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PERFIL DE INVESTIDOR III: CONSERVADOR- LCI E LCA

09 de março de 2020 às 17:49 Por Postado em Blog da Samantha

 

Conforme estamos conversando acerca dos melhores Investimentos para o perfil de Investidor CONSERVADOR, hoje vamos falar acerca da LCI e LCA. Entender onde estamos aplicando nosso dinheiro, seja qual for o seu perfil, é primordial para o bom desenvolvimento da sua carteira.

A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são duas modalidades de investimentos em renda fixa. Ambas possuem isenção de Imposto de Renda, sendo considerado um ponto bastante positivo e assim atraindo diversos Investidores.

LCI

– Financia o setor Imobiliário,

LCA

– Financia o setor do Agronegócio, portanto os seus recursos auxiliam desde a produção à comercialização de produtos do Agronegócio.

(FONTE: INFOMONEY)

Como podemos observar, os dois são muito próximos, se diferindo apenas quanto a sua finalidade. Possuem como emissores os bancos e rentabilidade indexada pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

 

RENTABILIDADE

Podem ser prefixadas, pós-fixadas ou atrelados à inflação, assim como os CDB’s.

Prefixadas: possuem remuneração definida no ato da aplicação, onde o investidor sabe antecipadamente o rendimento que obterá com o título.

Pós-fixadas: a rentabilidade esta atrelada a um índice ou indicador, como o CDI ou a Selic. Assim, o retorno dependerá da variação do indicador no vencimento da aplicação.

Híbridas ou atreladas à inflação: possuem rendimentos com uma parte pós-fixada (vinculada a um indicador) e outra com juros prefixados. Ex.: 4,50% +IPCA.

 

TRIBUTAÇÃO

Nesse quesito as duas são muito atrativas. Isso por que são ISENTAS de Imposto de Renda, ou seja, a rentabilidade é líquida. Essa é uma das especificidades mais consideradas na hora da escolha, visto que na maioria dos investimentos em Renda Fixa há incidência de IR que segue a tabela regressiva, onde a alíquota decresce conforme o tempo da aplicação, variando de 15% a 22,5%.

Nesse aspecto, ainda que uma LCI disponha de retorno um pouco menor que o CDB, ela ainda pode oferecer mais vantagens, dada a isenção de IR.

RESUMINDO

– Tanto a LCI como a LCA são boas opções para Investidor CONSERVADOR;

-Rendimento superior à Poupança;

– São considerados Investimentos de baixo risco;

– Protegidos pelo FGC;

– Deve ser respeitado o prazo para resgate.

Então, se você se enquadra nesse perfil, vale a pena alocar uma ou ambas as Letras como forma de DIVERSIFICAÇÃO de carteira. O simples, que faz TODA a diferença quando o assunto é Investimento!

Excelente semana e até a próxima!

 

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

PERFIL DE INVESTIDOR II: CONSERVADOR – Modalidades de CDB’S

03 de março de 2020 às 17:25 Por Postado em Blog da Samantha

 

O Certificado de Depósito Bancário, popularmente conhecido como CDB, foi criado em 1965 pelo artigo 30 da Lei Nº 4.728 (Lei do Mercado de Capitais).

Como já visto, o CDB é uma modalidade de Investimento em Renda Fixa muito segura e, por isso, extremamente utilizada pelos brasileiros. Por seus inúmeros benefícios, dentre eles, a facilidade de se investir, é uma excelente opção para construção de uma “reserva financeira” sólida e possui FGC (Fundo Garantidor de Crédito). É alocado por diversos perfis de Investidores, e em “especial” para os considerados CONSERVADORES, visto que buscam por baixas volatilidades.

Nesse sentido, continuando nossa série de quais as melhores opções de Investimentos para o Perfil CONSERVADOR, hoje vamos falar sobre o CDB.

 

MODALIDADES:

Existem modalidades distintas de CDB’s, cada um com sua particularidade, e se faz importante entender cada uma das modalidades antes de começar a investir.

