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Grandes Investidores: John Bogle, o criador dos fundos passivos

08 de agosto de 2019 às 13:38 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

John Bogle – Biografia

John Bogle Carl Icahn, nasceu em  nasceu em Montclair, New Jersey, em 8 de maio de 1929, falecendo em 16 de janeiro de 2019, sendo um filantropista, dono de negócios e investidor.

Ele foi considerado o “pai dos index funds” ou fundos passivos, sendo considerado o primeiro a criar um fundo indexado.

Passou pela Grande Depressão de 29 e viu sua família também sofrer…Seu pai teve que vender a casa da família, acabou por separar-se da mãe dele, e acabou caindo no alcoolismo. Apesar dos pesares, ele e o irmão foram para a excelente universidade de Princeton University onde estudaram economia e investimentos, focando nos fundos mútuos (espécie de fundos multimercados do Brasil). Sua tese de doutorado focou no papel econômico de empresas de investimentos.

A Fortune nomeou ele como um dos 4 maiores investidores do Século XX. Enfrentou vários problemas com sua saúde, principalmente o coração e ao redor dos 45 anos foi diagnosticado com pouco tempo de vida.

Tinha um patrimônio de US$ 180 milhões quando faleceu, em 2019.

Era conhecido por ser muito ético e ser um crítico do que acontecia em Wall Street.

O que ele fez? 

Fundou a Vanguard em 1975, com “apenas” US$ 1,8 bilhões de ativos sob gestão (asset under management). Lançaram seu primeiro fundo de índice (index fund – fundo que segue um índice e não uma gestão ativa) em 1976. No início ele foi ridicularizado por escolher seguir o mercado ao invés de bate-lo como os fundos da época.

Sua tese era bem simples! Já que a maioria dos investidores não obtém retorno acima da média do mercado o objetivo dos fundos é acompanhar o mercado com o mínimo de custo possível! Demorou anos mas sua estratégia passiva se mostrou acertada.

Fundo Vanguard Index é um dos que mais chegam perto do retorno de mercado devido ao baixo custo.

Principais pensamentos sobre investimentos

Focava nos custos baixos ao investir, preferindo fundos passivos que fundos ativos e custos mais altos. Dizia que a diferença para ele entre investir e especular estava no horizonte de tempo, sendo que investir é tentar capturar retornos no longo prazo com menor risco, enquanto que especular é se preocupar em atingir retornos em um curto período de tempo.

Focava e insistia na superioridade dos fundos indexados comparados com os fundos mútuos ativos e que a maioria dos investidores não deve perder tempo querendo bater o mercado pois isso é muito difícil para a maioria dos mortais, focando na simplicidade e no senso comum.

Percentual de fundos ativos que falham em bater a média do mercado.

Segundo Bogle, há 8 regras básicas para os investidores:

  1. Selecione os fundos que tenham os menores custos;
  2. Considere com cuidado os custos de assessoria, só pague por aquilo que de fato gere valor para você ou no caso dessa assessoria apresentar retornos acima do mercado;
  3. Não superestime o retorno passado do fundo, passado não é certeza que irá acontecer o mesmo no futuro;
  4. Ao mesmo tempo, use o passado para determinar consistência e o risco;
  5. Cuide com as estrelas (por estrelas, entende-se os gestores famosos ou fundos famosos);
  6. Cuide do tamanho do fundo (quanto maior, mais difícil o retorno, pois fundo perde “mobilidade”);
  7. Não tenha muitos fundos;
  8. Compre seu portfólio de fundo e mantenha por um bom tempo.

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/08/grandes-investidores-john-bogle-o-criador-dos-fundos-passivos/

Grandes Investidores: Warren Buffett, o oráculo de Omaha

04 de agosto de 2019 às 13:26 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Warren Buffett  – Biografia

Como não falar de Warren Buffett ? O investidor mais conhecido de nosso tempo. Como vimos em artigos anteriores dessa série, outros investidores até tiveram retornos melhores que Warren Buffett, porém ele é de longe, o mais comentado e lembrado. Isso provavelmente ocorre, porque foi o que mais usou alavancagem (usando o float da Berkshire para fazer aquisições) e o mais mostrou-se carismático entre os grandes investidores, passando uma postura mais humilde e sempre ensinando o que aprendia, junto com um investidor amigo seu e um dos mais inteligentes do mundo, Charlie Munger, o qual já teve sua história comentada anteriormente por mim.

