um bom investidor deve ser cético, ser um contrarian e o principal é ter o controle de suas emoções, flexibilidade de pensamentos, independência de pensamentos e ser competitivo. Ele era um trader acima de tudo.
  • Para ter ótimos retornos, você precisa ser intelectualmente curioso, mente aberta e ter coragem. Quando Druckenmiller diz coragem, é sobre coragem de apostar grande e estar concentrado, mas também coragem de controlar contra as próprias emoções quando um investimento vai contra o que você pensou anteriormente.
  • cuidar com os investimentos que temos no momento atual brasileiro com Ibovespa a 106 mil pontos. Quanto mais alto os investimentos vão, mais baratos eles parecem. É mais fácil comprar quando os ativos sobem do que quando eles estão caindo. O investidor que quer ter sucesso, precisa controlar isso.
  • Concentre seus investimentos!

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/11/stanley-druckenmiller-o-homem-que-quebrou-um-banco-central/

Grandes Investidores: Ray Dalio e seus princípios

10 de julho de 2019 às 12:07 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu Mânica Júnior. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Ray Dalio – Biografia

Raymond Dalio, nasceu em 08 de agosto de 1949. Era filho de um músico de jazz e nasceu no Queens, em Nova Yorke. Ele é um gestor de fundos americano e filantropista. Tem uma fortuna de US$ 18,4 bilhões e está entre os 58 mais ricos do mundo. Comprou sua primeira ação aos 12 anos, Northeast Airlines por US$ 300,00, que foi triplicado após a fusão com outra empresa do setor. Formado em finanças, pela Long Island University e tem um MBA da Harvard Business School, em 1973.

Começou a trabalhar na Bolsa de Valores de New York, em mercado futuro de commodities, pela Shearson Hayden Stone. Aos 26 anos, com mais amigos em seu apartamento, fundou a Bridgewater Associates, que é a maior empresa de investimentos do mundo, com mais de US$ 160 bilhões sob tutela. É autor de alguns excelentes livros, tais como “How the economic machine works: a template for uderstanding what is happening now” e o que eu admiro muito, “Princípios”, que traz mais sobre a cultura de investimentos, baseado na visão de vida de Ray Dalio, análise e prática que ele teve através da Bridgewatter.

Tem alguns vídeos no youtube falando sobre esses princípios, do qual indico para você assistir e que você pode encontrar nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=B9XGUpQZY38

Foi considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e já doou mais de US$ 768 milhões para a filantropia, possuindo uma fundação com seu nome.

É pratica de meditação transcendental e apoia entidades da área, na Índia, principalmente.

 

Os princípios de Ray Dalio

Quem olha a riqueza de Ray Dalio, não imagina como foi o início de sua carreira. Após abrir a Bridgewater, aos 33 anos após um investimento mal-sucedido, ele estava praticamente quebrado e teve que pedir um empréstimo de US$ 4 mil do pai dele. Com 33 anos ele acreditava que o mercado e a economia iriam cair, acreditando que o México não pagaria sua dívida. Ao contrário disso, a economia Americana cresceu e muito, sendo incentivada pelo Banco Central Americano (FED) através de um corte de juros, fazendo com que Dalio perdesse tudo o que investiu para ele e seus clientes. Nesse momento de vida, os clientes acabaram deixando a Bridgewater, assim como os funcionários de Dalio.

São experiências como essas que nos fazem crescer e foi o que fez com que Dalio mudasse todo o seu mindset. Ele comenta que tornou-se mais humilde e que sempre pergunta-se antes de tomar uma decisão, “por que eu acho que sei que isso está correto?”.

Outro fato que Dalio acredita ser importante é procurar pessoas com pensamentos deferentes dos nossos ao invés de refutar tais ideias ou manter-se distante de opiniões contrárias. É através do contraditório que crescemos, avaliamos nossos pensamentos e teorias com a reflexão e verificando se estamos corretos ou não. Ser gestor do mercado financeiro é ter que tomar decisões difíceis, muitas vezes diferentes do que a maioria do mercado pensa e buscando ser assertivo para trazer mais retorno para os investidores que acreditaram no gestor.

