Posts em novembro de 2019 Central do Investidor

Grandes Investidores: Jim Simons, retornos maiores que lendas como Buffett, Soros, Munger

30 de novembro de 2019 às 16:40 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Jim Simons – Biografia

O texto a seguir, tratará o maior gestor de fundos do mundo em termos de retornos e que teve um grande destaque recentemente com seu livro “The Man who Solved the Market”, escrito por Gregory Zuckerman. Comecei a ler recentemente. Esse investidor é o gestor de fundo quant (quantitativo) Medallion, da Renaissance Technologies, James “Jim” Simons.

James Harris Simons, nasceu em 25 de abril de 1938 em Massachusetts, é um matemático americano e acabou tornando-se bilionário após a fundação de seu fundo. Ele também se dedica a filantropia. Conseguiu um PhD em Berkeley, em 1962. Em 1964 trabalhou para o Governo Americano, com decodificação, ou seja, tentando quebrar códigos, usando criptografia e outros padrões.

Ele é conhecido por ser um investidor quantitativo e fundou em 1982 o Renaissance e o Medallion, um Fundo baseado em New York que teve um retorno de 66% antes de taxas e 39,9% após taxas, o que é o retorno mais alto historicamente, se comparado com outros gestores de hedge. Simons obteve esse retorno de 39,9% para os seus cotistas, mesmo cobrando uma taxa de administração de 5% e taxa de performance média de 44% ao ano, ao contrário da praxe, que é de 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance.

Ele é considerado como o maior investidor de Wall Street, devido aos seus altos retornos. Sua riqueza atual é de US$ 21,6 bilhões, o que coloca-o também, não apenas como um grande gestor em termos de performance, mas uma das pessoas mais ricas do mundo, sendo o vigésimo primeiro mais rico do mundo. O Fundo dele criou mais riqueza que a fortuna pessoal de Warren Buffett ou Bill Gates, de maneira individual. Chama atenção mesmo que possuindo o melhor retorno histórico entre os gestores, Jim Simons nunca teve aulas de finanças, não tinha interesse nos negócios (ele trabalhava para quebrar códigos criptografados na Guerra Fria) e contratou pessoas fora do meio de Wall Street para trabalhar no Fundo.

Gestora Renaissance e Fundo Medallion

Fundada em 1982, a Gestora Renaissance começou utilizando matemática pura para realizar trades, muitos deles automatizados através do uso de correlações, sem intervenção humana, usando modelos computacionais para antever mudanças de preços através da análise de dados. Uma dos fatos que me chamou a atenção, foi que a maioria de quem trabalha no Renaissance não é do mercado financeiro e sim matemáticos, físicos, astrônomos e estatísticos. Um terço de quem trabalha lá tem PhD, ou seja, são inteligentíssimos!

Simons por ser o gestor da Gestora, é um dos gestores que mais ganhou nos últimos anos… por exemplo, ano passado ele ganhou US$ 1,3 bilhão. Em anos anteriores como 2007, foram US$ 2,8 bilhões, US$ 1,7 bilhão em 2006, US$ 1,5 bilhão em 2005 (o maior ganho de gestores naquele ano) e US$ 670 milhões em 2004. Tudo isso como um prêmio de taxa de performance, por obter retorno acima da média.

Desde 1988, o principal Fundo da Renaissance,  o Medallion, teve retorno uma média de +71,8% ao ano e fez acima de US$ 150 bilhões de lucros nos mercados financeiros, sendo que nenhum gestor teve um retorno maior que ele nos mercados nesses 30 anos. Lembro que a taxa de administração do Fundo Medallion é de 5% e a taxa de performance é de 44% e como efeito de comparação, no Brasil e nos EUA, a taxa média de performance é de 20% e de administração 2%, o chamado 20-2.

Retornos anuais do Fundo Medallion até a crise, ano que ganhou 80%

A Black Box: como a Gestora opera o Fundo

Muitos perguntam-se como opera a Renaissance e até hoje não há uma certeza, apenas pistas que são retiradas de formulários enviados trimestralmente com as posições dos fundos. De modo geral, o Renaissance opera através de modelos quantitativos derivados de matemática e da estatística. O principal Fundo, o Medallion, foi criado em 1988 e usou modelos matemáticos de Leonard Baum que foram melhorados posteriormente pelo uso das álgebras de James Ax. O Fundo explora correlações entre vários ativos e teve esse nome pelos prêmios que ambos ganharam.

