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Impactos das eleições americanas, setores ganhadores e juros fora de contexto no Brasil

12 de outubro de 2020 às 16:50 Por Postado em Blog do Eliseu

Eleições americanas, juros fora de contexto no Brasil

Dia 15 teremos mais uma rodada de debates presidenciais americanos. Esperamos um debate melhor, eis que no último tivemos um mediador conivente com as interrupções de Trump, atrapalhando o raciocínio de Biden (que já demonstrou ser lento em várias entrevistas, chegando a esquecer perguntas, falando respostas diferentes do que foi perguntado, entre outras coisas)…

Como da última eleição americana, nas pesquisas Trump vem perdendo novamente. Em 2016, duas semanas anteriores às Eleições Americanas para presidente, a vantagem de Hillary Clinton para Trump era nada mais nada menos de 93% contra 7% de Trump.

Atualmente há uma relação entre 55% a 45% para Biden. Lembro que aqui nos EUA há um sistema diferente de contagem de votos, onde os delegados dos estados têm um grande poder de diferença e quando um partido leva a maioria dos delegados de um estado americano, ele ganha todos os votos desse estado. Estados americanos como Flórida e Califórnia têm um peso muito grande na votação e decidem uma campanha, tendo ocorrido assim em 2016, onde mesmo perdendo em votação popular, Donald Trump ganhou devido aos votos dos delegados. Em recente pesquisa pelo Banco do Brasil, Biden levaria, como podemos ver abaixo..

Setores privilegiados em caso de vitória de Trump e Biden

Sabemos a influência que tem a vitória em uma eleição americana e o efeito global que isso tem na economia, mercado financeiro e ações. Importante assim, analisarmos as propostas principalmente aos impostos e que possuem influência mais direta. No caso de vitória de Biden, a ideia é de um aumento de impostos em dividendos e ganhos de capital na ordem de 43,4% em média, saindo dos atuais 23,8% de Trump. Impostos para pequenas empresas sairia de 29,6% para 39,6%, impostos de renda sairiam de 37% para 52% e impostos para empresas maiores de 21% para 28%. Sim, o imposto de renda nos EUA é muito maior que no Brasil, porém o imposto sobre consumo é muito menor, sendo assim, quem é mais pobre paga menos impostos que no Brasil.

Em caso de vitória de Biden fica claro que o mercado de ações americano e por consequência mundial tende a ser impactado. Só o aumento de impostos para as grandes empresas tem uma expectativa de influência de cerca de 18% de queda nas ações americanas.

Em termos absolutos, teríamos os seguintes valores abaixo:

fonte: washington post

Há outras mudanças como fim de incentivos para combustíveis fósseis, incentivos maiores para carros elétricos, maior legalização da maconha, em infraestrutura e um aumento de gastos e dívida de governo, caso Biden ganhasse. Aproveito para mostrar algumas dessas empresas que seriam favorecidas abaixo:

Já no caso de continuação do Governo Trump, teríamos mais incentivos para o setor financeiro, maior investimento dentro dos EUA em infraestrutura, em saúde, energia e defesa aeroespacial, sendo algumas abaixo as companhias que seriam favorecidas:

Por ser pró-mercado, empresário e com propostas de manutenção de baixos impostos para empresas de capital aberto, Trump acredito que é o preferido do mercado financeiro. Dia 03 de novembro, teremos a resposta de quem ganhará.

Já no Brasil… Juros fora de contexto

Resultados primário e de dívida bruta foram divulgados recentemente e nos mostram o motivo do real estar depreciado, sendo uma das moedas que mais cai no mundo (que para mim é algo exagerado, temos muito a melhorar, porém não estamos pior que uma Argentina, sem reservas em dólar, cerca de US$ 30 bilhões, sofrendo controle de preços em alguns produtos e serviços como telefonia e internet e uma Turquia, que tem um ditador no poder), mostrando a necessidade de reformas no Brasil urgentemente…

No quesito resultado, há uma expectativa de despesas de 12,5% perante o PIB…

Nossa dívida bruta começa a atingir níveis preocupantes, próximo a 100% do PIB de dívida bruta…

Tudo traz reflexos principalmente no câmbio (em juros e câmbio conseguimos ter um efeito mais rápido do que estão pensando os investidores), com a saída do investidor estrangeiro, somado a uma taxa de juros abaixo da taxa de equilíbrio comparada com outros emergentes como podemos ver na diferença de juros de 10 anos e na Taxa Básica de juros, que seria a Selic, no Brasil…

fonte: investing.com e Cris Fenstersfeir

Pelos dados acima, temos a segunda maior diferença entre os emergentes. Saliento que as taxas de longo prazo são mais importantes que as taxas de curto prazo, eis que mostram a real possibilidade de manutenção a longo prazo dessas taxas baixas que temos atualmente e essas taxas de longo prazo são usadas pelos bancos para captação, que emprestam na economia. Vale ressaltar que podemos notar também que a maioria das taxas de países emergentes está na casa dos 4% a 4,5% e acredito que aí que deveria estar nossa Selic. Há previsão no Relatório Focus que compila opinião das maiores instituições financeiras de elevação dos juros para esses patamares.

Outro fato importante a ressaltar é que taxas mais baixas, dificultam o carry trade (ato de um investidor tomar emprestado dinheiro nos EUA, por exemplo, a juros de 2% ao ano e investir no Brasil, em títulos do Governo, com juros a 15-16% como tivemos recentemente em 2016) que trazem mais dólares para o País, diminuindo a pressão sobre o câmbio também.

Então, em resumo o que você está pensando, Eliseu…

  1. eleições americanas têm um papel importante para os investimentos, Trump é mais pró-mercado e tem propostas de manutenção de impostos menores, já Biden quer incentivar energia elétrica;
  2. Brasil vem aumentando as despesas, gastamos cerca de 8% do PIB em incentivos em 2020, atingindo 100% de dívida-PIB e precisamos de reformas para travar esse aumento de dívida que está em ritmo de expansão;
  3. Real Brasileiro a moeda que mais cai no mundo, acho exagerado, temos a melhorar obviamente (citado acima) porém não somos o pior do mundo e foi exagerada a queda, incluindo mercado de ações;
  4. juros fora de patamar, deveriam estar acima, pressão na inflação acontecendo e juros devem aumentar em 2 anos;
  5. leia, estude, há sempre oportunidades de investimento no mercado!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
Facebook: Eliseu Mânica Júnior
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Twitter: eliseumanicaj

FONTE E IMAGENS: https://bugg.com.br/2020/10/12/impactos-das-eleicoes-americanas-setores-privilegiados-e-juros-fora-de-contexto-no-brasil/

20200928 – Tônica da Semana: Adaptabilidade e Equilíbrio aos Novos Tempos

28 de setembro de 2020 às 16:28 Por Postado em Blog do Eliseu

Adaptabilidade e Equilíbrio aos Novos Tempos (by Eliseu Mânica) 

Estou escrevendo esse texto aqui de Chicago. Depois de 3 anos volto para cá, rever a Bolsa de Mercadorias e Futuros de Chicago e ter aprendizados e contatos aqui. A realidade dos EUA, comparada com o Brasil parece diferente. Aqui a economia está reabrindo e a Flórida, por exemplo, através de seu Governador, Ron deSantis, irá reabrir restaurantes e empresas em sua plena capacidade (estavam funcionando com 50% da ocupação total). Em Chicago, vejo tudo natural, muita disponibilidade de álcool gel, indicadores no chão, lembrando de tomarmos distância social de 6 feets (ou seja 30 centímetros).

Saber mais acerca dos mercados, assim como a adaptabilidade e ao mesmo tempo manter o equilíbrio são, a meu ver, qualidades importantes para os investidores.

Na história dos investimentos, nunca tivemos como investidores, cenários tão voláteis como o ano de 2020. Tanto em cenário político, econômico e sobretudo em 2020: o biológico pesou muito! Tudo isso influenciou o mercado financeiro e dando uma olhada nos fundamentos e resultados das empresas e dos investidores, saiu-se bem aqueles que tiveram essa rápida adaptação. É como a frase atribuída à Darwin, mas que segundo estudos não seria dele, ““Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Esse está sendo o ano do investidor que realizou isso.

