IPCA: tudo o que você precisa saber

29 de junho de 2020 às 19:02 Por Postado em Central do Investidor

O IPCA afeta diretamente os investimentos. Quem começa seus investimentos deve ter a noção que é extremamente importante proteger seu dinheiro da famosa inflação.

Mas como a inflação, ou IPCA afeta nossos investimentos?

Muitas pessoas ainda não sabem o que significa essa sigla ou até mesmo como é calculado. Por isso separei os tópicos abaixo ao longo do artigo.

Ele pode ser usado para navegar internamente dentro do artigo e ir direto para o tópico que tem mais interesse. Basta clicar.

Vamos lá, que iremos explicar os pontos e as principais dúvidas, deste importante indicador econômico que está presente no nosso dia a dia.

Conceito do IPCA

O IPCA é o Índice de Preços para o Consumidor Amplo. Esse importante índice é medido mensalmente pelo IBGE para identificar a variação dos preços no comércio.

Seu principal objetivo é refletir o custo de vida da população nas principais regiões do Brasil.

Ele é considerado, pelo Banco Central, o índice brasileiro oficial da inflação ou deflação.

Através desse índice, o Banco Central controla a política monetária para atingir sua meta para a inflação. A inflação nada mais é do que a perda do poder de compra do dinheiro.

Por exemplo:

Um consumidor vai até o supermercado e compra 1 KG de arroz pagando o valor de R$ 8,00.  Após 13 dias, esse mesmo cliente volta ao supermercado e leva um susto ao notar que o valor do mesmo arroz (1 KG) estava sendo vendida por R$ 12,00. Ou seja, houve um aumento de 50% em apenas alguns dias. Na prática, isso é denomina-se inflação.

Então, quando os preços dos produtos ou serviços começam a subir, podemos cogitar que os preços estão sofrendo com a inflação, ou estão inflacionados.

O contrário, quando os preços descem, pode ser denominado de deflação.

História da Inflação no Brasil

Muitos ainda se lembram de ir à padaria nos anos 1990 com uma nota de 1 real e voltar para casa com 10 pãezinhos – uma rotina impraticável hoje em dia.

De 1° de julho de 1994 até maio deste ano, o real acumulou inflação de 508,1%, IPCA, indicador oficial do país.

Em uma comparação simples, hoje 6,08 reais equivalem o que há 25 anos vinha estampado na nota de 1 real, já extinta da circulação nacional.

Apesar do índice, que à primeira vista pode parecer elevado para os jovens que não vivenciaram a escalada diária de preços.

O real completou 25 anos em circulação e se tornou a mais longeva moeda da história contemporânea do país.

variação mensal do ipca antes do plano real

De fato, ele foi decisivo para derrubar os índices galopantes de aumento dos preços, que se avolumaram desde a década de 1980 com novo ápice em 1993, ano da montagem da equipe econômica responsável por elaborar a proposta.

Apenas no primeiro semestre de 1994, quando as moedas ainda eram o cruzeiro e o cruzeiro real, a inflação oficial acumulou 757%.

começa a guerra real x inflação jornal o globo

Nos 12 meses anteriores à implantação da nova unidade monetária, totalizava 4.922%, segundo o Banco Central. O índice, que finalizou 1994 com 916%, caiu para 22% em 1995.

O regime de meta da inflação foi adotado em 1999 e tinha por objetivo, na ocasião, evitar a desenvolvimento do processo inflacionário, fenômeno esse intimamente relacionado às variações anuais do IPCA.

Dessa forma, desde a sua criação até os dias de hoje, cabe ao Conselho Monetário Nacional – autoridade máximo do nosso sistema financeiro – a fixação dessas metas e os seus respectivos intervalos de tolerância.

Metas de inflação são definidas anualmente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é formada pelos ministros da economia e do planejamento e pelo presidente do Banco Central.

Essas metas são fundamentos econômicos do governo, é um compromisso firmado em 1999, afim de passar a garantia de que a inflação não vai fugir do controle e que tudo será feito para que isso aconteça.

Isso passa mais segurança para a sociedade e investidores.

Principais Índices de Inflação no Brasil

Para medir a inflação e checar se o país está dentro da meta de inflação, existem alguns índices de preços, que hoje são medidos por instituições como a Fundação Getúlio Vargas e como a Universidade de São Paulo.

Seguem abaixo os principais índices utilizados hoje:

INPC – Índice nacional de preços ao consumidor

O Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor – INPC que tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento.