Jim Simons aposentou-se das atividades principais em 2009 e foi substituído por Peter Brown, um cientista computacional especializado em linguística que foi contratado em 1993 enquanto trabalhava na IBM.

Outro fato que chama atenção é que o Renaissance tem mais de US$ 110 bilhões sob administração, o que faz um dos maiores fundos do mundo e tem mais de 300 funcionários. Há mais de 3400 ativos diferentes na composição dos fundos.

Quase US$ 120bilhões em Assets Under Management

 

Fundos Quants

Hoje temos cerca de 17 fundos quantitativos no Brasil. Vários desses fundos utilizam-se de algoritmos e uma rapidez de milissegundos na emissão de ordens. No Brasil ainda não é permitido vender ordens de clientes, mas saiba que nos EUA isso já é feito. Corretoras com corretagens gratuitas ou abaixo da média do mercado vendem essas ordens de clientes para fundos e outros investidores institucionais, dando-lhes uma vantagem para operar pequenos spreads, sendo chamados de scalpers. Sendo assim, saiba que não há almoço grátis no caso de corretagens gratuitas ou abaixo da média, você está pagando de uma forma ou de outra. Ressalto que essas operações de corretoras e venda de ordens acontece nos EUA e no Brasil não tenho ciência desse fato, apenas sei que não é permitido por lei e como nossa regulamentação financeira é muito eficiente, sendo modelo para os EUA inclusive, acredito que isso não ocorra.

Fundos Quant além de ordens instantâneas, procuram abordar correlações e antever movimentos, “linkando” com volumes de negociações e padrões que ocorreram no passado procurando repetir-se no futuro.

Do ponto de vista negativo já que comentei sobre o Fundo Renaissance, ocorreu em 2008-2009 a quebra do Long Term Capital (também um Fundo Quant), que também usava alavancagem, tinha 4 Prêmios Nobel como principais sócios e teve que ser salvo para não gerar um efeito em massa nos mercados financeiros mundiais. Bom ser citado, para lembrar-nos que sempre há mais de um lado na mesma moeda e que existem riscos altos, mesmo em Fundos Quants geridos por pessoas inteligentíssimas. O maior risco, ao meu ver, está no uso de alavancagem, ou seja, o uso de dívida para a compra de mais ativos, esperando em uma grande valorização. No caso do Renaissance isso vem dando certo por 30 anos, mas no caso do Long Term Capital, custou a vida do Fundo.

Enfim, nada tira o mérito de Jim Simons, que teve nos quase 30 anos de Fundo Medallion, retornos maiores que lendas como Warren Buffett, John Paul Tudor Jones, Soros, Munger, entre outros.

 

Um grande abraço,
Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/30/jim-simons-retornos-maiores-que-lendas-como-buffett-soros-tudor-jones-munger/

RESULTADO VALID (VLID3) 3T19 – Recuperando terreno com o melhor Ebitda da história da Cia!

07 de novembro de 2019 às 16:33 Por Postado em Blog do Eliseu

A Valid liberou seu resultado recentemente. A Receita Líquida no trimestre, apresentou um crescimento de 18,8% na comparação com o 3T18 (R$ 569,0 milhões vs. R$ 478,9 milhões). No acumulado do ano, o crescimento foi de 13,4%, na comparação com o mesmo período em 2018. No 3T19, o incremento de Receita Líquida é devido principalmente à Receita da operação de Meios de Pagamentos no Brasil e no exterior, que juntas apresentaram crescimento de 51,9%. As operações no exterior apresentaram crescimento de 8,8% no 3T19 vs. 3T18 (US$ 66,5 milhões vs. US$ 61,1 milhões). No acumulado do ano, apresentou-se um crescimento de 10,4% (US$ 182,8 milhões contra US$ 165,6 milhões).