Mudanças no perfil das empresas, na forma de investir e dos investidores

Cada vez mais teremos mudanças nas empresas, na forma de investir e na personalidade do investidor. Primeiro quanto ao quesito de empresas. Com toda a “disruptividade” acontecendo, tínhamos empresas com uma vida útil muito maior que a atual. Isso é bom, porque cada vez mais o ser humano busca ser melhor, acredito pessoalmente que é por isso que vivemos, melhorar a cada dia, pessoalmente, fisicamente, mentalmente, profissionalmente e claro, como investidores.

Por isso saí de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, morando em várias cidades e países, buscando melhorar como investidor, que é o que amo fazer. Com a busca constante de melhoria nesse cenário que vivemos, muitas empresas deixam de existir. Uma forma de ver isso é através da vida útil das empresas no S&P500. Em 1994 o tempo de vida útil no S&P500 chegou a mais de 70 anos…atualmente estima-se que essa vida ultill das empreas so índice caia para 14,4 anos em 2030, ou seja, cada vez mais diminuindo o tempo de sobrevivência nesse Índice, seja por falência, por diminuição de tamanho e expressividade, com o qual podemos ver abaixo:

Além disso, a questão digital vem acelerando muito e nessa pandemia tivemos empresas que perderam e as que cresceram nesse cenário, na qual podemos colocar as varejistas focadas na parte digital, como maiores ganhadoras. Essa tendência deve continuar como mostro abaixo, porém cabe ao investidor não esquecer que um ótimo investimento é aquele que alia uma ótima empresa com ótimo preço e muitas das empresas de varejo atual, já embutem taxas de crescimentos altíssimos nos seus preços de mercado atual:

Quanto à forma de investir um dos grandes avanços e que mais chamaram atenção nos últimos anos foram as criações de apps que facilitaram e democratizaram o acesso ao mercado financeiro, com custos baixos ou próximos de zero. Vale lembrar que “there´s no free lunch” … nada é de graça … o RobinHood, por exemplo, vende a ciência das ordens executadas para fundos quant que ganham dinheiro entrando e saindo rapidamente de posições feitas pelos clientes do app e isso é plenamente legalizado nos EUA.

Já quanto a questão de mudança de comportamento no perfil do investidor vem para sacramentar mudanças históricas. Essas mudanças têm ocorrido em alterações pela renda, educação, tipo familiar e região em que se vive o investidor, fatores que influenciam muito o comportamento do investidor.

O mercado de capitais teve como grande massa dominante, pessoas com mais idade, ricas, brancas do sexo masculino e qualquer movimento para democratização dos mercados foi atrapalhado pela Grande Depressão. Até o movimento atingido pelo momento em que os Babyboomers estiveram em idade de trabalho, é que o mercado começou a ser mais democrático, principalmente com fundos ETFs (fundos com baixo custo, criados principalmente por John Boggle que escrevi aqui sobre ele, na Série Grandes Investidores), mas que não atingiu plenamente os não brancos.

Geração X tendeu a imitar os seus pais, seguindo caminho similar…já os Millennials ao atingirem o momento pleno de época de trabalho, parecem criar um novo padrão no qual há uma participação cada vez maior de investidores pessoas física de todas as raças, centrada na compra e venda de ações de ações individuais. As quantias em valor hoje são menores, mas o longo impacto que esses indivíduos trarão, na economia e na sociedade como um todo, serão profundas.

No gráfico abaixo, podemos ver que classes que participavam menos do mercado de ações, estão começando a ampliar participação, principalmente em ações:

Além disso, a quantidade entre negros, hispânicos, latinos está aumentando o percentual de influência no mercado de ações, como podemos ver abaixo:

Podemos notar abaixo também que indivíduos com idade média de vida e com mais idade, estão vindo para o mercado acionário com mais força. Provavelmente, pelas questões que comentei acima, escalabilidade de aplicativos para investir com mais facilidade, menores custos, mudanças em termos de mindset e também a questão de redução de juros baixos, que diminui a atratividade de renda fixa e outros investimentos, além da disponibilidade recente e massiva de capital por parte dos bancos centrais e governos..

Cenários e investidores mudando.. incluindo aí um dos mais conhecidos e ricos do mundo: Warren Buffett!

Que o cenário mudou isso é claro, e o que corrobora isso é  a mudança de mindset de um dos maiores investidores de todos os tempos: Warren Buffett! Avesso à ações de tecnologia, surpreende para muitos o fato de que ele tem como maior posição, cerca de 40% no portfólio da Berkshire Hathaway, as ações da gigante de tecnologia Apple. Se ele adaptou-se, imagina nós investidores que ainda temos muito o que aprender!

Fui atrás para o que poderia ter chamado atenção do bom velhinho e o que mais me chamou atenção foi o fato do alto movimento de buyback shares (recompra de ações), por parte da Apple. Em 2017 eram cerca de 26 bilhões de ações em circulação e hoje esse número é de 18,5 bilhões de ações. Quase 30% (!!!!!!) a menos de ações com um lucro maior, ou seja, mais lucro na Companhia com uma menor quantidade de divisão, gerando mais lucro por ação para o investidor. Essa é uma combinação explosiva de retorno no médio-longo prazo e isso vem mantendo-se. Além disso, a marca que a Apple tem e a possibilidade de que seus produtos fiquem no inconsciente dos seus consumidores (incluindo os investidores também) é altíssima. Abaixo mostro essa diminuição nas ações da Apple em circulação, que disponibilizei em meu instagram (@eliseumanicajr):

Em resumo…

Temos uma mudança em andamento na maneira do investidor realizar investimentos, mudanças que incluem aplicativos mais facilitadores de acesso, mudanças de mindset, de idade de quem investe, nível social e que trarão consequencias para nossos investimentos. Até Warren Buffett viu isso no auge dos seus 90 anos, mudando o approach que tinha sobre ações tech, como a Apple e caberá a nós investidores perceber isso, adaptando-se a cenários cada vez mais rápidos de mudanças.

Um fato que pondero e que não devemos esquecer é o equilíbrio de mantermos nossas convicções, não ir por “modinhas” e ao mesmo tempo, saber quando uma tendência chegou ao fim. Essas mudanças serão cada vez mais rápidas para o investidor e essa sensibilidade será cada vez mais necessária!

Como modinhas e para finalizar, vejo o movimento atual de ações de crescimento vs valor (que continuam bem descontadas) e que, em momento de eleições presidenciais nos EUA (que afeta o mundo como um todo), mostra-se com disparidades ao meu ver. Essa diferença entre preço e valor aumentou recentemente, dado que tivemos um corte de juros grande por parte do Federal Reserve, um risco de inflação com a impressão de dinheiro massiva por parte dos bancos centrais mundiais. Essas são alguns dos principais fatores que podem ser explicados também como forma dessa disparidade entre investimento em crescimento vs valor, como podemos ver abaixo:

Por estarmos em um período de eleições presidenciais americanas, com uma expectativa próxima de uma vacina e volta controlada ao normal e uma continuação nos estímulos, esses fatores favorecem historicamente mais os investimentos em valor e isso que venho fazendo em minha carteira de investimentos e na Gestora que criei.

Mas e aí preço importa, Eliseu?

O que quis mostrar até aqui é que dado o cenário atual, é momento de focar onde tenhamos mais margem de segurança. O preço é fundamental ao investir. Comprar algo bem é o que vai definir o quão bom será a Taxa Interna de Retorno (TIR) do seu investimento. Focar em comprar barato e em momento de maiores crises como o atual é o ideal para um investimento. Mesmo ativos sem qualidades, mas que bem comprados, podem dar retorno positivo ao investidor.

Um exemplo são empresas praticamente quebradas, com prejuízos grandes aos longos do tempo e que negociam bem abaixo do valor, por exemplo, da vantagem tributária de aproveitamento desses prejuízos passados. Uma empresa com boa saúde, pode adquirir essa empresa deficitária pagando um valor menor do que poderá aproveitar como vantagem em impostos para ela (respeitando o limite atual desse aproveitamento). Até em empresas quebradas, pagando-se um preço ótimo, o investidor pode ganhar dinheiro. Mas lembro que esse não deve ser o seu foco, esse é apenas um exemplo.