Principais pensamentos

Na Bridgewatter, Dalio criou um programa de computador em que avalia todas as opiniões das pessoas nas reuniões. Através do tempo, cada pessoa tem um “escore”,  linkando a sua opinião com a da maioria que tomou uma determinada decisão. Além disso, Dalio tenta ser o mais racional possível nas decisões da Bridgewatter. Seguem alguns dos seus pensamentos:

  • Dor + reflexão = progresso: pessoalmente, acredito que o ser humano, infelizmente, aprende mais com a dor. Uma minoria aprende com a experiência dos outros. Caso isso ocorresse, gastaríamos menos tempo em nosso progresso e evolução aprendendo com o erro dos outros. Passarmos por momentos menos positivos, com uma reflexão sobre esse momento, é o que nos fará evoluir, seja nos investimentos, seja na vida.
  • Dois maiores retornos nos investimentos: crescimento e inflação: o mercado financeiro tenta antecipar o que ocorrerá futuramente com expectativas. Quando o crescimento é menor do que o esperado, o investimento em ações cai. Quando inflação é maior que o esperado, os títulos em renda fixa, caem. Quando inflação é menor que esperada, esses títulos sobem.
  • Gastar menos e reduzir débito: vivemos um momento de pós recuperação da crise de 2008. Em alguns países foram feitos cortes e austeridade muito forte. Isso foi necessário para recuperarmos da crise, mas começamos a ver alguns excessos em alguns mercados. Outro fato é que pós-crise, começamos a ver retornos negativos na renda fixa (retorno menor do que a inflação), como forma de incentivar a economia. Impressão de dinheiro foi outro fato que ocorreu, devido as taxas perto de zero em países de primeiro mundo.
  • O mundo é uma máquina: em sua Gestora, Dalio tenta racionalizar todas as decisões. Em vez de ficar de olhos atentos em monitores e cotações, ele procura por correlações nos dados da economia, interligando-os com o mercado financeiro. Dalio acredita que não apenas os investimentos, mas o mundo, a natureza, o ser humano, são uma máquina e o mercado financeiro é um reflexo desses.
  • Para ter sucesso, você precisa estar contra o consenso e precisa estar certo: o consenso é refletido no preço. Para ter sucesso nos investimentos é preciso ir contra a manada e ter uma taxa de sucesso alta, cortando as perdas rapidamente e deixando os lucros crescerem. Fazer isso na prática não é fácil, pois vai contra a natureza humana de sentir-se segura onde a maioria está.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/04/raydalio/

Grandes Investidores: Howard Marks, e os Ciclos de Mercado

10 de julho de 2019 às 10:46 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu Mânica Júnior. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Howard Marks – Biografia

Dennis Howard Marks, nasceu em 23 de abril de 1946 e é um dos maiores investidores de nossa era. Trabalhou desde cedo no Citibank com investimentos de alto retorno e risco, ativos conversíveis e investimentos em empresas de alto risco e em situação de dívidas altas. Estudou economia na Wharton School, Universidade da Pennsylvania e fez um MBA, em 1970 na Universidade de Chicago. Trabalhou como analista e depois como Diretor de Análises, de 1969 a 1978; Vice-Presidente e gestor de portfólio entre 1978-1985 e, finalmente, entre 1985-1995, trabalhou como Chief Investiment Officer para renda fixa doméstica, do Citibank.

Em 1995 fundou junto com outros quatro sócios a Oaktree Capital, com US$ 10 milhões na época. Foi resposável pela captação de US$ 10,9 Bilhões no auge da crise de 2008 e de US$ 12 bilhões em 2015 e, hoje administra em sua gestora, cerca de US$ 122 bilhões, sendo uma das maiores quantias sob administração do mundo. Sua fortuna pessoal é de cerca de US$ 1,9 bilhão.

Além de ser um excelente gestor, com ótimos resultados, Marks é também um escritor reconhecido com dois livros muito divulgados no meio financeiro: Mastering the Market Cycle, The Most Important Thing and The Most Important Thing Illuminated.

