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Diversificação com fundos: alternativa em cenário instável

08 de outubro de 2018 às 14:42 Por Postado em Central do Investidor

As previsões de que o ano de 2018 seria desafiador para os investidores se confirmaram. A instabilidade interna por conta da crise econômica agravada pela incerteza do cenário eleitoral teve ainda um aditivo inesperado: a greve dos caminhoneiros. No cenário externo, a já esperada guerra comercial entre EUA e China, a alta dos juros americanos e as constantes incertezas no Oriente Médio, forçam a alta do dólar e trazem incertezas para o comércio internacional.

Os fundos multimercado mostram-se uma boa alternativa diante de tantas incertezas e com as sucessivas quedas da taxa SELIC, que tornam a renda fixa menos atrativa do que em outros momentos. Ao mesclar renda fixa e variável, os multimercados ajudam a proteger o patrimônio e obter ganhos em diferentes cenários.

Mesmo oferecendo um risco moderado, investir em fundos exige uma análise criteriosa. O gestor do fundo deve estar atendo às tendências de mercado e saber se antecipar a possíveis variações negativas. Os fundos que se desfizeram de ações da Petrobras antes da greve dos caminhoneiros, saíram ilesos deste momento de crise. Já os que apostaram na Vale, obtiveram um ótimo retorno com a alta do dólar já que a empresa é uma grande exportadora e tem boa parte de sua receita dolarizada.

Ao optar por um fundo, o investidor deixa para o gestor a escolha dos ativos com maior potencial de ganho. Por isso, o investidor deve obter o máximo de informações possíveis sobre o histórico do fundo e o tipo de ativos que costumam compor a carteira. Alguns fundos de renda fixa, por exemplo, optam somente por títulos públicos enquanto outros também investem em debêntures e títulos do exterior. Outro ponto a ser analisado são as taxas que o fundo irá cobrar. De acordo com Mário Avelar e Luciano França, da AvantGarde Capital (em entrevista para o InfoMoney), os fundos costumam cobrar uma taxa de administração e outra de performance (em alguns casos) que não ultrapassam 2% e 20%, respectivamente. A taxa de performance é cobrada se a rentabilidade ultrapassar um índice predefinido e é mais comum em fundos multimercados de maior risco.

A alta do dólar também proporcionou bons ganhos em fundos cambiais. O BB Cambial Euro LP Estilo, por exemplo, apresenta uma rentabilidade de 17,95% nos últimos 6 meses enquanto o BB Cambial Euro LP Mil apresenta rentabilidade e 17,67% no mesmo período. Como a projeção é de estabilização e até mesmo queda do preço da moeda americana, investir em fundos cambiais exige cautela. “O que se tinha para ganhar com o câmbio já está no preço que temos agora”, disse Michael Viriato do Insper (em entrevista para a Folha de São Paulo). Além de um bom gestor de fundos, o investidor deve contar com uma assessoria qualificada com a da Central do Investidor, que dá todo suporte necessário para os diferentes perfis de investidor.

E seguindo a máxima de que não se deve colocar todos os ovos em uma só cesta, o investidor não deve alocar todos os seus recursos em um único fundo. Avelar e França observam que muitos investidores, ao se depararem com uma grande quantidade de fundos oferecidos por uma única corretora, ignoram que cada um tem diferentes características, com diferentes objetivos e optam por um único fundo. Com isso, deixam de ganhar e ainda ficam mais expostos desnecessariamente. A Central do Investidor oferece todo o auxílio para que sejam feitas as melhores escolhas, sejam fundos multimercados, cambiais ou de renda fixa, com uma equipe preparada para dar todo suporte necessário ao investidor.

China substituirá soja dos EUA por produto brasileiro

01 de outubro de 2018 às 14:40 Por Postado em Central do Investidor

Os efeitos da guerra comercial entre China e EUA em breve começarão a surtir efeito no Brasil. Em entrevista a agência de notícias Reuters, Guo Yanchao – vice-presidente da Jiusan Group (um gigante do agrobusiness chinês) – anunciou a substituição das importações de soja dos EUA por grãos brasileiros e de outros países, como resultado da tarifa de 25% imposta pelo governo chinês a 128 produtos importados dos EUA, entre eles a soja. Enquanto em 2017 a importação de soja norte-americana foi de 27,8 milhões de toneladas, o que colocava o país como o segundo maior fornecedor para o mercado chinês, para a temporada 2018/2019 o total será de apenas 700.000 toneladas.

