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Grandes Investidores: Ray Dalio e seus princípios

julho 10th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Ray Dalio e seus princípios”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu Mânica Júnior. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Ray Dalio – Biografia

Raymond Dalio, nasceu em 08 de agosto de 1949. Era filho de um músico de jazz e nasceu no Queens, em Nova Yorke. Ele é um gestor de fundos americano e filantropista. Tem uma fortuna de US$ 18,4 bilhões e está entre os 58 mais ricos do mundo. Comprou sua primeira ação aos 12 anos, Northeast Airlines por US$ 300,00, que foi triplicado após a fusão com outra empresa do setor. Formado em finanças, pela Long Island University e tem um MBA da Harvard Business School, em 1973.

Começou a trabalhar na Bolsa de Valores de New York, em mercado futuro de commodities, pela Shearson Hayden Stone. Aos 26 anos, com mais amigos em seu apartamento, fundou a Bridgewater Associates, que é a maior empresa de investimentos do mundo, com mais de US$ 160 bilhões sob tutela. É autor de alguns excelentes livros, tais como “How the economic machine works: a template for uderstanding what is happening now” e o que eu admiro muito, “Princípios”, que traz mais sobre a cultura de investimentos, baseado na visão de vida de Ray Dalio, análise e prática que ele teve através da Bridgewatter.

Tem alguns vídeos no youtube falando sobre esses princípios, do qual indico para você assistir e que você pode encontrar nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=B9XGUpQZY38

Foi considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e já doou mais de US$ 768 milhões para a filantropia, possuindo uma fundação com seu nome.

É pratica de meditação transcendental e apoia entidades da área, na Índia, principalmente.

 

Os princípios de Ray Dalio

Quem olha a riqueza de Ray Dalio, não imagina como foi o início de sua carreira. Após abrir a Bridgewater, aos 33 anos após um investimento mal-sucedido, ele estava praticamente quebrado e teve que pedir um empréstimo de US$ 4 mil do pai dele. Com 33 anos ele acreditava que o mercado e a economia iriam cair, acreditando que o México não pagaria sua dívida. Ao contrário disso, a economia Americana cresceu e muito, sendo incentivada pelo Banco Central Americano (FED) através de um corte de juros, fazendo com que Dalio perdesse tudo o que investiu para ele e seus clientes. Nesse momento de vida, os clientes acabaram deixando a Bridgewater, assim como os funcionários de Dalio.

São experiências como essas que nos fazem crescer e foi o que fez com que Dalio mudasse todo o seu mindset. Ele comenta que tornou-se mais humilde e que sempre pergunta-se antes de tomar uma decisão, “por que eu acho que sei que isso está correto?”.

Outro fato que Dalio acredita ser importante é procurar pessoas com pensamentos deferentes dos nossos ao invés de refutar tais ideias ou manter-se distante de opiniões contrárias. É através do contraditório que crescemos, avaliamos nossos pensamentos e teorias com a reflexão e verificando se estamos corretos ou não. Ser gestor do mercado financeiro é ter que tomar decisões difíceis, muitas vezes diferentes do que a maioria do mercado pensa e buscando ser assertivo para trazer mais retorno para os investidores que acreditaram no gestor.

Principais pensamentos

Na Bridgewatter, Dalio criou um programa de computador em que avalia todas as opiniões das pessoas nas reuniões. Através do tempo, cada pessoa tem um “escore”,  linkando a sua opinião com a da maioria que tomou uma determinada decisão. Além disso, Dalio tenta ser o mais racional possível nas decisões da Bridgewatter. Seguem alguns dos seus pensamentos:

