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PERFIL DE INVESTIDOR IV: MODERADO – Quais as melhores opções de Investimentos?

24 de março de 2020 às 17:40 Por Postado em Blog da Samantha

Dando sequência à nossa série dos Melhores Investimentos para os principais Perfis de Investidores, hoje vamos falar acerca do Perfil MODERADO.

Diferente do Conservador, o Investidor MODERADO tolera um pouco mais de risco e, nesse aspecto, algumas opções de Investimentos são interessantes, tais como:

Fundos Multimercados:

Essa modalidade de Fundos de Investimentos diversifica em vários ativos, não exigindo uma porcentagem mínima de concentração de ativos, como veremos no Fundo de Ações, por exemplo.

Referidos Fundos possuem ativos em: renda fixa, ações, moedas, dentre outros. Por contar com diferentes ativos, possibilita ao Gestor profissional trabalhar com maior liberdade suas estratégias, conforme variação e oscilação do mercado. Nesse viés, esses Fundos são bastante atrativos, justamente por contar com flexibilidade, característica bastante peculiar dos multimercados. Claro que, por conta disso, podem existir eventuais riscos.

RENTABILIDADE:

Referente à rentabilidade há uma variedade muito grande, não existindo um padrão fixo, dependendo justamente da variação de ativos que podem ser escolhidos pelo Gestor.

Fundos de Investimentos em Ações:

Os Fundos de Ações devem investir pelo menos 67% do seu patrimônio em ações. Já o restante é distribuído em diferentes ativos, conforme critério do Gestor.

Essa modalidade de Fundo é recomendada para perfil Moderado/ Agressivo, com o objetivo de longo prazo.

Debêntures:

As Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas. Quem as compra empresta dinheiro para que estas expandam.

Elas se diferem das Ações, pois conforme cita o INFOMONEY, quem investe em uma debênture sabe desde o início o tempo em que o dinheiro precisará estar aplicado, bem como, quanto receberá de juros findo o prazo da aplicação. Por essas especificidades são classificadas como renda fixa.

Outra diferença é que as debêntures são papéis de dívidas das empresas, já as ações correspondem a frações do capital da empresa. Portanto, não envolvem a venda de parte do capital, como ocorre com as Ações.

Classificações

As Debêntures possuem classificação referente a modalidades de títulos emitidos, podendo ser:

– Debêntures não Conversíveis ou Simples: é a mais comum, na qual a rentabilidade pode ser pré ou pós-fixada- dependendo do título, não podendo ser convertidas em ações da companhia emissora. O recebimento da rentabilidade se dá ao final na conta da corretora ou banco escolhido.

– Debêntures Conversíveis: esse tipo de debênture findo determinado prazo, ou período estipulado, pode ser convertido em ações.

-Debêntures Permutáveis: nessa modalidade os ganhos podem ser convertidos em ações de qualquer empresa.

Além dessas modalidades, existe ainda as Debêntures Incentivadas. Nestas os recursos captados pelas empresas são utilizados com intuito de financiar projetos em infraestrutura (normalmente usadas por empresas que prestam serviços ao governo) e, possui como incentivo atrativo a isenção de Imposto de Renda.

Nesse sentido, os Fundos Multimercados, Fundos em Ações e as Debêntures são alternativas de DIVERSIFICAÇÃO para o Investidor Moderado, tecla bastante “batida”, mas imprescindível para o sucesso de uma carteira.

Carta para os cotistas de nossos clubes de investimentos

24 de março de 2020 às 16:27 Por Postado em Blog do Eliseu

Sabemos que o momento é provavelmente único na história mundial, trazendo incertezas e isso influencia nos investimentos. Nos últimos anos criamos alguma gordura, principalmente nos últimos três anos. No ano passado nossos dois Clubes subiram 68% e 70% respectivamente contra 31% do Ibovespa. Precisamos um percentual menor que o atingido ano passado e em outros 2 anos anteriores para voltar ao patamar mais alto que atingimos. Muitos cotistas aportaram quando o mercado subia e comentamos sempre que o melhor momento para aportar é quando der uma “dor de barriga grande”, pois esse é a melhor indicação de quão barato começa a estar um investimento.