CDB prefixado

Nesse modelo é possível saber exatamente o total da remuneração que o investidor obterá findado o prazo estipulado, não havendo oscilações nesses períodos. Isto porque a taxa de juro é estipulada já no início da aplicação.

CDB pós-fixado:

Nesse tipo de CDB, a rentabilidade é realizada por um percentual sobre um índice, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). A taxa CDI é a mais utilizada nesse modelo de aplicação.

Atualmente, na plataforma de cliente da XP Investimentos conseguimos CDBs pós-fixados a 160% do CDI. Uma excelente opção!

CDB atrelado à inflação:

Ou CDB híbrido, segundo a XPI- nada mais é que a união do CDB prefixado com o pós-fixado. Uma parte da rentabilidade é estabelecida no instante da aplicação e a outra é atrelada ao IPCA (índice econômico).

Exemplo: IPCA + 4,85% ao ano.

Segurança:

Essa categoria de investimento é muito conhecida pela segurança, pois o Investidor conta com garantia FGC – que funciona como um “seguro”- até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por depósito em cada instituição financeiro, com limite de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

 

E quanto aos custos?

Os CDB’s não cobram taxa de administração (diferente dos fundos de renda fixa) e corretoras como a XP Investimentos não cobram taxas para negociar esses papéis. Ou seja, nunca foi tão fácil!

Então, podemos observar que os CDBs são sim uma excelente alterativa para obtenção de uma reserva financeira, com rendimentos superiores aos da poupança, mesma segurança e ainda cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito, sendo uma boa forma de diversificação na carteira.

 

Simples, não é mesmo?!

Um abraço!

Samantha Thielke.

samantha@experato.com.br

O que fazer no momento atual?

01 de março de 2020 às 20:21 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Semana Turbulenta nos preços mas melhora para quem investe

A semana foi de batismo para os investidores que entraram recentemente no mercado de ações brasileiro. Do topo de 119.534 pontos até a mínima de sexta-feira, 99.950 pontos, o Ibovespa oscilou -16,39%, provocando preocupação e cautela, principalmente naqueles que caíram no mercado de para-quedas recentemente. Entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, o número de investidores pessoa física saiu de 800 mil para 1,850 milhão, mais do que dobrando a base. O fato é que a maioria dos investidores brasileiros não está acostumada com esses dias intensos e voláteis, que chamaram atenção no Brasil e no mundo.

Oscilação de 3 dias e 16,39% trouxe cautela a muitos investidores

Queda histórica nos EUA

A queda ocorrida nessa semana no Dow Jones foi a quinta maior da história, como podemos ver abaixo. Chama atenção a velocidade dessa queda..

Sobre o SP500, um dos índices de ações americanos, a maioria dos setores que o compõem, teve a pior semana desde 2008. A tabela abaixo compila os dados setoriais mostrando as variações diária e semanal, comparando-as com outras semanas difíceis para o mercado. O setor de energia já está em bear market (quando cai 20% da maior cotação atingida).

Mercado Sobrevendido?

O que mais chama atenção na correção atual é a velocidade da correção. Existem alguns indicadores de análise técnica que ajudam a mostrar isso…um deles é o índice de força relativa, o qual busca medir a aceleração do movimento dos preços de determinado ativo … ele é usado para mensurar quais ações estariam assim “sobrevendidas” (oversold) …foge ao escopo desse artigo, mas no momento atual, 63% das empresas do S&P estariam nesse patamar, o qual só pior que 7 momentos anteriores desde 1990 – vide gráfico abaixo. Isso mostra que muitos ativos caíram bem e podem recuperar-se:

VIX (ìndice que mede a volatilidade do mercado e conhecido por ser o “indicador do medo de mercado”, também usado como um seguro para momentos de maior stress) atingiu a maior marca desde 2016, isso que tivemos choques no petróleo, a questão do Brexit, Eleições Americanas e o medo Trump, Guerra Comercial EUA x China, Questão Stress com North Korea, apenas alguns dos eventos que ocorreram recentemente e que corrobora com o sentimento de que o momento atual é de alta volatilidade…