Esta faixa de renda foi criada com o objetivo de garantir uma cobertura populacional de 50% das famílias cuja pessoa de referência é assalariada e pertencente às áreas urbanas de cobertura do SNIPC – Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Esse índice de preços tem como unidade de coleta estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e internet e sua coleta estende-se, em geral, do dia 01 a 30 do mês de referência.

IPCA – Índice de preços ao consumidor amplo

Criado em 1947, o IPA era chamado inicialmente de Índice de Preços por Atacado.

Apenas em Abril de 2010, a nomenclatura atual – Índice de Preços ao Produtor Amplo – passou a ser adotada.

INCC – Índice nacional do custo da construção

O INCC é o índice que observa a variação do custo da construção habitacional. O seu valor influencia a parcela dos financiamento de imóveis ainda na planta e deve ser incluído no cálculo de quem está na busca pelo imóvel novo.

A sua primeira versão foi criada pela FGV em 1950, com o nome de Índice de Custos de Construção (ICC) e acompanhava apenas o custo no mercado de construção da cidade do Rio de Janeiro, a capital federal à época.

Mas 35 anos depois, a atividade econômica se descentralizou e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-IBRE) passou a acompanhar os custos da construção em outros lugares, e, com o avanço tecnológico, incorporou o custo de outros produtos e outras especialidades que passaram a ser aplicados nesse mercado.

Hoje, o seu cálculo leva o custo de materiais, equipamentos, serviços, mão de obra e tecnologias necessários para a construção civil em sete capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.

Referência utilizada

Como é calculado o IPCA

O período de pesquisa do IPCA vai do dia 1º ao dia 30 ou 31, dependendo do mês.

A pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, residências e concessionárias de serviços públicos.

São avaliados o preço de nove categorias:

  • Alimentação e bebidas – 24,77%
  • Transportes – 18,29%
  • Habitação – 15,82%
  • Saúde e cuidados pessoais – 12,27%
  • Despesas pessoais – 10,81%
  • Vestuário – 5,65%
  • Educação – 5,01%
  • Artigos de residência – 3,91%
  • Comunicação – 3,42%

Após a coleta, uma média simples é aplicada para gerar o valor IPCA acumulado durante o período.

Os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor, para pagamento à vista.

No cálculo, cada um dos componentes têm o seguinte peso – atualizado pelo IBGE para 2020:

São Paulo32,32%
Belo Horizonte9,74%
Rio de Janeiro9,41%
Porto Alegre 8,59%
Curitiba 8,05%
Salvador5,99%
Goiânia4,16%
Brasília4,09%
Recife 3,93%
Belém3,91%
Fortaleza3,22%
Vitória1,86%
São Luis1,62%
Campo Grande1,51%
Aracaju1,02%
Rio Branco0,51%

Peso de cada região sobre o cálculo do IPCA – Fonte: IBGE

Conheça a Calculadora fornecida pelo próprio IBGE

calculadora do ipca

IPCA x Investimentos

Além de impactar o bolso da população, o IPCA também afeta todos os tipos de investimento.

Isso porque, independentemente da aplicação escolhida, o investidor precisa garantir que sua rentabilidade seja pelo menos superior à inflação do período.

A grande vantagem dos investimentos atrelados a este índice é que eles, na maioria das vezes, terão rentabilidade acima da inflação.

Por isso, em períodos de inflação alta, essa pode ser a grande saída para a rentabilidade em seus títulos de renda fixa, assim como CDB’s, LCI, LCA, CRI, CRA’s e Debêntures.

Nos quais esses títulos possuem rentabilidade atrelada ao índice IPCA

O ativo mais comentado e principal na maioria dos investimentos é o Investimento no Tesouro Nacional.

Tesouro IPCA

No caso deste título do Tesouro Direto, a rentabilidade será a variação do IPCA somada a uma taxa de juros pré-estabelecida no momento da compra do título.

tesouro-ipca

Conheça os perfis de investidores que mais utilizam este índice como referência:

http://centraldoinvestidor.com/perfil-de-investidor-iii-conservador-lci-e-lca/

O grande segredo para se tornar um investidor de sucesso é conhecer as opções que o mercado oferece e saber em qual cenário eles terão melhor rentabilidade.

IPCA acumulado

As taxas mensais do índice podem ser somadas, e assim, se obtém a taxa de aumento dos preços para o ano, ou seja, a inflação acumulada para o período anual.

Essa análise dá um passo atrás para avaliar as possíveis consequências da oscilação que acontece nos preços em longo prazo.

Assim, o IPCA acumulado nada mais é do que a soma das taxas de inflação registradas dentro de um determinado período.

