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Grandes Investidores: Bill Ackman, apostando no Zero?

21 de setembro de 2019 às 15:41 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Bill  Ackman – Biografia

Bill Ackman, cujo nome é William Albert Ackman, nasceu em 11 de maio de 1966, de família judia, ele cursou História, na Harvard University e aos 26 anos fez um MBA na Harvard Business School. Ele é um investidor americano, gestor de fundo e filantropista.

Criou aos 26 anos, em 1992 a Pershing Square Capital Management, de gestão de fundos, junto com outro colega do MBA. Ele é considerado um investidor ativista, que tenta tomar o controle das companhias que investe, visto por muitos como um investidor contrarian (investidor que investe diferentemente da maioria, realizando movimentos muitas vezes polêmicos). Por seu estilo de investimento, Bill Ackman é muitas vezes criticado por outros gestores de fundos e o público em geral. Um dos movimentos mais conhecidos executado por ele, foi ter vendido investimentos ligados ao mortgage ou hipotecas de imóveis nos EUA onde ganhou milhões.

Entre 2012 e 2018 manteve investimentos de venda contra a Herbalife, acreditando que a Empresa era uma pirâmide, no qual esse movimento virou um documentário disponível no Netflix, chamado Betting on Zero.

Sua fortuna pessoal é de cerca de US$ 1,7 bilhões e é considerado um dos 20 gestores mais ricos do mundo.

O início

Começou a carreira no ramo de venda de imóveis, trabalhando para o pai em uma empresa de corretor de imóveis. Em 1992, Ackman fundou junto com o ex-colega de Harvard, David Berkowitz, a empresa de investimentos Gotham Partners. Em 1998 chamou atenção ao captar cerca de U$ 500 milhões com a intenção de comprar o Rockefeller Center, junto com outras empresas de seguro e real state, chamando a atenção para a Gotham Partners.

No ano de 2002, Ackman começou a fazer pesquisas sobre empresas ligados ao investimento imobiliário nos EUA, com especial atenção à MBIA, a qual ele dizia estar vendendo ilegalmente direitos creditórios de uma empresa que não existia. Acreditando que a MBIA iria ter uma queda em suas cotações, comprou seguros contra a queda, vendendo posteriormente esse seguro durante a crise de 2008 e 2009 com grande lucro.

Já teve inúmeras desavenças com outro investidor que tratei aqui, Carl Icahn, começando em 2003 e até 2017, no case Herbalife, que vou comentar um pouco mais nesse texto.

Em 2004, acabou fundando a Pershing Square, com US$ 54 milhões iniciais. Ele é quem gerencia os investimentos, realizando estratégia de long and short em empresas de capital aberto ao redor do mundo.

Total de ativos sob administração em bilhões da Pershing, Empresa de Bill Ackman

 

Em 2006, a Pershing, empresa de Ackman, acabou comprando a rede de restaurantes “Wendy´s International” e forçou a venda de uma de suas empresas, a “Tim Hortons”, realizando um spin off (uma empresa que estava dentro de outra empresa é separada da “empresa-mãe”e levado ao mercado de capitais) realizando um IPO (uma oferta no mercado de ações pela primeira vez), levantando US$ 670 milhões para os investidores da “Wendy´s”. Após esse movimento e divergências sobre a sucessão na Empresa, Ackman vendeu suas ações da Wendy´s, resultando em uma queda brusca nas ações da Empresa.

Abaixo sua carteira atual:

Investimentos atuais são basicamente concentrados em 9 empresas: Chipotle, Hilton, Lowe´s, Starbucks, Berkshire Hathaway e United

 

O famoso caso da Herbalife 

Em dezembro de 2012, a Pershing começou a apostar contra a Empresa Herbalife, sendo que vendeu diretamente cerca de US$ 1 bilhão, chamando a empresa de “um esquema de pirâmide”. Ela emitiu uma pesquisa e direcionou ao público em geral.

Em uma rede de TV ele e Carl Icahn (veja aqui o post sobre Carl Icahn), discutiram na rede de tv nacional CNBC, na qual Carl Icahn chamou Ackman de a “um bebê chorão do jardim de infância” e a “mãe de todos os short squeezers (termo usado em que um vendido em ações, vê as ações subirem e precisa recomprar por um preço maior do que vendeu, gerando um prejuízo no investimento). Cabe salientar que Ackman pagou cerca de US$ 50 milhões em publicidade contra a Herbalife durante todo esse processo.