Com isso, o Brasil consolida-se como o maior fornecedor de soja em grãos para o país asiático. Em 2017 foram embarcadas 50,9 milhões de toneladas e para 2018/2019 deverão ser embarcadas 71,06 milhões de toneladas. Para abastecer seu mercado, a China deverá ampliar as importações de outros países como Argentina, Canadá e Rússia.

O executivo chinês mostrou-se pessimista com os desdobramentos da guerra comercial entre os dois países, alertando para a projeção de insuficiência dos estoques entre os meses de fevereiro e março de 2019, quando a oferta de grãos brasileiros é limitada. Há também a imprevisibilidade quanto aos efeitos sobre os agricultores norte-americanos e qual será a reação do governo. O Tesouro americano irá abrir os cofres e subsidiar os agricultores? A soja americana encontrará novos mercados para escoar sua produção? Como já era de se esperar, a Guerra Comercial Sino-americana traz incertezas e prejuízos em âmbito global.

Para os investidores, vale a pena acompanhar empresas que podem se beneficiar diretamente deste momento. Um bom exemplo é a SLC (SLCE3), empresa focada na produção de algodão, milho e soja. As ações da empresa, que ao final de julho estavam cotadas a R$ 52,90, abriram o mês de setembro cotadas a R$ 63,75, ou seja, uma alta de mais de 20%. É interessante acompanhar também as empresas que fornecem insumos como a Fertilizantes Heringer (FHER3) e as que fabricam produtos para a etapa pós-colheita como a Kepler Weber (KEPL3). Empresas do agronegócio são sempre uma boa opção de investimento, converse com um assessor de investimentos da Central do Investidor. O investidor precisa aproveitar o melhor momento para aumentar seu patrimônio e a Central do Investidor dá todo apoio necessário para isso.

As pesquisas eleitorais e o mercado financeiro

25 de setembro de 2018 às 15:22 Por Postado em Blog do Renan

Começamos mais uma época eleitoral, com campanhas sendo intensificadas, candidatos definidos, propostas sendo apresentadas e uma série de pesquisas de intenção de votos sendo realizadas para que se consiga prever com um nível maior de assertividade quem poderá vir a ser o novo presidente do Brasil, e que rumos a nossa economia poderá tomar. Nesse contexto surge uma pergunta bastante importante, por que as pesquisas eleitorais têm tanto efeito nos mercados? O que posso fazer para proteger meus investimentos?

Essa eleição de 2018 talvez seja a mais importante que o país passará desde a democratização e o voto direto, digo isso pelo momento relevante em que passamos, com uma série de reformas necessárias (previdência, política, constitucional, tributária, dentre outras), com uma situação fiscal bastante complexa e com desafios bastantes complexos para o futuro. Além disto, vivemos um momento ímpar de polarização política, com a população sendo dividida praticamente em duas vertentes, os pró-PT e os anti-PT. De um lado, a proposta de aumento do estado, da revogação da reforma trabalhista, não realizar a reforma da previdência, realização de pacotes de obras – semelhante ao que foi o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deixou diversas obras inacabadas e um volume de recursos públicos mal aplicados exorbitante -, dentre outras propostas que não citam da onde virão os recursos para sua implementação e resolução dos problemas estruturais que a economia brasileira possui. De outro lado temos uma vertente que aparenta ser mais liberal, com proposição de reformas, redução do Estado, privatizações, atração de capital estrangeiro, além de buscar trazer segurança jurídica para os contratos brasileiro, algo que gera bastante receio por parte de investidores estrangeiros.

Para os investidores, no momento que sai uma pesquisa que coloca próxima a possibilidade de vitória de um candidato reformista e com viés pró-mercado, o mercado fica animado, haja vista a possibilidade de reaquecimento da atividade econômica, melhoria do ambiente de negócios, e antecipando uma potencial entrada de novos investimentos no país. Por outro lado, ao ver um candidato com o viés oposto, gera tensão, dificuldade de se prever os prováveis rumos que a economia poderá tomar. Uma boa metáfora é que o capital flui como a água, quanto menores barreiras, mais ele fluirá para um determinado lado, e quanto mais barreiras, menos o capital flui.