Pode ser ao longo de um ano fiscal (de janeiro a dezembro) ou relativo a um período qualquer de 12 meses consecutivos, como de Abril de 2019 a Maio de 2020, por exemplo.

https://www.youtube.com/watch?v=JVcDZOlIMBk&feature=emb_logo

Conclusão e oportunidades

Neste artigo, você descobriu o que é o IPCA sua história vivida por grande parte da população brasileira e de que forma ela é atribuída aos nossos investimentos.

Ele afeta os brasileiros historicamente e, por isso, quem possuir um patrimônio depositado na poupança, precisa evoluir na sua forma de investir.

Aprenda a investir em conjunto com o IPCA, alocando recursos em ativos que tragam um retorno real.

Se você deseja atingis seus objetivos e metas de vida, é essencial fazer seu dinheiro trabalhar para você.

Investimentos internacionais sem sair do Brasil

09 de junho de 2020 às 09:43 Por Postado em Central do Investidor, Investimentos internacionais
capa investimentos internacionais

Com este artigo de Investimentos Internacionais começamos uma série de artigos para ensinar você, TUDO sobre investimentos. Neles vamos demonstrar sobre um tipo de investimento que poucas pessoas conhecem.

Ele atende diversos perfis de investidores, principalmente os que buscam retornos acima do mercado convencional. Este tipo de investimento te permite investir até mesmo no exterior sem precisar abrir conta fora do Brasil.

Diversificação é o segredo para ter sucesso em uma carteira de investimentos, ainda mais neste tipo de ativo.

O ativo que vamos abordar nesse artigo ele será o grande trunfo nos seus investimentos a partir de hoje!

É um tipo de investimento inovador e flexível, que combina elementos de renda fixa e renda variável, com retornos atrelados a ativos e índices, como câmbio, inflação, ações e ativos internacionais.

Diversificação em investimentos internacionais

Vemos uma incerteza global em relação a nossa economia, diante da crise financeira que se instalou no Brasil e não temos nem ao menos previsão de quando acabará.

O medo se tornou algo comum aos investidores brasileiros em relação aos investimentos, principalmente os investimentos internacionais. Muitos procuram ativos clássicos e tradicionais para buscar rentabilidade.

Mas claro, não é tão simples encontrar ativos em um mercado instável.

Por exemplo, de 2012 até 2016 a bolsa brasileira sofreu bastante, tendo caído mais de 40%. Nesse mesmo período, o dólar saiu da faixa de 1,80 e chegou até quase 4 reais.

Com isso o investidor ganharia em dólar, que valorizou praticamente 100% e se protegeria da queda do mercado nacional.

chamada investir no exterior

Uma das alternativas para não ficar exposto ao risco do mercado nacional é buscar investimentos internacionais.

Por incrível que pareça não é difícil investir no exterior, mas é possível sim aplicar bem em mercados estrangeiros.

O investimento no exterior normalmente possui um custo mais alto por causa da necessidade do envio dos recursos para outro país.

Por isso existem produtos estruturados para você acessar investimentos internacionais com baixo custo.

Essa diversificação geográfica é tão importante. Uma vez que ela permite que haja uma redução de risco de um portfólio de investimentos.

Perfil de investimentos internacionais

Uma grande vantagem de investir em mercados internacionais é a possibilidade de se expor a toda economia global e não apenas no mercado nacional.

Você sabia que o Brasil representa apenas 2% do PIB global? Como comparação, os EUA representam 23%, China 17% e Índia 4%.

Você investiria todo seu dinheiro apenas em um país? Este conceito é simples, mas ilustra o tamanho da oportunidade para o investidor que acessa investimentos internacionais além do Brasil.

Para quem tem uma aptidão a renda variável, como ações, fundos de investimentos imobiliários e até mesmo derivativos.

Dentre as 43 mil empresas listadas no mundo, mais de 5 mil estão nos EUA, 3 mil na China, 6 mil na Índia, e apenas 330 no Brasil, sendo que em 2007 eram 400.

Para se ter uma ideia, apenas uma ação da bolsa americana, a Apple, é maior do que a Bovespa inteira (em capitalização de mercado).

É muito importante para sua carteira, pois muitas empresas negociadas na bolsa brasileira, possuem atuação apenas no mercado interno e são pouco impactadas ao crescimento da economia global.

chamada de artigo carteira de ações

O mesmo conta para quem tem um perfil mais conservador, que prefere ter menos volatilidade na sua carteira.

A diversificação em investimentos internacionais para este perfil é fundamental.

Imagine você conseguindo investir em mercados internacionais com taxas de renda fixa mais atraentes.