O caso foi parar nos tribunais e a Herbalife teve que responder na Corte Americana. Em 22 de novembro de 2013, Ackman comentou que iria manter-se vendido em Herbalife até o “fim da Terra”.  Em julho de 2016, a Corte Americana fez um acordo com Herbalife que teve que pagar US$ 200 milhões e mudar um pouco o negócio que tinha. Após esse acordo, estima-se que Ackman teve uma perda de US$ 500 milhões em seu Fundo Pershing, eis que as ações de Herbalife acabaram subindo 13% nesse dia.

Em novembro de 2017, Ackman falou para a Reuters que tinha encerrado a posição de venda de Herbalife, mas que iria continuar apostando na venda através de opções de compra de put (que aposta na queda das cotações), usando não mais que 3% do total do Fundo.

Isso denota uma característica nada positiva e perigosa para qualquer investidor: a teimosia! Importante como investidores diferenciarmos paciência de teimosia, já que o mercado e a cotação de Herbalife já estavam dando sinais de que a ação poderia voltar a subir e ainda assim Ackman demorou mais de 1 ano e meio para encerrar sua posição de venda na empresa.

Abaixo a performance do seu fundo:

histórico de retornos de Bill Ackman nos últimos 3 anos não vem bem, porém em 2019 ele está acima de 46% de retono em 2019

Filosofias de investimentos

  • Um ponto em comum com os mais ricos e melhores investidores é que todos falharam alguma vez: enfrente a adversidade, aprenda e corrija erros e siga em frente, sabendo como lidar com adversidades!
  • Estude o sucesso, leia sobre os grandes investidores e seus comportamentos
  • Invista bem: invista em empresas de capital aberto de preferência e não em startups. Entenda também como a empresa faz dinheiro e compre ações dessas empresas ótimas por um preço justo, de preferência em empresas que durem para sempre.
  • Seja direto nos negócios e na vida
  • Tenha confiança no que faz e na maneira que investe
  • Seja crítico nos investimentos e tente pensar de maneira diferente
  • Construa um caminho de aprendizado nos investimentos.
  • Não siga a manada e treine para ter estômago, um dia você vai precisar.

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/21/bill-ackman-apostando-no-zero-betting-on-zero/

Grandes Investidores: Paul Tudor Jones, o trader que fez 56,7% na Black Monday em 87

13 de setembro de 2019 às 14:59 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Paul Tudor Jones – Biografia

Paul Tudor Jones II, nasceu em 28 de setembro de 1954, na cidade de Memphis, no Tenesse. Ele é considerado um dos maiores traders da história. Em 1987, na conhecida Quinta-Feira Negra, ele lucro e conseguiu naquele ano, um retorno de 69%!! Ele é um investidor-trader americano, gestor de fundo de hedge e filantropo.

Criou sua empresa de gestão de fundos, em 1980 e em agosto de 2019, a fortuna dele era de US$ 5,1 bilhões, o que o faz um dos mais ricos do mundo. Estudou na Universidade da Virgínia, sendo graduado em economia, em 1976.

Pensou em estudar na Harvard Business School, acabou sendo aceito mas optou por não frequentar, pois pensava que “isso é algo maluco, porque eu irei estudar lá, se eles não irão me ensinar nada. O conjunto de habilidades para o mercado não é ensinado em uma escola de negócios!”.

O início

O primo de Paul Tudor Jones, William Dunavan Jr, introduziu Paul Tudor para um dos maiores traders de algodão do mundo, Eli Tullis, que contratou Paul Tudor Jones. Eli foi o seu mentor na Bolsa de Nova York, ensinando-o a ser trader de algodão.

Em 1980, Paul Tudor Jones, fundou a sua própria empresa de gestão de investimentos e um dos seus maiores sucessos foi ter previsto a “Segunda-Feira Negra”, triplicando o dinheiro dele com posições grandes nesse dia. Naquela semana de outubro de 1987, Paul Tudor Jones fez incríveis 62% de retorno.

Seu estilo é único e descorrelacionado com a performance de outros gestores. Talvez o fato mais importante foi que ele fez quase o impossível, tendo obtido 5x mais de três dígitos de retorno, praticamente sem recuos nos retornos desses anos. O que mais impressiona era que até 2008, ele não tinha um único ano negativo de retorno, algo nunca antes ouvido na indústria de fundos.

Retornos do Fundo de Paul Tudor Jones, infelizmente até 2009, mas que dá para ter uma noção do retorno histórico do Fundo

O braço-direito de Jones, na Tudor Investment Corporation, Peter Borish, antecipou o crash em 1987, mapeando o mercado em 1987 e encontrando similaridades com o que aconteceu com o crash em 1929, ganhando milhões com isso.