Voltando à temática das eleições e as pesquisas, elas nos trazem uma possibilidade, com certa segurança, de como será o quadro eleitoral nos próximos meses. Hoje, muitos bancos, fundos e outros atores do mercado financeiro brasileiro e globais, têm usado a tecnologia como aliado para tentar identificar de forma mais precisa os potenciais resultados. Por exemplo, usando de tecnologias de “Big Data Analytics” para mapear em redes sociais, notícias, etc., a probabilidade de voto em determinado candidato de acordo com comentários, postagens, etc.

Para os investidores mais sofisticados, essas ferramentas ajudam no desenho de uma carteira “ótima”, visando a maximização dos retornos e redução dos riscos. Por exemplo, ao vermos a possibilidade de um candidato de direita ser eleito, o mercado responde com altas, queda do dólar e maior propensão ao risco. Por outro lado, ao ver um candidato de esquerda, o mercado tem respondido com receio, com queda das bolsas e ações, aumento do dólar, ouro e outros ativos considerados mais seguros, justamente pelas incertezas e com a dificuldade de previsibilidade da economia.

O capital sempre busca maior previsibilidade, por isso, em momentos mais voláteis da economia, as ações de elétricas, saneamento, etc., são consideradas defensivas, pois são justamente as com resultados mais previsíveis. Neste sentido, a busca por visibilidade dos resultados eleitorais baseados em pesquisas acaba gerando bastante turbulência nos mercados.

Uma coisa é certa, pelo menos até outubro teremos um cenário de bastante volatilidade, com possibilidade vermos uma propensão ao risco maior no caso de um candidato de direita ser eleito, e com uma aversão ao risco similar à vista em 2002, na primeira eleição de Lula, quando o mesmo falava que não pagaria a dívida externa, que desfaria uma série de reformas recém implementadas, o que levou à um aumento expressivo do dólar e da taxa Selic (que teve que ser elevada a um dos patamares mais altos da história econômica brasileira para se tentar conter a subida do dólar). Cabe ao investidor contar com um assessor especializado para tentar mitigar os riscos de sua carteira, aplicando em ativos menos voláteis, apostando um pouco em ativos de maior risco, na expectativa de movimento mais bruscos do mercado – independente do lado, para cima ou para baixo.

Os brasileiros precisam dar a devida atenção ao cenário eleitoral e os prováveis futuros de nosso país. Essa com certeza será a eleição mais importante que passaremos desde a democratização e do voto direto.

O dólar subiu, como isso impacta a economia brasileira

18 de setembro de 2018 às 15:17 Por Postado em Blog do Renan

O dólar até agora em 2018 foi um dos melhores investimento do ano, tendo saído de patamares abaixo de R$3,20, tendo ultrapassado os R$4,21 em agosto. Hoje, 13 de setembro de 2018, o dólar é negociado em algumas casas de câmbio no patamar de R$4,40, enquanto no mercado futuro – contrato de dólar futuro negociado na B3 -, está sendo negociado na casa de R$4,20. O que causou essa alta do dólar em 2018? Como essa oscilação do dólar impacta a vida das pessoas? Para onde vai o dólar? Como posso proteger meus investimentos e eventuais despesas em dólar?

O Brasil e o mundo passam por um momento de bastante volatilidade no câmbio, com o dólar se valorizando perante outras moedas, e muitas pessoas pensam que isso não as afeta, e que a vida segue normalmente. Na verdade, o impacto dessa valorização do dólar nos mercados globais afeta uma imensidão de atividades econômicas, preços, custos, desde o custo de um frete internacional de insumos, até o preço final do pãozinho que compramos nas padarias de nosso bairro.

Essa dinâmica se dá pelo fato de diversos preços de produtos e serviços serem cotados em dólar no mercado internacional. Por exemplo, commodities, preços de frete, componentes eletrônicos, etc., quando importados ou exportados, são negociados em dólar. Trazendo para nossa realidade, o trigo que é usado para fazer o pão, é negociado em dólar. O petróleo, insumo da gasolina, também é negociado em dólar. A lógica é a seguinte. Se um dólar custava R$3,00, e o petróleo estava US$60/barril, eu precisava de R$180 para comprar um barril de petróleo. Agora, com o dólar sendo negociado a R$4,20, eu preciso R$248 para comprar o mesmo barril de petróleo, e essa variação de preços é repassada para o consumidor final.

