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Grandes Investidores: Peter Lynch, O Diversificador

09 de julho de 2019 às 17:56 Por Postado em Blog do Eliseu

Grandes investidores: Peter Lynch, o diversificador 

Quem vos escreve aqui é o Eliseu Mânica Júnior. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Peter Lynch – Biografia

Poucos sabem no Brasil, mas Peter Lynch é um dos maiores e mais conhecidos investidores de todos os tempos. Ele nasceu em 19 de janeiro de 1944, estando com 75 anos, atualmente. O que tornou-o conhecido foi ter sido o gestor de um Fundo chamado Magellan, que foi um dos maiores fundos da Fidelity (uma espécie de XP Investimentos, no Brasil).

Lynch começou a investir aos 11 anos. Um dos primeiros grandes investimentos de sucesso, ocorreu posteriormente com uma companhia de frete aéreo, chamada Flying Tiger, que ajudou-o a pagar a graduação. Ele fez também um Mestrado em Administração pela Wharton School of Business, na prestigiada Universidade da Pennsylvania, em 1968.

Com 25 anos ele teve o primeiro emprego como analista do setor têxtil e de metais, na Fidelity. Ele começou a gerir o Fundo em 1977, com 33 anos, deixando a gestão desse Fundo aos 46 anos, no ano de 1990. Inicialmente, o Fundo só podia comprar ativos domésticos dos EUA.

Sabe o que mais impressiona? O retorno anual composto que Lynch atingiu durante 13 anos, foi de 29,2% ao ano. Se para um ano, ainda mais nos Estados Unidos que possui uma taxa de juros baixa, imagine manter isso durante 13 anos. Nesse período, entre 1977 e 1990, o Fundo Magellan foi considerado um dos melhores do mundo, sendo que obteve retorno superior a 99,5% dos outros fundos, nos seus últimos 5 anos de Peter Lynch como gestor do Fundo. Outro fato que cabe ser ressaltado é que US$ 1 aportados em 1977, viraram US$ 28, em 13 anos.

Retorno do Fundo Magellan, que foi gerido por Peter Lynch, durante 13 anos:

Peter Lynch – Principais Ensinamentos

Os ensinamentos de Peter Lynch pode ser resumidos em quatro principais tópicos:

  1. Faça sua pesquisa: ao investir você deve ser um pesquisador nato. Visitar empresas, saber o diferencial, pessoas que estão trabalhado para o crescimento. Focar em empresas que não precisam de novas tecnologias é o ideal, mesmo em um mundo high tech. 
  2. Entenda a importância da diversificação: apesar de o Fundo de Peter Lynch chegar a ter mais de 1400 ações, estatísticamente, a diversificação começa a perde efeito a partir de 22-23 ativos. Opte por diversificar entre diferentes setores setores e se possível, diversifique entre países e ativos.
  3. Seja paciente: invista pensando no longo prazo. Investidores com pensamento no longo prazo, acabando pagando menos taxas, diferindo o imposto de renda e tendem a suportar as baixas do mercado melhor, não saindo do mercado em momentos nos momentos de melhor oportunidade. Todos esses detalhes, ajudam no trabalho dos juros compostos ao longo dos anos.
  4. Invista naquilo que você conhece: não apenas conhecer os produtos que a empresa investida vende, mas saber a situação financeira, planos de expansão, principais executivos, como está o setor em que atua a empresa investida, etc.

 

Peter Lynch – divisão das empresas dentro do Fundo Magellan 

Dentro do Fundo Magellan, Peter Lynch, dividiu as empresas que detinha em momentos que as mesmas passavam, classificando-as como Pequeno Crescimento, Confiáveis, Crescimento, Cíclicas, Turnarounds e Oportunidades.

Empresas de Pequeno Crescimento, eram as menos preferidas; já as Confiáveis, serviam como proteção ao portfólio de ativos, as de Alto Crescimento, tinham risco consideráveis, as Cíclicas, dependiam do momento econômico, Empresas Turnarounds, não performavam de acordo com as tendências de mercado e requeriam muito mais pesquisa e por últimos as oportunidades.