Ao contrário da maioria dos fundos de gestão de recursos, que cobram 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance, o Tudor Investment Group (Empresa de Paul Tudor Jones) cobra 4% de taxa de administração e 23% de taxa de performance.

Atualmente sua firma cuida de cerca de US$ 26 bilhões em ativos, investindo em vários países do mundo, incluindo investimentos macro, fundamentalista nos EUA e Europa, mercados emergentes, venture capital, commodities e investimentos baseados em trading systems.

O retorno anualizado de Paul Tudor Jones II é de 19,5% ao ano. Sobre o estilo de gestor de Paul Tudor, ele é baseado primeiramente em análise técnica, sendo o oposto de value investing, com uma ênfase em fatores momentâneos que direcionam os mercados.

Um fato curioso é que foi produzido um documentário sobre Paul Tudor Jones II e sobre ele mencionar que em 1987 ocorreria um crash, usando métodos de análise técnica. Embora o vídeo tenha sido mostrado na televisão em novembro de 1987, algumas cópias ainda estão disponíveis. Paul Tudor tentou retirar do mercado todas as cópias, comprando quase todas e retirando-as  de circulação. Apesar do filme mostrar pontos positivos sobre risco e cuidado com cliente, também mostra algumas táticas secretas de trading, o que pode ter feito com que Paul tentasse remover de circulação.

Vi o vídeo e envio aqui o link para o mesmo, disponível no youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=cy43vfYaxk0

 

Filosofias de investimentos

  • O que mais dá retorno são os pontos de virada, ou seja, quando tendências chegam ao fim.
  • Gaste seus dias de maneira relaxada e feliz. Saia de posições que o deixam desconfortável. Nada melhor que iniciar algo novo e relaxado. A chave é investir grande de maneira defensiva e de maneira não ofensiva, ou seja, quando as probabilidades e o mercado está ao seu favor.
  • Nunca faça preço médio com posições perdedoras. Diminua o tamanho do investimento quando ele está indo mal e aumente quando ele está indo bem.
  • Paul Tudor Jones tinha stops mentais. Se atingia determinado preço de stop, ele caía fora, não importasse o quê. Ele usava não apenas stop de preço, mas também stop de tempo.
  • Monitore o risco do portfólio em tempo real.
  • Paul Tudor Jones acreditava que o preço se movia antes e os fundamentos depois.
  • Ele não dava atenção se tinha errado três segundos atrás, mas prestava atenção no próximo movimento.
  • Não tenha ego, não seja um herói. Sempre questione a sua habilidade, nem mesmo sinta que você é bom. A segunda vez que você pensar assim, você estará morto.

Uma das últimas teorias de Paul Tudor Jones, é de que commodities, estão baratas

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/13/paul-tudor-jones-um-dos-maiores-traders-da-historia/

Grandes Investidores: Nassim Taleb, Buscando Retornos e Proteção no Caos

06 de setembro de 2019 às 14:53 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Nassim Nicholas Taleb – Biografia

Nassim Nicholas Taleb, mesmo não sendo um dos homens mais ricos do mundo (ninguém sabe ao acerto, mas sua fortuna é estimada em cerca de US$ 30 milhões) foi um dos escritores que mais influenciou o pensamento e comportamento de investidores ao demonstrar o cuidado com situações consideradas “Cisnes Negros” e como lucrar com essas hipóteses que têm pouca probabilidade de acontecer, mas acontecem.

Nasceu no Líbano, em 1960, sendo Líbano-Americano, ex-trader, escritor e analista de riscos. Tem graduação e mestrado pela Universidade de Paris e um MBA pela Wharton School da Pennsylvania, além de um PHD pela Universidade de Paris.

Alguns de seus livros ficaram notórios, como o Cisne Negro (que foi considerado pelo Sunday Times, como um dos doze livros mais influentes desde a Segunda Guerra Mundial). Outro famoso Livro é o Antifrágil, que ganhou também grande destaque. Ele sugere a antifragilidade nos sistemas, que é uma habilidade de benefício em um crescimento de uma série de eventos aleatórios, erros e de volatilidade, ou seja, beneficiando-se de eventos que poderiam nos deixar frágeis.

Ele fala mais de 10 línguas, algumas pouco usadas atualmente.