No Brasil, exportamos commodities brutas, e importamos os produtos com valor agregado. Exemplo, exportamos petróleo e importamos gasolina. Exportamos minério e importamos aço, dentre outros produtos. Além disto, o fato de o câmbio ficar interessante para exportação, muitas empresas optam por vender seus produtos aos mercados externos em detrimento ao mercado nacional, o que gera menor oferta de produtos e consequente aumento nos preços. Nesse sentido, a oscilação cambial acaba afetando não só na importação, mas também os preços no mercado interno, fazendo com que até o pãozinho seja afetado pela variação do dólar. Com esse aumento de custos, diversas empresas passam a frear investimentos e contratações, pois tem que usar mais recursos para comprar insumos para sua produção, o que implica em uma desaceleração da economia e eventual aumento do desemprego. Outro fator importante é que diversas empresas brasileiras fizeram captações de recursos no exterior com cotação do dólar mais baixa, o que pode fazer com que sua capacidade de pagamento seja afetada, comprimindo seus lucros, capacidade de investimentos, reduzindo margens de lucro e gerando também uma redução nas contratações e novos investimentos na sua expansão.

Como causas para essa alta do dólar em 2018, eis alguns pontos que justificam. O aumento da taxa de juros nos EUA, que faz com que o retorno dos investimentos sejam maiores com um risco extremamente baixo, levando investidores a migrarem investimentos para ativos mais seguros. O provável fim dos ciclos de estímulos monetários na Europa e no Japão, que reduzem a oferta de moeda na economia e aumentam os custos de capital. O aumento das tensões comerciais entre EUA e China, e numa esfera local, a proximidade com as eleições e as incertezas políticas e futuro da economia brasileira, gerando uma aversão ao risco considerável, onde investidores buscam ativos mais seguros, e ativos líquidos, como moedas, ouro, títulos públicos americanos, ações de economias desenvolvidas, etc. Tudo isto fez com que o dólar saísse da casa dos R$3,20 em janeiro de 2018 para os atuais R$4,20 de setembro.

Nas últimas semanas muitos analistas passaram a rever suas projeções, com alguns bancos internacionais apostando que o dólar poderia alcançar o patamar de R$5,50 após as eleições, numa eventual vitória de um presidente contrário às reformas[1] necessárias à retomada do crescimento brasileiro. Como forma de proteção, tem-se visto um volume de aplicações em fundos cambiais vinculados ao dólar e/ou ao euro, compra de ativos internacionais, fundos multimercados que podem investir no exterior, e compra direta de dólar futuro.

Uma coisa é certa, os próximos meses prometem bastante volatilidade, principalmente no câmbio. A melhor opção é conversar com seu assessor financeiro para ver como proteger sua carteira e obter ganhos nessa volatilidade que o mercado parece impor nos próximos meses.

[1] Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/07/bank-of-america-projeta-dolar-em-r-550-depois-das-eleicoes.shtml>. Acessado em 13 de setembro de 2018

Como colher bons lucros com o agronegócio

18 de agosto de 2018 às 14:33 Por Postado em Central do Investidor

O agronegócio é de vital importância para a economia brasileira. Dados divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comprovam esta afirmação. Em 2017 o agronegócio contribuiu com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB), a maior participação em 13 anos. Foi um crescimento de 13%, o melhor desempenho desde o início da série histórica do IBGE, em 1996.

Impulsionado pela safra recorde, o resultado positivo do agronegócio foi fundamental para o crescimento de 1% do PIB em 2017. De acordo com Rebeca de La Rocque Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE: “Em tese, o crescimento (do PIB) seria de 0,3% (sem o agronegócio). Mas temos que lembrar que a agropecuária tem influência em todos os outros setores.”

O agronegócio compreende todas atividades da agricultura e pecuária, desde o preparo para o plantio e a criação de animais até o processo de beneficiamento e a venda ao consumidor final. Estas atividades são, geralmente, divididas em 3 etapas. A primeira, também conhecida como pré-porteira, compreende a industrialização e comercialização de insumos como fertilizantes, defensivos químicos e equipamentos. A segunda, chamada dentro da porteira, corresponde a atividade agropecuária em si, realizada por pequenos, médios e grandes produtores rurais. A terceira, chamada de pós-porteira, refere-se a compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final, incluindo aí os frigoríficos, distribuidores, supermercados e as indústrias têxtil e calçadista.