Warren Buffett comentou que ele era 85% Benjamin Graham e 15% Peter Lynch, mencionando que o pensamento ao investir-se em ações deve ser o de longo prazo, ignorando a flutuação de curto prazo, como Peter Lynch defendia. Para Lynch, era importante estar 100% investido em ações e não ter manter-se caixa.

Nas empresas que investia, Lynch procurar lucratividade, preço atraente e bom modelo de negócios. Também procurava com empresas com histórico de dividendos ininterruptos por 20 a 30 anos, sendo atraído também por empresas com dívidas baixas.

On a more general note, spin-offs, fast-growing companies in no-growth industry, companies producing goods with inelastic demand, companies with limited analyst coverage, low institutional share in the company, and companies with insider buying, are all potentially attractive.

Após 13 anos de gestão no Fundo Magellan, Peter Lynch deixou o Fundo em 1990. A riqueza atual dele é de US$ 352 millhões, passando a dedicar-se à filantropia e escrever livros, incluindo alguns best sellers, que coloco abaixo para seu conhecimento. Após a saída de um dos melhores gestores do mundo, o Fundo Magellan, nunca mais foi o mesmo, mostrando o diferencial de Lynch, como gestor.

Livros sobre Peter Lynch e investimentos:

link para o livro: O Jeito Peter Lynch de Investir

Link para o Livro Investindo em Ações no Longo Prazo

Link para o Livro Beating the Street 

Link para o Livro One Up on Wall Street

Link para o Livro Learn to Earn 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/21/grandesinvestidorespeterlynch/

Grandes Investidores: O Pai de todos, Benjamin Graham

09 de julho de 2019 às 15:31 Por Postado em Blog do Eliseu

Grandes investidores

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos tem me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Benjamin Graham – Biografia

Benjamin Grossbaum (sim, esse era o nome de nascimento, passando a ser alterado para Graham, depois da Primeira Guerra Mundial, já que o sobrenome tinha origem judia e ao fugir da Europa, a família acabou alterando o sobrenome para Graham, como proteção) nasceu em 09 de maio de 1894, em Londres, falecendo em 21 de setembro de 1976, em Provença, na França.

É nas dificuldades que o ser humano mais evolui e foi assim com Benjamin Graham. Logo cedo em sua vida, seu pai acabou falecendo e ele assumindo as rédeas da família, acabou focando em estudos e já aos 20 anos tinha terminado sua faculdade na Columbia University. Logo após a conclusão de sua faculdade, foi trabalhar na bolsa de valores em Wall Street.

Começando de baixo em Wall Street, focou na avaliação das empresas, passando  a ser sócio aos 26 anos na Newburguer, Henderson and Loeb, empresa que tinha entrado poucos anos antes, devido à sua extrema qualidade na análise de ativos.

Em 1928, acabou indo lecionar na Columbia University (Faculdade que tive o privilégio de fazer um curso de Riscos Macroeconômicos, em 2015), sendo que a partir da união com um dos seus ex-alunos, David Dood, escreveu o livro que é considerado por muitos nos Estados Unidos, como o melhor livro de Benjamin Graham (ao contrário do que muitos têm no Brasil, que é o Investidor Inteligente), sendo que em 1949, acabou escrever o Livro “Investidor Inteligente”, também com David Dodd.

Um ano após lançar o livro “Investidor Inteligente”, acabou conhecendo Warren Buffett, que também graduou-se na Columbia University, vindo a ser um dos maiores investidores da história, mesmo dando o mérito de melhor investidor para seu mentor, Benjamin Graham.

Graham acabou falecendo aos 82 anos em 21 de setembro de 1976, de causas naturais.

