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Grandes Investidores – o mago do mercado, Joel Greenblatt

16 de junho de 2019 às 20:45 Por Postado em Blog do Eliseu

Grandes investidores

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos tem me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Joel Greenblatt – retornos acima da média

Joel Greenblatt é gestor de fundos de hedge da Gothan Fundos, sediada em Nova York, foi aluno de Administração da aclamada Wharton School, na Universidade da Pensylvannia. E o que chama a atenção nos investimentos dele? Simplicidade e retorno.

Entre 1985 e 2006, o retorno anualizado de seu fundo foi de 40% ao ano em dólar, nada mal não é mesmo? Um outro dado relevante é que ao final de 2018, o Fundo Gothan, performou mais que 99% dos pares. Ou seja, de fato Joel Greenblatt se insere entre as maiores lendas, quando o assunto é investimento em ações!

No gráfico abaixo temos a comparação de gestores famosos…Joel Greenblatt tem menos anos de “caminhada”, mas seus retornos são definitivamente acima da média.

 

Joel Greenblatt – Simplicidade na estratégia

Dizem que quanto mais uma pessoa é inteligente, mais simples é o seu pensamento … e que é na simplicidade que encontra-se a genialidade de alguém. Pois esse pensamento se aplica diretamente a Greenblatt.

Joel Greenblatt é autor de alguns livros (você pode ver mais abaixo) que seguem uma tônica: a simplicidade. Seu objetivo é desmistificar o mercado e mostrar que é possível ao investidor comum investir com qualidade. Sua ideia é mostrar que entendendo 2 ou 3 indicadores o investidor pode selecianar ativos e montar uma carteira.

Com essa ideia em mente ele criou e ficou famoso por ser o autor da Fórmula Mágica! O nome soa meio charlatão, mas calma…você vai ver que faz muito sentido.

 

Joel Greenblatt – A Fórmula Mágica

De uma maneira simples e focando no que importa, a Fórmula Mágica de Joel Greenblatt, busca através de 2 indicadores fornecer subsídios para o investidor montar uma carteira de ações vencedora. O conceito é o seguinte: buscar boas empresas que sejam negociadas a preços subavaliados. Parece óbvio, algo que todos buscamos, não é mesmo?

Mas nisso se revela a genialidade de Greenblatt que através de apenas 2 indicadores consegue achar essas empresas e ainda alcançar retornos acima da média no mercado americano.

Em sua fórmula mágica ele se utiliza dos seguintes indicadores: Retorno sobre Patrimônio Líquido  (no link você tem a explicação do ROE) e a relação Preço/Lucro (no link você tem a explicação do P/L). Através desses 2 indicadores ele monta um ranking com as empresas de maior ROE (mais rentáveis) e de menor P/L (mais baratas). Fazendo os 2 rankings você soma a posição de cada uma delas nos rankings. As empresas de menor soma são aquelas escolhidas para montar a carteira pois seriam as mais baratas e mais rentáveis.

Outra variação da Fórmula de Greenblatt é usando o Enterprise Value (no link você tem a explicação do EV) dividido pelo EBIT (no link você tem a explicação do EBIT), usando em conjunto com o ROIC (no link você tem a explicação do ROIC) como um indicador de rentabilidade da empresa. A ideia segue sendo a mesma, ou seja, comprar boas empresas a preços baratos.

 

A Fórmula Mágica no Brasil

E quais ativos seriam incluídos nesses dois rankings de Joel Greenblatt? Montei os rankings do Greenblatt e disponibilizo abaixo na imagem.

Importante mencionar que existem ativos que possuem parte do lucro não recorrente e é importante o investidor cuidar isso…ou seja, é possível que o luro ali apresentado não represente a realidade ou recorrência de lucratividade da empresa.