Warren Edward Buffet nasceu em 30 de março de 1930, filho de um corretor de ações que tornou-se Senador e de uma dona de casa. Desde jovem já tinha o DNA de empreendedor e investidor, recolhendo garrafas de refrigerante nas ruas,  e vendendo-as. Sempre teve um perfil de fazedor de dinheiro, inclusive tendo a ideia de vender bola de golfe manufaturadas, realizando a sua primeira declaração de imposto de renda com 14 anos, mencionando que a bicicleta e o relógio que ele tinha, eram importantes para o seu negócio e com isso, ganhando uma dedução de US$ 35, o que demonstra a inteligência de Warren Buffett com a contabilidade.

Reza a lenda que em 1945 ele e um amigo compraram uma máquina de Pinball e fizeram um acordo com um barbeiro local, deixando um percentual do ganho para o barbeiro em troca de deixar a máquina lá. Em pouco tempo, eram donos de várias máquinas em outras lojas.

Começou seus estudos na Universidade da Pensilvânia, aos 17 anos, sendo transferido 2 anos após para a Universidade do Nebraska, terminando o Curso de Administração aos 19 anos. Logo após ler um livro de Benjamin Graham, quis fazer a Escola de Negócios Colúmbia, sendo aluno de Benjamin Graham e de David Dodd, dois dos maiores investidores da história e autores dos livros “Security Analyses” (sem tradução no Brasil) e o clássico “O Investidor Inteligente”.

Apesar de ter doado aproximadamente US$ 30 bilhões, ainda é um dos mais ricos do mundo com US$ 84,2 bilhões de riqueza pessoal.

Visita a Omaha. 

Este ano tive a oportunidade de visitar o evento mais importante do mundo para qualquer Value Investor ou amante da filosofia de investimentos de Warren Buffet.  Estou falando do evento de acionistas da Berkshire Hathaway, do Warren Buffett, que reuniu mais de 40 mil investidores em Omaha, Nebraska, em maio de 2019 Realmente uma experiência única que recomendo!

Eu e Susan Buffett, filha de Warren Buffett

Estilo de investimento

Warren Buffett menciona que é 85% Benjamin Graham e 15% Phil Fisher. Warren Buffett foca principalmente em valor intrínseco, termo derivado de Benjamin Graham e que significa que é a soma dos seus ativos e dos lucros trazidos a valor presente.

A carteira atual de investimentos de Warren tem a Apple como maior investida, com 23,70%, seguida do Bank of America com 12,39%, Wells Fargo com 9,92% e Coca-Cola com 9,39%. Seguem abaixo as empresas investidas:

Principais pensamentos nos investimentos

Ao analisar empresas para ser investidas, Warren Buffett tem uma especial atenção quanto aos seguintes itens:

