Posts em setembro de 2019 Central do Investidor

Grandes Investidores: Mario Gabelli, o investidor que visitava mais de 50 empresas por ano!

27 de setembro de 2019 às 15:55 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Mario Gabelli – Biografia

Mario Joseph Gabelli, nasceu em 19 de junho de 1942. Ele é um investidor americano, filho de pais italianos e um analista financeiro. Casou por duas vezes e fundou em 1976 a Gabelli Asset Management Company (GAMCO) que é tem ações negociadas na Bolsa de Valores dos EUA.

Gabelli nasceu no Bronx e ganhou uma bolsa para estudar na Fordham School, sendo laureado em 1965. Gostava de ler reportagens sobre o mercado financeiro e achava isso divertido, realizando seu primeiro investimento em ações aos 13 anos. Recebeu o seu MBA na Columbia Business School, onde conheceu Roger Murray, conhecido investidor, professor e co-autor da quinta edição do livro Security Analysis, de Benjamin Graham.

Perfil Profissional 

Fundada em 1976 por Mario Gabelli que tem hoje 73% da Empresa, a GAMCO iniciou como uma empresa de corretagem, crescendo e diversificando seus negócios durante o tempo. Desde o início a empresa foi influenciada pela metodologia Graham-Dodd, escola de investimentos conhecida por ter princípios de análise de geração de caixa e ligada ao value investing.

Gabelli tem Chartered Financial Analyst (CFA), umas das mais importantes certificações do mercado financeiro. É uma pessoa muito conhecida do público americano, eis que frequentemente ele está nas redes de televisão como CNBC, Bloomberg e CNN, além de escrever inúmeros artigos e participar do livro “Merger Masters: Tales of Arbitrage”, de 2018.

Eu e Mario Gabelli em evento para investidores da Berkshire Hathaway, na qual Warren Buffett e Charlie Munger também fazem parte

 

O início da GAMCO

Em 1976, Gabelli fundou sua empresa de corretagem, com dinheiro emprestado e com dinheiro que ele havia acumulado realizando operações na própria conta. Em 1981 ele tinha 81 contas de investidores e cerca de US$ 33 milhões em gestão. Mesmo com a economia praticamente parada e crises como o choque do petróleo na década de 70 e 80, ele conseguiu gerar dinheiro para os seus clientes a cada ano. O seu método de investimento consistia em comprar empresas que estavam em dificuldades, próximas do falecimento e posteriormente em empresas que tinham sido compradas ou em empresas que estavam em fusões, assim como empresas que poderiam ser privatizadas.

Pela metade dos anos 80, ele estava com cerca de US$ 350 milhões em ativos geridos e com retornos de cerca de 35% de retorno composto por ano.

Um dos acontecimentos que gerou grande repercussão nos EUA, foi uma capa da Business Week, mencionando sobre a morte dos investimentos em ações, sendo inclusive a capa dessa revista.

Nessa época, Gabelli manteve-se fazendo as próprias pesquisas e focava em empresas que poderiam ser compradas, empresas essas com características como uma grande quantidade de caixa, ativos como imóveis, grande quantidade de ações em tesouraria e setores onde a competição era difícil e que exigia um fluxo de caixa alto.

Uma das características de Gabelli como investidor é que ele espera anos até uma ação mostrar o seu valor. Dois desses exemplos de investimento foram a Cowles Comunication, cuja ações ele pagou US$ 14 em 1977, acabou ao longo do tempo tornando-se o maior acionista e que depois foi privatizada por um valor de US$ 46. Outro investimento foi na BHC Communications, na qual obteve cerca de 6x o retorno investido.

Seguindo a filosofia de value investor, Gabelli tinha o costume de visitar mais de 50 empresas por ano, para saber mais informações sobre as empresas investidas, encontrando-se com diretores das empresas, assim como encontrando-se com gestores de investimentos para discutir ideias. Lia cerca de 2 ou 3 jornais semanalmente, assim como cerca de 20 relatórios de empresas.

Algo que chama atenção foi que entre 1978 e 1985, Gabelli teve retorno maior que do SP500 e mais do que dobrou o retorno nos cinco anos posteriores. Entre 1977 e 1988 o retorno anual composto foi de 28% ao ano.

Hoje a GAMCO tem US$ 42,8 bilhões sob gestão e a fortuna pessoal de Mario Gabelli é de US$ 1,7 bilhão. Ele recebe anualmente salários muito altos, da ordem de US$ 40 a US$ 70 milhões e muitas vezes é criticado por isso.