Já a curva de juros americana caiu forte, ou seja, com os investidores buscando segurança nos títulos americanos – lembrando que quando preço dos títulos sobem a remuneração dos títulos que é fixa, acaba caindo. Fora isso muitos especulam com o possível  corte de juros. Abaixo a curva de juros de 10 anos que aponta para uma patamar bastante baixo de juros após as quedas recentes:

Bolsa americana… 

No momento atual a SP500 negocia a 28,05 vezes os lucros anuais atualizados pela inflação, onde a média é de 17 vezes. Recentemente o patamar era de 33 vezes e a média 16,7 vezes. O ápice foi na “bolha ponto com” e o ponto mais baixo em 1920, com 4,78 vezes. Cabe salientar que os juros estão nos menores patamares da história, então temos que colocar isso como desconto.

E a bolsa brasileira…

Hoje o Ibovespa negocia a um patamar de 12x seu lucros projetados de 12 meses …. Aqui vale uma ressalva de que muito provavelmente veremos uma revisão para baixo nesses lucros o que tende a aumentar o número do múltiplo (relação Preço atual/ lucro projetao).

Mas é importante destacar que correções são normais e sadias para o mercado de investimentos, pois permitem a compra de ativos a preços mais atrativos, mais baratos.

Trazendo um pouco de estatítica/história….com exceção do período Dilma, as correções duram em média 102 dias, quando olhamos dados desde 1996 ou 24 anos de mercado – vide tabela abaixo:

Fonte: Empiricus

Por que estou falando tudo isso? 

A ideia é mostrar que a queda atual é forte e rápida, algo anormal. Não tenho bola de cristal, Warren Buffett começou a comprar ativos na crise de 2008, em outubro e a crise só terminou em março de 2009. Se nem ele que é considerado o oráculo acerta o “timming” (hora certa de entrar), porque você e eu deveríamos nos esforçar tentando acertar?

O fato é que alguns setores me parecem baratos, como setor bancário, saneamento e industrial.

As commodities também (IMAT no geral)… esse é um segmento que que tende a ficar mais barato quando o dólar tem uma alta forte, algo que temos visto contra a maior parte  das moedas do globo.

No gráfico abaixo, podemos ver a correlação entre o dólar mais forte e commodities (tirando energia), mostrando que o dólar alto, leva commodities para preços inferiores e quando elas estão mais baratas, é um bom momento de compra, na minha opinião. Por outro lado, penso que ao persistir o sentimento de aversão a risco, a tendência é que o dólar siga se valorizando, sendo assim, o momento é de cautela para commodities e de monitoramento nos preços das mesmas, já que o premio de risco deve aumentar. Abaixo um gráfico que relaciona as commodities com o dólar.

O que fazer neste momento? 

Um investidor consciente e que quer sobreviver no mercado procura por ativos que estão baratos, mantendo a calma e aproveitando momentos de maior volatilidade, para saber mais sobre as empresas que investe, rebalanceando os seus investimentos, alterando ativos mais caros para ativos que ficaram mais baratos, se assim for necessário.

Em momentos de volatilidade muitos investidores seguem o emocional, dando muito influência para notícias de curto prazo, esquecendo que o investimento em ações é para longo prazo e que é bom quando empresas boas estão sendo vendidas por um preço mais convidativo. Há pouco tempo recente era difícil encontrar ativos baratos e com essa queda já começam a aparecer oportunidades como em setores elencados acima, no texto.

Não esquecer a diversificação é outro ponto importante. Muitos investidores esquecem disso em momentos de alta, só aprendendo sobre diversificar quando não possuem mais capital para aportar em momentos de queda forte.

