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O SUITABILITY E O PERFIL DO INVESTIDOR

11 de fevereiro de 2020 às 09:03 Por Postado em Blog da Samantha

 

O termo é inglês, pode até soar estranho, mas possui um significado muito simples, aptidão. O Suitability é uma ferramenta utilizada pelas corretoras e que tem como objetivo classificar o investidor através de um questionário que deve ser preenchido, quanto ao seu perfil de risco.  Existe uma diversidade de investimentos hoje no Brasil, desde os mais conservadores, até os considerados mais agressivos e para investirmos de forma adequada, e evitar futura “dor de cabeça”, se faz importante a análise de qual perfil o investidor se enquadra.

Nesse aspecto, existem três perfis distintos que devem ser observados e não devem ser negligenciados pelo investidor, sendo eles: conservador, moderado e agressivo.

De forma bastante simples, o conceituado especialista em finanças Lawrence J. Gitman divide as aplicações financeiras em dois grupos básicos, os de renda variável e os de renda fixa, sendo os primeiros aqueles que podem variar o principal e se desconhece o rendimento futuro e os de renda fixa, que tem uma característica de render juros baseado no tempo, uma espécie de aluguel de dinheiro.

Então vamos ver um pouco sobre cada perfil:

CONSERVADOR

O Conservador é aquele investidor que preza na hora de aplicar seu dinheiro por Segurança e possui certa aversão ao risco. Logo, investimentos como renda variável e aplicações com maiores oscilações não são toleradas. Normalmente a carteira indicada é formada com ativos 100% em renda fixa.   A palavra chave aqui é Segurança!

MODERADO

Esse perfil busca pelo chamado “meio termo”. Tolera um risco um pouco maior, optando por um portfólio com ativos mais diversificados, seja em renda fixa e renda variável. O recomendado por especialistas é um percentual de 70% em renda fixa e 30% em renda variável.

AGRESSIVO

Sem dúvidas que esse perfil preza por uma maior rentabilidade, pois conhece o mercado financeiro com mais afinco, sem necessidade de alta liquidez dos seus ativos e, além disso, tolerando medianas oscilações, bem como o RISCO.

Mas e por que seguir essa classificação na hora de Investir?

O mercado financeiro é bastante amplo. Saber qual o seu perfil e respeitá-lo será primordial para realizar boas escolhas na hora da alocação. Fazer um planejamento adequado e evitar aplicações que não condizem com a sua expectativa, ainda mais quando se está iniciando, é o ideal.

Resumindo…

– Descubra o seu perfil de investidor;

– Respeite esse perfil no momento da alocação;

– Busque sempre o auxílio de um profissional;

– A máxima que nunca sai de moda: ESTUDE!

E claro, se comprometa sempre com seus objetivos. Lembrando que: o melhor investimento é sempre aquele adequado ao seu perfil.

 

E você, já sabe qual o seu perfil de Investidor?

Um abraço, e até a próxima!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

Bolsa Brasileira barata ou cara? (Eliseu Mânica Jr)

02 de fevereiro de 2020 às 19:38 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Nos últimos 3 anos o mercado de ações evoluiu bastante em termos de número de investidores saindo de 800 mil para 1,6 milhão apenas em 2019. Muitos desses investidores ainda não enfrentaram momentos de queda nos investimentos e com os fatos recentes referentes ao Corona Vírus, em que a Bolsa saiu dos 118 mil pontos para os 113 mil pontos, vem assustando alguns desses investidores. É até engraçado porque quando o mercado cai é que investidores começam a rever suas estratégias de investimento, mas o correto é que você faça isso ANTES de ingressar em um investimento, imaginando o que pode acontecer e prevendo o pior cenário para já estar preparado emocionalmente para o que possa acontecer, assim como ter um plano B, que pode ser, por exemplo, uma disponibilidade de valores em renda fixa ou multimercados, servindo como “munição” para momentos de queda nos investimentos em ações. Ter estratégia e seguí-la é fundamental antes de realizar investimentos em ações.