Eliseu e Howard Marks em palestra para o CFA

 

Grandes investidores: Howard Marks, a coisa mais importante é ser cuidar dos ciclos de mercado
Principais pensamentos

O tempo e os retornos de um gestor de ativos dizem por si mesmos, o quão capacitado foi o gestor. No caso de Howard Marks, o Fundo Oaktree Capital, teve um retorno médio de 19% ao ano, após custos, 7% melhor do que os pares do setor. Isso mostra o quão diferenciado é o Oaktree Capital e seu gestor, Howard Marks.

Howard Marks tem como tradição a publicação de alguns memos, procurando incentivar maior conhecimento para os cotistas de seus fundos e de investidores em geral. Um dos maiores admiradores desses memos, é o Warren Buffett, que já em entrevista comentou que quando recebe os memos de Howard Marks, é uma das primeiras coisas que lê.

Marks acredita que quatro coisas são importantes para o investidor, dividindo-as em duas, primeiramente:

  • Saber em que ciclo o mercado está atualmente: Marks acredita que o mercado anda em ciclos e é fundamental o investidor saber em que parte do ciclo o mercado encontra-se. Alguns indicadores são a taxa de desemprego, a taxa de juros, a moeda do país, a bolsa de valores do país, a inflação, se o momento é propício ou de retirada de incentivos e a parte da psicologia de mercado, também importante.
  • Saber quanto de risco quer assumir o investidor: isso envolve autoconhecimento e o perfil que tem o investidor. Muitos ao começar não tem ciência de como é o seu perfil como investidor ou tem apenas em teoria, achando que são investidores agressivos, quando vem a primeira queda, mudam meio que “magicamente” para um perfil mais conservador. Ideal sempre iniciar pouco a pouco o aprendizado que é investir.

As outras duas questões dizem respeito ao que o investidor não quer perder: oportunidade ou dinheiro.

Ambas são excludentes, ou seja, se escolher uma não poderá ter a outra opção. O investidor que não quer perder uma oportunidade de investimento, vai ter que correr riscos e com isso poderá ter perda de capital. Já o investidor que não quer perder dinheiro, não correrá riscos e sendo assim, não terá uma valorização do capital relevante.

 

Giro do portfólio da Oaktree Capital

Esses são os principais pontos da carreira de Howard Marks e seus principais pensamentos desse que é considerado um dos maiores investidores da história.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/30/grandes-investidores-howard-marks-a-coisa-mais-importante-e-ser-mestre-dos-ciclos-de-mercado/

Grandes Investidores: Peter Lynch, O Diversificador

09 de julho de 2019 às 17:56 Por Postado em Blog do Eliseu

Grandes investidores: Peter Lynch, o diversificador 

Quem vos escreve aqui é o Eliseu Mânica Júnior. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Peter Lynch – Biografia

Poucos sabem no Brasil, mas Peter Lynch é um dos maiores e mais conhecidos investidores de todos os tempos. Ele nasceu em 19 de janeiro de 1944, estando com 75 anos, atualmente. O que tornou-o conhecido foi ter sido o gestor de um Fundo chamado Magellan, que foi um dos maiores fundos da Fidelity (uma espécie de XP Investimentos, no Brasil).

Lynch começou a investir aos 11 anos. Um dos primeiros grandes investimentos de sucesso, ocorreu posteriormente com uma companhia de frete aéreo, chamada Flying Tiger, que ajudou-o a pagar a graduação. Ele fez também um Mestrado em Administração pela Wharton School of Business, na prestigiada Universidade da Pennsylvania, em 1968.

Com 25 anos ele teve o primeiro emprego como analista do setor têxtil e de metais, na Fidelity. Ele começou a gerir o Fundo em 1977, com 33 anos, deixando a gestão desse Fundo aos 46 anos, no ano de 1990. Inicialmente, o Fundo só podia comprar ativos domésticos dos EUA.