Já o EBITDA de R$ 97,6 milhões no 3T19,teve um crescimento de 20,3% contra o 3T18, sendo explicado pelos resultados de Meios de Pagamentos no Brasil e nos Estados Unidos e também na divisão de Mobile. No acumulado do ano o EBITDA totalizou R$ 228,4 milhões, 1,2% abaixo do mesmo período em 2018. Excluindo os efeitos devido a adequação à Norma IFRS16, o EBITDA do trimestre e ano teriam totalizado respectivamente R$ 91,0 milhões e R$ 211,0 milhões, respectivamente.

Fonte: Release VALID 3T19

 

Quanto ao lucro Líquido no 3T19, foi de R$ 31,7 milhões contra R$ 23,8 milhões no 3T18, um crescimento de 33,2%. No acumulado do ano, o Lucro Líquido atingiu R$ 51,7 milhões vs. R$ 57,0 milhões nos 9M18. Excluindo o ajuste para adequação à norma IFRS16, o Lucro Líquido foi de R$ 36,9 milhões no 3T19 e R$ 55,0 milhões no acumulado do ano.

 

Comentários

Após um primeiro semestre bastante desafiador, no 3T19 o EBITDA foi de R$ 97,6 milhões, o maior EBITDA da história da Companhia, com margem de 17,2%, 2.5 p.p acima da margem apresentada nos primeiros seis meses de 2019.

A Receita Líquida apresentou um crescimento de 18,8% na comparação entre os períodos, como reflexo do melhor desempenho das divisões de Meios de Pagamentos tanto no Brasil quanto no exterior. Já na divisão de Identificação no Brasil, foram emitidos mais de 2,0 milhões de documentosno 3T19 depois da queda acentuada no 2T19, principalmente no mês de junho, com a redução de 6% do volume de emissão de documento contra o 2T18. Quanto aos Meios de Pagamento, a queda nas vendas e aumento de custos relativos ao forte impacto das chuvas no final de março que afetaram o mês de abril já foram regularizados, e os resultados da divisão no 3T19 é um claro reflexo da diminuição dos custos aliado também a: (i) Um incremento de volume no Brasil de 9,5% na comparação com o 3T18; (ii) Entrega de 65% das provas do INEP (R$ 76 milhões) e (iii) Melhor mix de vendas nas regiões que atuamos totalizando um crescimento de Receita Líquida de 51,9%.

 

A Receita Líquida total da Companhia atingiu R$ 569,0 milhões no terceiro trimestre de 2019, um crescimento de 18,8% na comparação com 2018, devido ao crescimento de Receita na divisão de Meios de Pagamentos e 8,8% de incremento de receita devido às operações no exterior, que totalizaram US$ 66,5 milhões vs. US$ 61,1 milhões. No acumulado do ano a Receita Líquida da Companhia atingiu R$ 1.459 milhões vs. R$ 1.287 milhões no mesmo período em 2018, um crescimento de 13,4%. Lucro Líquido Contábil foi de R$ 31,7 milhões contra R$ 23,8 milhões no 3T18, um crescimento de 33,2%. Excluindo os efeitos da Norma IFRS 16, totalizou-se um Lucro Líquido Ajustado de R$ 36,9 milhões, 55% acima do 3T18. No acumulado do ano, ele atingiu R$ 51,7 milhões vs. R$ 57,0 milhões nos 9M18 e, excluindo os efeitos da Norma IFRS 16, atingiram um lucro de R$ 55,0 milhões, 3,5% abaixo na comparação entre os períodos. Abaixo, o Resultado Financeiro do 3T19:

Fonte: Release VALID 3T19

 

O 3T19 apresentou uma melhora significativa de margem contra os primeiros seis meses do ano, 2,5 p.p. acima, totalizando 17,2% vs. 14,7%, com incremento de margem em todas as linhas de negócio com exceção a divisão de Mobile que, conforme esperado para o segundo semestre do ano, apresenta um pior mix de vendas para regiões menos rentáveis.

Fonte: Apresentação VALID 3T19

No ano de 2019, houve uma geração de caixa operacional positiva no montante de R$ 155 milhões contra R$ 145,9 milhões nos 9M18.

Fonte: Release VALID 3T19

A companhia manteve o compromisso de distribuir pelo menos 50% do Lucro Líquido ajustado sem que isto comprometa a política de crescimento também através de aquisições e desenvolvimento de novos negócios.