É importante para você investidor não confundir comprar bem com ficar com dinheiro em caixa esperando eternamente. Conheço alguns amigos que saíram do mercado nos 70 mil pontos e estão esperando voltar até hoje.. ehehehe. Há sempre oportunidades no mercado e ao meu ver, a melhor forma de proteção é a diversificação e não estar 100% em caixa, como muitos defendem!

Abaixo mostro um estudo realizado nos Estados Unidos, País que moro atualmente. Nesse estudo mostra-se que a compra no “tempo perfeito”, traz pouca diferença para investir imediatamente e para o investimento corriqueiro ou compra de tempos em tempos, o popular “preço médio”. A diferença dessas estratégias é muito melhor que ficar em caixa. Isso que o período de estudo foi feito entre 1933 e 2012, via Charles Schwabb, uma das maiores aqui dos EUA. Imagine ficar com investimentos e m caixa agora, com juros perto de 0% nos EUA.

Nesse outro estudo do Business Insider é mostrada a filosofia Buy and Holder durante 30 anos. O retorno médio foi de 8,4% ao ano. Perdendo os 5 melhores esse retorno foi para 6,69% médio, em caso de perda d0s 10 melhores dias, o retorno foi para 5,61%; com perda dos 20 melhores dias, o retorno foi para 3,84% ao ano; com perda dos 25 melhores dias, o retorno foi para 3,06% ao ano..

Então, em resumo Eliseu…

  1. cenários de investimentos estão mudando rapidamente
  2. será cada vez mais importante saber seguir sua convicção e saber a hora de mudar o approach ao investir
  3. “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”
  4. nunca tivemos uma diferença tão grande entre investimento em valor e growth;
  5. momento atual de eleições, provável vacina e estímulos, favorece o investimento em valor;
  6. uso uma mescla das duas escolas;
  7. mercados emergentes com múltiplos bem abaixo do que os países desenvolvidos, incluindo aí, especificamente a moeda Real que acho exagerada a queda;
  8. preço importa totalmente: até empresas quebradas, podem destravar valor com o tempo, mas o foco deve ser em ótimas empresas, com ótimos preços. Se nao der a primeira, foque no segundo;
  9. esteja no mercado, não tente adivinhar para onde ele vai;
  10. melhor forma de proteção: diversificação de ativos, ativos descorrelacionados na carteira e não ficar fora do mercado ou ficar totalmente com caixa!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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O que é BDRs na B3 e como comprar

31 de agosto de 2020 às 19:36 Por Postado em Central do Investidor

O BDR na B3 é a abreviação para Brazilian Depositary Receipt, o BDR também pode ser citado algumas vezes como o Certificado de Depósito de Valores Mobiliários (CDVM).

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) liberou, sem restrições, BDRs (Brazilian Depositary Receipts) para os investidores brasileiros.

A partir de 1º de setembro de 2020, Investidores pessoa física passam a ter acesso às ações de empresas estrangeiras negociados na Bolsa de Valores oficial do Brasil que  responde pelo nome de B3, resultado da fusão entre a BM & FBovespa e a Cetip.

Neste artigo, vamos esclarecer dúvidas básicas sobre esta nova realidade que se abre aos investidores brasileiros. Veja abaixo os tópicos abordados e clique para navegar nos tópicos que tem mais interessante

  • O que é BDR
  • O Histórico do BDR na B3
  • Como comprar BDR na B3

O que é BDR

Abreviação para Brazilian Depositary Receipt, o BDR também pode ser citado algumas vezes como o Certificado de Depósito de Valores Mobiliários (CDVM). Esses ativos representam ações de empresas estrangeiras, porém são emitidos no Brasil e negociados na B3. 

São valores mobiliários emitidos no Brasil que representam outro valor mobiliário emitido por companhias abertas com sede no exterior. Na prática, os BDRs refletem a variação de preço das ações estrangeiras às quais estão atreladas, só que aqui no Brasil e em reais.

O Histórico do BDR na B3

Os BDRs foram introduzidos no Brasil em 1996 por meio da Resolução 2318/96 do Banco Central. As regras da CVM restringiam negociações de BDRs, apenas para os investidores qualificados (que possuem mais de R$ 1 milhão em ativos financeiros)  tornando este produto inacessível para muitos investidores brasileiros. 

Em agosto de 2020, a Resolução CVM 3,  promoveu alterações flexibilizando a restrição até então existente.  A partir de primeiro de setembro de 2020, a norma concede permissão para que quaisquer investidores de varejo tenham acesso aos BDRs, permitindo investidores não qualificados (menos de R$1 milhão em ativos financeiros) negociá-los. 

Segundo Marcelo Barbosa, presidente da CVM: “A norma confere maior liberdade para investidores e emissores, na esteira de uma crescente demanda por diversificação de portfólios e de taxas de juros reduzidas”. 

Cabe agora, a disponibilização dos BDRs pela B3 que está operacionalizando o produto para o investidor de varejo, submetendo os regulamentos para aprovação da CVM e, dessa forma, viabilizando a negociação.

“Esse é o próximo passo, de uma sequência de eventos que precisavam acontecer. Em todos eles trabalhamos em parceria com a CVM, participando de todas as discussões sobre o tema, que culminaram na publicação final da norma”, aponta Mario Palhares, diretor de Produtos Listados da B3.

Como comprar BDR na B3

Para comprar BDR na B3, o investidor conta com uma instituição custodiante no país que deu origem ao título e uma instituição emissora, responsável legalmente pelos ativos negociados. 

Na prática, essas duas instituições atuam como uma verdadeira ponte facilitando para o investidor a compra, por meio de um banco ou de uma corretora autorizada pela CVM de ações ou outros títulos negociados em bolsa. 

O que os diretores da B3 reforçaram é que será um processo fácil e com muito menos burocracia do que investir diretamente lá fora. Se você ainda não possui, precisará encontrar uma corretora de valores e solicitar a abertura de uma conta para iniciar o investimento em ações.

 As transações poderão ser feitas pela internet, através do sistema Home Broker. Outra opção de negociação é a mesa de operações, em que você liga para a corretora e os operadores podem ajudá-lo a escolher a melhor estratégia, avaliar os riscos e realizar suas ordens de compra e venda.

Gestão profissional em um instrumento diversificado internacionalmente como o que a bolsa do Brasil estará disponibilizando em curtíssimo prazo é uma opção extremamente salutar, um salto de sofisticação em seu portfólio de investimentos. 

 Este é o momento adequado para começar a conversar com o seu assessor sobre as melhores opções para escolher as ações mais atraentes para montar a sua carteira de investimentos. 

20200824 – Tônica da Semana: Bailando um tango na economia Argentina, cenário macro brasileiro e bolha.tech

24 de agosto de 2020 às 12:29 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor

Primeiramente, um bom dia a todos, mais uma semana se inicia e hoje quem escreve sou eu (Eliseu Mânica Júnior). Espero que todos estejam descansados no final de semana e estejam bem!