 

Carreira de investimentos 

Por ter sido Diretor de riscos no Credit Suisse UBS, também trader para moedas, commodities e renda fixa no First Boston, trabalhado no Deustche Bank, BNP Paribas, Taleb foi pioneiro como um hedger (buscar proteção nos investimentos) para eventos considerados de cauda, ou seja, eventos que têm pequena probabilidade de acontecer, mitigando riscos em movimentos extremos de mercado.

Dizem que a fortuna dele é de US$ 30 milhões e que tornou-se financeiramente independente e com grande sucesso no mergulho das Ponto-com, nos anos 2000 e também na crise iniciada em 2007, em que mencionou que a Crise ocorreu devido ao desencontro entre a realidade e a estatística distributiva usada em finanças.

Desde 2007 tem sido o principal conselheiro da Universa Investimentos, em Miami, na Flórida, em um fundo baseado na teoria do Cisne Negro, sendo que alguns desses fundos tiveram retornos de 65% e outros 115% em Outubro de 2008, no auge da crise.

Escreveu 5 livros que fazem parte da coletânea Incerto, com os livros, Iludido pelo Acaso (2001), O Cisne Negro (2007), A cama de Procrustes (2010), Antifrágil (2012) e Arriscando a Própria Pele (2018).

O primeiro livro, Iludido pelo Acaso, sobre a questão de subestimar o papel de eventos aleatórios na vida, sendo eleito pela Fortune entre um dos 75 livros mais inteligentes escritos.

O segundo livro, o Cisne Negro, sobre eventos imprevisíveis, vendeu mais de 3 milhões de cópias, traduzido para 31 línguas. Este Livro foi considerado como o que previu a Crise de 2008.

Nesses dois primeiros livros, Taleb ganhou como antecipação um valor de US$ 4 milhões para escrevê-los.

 

Estratégias de investimentos e o Fundo Universa Tail Hedge

Uma das estratégias preferidas de Taleb é ser ambos, super-conservador e super-agressivo ao mesmo tempo. Por exemplo, um investidor pode investir em 80-90% em algo extremamente conservador como Títulos do Tesouro, enquanto o restante da carteira pode estar em algo altamente especulativo e com alto risco. Uma sugestão é estar em apostas altamente especulativas com uma possibilidade de perda limitada.

Na visão de Taleb, realizando essas estratégias, um portfólio pode ser robusto, para isso, ganhando uma positiva exposição para eventos considerados “Cisnes Negros”, enquanto limita perdas sofridas por eventos aleatórios.

Universa Tail Hedge, 3.33% no Fundo 96,67% em SPX teriam retornos melhores em momentos positivos e de crises de mercado

Na imagem acima, vemos que entre 2008 e 2018, um valor alocado no Fundo Universa Tail Hedge, que Nassim Taleb é consultor a maior queda teria sido de 0,6%, possuindo retornos maiores que outros fundos mesmo assim, ou seja, comportando-se muito bem em momentos de crises, servindo os 3,3% alocados no Fundo, como uma excelente proteção, mais inclusive que o ouro.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/06/nassim-nicholas-taleb-buscando-retornos-e-protecao-no-caos/

Grandes Investidores: Jesse Livermore, um dos maiores traders do mundo

31 de agosto de 2019 às 14:39 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Jesse Livermore – Biografia

Jesse Lauriston Livermore, esse é o nome completo de Jesse Livermore, um dos traders mais conhecidos no mundo, que acabou inclusive, tornando-se figura central de um dos livros mais lidos para traders: Reminiscências de um especulador financeiro.

Provavelmente esse é o grande investidor que mais chamou a minha atenção. Seja pela história, pela rapidez de fazer dinheiro (e perdê-lo), mas, principalmente pelos desafios que passou na vida, infelizmente terminando em algo trágico.

Jesse Lauriston Livermore, veio ao mundo em 26 de julho de 1877 e acabou falecendo em 28 de novembro de 1940. Ele foi um investidor americano, que fazia fortunas e também as perdeu em mais de 4 vezes. Nasceu em Shrewsbury, no Massachussets, em uma família pobre. Começou a ler, incentivado pela mãe, aos 3 anos e meio, e reza a lenda que leu muitos jornais, inclusive sobre investimentos. A sua primeira ação foi comprada com 14 anos de idade.

Logo mais, fugiu de casa aos 14 anos e com apenas US$ 5,00 no bolso para escapar da vida de fazendeiro, que era o que o pai queria que fizesse. Começou a trabalhar, escrevendo as cotações de ações em Boston.

Foi casado por três vezes e teve dois filhos. O primeiro casamento foi com 23 anos com uma esposa que conhecera apenas alguns dias antes. Após quedas no mercado de ações, ele pediu para a esposa que vendesse algumas jóias que ele havia dado-lhe, mas ela se recusou, vindo a causar um desgaste na relação levando ao fim posteriormente.