Em momentos como o atual muitos agentes atuam de modo emocional, não importando momentaneamente quanto vale um negócio, o patrimônio que ele tem, a marca, a credibilidade, a qualidade do produto. Investir em ações é assim, é ter uma parcela de uma ação, de uma participação de uma empresa e a maneira mais correta é investir em empresas que tenham histórico de lucros constantes e recorrentes. Já passamos por outras crises, eu passei por 2008 e outras e o mundo não acabou. Foram necessários ajustes, o que é normal em momentos como esses.

Existe uma parábola do senhor mercado (você pode ver aqui: http://barganhasdabolsa.blogspot.com/2015/03/a-parabola-do-sr-mercado-e-como-tirar.html) que trata o mercado financeiro como alguém bipolar, que oscila do otimismo extremo para o pessimismo extremo. Todo dia o Sr. Mercado vem com uma oferta para as suas participações nas empresas que tens  (ações compradas no mercado via Clubes ou fundos também) e aí ele por ser bipolar, as vezes oferece um preço pela sua participação mais alta, achando que as empresas vão vender muito (tivemos isso no início dos anos 2000) ou muito baixo (tivemos isso em 2008 e agora novamente, momento similar) e cabe ao investidor decidir o que fazer. Isso acontece no mercado acionário, no mercado de imóveis também. Sim, isso ocorre no mercado imóveis, mas não de maneira diária. O que você faz quando um imóvel avaliado em R$ 1 milhão, alguém diz que quer pagar R$ 700 mil ? Você simplesmente espera melhor condição para vender e não fica todo dia conferindo o preço do imóvel. Com ações deve ser assim também. Muitas vezes vender em uma baixa, pode parecer mais confortável psicologicamente, mas não é o correto. Em um momento de queda, você quer vender, quando o ideal seria comprar (sempre de acordo com seu perfil). A queda atual já aconteceu, foi muito rápida, como você vai ver posteriormente no texto e muita coisa já está nos preços das ações (acredito que 70-80% do que pode acontecer já estão incluídos nos preços atuais) e podemos ter uma alta probabilidade de subir, bem menor que a de queda, porque grande parte já ocorreu.

Empresas que estamos investindo

Procuramos investir em ações que tenham lucros crescentes e recorrentes. Vemos atualmente os bancos como muito baratos. As maiores posições que temos são Banco do Brasil, Vale, Banrisul, Copel, Sanepar, Tenda, Enauta, que representam a maior parte das ações que temos.

Banco do Brasil: hoje é negociada a 3,8x lucros aproximadamente, contra uma média de 7,5x lucros anuais. Quem está comprando a ação hoje tem cerca de 10% de dividendos. O Banco tem lucro e está negociado a 70% do valor que tem de patrimônio líquido. Isso é como comprar algo com R$ 0,70 e levar R$ 1,00.

Vale: Empresa gerando aproximadamente 13% de dividendos anuais e gerando um fluxo de caixa livre de 21%. O preço do minério de ferro continua aquecido e a China já está voltando com atividades normalizadas.

Banrisul: o Banco está sendo negociado a 3,5x lucros anuais contra uma média de 7x lucros. Quanto ao patrimônio líquido está negociado a 63% de 100% que tem de patrimônio líquido. Pagando dividendos de cercade 10%, onde o Governo do Estado é o maior beneficiário e vai precisar desses dividendos.

Enauta: Empresa da área de petróleo que tem 75% do valor de mercado em caixa e negociada a 72% do patrimônio líquido (de 100%). Tem caixa para esperar a melhora do petróleo.

Tenda: empresa tem 20% do valor de mercado em caixa e o lucro aumentou 35% no último trimestre. Negociada a 6x lucros anuais.

Copel: Empresa de Energia do Paraná. Negocia abaixo do patrimônio líquido, 72% de 100% que tem em patrimônio. Pagará cerca de 7% em dividendos e planeja a venda de ativos não-estratégicos que pode destravar valor futuro.