 

Benjamin Graham – Principais Ensinamentos

Vou novamente me arriscar aqui tentando resumir a genialidade desse que ensinou o Oráculo de Omaha e que é considerado por muitos o pai do Value Investing. Alguns highlights:

  • um ativo deve ser analisado independentemente do seu preço e do futuro, que é incerto;
  • retorno e risco são dependentes de qualidade de análise e margem de segurança;
  • Benjamin Graham, analisava os ativos de forma bottom up, ou seja, da parte micro para a macro, analisando empresas e depois o cenário macroeconômico, como por exemplo PIB, inflação;
  • preço importa: menos provável perder dinheiro se você pagar menos. Em primeiro lugar não podemos controlar o futuro dos preços mas podemos controlar o valor que pagamos;
  • investidores de empresas de crescimento, acreditam no crescimento dos lucros maiores no futuro, em comparação com o passado;
  • risco para Graham – chances que investidores têm permanentemente de perder o capital próprio;
  • Graham começou a avaliar empresas com o mais evidente: ativos tangíveis. Com o tempo passou a ver ativos intangíveis: marca, time competente e responsável; vantagem competitiva e cultura;
  • todo investimento inteligente é um value investing, pois o objetivo é adquirir algo por mais que você está pagando. É necessário avaliar o negócio como um todo antes, para depois avaliar as ações;
  • o que é investir, se não o ato de procurar valor pelo menos que justifique a quantia paga?
  • Diversificação – como manter portfólio adequado? Com várias posições vencedoras!

Graham sempre prestava atenção em 2 questões ao comprar uma ação:
1) que tipo de empresa estava comprando;
2) foi construída uma adequada margem de segurança para comprar essa ação?

E como lidar com a volatilidade e o sobe e desce de preços dos ativos? 

Graham encara a volatilidade como algo positivo pois ela nos dá a oportunidade para comprar bons ativos a preços baixos. Fora isso, este é um fenômeno repetitivo e sem fim, portanto, devemos saber lidar e nos acostumar com ele! A volatilidade no curto prazo é devido à natureza do homem e filosofia. Somos imperfeitos, todos sofremos de vieses relacionados com nossa psicologia (medo, ganância, etc).  Quando nossos portfólios estão bem, nós recebemos em nossos cérebros uma reação similar a ingestão de cocaína que nos dá prazer. Quando nossos portfólios caem, nosso cérebro nos diz que estamos em um perigo mortal e exige que façamos algo. Por isso o investidor tem que saber controlar suas emoções e se aproveitar da volatilidade usando-a a seu favor.

 

Vejamos agora 6 Desafios para avaliar uma empresa a ser investida:

1) você provavelmente terá que fazer trade para aumentar o retorno.
2) tempo não está ao seu favor: para um investidor em valor, tempo é realmente a essência; Ex: ter retorno de 5% em 2 anos e 5% em 5 anos.
3) suas perdas controlam seus retornos: uma perda pode entregar todos os ganhos. Cuidar com perdas, são tão ou mais importantes que os ganhos.
4) cias de valor precisa controlar a urgência para crescer, urgência essa dada pelo mercado.
5) value trap = falso valor – empresas que parecem algo mas não são.
6) reinvestimento dos dividendos.

 

Vejamos 6 desafios em uma empresa de crescimento

1) Pagar muito: se uma cia tem US$ 10 de valor intrínseco por ação, mas você decidiu pagar US$ 80, a cia terá que crescer 15% por ano, nos próximos 15 anos.
2) Esperar muito: superestimar taxa futura de cia de crescimento. Usar a regra da divisão por 72: 20% de crescimento, para dobrar = 3,6 anos   72/20 = 3,6.
3) Seguir uma estratégia de crescimento ruim: exemplo aquisições ruins.
4) Tentação de trading: empresas de crescimento são mais voláteis e por isso, o investidor tende a realizar compras e vendas mais seguidas.
5) Árvores não crescem até o céu: empresas grandes, já com mercado madura e alto valor de mercado, são mais difíceis para aumentar de tamanho.