Carreira de investimentos 

Começou a fazer trades de commodities, deixando o trabalho anterior, já que ganhava mais e passou a ser trader com dedicação total. Chegou a ser proibido de negociar, eis que ganhava consistentemente e atraía curiosos, muitos pensando que era insider e que tinha informações privilegiadas. Em certo momento, ganhou mais de US$ 10 mil (o que para época, era muito dinheiro) e acreditou que Wall Street era o seu caminho.

O primeiro grande investimento veio aos 24 anos, em 1901, em que transformou US$ 10 mil em US$ 50 mil em pouco tempo.

Livermore ganhou reputação de um bom trader por uma série de bons resultados, sendo lembrado na sua época como o maior trader que já existiu. Um dos exemplos desses trades, foi a venda de Union Pacific, vendendo uma posição nessas ações em grande quantidade, um dia antes de um terremoto que dizimou San Francisco, em 18 de abril de 1906. Nesse trade ele fez cerca de US$ 250 mil, quando San Francisco foi destruída. Estas decisões, muitas vezes intuitivas, quase sempre resultaram em grandes lucros, eram um mistério para muitos e inclusive para Livermore.

Em 1907, acabou perdendo sua fortuna, devido a erros em trades de algodão, levando-o a pedir falência, sendo que acabou fazendo acordos com credores posteriormente, possibilitando-o retornar aos trades e aos lucros.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1919, acabou ganhando muito dinheiro com algodão. Ele sentiu que a demanda iria diminuir aos poucos e que depois recuperaria-se com o tempo. Secretamente, começou a comprar algodão, comprando tudo o que pudesse, parando apenas quando o Presidente Wilson  junto com o Secretário da Agricultura, indagou-lhe sobre o movimento, o que fez com que parasse, prometendo vender de volta a grande quantidade de algodão que tinha comprado pelo preço de “break even” ou preço de custo. Perguntado sobre porque quase comprou toda a quantidade de algodão disponível, respondeu que foi “para ver se eu conseguiria!”.

Terça-Feira Negra e o gráfico da Dow Jones nos anos 20 e 30, mostrando a amplitude da alta e queda

Possivelmente o maior trade de Livermore e mais conhecido foi durante o crash de 1929. Entrou vendido pesadamente antes do mercado despencar, usando mais de 100 corretores de ações para esconder o que ele estava fazendo. Quando o crash veio ele tinha cerca de US$ 100 milhões líquidos vendidos no mercado, mostrando ao mercado e em notícias de jornais que ele era o Grande Urso de Wall Street (a simbologia do urso é usada pelo fato de que o urso ataca de cima para baixo com suas garras e mostra uma visão de que o mercado tende a cair), sendo responsabilizado pessoalmente por parte do crash, o que ele acaba dando risada e achava ridículo na época.

Cabe lembrar que nos anos 20, o mercado estava crescendo exponencialmente, atingindo o topo em agosto de 1929. No dia 29 de outubro de 1929, Dia conhecido como Terça-Feira Negra, bilhões de dólares foram perdidos, destruindo milhares de investidores, exceto por Livermore, que saiu bilionário em valores atuais.

Uma curiosidade é que quando a esposa de Jesse Livermore ouviu sobre o crash, falou para todos os funcionários da casa para esconder os móveis para o estábulo. Quando Livermore chegou em casa, encontrou a  casa totalmente sem móveis e ficou surpreso. A esposa posteriormente comentou que tinha movido tudo para fora, porque ela tinha certeza que eles tinham perdido todo o dinheiro. Ele acalmou a esposa, mencionando que tinham feito muito dinheiro, tanto dinheiro quanto nunca antes, sendo mais de US$ 100 milhões para a época.

Cabe salientar que os US$ 100 milhões da época do Crash de 1929, equivalem hoje a US$ 1,429 bilhões, sendo uma das maiores quantias que qualquer trader fez em curto espaço de tempo.

Durante o mesmo ano de 1929, acabou novamente perdendo sua fortuna e veio o segundo divórcio, deixando-o abalado e impossibilitando-o de operar com o mesmo sucesso de outrora. Acabou em 07 de março de 1934 sendo suspenso de operar como membro da Bolsa de Chicago.