 

TELECONFERÊNCIA DA VALID

Sobre privatizações que devem acontecer e que estão na mesma área da Valid, ocorreram mais de 120 emendas nos últimos projetos, algo deve sair em novembro de 2019 e a Valid está atenta a aquisições possíveis, pois vêem muita sinergia.

Sobre as carteiras de motoristas, as mesmas não terão mais renovação por 10 anos e sim de acordo com a idade, segundo a Empresa.

Opinião do Eliseu:  

Empresa começa a demonstrar evolução e acredito que é um dos ativos a ficarmos de olho. Não tenho o ativo, porém chama atenção a forte evolução mais a possibilidade de aquisições estratégicas via privatização, venda de empresas estatais na área que a Valid está inserida. O management já mencionou que está de olho nessas aquisições na Teleconferência. Ativo negocia a 13x lucros, abaixo da média histórica, tem possibilidade de crescimento e vem focando no meio digital. Lembro que isso não é uma indicação de compra ou venda, apenas comentários sobre o ativo.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/07/resultado-valid-vlid3-3t19-apenas-o-melhor-ebitda-da-historia/

RESULTADO PETRORIO (PRIO3) 3T19: Dívida controlada, gerando caixa em um setor que não é modinha

07 de novembro de 2019 às 16:29 Por Postado em Blog do Eliseu

A Petrorio liberou seus resultados recentemente. Mesmo com a queda do Brent médio, a empresa conseguiu lucrar mais, lembrando que no último trimestre de 2019, aparecerá os outros 18% da aquisição de Frade. Esse é um ativo que tenho carinho especial, eis que comecei a comprar as ações de Petrorio nos R$2,30 a valor de hoje. Sim, eu sei que não é bom mencionar a palavra carinho, um sentimento por ações, eis que se estamos possuindo prazer ao investir, não estamos investindo, pois investir não deveria ser um jogo, uma aposta… Logo não deveríamos ter sentimentos pelas ações que compramos. Mesmo assim, é um investimento que me deu ótimos lucros (mais de 635% desde as primeiras compras até hoje) e que há a possibilidade de chegar a um valor maior.

Nesse trimestre, a receita teve um aumento de 78% vs o 3T18. Ocorreu uma queda no lifting cost para US$ 22,9/bbl, contra S$ 26,6/bbl do trimestre passado.

O lifting cost total da Companhia apresentou redução de 14% ano contra ano e de 4% frente ao 2T19, como pode ser notado no gráfico acima. Foi verificado no trimestre uma sinergia entre as operações de Frade e Polvo e também a redução de custos operacionais favorecendo as operações.

Já o queridinho EBITDA (que grande parte do mercado olha como geração de caixa, mas que acredito que é preciso ir mais a fundo para verificar a efetiva geração de caixa de uma empresa) ajustado (ex-IFRS 16) de R$ 215,9 MM, possuindo a maior margem já reconhecida para um trimestre, na ordem de 54%. Foi também o maior EBITDA ajustado por barril da história da PetroRio,na ordem de US$ 31,5/bbl.

Um dos pontos que gosto de observar, mesmo com a menor taxa de juros de nossa história e os efeitos mais positivos da alavancagem nesse tipo de cenário, é a dívida líquida e nesse trimestre, ocorreu uma queda acelerada na dívida líquida para 1,2x Dívida Líquida/Ebitda, o que permite alavancagem para aquisições que aparentemente estariam em negociação, inclusive há possibilidade de aquisição do restante de Frade, pertencente à Petrobrás.

Nesses últimos 12 meses, a empresa vem visando crescer, tomou dívidas em janeiro de 2019 no valor de US$ 224 milhões com a Chevron como parte do financiamento da aquisição de Frade, possuindo prazo de dois anos e custo de Libor (Taxa referência para grandes financiamentos de curto prazo usada pelo mercado interbancário internacional) + 3% a.a., o que é vantajoso sendo que a parte mais relevante é que essa dívida será paga com parte do fluxo de caixa do próprio ativo. Outra dívida tomada recentemente foi na ordem de US$ 48 milhões.

Como resultado da maior geração de caixa livre e o maior nível de EBITDA com a incorporação da participação de 51,74% de Frade, a companhia conseguiu reduziu o índice de alavancagem. A Companhia estima chegar ao final dos primeiros 12 meses após a incorporação da participação em Frade (que se encerrarão no 1T20), com este indicador abaixo de 1,0x.