Bailando um Tango Argentino

Tinha feito um outro texto diferente desse que escrevo, porém, o que aconteceu no sábado via twitter na Argentina pelo Presidente Alberto Fernandez surpreendeu todos. De uma só vez ele limitou através de um decreto de urgência, na noite de sexta-feira, os preços de serviços para os setores de internet, telefonia fixa e móvel e TV paga. Uma das melhores maneiras de aprender é olhando o próprio passado e o histórico de outras pessoas, atitudes e com os erros de outros. Não parece ser o caso da Argentina nesse caso. Na maioria dos países em que ocorreu uma limitação da liberdade e alteração de regras em setores da economia, tivemos problemas. Um dos maiores exemplos é da Venezuela, que já escrevi aqui e tinha o quarto maior PIB per capita  do mundo em 1950, porém ingressou um ditador lá e hoje a Venezuela é um dos países mais pobres do mundo. A Argentina ainda não estatizou esses setores, porém o caminho de colocar limitações nos agentes econômicos e empreendedores, passa um mal sinal para os investidores e aqueles que acreditam e investem no País. E o que tem o Brasil com isso? Não apenas o Brasil, mas o mundo é mais interligado e vai ser cada vez mais assim. Querendo ou não, os hermanos são o nosso quarto maior parceiro econômico em termos de exportações e a Argentina não indo bem, influenciará o Brasil. Abaixo conseguimos ver os maiores parceiros brasileiros e a quantidade em bilhões de dólares:
fonte: Santander

Em um mundo conectado, importante estar atento ao que se passa no vizinho. Em meu humilde ver, o papel fundamental de um Governo é deixar claras as diretrizes para operação e funcionamento de empresas e atividades fundamentais para o bem comum de um país. Não é função de um Estado, ocupar o lugar de um empreendedor e empresário, aquele que é o tomador de risco. Ninguém acorda pela manhã para dedicar-se em algo, gerar diferença para as pessoas, sem ter um contrapeso, um prêmio por esse esforço. Dinheiro é a maneira que remunera-se esse esforço. Várias vezes deixei clara minha visão sobre o dinheiro, que ele é uma remuneração pela diferença e influência que você gera na vida das pessoas. Quanto maior a influência, maior é a recompensa. E grana é liberdade e tempo. Não quero me alongar muito, mas não é papel de um Governo ser o executor de determinadas atividades e sim, como mencionei antes, deixar claras as regras do jogo a ser jogado. Um Governo querer interferir em papéis que são de outros agentes é o mesmo que eu, que trabalho há 15 anos no mercado financeiro de maneira profissional, ir atuar na área de venda de automóveis. É óbvio que não é minha área e é certo que irei perder performance deixando de fazer aquilo que é minha função e que me dedico há bastante tempo para outra função. No caso de um Governo assumir a função do empreendedor é notório que na maioria das vezes há uma criação de um sistema de “cabide de empregos”, inchando várias empresas e setores, perdendo performance e com isso esses setores possuindo prejuízos ou lucros diminuídos.

Quais os efeitos na economia Argentina, durante essa semana

Alguns dados são necessários para avaliar-se o que pode acontecer como reflexo da estatização de alguns setores da economia Argentina. O mais rápido é a queda de Bolsa de Valores da Argentina e o segundo, uma fuga de dólares desse País. Em economia uma das maiores leis é que quanto menor a quantidade de um bem no mercado, mais ele vale. Com a fuga de dólares da Argentina, é importa observar a quantidade de dólares que possui o Banco Central Argentino, pois caso saiam dólares a cotação do Dólar x Peso Argentino pode ser contigo, com a venda de reservas de dólares. Abaixo podemos verificar como estão essas reservas:

Como comparativo, enquanto Argentina possui US$ 37 bilhões em reservas, o Brasil possui US$ 354 bilhões, 9x mais que o vizinho, o que nos traz uma segurança maior para o Real:

O fato é que nessa semana devemos ter um Peso Argentino ainda mais desvalorizado, uma fuga de dólares dos hermanos, um aumento nas taxas de juros futuras e consequentemente, aumento nos níveis de risco e seguros contra default (seguro contra quebra do Governo, Títulos Argentinos). Uma pena que a Argentina, não tenha aprendido com os próprios erros do passado e que inflação e problemas econômicos, não se controlam no “canetaço”!

E, no Brasil…

No Brasil, na semana passada tivemos um grande avanço que foi o “congelamento” de aumento dos salários do funcionalismo público. Não é um ponto positivo para o funcionalismo, mas necessário para passarmos o recado que estamos atentos e que é importante manter o controle de nossas contas públicas. A economia gerada será próxima a R$ 120 bilhões até 2021 e isso é muito importante para nosso futuro, evitando assim, um descontrole de nossas contas públicas. Um outro fato importante é nossa balança comercial que atingiu um dos patamares mais elevados dos últimos anos, como podemos ver abaixo:

Outro dado que foi muito positivo na semana que passou, foi a criação de empregos no Brasil, que surpreendeu positivamente. A recuperação da economia do Brasil vem surpreendendo e vem seguindo a melhora que vem acontecendo na China e nos Estados Unidos…

Falando em Estados Unidos…

Um dos pontos que tende a trazer maior volatilidade para o mercado financeiro, são as eleições presidenciais americanas. O favorito nas pesquisas é o Joe Biden, que está como favorito nas pesquisas. Uma das promessas de campanha é o aumento dos impostos, que inclui aumento dos impostos das empresas americanas. Acredito que a vitória de Biden não está precificado no mercado financeiro e, se isso ocorrer, tende a trazer um impacto negativo. Só o aumento dos impostos, teria como reflexo uma queda nos lucros das empresas americanas em cerca de 9,2% em média, como podemos ver abaixo:

Em termos de mercado acionário americano, não há como não mencionar o fato de que a Apple atingiu US$ 2 trilhões de valor de mercado. É um recorde! Tanto o gráfico de ações de Apple, quanto de ações de Tesla, chamam atenção, como podemos ver abaixo, em que fica claro que em 2020 ambas subiram bastante:

O que mais surpreende são os múltiplos negociados comparativos:

Preço pelo Lucro:

Tesla: 1038x!!!!
Amazon: 127x
Netflix: 84x
Microsoft: 37x
Apple: 36x
Google: 35x
Facebook: 33x

Preço para vendas anuais:

Tesla: 15x
Microsoft: 12x
Facebook: 10x
Netflix: 10x
Apple: 8x
Google: 7x
Amazon: 5x

E, abaixo, um comparativo entre a conhecida Wallmart e o valor de mercado de Tesla:

Só para deixar claro, um comparativo entre vendas:

Vendas de:
Tesla: $26 billion
Walmart: $542 billion

Lucro líquido:
Tesla: $368 million
Walmart: $18 billion

Apenas uma palavra: bizarro!!! O mercado vem antecipando e esperando que os lucros de Tesla sejam exponenciais!! Tesla tem maior valor de mercado que Wallmart, mas vende 21x menos e tem um lucro líquido 20x menor!!!!!

Essas empresas negociadas a 100x lucros anuais, 70x lucros anuais, são empresas que o mercado de ações acredita que o crescimento que elas tiveram recentemente (taxas de crescimento de dois dígitos, no mínimo, como por exemplo, 30% ao ano), irá ser perpetuado e essas empresas irão manter esse percentual de crescimento por um longo período ao menos, o que é difícil para uma empresa já consolidada e grande.

No Brasil temos a B2w, dona das Lojas Americanas e da Submarino, que não tem lucro desde 2011 e é a ação que mais sobe em 2020 no Ibovespa. Não é fácil muitas vezes investir com margem de segurança e com personalidade. Saiba que o momento atual é muito parecido com a “Bolha.com”, inclusive em termos dos altos valuations e a certeza de que alguns investidores que empresas de crescimento irão sempre crescer a taxas estratosféricas.

Desde janeiro de 2020 ate agosto de 2020, as “Super Incríveis” (ações de empresas como Amazon, Apple, Facebook, Google, Microsoft, Netflix, Nvidia e Tesla) subiram cerca de 60%; enquanto ações da Bolsa de Tecnologia Nasdaq; cerca de 30%, o S&P500 3%; empresas baseadas em investimento em valor caem 20% no ano, como podemos ver abaixo:

“Bolha.com”

Algo similar ao momento atual, ocorreu entre os anos de 1999-2000, na chamada “Bolha.com”, onde ativos eram negociados em múltiplos altíssimos, parecidos com o que vemos agora. Entre os anos 1999-2002 (em 2002 estourou a “Bolha.com”) do ponto mais alto da Nasdaq (a Bolsa de tecnologia americana onde eram negociadas as empresas.com) nos 7160 pontos em fevereiro de 2000 até a mínima de 1677 pontos em setembro de 2002, muitas empresas eram negociadas a preços altíssimos e que demorou para estourar a bolha como vemos.