Sabe o que mais impressiona? O retorno anual composto que Lynch atingiu durante 13 anos, foi de 29,2% ao ano. Se para um ano, ainda mais nos Estados Unidos que possui uma taxa de juros baixa, imagine manter isso durante 13 anos. Nesse período, entre 1977 e 1990, o Fundo Magellan foi considerado um dos melhores do mundo, sendo que obteve retorno superior a 99,5% dos outros fundos, nos seus últimos 5 anos de Peter Lynch como gestor do Fundo. Outro fato que cabe ser ressaltado é que US$ 1 aportados em 1977, viraram US$ 28, em 13 anos.

Retorno do Fundo Magellan, que foi gerido por Peter Lynch, durante 13 anos:

Peter Lynch – Principais Ensinamentos

Os ensinamentos de Peter Lynch pode ser resumidos em quatro principais tópicos:

  1. Faça sua pesquisa: ao investir você deve ser um pesquisador nato. Visitar empresas, saber o diferencial, pessoas que estão trabalhado para o crescimento. Focar em empresas que não precisam de novas tecnologias é o ideal, mesmo em um mundo high tech. 
  2. Entenda a importância da diversificação: apesar de o Fundo de Peter Lynch chegar a ter mais de 1400 ações, estatísticamente, a diversificação começa a perde efeito a partir de 22-23 ativos. Opte por diversificar entre diferentes setores setores e se possível, diversifique entre países e ativos.
  3. Seja paciente: invista pensando no longo prazo. Investidores com pensamento no longo prazo, acabando pagando menos taxas, diferindo o imposto de renda e tendem a suportar as baixas do mercado melhor, não saindo do mercado em momentos nos momentos de melhor oportunidade. Todos esses detalhes, ajudam no trabalho dos juros compostos ao longo dos anos.
  4. Invista naquilo que você conhece: não apenas conhecer os produtos que a empresa investida vende, mas saber a situação financeira, planos de expansão, principais executivos, como está o setor em que atua a empresa investida, etc.

 

Peter Lynch – divisão das empresas dentro do Fundo Magellan 

Dentro do Fundo Magellan, Peter Lynch, dividiu as empresas que detinha em momentos que as mesmas passavam, classificando-as como Pequeno Crescimento, Confiáveis, Crescimento, Cíclicas, Turnarounds e Oportunidades.

Empresas de Pequeno Crescimento, eram as menos preferidas; já as Confiáveis, serviam como proteção ao portfólio de ativos, as de Alto Crescimento, tinham risco consideráveis, as Cíclicas, dependiam do momento econômico, Empresas Turnarounds, não performavam de acordo com as tendências de mercado e requeriam muito mais pesquisa e por últimos as oportunidades.

Warren Buffett comentou que ele era 85% Benjamin Graham e 15% Peter Lynch, mencionando que o pensamento ao investir-se em ações deve ser o de longo prazo, ignorando a flutuação de curto prazo, como Peter Lynch defendia. Para Lynch, era importante estar 100% investido em ações e não ter manter-se caixa.

Nas empresas que investia, Lynch procurar lucratividade, preço atraente e bom modelo de negócios. Também procurava com empresas com histórico de dividendos ininterruptos por 20 a 30 anos, sendo atraído também por empresas com dívidas baixas.

On a more general note, spin-offs, fast-growing companies in no-growth industry, companies producing goods with inelastic demand, companies with limited analyst coverage, low institutional share in the company, and companies with insider buying, are all potentially attractive.

Após 13 anos de gestão no Fundo Magellan, Peter Lynch deixou o Fundo em 1990. A riqueza atual dele é de US$ 352 millhões, passando a dedicar-se à filantropia e escrever livros, incluindo alguns best sellers, que coloco abaixo para seu conhecimento. Após a saída de um dos melhores gestores do mundo, o Fundo Magellan, nunca mais foi o mesmo, mostrando o diferencial de Lynch, como gestor.

Livros sobre Peter Lynch e investimentos:

link para o livro: O Jeito Peter Lynch de Investir

Link para o Livro Investindo em Ações no Longo Prazo

Link para o Livro Beating the Street 

Link para o Livro One Up on Wall Street

Link para o Livro Learn to Earn 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/21/grandesinvestidorespeterlynch/