  • Ao investir,  começa dando uma atenção especial para o demonstrativo de resultados, no resultado das empresas. Ele considera a fonte do lucro e como a empresa chegou até aquele resultado, mais importante até do que o próprio lucro em si;
  • Outra característica é buscar altas margens de lucro bruto no negócio, considerando empresas que tenham altas margens ao longo dos anos, como uma vantagem competitiva;
  • Um  dos cuidados são as altas despesas administrativas, altos custos para pesquisar algum novo item ou serviço, altas despesas com vendas, administrativas e assim como altos custos com juros sobre dívida;
  • Ele dá uma atenção especial aos altos custos de pesquisa, altos juros sobre dívida, evita despesas de vendas e administrativas altas;
  • Na parte contábil, sobre depreciação, procura empresas com custo de depreciação mais baixo que outras empresas;
  • Ele retira eventos não recorrentes do resultado, por exemplo, a venda de um imóvel com lucro, se a venda de imóveis não for algo do business normal da empresa;
  • Buffett sempre levou em consideração o lucro operacional de uma empresa, antes dos impostos – EBITDA;
  • Sempre analisar balanços e resultados doss últimos 7 anos;
  • Se o produto que empresa vende, é um produto que não exige muita tecnologia para não tornar-se obsoleto, não sendo necessário investimentos altos em tecnologia, como por exemplo, a goma de mascar wrigley – (chicletes, são tradicionais, não precisam de grandes investimentos para mudança no produto), além disso, a fábrica da Wrigley, tem menos custo, menos depreciação, pois não há necessidade de mudança nos equipamentos dela, já que a goma de mascar, não exige uma tecnologia alta.
  • Quanto a dívidas de longo prazo: empresas com vantagem competitiva têm pouca dívida no longo prazo;
  • Nas aquisições de buffett: o lucro líquido anual da empresa adquirida, deve pagar dívidas com o lucro de 3 ou 4 anos;
  • Ele procura empresas que tenham uma alta geração de lucro para financiar as próprias operações;

No aspecto de lucro, ele procura três itens:

  1. Se o lucro está mostrando tendência histórica de alta;
  2. Se o percentual do lucro liquido é alto;
  3. No setor bancário, a margem líquida alta em bancos é desleixo – se essa margem alta for resultado de uma diminuição de Provisão para Devedores Duvidosos – PDD (quantia que os bancos deixam em “separado” no balanço, como uma forma de proteção contra pessoas que não os pagarão) e, se está emprestando com mais risco;

Como Buffett determina o que vender:

  1. Precisa vender para comprar algo melhor;
  2. Quando empresa perde vantagem competitiva durável: por exemplo, quando foram jornais substituídos por internet, ocorreu uma mudança drástica no setor.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/04/warren-buffett-o-oraculo-de-omaha/

Resultado Vale (VALE3) 2T19 – Arrumando a casa

01 de agosto de 2019 às 13:15 Por Postado em Blog do Eliseu

A Vale divulgou os seus resultados na noite, tirando a expectativa que muitos tinham sobre o valor das provisões no episódio de Brumadinho.

Nesse 2T2019, as provisões foram de US$ 1,4 bilhão, que somados aos US$ 4,5 bilhões do 1T2019, totalizaram US$ 6 bilhões, tornando mais claras as despesas com a tragédia. Foram 104.686 indenizações pagas e 263 acordos trabalhistas assinados. Acredito que com o passar dos próximos trimestres, veremos um resultado mais limpo, dando-nos a possibilidade de verificar com mais clareza o futuro da Companhia. O preço médio de referência do minério de ferro 62% Fe foi de US$ 100,1 no 2T2019, ficando 21% maior do que o 1 T2019 e 53% maior que o 2T2018, devido à uma grande queda nos portos da China.

Efeito Brumadinho e diminuição da produção

Deixaram de ser produzidas 93 milhões de toneladas de minério de ferro nesse 2T2019, sendo que está prevista uma retomada de 30 milhões de toneladas até o final do ano, mais o Complexo de Vargem Grande com uma contruição de mais 12 milhões de toneladas, dessas, 5 milhões em 2019. A capacidade de mais 30 milhões de toneladas será recuperada entre 2 ou 3 anos.

Vendas

Minério de Ferro

O EBITDA de Minerais Ferrosos totalizou US$ 4,2 bilhões, com US$ 621 milhões acima do 1T19, apesar dos impactos de chuvas pouco usuais no Sistema Norte e de outros eventos decorrentes do rompimento da barragem de Brumadinho, que afetaram custos e despesas.

Metais Básicos

Já o EBITDA da parte de  Metais Básicos teve um total de US$ 465 milhões no 2T19, ficando US$ 40 milhões abaixo do 1T19, devido aos preços menores de cobre e de um menor 4 Prêmio de minério de ferro de US$ 5,7.

O resultado, dado pelo lucro líquido, foi de US$ 133 milhões.  Já o ebitda proforma foi de US$ 4,6 bilhões, 6% abaixo do consenso e sendo US$ 529 milhões acima do 1T19.