 

Resumo

  • Mercado de ações brasileiro e mundial teve uma queda forte, sendo uma das cinco quedas mais rápidas da história;
  • Preços de ativos corrigem para baixo e para cima, então focar na qualidade das empresas investidas, procurando aproveitar-se do momento de oscilação;
  • Tenha uma estratégia e a siga fielmente, antes de investir sempre, não depois;
  • Acostume-se com a volatilidade, investimento em ações é assim mesmo;
  • Teremos revisões de crescimento dos países para baixo e é isso que mercado vem colocando nos preços também. Um dos maiores bancos dos EUA, o Goldman Sachs, acredita que não teremos crescimento nos lucros das empresas americanas em 2020;
  • O melhor investimento sempre é aquele adequado ao seu perfil.

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/03/01/o-que-fazer-no-momento-atual/

PERFIL DE INVESTIDOR I: CONSERVADOR – Quais as melhores opções de investimentos?

26 de fevereiro de 2020 às 18:13 Por Postado em Blog da Samantha

Como visto anteriormente, há três perfis de investidores: Conservador, Moderado e Agressivo. Hoje vamos analisar o perfil CONSERVADOR, bem como as opções de investimentos consideradas mais adequados para esse perfil.

O investidor de perfil Conservador preza por segurança, não tolerando riscos e, nesse aspecto, os investimentos em RENDA FIXA são estabelecidos como boa opção.

 

E quais seriam esses investimentos?

Na carteira desse investidor são interessantes produtos como:

CDB’s, Fundos DI, Fundos de Renda Fixa, LCI e LCA.

1. CDB’S Certificado de Depósito Bancário: a lógica do CDB é que, quem compra CDB empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito. Simples assim!

Os bancos captam dinheiro com os CDBs oferecendo em troca remuneração, os juros, aos investidores, por um determinado período. Os recursos são usados por essas instituições para conceder empréstimos a outras pessoas (INFOMONEY).

2. Fundos DI: também uma opção de baixo risco. O analista Roberto Indech menciona que os fundos DI possuem em seu portfólio 95% comprado em títulos pós-fixados do Tesouro Nacional, oferecendo assim baixa volatilidade e rentabilidade próxima ao índice de referência, o CDI.

3. Fundos de Renda Fixa: esse tipo de fundo permite que se invista em diversos produtos de renda fixa, sendo compostos de títulos públicos ou privados. A maioria desses fundos possui no mínimo 80% em renda fixa.

A vantagem aqui é a presença de um gestor especializado que escolhe os ativos de forma diversificada e comumente possui rentabilidade acima do CDI.

4. LCI e LCA:

LCI – Letras de Crédito Imobiliário: é um título de renda fixa utilizado para atividades do setor imobiliário. Possui carência de, normalmente, 90 dias. Possui como vantagem a isenção de tributação.

Ainda, possui FGC que cobre até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição.

LCA – Letra de Crédito do Agronegócio: tem como fonte de recursos o setor do agronegócio, onde o investidor emprestará seus recursos e decorrido o prazo determinado, receberá o seu dinheiro corrigido. Assim como a LCI, também possui como vantagem o FGC.

 

Resumindo:

-Fundos de RENDA FIXA são excelentes opções para investidores iniciantes e também para o perfil de investidor conservador tendo em vista o baixo risco;

– LCI e LCA possuem a vantagem de isenção de tributação;

Mesmo sendo uma carteira conservadora, busque sempre por DIVERSIFICAÇÃO.

 

E lembre-se:

“O mercado é uma máquina que transfere dinheiro dos IMPACIENTES para os PACIENTES.”

Warren Buffet

 

Até a próxima!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

20200217 – Tônica da Semana: 2 Cabeças pensam melhor que uma?

17 de fevereiro de 2020 às 21:56 Por Postado em Blog do Eliseu

DUAS CABEÇAS PENSAM MELHOR  QUE UMA? 