Um  dos exemplos que uso sobre as quedas é um comparativo com o investimento em imóveis. Se o investidor está interessado em um imóvel de R$ 1 milhão e o se o preço caísse para R$ 700 mil, obviamente ele ficaria ainda mais interessado. Já no mercado de ações, surpreendentemente, isso não ocorre. Se um investidor tem em sua carteira de investimentos, ativos avaliados em R$ 1 milhão e o valor cai para R$ 700 mil, muitos querem retirar seu dinheiro do investimento em ações. Isso é surpreendente e totalmente irracional, por isso friso que a estratégia de investir em ações deve ser pensada antes da realização do investimento.

Saiba que a cada ano, em média duas vezes por ano, o Ibovespa cai cerca de 8 a 10% do ponto mais alto atingido. Sendo assim, isso é normal, quedas são normais e cabe ao investidor maduro aproveitar-se desses momentos, agindo com controle emocional sobretudo.

 

Bolsa Brasileira barata ou cara?

Hoje a bolsa brasileira negocia a cerca de 17 vezes lucros anuais, onde a média é de cerca de 13 vezes. Cabe salientar que apesar de parecer mais cara atualmente, temos que colocar na conta a questão de queda de juros e que isso irá fazer com que o custo de dívida das empresas brasileiras torne-se mais barato. Falando sobre juros e custo de dívida, o Credit Default Swap (CDS) brasileiro está também nas mínimas. O CDS é um seguro contra não pagamento da dívida brasileira e isso mostra que provavelmente o mercado está esperando que o Investment Grade possa estar por vir. Isso traria uma enxurrada de dólares do exterior, eis que seria possível novamente o investimento por parte de fundos de pensão estrangeiros em ativos brasileiros.

Como um comparativo com a bolsa brasileira, podemos utilizar os juros brasileiros. Em 2001 os juros chegaram a surpreendentes 42% ao ano, o que daria um indicador Preço-Lucro de 2,38. Recentemente com juros de 4,5% o Preço-Lucro da renda fixa é de 22,22 aproximadamente, sem considerar os juros compostos. Com a queda dos juros, justifica-se em grande parte a elevação na negociação dos patamares da Bolsa Brasileira.

Acredito que a bolsa brasileira está negociando em patamares próximos ao justo, há ainda ativos descontados, porém o que ocorreu nos últimos anos de praticamente alguns comprarem ações sem uma análise mais criteriosa, está perto do fim, ao menos momentaneamente. Nos próximos dias teremos uma grande quantidade de empresas divulgando resultados e isso é um ponto importante, pois normalmente há surpresas positivas nos lucros e geração de caixa, que surpreendem o mercado como um todo positivamente e isso pode fazer com que as cotações subam. Ainda há oportunidades na bolsa como um todo ao meu ver.

De modo geral, ainda temos desemprego alto, crédito ainda a recuperar, capacidade ociosa da indústria, confiança recuperando-se, enfim dados antecedentes que podem nortear nossa decisão.

Para saber se a Bolsa está cara ou barata, fique atento aos seguintes indicadores:

Resumo

  • apesar das altas dos últimos três anos, ainda há ativos baratos na Bolsa Brasileira;
  • caberá ao investidor selecionar melhor ativos de qualidade, com maior alta, menor a margem de segurança ao investir;
  • tenha uma estratégia e a siga fielmente, antes de investir sempre, não depois;
  • acostume-se com a volatilidade, juros baixos vieram para ficar;
  • investimentos em ações normalmente precificam 6-8 meses a frente nas ações;
  • o melhor investimento sempre é aquele adequado ao seu perfil.

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/02/02/bolsa-brasileira-barata-ou-cara/

INVESTIMENTOS: Por onde começar?

30 de janeiro de 2020 às 17:50 Por Postado em Blog da Samantha

Frequentemente, quando começamos a nos dar conta que investir é necessário e essencial para um futuro com maior segurança financeira e qualidade de vida, o questionamento mais comum é: por onde eu devo começar?

Investir nunca foi tão fácil e simples. Sim, eu sempre falo isso, e pode parecer clichê, porém, já dizia George Lucas (com fortuna estimada em 5 bilhões de dólares) que- “clichês só são clichês porque funcionam”.