Além disso, cabe salientar que os juros da época saíram de 7% em 2001 para 1% em 2002, algo similar com os juros baixos de agora. Ressalto que a combinação de juros baixos, ativos a preços caríssimos e dinheiro em abundância são sempre um risco de possíveis bolhas!

Sinais de uma bolha 

Acredito que são três os sinais que podem servir como antecedentes ao estouro de uma possível bolha:

  1. Política monetária expansionista e dinheiro fácil: momento atual em quase todo o mundo, há dinheiro de sobra. Moro nos Estados Unidos, na Flórida e aqui cada residente recebeu US$ 1.200 iniciais, mais US$ 600 por semana para quem está desempregado. É mais que o salário mínimo americano. Além disso, os quatro maiores bancos centrais injetaram US$ 18 trilhões no mercado e inclusive, o Banco Central Brasileiro, já aumentou em 22% a base do dinheiro em circulação entre os meses de março e julho. Além disso, o dinheiro não é apenas fácil, mas as taxas de juros “punem” os investidores que querem poupar. O retorno dos juros está baixo e se ajustado pela inflação, o retorno real torna-se negativo, trazendo perdas para qualquer investidor;
  2. Narrativas de empresas de crescimento que captam a atenção do investidor: tivemos a “Bolha.com” no passado com a história de empresas que eram criadas em garagens e que iriam crescer muito. Na época dessa loucura, as empresas chegaram a ser avaliadas por clicks em sites, algo muito sem noção. Um exemplo claro e que já tratei aqui em meus artigos anteriores, é o caso da Tesla que tem valor de mercado que as 7 maiores empresas de produção de automóveis juntas e que tem receita 29x menores! Outro exemplo que já citei é a Amazon.
  3. E por último, participação em massa de investidores e possibilidade de especulação: Já mencionei aqui também do aplicativo Robin Hood e a facilidade de que os investidores americanos podem ingressar no mercado. A maioria desses investidores vêm comprando ações da Tesla, Amazon e outras empresas conhecidas, sem avaliar qualquer balanço sobre essas empresas.

Ao mesmo tempo que temos alguns sinais que são similares a uma bolha, a “Crise do Covid” nos mostrou mais uma vez que é importante estar no mercado. Tenho casos de amigos e conhecidos investidores que saíram (venderam todas as ações) nos 70 mil pontos do Ibovespa, esperando os 50 mil pontos (que nunca vieram) para recomprar tudo. Perderam uma oportunidade gigante de comprar ativos baratos, pois tivemos a maior queda e a maior recuperação de uma crise no mercado financeiro, como podemos ver abaixo, cuja maior lição que fica é: esteja sempre no mercado!!

E o que estão pensando os gestores americanos..

Os gestores americanos encontram-se em posição vendida, esperando provavelmente uma correção nos preços de ativos que subiram muito. O fato é que mais do que nunca, seletividade e bom senso, mostram-se mais do que necessários no momento atual. A história nos mostra que isso é conveniente!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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FONTE: https://bugg.com.br/2020/08/24/bailando-um-tango-na-economia-argentina-cenario-macro-brasileiro-e-bolha-tech/

Não acredite em tudo que ouve no mercado de ações.. e se quiser acreditar, compre ETF..

19 de agosto de 2020 às 11:57 Por Postado em Blog do Eliseu

Não acredite em tudo que lê e ouve no mercado de ações..

Estamos vivendo tempos, no mínimo, diferentes se tratando-se de mercado financeiro. Estamos em um momento onde tudo que tem a palavra “tech” ou algo similar, repercute positivamente e gera um reflexo muito forte e positivo, principalmente quanto ao valuation de empresas com essa palavrinha. São empresas sendo avaliadas a mercado a mais de 150 vezes lucros, 100 vezes lucros e isso acontecendo tanto no mercado de investimento americano, quanto no mercado brasileiro. Com a entrada massiva de investidores pessoa física, muitos são novatos no mercado e mais do que nunca precisam ser alertados que um bom investimento não é apenas em que se compra empresas conhecidas e boas empresas, mas acima de tudo, empresas que sejam boas e com bons preços. Por bons preços, significam empresas que estejam baratas, que possuam uma boa margem de segurança ao investir, que não estejam na “moda” (empresas que estejam muito na mídia, tem um custo e o custo é o de estarem com preços, provavelmente, já não atraentes, pois outros já notaram isso) e a preços que não embutem uma necessidade de crescimento tão alto, onde a empresa investida tem praticamente obrigação de crescer.

Empresas negociadas a 100x lucros anuais, 70x lucros anuais, são empresas que o mercado de ações acredita que o que elas cresceram recentemente (taxas de crescimento de dois dígitos, no mínimo) como por exemplo, 30% ao ano, irá ser perpetuado e essas empresas irão ter por um longo período ao menos, esses percentuais de crescimento, o que é difícil para uma empresa já consolidada e grande. É o que vem acontecendo com as empresas “tech” atual, que embutem necessidades de taxas de crescimento muito altas. No momento atual, nos Estados Unidos temos a Amazon, que negocia a 152x lucros anuais, já tem 49% do varejo online americano. No Brasil temos a B2w, dona das Lojas Americanas e da Submarino, que não tem lucro desde 2011 e é a ação que mais sobe em 2020 no Ibovespa. Não é fácil muitas vezes investir com margem de segurança e com personalidade. Saiba que o momento atual é muito parecido com a “Bolha.com”, inclusive em termos dos altos valuations e a certeza de que alguns investidores que empresas de crescimento irão sempre crescer a taxas estratosféricas.

…era uma vez Dow a 36.000 pontos!

Algo similar ao momento atual, ocorreu entre os anos de 1999-2000, na chamada “Bolha.com”, onde ativos eram negociados em múltiplos altíssimos, parecidos com o que vemos agora.

O frenesi era tanto que em outubro de 1999, quando o Dow Jones estava ao redor de 10.500 pontos, foi lançado o Livro “Dow 36.000”, de John Glassman, que fazia uma previsão que o Índice Americano Dow Jones, chegaria logo em 36 mil pontos. 21 anos passaram-se e até hoje o Dow Jones não chegou nesses 36 mil pontos, chegando no máximo perto dos 30 mil pontos, cerca de 20% do que foi previsto em 1999, mesmo tanto tempo se passando.

A justificativa do autor Glassman era de que as ações não tinham riscos maiores que os bonds e o que o prêmio de risco deveria cair para próximo de zero. Na visão dele na época, ações deveriam ser vendidas com os mesmos valuations que os bonds do Governo Americano, que teoricamente tem risco perto de zero. Obviamente, após a “Bolha.com” ninguém mais ouviu de Glassman e seu amigo que escreveu o Livro até porque em 2000-2001 o Dow Jones sofreu um dos maiores colapsos da história. É importante lembrar desse Livro e da “Bolha.com”, muito similar a possível “Bolha tech” que alguns mencionam.

Entre os anos 1999-2002 (em 2002 estourou a “Bolha.com”) do ponto mais alto da Nasdaq (a Bolsa de tecnologia americana onde eram negociadas as empresas.com) nos 7160 pontos em fevereiro de 2000 até a mínima de 1677 pontos em setembro de 2002, muitas empresas eram negociadas a preços altíssimos e que demorou para estourar a bolha como vemos.

Além disso, cabe salientar que os juros da época saíram de 7% em 2001 para 1% em 2002, algo similar com os juros baixos de agora. Ressalto que a combinação de juros baixos, ativos a preços caríssimos e dinheiro em abundância são sempre um risco de possíveis bolhas!