  • Dor + reflexão = progresso: pessoalmente, acredito que o ser humano, infelizmente, aprende mais com a dor. Uma minoria aprende com a experiência dos outros. Caso isso ocorresse, gastaríamos menos tempo em nosso progresso e evolução aprendendo com o erro dos outros. Passarmos por momentos menos positivos, com uma reflexão sobre esse momento, é o que nos fará evoluir, seja nos investimentos, seja na vida.
  • Dois maiores retornos nos investimentos: crescimento e inflação: o mercado financeiro tenta antecipar o que ocorrerá futuramente com expectativas. Quando o crescimento é menor do que o esperado, o investimento em ações cai. Quando inflação é maior que o esperado, os títulos em renda fixa, caem. Quando inflação é menor que esperada, esses títulos sobem.
  • Gastar menos e reduzir débito: vivemos um momento de pós recuperação da crise de 2008. Em alguns países foram feitos cortes e austeridade muito forte. Isso foi necessário para recuperarmos da crise, mas começamos a ver alguns excessos em alguns mercados. Outro fato é que pós-crise, começamos a ver retornos negativos na renda fixa (retorno menor do que a inflação), como forma de incentivar a economia. Impressão de dinheiro foi outro fato que ocorreu, devido as taxas perto de zero em países de primeiro mundo.
  • O mundo é uma máquina: em sua Gestora, Dalio tenta racionalizar todas as decisões. Em vez de ficar de olhos atentos em monitores e cotações, ele procura por correlações nos dados da economia, interligando-os com o mercado financeiro. Dalio acredita que não apenas os investimentos, mas o mundo, a natureza, o ser humano, são uma máquina e o mercado financeiro é um reflexo desses.
  • Para ter sucesso, você precisa estar contra o consenso e precisa estar certo: o consenso é refletido no preço. Para ter sucesso nos investimentos é preciso ir contra a manada e ter uma taxa de sucesso alta, cortando as perdas rapidamente e deixando os lucros crescerem. Fazer isso na prática não é fácil, pois vai contra a natureza humana de sentir-se segura onde a maioria está.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/04/raydalio/

Grandes Investidores: Howard Marks, e os Ciclos de Mercado

julho 10th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Howard Marks, e os Ciclos de Mercado”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu Mânica Júnior. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Howard Marks – Biografia

Dennis Howard Marks, nasceu em 23 de abril de 1946 e é um dos maiores investidores de nossa era. Trabalhou desde cedo no Citibank com investimentos de alto retorno e risco, ativos conversíveis e investimentos em empresas de alto risco e em situação de dívidas altas. Estudou economia na Wharton School, Universidade da Pennsylvania e fez um MBA, em 1970 na Universidade de Chicago. Trabalhou como analista e depois como Diretor de Análises, de 1969 a 1978; Vice-Presidente e gestor de portfólio entre 1978-1985 e, finalmente, entre 1985-1995, trabalhou como Chief Investiment Officer para renda fixa doméstica, do Citibank.

Em 1995 fundou junto com outros quatro sócios a Oaktree Capital, com US$ 10 milhões na época. Foi resposável pela captação de US$ 10,9 Bilhões no auge da crise de 2008 e de US$ 12 bilhões em 2015 e, hoje administra em sua gestora, cerca de US$ 122 bilhões, sendo uma das maiores quantias sob administração do mundo. Sua fortuna pessoal é de cerca de US$ 1,9 bilhão.

Além de ser um excelente gestor, com ótimos resultados, Marks é também um escritor reconhecido com dois livros muito divulgados no meio financeiro: Mastering the Market Cycle, The Most Important Thing and The Most Important Thing Illuminated.

Eliseu e Howard Marks em palestra para o CFA

 

Grandes investidores: Howard Marks, a coisa mais importante é ser cuidar dos ciclos de mercado
Principais pensamentos

O tempo e os retornos de um gestor de ativos dizem por si mesmos, o quão capacitado foi o gestor. No caso de Howard Marks, o Fundo Oaktree Capital, teve um retorno médio de 19% ao ano, após custos, 7% melhor do que os pares do setor. Isso mostra o quão diferenciado é o Oaktree Capital e seu gestor, Howard Marks.