Essa afirmação é uma clichê que certamente você já ouviu. No mercado de ações eu acredito que o consenso não ajuda em nada…que ouvir muitas pessoas só atrapalha…não é uma questão de juntar 10 gênios da NASA numa sala para calcular os 1000 cenários possíveis e com isso ganhar dinheiro. O LTCM que o diga…fundo quebrou por achar que a genialidade de um nobel e outras mentes brilhantes era suficiante!

Penso que você deve fazer seus estudos e no limite seguir seu instinto…no final das contas, você sempre vai errar anyway!

No entanto, entretanto, todavia…sim, acredito que é bom trocar ideia com alguem sobre o mercado … indagar … questionar … averiguar.  Estou em NY aproveitando alguns dias de “folga” com a família e o Eliseu em São Paulo visitando várias instituições do mercado de capitais brasileiro…sentindo como vão as coisas por lá…

Conversamos e dessa conversa sobre o mercado saiu essa tônica dobradinha….

CORONAVÍRUS E OS PREÇOS DAS AÇÕES

Eliseu: Coronavírus é o assunto do momento e com ele, o reflexo nos investimentos. Pessoalmente acredito que é algo passageiro, que volta e meia teremos Corona Vírus, Sars, Guerras Comerciais, Impeachments, Joesley Days, Volatilidade em ano presidencial, tudo isso sempre existirá o importante é o investidor conscientizar-se da existência de eventos como esse e preparar-se para utilizar o efeito desses eventos nos preços para diminuir ou aumentar posições em ativos que tenham uma qualidade superior.

Nas últimas semanas tinha comentado aqui, como o mercado não dá a mínima para epidemias: Mercado Imune a Epidemias.  Soa até ofensivo, mas o que quis dizer é que, assim como o Eliseu pontuou isso é mais ruído do que qualquer coisa!

O QUE NÃO É PASSAGEIRO? 

Tem coisas que eu não gosto de ficar falando porque as vezes me parece ficar ser algo do tipo “chover no molhado”…Eu explico: muito das altas que temos visto no mercado se relaciona ao excesso de liquidez existente hoje no mundo. O dinheiro pode até não ter chovido no teu bolso, mas ele vem pingando em tudo que é lado…rs

Eliseu: Penso que existem fatos mais importantes e que não serão tão passageiros como o gráfico que está aí embaixo e que praticamente “rasgam” alguns livros de economia e teorias econômicas…o fato em questão é: a quantidade de dinheiro que está sendo disponibilizada no momento atual! Chamo atenção ainda, pós metade do ano de 2019, onde novamente o Banco Central Americano, o FED voltou a realizar o movimento de aumento de quantidade de moeda…eles tentaram reduzir seu balanço lá em 2018, mas voltaram atrás como se vê no gráfico abaixo – Gráfico do WSJ mostrando que o FED voltou a colocar quantidade grande de dinheiro no mercado, comprando Treasuries e disponibilizando mais dinheiro.

O que o Eliseu quer dizer é que, segundo os manuais de economia, deveríamos estar vendo inflação, ainda mais considerando que o desemprego nos EUA está baixo…nas mínimas de 40 anos! Mas não…nada disso…nada de inflação! A expansão da base monetária não tem gerado inflação de produtos…talvez esteja gerando inflacão nos preços de ativos…isso sim! E aí é que mora o perigo. Post do Bredda no Twitter essa semana, foi mais ou menos nessa linha…tipo pontuando essa preocupação:

Eliseu: Por eu morar nos EUA e estar atento a eventos que acontecem e conversar com alguns gestores, entre eles Howard Marks, vejo que muitos deles têm receios com o perigo da inflação, entre eles o Ray Dalio, que é conhecido de gestores brasileiros. Dalio acredita que em algum momento, teremos alta inflação. Hoje a meta de inflação dos EUA é de cerca de 2%. Toda essa grande quantidade de grana no mercado trouxeram alguns desequilíbrios em preços de ativos.