 

Fórmula de Benjamin Graham:

Graham criou ainda uma fórmula para avaliar e dar preço para ações. Introduzida em 1962, o seu objetivo é calcular o valor intrínseco da empresa. Vejamos:

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8.5 + ( 2   x    crescimento percentual)   X  lucro por ação = valor intrínseco por ação
—————————————————————————————————-

Essa é apenas uma forma bastante simplista de se avaliar uma ação. O investidor que lê esse texto deve levar em consideração que a realidade no universo de investimentos atual é bem distinta daquela que Graham observou quando criou a sua fórmula. Ainda assim, tal cálculo pode ser útil como PARTE de uma avaliação mais completa da empresa a ser investida.

Pra acabar deixo-vos uma frase dele: 
“Compre aos poucos, como um flerte. Ninguém casa de primeira. Se comprar 2% e for para 4% pode-se perder no máximo a oportunidade de ter comprado antes 5%, mas igual subiu. Deve-se ter um flerte, ir conhecendo a empresa e investindo aos poucos.
Livros indicados sobre o tema:

Você sabe o que é o movimento desbancarização?

09 de julho de 2019 às 11:30 Por Postado em Blog do Tarciso

É um processo que iniciou nos EUA e na Europa com o surgimento de instituições financeiras de pequeno e médio porte que deram fluidez ao mercado dos EUA principalmente. Hoje o mercado americano contabiliza mais de 4 mil bancos e com a concorrência trouxe serviços melhores e mais baratos. No Brasil pelo menos 5 instituições estão absolutas no controle bancário do país. Isso é bom ou ruim?? Porque mais corretoras e bancos digitais estão surgindo??

Nossa herança de investimento ainda está ligada aos anos de inflação, 9 tipos de moedas e vários pacotes econômicos. A ligação entre deixar dinheiro na poupança ou investir em algo tangível, como bens móveis, imóveis e joias, eram considerados muito mais seguros.

Como um movimento contrário à concentração bancária, o verbo desbancarizar é não depender dos bancos para investir o seu dinheiro, principalmente, a médio e longo prazo.  O investidor pode encontrar diversidade na procura dos produtos financeiros é ter liberdade para analisar e saber o que é melhor para seu perfil. Além do mais, hoje, o investidor de bancos tradicionais estão a mercê do direcionamento da instituição bancária, poucos produtos em seu portfólio de investimento e, muitas vezes, não identificando a real necessidade do cliente. Veja bem, não estou aqui falando mal dos bancos, mas sim estimulando a educação financeira e despertando o interesse do investidor em produtos, mais rentáveis e seguros, que hoje existem e estão à disposição de qualquer cliente.

Nas corretoras e escritórios, como a nossa empresa Experato Agente Autônomo de Investimento – que representa XP Investimentos por exemplo, é possível encontrar um profissional que é especialista em investimentos, focado na necessidade do cliente, procurando a melhor rentabilidade para a carteira. Este profissional é o Agente Autônomo de Investimento que deve ser certificado pela ANCORD e credenciado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) – Autarquia Vinculada ao Ministério da Economia que tem o objetivo de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil. Nossa plataforma é conhecida como um shopping center de investimentos onde podemos encontrar mais de 400 fundos e mais de 40 bancos para investir de acordo com o perfil e objetivo do cliente com a mesma segurança.

Por esses motivos que este movimento está ocorrendo no Brasil. Vários setores da economia estão se transformando com muita rapidez e nos investimentos não poderia ser diferente. É preciso reavaliar nossa cultura antiga sobre investimentos. A maneira de se investir mudou e necessita de um olhar profissional com disciplina e principalmente educação financeira. Faça parte dessa mudança, compare investimentos, busque informações para gerar rentabilidade com segurança.

Para mais informações:

Whatsapp: whats.link/tarcisofontana

Acesse www.experato.com.br

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Nos contate Experato Agente Autônomo de Investimentos.