O que vocês acham? Enquanto isso, eu vou deixar links dos Livros que o Joel Greenblatt escreveu para quem tiver interesse:

Ficou interessado em saber mais ? Leia os livros que Joel Greenblatt escreveu, nos links abaixo:

bit.ly/pequenolivro

bit.ly/livroverdeJoel

“Em toda a minha vida, eu nunca conheci uma pessoa sábia (em um número abrangente de assuntos) que não lia o tempo inteiro — nenhuma, zero.” Charlie Munger.

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/06/skin-in-the-game-grandes-investidores-joel-greenblatt/

SKIN IN THE GAME

16 de junho de 2019 às 19:47 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor

Investir no Brasil não é tarefa fácil, dado as constantes mudanças de cenários que afetam e muito o dia dia da bolsa. Nem precisa investigar o passado, vejamos que nos últimos meses tivemos: empresas envolvidas em acidentes (Vale), corrupção (várias), setores sofrendo disrupção (Cielo), lucros vindo menor que o esperado (algumas), previdência aprovada ou não aprovada, valor de economia na previdência, problemas de governança corporativa (Qualicorp e Smiles).

Com tudo isso acontecendo, não é de se estranhar que a bolsa pareça um ambiente um pouco inóspito ao investidor.

Mas estou aqui pra te ajudar a mudar um pouco essa percepção! 

Se para grande maioria as situações acima podem ser consideradas problemas, eu vos digo que não! Tratam-se de oportunidades! Quando vemos o preço de algo bom cair, qual nossa reação? Pensar em comprar correto? Por que não é assim com ações?

A ideia de escrever aqui é justamente essa, auxiliar você investidor a focar no que é essencial, para realizar um filtro, do que é e do que não é importante ao investir, mostrando alguns cases de ótimos retornos e buscar similaridades para investimentos futuros.  Em um momento privilegiado que estamos vivendo de abundância de informações, mais do que nunca, é primordial a seletividade dessas informações, principalmente no mercado financeiro.

Há mais de 10 anos eu sou o responsável por uma carteira de investimentos que, com o passar do tempo, tornou-se um Clube de Investimentos. Nesse período os retornos foram muito acima do Ibovespa. Sobreviver a volatilidade do mercado e a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais rápidas já é difícil, imagine ter um retorno acima do que é considerado o benchmark do mercado?!

Pois é … mas sabe o que mais? Tenho 99% do meu capital financeiro alocado nesse Clube de Investimentos. Isso é o que chamo de skin in the game!! 

Nos últimos anos, os retornos foram os seguintes, descontadas taxas de administração e performance:

Fique atento que nos próximos textos irem desbravar alguns dos ativos que levaram a esses retornos e os motivos que chamaram-me atenção na época das aquisições.

 

Um grande abraço!

Eliseu 

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/21/skin-the-game-por-eliseu-manica/

Grandes Investidores: O “Almanaque” Charlie Munger

16 de junho de 2019 às 19:16 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor

Grandes investidores

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos tem me ajudado a ser um investidor melhor.

 

O “Almanaque” Charlie Munger, mais do que um amigo de Warren Buffett

Muitos conhecem Charlie Munger, apenas como o amigo de Warren Buffett e vice-presidente da Berkshire, um conglomerado de empresas de Buffett.

Mais avesso a mídia e com humor muito inteligente e ácido (o qual tive prazer em ver no Encontro Anual de Acionistas da Berkshire – abaixo a foto) ele é considerado por muitos como um almanaque, tanto que foi criado um almanaque para ele, dado todo o seu grau de inteligência, com o prefácio de Warren Buffett (Poor’s Charlies Almanack).

Eu em evento de acionistas da Berkshire Hathaway, da qual vi pessoalmente Charlie Munger

 

Charlie Munger acredita que portfólios fundamentalistas tendem a valorizar-se mais no longo prazo (mas em cenários de bull market, normalmente sobem menos, caindo menos em cenários de quedas das ações). Para ele existem inúmeras maneiras de realizar o valuation (valoração) de uma empresa, ou seja, ele não se apega a fórmulas rígidas ou fixas, mas foca na análise dos fundamentos e estratégias de longo prazo.