Total de ativos sob administração em bilhões da GAMCO, Empresa de Gabelli

 

Os principais pensamentos de Gabelli sobre investimentos

Ele defende que duas coisas são importantíssimas para um bom investidor: paciência e experiência!

Quando se investe em ações, compra-se um pedaço de um negócio. O principal (e mais difícil) é saber quanto vale o negócio. Ter conhecimento em contabilidade, finanças, filosofia (sim, filosofia!) ajuda e muito na hora de realizar investimentos.

Comprar um ativo abaixo do valor intrínseco que ele tem e esperar para vender acima desse valor, deve ser o objetivo de alguém ao investir. Pensar no longo prazo, investindo realmente, evita cairmos na armadilha da especulação e paciência (tempo) é necessário para mostrar o valor real de um ativo!

Experiência é outra coisa importante para o investidor. Adquirir conhecimento sobre uma grande quantidade de empresas e setores através do tempo é tão importante quanto ter paciência e saber esperar. Não há substitutos para a experiência, pois é possível através do conhecimento antecipar tendências e mudanças que podem ocorrer em certos setores e, atualmente, mudança é a palavra mais comum em nosso mundo.

Tipicamente, investidores de sucesso são aqueles que erraram bastante ou que tiveram sorte suficiente para passar pelo erro incólumes. Esse é um pensamento meu, Eliseu, sabedoria e aprender as coisas, vêm de uma reflexão de experiências que passamos. Quanto mais tivermos reflexão e aprendermos não apenas com nossas experiências nos investimentos e na vida, mas com a experiência dos outros, mais rapidamente iremos evoluir.                                          

Histórico de retornos da GAMCO de Mario Gabelli

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/27/grandes-investidores-mario-gabelli/

Grandes Investidores: Bill Ackman, apostando no Zero?

21 de setembro de 2019 às 15:41 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Bill  Ackman – Biografia

Bill Ackman, cujo nome é William Albert Ackman, nasceu em 11 de maio de 1966, de família judia, ele cursou História, na Harvard University e aos 26 anos fez um MBA na Harvard Business School. Ele é um investidor americano, gestor de fundo e filantropista.

Criou aos 26 anos, em 1992 a Pershing Square Capital Management, de gestão de fundos, junto com outro colega do MBA. Ele é considerado um investidor ativista, que tenta tomar o controle das companhias que investe, visto por muitos como um investidor contrarian (investidor que investe diferentemente da maioria, realizando movimentos muitas vezes polêmicos). Por seu estilo de investimento, Bill Ackman é muitas vezes criticado por outros gestores de fundos e o público em geral. Um dos movimentos mais conhecidos executado por ele, foi ter vendido investimentos ligados ao mortgage ou hipotecas de imóveis nos EUA onde ganhou milhões.

Entre 2012 e 2018 manteve investimentos de venda contra a Herbalife, acreditando que a Empresa era uma pirâmide, no qual esse movimento virou um documentário disponível no Netflix, chamado Betting on Zero.

Sua fortuna pessoal é de cerca de US$ 1,7 bilhões e é considerado um dos 20 gestores mais ricos do mundo.

O início

Começou a carreira no ramo de venda de imóveis, trabalhando para o pai em uma empresa de corretor de imóveis. Em 1992, Ackman fundou junto com o ex-colega de Harvard, David Berkowitz, a empresa de investimentos Gotham Partners. Em 1998 chamou atenção ao captar cerca de U$ 500 milhões com a intenção de comprar o Rockefeller Center, junto com outras empresas de seguro e real state, chamando a atenção para a Gotham Partners.

No ano de 2002, Ackman começou a fazer pesquisas sobre empresas ligados ao investimento imobiliário nos EUA, com especial atenção à MBIA, a qual ele dizia estar vendendo ilegalmente direitos creditórios de uma empresa que não existia. Acreditando que a MBIA iria ter uma queda em suas cotações, comprou seguros contra a queda, vendendo posteriormente esse seguro durante a crise de 2008 e 2009 com grande lucro.

Já teve inúmeras desavenças com outro investidor que tratei aqui, Carl Icahn, começando em 2003 e até 2017, no case Herbalife, que vou comentar um pouco mais nesse texto.

Em 2004, acabou fundando a Pershing Square, com US$ 54 milhões iniciais. Ele é quem gerencia os investimentos, realizando estratégia de long and short em empresas de capital aberto ao redor do mundo.