O Fluxo de Caixa Livre foi de US$ 2,221 bilhões no 2T2019, ficando US$ 639 milhões acima do 1T19, sendo amortizados cerca de US$ 1,3 bilhões e aumento do caixa em US$ 1,040 bilhão.

MEU OUTLOOK PARA VALE

Verificando o case, a Companhia está negociando a cerca de 4,50x Ebitda 2020, acredito que há um potencial no case, em torno de 22%. Os estoques de minério nos portos da China estão escassos, além de que há uma perda de 30 milhões de toneladas de minério que demorarão a ser reintegrados ao mercado, levando de 2 a 3 anos para isso. Acredito que é um ativo para se manter em carteira, sendo que a pior parte do case, aparentemente passou, sendo negociada abaixo da média do setor, sendo no momento justificado isso.

Abraços, 

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/01/resultado-vale-vale3-2t19-arrumando-a-casa/

Grandes Investidores: Carl Icahn, o “Gordon Gekko”, do “Wall Street”

25 de julho de 2019 às 13:55 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Carl Icahn – Biografia

Carl Icahn, nasceu em New York, em 16 de fevereiro de 1936, em um bairro pobre, no Queens. Várias vezes conta que era desestimulado pelos seus professores para aplicar e estudar nas melhores faculdades dos EUA. Após longa dedicação acabou indo para Princeton, fazendo faculdade de filosofia (algo raro entre os gestores e grandes investidores) em 1957 e de medicina, na New York School of Medicine, na qual parou no segundo ano para ir para o exército. Reza a lenda que ele não tinha dinheiro para pagar a faculdade e jogava poker em torneios de verão, ganhando cerca de US$ 2000, a cada temporada, sendo mais que suficientes já que o custo era de US$ 750,00.

Grandes investidores: Carl Icahn, o “Gordon Gekko”, do filme “Wall Street”

Outra curiosidade, muitos dizem que o personagem “Gordon Grekko”, do aclamado filme “Wall Street”, de 1988, foi baseado em Carl Icahn e na maneira que ele fazia negócios nos anos 80. Está entre os 50 mais ricos do mundo e sua fortuna pessoal é próxima de US$ 19 bilhões. Além disso, fundou a Icahn Capital Management, com 16 ativos e US$ 24 bilhões atualmente, sendo que 80% desse valor é dele.

Retornos melhores que Warren Buffett

Entre 1968 e 2011, Icahn e o seu Fundo tiveram um retorno de 31% de retorno anualizado e a Berkshire Hathaway de Warren Buffett, teve um retorno de 21%, no mesmo período. Sendo assim, fica claro o quão bom é Carl Icahn e que possui retornos maiores até que Warren Buffett.

Muitos se perguntam porque ele não é tão conhecido como Warren Buffett e a resposta é que devido a má reputação de investidor agressivo na década de 70 e 80 e que não tem um maior envolvimento com acionistas (ele tem 80% do Fundo de Gestão de US$ 24 bilhões).

 Icahn se define como um value investor e um contrarian investor, atuando de uma maneira agressiva, comprando partes grandes do negócio e tentando mudar todos os administradores.

Retornos passaram de 700% desde 2004, das ações da Icahn Capital

Carl Icahn, value investor agressivo

Icahn iniciou sua carreira em Wall Street, com 25 anos, após comprar uma cadeira de investidor na Bolsa de Valores de New York, com seu próprio dinheiro no valor de US$ 150 mil, mais o valor de US$ 400 mil, emprestados de um tio. Operava muito opções e fazia arbitragens (operações consideradas sem risco em que opera-se em mais de um mercado, realizando distorções em ativos que teriam que ter valores similares, comprando em um mercado e vendendo em outro).