Abaixo gráfico de dois bancos, entre eles o Banco do Brasil, mostrando que ele negocia a 3,8x lucros anuais, o que é extremamente baixo. No ápice chegou a negociar a 12x lucros anuais o que é 215% mais do que está sendo negociado hoje.

O que ocorreu em crises anteriores

Crise Subprime 2008 – queda de -45,12% – recuperação de 76% em 150 dias. Saldo final: – 3,4%

Greve dos caminhoneiros – maio-2018 – queda de -20,24% em 25 dias.  165 dias depois a bolsa já tinha subido 40%! Saldo final: +11.7%

Joesley Day – maio de 2017 – queda de -12,17%. 86 dias depois 26% de recuperação. Saldo final: +11,6%

Mercado é cíclico e tende a voltar, caso o investimento seja em boas empresas. Como sempre falo, o melhor momento de investir é quando dá “uma dor de barriga na gente”. Investir em períodos de alta pode ser mais confortável, mas não é o que dá grana.

Grandes investidores começam a movimentar-se 

Todos sabemos que o momento atual é um momento único na história da humanidade tanto pela questão social quanto na parte de investimentos. Nunca passamos por algo parecido e certamente o momento atual irá nos marcar profundamente, gerando mudanças na forma de pensarmos e investirmos.

O objetivo aqui é mostrar os desdobramentos da crise e quão marcante ela está sendo na história da humanidade. Começo mencionando sobre o momento que passa o S&P500 (Ìndice de ações dos EUA) e o gráfico abaixo que mostra a velocidade de queda dessa Crise Corona, mostrando que a queda de 20% desde o pico atingido foi mais rápida do que as crises de 1929 e 2008, como pode ser visto abaixo:

Já na Bolsa Brasileira, tivemos o oitavo circuit breaker de um total de 24 desde que nosso Ìndice de ações, o Ibovespa foi criado em 1967 (dia 19 de março também tivemos um e que não está no gráfico, por ser muito recente). Ou seja, em apenas 30 dias, tivemos um terço das maiores quedas de 53 anos!!! :O

Dada a velocidade da queda e da intensidade, o que estão fazendo os grandes investidores

Luiz Barsi, conhecido como o velhinho bilionário da bolsa, que tinha quae R$ 1 bilhão de dólares está comprando. Um dos maiores Fundos do Brasil, o Verde e o genial Luis Stuhlberger, está comprando e tem a maior posição em bolsa de valores no seu fundo multimercado desde 2010.

Grandes fundos como o Dynamo, estão reabrindo para captação e o mesmo em apenas um dia captou R$ 300 milhões.

Outro grande nome brasileiro, Florian Bartunek que administra R$12 bilhões, fala que essa crise tem início, meio e fim! (link para matéria completa)

Bill Miller, o legendário ‘value investor’ que fez carreira na Legg Mason, diz que o momento atual é uma das “maiores oportunidades de compra da vida! E olha que ele tem 70 anos de idade! (link para matéria completa).

Não somente eles mas as empresas vêm recomprando as próprias ações, mostrando que as ações começam a estar em um ponto interessante de compra. Essas recompras intensificam-se em momentos como o atual.

A tendência é que mais empresas abram o período de recompras, dada a atratividade atual.

O que esses investidores podem estar vendo

Acredito que é interessante pensar o que podem estar vendo o que os grandes investidores estão fazendo. Para tomarmos uma decisão da melhor maneira possível é preciso reunir informações que facilitem essa tomada.

1) Gráfico Preço-Lucro: hoje negociamos a 9,76x lucros anuais, patamar parecido com a recessão do Período Dilma, que o PIB caiu 10% aproximadamente, ou seja, como sempre falo a bolsa e seus agentes tentam antecipar movimentos, acredito que de 6-8 meses à frente. Ainda estamos um pouco acima da crise de 2008, como pode ser visto abaixo:

Ressalto que em 2002 o Preço-Lucro estava mais baixo, porém a renda fixa estava em 40% ao ano. Sendo assim, a renda fixa com garantia, tinha Preço-Lucro de 2,5 (100% do capital dividido por 40% de retorno anual), possuindo um risco muito maior do que o momento atual de investir-se em renda variável. No momento, a renda fixa tem retorno de 3,75% ao ano, o que torna mais fácil um investimento em ações obter um retorno acima, no longo prazo.