Para se ter uma ideia da força de sua estratégia e da ação do longo prazo sobre os investimentos, quem investiu US$ 19 em 1964 nas ações Berkshire Hathaway viu seu capital saltar para nada mais nada menos que US$ 46.979.913,00 no final de 2018….isso mesmo US$ 19 se tornaram US 46 milhões! Isso apenas reforça e mostra o quão diferenciados são Charlie Munger e Warren Buffett, como investidores.

Retornos anuais da Berkshire Hathaway:

Quais conhecimentos que o investidor precisa ter segundo Charlie Munger

É sempre um desafio resumir ideias tão amplas e diversas como conceitos de investimento…ainda mais de gênios como o Charles Munger. A regra de bolo e a simplificação muitas vezes atrapalham ou não são compreendidas no todo…mesmo sabendo disso, me proponho aqui a resumir, começando com 7 conhecimentos básicos segundo as ideias de Munges:

  1. Entender de contabilidade
  2. Monitorar o andamento do balanço
  3. Estudar o setor-indústria em que está inserida a empresa investida
  4. Saber as leis que envolvem a empresa investida
  5. Examinar política de remuneração dos executivos
  6. Saber projetar o negócio futuramente
  7. Investir não é somente algo que envolve matemática, porque existe o lado humano que são as pessoas

Ainda, segundo seus ensinamentos, para você ser um investidor é importante desenvolver certos habilidades e cultivar a compreensão de temas como:

Contabilidade – é a linguagem básica dos investimentos. Por ser monótona, poucos têm paciência e tempo para aprender, mas acredite, é considerada a melhor maneira para acompanhar uma empresa de maneira consistente e isso é muito importante.

Psicologia – o mercado de ações é guiado por humanos (por mais que um aumento significativo no número de trade systems/computadores tenha ocorrido) e seres humanos possuem emoções, sendo uns diferentes dos outros e agindo diferentemente em cada situação. Saber modelos que permitem entender o comportamento humano é vital.

Matemática – para Munger você não precisa ser um gênio da matemática, basta saber bem o básico, ou seja, as 4 funções básicas – somar, multiplicar, diminuir e dividir. Transpiração é mais importante que inspiração.

Biologia – teoria da seleção natural das empresas. Não são as mais fortes que sobreviverão no longo prazo, mas as mais inteligentes e que se adaptam às situações de maneira mais fácil e rápida. Estamos em uma era de muita informação e transformação com inícios e fins rápidos de produtos. Então a ideia evolutiva da biologia pode ser usada para entender o mercado e analisar empresas.

Microeconomia – você não precisa ser um economista, mas precisa entender que existem economias de escala que fazem com que grandes empresas se tornem as “too big to fail” ou que criam diferenciais competitivos importantes sobre os concorrentes. Por outro lado, saber que também existe um negócio chamado deseconomias de escala também é importante! Especialmente no ambiente atual onde a disrupção é constante em diversos setores e muitas grandes empresas se tornam “too big to win”.

Teoria da probabilidade – importante o investidor ter em mente que apenas 20% dos investidores conseguem bater de maneira consistente a média do mercado.

 

Para acabar… 

Fica sempre muito claro que na concepção de value investors como Buffet e Munger o foco no longo prazo e investir em negócios que você entenda como a empresa faz para ganhar dinheiro. Imaginar o negócio daqui a 10 anos e conseguir imaginar com alguma convicção que ele existirá e quiçá ainda será um bom negócio. No momento atual é difícil pensar em 10 anos pois tudo muda muito rapidamente. Talvez por isso eles sigam investindo em empresas mais tradicionais como Coca-Cola, Macdonalds, entre outras.

Importante o investidor focar em poucas áreas e aproveitar seu círculo de conhecimento. Tentar prever muitas coisas e querer abraçar o mundo só aumenta a possibilidade de cometermos muitos erros, nos levando a falhas por falta de especialização!