O próprio Carl Icahn, define-se como um investidor em valor, porém no fim da década de 70 e nos anos 80, começou a tentar comprar empresas aos poucos através de oferta hostil, ou seja, comprando ações no mercado e querendo tomar o controle das empresas das quais ele tinha interesse. Isso não trouxe uma boa reputação, pois grande parte das vezes comprava brigas com executivos conhecidos do mercado. Várias vezes nas décadas de 70 e 80, recebeu recompensações conhecidas como greenmail, em que uma empresa pagava para Carl Icahn, parar com as investidas agressivas, pagando um prêmio pelas ações que esse já tinha comprado, comprando-as de volta para a empresa ameaçada.

Uma das maiores brigas entre grandes investidores, foi entre Carl Icahn, que estava comprado e acreditava na Empresa Herbalife e Bill Ackmann, que estava vendido e achava que a Herbalife iria valor 0.

Carteira da Icahn Capital com atualmente US$ 24 bilhões e que Carl Icahn é dono com quase US$ 20 bilhões.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/25/grandes-investidores-carl-icahn-o-gordon-gekko-wall-street/

Grandes Investidores: Seth Klarman, o Oráculo de Boston

19 de julho de 2019 às 13:38 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Seth Klarman – Biografia

Seth Klarman é um dos maiores gestores do mundo, figurando na décima sétima posição, com valores sob administração de US$ 32 bilhões. Ele nasceu em 21 de maio de 1957, em Nova York. Sempre foi ligado ao empreendedorismo, tendo seu quarto arrumado de maneira similar a  uma loja, colocando etiqueta de preços no que ele tinha de pertences, além de fazer uma apresentação aos 11 anos sobre como comprar uma ação. Comprou a primeira ação com 11 anos de idade, sendo uma ação da Johnson e Johson, triplicando o investimento pouco tempo depois. Reza a lenda que ele comprou as ações porque usava muitos band-aids e sendo assim, viu a oportunidade de compra na Empresa.

Estudou Economia em uma das melhores escolas do mundo, a Cornell University, em Nova York, sendo que queria cursas matemática primeira, mas em vez disso, fez economia e história em 1979. Fez um MBA em Harvard também. Depois do MBA, em 1982, junto com o professor de Harvard, William Poorvu e três outros investidores, fundaram o Baupost Group, Gestora que iniciou com US$ 27 milhões, que Klarman ajudou a  que cuida atualmente de mais de US$ 32 bilhões. Sua fortuna pessoal é de US$ 1,5 bilhão é o Décimo quinto Gestor mais rico do mundo.

Seth Klarman – o Oráculo de Boston

Seth Klarman também é chamado de Oráculo, só que Oráculo de Boston, mesmo apelido dado para Warren Buffett, que é conhecido como o Oráculo de Omaha. Essas comparações iniciaram em 1989, ano que a Revista Fortune incluiu um profile dos gestores promissores mais jovens, mostrando os retornos médios na época de 20% ao ano. No longo prazo, o retorno anual médio de Seth Klarman é de 16,4% , durante 32 anos.

É um gestor focado em análise fundamentalista e value investing, seguindo a filosofia de investimento de Benjamin Graham.

Escreveu um livro chamado Margin of Safety, Livro esse que encontra-se esgotado e é vendido em alguns sebos e na Amazon, USADO, por US$ 785,00 e o Livro novo, por US$ 1.299,00, sendo que o Livro foi escrito em 1991.

Livro Margin of Safety de Seth Klarman, que USADO custa US$ 785,00 na Amazon

A maneira de gestão de Seth Klarman, como mencionado anteriormente, é baseado no value investing. No portfólio de ativos do Fundo de Seth Klaman, estão Ebay, Visanet, Fox, entre outras empresas. Segue abaixo o portfólio de ações de Seth Klarman:

Outra característica marcante como gestor é o alto caixa e investimentos de curto prazo disponíveis no Fundo. Normalmente, 15% a 20% ficam em caixa e investimentos de curto prazo, como títulos públicos. Isso é praxe no Fundo, como pode ser visto em 2001, quando no dia 30 de abril havia cerca de 50% em caixa:

Principais pensamentos 

  • Value investing é a estratégia de investimento em ativos com um desconto do valor que ele deve estar sendo negociado, uma longa história de entrega de resultados excelentes com um limitado risco de queda;
  • Investidores são aliciados com o rápidos e fáceis ganhos e caem vítimas de Wall Street;
  • Evitar onde outros erram é um importante passo para atingir o sucesso nos investimentos;
  • Value investing, requer uma grande dose de trabalho duro, disciplina e um horizonte de investimento de longo prazo;
  • A correta escolha para investidores é óbvia, mas requer um alto nível de compromisso que poucos terão para ter os resultados.
  • Margem de segurança é necessário porque fazer valuation é uma arte imprecisa, o futuro é incerto e investidores são humanos e cometem erros;
  • Investidores em valor, investem com uma margem de segurança que os protege de perdas grandes em mercados que estão em queda;
  • Uma vez que você adapta o value investing, qualquer outra estratégia começa a parecer um jogo, uma aposta;
  • Na realidade, ninguém sabe o que o mercado irá fazer, tentar prever isso é uma perda de tempo e investir baseado em futurologia é especular;
  • É vital e importante investidores distinguir entre a flutuação de preços das ações e a saúde dos negócios dessas empresas;
  • preços se movem para cima e para baixo por duas razões: para refletir a realidade do negócio (ou a percepção do investir para essa realidade) ou para refletir flutuação nas ofertas de compra e venda no curto prazo;
  • Evitar perdas deve ser o primeiro objetivo de cada investidor;
  • O risco de um investimento em particular não pode ser determinado por datos históricos. Depende do preço pago;
  • Saber a importância dos juros compostos é fundamental, principalmente a dificuldade de recuperar-se de uma longa perda, que pode literalmente destruir muitos anos de um investimento que tenha tido sucesso;
  • Um investidor que ganha 16% de retorno anual em uma década por exemplo, pode surpreendentemente, finalizar com mais dinheiro que um investidor que ganha 20% por ano, durante 9 anos e entao ter uma perda de 15% no décimo ano;
  • Em vez de colocar como alvo, uma desejada taxa de retorno, investidores devem observar o risco que querem correr;
  • Value investing é a disciplina de comprar ativos com um significativo desconto do valor intrínseco deles e mantê-los quando esse hipotético valor for atingido.

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/19/grandes-investidores-seth-klarman-o-oraculo-de-boston/

Grandes Investidores: Stanley Druckenmiller – O homem que quebrou um banco central

11 de julho de 2019 às 14:56 Por Postado em Blog do Eliseu

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Stanley Druckenmiller – biografia

Stanley Druckenmiller nasceu em 14 de junho de 1953. Ele não é muito conhecido da maioria dos investidores, exceto por um fato importante que você saberá no decorrer desse texto. Ele nasceu em 14 de junho de 1953, sendo além de investidor, um gestor de hedge fund e também filantropista (nos EUA, o imposto de doação e herança é de cerca de 40%, então por isso há muito mais filantropistas). Se formou na Collegiate School, em Richmond Virginia. Se formou em inglês e economia e fez três anos de um Ph.D. em economia, na Universidade de Michigan, parando na metade do segundo semestre para aceitar uma posição de analista de óleo no Pittsburgh National Bank.

Ele foi presidente da Duquesne Capital, fundada em 1981, fechando o Fundo com US$ 12 bilhoes, em 2010, eis que comentou que estava muito estressado pois não estava gerando mais retornos altos para os clientes, como outrora. Conheceu George Soros em 1988 e foi convidado a gerir o dinheiro do famoso Fundo Quantum, de George Soros.

Foi com o Quantum Fund que eles “quebraram” o Banco Central da Inglaterra, em 16 de setembro de 1992, data essa conhecida como a “Quarta-feira negra”.

Druckenmiller teve um histórico de média de 30% ao ano durante 30 anos!!! O que mais chama atenção é que ele teve apenas 5 trimestres negativos em mais de 120 trimestres!! Além disso, ele nunca teve um ano negativo em 30 anos como gestor.

Sua análise é via top-dow, ou seja, análise da macroeconomia para a microeconomia. Ele operava no lado long (comprado), no short (vendido) e usando moedas para alavancagem (investir mais dos 100% de ativos que se tem em um fundo).