Um fato cabe ser ressaltado aqui, que é a relação entre os juros e o retorno de investimentos em ações. Podemos fazer um exercício similar com o preço-lucro da bolsa de valores, invertendo o percentual de renda fixa e dividindo por 100, transformando em Preço-lucro, que pode nos dar uma estimativa, caso os dados mantenham-se constantes do retorno. Hoje a Selic é de 3,75% o que nos dá um Preço-Lucro = 100 dividido por 3,75 = 26,66x. Sendo assim enquanto na renda fixa demoraria 26,66 anos para dobrar o capital, na bolsa demoraria 9,76 anos. Claro, tudo deve manter-se constante, como o lucro das empresas. Caso o preço caia (como é o momento atual) e os lucros subam (como pode acontecer pós crise, daqui 1-2 anos) esse indicador tende a diminuir.

Benjamin Graham já dizia que o mercado de ações é maníaco depressivo, as vezes ele pode exagerar nas quedas, assim como nas altas, balançando para esses dois lados, cabendo ao investidor ser racional e aproveitar-se desses momentos que podem ser únicos na vida.

Fonte: https://comoinvestir.thecap.com.br/

Já a S&P500 ainda não chegou a níveis de 2008, porém cabe salientar que os juros chegaram a 0-0,25% ao ano, algo inimaginável até pouco tempo atrás. Um amigo que trabalha no Santander New York, me disse que antes era necessário ter no mínimo 10% do valor que alguém quer emprestado e que hoje isso já não é mais necessário, mostrando que bancos querem emprestar dinheiro e que os juros estão baixíssimos.

2) Delta entre NTN-B e Ibovespa: outro indicador interessante que eu acho é o delta, que podemos medir a diferença entre o retorno do Ibovespa e o que estão pagando as NTN-Bs (renda fixa, sem risco e com garantia do Governo). Mesmo com o maior retorno recente das NTNB-s dado o crescente nível de risco, é a maior diferença desde março de 2005. Isso quer dizer na prática que o risco para investir em ações vem dando um prêmio maior para quem o fizer.

3) Sempre esteja no mercado financeiro com maior ou menor percentual: como consultor financeiro, sempre digo para o pessoal que trabalho que o melhor momento para compras no mercado de ações é quando você estiver sentindo aquela “dor de barriga” com as ações, um sentimento emocional forte de perda momentânea e quando quase estiver decidido a vender suas ações. Investir é algo racional e de pensamento e atitudes contrárias da maioria, como podemos ver acima, onde muitos gestores e investidores profissionais estão comprando ações nesse momento em que maioria vende ou quer vender. Um dado interessante é o  que mostra que se perdermos apenas 2 dos melhores anos, o retorno cai pela metade, no estudo realizado em 23 anos de Ibovespa.

Nos investimentos, o advento de uma vacina tende a dar porrada para cima nos retornos.

4) Empresas abaixo do valor patrimonial: já começam a pipocar empresas que estão sendo negociadas abaixo do valor patrimonial. Importante verificar aquelas que não tenham dívida ou dívida baixa. Certamente algumas dessas empresas estão chamando atenção de grandes investidores.

Positividade: 

Quero encerrar esse texto com algo positivo. Certamente essa crise do Corona Vírus trará mudanças profundas em nossa maneira de pensar e investir. Provavelmente contaremos esse momento para nossos netos e bisnetos. Acredito que de tudo menos positivo, temos que tirar algo positivo e esse é o momento.

Nos investimentos, como mencionou André Jakurski, um dos maiores gestores do Brasil, essa é uma crise com início, meio e fim, ao contrário de 2008, por exemplo, que bancos estavam muito mais alavancados. Cabe a nós termos paciência e estudar bons ativos, plantando sementes para colhermos os frutos em um futuro e momentos assim facilitam isso, a compra de bons ativos com margem de segurança maior.