Sobre o lucro líquido, ele foi impactado por um efeito não-caixa da variação cambial sobre os passivos em dólar, onde na prática, não trouxe nenhum efeito à Companhia, uma vez que as receitas são predominantemente dolarizadas.

Sobre o principal deste trimestre, Frade teve produção 15,4% superior ao mesmo período do ano anterior e 18% maior do que o estimado para o trimestre se considerado o declínio natural do Campo no momento da incorporação do ativo. Tudo isso ocorreu pela eficiência operacional da Petrorio, através de estimulações e medidas tomadas para aumentar a produção.

Como resultado da maior geração de caixa livre e o maior nível de EBITDA com a incorporação da participação de 51,74% de Frade, a Companhia reduziu o índice de Net Debt/ EBITDA de 3,3x no 1T19 para 1,2x, considerando  3T18 o EBITDA ajustado ex-IFRS 16. A Companhia estima chegar ao final dos primeiros 12 meses após a incorporação da participação em Frade (que se encerrarão no 1T20), com este indicador abaixo de 1,0x.

Futuro

A Companhia pretende continuar na eficiência operacional, revitalizando os poços até o final do ano, com duração de até dois meses, e que o investimento inicial para a perfuração da primeira etapa será de aproximadamente US$ 20 milhões.  Ela estima ainda, que as perfurações desta etapa poderão adicionar entre 3 e 6 milhões de barris de óleo às reservas da Companhia, a serem confirmadas no relatório de certificação de reservas. Concluída a primeira etapa, os dados coletados serão utilizados para a decisão dos investimentos da segunda etapa, que poderão incluir os prospectos Arpoador e Piratininga. Os investimentos previstos para toda a Fase 3 em Polvo poderão chegar a U$ 60 milhões, a depender do sucesso e completação de todos os quatro poços prospectados.

 

Posição em Títulos e Valores Mobiliários

Uma das questões que me preocupava ano passado era o investimento em ações da Oi, porém, a companhia acabou realizando a venda quase total. Ficaram ainda R$ 4.997 milhões, o que não é nada perto do valor anterior. Fui atrás das notas explicativas e os investimentos atuais demonstram que a Empresa está realizando investimentos de maneira mais conservadora, como mostrado abaixo:

Minha opinião: O ativo negocia a 3,4x Ebitda, gerando caixa, realizando aquisições como Manati que deu uma TIR de mais de 66%, aquisições essas que se pagam em pouco tempo. PRIO também vem ganhando expertise, está inserida em um nicho de campos maduros, o que não é a principal atração para outras empresas do setor. Há ainda uma experiência em aumentar o prazo de exploração dos campos, o que traz um diferencial para a empresa. Para 2020, acredito no preço de R$ 28,48. Saliento que isso não é uma indicação de compra, mas sim apenas comentário do que tenho e estou fazendo.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/07/petrorio-divida-controlada-gerando-caixa-em-um-setor-que-nao-e-modinha/

Grandes Investidores: Robert Schiller, um Prêmio Nobel focando nas finanças comportamentais

03 de novembro de 2019 às 16:08 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Robert Schiller – Biografia

Robert James Shiller, nasceu no dia 29 de março de 1946, em Detroit, Michigan, nos Estados Unidos. Ele já ganhou um Prêmio Nobel em 2013, sendo um professor acadêmico e autor com grande sucesso. Está entre as 100 economistas mais influentes do mundo.

Robert Shiller tem descendência Lituana, é casado e tem dois filhos. Sua família veio da Lituânia entre 1906-1910 Estudou Administração, em 1967 e recebeu um mestrado na Massachussets Institute of Technology (MIT), em1968 e um Phd pela mesma Universidade em 1972, com trabalho denominado Expectativas Racionais e a Estrutura da Taxa de Juros, sob supervisão de Franco Modigliani.