Em novembro de 1940, Jesse Livermore, após o terceiro casamento, acabou por dar um fim à própria vida, com um tiro na cabeça. Ele deixou um bilhete para a esposa Harriet, de quem chamava por “Nina”,  “Minha querida Nina: você não pode ajudar nisso. As coisas têm sido difíceis para mim. Estou cansado de lutar. Não posso mais carregar isso e essa é a única solução. Não sou digno do seu amor. Sou uma falha. Eu realmente sinto muito, mas essa é a única saída. Com amor Lauri”.

Foto tirada 24 horas antes do falecimento de Jesse Livermore

No momento da morte, Jesse Lauriston Livermore tinha uma fortuna avaliada em US$ 5 milhões ou equivalente a U$$ 87.330.000,00 milhões nos dias atuais.

Pensamentos sobre trades

Os princípios de trades que Livermore estabeleceu continuam a ser estudados e absorvido pelos traders, principalmente os aspectos emocionais. Suas crenças incluíam sempre seguir a tendência e estudar profundamente as condições de mercado. Sempre construía posições grandes quando o mercado confirmava suas idéias e a direção que ele esperava. Tinha habilidades para esperar fora do mercado quando as condições não eram propícias

Dizia que o jogo da especulação era fascinante, mas que não era para pessoas mentalmente preguiçosas, com equilíbrio emocional fraco ou para aventureiros que queriam riquezas rapidamente e que essas pessoas morreriam pobres.

Algumas das anotações do Livro de Jesse Livermore

Seguem algumas de suas ideias principais:

1 – Não há de novo em Wall Street. O que acontece no mercado de ações hoje, tem acontecido antes e vai acontecer novamente.

2- Compre ações que estão subindo e venda ações que estão caindo, sobre seguir a tendência.

3- Não negocie todo dia do ano. Espere pela oportunidade correta.

4- Continue com trades que dêem lucro e finalize trades que mostrem perdas.

5- Tente não fazer preço médio para baixo, comprando mais ações que estão caindo.

6 – Mercados raramente estão errados. Opiniões sim.

7- Nunca venda uma ação apenas porque parece que o preço subiu muito.

8 – o lado humano e emocional de cada pessoa é o maior inimigo da maioria dos investidores ou especuladores.

9 – grandes movimentos demandam tempo para acontecer.

10 – muito mais fácil cuidar algumas ações do que várias.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/31/jesse-livermore-o-maior-trader-do-mundo/

Grandes Investidores: John Templeton, um dos primeiros a investir globalmente

22 de agosto de 2019 às 14:07 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

John Templeton– Biografia

Sir John Marks Templeton nasceu em Winchester, no Tennesse, onde estudou na Yale University, umas das melhores do mundo, pagando a Universidade através do jogo de poker, na qual mencionam que ele jogava muito bem. Se formou em 1934, sendo um dos melhores da turma, e logo após cursou um Mestrado em Direito, na Balliol College, na Universidade de Oxford.

Nasceu em 29 de dezembro de 1912 e faleceu em 8 de julho de 2008, antes da grande crise. Apesar de nascer americano, abdicou da nacionalidade americana, morando em Bahamas e optando pela nacionalidade britânica, quando vendeu sua empresa.. Qual o motivo disso? Logicamente pagar menos impostos e direcionar parte para a filantropia. Foi um investidor, banqueiro, gestor de fundo e o principal, um filantropista.

Com 42 anos acabou criando o Templeton Growth Fund, sendo nomeado pela Revista Money, um dos “maiores stock pickers do século”.

Ele é um CFA, tendo adquirido a certificação em 1991, com 78 anos.

Alinhando a mentalidade de investidor de valor, buscava também poupar: ele e esposa poupavam 50% da renda de ambos.

Sir Templeton focava muito na busca por felicidade, religião, evolução e no conhecimento, criando em 1972 o maior prêmio anual do mundo, o Prêmio Templeton, para pessoas que tenham contribuído a entender melhor a dimensão espiritual da vida. O valor do prêmio é de 1 milhão de libras, sendo maior inclusive que o Prêmio Nobel, com a justificativa de que Templeton queria mostrar que a busca por maior entendimento espiritual não deve ser menos valorizado que área do empreendimento humano.

Diferenciava-se dos grandes investidores por ter uma grande preocupação com a parte mental do investimento, procurando controlar a ansiedade, permanecendo disciplinado e com alto astral.

Era muito humilde e inclusive tem um livro sobre isso, “Be Humble”, assim como outros diversos livros procurando levar em conta o sucesso, pensamento positivo, busca por felicidade.

Dirigia o próprio carro, nunca voou de primeira classe e viveu por muito tempo nas Bahamas, abdicando da nacionalidade americana para pagar menos impostos e direcionar esse valor para a caridade.