Para o investidor que quer aproveitar a pujança do agronegócio há duas boas opções. A primeira é a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). A LCA é um título emitido com o objetivo de financiar o setor, atrelada a direitos de crédito sobre transações realizadas entre os produtores rurais. É um investimento em renda fixa, em que quanto maior o valor aplicado e maior o período da aplicação, maior será o rendimento. Há três opções de remuneração: prefixado, pós-fixado e híbrido. Na prefixada, a taxa de juros é conhecida no ato da contratação e o investidor sabe exatamente o quanto irá receber na data de vencimento do título. Na pós-fixada, a remuneração será feita de acordo com algum índice, geralmente o CDI estando, portanto, sujeita às variações de mercado. No híbrido, há uma taxa fixa, previamente estabelecida, acrescida de um índice como IPCA ou IGPM.

A LCA é isenta de Imposto de Renda e IOF e têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A isenção de IR é válida para pessoas físicas; para as pessoas jurídicas a dedução segue a tabela regressiva do IR. Há opções com liquidez diária, mas há carência mínima de 90 dias e, portanto, é preciso ficar atento para não efetuar resgate antes deste prazo. Aliás, o ideal é carregar o título até a data de seu vencimento. Trata-se de uma das melhores opções de investimento em renda fixa do ano de 2018, acumulando, até o final do primeiro semestre, uma rentabilidade superior ao dos títulos do Tesouro Direto e do CDB. Os assessores de investimento da Central do Investidor podem te ajudar a escolher a melhor opção em LCA bem como em outros investimentos em renda fixa.

Outra opção para quem busca investimentos atrelados ao agronegócio está na renda variável, mais especificamente no mercado de ações. Nos últimos anos o Brasil assistiu a processos de fusões e aquisições que resultaram no surgimento de multinacionais como a Brasil Foods (BRFS3 – fusão da Sadia com a Perdigão), JBS (JBSS3 – fusão e aquisição de diversas empresas como Friboi, Seara, Swift e Vigor) e Fibria (FIBR3 – fusão entre Aracruz e Votorantim Celulose). Além disso, empresas como Klabin (KLBN4), Marfrig (MRFG3), Minerva Foods (BEEF3), Mosaic Fertilizantes (MOSC34), São Martinho (SMTO3), SLC Agrícola (SLCE3) e Suzano (SUZB3) são players importantes no agrobusiness. A ações de Fibria (FIBR3), por exemplo, fecharam a R$ 33,08 em 31 de julho de 2017 e em 01 de julho de 2018 estavam em R$ 72,11, uma valorização de 118%! Consulte a Central do Investidor e confira com um dos nossos assessores as melhores opções em ações de empresas do agronegócio entre outras opções de renda variável.

Não é exagero afirmar que a recessão econômica não foi pior graças ao agronegócio. Os dados comprovam, aliás, que foi o agronegócio quem tirou o Brasil da recessão. Há projeções indicando que até 2050 o agronegócio brasileiro deve crescer de três a quatro vezes mais que os concorrentes internacionais. O Brasil já é reconhecido como o celeiro do mundo, utilizando 7,8% do seu território para a agricultura – de acordo com um estudo da Embrapa Territorial – enquanto alguns países europeus utilizam até 50%. De acordo com Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: “Nós temos hoje uma agricultura de ponta. Somos os maiores produtores de grãos e estamos entre os maiores produtores de proteína animal do mundo. Temos totais condições de atender a qualquer mercado sem o risco de desabastecimento interno”. Procure a Central do Investidor, converse com um de nossos assessores e saiba como colher bons lucros com o MERCADO FUTURO.

Migrando da poupança para a Renda Fixa

03 de agosto de 2018 às 14:36 Por Postado em Central do Investidor

Ainda há investidores que relutam em trocar a poupança por outros investimentos mais rentáveis usando como alegação a segurança e a liquidez. Trata-se de um grave equívoco já que há investimentos que também oferecem segurança e liquidez. Seja por total desconhecimento ou falta de orientação adequada, o investidor acaba perdendo grandes oportunidades de obter uma melhor remuneração sem expor seu patrimônio a grandes riscos.