Howard Marks tem como tradição a publicação de alguns memos, procurando incentivar maior conhecimento para os cotistas de seus fundos e de investidores em geral. Um dos maiores admiradores desses memos, é o Warren Buffett, que já em entrevista comentou que quando recebe os memos de Howard Marks, é uma das primeiras coisas que lê.

Marks acredita que quatro coisas são importantes para o investidor, dividindo-as em duas, primeiramente:

  • Saber em que ciclo o mercado está atualmente: Marks acredita que o mercado anda em ciclos e é fundamental o investidor saber em que parte do ciclo o mercado encontra-se. Alguns indicadores são a taxa de desemprego, a taxa de juros, a moeda do país, a bolsa de valores do país, a inflação, se o momento é propício ou de retirada de incentivos e a parte da psicologia de mercado, também importante.
  • Saber quanto de risco quer assumir o investidor: isso envolve autoconhecimento e o perfil que tem o investidor. Muitos ao começar não tem ciência de como é o seu perfil como investidor ou tem apenas em teoria, achando que são investidores agressivos, quando vem a primeira queda, mudam meio que “magicamente” para um perfil mais conservador. Ideal sempre iniciar pouco a pouco o aprendizado que é investir.

As outras duas questões dizem respeito ao que o investidor não quer perder: oportunidade ou dinheiro.

Ambas são excludentes, ou seja, se escolher uma não poderá ter a outra opção. O investidor que não quer perder uma oportunidade de investimento, vai ter que correr riscos e com isso poderá ter perda de capital. Já o investidor que não quer perder dinheiro, não correrá riscos e sendo assim, não terá uma valorização do capital relevante.

 

Giro do portfólio da Oaktree Capital

Esses são os principais pontos da carreira de Howard Marks e seus principais pensamentos desse que é considerado um dos maiores investidores da história.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/30/grandes-investidores-howard-marks-a-coisa-mais-importante-e-ser-mestre-dos-ciclos-de-mercado/

Grandes Investidores: Peter Lynch, O Diversificador

julho 9th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Peter Lynch, O Diversificador”

Grandes investidores: Peter Lynch, o diversificador 

Quem vos escreve aqui é o Eliseu Mânica Júnior. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Peter Lynch – Biografia

Poucos sabem no Brasil, mas Peter Lynch é um dos maiores e mais conhecidos investidores de todos os tempos. Ele nasceu em 19 de janeiro de 1944, estando com 75 anos, atualmente. O que tornou-o conhecido foi ter sido o gestor de um Fundo chamado Magellan, que foi um dos maiores fundos da Fidelity (uma espécie de XP Investimentos, no Brasil).

Lynch começou a investir aos 11 anos. Um dos primeiros grandes investimentos de sucesso, ocorreu posteriormente com uma companhia de frete aéreo, chamada Flying Tiger, que ajudou-o a pagar a graduação. Ele fez também um Mestrado em Administração pela Wharton School of Business, na prestigiada Universidade da Pennsylvania, em 1968.

Com 25 anos ele teve o primeiro emprego como analista do setor têxtil e de metais, na Fidelity. Ele começou a gerir o Fundo em 1977, com 33 anos, deixando a gestão desse Fundo aos 46 anos, no ano de 1990. Inicialmente, o Fundo só podia comprar ativos domésticos dos EUA.

Sabe o que mais impressiona? O retorno anual composto que Lynch atingiu durante 13 anos, foi de 29,2% ao ano. Se para um ano, ainda mais nos Estados Unidos que possui uma taxa de juros baixa, imagine manter isso durante 13 anos. Nesse período, entre 1977 e 1990, o Fundo Magellan foi considerado um dos melhores do mundo, sendo que obteve retorno superior a 99,5% dos outros fundos, nos seus últimos 5 anos de Peter Lynch como gestor do Fundo. Outro fato que cabe ser ressaltado é que US$ 1 aportados em 1977, viraram US$ 28, em 13 anos.