Carreira de investimentos 

Robert Shiller começou a ministrar aulas em Yale em 1982, focando seus trabalhos na área de finanças comportamentais, também publicando alguns artigos sobre a eficiência de mercado. Ele defende que em um mercado racional, investidores irão basear os preços das ações no recebimento futuro de dividendos, descontado a uma taxa de valor presente. Ele avaliou a performance do mercado de ações americano e levou em conta, expectativas futuras de pagamento de dividendos, assim como taxas de desconto que poderiam justificar a grande variabilidade do mercado de ações. Schiller concluiu que a volatilidade do mercado de ações era maior que qualquer explicação racional visão do futuro, justificando como a perspectiva de dividendos como a explicação mais plausível.

O campo de finanças comportamentais ganhou credibilidade sobretudo após o crash no mercado de ações de 1987. O trabalho de Shiller incluiu perguntas para investidores e traders sobre a razão para eles realizarem trades e os resultados confirmaram o que Shiller defendia que a maioria das decisões eram realizadas pela emoção em vez da razão.

CAPE de Schiller: verificando se o mercado está caro ou barato

Cada vez mais as finanças comportamentais é uma matéria importante para entendermos melhor o mercado de capitais que no curto prazo é chamado de “maníaco-depressivo” por muitos. Acontece que, por ser operado por humanos e humanos possuírem emoções, é importante o entendimento de como essas emoções e sentimentos como medo e ganância influenciam os investimentos.

Focando em finanças comportamentais Robert Schiller adaptou um dos mais utilizados múltiplos, o indicador Preço-Lucro, realizando uma média de 10 anos e ajustando-o à inflação. O modelo de CAPE Shiller é usado principalmente para verificar se o mercado de ações está super valorizado ou sub-valorizado, corrigindo a inflação.

Esse indicador é ajustado dividindo o preço atual de uma ação pela média de lucro dos últimos 10 anos, ajustado pela inflação.

Essa é uma maneira inteligente de suavizar o impacto dos ciclos dos negócios e outros eventos que aconteceram no passado.

Usando dados das ações americanas Shiller e Campbell estudaram as médias do CAPE durante os anos de 1881 até os últimos anos, encontrando uma média geral de 15,21 ou o equivalente a 6,6 por cento a cada ano. Atualmente, o CAPE é de cerca de 30x ou um dos mais altos níveis históricos. Shiller vem alertando sobre possível bolha e de quão tão alto estão os mercados há 2-3 anos. Acontece, que é praticamente impossível sabermos exatamente quando ocorrerá uma nova crise, apenas sabemos que crises ocorrem e devem ocorrer, sendo algo sadio para o mercado e propiciando a compra de mais ativos por valores mais baixos.

Como confirmação da eficácia do indicador, no ano 2000, auge da “bolha ponto.com”, o indicador atingiu o seu máximo em 44, em dezembro de 1999 e o menor patamar em 4,80 na data de dezembro de 1920.

CAPE Shiller atual, mostrando que a bolsa americana está negociando em patamares elevados

 

Pontos fracos do modelo de CAPE  Schiller

– contabilidade é diferente de hoje para dez anos atrás;

– Preço-earnings hoje é mais alto devido ao fato de que nos últimos anos, há uma tendência de queda nos juros. Existem diferentes mercados, diferentes condições, diferentes situações regulatórias em diferentes países. Um dos exemplos de mudança drástica é o setor de varejo, que

mudou muito..apenas em cinco anos!

– uma das principais regrass de economia é a função de oferta e demanda. A demanda por ações cresceu muito nos últimos anos de maneira drástica! Existe muito mais dinheiro parado esperando por um bom investimento e ações estão entre os melhores investimentos em termos de retorno x risco. Mesmo assim, com uma alta demanda existem uma menor quantidade de ações nos EUA.

 

Principais pensamentos de Robert Schiller

– Em qualquer momento que você tiver que mudar, isso custará algo. Alguém irá perder.

– O futuro sempre tem alguma surpresa reservada para nós e a melhor maneira de se precaver é diversificar seus investimentos.

– Finanças não é algo apenas sobre fazer dinheiro. É sobre atingir nossos objetivos mais profundos e proteger os frutos do nosso trabalho. É sobre atingir uma sociedade melhor como consequência também.

– Nos julgamos economia pelo que isso pode produzir, porém economia é mais próxima à engenharia do que a física: ela é mais prática que espiritual.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/03/grandes-investidores-robert-schiller-um-premio-nobel-focando-nas-financas-comportamentais/