Investimentos em renda fixa são uma ótima alternativa a poupança. Alguns investimentos contam com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que oferece uma cobertura de até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira em caso de insolvência do emissor do título. É a mesma cobertura oferecida aos investimentos em poupança.

Além disso, o rendimento da poupança é sempre o mais baixo quando comparado com qualquer investimento em renda fixa, só é mais rentável do que deixar o dinheiro parado na conta corrente. O rendimento da poupança é simples de ser calculado: se a Selic (taxa base de juros) for menor ou igual 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR (Taxa Referencial); se a Selic for superior a 8,5% ao ano, a rentabilidade será fixa: 0,5% mais a TR. Quanto a TR, em 2017 o acumulado ficou em torno de 0,6% e no primeiro semestre de 2018 foi de 0,0%!

PREFIXADO

Quem escolhe investir em renda fixa prefixada tem a vantagem de saber de antemão o quanto terá de rendimento no vencimento do título. Isto porque, como o nome sugere, a taxa de remuneração é definida no momento da contratação. Com isso, o investidor tem total segurança porque não fica exposto as oscilações do mercado.

Há opções de prefixado em títulos como LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e CDB (Certificado de Depósito Bancário). Todos estes investimentos contam com cobertura do FGC. Quem investe em LCI e LCA fica isento de IR (assim como na poupança), enquanto que investimentos em CDB estão sujeitos a retenção de IR pela tabela progressiva, mas somente sobre os rendimentos.

Para quem utiliza a poupança para aplicações superiores a 1 ano, com a perspectiva de utilizar os recursos no futuro, investir em renda fixa é uma opção mais rentável, tão segura quanto e com a mesma liquidez. Não há motivos para deixar o dinheiro na poupança, correndo o risco de ter o rendimento corroído pela inflação. Procure um assessor da Central de Investimentos e verifique quais as melhores opões em renda fixa para você.

PÓS-FIXADO

Os títulos de renda fixa pós-fixados têm seus rendimentos atrelados a um indexador e estão sujeitos as oscilações de mercado. Há título atrelados a taxa Selic ou a indexadores como IPCA e IGP-M. É o caso dos títulos da dívida pública, do Tesouro Direto, que tem investimentos como o NTN-B (corrigido pelo IPCA) e o NTN-C (corrigido pelo IGP-M).

Uma opção muito comum são os CDB pós-fixados, que são atrelados a CDI. Estes investimentos costumam ser remunerados com base na taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) que é a taxa utilizada pelos bancos nas operações realizadas entre si. Para se ter uma ideia, um CDB com liquidez diária do banco Fibra, com rendimento de “apenas” 100% do CDI, proporcionava – em 17/07/2018 – um rendimento 10,71% maior que a poupança. Vale observar que há CDB com rendimento superior a 120% do CDI.

Assim como nos prefixados, verifique as retenções para resgates antecipados. Há cobertura do FGC. Os títulos do Tesouro Direto não têm esta cobertura, seu garantidor é o próprio governo federal. Vale a mesma dica que demos para os prefixados: muito gerentes oferecem títulos, especialmente CDB, pouco rentáveis. Em alguns casos o rendimento não passa de 80% do CDI (ou até menos!). Procure um assessor de investimentos da Central do Investidor e verifique as melhores opções.

IPCA+

O Tesouro IPCA+ é um título da dívida pública emitido através do Tesouro Direto. É a nova denominação do NTN-B Principal. O IPCA+ paga, além dos juros, o rendimento da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) que é o índice de preço calculado pelo IBGE e utilizado pelo Banco Central para definir as metas de inflação.

Há ainda a opção de CDB com correção pelo IPCA mais um percentual preestabelecido, é o CDB IPCA+. Nesta opção, você será remunerado pelo índice IPCA mais uma taxa anual. É um investimento hibrido onde há uma remuneração fixa mais uma variável (IPCA). Segue-se as demais regras de qualquer investimento em CDB.

Quem opta por investimentos com IPCA, busca juros reais, sempre acima da inflação. Lembrando que juros reais correspondem aos juros nominal menos a inflação do período. É uma opção conservadora e melhor do que a poupança, onde os rendimentos podem ser corroídos pela inflação acumulada.