 

Para quem quer seguir um de seus conselhos: 

“Nós lemos muito. Eu não conheço ninguém que é sábio e não lê muito. Mas isso ainda não é o suficiente: Você tem que ter o temperamento de absorver ideias e fazer coisas sensatas. A maioria das pessoas não captam as ideias corretas ou não sabem o que fazer com elas.” Charlie Munger

Deixo aqui algumas sugestões de leitura: 

bit.ly/investidorinteligen

bit.ly/acoescomuns

bit.ly/investidoresconser

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/30/12600/

Previdência Privada e a carteira de investimentos

15 de abril de 2019 às 14:40 Por Postado em Previdência Privada

 

A reforma da Previdência é o tema mais recorrente no noticiário nacional. A necessidade da reforma para garantir o pagamento das aposentadorias no futuro bem como a necessidade de um maior controle de gastos por parte do governo, trazem a Previdência para o centro dos holofotes.

O projeto de reforma apresentado pelo governo em um cenário político repleto de incertezas, tornam o assunto uma verdadeira novela, acompanhada com apreensão por toda a sociedade e pelos investidores, tanto do Brasil quanto do exterior. Ao mesmo tempo, aumentam o interesse pelos planos de previdência privada.

A previdência privada é muito comum mundo afora. Em países como Chile e México, só há previdência privada. Em outros, como EUA, Canadá e Israel, onde há previdência pública, os planos de previdência privada são muito comuns. No Brasil, apenas 10% da população tem algum tipo de plano privado de previdência.

Além de utilizar um plano privado para garantir um complemento para uma futura aposentadoria, também deve-se incluir um plano na carteira de investimento. Funcionando como uma espécie de poupança programada, é possível utilizar a previdência privada não só para a aposentadoria como também para concretizar outros objetivos de longo prazo.

Nos Estados Unidos, é muito comum o casal, assim que nasce o filho(a), contratar um plano de previdência privada para ajudar a garantir a faculdade. Naquele país, não há universidades públicas (apenas universidades comunitárias, que são pagas e tem limitação de cursos e vagas), por isso a previdência privada faz parte do planejamento de muitas famílias de classe média.

Em Israel, todo jovem que completa 18 anos deve prestar o serviço militar por 3 anos. Terminado este período e não ingressando definitivamente na carreira militar, é comum os (as) jovens passarem 1 ano viajando, seja realizando intercâmbio ou como simples turista. Os israelenses também utilizam a previdência privada para ajudar a concretizar este projeto de vida.

Como dissemos, a previdência privada pode e deve fazer parte da carteira do investidor como investimento de longo prazo, para realizar projetos como a faculdade do (as) filhos (as), viagens planejadas, tirar um ano sabático ou até mesmo reserva financeira. Seja qual for o objetivo, é hora de encarar a previdência privada como investimento e adicioná-lo à sua carteira.

Cenário atual de final de ano. Risco, ou oportunidade?

17 de outubro de 2018 às 15:22 Por Postado em Blog do Renan

Reta final de ano, eleições presidenciais no Brasil, reformas, necessidade de mudanças, eleição do Congresso nos EUA, elevação das taxas de juros nos EUA, dentre outros diversos fatores que vêm trazendo bastante volatilidade para os mercados financeiros internacionais. E agora, será que tudo isto nos traz a uma grande oportunidade, ou será que estamos vendo uma “armadilha”, que poderá levar os investidores ao erro?

2018 têm sido um ano bastante interessante, no sentido de oportunidades de investimentos. Vemos algumas commodities com alta nos preços, como o petróleo, algumas outras commodities com preços próximos às mínimas dos últimos anos, por exemplo, commodities agrícolas e alguns metais, como ilustra a imagem abaixo. Neste sentido, diversos ativos correlatos acabam oferecendo oportunidades de entrada, principalmente em momentos de maior volatilidade, como o que temos visto no Brasil nestas últimas semanas. Contudo, ao ver essas altas e baixas, motivadas principalmente por questões eleitorais no Brasil, enquanto um candidato mais liberal sobe nas intenções de votos, será que temos de fato oportunidades, ou somente vemos a possibilidade de entrar “numa fria” causada pelas incertezas?