Retorno do Fundo Magellan, que foi gerido por Peter Lynch, durante 13 anos:

Peter Lynch – Principais Ensinamentos

Os ensinamentos de Peter Lynch pode ser resumidos em quatro principais tópicos:

  1. Faça sua pesquisa: ao investir você deve ser um pesquisador nato. Visitar empresas, saber o diferencial, pessoas que estão trabalhado para o crescimento. Focar em empresas que não precisam de novas tecnologias é o ideal, mesmo em um mundo high tech. 
  2. Entenda a importância da diversificação: apesar de o Fundo de Peter Lynch chegar a ter mais de 1400 ações, estatísticamente, a diversificação começa a perde efeito a partir de 22-23 ativos. Opte por diversificar entre diferentes setores setores e se possível, diversifique entre países e ativos.
  3. Seja paciente: invista pensando no longo prazo. Investidores com pensamento no longo prazo, acabando pagando menos taxas, diferindo o imposto de renda e tendem a suportar as baixas do mercado melhor, não saindo do mercado em momentos nos momentos de melhor oportunidade. Todos esses detalhes, ajudam no trabalho dos juros compostos ao longo dos anos.
  4. Invista naquilo que você conhece: não apenas conhecer os produtos que a empresa investida vende, mas saber a situação financeira, planos de expansão, principais executivos, como está o setor em que atua a empresa investida, etc.

 

Peter Lynch – divisão das empresas dentro do Fundo Magellan 

Dentro do Fundo Magellan, Peter Lynch, dividiu as empresas que detinha em momentos que as mesmas passavam, classificando-as como Pequeno Crescimento, Confiáveis, Crescimento, Cíclicas, Turnarounds e Oportunidades.

Empresas de Pequeno Crescimento, eram as menos preferidas; já as Confiáveis, serviam como proteção ao portfólio de ativos, as de Alto Crescimento, tinham risco consideráveis, as Cíclicas, dependiam do momento econômico, Empresas Turnarounds, não performavam de acordo com as tendências de mercado e requeriam muito mais pesquisa e por últimos as oportunidades.

Warren Buffett comentou que ele era 85% Benjamin Graham e 15% Peter Lynch, mencionando que o pensamento ao investir-se em ações deve ser o de longo prazo, ignorando a flutuação de curto prazo, como Peter Lynch defendia. Para Lynch, era importante estar 100% investido em ações e não ter manter-se caixa.

Nas empresas que investia, Lynch procurar lucratividade, preço atraente e bom modelo de negócios. Também procurava com empresas com histórico de dividendos ininterruptos por 20 a 30 anos, sendo atraído também por empresas com dívidas baixas.

On a more general note, spin-offs, fast-growing companies in no-growth industry, companies producing goods with inelastic demand, companies with limited analyst coverage, low institutional share in the company, and companies with insider buying, are all potentially attractive.

Após 13 anos de gestão no Fundo Magellan, Peter Lynch deixou o Fundo em 1990. A riqueza atual dele é de US$ 352 millhões, passando a dedicar-se à filantropia e escrever livros, incluindo alguns best sellers, que coloco abaixo para seu conhecimento. Após a saída de um dos melhores gestores do mundo, o Fundo Magellan, nunca mais foi o mesmo, mostrando o diferencial de Lynch, como gestor.

Livros sobre Peter Lynch e investimentos:

link para o livro: O Jeito Peter Lynch de Investir

Link para o Livro Investindo em Ações no Longo Prazo

Link para o Livro Beating the Street 

Link para o Livro One Up on Wall Street

Link para o Livro Learn to Earn 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/21/grandesinvestidorespeterlynch/

Grandes Investidores: O Pai de todos, Benjamin Graham

julho 9th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: O Pai de todos, Benjamin Graham”

Grandes investidores

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos tem me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Benjamin Graham – Biografia

Benjamin Grossbaum (sim, esse era o nome de nascimento, passando a ser alterado para Graham, depois da Primeira Guerra Mundial, já que o sobrenome tinha origem judia e ao fugir da Europa, a família acabou alterando o sobrenome para Graham, como proteção) nasceu em 09 de maio de 1894, em Londres, falecendo em 21 de setembro de 1976, em Provença, na França.