Total de ativos sob administração em bilhões da Pershing, Empresa de Bill Ackman

 

Em 2006, a Pershing, empresa de Ackman, acabou comprando a rede de restaurantes “Wendy´s International” e forçou a venda de uma de suas empresas, a “Tim Hortons”, realizando um spin off (uma empresa que estava dentro de outra empresa é separada da “empresa-mãe”e levado ao mercado de capitais) realizando um IPO (uma oferta no mercado de ações pela primeira vez), levantando US$ 670 milhões para os investidores da “Wendy´s”. Após esse movimento e divergências sobre a sucessão na Empresa, Ackman vendeu suas ações da Wendy´s, resultando em uma queda brusca nas ações da Empresa.

Abaixo sua carteira atual:

Investimentos atuais são basicamente concentrados em 9 empresas: Chipotle, Hilton, Lowe´s, Starbucks, Berkshire Hathaway e United

 

O famoso caso da Herbalife 

Em dezembro de 2012, a Pershing começou a apostar contra a Empresa Herbalife, sendo que vendeu diretamente cerca de US$ 1 bilhão, chamando a empresa de “um esquema de pirâmide”. Ela emitiu uma pesquisa e direcionou ao público em geral.

Em uma rede de TV ele e Carl Icahn (veja aqui o post sobre Carl Icahn), discutiram na rede de tv nacional CNBC, na qual Carl Icahn chamou Ackman de a “um bebê chorão do jardim de infância” e a “mãe de todos os short squeezers (termo usado em que um vendido em ações, vê as ações subirem e precisa recomprar por um preço maior do que vendeu, gerando um prejuízo no investimento). Cabe salientar que Ackman pagou cerca de US$ 50 milhões em publicidade contra a Herbalife durante todo esse processo.

O caso foi parar nos tribunais e a Herbalife teve que responder na Corte Americana. Em 22 de novembro de 2013, Ackman comentou que iria manter-se vendido em Herbalife até o “fim da Terra”.  Em julho de 2016, a Corte Americana fez um acordo com Herbalife que teve que pagar US$ 200 milhões e mudar um pouco o negócio que tinha. Após esse acordo, estima-se que Ackman teve uma perda de US$ 500 milhões em seu Fundo Pershing, eis que as ações de Herbalife acabaram subindo 13% nesse dia.

Em novembro de 2017, Ackman falou para a Reuters que tinha encerrado a posição de venda de Herbalife, mas que iria continuar apostando na venda através de opções de compra de put (que aposta na queda das cotações), usando não mais que 3% do total do Fundo.

Isso denota uma característica nada positiva e perigosa para qualquer investidor: a teimosia! Importante como investidores diferenciarmos paciência de teimosia, já que o mercado e a cotação de Herbalife já estavam dando sinais de que a ação poderia voltar a subir e ainda assim Ackman demorou mais de 1 ano e meio para encerrar sua posição de venda na empresa.

Abaixo a performance do seu fundo:

histórico de retornos de Bill Ackman nos últimos 3 anos não vem bem, porém em 2019 ele está acima de 46% de retono em 2019

Filosofias de investimentos

  • Um ponto em comum com os mais ricos e melhores investidores é que todos falharam alguma vez: enfrente a adversidade, aprenda e corrija erros e siga em frente, sabendo como lidar com adversidades!
  • Estude o sucesso, leia sobre os grandes investidores e seus comportamentos
  • Invista bem: invista em empresas de capital aberto de preferência e não em startups. Entenda também como a empresa faz dinheiro e compre ações dessas empresas ótimas por um preço justo, de preferência em empresas que durem para sempre.
  • Seja direto nos negócios e na vida
  • Tenha confiança no que faz e na maneira que investe
  • Seja crítico nos investimentos e tente pensar de maneira diferente
  • Construa um caminho de aprendizado nos investimentos.
  • Não siga a manada e treine para ter estômago, um dia você vai precisar.

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/21/bill-ackman-apostando-no-zero-betting-on-zero/

Grandes Investidores: Paul Tudor Jones, o trader que fez 56,7% na Black Monday em 87

13 de setembro de 2019 às 14:59 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Paul Tudor Jones – Biografia

Paul Tudor Jones II, nasceu em 28 de setembro de 1954, na cidade de Memphis, no Tenesse. Ele é considerado um dos maiores traders da história. Em 1987, na conhecida Quinta-Feira Negra, ele lucro e conseguiu naquele ano, um retorno de 69%!! Ele é um investidor-trader americano, gestor de fundo de hedge e filantropo.

Criou sua empresa de gestão de fundos, em 1980 e em agosto de 2019, a fortuna dele era de US$ 5,1 bilhões, o que o faz um dos mais ricos do mundo. Estudou na Universidade da Virgínia, sendo graduado em economia, em 1976.