Tel: 3313 1992 e 99623 6874 ou nos visite end: Marechal Floriano 951 2º andar

4 Motivos pelos quais eu Comprei Magazine Luiza

16 de junho de 2019 às 21:00 Por Postado em Blog do Eliseu

A ideia aqui nesse espaço é escrever rotineiramente sobre os ativos que mais impactaram positivamente o retorno do Clube de Investimentos que tenho e cujo retorno foi mostrado aqui nesse post.

Analisar retornos passados é como um  jogador de futebol de excelência, o que ele fez de coisas boas passou e ele deve sempre olhar para frente procurando manter o mesmo nível, mesmo que muitas vezes isso é muito difícil.

Nos investimentos em ações é possível estudar as razões de compras bem sucedidas, procurando por padrões, replicando-as.

O case Magazine Luiza, foi um case raro, unindo turn around e crescimento, onde a Empresa saiu de vários semestres de prejuízos para lucros crescentes. Hoje, todos procuram por investimentos “Nova Magazine Luíza”, devido ao retorno de mais de 20.212% em 3 anos e meio.

 

4 motivos que comprei Magazine Luiza e como buscar sinais em outras ações:

1) Prejuízos diminuindo e reversão para lucro: as ações de Magazine Luiza atingiram o ponto mais baixo na sua cotação, em fevereiro de 2016. De fevereiro de 2016 até outubro de 2016, foram quase 700% em retorno na cotação da ação e isso, obviamente, chamou atenção de investidores em geral. Passamos a estudar o case, com paciência, procurando um bom momento de entrada, monitorando os resultados, eis que passamos a ler sobre o processo de transformação interno que estava acontecendo. Preço importa e é fundamental, porque é a partir dele que você terá seu retorno, seja Taxa Interna de Retorno (TIR) ou a métrica que você preferir. É menos provável perder dinheiro, se você pagar menos. Em primeiro lugar não podemos controlar o futuro dos preços mas podemos controlar o valor que pagamos. Isso que buscamos no case, após uma queda no fim de outubro de 2016, onde essa queda foi perto de 30%. Quando analisar o lucro, prestar atenção na tendência histórica e no percentual do lucro líquido. Buffett menciona em 7 anos, como um período para análise dos lucros de uma empresa.

2) Estrutura de capital e a dívida: estar atento à dívida é importantíssmo e mostra o quão saudável está a companhia. Em investimentos não existem certezas mas probabilidades. Até ter dívida pode ser saudável em certos momentos, usando alavancagem de maneira responsável. Por responsável, entende-se uma geração de caixa que pague essa alavancagem e juros financeiros justos. Analisando de maneira macro, em momentos de quedas de juros, como é o momento atual do Brasil, empresas alavancadas tendem a ter melhores retornos, já que pode ocorrer uma diminuição no custo da dívida. No caso de Magazine Luiza, notamos uma diminuição gradual da dívida total, passando para um caixa, não possuindo dívidas.

3) Indicadores de rentabilidade: analisar o fluxo de caixa, não é apenas olhar Ebitda, mas verificar outros fluxos também e como empresa transforma o que vende em grana no bolso. No caso de Magazine Luiza, o Ebitda mostrou-se crescente ao longo do tempo, assim como Retorno Sobre o Patrimônio que era negativo e manteve-se acima dos 20% desde 2017, o que é um bom percentual. O Retorno sobre o Capital investido foi outro indicador que estava aumentando e que serviu como auxílio na tomada de decisão.