Sinais de uma bolha 

Acredito que são três os sinais que podem servir como antecedentes ao estouro de uma possível bolha:

  1. Política monetária expansionista e dinheiro fácil: momento atual em quase todo o mundo, há dinheiro de sobra. Moro nos Estados Unidos, na Flórida e aqui cada residente recebeu US$ 1.200 iniciais, mais US$ 600 por semana para quem está desempregado. É mais que o salário mínimo americano. Além disso, os quatro maiores bancos centrais injetaram US$ 18 trilhões no mercado e inclusive, o Banco Central Brasileiro, já aumentou em 22% a base do dinheiro em circulação entre os meses de março e julho. Além disso, o dinheiro não é apenas fácil, mas as taxas de juros “punem” os investidores que querem poupar. O retorno dos juros está baixo e se ajustado pela inflação, o retorno real torna-se negativo, trazendo perdas para qualquer investidor;
  2. Narrativas de empresas de crescimento que captam a atenção do investidor: tivemos a “Bolha.com” no passado com a história de empresas que eram criadas em garagens e que iriam crescer muito. Na época dessa loucura, as empresas chegaram a ser avaliadas por clicks em sites, algo muito sem noção. Um exemplo claro e que já tratei aqui em meus artigos anteriores, é o caso da Tesla que tem valor de mercado que as 7 maiores empresas de produção de automóveis juntas e que tem receita 29x menores! Outro exemplo que já citei é a Amazon.
  3. E por último, participação em massa de investidores e possibilidade de especulação: Já mencionei aqui também do aplicativo Robin Hood e a facilidade de que os investidores americanos podem ingressar no mercado. A maioria desses investidores vêm comprando ações da Tesla, Amazon e outras empresas conhecidas, sem avaliar qualquer balanço sobre essas empresas.

O que seria um sinal de início de uma bolha? Juros. Fique atento aos juros e ao que ocorreu no Japão nos anos 90 e na “Bolha.com”.

Venho frisando a importância na seletividade de ações cada vez  mais, não indo pelo conselho de outros investidores e filtrando o que lê e ouve, assim como um outro exemplo que aconteceu essa semana com o Warren Buffett e a compra de ouro.

Buffett e o investimento em ouro… será?

Recentemente saiu na mídia o investimento em ouro de Warren Buffett e que o mesmo estaria investindo de forma massiva no metal precioso. O fato é que foi feito um investimento de US$ 560 milhões na Empresa Barrick Gold. Poucas pessoas se deram conta, mas o valor é cerca de 0,7% da fortuna pessoal de Warren Buffett e cerca de 0,11% do total de valor de mercado da Berkshire Hathaway. É como você tivesse R$ 1 milhão e investisse R$ 5.600 em ouro. Não é quase nada. Algo muito pequeno perante o valor total de ativos que tem o Warren Buffett, algo praticamente irrelevante e que foi claramente usado para criar narrativas e vender jornais e mídia. Por isso, como o título do artigo diz, filtre o que lê e ouve vindo do mercado de ações.

Aproveitando que estou falando do velhinho de Omaha, um indicador interessante e que acredito na utilidade é a o valor de mercado de todas as bolsas mundiais e do que é produzido mundialmente, conhecido como PIB. Hoje, a capitalizaçao de mercado está acima do PIB Global, o que é algo que também liga o sinal amarelo para o mercado de ações, e que podemos ver abaixo:

fonte: bloomberg

O que estou pensando do mercado atual?

Venha efusivamente mostrando dados de que acredito que as commodities e o Brasil em especial tenderão a ser privilegiados com os movimentos que estão acontecendo. Também dado o gráfico abaixo, é claro o movimento de depreciação das maiores moedas mundiais contra o ouro (poderia ser contra outros ativos reais que não possuem interferência-criação humana).

Já o sentimento de mercado saiu de Pânico para Euforia, segundo o Market Sentiment, do Citigroup:

Nos Estados Unidos, o comércio varejista vem se recuperando a níveis pré-covid:

E, por último, a quantidade de puts-call ratio nos Eua, está em um dos menores patamares:

Finalizando:

Desconfie de tudo o que lê e ouve. Tenha pensamento crítico, inclusive sobre o que escrevo aqui (mas serão bem-vindas mensagens suas abaixo). Por não ter um pensamento crítico, vários dos investidores em opções de Cogna (mais de 10.000 investidores) tiveram suas opções a valendo zero!! Não acredite em tudo que lê e ouve do mercado financeiro. Se quiser acreditar e não puder filtrar, compre um ETF! Se tiver preguiça de estudar os ativos, compre um bom ETF!

Se você não tiver tempo para acompanhar o mercado, ler relatórios e criar um pensamento crítico, poupe seu tempo e compre um bom ETF! Isso é o melhor a fazer, pois como sempre digo, tempo é o ativo mais precioso que temos e o segundo é a liberdade!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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FONTE: https://bugg.com.br/2020/08/19/nao-acredite-em-tudo-que-ouve-no-mercado-de-acoes-e-se-quiser-acreditar-compre-etf/

Aprenda a investir melhor, sabendo como agem os maiores investidores da história. Leia o texto

11 de agosto de 2020 às 23:34 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor
FONTE: BUGG.COM.BR

Aprenda a investir melhor sabendo como agiam os maiores investidores da história. Leia o texto

A ideia aqui é de maneira resumida mostrar as principais características dos maiores investidores da história, procurando auxiliar você investidor da melhor maneira possível. Ninguém nasceu um investidor pronto, precisamos de características específicas para sermos um investidor melhor.

Peter Lynch

Poucos sabem no Brasil, mas Peter Lynch é um dos maiores e mais conhecidos investidores de todos os tempos. Ele nasceu em 19 de janeiro de 1944, estando com 75 anos, atualmente. O que tornou-o conhecido foi ter sido o gestor de um Fundo chamado Magellan, que foi um dos maiores fundos da Fidelity (uma espécie de XP Investimentos, no Brasil).

Foi o gestor do Fundo Magellan de 1977 a 1990 e o retorno anual composto foi de 29,20%!!! US$ 1,00 em 1977 viraram US$ 28,00 em 1990!

Os ensinamentos de Peter Lynch pode ser resumidos em quatro principais tópicos:

  1. Faça sua pesquisa: ao investir você deve ser um pesquisador nato. Visitar empresas, saber o diferencial, pessoas que estão trabalhado para o crescimento. Focar em empresas que não precisam de novas tecnologias é o ideal, mesmo em um mundo high tech. 
  2. Entenda a importância da diversificação: apesar de o Fundo de Peter Lynch chegar a ter mais de 1400 ações, estatísticamente, a diversificação começa a perde efeito a partir de 22-23 ativos. Opte por diversificar entre diferentes setores setores e se possível, diversifique entre países e ativos.
  3. Seja paciente: invista pensando no longo prazo. Investidores com pensamento no longo prazo, acabando pagando menos taxas, diferindo o imposto de renda e tendem a suportar as baixas do mercado melhor, não saindo do mercado em momentos nos momentos de melhor oportunidade. Todos esses detalhes, ajudam no trabalho dos juros compostos ao longo dos anos.
  4. Invista naquilo que você conhece: não apenas conhecer os produtos que a empresa investida vende, mas saber a situação financeira, planos de expansão, principais executivos, como está o setor em que atua a empresa investida, etc.

Características principais:

– diversificador: chegou a ter mais de 1400 ações de empresas no Fundo;

– gestor ativo: visitava as empresas que investia;

– tinha personalidade de não seguir a manada, fazendo próprios estudos;

– pensava nos dividendos: investia em empresas com histórico de 20 a 30 anos de dividendos ininterruptos.

Benjamin Graham

Nasceu em 09 de maio de 1894, em Londres, falecendo em 21 de setembro de 1976, em Provença, na França. Mentor do Warren Buffett, um dos maiores investidores da história.

Ensinamentos principais:

  • um ativo deve ser analisado independentemente do seu preço e do futuro, que é incerto;
  • retorno e risco são dependentes de qualidade de análise e margem de segurança;
  • Benjamin Graham, analisava os ativos de forma bottom up, ou seja, da parte micro para a macro, analisando empresas e depois o cenário macroeconômico, como por exemplo PIB, inflação;
  • preço importa: menos provável perder dinheiro se você pagar menos. Em primeiro lugar não podemos controlar o futuro dos preços mas podemos controlar o valor que pagamos;
  • investidores de empresas de crescimento, acreditam no crescimento dos lucros maiores no futuro, em comparação com o passado;
  • risco para Graham – chances que investidores têm permanentemente de perder o capital próprio;
  • Graham começou a avaliar empresas com o mais evidente: ativos tangíveis. Com o tempo passou a ver ativos intangíveis: marca, time competente e responsável; vantagem competitiva e cultura;
  • todo investimento inteligente é um value investing, pois o objetivo é adquirir algo por mais que você está pagando. É necessário avaliar o negócio como um todo antes, para depois avaliar as ações;
  • o que é investir, se não o ato de procurar valor pelo menos que justifique a quantia paga?
  • Diversificação – como manter portfólio adequado? Com várias posições vencedoras!