Ao analisar de forma mais fria o que está acontecendo no mundo, temos alguns fatores a levar em consideração. Cito alguns abaixo:

  • Eleição no Brasil e possibilidade de um governo mais liberal e com redução do estado, gerando maiores possibilidades de crescimento ao país;
  • Eleição no congresso dos EUA;
  • Federal Reserve elevando a taxa básica de juros no país;
  • Incertezas em relação à continuidade das expansão econômica nos EUA, gerando maior demanda por ativos seguros, os “safe havens
  • Títulos dos EUA pagando taxas historicamente mais altas do que as médias históricas recentes (3,16% ao ano, taxa mais alta desde 2011)[1];
  • Índices e ETF’s (Exchange Traded Funds) ligados à volatilidade nos EUA, começando a entrar em tendência de alta.

O que pode-se concluir de tudo isso é que de fato, mesmo a bolsa brasileira tendo subido recentemente para próximo das máximas recentes, me parece arriscado comprar nestes patamares, principalmente devido às questões eleitorais por aqui. Por mais que pareça que teremos um candidato mais liberal economicamente, não se sabe o que, de fato, irá acontecer nos próximos anos. Falava-se muito de questões de governabilidade, apoio no congresso, senado, etc., para que este candidato pudesse governar e aprovar as medidas e reformas tão essenciais para nosso país voltar a crescer. Bom, este fato foi vencido. Hoje este candidato, se eleito, terá a segunda maior bancada no congresso, com 52 deputados, e deverá se aliar com diversos partidos de centro e alguns de direita, para poder formar maioria e aprovar o que é necessário para o Brasil, e não para os “amigos do rei”.

Esta conjuntura me leva a crer que, por mais que pareça que teremos este candidato eleito, vale a pena ser um pouco receoso. O mercado cai, compre um pouco, o mercado subiu, proteja-se, venda opções cobertas (financiamentos), compre put’s (opções de venda), compre dólar, enfim, proteção nunca é demais em momentos de incerteza. O mercado brasileiro realmente foi bastante penalizado com a crise desde 2014, e vêm subindo não por melhora e robustez de sua economia, mas sim por uma expectativa de mudança do atual status quo, com a possibilidade de maior liberalismo econômico, com a redução do Estado e suas regalias, maior controle da corrupção e incentivo ao empreendedorismo, algo que por si só, gera um alto número de empregos e aquece a economia.

Não sei o que irá acontecer nestas eleições, mas por me considerar uma pessoa bastante realista, tento não me deixar levar pelo otimismo das perspectivas de um possível governo liberal, principalmente por saber que, entre este candidato ser eleito e conseguir, de fato, aprovar as medidas e reformas necessárias e formar um time de “elite” para governar o Brasil, há um grande espaço.

O mercado está precificando uma eventual vitória deste candidato, mas, caso ele perca, a situação mudará consideravelmente. Portanto, algo que me parece interessante, é buscar um pouco de proteção nestes momentos, e aproveitando esta volatilidade constante para comprar nas quedas do mercado. No final do dia, se suas perspectivas são de longo prazo, estes movimentos de volatilidade abrem inúmeras oportunidades.

Olhando estas perspectivas, alguns setores chamam a atenção, como as estatais, já que diversas poderão ser privatizadas para ajudar a zerar os déficits orçamentários do governo federal, bancos (afinal para crescer, o crédito é um fator importante para as empresas), infraestrutura (a infraestrutura brasileira precisa de muitos investimentos, e isso não virá somente do Estado), varejo (com a retomada da geração de empregos as famílias poderão zerar suas dívidas e voltar a consumir), commodities, que poderão aproveitar estes movimentos do dólar no exterior para ajustar os preços, gerando oportunidades.