O gráfico que quero mostrar aqui é a do tratamento do Corona. Estamos avançando no tratamento segundo pesquisas, o que nos dá uma luz e esperança para o término mais rápido e mais benéfico para todos.

Resumo

  • momento é único e marcará gerações, tanto a parte social quanto nos investimentos;
  • temos a maior queda em termos de velocidade comparando-a com outras crises;
  • tivemos 8 circuit breakers de 24 que já existiram, o que mostra quão raro e marcante é o momento;
  • dada a queda, grandes investidores e empresas começam a recomprar ações de própria emissão;
  • taxa Selic nas mínimas, assim como Juros Americanos em 0-0,25% ao ano;
  • prêmio para investir em ações está o mais alto desde 2005, não quer dizer que não possa ficar maior;
  • se você tem caixa, vá comprando aos poucos e dividindo as compras a cada quedas. Só invista se tem perfil para isso e para longo prazo. Lembre: é nas quedas que se compra, que se aumenta posição, mesmo que isso psicologicamente não seja algo fácil;
  • sairemos dessa, mais fortes e unidos como humanidade e na parte dos investimentos, alguns que manterem a racionalidade, plantando sementes agora e esperando o tempo passar, irão colher ótimos frutos!

 

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se e contem conosco!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

PERFIL DE INVESTIDOR III: CONSERVADOR- LCI E LCA

09 de março de 2020 às 17:49 Por Postado em Blog da Samantha

Conforme estamos conversando acerca dos melhores Investimentos para o perfil de Investidor CONSERVADOR, hoje vamos falar acerca da LCI e LCA. Entender onde estamos aplicando nosso dinheiro, seja qual for o seu perfil, é primordial para o bom desenvolvimento da sua carteira.

A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são duas modalidades de investimentos em renda fixa. Ambas possuem isenção de Imposto de Renda, sendo considerado um ponto bastante positivo e assim atraindo diversos Investidores.

LCI

– Financia o setor Imobiliário,

LCA

– Financia o setor do Agronegócio, portanto os seus recursos auxiliam desde a produção à comercialização de produtos do Agronegócio.

(FONTE: INFOMONEY)

Como podemos observar, os dois são muito próximos, se diferindo apenas quanto a sua finalidade. Possuem como emissores os bancos e rentabilidade indexada pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

 

RENTABILIDADE

Podem ser prefixadas, pós-fixadas ou atrelados à inflação, assim como os CDB’s.

Prefixadas: possuem remuneração definida no ato da aplicação, onde o investidor sabe antecipadamente o rendimento que obterá com o título.

Pós-fixadas: a rentabilidade esta atrelada a um índice ou indicador, como o CDI ou a Selic. Assim, o retorno dependerá da variação do indicador no vencimento da aplicação.

Híbridas ou atreladas à inflação: possuem rendimentos com uma parte pós-fixada (vinculada a um indicador) e outra com juros prefixados. Ex.: 4,50% +IPCA.

 

TRIBUTAÇÃO

Nesse quesito as duas são muito atrativas. Isso por que são ISENTAS de Imposto de Renda, ou seja, a rentabilidade é líquida. Essa é uma das especificidades mais consideradas na hora da escolha, visto que na maioria dos investimentos em Renda Fixa há incidência de IR que segue a tabela regressiva, onde a alíquota decresce conforme o tempo da aplicação, variando de 15% a 22,5%.

Nesse aspecto, ainda que uma LCI disponha de retorno um pouco menor que o CDB, ela ainda pode oferecer mais vantagens, dada a isenção de IR.

RESUMINDO

– Tanto a LCI como a LCA são boas opções para Investidor CONSERVADOR;

-Rendimento superior à Poupança;

– São considerados Investimentos de baixo risco;

– Protegidos pelo FGC;

– Deve ser respeitado o prazo para resgate.

Então, se você se enquadra nesse perfil, vale a pena alocar uma ou ambas as Letras como forma de DIVERSIFICAÇÃO de carteira. O simples, que faz TODA a diferença quando o assunto é Investimento!