4) ITR e mudanças internas na Companhia: ler o ITR sobre as informações trimestrais, além da aprentação de resultados é algo que acrescenta e muito na tomada de decisão. Investir é difícil, menos de 20% dos investidores profissionais conseguem ter retorno acima do mercado, no decorrer do tempo.No caso de Magazine Luiza, ocorreu a entrada de “sangue jovem” na Empresa, onde Frederico Trajano, passou a assumir a Empresa. Em época de disrupção e modelos de bancos digitais, negociados a mais de 100x, 45x lucros, apenas por ter a palavra digital na proposta de objetivo de empresa, a Magazine Luiza, fez isso muito bem no varejo. Magalu App e multicanalidade; Luiza Labs, com o uso efetivo de Bigdata; Lu Bot e ganho de eficiência, com a melhoria de experiência, foram alguns das mudanças implementadas. A última foi a parceria com o Carrefour para vendas por parte da Magazine Luiza, em 2 lojas, de produtos. Quem iria imaginar que uma concorrente abriria as portas para testes, em seus domínios.

Gráfico de Magazine Luiza e o ponto que entramos no case, com uma posição considerável

E hoje, o que fiz com Magazine Luiza?

Acabamos optando por vender as ações em R$ 172, com um lucro alto desde as primeiras compras. Achamos que, hoje, apesar de toda a qualidade da Empresa, os patamares de negociação já embutem uma exigência de crescimento muito alta e preferimos olhar de fora, colocando o lucro no bolso, eis que o ativo já não tem a margem de segurança que gostamos.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/08/case-magazine-luiza/

Grandes Investidores – o mago do mercado, Joel Greenblatt

16 de junho de 2019 às 20:45 Por Postado em Blog do Eliseu

Grandes investidores

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos tem me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Joel Greenblatt – retornos acima da média

Joel Greenblatt é gestor de fundos de hedge da Gothan Fundos, sediada em Nova York, foi aluno de Administração da aclamada Wharton School, na Universidade da Pensylvannia. E o que chama a atenção nos investimentos dele? Simplicidade e retorno.

Entre 1985 e 2006, o retorno anualizado de seu fundo foi de 40% ao ano em dólar, nada mal não é mesmo? Um outro dado relevante é que ao final de 2018, o Fundo Gothan, performou mais que 99% dos pares. Ou seja, de fato Joel Greenblatt se insere entre as maiores lendas, quando o assunto é investimento em ações!

No gráfico abaixo temos a comparação de gestores famosos…Joel Greenblatt tem menos anos de “caminhada”, mas seus retornos são definitivamente acima da média.

 

Joel Greenblatt – Simplicidade na estratégia

Dizem que quanto mais uma pessoa é inteligente, mais simples é o seu pensamento … e que é na simplicidade que encontra-se a genialidade de alguém. Pois esse pensamento se aplica diretamente a Greenblatt.

Joel Greenblatt é autor de alguns livros (você pode ver mais abaixo) que seguem uma tônica: a simplicidade. Seu objetivo é desmistificar o mercado e mostrar que é possível ao investidor comum investir com qualidade. Sua ideia é mostrar que entendendo 2 ou 3 indicadores o investidor pode selecianar ativos e montar uma carteira.

Com essa ideia em mente ele criou e ficou famoso por ser o autor da Fórmula Mágica! O nome soa meio charlatão, mas calma…você vai ver que faz muito sentido.

 

Joel Greenblatt – A Fórmula Mágica

De uma maneira simples e focando no que importa, a Fórmula Mágica de Joel Greenblatt, busca através de 2 indicadores fornecer subsídios para o investidor montar uma carteira de ações vencedora. O conceito é o seguinte: buscar boas empresas que sejam negociadas a preços subavaliados. Parece óbvio, algo que todos buscamos, não é mesmo?

Mas nisso se revela a genialidade de Greenblatt que através de apenas 2 indicadores consegue achar essas empresas e ainda alcançar retornos acima da média no mercado americano.

Em sua fórmula mágica ele se utiliza dos seguintes indicadores: Retorno sobre Patrimônio Líquido  (no link você tem a explicação do ROE) e a relação Preço/Lucro (no link você tem a explicação do P/L). Através desses 2 indicadores ele monta um ranking com as empresas de maior ROE (mais rentáveis) e de menor P/L (mais baratas). Fazendo os 2 rankings você soma a posição de cada uma delas nos rankings. As empresas de menor soma são aquelas escolhidas para montar a carteira pois seriam as mais baratas e mais rentáveis.