Hoje existe um leque de possibilidades e profissionais qualificados, bem como, plataformas seguras para se começar a investir. Informações por todos os lados.

Claro que não existe uma regra ou um modelo considerado o ideal quando o assunto é investimento, no entanto, alguns passos devem ser levados em consideração para iniciarmos de forma segura.

  1. Não gastar mais do que se ganha. Não é o quanto se ganha, mas o quanto se gasta que faz total diferença;
  2. Reserva financeira ou “colchão financeiro”- após eliminar dívidas, o ideal é definir o percentual da renda a ser destinada como reserva financeira. Uma dica importante aqui é fazer uma planilha com gastos mensais para iniciar um bom planejamento.
    Segundo dados da Sunoresearch, 6 a cada 10 brasileiros (60%) não têm nenhuma reserva financeira para encarar a velhice. Cerca de 99% da população brasileira não vai conseguir viver dos próprios recursos após os 60 anos. E 80% afirmam que não têm planos e o pior, não estão se planejando para a velhice.
  3. Abertura de conta na corretora. O próximo passo é abertura da conta na corretora. Hoje existem várias opções disponíveis no mercado. Busque por plataformas seguras. O legal é que a maioria possui isenção de taxas para abertura e manutenção de conta.
    Em mercados mais maduros do que o nosso, as pessoas já investem fora de bancos há muitos anos, através de empresas especializadas em investimentos. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, 96% dos investidores fazem suas aplicações através de instituições especializadas.
  4. Descobrir o seu perfil de investidor. Outro passo importante na hora de começar a investir é descobrir o seu perfil de investidor. Eles se dividem em três principais categorias: conservador, moderado e agressivo e é de suma importância para evitar incorrer em futuros erros.
  5. ESTUDE! Estudar é indispensável, ainda mais quando o assunto é investimento. Conhecimento é poder!
  6. AÇÃO! Seguindo os passos anteriores, vamos partir para as aplicações. Existe um portfólio com incontáveis possibilidades dentro das plataformas. Renda fixa, renda variável, fundos de investimentos. A própria XP Investimentos possui mais de 400 fundos.

Por fim, e não menos importante: tenha METAS bem alinhadas com seus OBJETIVOS. E não se esqueça:

Feito é melhor que perfeito!

E claro, busque auxílio para começar.

A Experato Investimentos conta com assessoria especializada, basta acessar:

http://experatoinvestimentos.com.br/contato/

 

Até a próxima!

samantha@experato.com.br

INVESTIMENTOS: O que esperar para 2020?

29 de janeiro de 2020 às 08:50 Por Postado em Blog da Samantha

Mais um ano iniciando, e com ele muitos desafios… Mas o que esperar para 2020 quando o assunto é investimento?

O ano de 2019 foi marcado pelos cortes na taxa Selic, que passou de 6,50% ao ano e hoje está a 4,5%, o menor nível da história, e com previsão de ainda mais redução pelo Banco Central- quando no passado já chegou a 14,25% (2016). Com as constantes quedas nos juros, o questionamento feito nesse cenário é: onde investir?

É claro que, não existe uma resposta factual, sendo primordial conhecer em um primeiro momento o perfil do investidor, pois, através deste estabelecido que se faz possível começar a investir de forma adequada, visto que não existe um padrão a ser seguido, tampouco um modelo de carteira a ser aplicado de forma unânime.

Sabemos que 2019 foi um ano demasiadamente desafiador e transformador em vários segmentos no País e, em relação aos investimentos, não foi diferente.

Vimos investidores com um perfil mais conservador diminuindo a sua concentração em renda fixa e migrando para uma carteira mais diversificada, se expondo um pouco mais em ativos como a renda variável em busca de uma rentabilidade maior.

Nesse sentido, acreditamos que em 2020 o cenário será muito positivo, com previsão de mais cortes nas taxas de juros, gerando uma economia ainda mais estável e com inúmeras oportunidades ao investidor. Consideramos também uma larga expansão no número de investidores para a renda variável dada a conjectura de queda de juros.