É nas dificuldades que o ser humano mais evolui e foi assim com Benjamin Graham. Logo cedo em sua vida, seu pai acabou falecendo e ele assumindo as rédeas da família, acabou focando em estudos e já aos 20 anos tinha terminado sua faculdade na Columbia University. Logo após a conclusão de sua faculdade, foi trabalhar na bolsa de valores em Wall Street.

Começando de baixo em Wall Street, focou na avaliação das empresas, passando  a ser sócio aos 26 anos na Newburguer, Henderson and Loeb, empresa que tinha entrado poucos anos antes, devido à sua extrema qualidade na análise de ativos.

Em 1928, acabou indo lecionar na Columbia University (Faculdade que tive o privilégio de fazer um curso de Riscos Macroeconômicos, em 2015), sendo que a partir da união com um dos seus ex-alunos, David Dood, escreveu o livro que é considerado por muitos nos Estados Unidos, como o melhor livro de Benjamin Graham (ao contrário do que muitos têm no Brasil, que é o Investidor Inteligente), sendo que em 1949, acabou escrever o Livro “Investidor Inteligente”, também com David Dodd.

Um ano após lançar o livro “Investidor Inteligente”, acabou conhecendo Warren Buffett, que também graduou-se na Columbia University, vindo a ser um dos maiores investidores da história, mesmo dando o mérito de melhor investidor para seu mentor, Benjamin Graham.

Graham acabou falecendo aos 82 anos em 21 de setembro de 1976, de causas naturais.

 

Benjamin Graham – Principais Ensinamentos

Vou novamente me arriscar aqui tentando resumir a genialidade desse que ensinou o Oráculo de Omaha e que é considerado por muitos o pai do Value Investing. Alguns highlights:

  • um ativo deve ser analisado independentemente do seu preço e do futuro, que é incerto;
  • retorno e risco são dependentes de qualidade de análise e margem de segurança;
  • Benjamin Graham, analisava os ativos de forma bottom up, ou seja, da parte micro para a macro, analisando empresas e depois o cenário macroeconômico, como por exemplo PIB, inflação;
  • preço importa: menos provável perder dinheiro se você pagar menos. Em primeiro lugar não podemos controlar o futuro dos preços mas podemos controlar o valor que pagamos;
  • investidores de empresas de crescimento, acreditam no crescimento dos lucros maiores no futuro, em comparação com o passado;
  • risco para Graham – chances que investidores têm permanentemente de perder o capital próprio;
  • Graham começou a avaliar empresas com o mais evidente: ativos tangíveis. Com o tempo passou a ver ativos intangíveis: marca, time competente e responsável; vantagem competitiva e cultura;
  • todo investimento inteligente é um value investing, pois o objetivo é adquirir algo por mais que você está pagando. É necessário avaliar o negócio como um todo antes, para depois avaliar as ações;
  • o que é investir, se não o ato de procurar valor pelo menos que justifique a quantia paga?
  • Diversificação – como manter portfólio adequado? Com várias posições vencedoras!

Graham sempre prestava atenção em 2 questões ao comprar uma ação:
1) que tipo de empresa estava comprando;
2) foi construída uma adequada margem de segurança para comprar essa ação?

E como lidar com a volatilidade e o sobe e desce de preços dos ativos? 

Graham encara a volatilidade como algo positivo pois ela nos dá a oportunidade para comprar bons ativos a preços baixos. Fora isso, este é um fenômeno repetitivo e sem fim, portanto, devemos saber lidar e nos acostumar com ele! A volatilidade no curto prazo é devido à natureza do homem e filosofia. Somos imperfeitos, todos sofremos de vieses relacionados com nossa psicologia (medo, ganância, etc).  Quando nossos portfólios estão bem, nós recebemos em nossos cérebros uma reação similar a ingestão de cocaína que nos dá prazer. Quando nossos portfólios caem, nosso cérebro nos diz que estamos em um perigo mortal e exige que façamos algo. Por isso o investidor tem que saber controlar suas emoções e se aproveitar da volatilidade usando-a a seu favor.