COMMODITIES NOSSA DE CADA DIA 

Uma das relações de preços de ativos que parecem estar sendo distorcidas é a relação entre as ações e as commodities. Eu, Eliseu e acredito que o Bredda concordemos com essa afirmação – Bredda postou o gráfico que o Eliseu compatilha mais abaixo.

Eliseu: A relação entre ações e commodities são um exemplo de distorção….estão em um dos menores momentos já vistos desde o fim do padrão ouro, no início da década de 70.

Eliseu: graficamente, o momento também pode auxiliar uma retomada nos preços das commodities e favorecer o Brasil, que ao contrário do mercado acionário dos EUA que vem de praticamente uma década de alta, teve correções, frutos de 3 anos de crescimento econômicos fracos e um impeachment de presidente, o que trouxe volatilidade e desconfiança ao mercado acionário brasileiro.

Nesse ponto concordamos e discordamos…penso que sim, se as commodities subirem isso é muito bom para o Brasil…não há dúvida. Me falta ver ou ter fé para saber o porquê elas voltariam a subir…com mundo desacelerando por que veríamos recuperação? Um pouco do que comentei na tônica da semana passada: deu zebra.

BRASIL CARO OU BARATO? 

Minha resposta? Depende! Dá uma olhada nesse gráfico aqui:

Excluindo bancos, o IBOV não parece tão barato assim não…o que vocês acham? Não por acaso, um banco é a maior participação da minha carteira!

 

Eliseu: Gráfico abaixo é uma compilação feita pela Eleven para o Ibovespa. Atualmente, a média do Preço/Lucro seria de 13,7x olhando 12 meses a frente…valor esse acima da média de 11,5x lucros anuais. Aqui cabe um ressalve que é o fato de que com a mudança drástica nos juros, é natural que esse número tenha uma elevação, já que ocorreu uma elevação no Preço-Lucro da renda fixa também.

SAI GRINGO ENTRA O BRAZUCA

Paulo Guedes fala que o novo normal é “juro baixo e dólar alto” … e é isso que temos visto. Com juros menor, muito gringo bate em retirada do Brasil…simples assim! O gringo que opera Brasil para pegar juro gordo, saiu! Ou ainda está saindo e isso gera o impacto do câmbio que teima em não cair. É algo comum a saída de capital estrangeiro mais especulativo com a queda de juros, devido a diminuição do carry trade – operação onde o cara toma emprestado a taxa baixa, capital mais barato para aplicar em países com juros maiores.

Eliseu: aqui em São Paulo conversei com muita gente..em especial que faz a gestão de milhões ou até bilhões de Reais! Notei unanimidade em uma coisa…fundos de pensão ainda possuem metas atuariais antigas, com objetivos de retornos de 10 a 12% ao ano e com capital pequeno em bolsa. Esses fundos ou terão que mudar seu estatuto ou alocar uma parcela maior de capital em ações…não tem escapatória!  Da mesma forma a PF que se acostumou com o 1% ao mês com o dinheiro na renda fixa, agora se vê orfã e tem que buscar outras alternativas para rentabilizar patrimônio. Acredito que ambas as coisas acontecerão, até porque a relação dos dividendos de empresas de capital aberto e o juro real de 5 anos, está no menor patamar histórico como vemos abaixo…

E SETORIALMENTE?

Aqui temos algumas diferenças…que geram carteiras diferentes…mas nisso esta a beleza nos investimentos! Quem acompanha aqui sabe que posto minha carteira e lá estão os ativos que mais gosto.

  • Sigo vendo valor nos bancos, em especial BBAS3, mas BRSR6 também me parece subavaliado.
  • Setor industrial me parece unir uma boa inflexão e melhora de resultados pela frente. Tenho MYPK e SHUL no setor. Penso que os ativos negociam a múltiplos descontados e que a retomada do Brasil trará impacto positivo para os ativos do setor. TUPY é outra que me parece barata.
  • Comentamos acima das commodities. Acho VALE uma máquina de fazer dinheiro negociando a um valuation que não pode ser desprezada. Então mesmo com receios com a desaceleração e coronavirus, tenho ela em carteira.
  • As proteínas passam por um momento bom. Tenho JBSS3..mas MRFG3 também não está cara em minha opinião.
  • Em termos de consumo ou mercado local (Brasil) tenho COGN, por motivos mais especificos a companhia do que pelo setor.