Pensou em estudar na Harvard Business School, acabou sendo aceito mas optou por não frequentar, pois pensava que “isso é algo maluco, porque eu irei estudar lá, se eles não irão me ensinar nada. O conjunto de habilidades para o mercado não é ensinado em uma escola de negócios!”.

O início

O primo de Paul Tudor Jones, William Dunavan Jr, introduziu Paul Tudor para um dos maiores traders de algodão do mundo, Eli Tullis, que contratou Paul Tudor Jones. Eli foi o seu mentor na Bolsa de Nova York, ensinando-o a ser trader de algodão.

Em 1980, Paul Tudor Jones, fundou a sua própria empresa de gestão de investimentos e um dos seus maiores sucessos foi ter previsto a “Segunda-Feira Negra”, triplicando o dinheiro dele com posições grandes nesse dia. Naquela semana de outubro de 1987, Paul Tudor Jones fez incríveis 62% de retorno.

Seu estilo é único e descorrelacionado com a performance de outros gestores. Talvez o fato mais importante foi que ele fez quase o impossível, tendo obtido 5x mais de três dígitos de retorno, praticamente sem recuos nos retornos desses anos. O que mais impressiona era que até 2008, ele não tinha um único ano negativo de retorno, algo nunca antes ouvido na indústria de fundos.

Retornos do Fundo de Paul Tudor Jones, infelizmente até 2009, mas que dá para ter uma noção do retorno histórico do Fundo

O braço-direito de Jones, na Tudor Investment Corporation, Peter Borish, antecipou o crash em 1987, mapeando o mercado em 1987 e encontrando similaridades com o que aconteceu com o crash em 1929, ganhando milhões com isso.

Ao contrário da maioria dos fundos de gestão de recursos, que cobram 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance, o Tudor Investment Group (Empresa de Paul Tudor Jones) cobra 4% de taxa de administração e 23% de taxa de performance.

Atualmente sua firma cuida de cerca de US$ 26 bilhões em ativos, investindo em vários países do mundo, incluindo investimentos macro, fundamentalista nos EUA e Europa, mercados emergentes, venture capital, commodities e investimentos baseados em trading systems.

O retorno anualizado de Paul Tudor Jones II é de 19,5% ao ano. Sobre o estilo de gestor de Paul Tudor, ele é baseado primeiramente em análise técnica, sendo o oposto de value investing, com uma ênfase em fatores momentâneos que direcionam os mercados.

Um fato curioso é que foi produzido um documentário sobre Paul Tudor Jones II e sobre ele mencionar que em 1987 ocorreria um crash, usando métodos de análise técnica. Embora o vídeo tenha sido mostrado na televisão em novembro de 1987, algumas cópias ainda estão disponíveis. Paul Tudor tentou retirar do mercado todas as cópias, comprando quase todas e retirando-as  de circulação. Apesar do filme mostrar pontos positivos sobre risco e cuidado com cliente, também mostra algumas táticas secretas de trading, o que pode ter feito com que Paul tentasse remover de circulação.

Vi o vídeo e envio aqui o link para o mesmo, disponível no youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=cy43vfYaxk0

 

Filosofias de investimentos

  • O que mais dá retorno são os pontos de virada, ou seja, quando tendências chegam ao fim.
  • Gaste seus dias de maneira relaxada e feliz. Saia de posições que o deixam desconfortável. Nada melhor que iniciar algo novo e relaxado. A chave é investir grande de maneira defensiva e de maneira não ofensiva, ou seja, quando as probabilidades e o mercado está ao seu favor.
  • Nunca faça preço médio com posições perdedoras. Diminua o tamanho do investimento quando ele está indo mal e aumente quando ele está indo bem.
  • Paul Tudor Jones tinha stops mentais. Se atingia determinado preço de stop, ele caía fora, não importasse o quê. Ele usava não apenas stop de preço, mas também stop de tempo.
  • Monitore o risco do portfólio em tempo real.
  • Paul Tudor Jones acreditava que o preço se movia antes e os fundamentos depois.
  • Ele não dava atenção se tinha errado três segundos atrás, mas prestava atenção no próximo movimento.
  • Não tenha ego, não seja um herói. Sempre questione a sua habilidade, nem mesmo sinta que você é bom. A segunda vez que você pensar assim, você estará morto.