 

Vejamos agora 6 Desafios para avaliar uma empresa a ser investida:

1) você provavelmente terá que fazer trade para aumentar o retorno.
2) tempo não está ao seu favor: para um investidor em valor, tempo é realmente a essência; Ex: ter retorno de 5% em 2 anos e 5% em 5 anos.
3) suas perdas controlam seus retornos: uma perda pode entregar todos os ganhos. Cuidar com perdas, são tão ou mais importantes que os ganhos.
4) cias de valor precisa controlar a urgência para crescer, urgência essa dada pelo mercado.
5) value trap = falso valor – empresas que parecem algo mas não são.
6) reinvestimento dos dividendos.

 

Vejamos 6 desafios em uma empresa de crescimento

1) Pagar muito: se uma cia tem US$ 10 de valor intrínseco por ação, mas você decidiu pagar US$ 80, a cia terá que crescer 15% por ano, nos próximos 15 anos.
2) Esperar muito: superestimar taxa futura de cia de crescimento. Usar a regra da divisão por 72: 20% de crescimento, para dobrar = 3,6 anos   72/20 = 3,6.
3) Seguir uma estratégia de crescimento ruim: exemplo aquisições ruins.
4) Tentação de trading: empresas de crescimento são mais voláteis e por isso, o investidor tende a realizar compras e vendas mais seguidas.
5) Árvores não crescem até o céu: empresas grandes, já com mercado madura e alto valor de mercado, são mais difíceis para aumentar de tamanho.

 

Fórmula de Benjamin Graham:

Graham criou ainda uma fórmula para avaliar e dar preço para ações. Introduzida em 1962, o seu objetivo é calcular o valor intrínseco da empresa. Vejamos:

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8.5 + ( 2   x    crescimento percentual)   X  lucro por ação = valor intrínseco por ação
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Essa é apenas uma forma bastante simplista de se avaliar uma ação. O investidor que lê esse texto deve levar em consideração que a realidade no universo de investimentos atual é bem distinta daquela que Graham observou quando criou a sua fórmula. Ainda assim, tal cálculo pode ser útil como PARTE de uma avaliação mais completa da empresa a ser investida.

Pra acabar deixo-vos uma frase dele: 
“Compre aos poucos, como um flerte. Ninguém casa de primeira. Se comprar 2% e for para 4% pode-se perder no máximo a oportunidade de ter comprado antes 5%, mas igual subiu. Deve-se ter um flerte, ir conhecendo a empresa e investindo aos poucos.
Livros indicados sobre o tema:

4 Motivos pelos quais eu Comprei Magazine Luiza

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “4 Motivos pelos quais eu Comprei Magazine Luiza”

A ideia aqui nesse espaço é escrever rotineiramente sobre os ativos que mais impactaram positivamente o retorno do Clube de Investimentos que tenho e cujo retorno foi mostrado aqui nesse post.

Analisar retornos passados é como um  jogador de futebol de excelência, o que ele fez de coisas boas passou e ele deve sempre olhar para frente procurando manter o mesmo nível, mesmo que muitas vezes isso é muito difícil.

Nos investimentos em ações é possível estudar as razões de compras bem sucedidas, procurando por padrões, replicando-as.

O case Magazine Luiza, foi um case raro, unindo turn around e crescimento, onde a Empresa saiu de vários semestres de prejuízos para lucros crescentes. Hoje, todos procuram por investimentos “Nova Magazine Luíza”, devido ao retorno de mais de 20.212% em 3 anos e meio.