Excelente semana e até a próxima!

 

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

PERFIL DE INVESTIDOR II: CONSERVADOR – Modalidades de CDB’S

03 de março de 2020 às 17:25 Por Postado em Blog da Samantha

 

O Certificado de Depósito Bancário, popularmente conhecido como CDB, foi criado em 1965 pelo artigo 30 da Lei Nº 4.728 (Lei do Mercado de Capitais).

Como já visto, o CDB é uma modalidade de Investimento em Renda Fixa muito segura e, por isso, extremamente utilizada pelos brasileiros. Por seus inúmeros benefícios, dentre eles, a facilidade de se investir, é uma excelente opção para construção de uma “reserva financeira” sólida e possui FGC (Fundo Garantidor de Crédito). É alocado por diversos perfis de Investidores, e em “especial” para os considerados CONSERVADORES, visto que buscam por baixas volatilidades.

Nesse sentido, continuando nossa série de quais as melhores opções de Investimentos para o Perfil CONSERVADOR, hoje vamos falar sobre o CDB.

 

MODALIDADES:

Existem modalidades distintas de CDB’s, cada um com sua particularidade, e se faz importante entender cada uma das modalidades antes de começar a investir.

CDB prefixado

Nesse modelo é possível saber exatamente o total da remuneração que o investidor obterá findado o prazo estipulado, não havendo oscilações nesses períodos. Isto porque a taxa de juro é estipulada já no início da aplicação.

CDB pós-fixado:

Nesse tipo de CDB, a rentabilidade é realizada por um percentual sobre um índice, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). A taxa CDI é a mais utilizada nesse modelo de aplicação.

Atualmente, na plataforma de cliente da XP Investimentos conseguimos CDBs pós-fixados a 160% do CDI. Uma excelente opção!

CDB atrelado à inflação:

Ou CDB híbrido, segundo a XPI- nada mais é que a união do CDB prefixado com o pós-fixado. Uma parte da rentabilidade é estabelecida no instante da aplicação e a outra é atrelada ao IPCA (índice econômico).

Exemplo: IPCA + 4,85% ao ano.

Segurança:

Essa categoria de investimento é muito conhecida pela segurança, pois o Investidor conta com garantia FGC – que funciona como um “seguro”- até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por depósito em cada instituição financeiro, com limite de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

 

E quanto aos custos?

Os CDB’s não cobram taxa de administração (diferente dos fundos de renda fixa) e corretoras como a XP Investimentos não cobram taxas para negociar esses papéis. Ou seja, nunca foi tão fácil!

Então, podemos observar que os CDBs são sim uma excelente alterativa para obtenção de uma reserva financeira, com rendimentos superiores aos da poupança, mesma segurança e ainda cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito, sendo uma boa forma de diversificação na carteira.

 

Simples, não é mesmo?!

Um abraço!

Samantha Thielke.

samantha@experato.com.br

PERFIL DE INVESTIDOR CONSERVADOR: Quais as melhores opções de investimentos?

26 de fevereiro de 2020 às 18:13 Por Postado em Blog da Samantha

Como visto anteriormente, há três perfis de investidores: Conservador, Moderado e Agressivo. Hoje vamos analisar o perfil CONSERVADOR, bem como as opções de investimentos consideradas mais adequados para esse perfil.

O investidor de perfil Conservador preza por segurança, não tolerando riscos e, nesse aspecto, os investimentos em RENDA FIXA são estabelecidos como boa opção.

 

E quais seriam esses investimentos?

Na carteira desse investidor são interessantes produtos como:

CDB’s, Fundos DI, Fundos de Renda Fixa, LCI e LCA.

1. CDB’S Certificado de Depósito Bancário: a lógica do CDB é que, quem compra CDB empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito. Simples assim!

Os bancos captam dinheiro com os CDBs oferecendo em troca remuneração, os juros, aos investidores, por um determinado período. Os recursos são usados por essas instituições para conceder empréstimos a outras pessoas (INFOMONEY).