Por fim, investir exige estudo e análise profunda de cada ativo para a composição de uma carteira bem estruturada e sólida, portanto, direção vale mais do que velocidade. Aqui vale a máxima:

O melhor investimento é aquele que está alinhado ao seu perfil e a seus objetivos!

Um abraço, e até a próxima!

samantha@experato.com.br

Perspectivas e Onde Investir em 2020 (Eliseu Mânica Jr)

19 de janeiro de 2020 às 18:50 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Perspectivas e onde investir em 2020 

No texto anterior escrevi sobre empresas que investir em 2019, os retornos principais e o que aconteceu em 2019. Nesse texto o objetivo é mostrar onde investir em 2020, seguindo o cenário atual apresentado. No mercado financeiro, principalmente em investimentos na bolsa de valores, os investidores tentam antecipar movimentos olhando 6-8 meses a frente. Isso quer dizer, por exemplo, que a bolsa de valores tenta precificar hoje o que pode ocorrer meses à frente. Cabe um gestor, um investidor mais ativo, verificar o cenário atual e investir baseado nas probabilidades do cenário futuro visualizado. Um ótimo gestor tem uma grande assertividade quanto a isso, porém sabe dos riscos e que é necessária a diversificação.

No ano passado tivemos como grande efeito potencializador para os próximos anos de retornos nos investimentos e melhoria do cenário econômico, a Reforma da Previdência que após cálculos posteriores teremos uma economia acima do valor inicial previsto de R$ 800 bilhões, nos próximos 10 anos. Outro grande avanço foi a MP da Liberdade Econômica, a cessão onerosa (que mostrou-se um pouco menor do que o previsto, mas que teve importância), o novo marco regulatório das telecomunicações, a parte do cadastro positivo (que vi nos Estados Unidos e que funciona muito bem, tornando os juros mais justos para ótimos pagadores, individualizando o custo do crédito), assim como o pacote anticrime, apesar das alterações do projeto. São avanços como esses que podem tornar mais fácil o caminho para o crescimento brasileiro e que isso pode trazer um bom cenário para os próximos anos.

No presente texto, tratarei do cenário que pode ocorrer em 2020 e alguns ativos que tendem a valorizar-se. Quando me perguntam qual o melhor investimento, sempre digo que não há uma fórmula mágica e o melhor investimento é aquele mais adequado ao perfil específicio de cada investidor, sendo algo único e não generalista.

Renda Fixa ou “perda fixa” para os investidores mais agressivos

O investidor mais antigo que é o que tem maior poder aquisitivo, obviamente porque começou a trabalhar antes, tinha o costume de investir em renda fixa e chegou a obter retornos de 42% ao ano, pois a Selic chegou a essa patamar no início dos anos 2000. Sendo assim, o capital aplicado dobrava a cada 2 anos. No cenário de renda fixa atual, que começou há 4 anos atrás, isso acabou. Hoje a Selic está em 4,5%, a poupança rende 70% da Selic e o investidor que quer ter mais retorno, precisará mudar o mindset para um cenário de maior volatilidade. Isso não é fácil e exigirá cada vez mais educação financeira em nosso País. A maioria dos juros de curto prazo já caíram, porém há ainda alguma oportunidade em termos de juros longos. Convém salientar que mesmo em renda fixa, investir em juros longos têm riscos, similares ao investimento em ações em termos de volatilidade no curto prazo.

Outros investimentos em renda fixa que poderão ser mais vantajosos, títulos high yeld e fundos de debêntures incentivadas. Lembrar que onde há potencial de retorno maior, há um risco maior.

Fundos multimercados – para quem tem perfil mais conservador

Como alternativa para quem não tem tempo para cuidar dos seus investimentos fundos multimercados são alternativas para ter retorno um pouco maior que retornos da renda fixa, com um pouco mais de volatilidade é claro. Buscar fundos com retorno acima de 130-140% é o ideal.