 

4 motivos que comprei Magazine Luiza e como buscar sinais em outras ações:

1) Prejuízos diminuindo e reversão para lucro: as ações de Magazine Luiza atingiram o ponto mais baixo na sua cotação, em fevereiro de 2016. De fevereiro de 2016 até outubro de 2016, foram quase 700% em retorno na cotação da ação e isso, obviamente, chamou atenção de investidores em geral. Passamos a estudar o case, com paciência, procurando um bom momento de entrada, monitorando os resultados, eis que passamos a ler sobre o processo de transformação interno que estava acontecendo. Preço importa e é fundamental, porque é a partir dele que você terá seu retorno, seja Taxa Interna de Retorno (TIR) ou a métrica que você preferir. É menos provável perder dinheiro, se você pagar menos. Em primeiro lugar não podemos controlar o futuro dos preços mas podemos controlar o valor que pagamos. Isso que buscamos no case, após uma queda no fim de outubro de 2016, onde essa queda foi perto de 30%. Quando analisar o lucro, prestar atenção na tendência histórica e no percentual do lucro líquido. Buffett menciona em 7 anos, como um período para análise dos lucros de uma empresa.

2) Estrutura de capital e a dívida: estar atento à dívida é importantíssmo e mostra o quão saudável está a companhia. Em investimentos não existem certezas mas probabilidades. Até ter dívida pode ser saudável em certos momentos, usando alavancagem de maneira responsável. Por responsável, entende-se uma geração de caixa que pague essa alavancagem e juros financeiros justos. Analisando de maneira macro, em momentos de quedas de juros, como é o momento atual do Brasil, empresas alavancadas tendem a ter melhores retornos, já que pode ocorrer uma diminuição no custo da dívida. No caso de Magazine Luiza, notamos uma diminuição gradual da dívida total, passando para um caixa, não possuindo dívidas.

3) Indicadores de rentabilidade: analisar o fluxo de caixa, não é apenas olhar Ebitda, mas verificar outros fluxos também e como empresa transforma o que vende em grana no bolso. No caso de Magazine Luiza, o Ebitda mostrou-se crescente ao longo do tempo, assim como Retorno Sobre o Patrimônio que era negativo e manteve-se acima dos 20% desde 2017, o que é um bom percentual. O Retorno sobre o Capital investido foi outro indicador que estava aumentando e que serviu como auxílio na tomada de decisão.

4) ITR e mudanças internas na Companhia: ler o ITR sobre as informações trimestrais, além da aprentação de resultados é algo que acrescenta e muito na tomada de decisão. Investir é difícil, menos de 20% dos investidores profissionais conseguem ter retorno acima do mercado, no decorrer do tempo.No caso de Magazine Luiza, ocorreu a entrada de “sangue jovem” na Empresa, onde Frederico Trajano, passou a assumir a Empresa. Em época de disrupção e modelos de bancos digitais, negociados a mais de 100x, 45x lucros, apenas por ter a palavra digital na proposta de objetivo de empresa, a Magazine Luiza, fez isso muito bem no varejo. Magalu App e multicanalidade; Luiza Labs, com o uso efetivo de Bigdata; Lu Bot e ganho de eficiência, com a melhoria de experiência, foram alguns das mudanças implementadas. A última foi a parceria com o Carrefour para vendas por parte da Magazine Luiza, em 2 lojas, de produtos. Quem iria imaginar que uma concorrente abriria as portas para testes, em seus domínios.

Gráfico de Magazine Luiza e o ponto que entramos no case, com uma posição considerável

E hoje, o que fiz com Magazine Luiza?

Acabamos optando por vender as ações em R$ 172, com um lucro alto desde as primeiras compras. Achamos que, hoje, apesar de toda a qualidade da Empresa, os patamares de negociação já embutem uma exigência de crescimento muito alta e preferimos olhar de fora, colocando o lucro no bolso, eis que o ativo já não tem a margem de segurança que gostamos.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/08/case-magazine-luiza/

Grandes Investidores – o mago do mercado, Joel Greenblatt

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores – o mago do mercado, Joel Greenblatt”

Grandes investidores

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos tem me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Joel Greenblatt – retornos acima da média

Joel Greenblatt é gestor de fundos de hedge da Gothan Fundos, sediada em Nova York, foi aluno de Administração da aclamada Wharton School, na Universidade da Pensylvannia. E o que chama a atenção nos investimentos dele? Simplicidade e retorno.