 

Eliseu: Um dos setores que mais cresceu nos últimos meses na bolsa brasileira, foi o setor de construção civil – real estate. Em relatório do BBI, notamos que os cancelamentos tiveram queda grande, saindo de 40% para 20%. O mercado acionário é considerado um indicador antecedente e antecipa dados das empresas da bolsa, sendo assim, como o setor de real state foi um dos que mais subiu ultimamente, pela questão de queda de juros e também pela questão de lançamentos do setor, acredito que temos que ficar de olho e atenção redobrada.

 

A maioria das empresas do setor teve lançamentos altos, como podemos ver abaixo. Não foram poucas as notícias de vendas de 40-60% de imóveis em finais de semana de lançamento. Como já citei anteriormente em outros artigos, tenho Tenda (TEND3), MRV (MRVE3), Even (EVEN3) e recentemente Gafisa (GFSA3)no setor e acredito em atenção redobrada nesse e próximos trimestres quanto aos resultados.

ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO

Texto escrito por: Eliseu Mânica Junior e William Castro Alves

Sobre o Eliseu…

Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Era isso.
Aquele Abs.

William Castro Alves e Eliseu Manica Júnior

FONTE: https://bugg.com.br/2020/02/17/tonicadasemana_dobradinha/

O que esperar da Poupança para 2020?

17 de fevereiro de 2020 às 19:37 Por Postado em Blog da Samantha

Criada há quase 160 anos pelo Imperador Dom Pedro II, a caderneta de poupança continua sendo um dos investimentos mais utilizados pelos brasileiros. Porém, passado um século e meio de sua criação, e com inúmeras possibilidades de aplicações com melhores rendimentos e mesma segurança, você realmente acredita que ela continua sendo um bom investimento?

Não há dúvidas que, com a sequente queda de juros no País, Selic a 4,25% ao ano, o menor nível histórico, a poupança está rendendo muito aquém do esperado. Especialistas afirmam que esse ano deve render 2,975% a.a e a inflação, segundo o Boletim Focus deve ficar em 3,25% ao ano.

Ou seja, quem hoje está com o dinheiro aplicado na caderneta de poupança não está apenas “perdendo dinheiro”, mas “deixando de ganhar mais dinheiro”, tendo em vista já existir melhores possibilidades em corretoras, e assim evitar ao máximo a perda do poder de compra causado pela inflação.

Portanto, já não basta apenas poupar, se faz necessário estudar e investir com inteligência para não se perder dinheiro. O mais legal é que de forma simples e fácil já é possível começar.

E como poupar?

– Elimine suas dívidas;

– Crie uma reserva de emergência

– Comece poupando no mínimo 10% os seus ganhos

– Faça aportes constantes

– Invista em CDBS, LCIs e LCAs que são boas alternativas para    quem está na poupança

– Reinvista o lucro.

Acima dados de aplicações que renderam em 2019 mais que a poupança.

Conforme o INFOMONEY, nos últimos 12 meses até janeiro a caderneta rendeu 4,14% e hoje passando para 4,25% ao ano. O retorno como já mencionado passa a ser de 2,975%, continuando a perder para inflação bem como para as aplicações tidas como conservadoras.

Resumindo:

– Se você está com dinheiro na poupança, o FATO é que está perdendo dinheiro, infelizmente;

– Com a queda de juros não basta apenas poupar e sim saber onde aplicar.

E por fim, vale lembrar:

“Saber não é o suficiente. É preciso FAZER. Uma grande ideia é sensacional, mas sem ação, ela não vale nada”. – Ricardo Amorim

Uma ótima semana, e até a próxima!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br