Principais características:

– praticamente criou a Escola de Investimento em Valor; focava muito na margem de segurança em um ativo e seu valor intrínseco;

– Graham criou ainda uma fórmula para avaliar e dar preço para ações. Introduzida em 1962, o seu objetivo é calcular o valor intrínseco da empresa. Vejamos:

————————————————————————————————
8.5 + ( 2   x    crescimento percentual)   X  lucro por ação = valor intrínseco por ação
—————————————————————————————————-

– gostava da volatilidade e pensava que ao investidor de longo prazo, ela era uma aliada;

– aumentava posições que fossem favoráveis à ele, comprava posições como um “flerte” e se as posições fossem ao seu favor, aumentáva-as.

Jim Simons

James Harris Simons, nasceu em 25 de abril de 1938 em Massachusetts, é um matemático americano e acabou tornando-se bilionário após a fundação de seu fundo.

É conhecido por ser um investidor quantitativo e fundou em 1982 o Renaissance e o Medallion, um Fundo baseado em New York que teve um retorno de 66% antes de taxas e 39,9% após taxas, o que é o retorno mais alto historicamente, se comparado com outros gestores de hedge. Simons obteve esse retorno de 39,9% para os seus cotistas, mesmo cobrando uma taxa de administração de 5% e taxa de performance média de 44% ao ano, ao contrário da praxe, que é de 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance.

Ele é considerado como o maior investidor de Wall Street, devido aos seus altos retornos. Sua riqueza atual é de US$ 21,6 bilhões, o que coloca-o também, não apenas como um grande gestor em termos de performance, mas uma das pessoas mais ricas do mundo, sendo o vigésimo primeiro mais rico do mundo.

Principais características:

– matemático, lógico, nunca teve aula de investimentos, mas apenas opera como um Fundo Quantitativo, de forma automática;

– coloca parâmetros para operar e seu Fundo faz operações de maneira automática;

– racional total, tirando emoção ao investir;

– realiza operações de arbitragem de maneira rápida;

– seu Fundo chega operar milhares de vezes ao dia.

– considerado melhor Fundo Quanti da história!

Paul Tudor Jones:

Paul Tudor Jones II, nasceu em 28 de setembro de 1954, na cidade de Memphis, no Tenesse. Ele é considerado um dos maiores traders da história. Em 1987, na conhecida Quinta-Feira Negra, ele lucro e conseguiu naquele ano, um retorno de 69%!! Ele é um investidor-trader americano, gestor de fundo de hedge e filantropo.

Criou sua empresa de gestão de fundos, em 1980 e em agosto de 2019, a fortuna dele era de US$ 5,1 bilhões, o que o faz um dos mais ricos do mundo.

Principais ideias:

  • O que mais dá retorno são os pontos de virada, ou seja, quando tendências chegam ao fim.
  • Gaste seus dias de maneira relaxada e feliz. Saia de posições que o deixam desconfortável. Nada melhor que iniciar algo novo e relaxado. A chave é investir grande de maneira defensiva e de maneira não ofensiva, ou seja, quando as probabilidades e o mercado está ao seu favor.
  • Nunca faça preço médio com posições perdedoras. Diminua o tamanho do investimento quando ele está indo mal e aumente quando ele está indo bem.
  • Paul Tudor Jones tinha stops mentais. Se atingia determinado preço de stop, ele caía fora, não importasse o quê. Ele usava não apenas stop de preço, mas também stop de tempo.
  • Monitore o risco do portfólio em tempo real.
  • Paul Tudor Jones acreditava que o preço se movia antes e os fundamentos depois.
  • Ele não dava atenção se tinha errado três segundos atrás, mas prestava atenção no próximo movimento.
  • Não tenha ego, não seja um herói. Sempre questione a sua habilidade, nem mesmo sinta que você é bom. A segunda vez que você pensar assim, você estará morto.

Principais características:

– um dos maiores traders da história;

– opera muito por Fibonacci;

– usava muitos stops, de tempo e de preço;

– seguia tendência!

Jesse Livermore

Jesse Lauriston Livermore, esse é o nome completo de Jesse Livermore, um dos traders mais conhecidos no mundo, que acabou inclusive, tornando-se figura central de um dos livros mais lidos para traders: Reminiscências de um especulador financeiro.

Provavelmente esse é o grande investidor que mais chamou a minha atenção. Seja pela história, pela rapidez de fazer dinheiro (e perdê-lo), mas, principalmente pelos desafios que passou na vida, infelizmente terminando em algo trágico.

Principais ideias:

1 – Não há de novo em Wall Street. O que acontece no mercado de ações hoje, tem acontecido antes e vai acontecer novamente.

2- Compre ações que estão subindo e venda ações que estão caindo, sobre seguir a tendência.

3- Não negocie todo dia do ano. Espere pela oportunidade correta.

4- Continue com trades que dêem lucro e finalize trades que mostrem perdas.

5- Tente não fazer preço médio para baixo, comprando mais ações que estão caindo.

6 – Mercados raramente estão errados. Opiniões sim.

7- Nunca venda uma ação apenas porque parece que o preço subiu muito.

8 – o lado humano e emocional de cada pessoa é o maior inimigo da maioria dos investidores ou especuladores.

9 – grandes movimentos demandam tempo para acontecer.

10 – muito mais fácil cuidar algumas ações do que várias.

Principais características:

– não tinha consistência;

– era a favor do preço médio;

– focava em poucas ações;

– achava que mercado seguia o passado. Presente tende a repetir o que aconteceu no passado!

John Templeton

Sir John Marks Templeton nasceu em Winchester, no Tennesse, onde estudou na Yale University, umas das melhores do mundo, pagando a Universidade através do jogo de poker, na qual mencionam que ele jogava muito bem.

Principais ideias:

1 – A relação Preço pago pelo lucro que a ação proporciona.

2 – Margem operacional do negócio.

3 – Valor de liquidação da empresa investida.

4 – Consistência da taxa de crescimento.

Era um investidor em valor e rejeitava a análise técnica, preferindo usar a análise fundamentalista.

Principais características:

– investidor fundamentalista;

– focava nos negócios e empresas e não em ações;

– um dos primeiros a pensar e investir globalmente!!

John Bogle

John Bogle Carl Icahn, nasceu em  nasceu em Montclair, New Jersey, em 8 de maio de 1929, falecendo em 16 de janeiro de 2019, sendo um filantropista, dono de negócios e investidor.

Sua tese era bem simples! Já que a maioria dos investidores não obtém retorno acima da média do mercado o objetivo dos fundos é acompanhar o mercado com o mínimo de custo possível! Demorou anos mas sua estratégia passiva se mostrou acertada.

Principais ideias:

  1. Selecione os fundos que tenham os menores custos;
  2. Considere com cuidado os custos de assessoria, só pague por aquilo que de fato gere valor para você ou no caso dessa assessoria apresentar retornos acima do mercado;
  3. Não superestime o retorno passado do fundo, passado não é certeza que irá acontecer o mesmo no futuro;
  4. Ao mesmo tempo, use o passado para determinar consistência e o risco;
  5. Cuide com as estrelas (por estrelas, entende-se os gestores famosos ou fundos famosos);
  6. Cuide do tamanho do fundo (quanto maior, mais difícil o retorno, pois fundo perde “mobilidade”);
  7. Não tenha muitos fundos;
  8. Compre seu portfólio de fundo e mantenha por um bom tempo.

Principais características:

  • Investidor passivo;
  • Acreditava muito em ETFs;
  • Achava quase impossível bater o mercado no longo prazo;
  • Focava em investir com baixo custo!