Fundos imobiliários – cautela, porém existem oportunidades

Com o ótimo retorno em 2019, o IFIX que é a média dos fundos imobiliários, obteve retorno acima, inclusive, do Ibovespa. Esse movimento de alta chamou muita atenção dos investidores pessoa física, sendo que alguns ainda me perguntam muito sobre o investimento sobretudo pela quantidade de manchetes sobre a excelente alta do ano anterior. Um fato importante e que comentei no início do texto sobre a questão de investir é o fato de que o que aconteceu no passado, é passado e o cenário para investimento deve ser considerado a partir do momento em que é realizado. Passado é passado e seguir manchetes e dicas de gurus é a maneira mais fácil de perder dinheiro e isso me preocupa tanto em fundos imobiliários, quando investimentos em ações. Grande parte do movimento de alta dos fundos imobiliários, foi devido a movimento macro de queda de juros, já que os fundos imobiliários possuem correlação negativa com os juros. Esse movimento macro que auxiliou a elevação no preço das cotas dos Fundos Imobiliários já chegou quase ao fim e agora o que mais contará será a qualidade e diminuição da vacância. Acredito que para investidores que pensam mais no longo prazo, há espaço na carteira para Fundos Imobiliários. Por exigir um acompanhamento mais direto, é preciso que o investidor tenha essa disponibilidade de tempo para o investimento, montando uma carteira de fundos diversificada.

Crème de la crème em termos de retorno potencial – ações 

O retorno do Ibovespa foi de 31,58% em 2019, um retorno só não superior ao ano de 2016. Convém observar que tivemos um dos maiores setores em termos de peso de participação do Ibovespa, no caso o setor bancário e grandes bancos, que teve um retorno aquém do esperado, trazendo para baixo o retorno do Índice, do contrário o retorno poderia ser próximo aos 45% em 2019. Como comentado, com a queda dos juros, o custo de capital diminui para empresas. Além disso, tivemos ajustes nos últimos anos, como cortes de custos administrativos, demissões e uma das maiores vantagens para os Estados Unidos (País que vivi) em termos econômicos ao meu ver, que é o alto número de desempregados, na ordem de 11,6% contra 3,5% dos EUA. Isso quer dizer que teremos um potencial de crescimento com um reflexo pequeno de inflação. Além disso, o ciclo do Brasil é de recuperação, o que tende a melhor nos próximos anos. Sendo assim, apesar das altas recentes (no Clube chegamos a retornos próximos de 300% em 3 anos e pouco) ainda acredito em oportunidade. Penso que setores como consumo, abertura maior de mercado (privatizações), empresas que estão recuperando-se são setores que tendem a beneficiar-se. Apesar da alta no setor de construção, acho que esse setor pode estar próximo da estabilidade, mesmo com os excelentes dados de prévias operacionais recentes, como exemplo da Trisul. Lembro que o mercado tenta visualizar o futuro, com cenários de hoje e o preço desconta muita coisa atualmente.

Resumo

  • o melhor investimento é aquele condizente com o seu perfil de risco;
  • cenários mudam, diversificar é a melhor resposta para quem não é tão proativo do mercado, precisa do dinheiro em curto prazo e não tem tanto conhecimento em investimentos;
  • cenário macro brasileiro e mundial mudou, para ter retornos maiores, investidor terá que acostumar-se com o risco e volatilidade, por muitos a mesma coisa, para mim não (um dia falarei sobre isso aqui);
  • juros baixos tendem a ser mantidos por mais tempo;
  • Brasil recuperando-se e com maior abertura, leis e procedimentos, tende a ficar menos burocrático e com uma maior possibilidade de investimentos macros por investidores, seguido pelo Governo em alguns anos, após arrumar a casa;
  • busque sempre conhecimento, risco é minimizado com informações e domínio de procedimentos.