Por fim, mais importante do que analisar tudo isto que comento acima, é conversar sempre com seu assessor, ele lhe ajudará a tomar as melhores decisões de alocação de acordo com seu perfil. Afinal, quando você está doente, você vai num médico e num especialista, por que você faria diferente com seus investimentos? Conte com ele e a chance de se ter melhores retornos são infinitamente maiores.

[1] Disponível em: <https://www.marketwatch.com/investing/bond/tmubmusd10y?countrycode=bx>. Acessado em 14 de outubro de 2018

Preparando-se para o futuro

15 de outubro de 2018 às 14:44 Por Postado em Central do Investidor

Os dados publicados no final de 2017 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam: estamos vivendo cada vez mais. A expectativa de vida dos brasileiros já chega a 75,8 anos. Em alguns Estados a expectativa de vida é semelhante a de países como os Estados Unidos (78,74 anos), como é o caso de Santa Catarina (79,1), Espirito Santo (78,2), Distrito Federal e São Paulo (em ambos a expectativa é de 78,1 anos).

Ao mesmo tempo, todos sabemos dos problemas com a Previdência Social, que apresenta problemas orçamentários e é tema de debates e propostas para alteração das condições para obtenção de aposentadoria.

Por isso, mais do que nunca, faz-se necessário um planejamento prévio para a obtenção de um futuro com alguma estabilidade e sem a necessidade de auxílio de terceiros. Diante da incerteza com relação ao futuro da Previdência e os proventos que serão disponibilizados pela mesma, bem como a imprevisibilidade de fatores como condições de saúde e perspectiva profissional, é fundamental começar a investir em seu próprio futuro.

O primeiro passo é analisar o presente, montar um fluxo de caixa com suas receitas e gastos incluindo as receitas com rendimentos de aplicações, alugueis e rendas extras ou eventuais bem como os gastos com pequenas despesas como lazer até os gastos maiores como seguros, veículos e escola das crianças.

Em seguida você terá de projetar receitas, como os proventos do INSS, a previdência privada e as demais receitas, de um lado, e gastos maiores com saúde, em substituição a escola das crianças, entre outros. Vamos supor que, feitas as projeções, uma pessoa necessite de R$ 4.000,00 mensais para complementar sua renda e desconsidere qualquer reserva financeira atual. Também vamos supor que esta pessoa tenha hoje 40 anos e pretenda se aposentar com 60, fazendo uma projeção para atingir os 90 anos.

Vamos calcular o capital necessário para que, num período de 30 anos, seja possível realizar saques mensais de R$ 4.000,00, considerando uma taxa de juros de 3% a.a. ou 0,25% a.m. Sendo assim, com um prazo de 30 anos ou 360 meses (n); a taxa de juros (i) de 0,25 e retiradas mensais (PMT) de R$ 4.000,00, teremos um valor presente (PV) de R$ 948.757,73, que é o capital a ser obtido para permitir tal situação.

Considerando-se a idade desta pessoa (40 anos) e a idade em que pretende se aposentar (60 anos), vamos calcular o quanto é necessário investir mensalmente para atingir este objetivo. Temos o valor futuro (FV) de R$ 948.757,73; o prazo de 20 anos ou 240 meses (n) e com uma taxa (i) de 0,25, conclui-se que será necessário um investimento mensal (PMT) de R$ 5.628,11.

A princípio, parece um valor muito alto, mas este exemplo demonstra a necessidade de se planejar o quanto antes para uma aposentadoria tranquila. E você pode contar com os assessores de investimento da Central do Investidor, que estão preparados para indicar as melhores opções para proteger e multiplicar seu patrimônio e te ajudar neste planejamento. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje e procure a Central do Investidor. Seu futuro começa agora.