Warren Buffett

Warren Edward Buffet nasceu em 30 de março de 1930, filho de um corretor de ações que tornou-se Senador e de uma dona de casa. Desde jovem já tinha o DNA de empreendedor e investidor, recolhendo garrafas de refrigerante nas ruas,  e vendendo-as. Ao analisar empresas para ser investidas, Warren Buffett tem uma especial atenção quanto aos seguintes itens:

  • Ao investir,  começa dando uma atenção especial para o demonstrativo de resultados, no resultado das empresas. Ele considera a fonte do lucro e como a empresa chegou até aquele resultado, mais importante até do que o próprio lucro em si;
  • Outra característica é buscar altas margens de lucro bruto no negócio, considerando empresas que tenham altas margens ao longo dos anos, como uma vantagem competitiva;
  • Um  dos cuidados são as altas despesas administrativas, altos custos para pesquisar algum novo item ou serviço, altas despesas com vendas, administrativas e assim como altos custos com juros sobre dívida;
  • Ele dá uma atenção especial aos altos custos de pesquisa, altos juros sobre dívida, evita despesas de vendas e administrativas altas;
  • Na parte contábil, sobre depreciação, procura empresas com custo de depreciação mais baixo que outras empresas;
  • Ele retira eventos não recorrentes do resultado, por exemplo, a venda de um imóvel com lucro, se a venda de imóveis não for algo do business normal da empresa;
  • Buffett sempre levou em consideração o lucro operacional de uma empresa, antes dos impostos – EBITDA;
  • Sempre analisar balanços e resultados doss últimos 7 anos;
  • Se o produto que empresa vende, é um produto que não exige muita tecnologia para não tornar-se obsoleto, não sendo necessário investimentos altos em tecnologia, como por exemplo, a goma de mascar wrigley – (chicletes, são tradicionais, não precisam de grandes investimentos para mudança no produto), além disso, a fábrica da Wrigley, tem menos custo, menos depreciação, pois não há necessidade de mudança nos equipamentos dela, já que a goma de mascar, não exige uma tecnologia alta.
  • Quanto a dívidas de longo prazo: empresas com vantagem competitiva têm pouca dívida no longo prazo;
  • Nas aquisições de buffett: o lucro líquido anual da empresa adquirida, deve pagar dívidas com o lucro de 3 ou 4 anos;
  • Ele procura empresas que tenham uma alta geração de lucro para financiar as próprias operações;

Principais características:

– investidor paciencioso e que pensa no longo prazo;

– se puder não vende nenhuma ação;

– ações são para longo prazo;

– vê ações como parcela de empresas;

– investidor fundamentalista;

– poupa muito o que ganha, vivendo de maneira simples e abaixo do que poderia viver.

Howard Marks 

Dennis Howard Marks, nasceu em 23 de abril de 1946 e é um dos maiores investidores de nossa era. Trabalhou desde cedo no Citibank com investimentos de alto retorno e risco, ativos conversíveis e investimentos em empresas de alto risco e em situação de dívidas altas. Gestor da Oaktree Capital com US$ 120 bilhões sob gestão.

Marks acredita que quatro coisas são importantes para o investidor, dividindo-as em duas, primeiramente:

  • Saber em que ciclo o mercado está atualmente: Marks acredita que o mercado anda em ciclos e é fundamental o investidor saber em que parte do ciclo o mercado encontra-se. Alguns indicadores são a taxa de desemprego, a taxa de juros, a moeda do país, a bolsa de valores do país, a inflação, se o momento é propício ou de retirada de incentivos e a parte da psicologia de mercado, também importante.
  • Saber quanto de risco quer assumir o investidor: isso envolve autoconhecimento e o perfil que tem o investidor. Muitos ao começar não tem ciência de como é o seu perfil como investidor ou tem apenas em teoria, achando que são investidores agressivos, quando vem a primeira queda, mudam meio que “magicamente” para um perfil mais conservador. Ideal sempre iniciar pouco a pouco o aprendizado que é investir.

As outras duas questões dizem respeito ao que o investidor não quer perder: oportunidade ou dinheiro.

Ambas são excludentes, ou seja, se escolher uma não poderá ter a outra opção. O investidor que não quer perder uma oportunidade de investimento, vai ter que correr riscos e com isso poderá ter perda de capital. Já o investidor que não quer perder dinheiro, não correrá riscos e sendo assim, não terá uma valorização do capital relevante.

Principais características:

  • mercado anda em ciclos e fundamental investidor saber em que ciclo o mercado está;
  • ser mais agressivo em ciclos de recuperação ou de medo e mais comedido em momentos de bonança;
  • foca em agir ao contrário da maioria.

Ray Dalio

Raymond Dalio, nasceu em 08 de agosto de 1949. Era filho de um músico de jazz e nasceu no Queens, em Nova Yorke. Ele é um gestor de fundos americano e filantropista. Tem uma fortuna de US$ 18,4 bilhões e está entre os 58 mais ricos do mundo. Comprou sua primeira ação aos 12 anos, Northeast Airlines por US$ 300,00, que foi triplicado após a fusão com outra empresa do setor.

Principais pensamentos

Na Bridgewatter, Dalio criou um programa de computador em que avalia todas as opiniões das pessoas nas reuniões. Através do tempo, cada pessoa tem um “escore”,  linkando a sua opinião com a da maioria que tomou uma determinada decisão. Além disso, Dalio tenta ser o mais racional possível nas decisões da Bridgewatter. Seguem alguns dos seus pensamentos:

  • Dor + reflexão = progresso: pessoalmente, acredito que o ser humano, infelizmente, aprende mais com a dor. Uma minoria aprende com a experiência dos outros. Caso isso ocorresse, gastaríamos menos tempo em nosso progresso e evolução aprendendo com o erro dos outros. Passarmos por momentos menos positivos, com uma reflexão sobre esse momento, é o que nos fará evoluir, seja nos investimentos, seja na vida.
  • Dois maiores retornos nos investimentos: crescimento e inflação: o mercado financeiro tenta antecipar o que ocorrerá futuramente com expectativas. Quando o crescimento é menor do que o esperado, o investimento em ações cai. Quando inflação é maior que o esperado, os títulos em renda fixa, caem. Quando inflação é menor que esperada, esses títulos sobem.
  • Gastar menos e reduzir débito: vivemos um momento de pós recuperação da crise de 2008. Em alguns países foram feitos cortes e austeridade muito forte. Isso foi necessário para recuperarmos da crise, mas começamos a ver alguns excessos em alguns mercados. Outro fato é que pós-crise, começamos a ver retornos negativos na renda fixa (retorno menor do que a inflação), como forma de incentivar a economia. Impressão de dinheiro foi outro fato que ocorreu, devido as taxas perto de zero em países de primeiro mundo.
  • O mundo é uma máquina: em sua Gestora, Dalio tenta racionalizar todas as decisões. Em vez de ficar de olhos atentos em monitores e cotações, ele procura por correlações nos dados da economia, interligando-os com o mercado financeiro. Dalio acredita que não apenas os investimentos, mas o mundo, a natureza, o ser humano, são uma máquina e o mercado financeiro é um reflexo desses.
  • Para ter sucesso, você precisa estar contra o consenso e precisa estar certo: o consenso é refletido no preço. Para ter sucesso nos investimentos é preciso ir contra a manada e ter uma taxa de sucesso alta, cortando as perdas rapidamente e deixando os lucros crescerem. Fazer isso na prática não é fácil, pois vai contra a natureza humana de sentir-se segura onde a maioria está.

Principais Características:

  • vê investimentos como uma máquina, algo cartesiano;
  • tentar ir contra a maioria, estar certo e no timming certo;
  • não existem erros, mas aprendizados sempre;
  • focado em correlações e explicar o mercado financeiro;
  • mundo é uma máquina, assim como os investimentos e tudo pode ser explicado!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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FONTE E IMAGENS: https://bugg.com.br/2020/08/11/aprenda-a-investir-melhor-sabendo-como-agem-os-maiores-investidores-da-historia-leia-o-texto/