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicajr

FONTE: https://bugg.com.br/2020/01/19/perspectivas-e-onde-investir-em-2020/

Retrospectiva 2019 e Minha Carteira – by Eliseu Mânica

12 de janeiro de 2020 às 18:40 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Retrospectiva 2019 e minha carteira de investimentos

O ano de 2019 foi excelente para todos que aceitaram tomar riscos nos investimentos. Tanto no quesito investimentos em ações, quanto fundos imobiliários, os retornos foram excelentes! O Ifix subiu 35,95% e o Ibovespa teve um retorno de 31,58%, a maior alta desde 2016. Entre as ações que mais subiram do Ibovespa foram da Qualicorp com 243%, BTG Pactual com 235%, Via Varejo com 154%, Notre Dame com 135%, JBS com 122% e Cosan com 112%. Chama atenção a maior alta da Qualicorp, eis que a mesma teve problemas com o controlador, Júnior, teve suas ações despencando e foi uma das ações que consegui começar a investir nos R$ 14,12 e que já nos primeiros dias de 2020 chegou aos R$ 40,00 e eu mantive, convicto que agora está chegando em um patamar justo de preço. Além das ações do Ibovespa, outras ações fora do Ibovespa também subiram bem e algumas tive a sorte de pegar em um bom patamar, por exemplo, as ações da Empresa Petrorio que é bastante comentada e que por muitos não é considerada uma boa empresa, seja pelo setor que atua (petrolífero que alguns acham que estará em breve ultrapassado) ou seja pelo controlador (Nelson Tanure e família).

O fato é que onde não há unanimidade é lá que o investidor precisa ficar de olho e colocar sua atenção. É preciso também personalidade para manter esse tipo de ação, pois você será bombardeado por opiniões de outros investidores (muitas vezes negativas), assim como manchetes na mídia e especulações. Mesmo com todos os possíveis problemas, as ações de Petrorio subiram bem, chegando a 233,57% em 2019. Impressiona a alta dessa Empresa, já que em 2016 chegou a ser negociada abaixo do que ela tinha em caixa, ou seja, era como comprar R$ 1,00 por R$ 0,80. Claro que na época ela era diferente do momento atual, do contrário não seria negociada nos patamares mencionados.

Efeito juros compostos 

O exemplo de Petrorio em minha carteira é útil para mostrar o poder dos juros compostos. Começamos a comprar as ações de Petrorio em 2016 no patamar atual de R$ 2,18. Hoje a ação negocia a R$ 37,22. Uma alta de 5,85% na cotação atual, vai equivaler a 100% de retorno para o investidor de 3 anos e 6 meses atrás, tudo isso fruto dos juros compostos. As tenho desde 2016, e as altas em 2016 foram 77,24%, em 2017, 275,23%, em 2018, 21,27% e em 2019, 233,57% cujos retornos somados deram 607,31%, porém sob juros compostos e essa é a mágica dos retornos dos investimentos, o retorno foi muito maior. Quem entrou nos R$ 2,18, teve um retorno de 1607,34% desde 2016. Em tempos de procura da nova ação “Magazine Luíza”, Petrorio poderia ter entrado como outra queridinha, mas que passou por muitos despercebida.

Alta de 71,56% em 12 meses no Clube de Investimentos, livres de taxa de administração, performance e corretagem

Enquanto isso, a principal carteira de investimentos da Gestora que tenho e que existe desde abril de 2009, passou dos +71,56% em 12 meses, em 02-01-2020, na qual tem o maior retorno da maior plataforma de investimentos do Brasil no período. Essa carteira é um Clube de Investimentos, que atingiu pouco mais de R$ 71 milhões e cujo projeto é ser um fundo aberto, procedimento que já vem sendo tomados há alguns meses para isso ocorrer. Hoje estamos fechados e não podemos mais aceitar investidores, apesar da grande procura. Na pessoa física retorno foi de 103%. A diferença é devido o uso de fundos imobiliários, algo que infelizmente não pode ser feito em clubes de investimento.

Entre os ativos que contribuíram bem e que não são eles uma indicação de compra, foram Petrorio como mencionei (233,57% em 2019), Qualicorp (242,88%), Even (159,33%), Gafisa (começamos a comprar nos R$ 5,38 e ações fecharam 2019 perto dos R$ 10,00), Enauta (com 94,595 em 2019), Excelsior (mesmo com posição de cerca de 1%, compradas nos R$ 6, contribuiu com uma alta de 319,13% em 2019). Como ações que não andaram, cito o Banco do Brasil e Banrisul, mas que considero atrativas. A Companhia Energia Elétrica do Estado do RS (CEEE) tende a ser privatizada e um caminho poderia ser o mesmo do Banco.