Em 1987 criou a Fundação Templeton, focando na filantropia, doando mais de US$ 1 bilhão.

Carreira de investimentos

Templeton fez seu primeiro investimento no auge do pessimismo, comprando ações pouco antes da Segunda Guerra Mundial em 1934. Seu primeiro investimento se mostrou uma aposta agressiva, ele comprou 100 ações de cada companhia listada da NYSE que estava sendo cotada a menos de US$ 1 (US$ 18 atualizados para os valores atuais). Dessas, 34 se encontravam com pedido de recuperação judicial. Ele investiu cerca de US$ 40 mil sendo U$ 10 mil emprestados (uma das primeiras vezes que ele fez isso na vida). Esses primeiros investimentos renderam cerca de 400% em 5 anos e ajudaram-o a tornar-se um homem rico.

Ele é considerado um dos primeiros investidores globais, tornando-se bilionário após criar a Templeton Growth Fund, em 1954 – este foi um dos primeiros fundos a investir no Japão. Em 1959 a Templeton tornou-se pública, com 5 fundos e mais de US$ 66 milhões em ativos sob administração.

US$ 10 mil investidos em 1954, no Templeton Growth Fund Classe A, equivaleriam a US$ 2 milhões em 1992, quando vendeu a Empresa para o Franklin Group, tornando-se Franklin Templeton. Desde 1954 até 1992, teve uma média de retorno de 14,7% anual contra 10% de média de outros fundos. Mencionava que o momento de máximo pessimismo é o melhor para comprar e o momento de máximo otimismo é o melhor para vender.

Retorno do Fundo Templeton Growth comparando com o SP500

Investimento em valor é uma filosofia de vida 

Templeton é considerado por muitos como um caçador de barganhas, pois buscava comprar ações com preços abaixo do seu valor intrínseco… ações vendidas abaixo do valor de ativos que elas possuíam, devido à condições momentâneas de mercado. Uma vez que as encontrava, ele mantinha tais ações por anos – no Fundo de Templeton, a média de uma ação na sua carteira era de 6 a 7 anos.

Outro princípio de Templeton para performar melhor que a maioria dos investidores era fazer o que esses investidores não estavam fazendo, ou seja, ser um contrarian.

A famosa frase “desta vez é diferente”, atribuída à Warren Buffett, na verdade é de John Templeton. Um dos exemplos dessa frase na prática, foi a “bolha ponto com” em que analistas diziam que medidas fundamentalistas como receitas e lucros não eram mais drivers importantes para o preço das ações. Não é necessário comentar o que aconteceu não é mesmo?

Outro exemplo do seu pensamento contrarian se deu em 1979. Na época a Revista Business Week publicou uma capa comentando sobre a “Morte dos investimentos em ações”, após quase uma década com o mercado andando de lado. Na época, a alta inflação dilacerou os retornos reais do investimento em ações. Como consequência foi permitido aos fundos de pensão investirem em ativos reais e não apenas em ações e bonds. Templeton entendeu isso como o auge do pessimismo. Ele viu o valuation da Dow Jones, negociada a 6,8x lucros anuais, um dos recordes de negociação mais baixos da história. Juntando outros dados fundamentalistas, viu que o Preço-Valor Patrimonial médio, estava abaixo do valore de 1929, a grande crise americana. Ele aproveitou-se disso e investiu em ações.

Templeton acreditava que para encontrar boas empresas para se investir não existe uma fórmula simples e que mais de 100 fatores podem ser considerados. Entretanto, ele focava em 4 critérios muito importantes:

1 – A relação Preço pago pelo lucro que a ação proporciona.

2 – Margem operacional do negócio.

3 – Valor de liquidação da empresa investida.

4 – Consistência da taxa de crescimento.

Era um investidor em valor e rejeitava a análise técnica, preferindo usar a análise fundamentalista.

Um profundo investidor em valor, gostava de comprar quando havia “sangue nas ruas”, assim como vender quando as expectativas e o humor estava em alta. Alguns dizem que em 2005, escreveu um memorando prevendo que em 5 anos haveria uma crise com grande caos no mundo, ocorrendo em 2010.

John Templeton, falando para o público

Um dos pioneiros no investimento global

Como mencionado anteriormente, Templeton usou o seu Fundo para mostrar aos americanos o valor de investir globalmente. Até o tempo que ele começou a fazer isso, poucos americanos pensavam em investir em mercados do exterior. Ele se interessava por países que tinham um mercado mais aberto não apenas porque estavam baratos e tentava evitar países que tinham o socialismo e a inflação.