Uma das últimas teorias de Paul Tudor Jones, é de que commodities, estão baratas

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/13/paul-tudor-jones-um-dos-maiores-traders-da-historia/

Grandes Investidores: Nassim Taleb, Buscando Retornos e Proteção no Caos

06 de setembro de 2019 às 14:53 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Nassim Nicholas Taleb – Biografia

Nassim Nicholas Taleb, mesmo não sendo um dos homens mais ricos do mundo (ninguém sabe ao acerto, mas sua fortuna é estimada em cerca de US$ 30 milhões) foi um dos escritores que mais influenciou o pensamento e comportamento de investidores ao demonstrar o cuidado com situações consideradas “Cisnes Negros” e como lucrar com essas hipóteses que têm pouca probabilidade de acontecer, mas acontecem.

Nasceu no Líbano, em 1960, sendo Líbano-Americano, ex-trader, escritor e analista de riscos. Tem graduação e mestrado pela Universidade de Paris e um MBA pela Wharton School da Pennsylvania, além de um PHD pela Universidade de Paris.

Alguns de seus livros ficaram notórios, como o Cisne Negro (que foi considerado pelo Sunday Times, como um dos doze livros mais influentes desde a Segunda Guerra Mundial). Outro famoso Livro é o Antifrágil, que ganhou também grande destaque. Ele sugere a antifragilidade nos sistemas, que é uma habilidade de benefício em um crescimento de uma série de eventos aleatórios, erros e de volatilidade, ou seja, beneficiando-se de eventos que poderiam nos deixar frágeis.

Ele fala mais de 10 línguas, algumas pouco usadas atualmente.

 

Carreira de investimentos 

Por ter sido Diretor de riscos no Credit Suisse UBS, também trader para moedas, commodities e renda fixa no First Boston, trabalhado no Deustche Bank, BNP Paribas, Taleb foi pioneiro como um hedger (buscar proteção nos investimentos) para eventos considerados de cauda, ou seja, eventos que têm pequena probabilidade de acontecer, mitigando riscos em movimentos extremos de mercado.

Dizem que a fortuna dele é de US$ 30 milhões e que tornou-se financeiramente independente e com grande sucesso no mergulho das Ponto-com, nos anos 2000 e também na crise iniciada em 2007, em que mencionou que a Crise ocorreu devido ao desencontro entre a realidade e a estatística distributiva usada em finanças.

Desde 2007 tem sido o principal conselheiro da Universa Investimentos, em Miami, na Flórida, em um fundo baseado na teoria do Cisne Negro, sendo que alguns desses fundos tiveram retornos de 65% e outros 115% em Outubro de 2008, no auge da crise.

Escreveu 5 livros que fazem parte da coletânea Incerto, com os livros, Iludido pelo Acaso (2001), O Cisne Negro (2007), A cama de Procrustes (2010), Antifrágil (2012) e Arriscando a Própria Pele (2018).

O primeiro livro, Iludido pelo Acaso, sobre a questão de subestimar o papel de eventos aleatórios na vida, sendo eleito pela Fortune entre um dos 75 livros mais inteligentes escritos.

O segundo livro, o Cisne Negro, sobre eventos imprevisíveis, vendeu mais de 3 milhões de cópias, traduzido para 31 línguas. Este Livro foi considerado como o que previu a Crise de 2008.

Nesses dois primeiros livros, Taleb ganhou como antecipação um valor de US$ 4 milhões para escrevê-los.

 

Estratégias de investimentos e o Fundo Universa Tail Hedge

Uma das estratégias preferidas de Taleb é ser ambos, super-conservador e super-agressivo ao mesmo tempo. Por exemplo, um investidor pode investir em 80-90% em algo extremamente conservador como Títulos do Tesouro, enquanto o restante da carteira pode estar em algo altamente especulativo e com alto risco. Uma sugestão é estar em apostas altamente especulativas com uma possibilidade de perda limitada.

Na visão de Taleb, realizando essas estratégias, um portfólio pode ser robusto, para isso, ganhando uma positiva exposição para eventos considerados “Cisnes Negros”, enquanto limita perdas sofridas por eventos aleatórios.

Universa Tail Hedge, 3.33% no Fundo 96,67% em SPX teriam retornos melhores em momentos positivos e de crises de mercado

Na imagem acima, vemos que entre 2008 e 2018, um valor alocado no Fundo Universa Tail Hedge, que Nassim Taleb é consultor a maior queda teria sido de 0,6%, possuindo retornos maiores que outros fundos mesmo assim, ou seja, comportando-se muito bem em momentos de crises, servindo os 3,3% alocados no Fundo, como uma excelente proteção, mais inclusive que o ouro.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/06/nassim-nicholas-taleb-buscando-retornos-e-protecao-no-caos/