Corretagem e custos

Lembro que o retorno acima está descontada a corretagem e demais custos como taxa de performance e taxa de administração. Cabe salientar que a corretagem é de 0,5%. Fica comprovado no caso aqui, que sim, custo de corretagem é importante para ser vista, porém não é fundamental, pois não atrapalhou o retorno do Clube mencionado. O mais importante ao meu ver é ter um sistema que te ajude e profissionais que você possa contar com conhecimento e experiência e eu conto com isso. Ter um sistema bom e ótimas pessoas por perto é mais importante ao meu ver do que corretagem. O fundamental é escolher boas empresas e ficar com elas por um bom tempo, sem gerar corretagem e isso que eu fiz no Clube acima, mesmo com custo de corretagem de 0,5% isso não foi fator impeditivo para um bom retorno.

Erros

Sempre há o que melhorarmos, isso o que penso e o melhor aprendizado é aquele com o erro dos outros, então quero passar aqui o que errei em 2019. O setor de bancos foi um dos setores que não andaram e que vou manter.

Outro erro é o de ouvir investidores externos, mesmo estando convicto de suas posições. Vendi parte de Petrorio (tinha 17% da posição) e que acabei ouvindo um investidor (ouça, mas sempre com um filtro e acreditando nos seus próprios estudos) e acabei diminuindo parte da posição para 11% e posteriormente o ativo subiu mais de 60%. Um erro que nos custou cerca de R$ 3,1 milhões, mas que fica o aprendizado. Outro erro similar foi o da venda de Magazine Luiza, que saímos e que agora está negociada a R$ 48,00. Saímos cedo, não pegamos toda a alta e achei que a 60x lucros estaria cara, porém o mercado começou a avaliá-la como uma Amazon e não mais como varejista.

Por outro lado, quando acertamos, muitas vezes nos perguntamos porque não alocamos maior valor e esse foi o fato de Gafisa. Com terrenos, estoque, imobilizado avaliados em R$ 1,1 bilhão, a Empresa era negociada a R$ 640 milhões, um grande desconto perante o que tinha. Acabamos entrando com 6% da carteira inicialmente, mas que poderia e deveria ter sido mais. Outro aprendizado.

Resumo:

-faça o dever de casa. Estude, leia, veja o balanço, faça projeções mais conservadoras, veja o histórico de retorno do negócio e das ações;

-confie em si e no seu estudo. Risco não pode ser zerado, mas pode ser diminuído com conhecimento e conhecimento é aplicação prática da teoria. Tenha mais conhecimento, diminuirá seu risco;

– coloque “os pés na água aos poucos”. Quando decidiu o que comprar, vá “testando” o mercado, com suas posições sendo formadas aos poucos;

-procure empresas consideradas “problemáticas” pelo mercado e que possam ter uma boa saída em breve, algum trigger, alguma carta na manga que não esteja sendo considerada por grande parte do mercado. Esse pode ser o timming para a compra;

-mescle em sua carteira empresas consideradas mais seguras com empresas mais arriscadas em menor percentual. Importante balancear e diversificar sempre;

– importante diversificar. Em momentos como o atual, tem muita gente fazendo ótimos retornos e mais do que ter retornos altos é preciso mantê-los. Em momentos de alta, nos esquecemos que somos humanos, somos levados pela ganância e podemos entregar todo o retorno que conseguimos. Escrevo sobre os grandes investidores e uma das coisas claras é que mais do que saber como ganhar em momentos de alta, é fundamental não entregar todo o retorno em perdas posteriores.

– cuide com manchetes, notícias e profissionais do mercado. Sempre tente colocar um filtro. Retorno passado não tende a repetir-se no futuro. O cenário e probabilidades têm que ser estudados para gerar reflexos do momento atual para frente. Muito investidor pessoa física entrou no mercado recentemente, cuidado e cautela é pouca!

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
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Twitter: eliseumanicajr

FONTE: https://bugg.com.br/2020/01/12/retrospectiva-2019-e-minha-carteira-de-investimentos/