 

Frases…

The four most dangerous words in investing are ” This Time is Different”. Achou que essa frase era do Warren Buffett? Pois saiba que não!

“You must be a fundamentalist to be really successful in the market.”

“Invest at the point of maximum pessimism.”

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/22/grandes-investidores-john-templeton-um-dos-primeiros-a-investir-globalmente/

Grandes Investidores: Bill Gross, o Rei dos Bonds

15 de agosto de 2019 às 13:58 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Bill Gross – Biografia

William Hunt Gross, nasceu no dia 13 de abril de 1944, em Middletown, Ohio. Estudou na Duke University, uma das melhores universidades do mundo, em 1966, em psicologia. Foi para os Seals, espécie de esquadrão de elite para operações especiais dos EUA, entre 1966 e 1969. Também teve um MBA pela Universidade da Califórnia (UCLA).

Trabalhou nas mesas de blackjack, contando cartas, cerca de 16 horas por dia. Menciona que dessa época aprendeu lições que ele aplicou nos investimentos: usar muita alavancagem e ter muito débito irá fazer com que o castelo de cartas da vida, desmorone. Jogando em Las Vegas, transformou US$ 2 mil em US$ 10 mil, após quatro meses. Bill Ross menciona que foi importante esse tempo eis que aprendeu a lidar com risco, pensar rápido e isso deu-lhe um instinto aguçado para a matemática e investimentos.

O Fundo de Bill Ross, Pimco Total Return Fund, que ele fundou em 1987, transformou-se em um dos fundos com mais dinheiro do mundo e em 2010, a Morningstar nomeou Gross como o “Investidor da década”. Tem uma riqueza pessoal de cerca de US$ 1,5 bilhão.

O que ele fez? 

É considerado como um dos gestores que mais fez dinheiro para outras pessoas. Foi considerado um bom trader, um ótimo analista e um bom vendedor, capaz de passar ideias complexas de maneira simples e acessível.

Fundou em 1971, com US$ 12 milhões em ativos, a Pacific Investment Management Co (PIMCO) que tinha cerca de US$ 2 trilhões como um todo, sendo o maior do mundo e o Fundo que ele geria o Total Return Fund, com US$ 270 bilhões, antes dele sair em 2014 para juntar-se a Janus Capital Group, na qual se aposentou em fevereiro de 2019, após 5 anos de retornos menores que os de benchmarks, o que nada lembrava os retornos excelentes da PIMCO.

Administrar fundos de renda é tanto ou mais complexo que investir em ações. Algumas dos conhecimentos necessários envolvem riscos de crédito, ratings, yelds, maturities, durations e medidas de risco, como VaR e outras. Quanto mais longa a duration de um título, maior tenderá ser a volatilidade causada quando as taxas mudam. Gross tomava vantagem disso, aproveitando dúvidas nas direções das taxas de juros, inflação e outras variáveis que afetam os bonds ou ativos.

Retornos em 30 anos de Bill Gross

Vida Pós Pimco? 

Ninguém teve retornos melhores que o Rei dos Bonds, pois o Fundo que ele cuidava, teve retornos por um longo período de tempo, benchmark esse representado pelo Bloomberg Barclays US Aggregate Bond Index, ganhando cerca de 1% a mais de retorno anual, durante junho de 1987 até setembro de 2014, sendo esse 1% uma margem altíssima para um bond que não seja de mercados emergentes. O melhor de tudo é que Bill Gross obteve esses retornos com apenas um pouco mais de risco, risco esse medido pelo desvio padrão, onde foi de 4,3% contra 3,9% do benchmark.

Consistência era outra qualidade de Gross como gestor. Ele teve retornos maiores em todos as janelas de tempo de 10 anos e nunca com retorno menor que 0,5% por ano. Na melhor década, Bill Gross teve retorno melhor que 1,6% a mais que os melhores gestores em qualquer classe de bonds.

Uma pena que após sair da PIMCO, acabou não possuindo retornos maiores que o benchmark nos 4 anos seguintes, sendo que alguns apontam que ele mudou alguns parâmetros de risco, como por exemplo, alocar mais de 2% em cada emissor de bond, o que ele não fazia nos tempos de PIMCO.

Retornos Bill Gross, após sair da PIMCO, perdendo do benchmark com retornos de 1,5% contra 9,2% (Setembro 2014-janeiro 2019)

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/15/grandes-investidores-bill-gross-o-rei-dos-bonds/