2. Fundos DI: também uma opção de baixo risco. O analista Roberto Indech menciona que os fundos DI possuem em seu portfólio 95% comprado em títulos pós-fixados do Tesouro Nacional, oferecendo assim baixa volatilidade e rentabilidade próxima ao índice de referência, o CDI.

3. Fundos de Renda Fixa: esse tipo de fundo permite que se invista em diversos produtos de renda fixa, sendo compostos de títulos públicos ou privados. A maioria desses fundos possui no mínimo 80% em renda fixa.

A vantagem aqui é a presença de um gestor especializado que escolhe os ativos de forma diversificada e comumente possui rentabilidade acima do CDI.

4. LCI e LCA:

LCI – Letras de Crédito Imobiliário: é um título de renda fixa utilizado para atividades do setor imobiliário. Possui carência de, normalmente, 90 dias. Possui como vantagem a isenção de tributação.

Ainda, possui FGC que cobre até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição.

LCA – Letra de Crédito do Agronegócio: tem como fonte de recursos o setor do agronegócio, onde o investidor emprestará seus recursos e decorrido o prazo determinado, receberá o seu dinheiro corrigido. Assim como a LCI, também possui como vantagem o FGC.

 

Resumindo:

-Fundos de RENDA FIXA são excelentes opções para investidores iniciantes e também para o perfil de investidor conservador tendo em vista o baixo risco;

– LCI e LCA possuem a vantagem de isenção de tributação;

Mesmo sendo uma carteira conservadora, busque sempre por DIVERSIFICAÇÃO.

 

E lembre-se:

“O mercado é uma máquina que transfere dinheiro dos IMPACIENTES para os PACIENTES.”

Warren Buffet

 

Até a próxima!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

O que esperar da Poupança para 2020?

17 de fevereiro de 2020 às 19:37 Por Postado em Blog da Samantha

Criada há quase 160 anos pelo Imperador Dom Pedro II, a caderneta de poupança continua sendo um dos investimentos mais utilizados pelos brasileiros. Porém, passado um século e meio de sua criação, e com inúmeras possibilidades de aplicações com melhores rendimentos e mesma segurança, você realmente acredita que ela continua sendo um bom investimento?

Não há dúvidas que, com a sequente queda de juros no País, Selic a 4,25% ao ano, o menor nível histórico, a poupança está rendendo muito aquém do esperado. Especialistas afirmam que esse ano deve render 2,975% a.a e a inflação, segundo o Boletim Focus deve ficar em 3,25% ao ano.

Ou seja, quem hoje está com o dinheiro aplicado na caderneta de poupança não está apenas “perdendo dinheiro”, mas “deixando de ganhar mais dinheiro”, tendo em vista já existir melhores possibilidades em corretoras, e assim evitar ao máximo a perda do poder de compra causado pela inflação.

Portanto, já não basta apenas poupar, se faz necessário estudar e investir com inteligência para não se perder dinheiro. O mais legal é que de forma simples e fácil já é possível começar.

E como poupar?

– Elimine suas dívidas;

– Crie uma reserva de emergência

– Comece poupando no mínimo 10% os seus ganhos

– Faça aportes constantes

– Invista em CDBS, LCIs e LCAs que são boas alternativas para    quem está na poupança

– Reinvista o lucro.

Acima dados de aplicações que renderam em 2019 mais que a poupança.

Conforme o INFOMONEY, nos últimos 12 meses até janeiro a caderneta rendeu 4,14% e hoje passando para 4,25% ao ano. O retorno como já mencionado passa a ser de 2,975%, continuando a perder para inflação bem como para as aplicações tidas como conservadoras.

Resumindo:

– Se você está com dinheiro na poupança, o FATO é que está perdendo dinheiro, infelizmente;

– Com a queda de juros não basta apenas poupar e sim saber onde aplicar.

E por fim, vale lembrar:

“Saber não é o suficiente. É preciso FAZER. Uma grande ideia é sensacional, mas sem ação, ela não vale nada”. – Ricardo Amorim

Uma ótima semana, e até a próxima!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br