Retornos de 30% ao ano de Steve Druckenmiller, caracterizavam-se em investimentos concentrados.

Quebrando a banca

Em 1979, foi criado o Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (MECT), sendo que a Inglaterra não quis participar. Depois de alguns anos, em 1990, a Inglaterra resolveu entrar no MECT. Esse mecanismo consistia em estabilização da moeda, baixa inflação e prosperidade. A ideia era seguir o Marco Alemão e a Lira, da Italia, e dar uma possibilidade das outras moedas de países europeus, terem uma banda para circularem, em torno de 6%, para cima e para baixo. Na época a Primeira Ministra, Margaret Thatcher não era a favor da entrada no Mecanismo de Taxas de Câmbio e pensava que isso deixaria a libra exposta a ataques especulativos, mas a economia estava em recessão e a política partidária não estava a seu favor, já que a maioria dos deputados dos conservadores britânicos era a favor da entrada no mecanismo.

Ou seja, se o banco central da Alemanha decidisse aumentar as taxas de juro, o Reino Unido teria de o fazer também. Em teoria, estas mudanças estabilizariam a libra, o que a tornaria tão atrativa como o marco para os investidores. Infelizmente, a Inglaterra estava com baixas taxas de juros e alta inflação, entrando no MECT para manter a moeda acima de 2.7 Marcos Alemão por Pound, só que a inflação do Reino Unido era 3x maior que a da Alemanha.

Steven Druckenmiller e George Soros, que quebraram o Banco Britânico

Isso já era ruim, mas ficou pior, eis que a Alemanha estava mal das pernas e a inflação aumentando, porque os custos da reunificação da Alemanha estavam a ser maiores que o previsto e aí foi preciso em 16 de julho de 1992, o Banco Central da Alemanha decidiu aumentar as taxas de juro. E, como vimos antes, qualquer decisão da Alemanha em termos de taxas de juro, o Reino Unido tinha de acompanhar para manter estável o valor da libra. Só que o Governo britânico estava a tentar evitar ao máximo seguir este aumento, que seria muito negativo para a sua economia numa altura em que já enfrentava uma recessão. Nos mercados, a libra tinha desvalorizado para o seu valor mínimo do intervalo possível dentro do mecanismo e os investidores estavam a comprar marcos e a vender libras. Começou a surgir o rumor de que a libra iria ser desvalorizada e o resto é história! Especuladores venderam cerca de 15 bilhões de libras e apenas Soros e Druckenmiller, venderam um terço disso quase, lucrando 1 bilhão de libras em apenas um dia.

Ideias principais

  • O jeito de construir retornos de longo prazo é a preservação do capital primeiro e “home runs”, que são investimentos em ativos que você veja uma assimilaridade, uma possibilidade alta de retorno para um risco baixo. Quando o investidor vê algum ativo assim, ele precisa agir rápido e ir na jugular!
  • Não importa se você está certo ou errado, mas sim quanto de dinheiro que você faz quando está certo e quanto de dinheiro você perde, quando está errado.
  • Um bom investidor deve ser cético, ser um contrarian e o principal é ter o controle de suas emoções, flexibilidade de pensamentos, independência de pensamentos e ser competitivo. Ele era um trader acima de tudo.
  • Para ter ótimos retornos, você precisa ser intelectualmente curioso, mente aberta e ter coragem. Quando Druckenmiller diz coragem, é sobre coragem de apostar grande e estar concentrado, mas também coragem de controlar contra as próprias emoções quando um investimento vai contra o que você pensou anteriormente.
  • cuidar com os investimentos que temos no momento atual brasileiro com Ibovespa a 106 mil pontos. Quanto mais alto os investimentos vão, mais baratos eles parecem. É mais fácil comprar quando os ativos sobem do que quando eles estão caindo. O investidor que quer ter sucesso, precisa controlar isso.
  • Concentre seus investimentos!

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/11/stanley-druckenmiller-o-homem-que-quebrou-um-banco-central/