Entre 1985 e 2006, o retorno anualizado de seu fundo foi de 40% ao ano em dólar, nada mal não é mesmo? Um outro dado relevante é que ao final de 2018, o Fundo Gothan, performou mais que 99% dos pares. Ou seja, de fato Joel Greenblatt se insere entre as maiores lendas, quando o assunto é investimento em ações!

No gráfico abaixo temos a comparação de gestores famosos…Joel Greenblatt tem menos anos de “caminhada”, mas seus retornos são definitivamente acima da média.

 

Joel Greenblatt – Simplicidade na estratégia

Dizem que quanto mais uma pessoa é inteligente, mais simples é o seu pensamento … e que é na simplicidade que encontra-se a genialidade de alguém. Pois esse pensamento se aplica diretamente a Greenblatt.

Joel Greenblatt é autor de alguns livros (você pode ver mais abaixo) que seguem uma tônica: a simplicidade. Seu objetivo é desmistificar o mercado e mostrar que é possível ao investidor comum investir com qualidade. Sua ideia é mostrar que entendendo 2 ou 3 indicadores o investidor pode selecianar ativos e montar uma carteira.

Com essa ideia em mente ele criou e ficou famoso por ser o autor da Fórmula Mágica! O nome soa meio charlatão, mas calma…você vai ver que faz muito sentido.

 

Joel Greenblatt – A Fórmula Mágica

De uma maneira simples e focando no que importa, a Fórmula Mágica de Joel Greenblatt, busca através de 2 indicadores fornecer subsídios para o investidor montar uma carteira de ações vencedora. O conceito é o seguinte: buscar boas empresas que sejam negociadas a preços subavaliados. Parece óbvio, algo que todos buscamos, não é mesmo?

Mas nisso se revela a genialidade de Greenblatt que através de apenas 2 indicadores consegue achar essas empresas e ainda alcançar retornos acima da média no mercado americano.

Em sua fórmula mágica ele se utiliza dos seguintes indicadores: Retorno sobre Patrimônio Líquido  (no link você tem a explicação do ROE) e a relação Preço/Lucro (no link você tem a explicação do P/L). Através desses 2 indicadores ele monta um ranking com as empresas de maior ROE (mais rentáveis) e de menor P/L (mais baratas). Fazendo os 2 rankings você soma a posição de cada uma delas nos rankings. As empresas de menor soma são aquelas escolhidas para montar a carteira pois seriam as mais baratas e mais rentáveis.

Outra variação da Fórmula de Greenblatt é usando o Enterprise Value (no link você tem a explicação do EV) dividido pelo EBIT (no link você tem a explicação do EBIT), usando em conjunto com o ROIC (no link você tem a explicação do ROIC) como um indicador de rentabilidade da empresa. A ideia segue sendo a mesma, ou seja, comprar boas empresas a preços baratos.

 

A Fórmula Mágica no Brasil

E quais ativos seriam incluídos nesses dois rankings de Joel Greenblatt? Montei os rankings do Greenblatt e disponibilizo abaixo na imagem.

Importante mencionar que existem ativos que possuem parte do lucro não recorrente e é importante o investidor cuidar isso…ou seja, é possível que o luro ali apresentado não represente a realidade ou recorrência de lucratividade da empresa.

O que vocês acham? Enquanto isso, eu vou deixar links dos Livros que o Joel Greenblatt escreveu para quem tiver interesse:

Ficou interessado em saber mais ? Leia os livros que Joel Greenblatt escreveu, nos links abaixo:

bit.ly/pequenolivro

bit.ly/livroverdeJoel

“Em toda a minha vida, eu nunca conheci uma pessoa sábia (em um número abrangente de assuntos) que não lia o tempo inteiro — nenhuma, zero.” Charlie Munger.

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/06/skin-in-the-game-grandes-investidores-joel-greenblatt/