Outra variação da Fórmula de Greenblatt é usando o Enterprise Value (no link você tem a explicação do EV) dividido pelo EBIT (no link você tem a explicação do EBIT), usando em conjunto com o ROIC (no link você tem a explicação do ROIC) como um indicador de rentabilidade da empresa. A ideia segue sendo a mesma, ou seja, comprar boas empresas a preços baratos.

 

A Fórmula Mágica no Brasil

E quais ativos seriam incluídos nesses dois rankings de Joel Greenblatt? Montei os rankings do Greenblatt e disponibilizo abaixo na imagem.

Importante mencionar que existem ativos que possuem parte do lucro não recorrente e é importante o investidor cuidar isso…ou seja, é possível que o luro ali apresentado não represente a realidade ou recorrência de lucratividade da empresa.

O que vocês acham? Enquanto isso, eu vou deixar links dos Livros que o Joel Greenblatt escreveu para quem tiver interesse:

Ficou interessado em saber mais ? Leia os livros que Joel Greenblatt escreveu, nos links abaixo:

bit.ly/pequenolivro

bit.ly/livroverdeJoel

“Em toda a minha vida, eu nunca conheci uma pessoa sábia (em um número abrangente de assuntos) que não lia o tempo inteiro — nenhuma, zero.” Charlie Munger.

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/06/skin-in-the-game-grandes-investidores-joel-greenblatt/

SKIN IN THE GAME

16 de junho de 2019 às 19:47 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor

Investir no Brasil não é tarefa fácil, dado as constantes mudanças de cenários que afetam e muito o dia dia da bolsa. Nem precisa investigar o passado, vejamos que nos últimos meses tivemos: empresas envolvidas em acidentes (Vale), corrupção (várias), setores sofrendo disrupção (Cielo), lucros vindo menor que o esperado (algumas), previdência aprovada ou não aprovada, valor de economia na previdência, problemas de governança corporativa (Qualicorp e Smiles).

Com tudo isso acontecendo, não é de se estranhar que a bolsa pareça um ambiente um pouco inóspito ao investidor.

Mas estou aqui pra te ajudar a mudar um pouco essa percepção! 

Se para grande maioria as situações acima podem ser consideradas problemas, eu vos digo que não! Tratam-se de oportunidades! Quando vemos o preço de algo bom cair, qual nossa reação? Pensar em comprar correto? Por que não é assim com ações?

A ideia de escrever aqui é justamente essa, auxiliar você investidor a focar no que é essencial, para realizar um filtro, do que é e do que não é importante ao investir, mostrando alguns cases de ótimos retornos e buscar similaridades para investimentos futuros.  Em um momento privilegiado que estamos vivendo de abundância de informações, mais do que nunca, é primordial a seletividade dessas informações, principalmente no mercado financeiro.

Há mais de 10 anos eu sou o responsável por uma carteira de investimentos que, com o passar do tempo, tornou-se um Clube de Investimentos. Nesse período os retornos foram muito acima do Ibovespa. Sobreviver a volatilidade do mercado e a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais rápidas já é difícil, imagine ter um retorno acima do que é considerado o benchmark do mercado?!

Pois é … mas sabe o que mais? Tenho 99% do meu capital financeiro alocado nesse Clube de Investimentos. Isso é o que chamo de skin in the game!! 

Nos últimos anos, os retornos foram os seguintes, descontadas taxas de administração e performance:

Fique atento que nos próximos textos irem desbravar alguns dos ativos que levaram a esses retornos e os motivos que chamaram-me atenção na época das aquisições.

 

Um grande abraço!

Eliseu 

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/21/skin-the-game-por-eliseu-manica/