Mas lembre-se esta diversificação deve ser feita sempre com uma assessoria especializada em investimentos.

Busque entender quais são seus objetivos de curto, médio e longo prazo para identificar quantos % você poderá investir no exterior para diminuir o risco.

Investimentos internacionais na prática

Sabemos que o grande propósito de todo investidor é conseguir montar sua estratégia de investimentos na prática.

O segredo que não te contam é que toda essa diversificação pode ser alcançada com apenas um produto que poucos conhecem.

Então combinar a proteção oferecida pela renda fixa com a possibilidade de ganhos mais robustos proporcionada pela renda variável

Essa é a proposta dos COE (Certificados de Operações Estruturadas).

https://www.youtube.com/watch?v=1PPDF-KNDDI

Este tipo de produto está disponível para todos investidores brasileiros há alguns anos e que nos EUA e Europa é chamada de “notas estruturadas” e são emitidos por bancos.

Este ativo é semelhante ao CDB, LCI e LCA que conhecemos. Ou seja, é usado para captar dinheiro de investidores para os bancos, em resumo, você estará emprestando dinheiro ao banco emissor.

Este mercado movimentou mais de 2 Trilhões de dólares em estoques, em 2018 foram emitidos mais de quase 95 Bilhões de COE globalmente.

Investimentos em COE: o que devo saber

O COE é um produto relativamente novo no mercado brasileiro e possui características bem diferentes dos investimentos mais conhecidos por aqui.

No Brasil, ele foi criado pela Lei 12.249, em 2010, a mesma usada na criação das letras financeiras.

Depois, o COE foi regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em setembro de 2013 e passou a ser emitido dia 6 de janeiro de 2014.

Já no ano de 2015, o Certificado de Operações Estruturadas ganhou regulação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que possibilitou a distribuição por corretoras.

Os COEs são emitidos pelos bancos. Conforme a regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todos precisam ser registrados junto à B3.

As Instituições financeiras emissoras precisam fornecer o Documento de Informações Essenciais (DIE), que especifica todas as características do COE.

O DIE deve conter toas as seguintes informações: Previsão de fluxo de pagamentos, os riscos envolvidos, as garantias que existirem, os prazos, a expectativa de rentabilidade, entre outros dados.

Ele não possui a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Por isso, junto da sua assessoria de investimentos, analise bem o COE de qual Banco você irá investir.

Tipos de COE

Por ser um produto inovador e flexível, os COEs podem adotar diversas estratégias de investimentos e a rentabilidade depende principalmente do tipo de aplicação.

Existe uma característica fundamental que divide os COEs, e ela tem a ver com a garantia que é oferecida pelos emissores.

  • Capital Protegido: garante o valor principal investido. É a modalidade mais indicada para investidores que não querem arriscar o capital. Mesmo que os ativos de referência do produto tenham um desempenho negativo.
  • Capital em Risco: possibilidade de perder até o limite do capital investido. Ou seja, perder todo o dinheiro investido, mas sem ficar com saldo negativo.

A grande maioria dos COEs são de capital protegido, ou seja, mesmo que tenham um desempenho negativo, você receberá o seu capital investido.

Ativos e indexadores

Como a gente já comentou, o COE é emitido pelos bancos, os mesmos podem criar diversos estratégias atreladas a uma variedade de ativos.

Todas estratégias de rentabilidade serão baseadas no desempenho desses indexadores durante o período de vigência do COE

Entre os ativos de referência mais comuns estão:

  • Juros
  • Moedas
  • Ouro
  • Commodities
  • Índices de inflação
  • Ações e índices de ações nacionais
  • Ações e índices de ações internacionais

Valor Mínimo para este modelo de Investimento internacional

Os valores para você obter este tipo de diversificação e rentabilidade, podem variar de acordo com o banco emissor e das opções que o distribuidor do título oferece.

Os investimentos mais comuns estão entre R$ 5 mil a R$ 100 mil reais, para acessar ativos em mercados internacionais e nacionais.

Os emissores estabelecem esse número de acordo com o nível de complexidade da aplicação, o patamar de risco embutido, o potencial de ganho, entre outros aspectos.

Por exemplo, na XP investimentos a maioria dos COEs tem valor mínimo de apenas R$ 5 mil reais.

Prazo de Resgate do COE como investimento internacional

Se o você precisar do dinheiro de volta antes do vencimento do COE, existe a opção de negociá-lo no mercado secundário.

Nesse caso, o certificado pode ser vendido diretamente a outro investidor que esteja interessado no produto.

As corretoras atuam na intermediação desse tipo de operação, procure seu assessor de investimentos e ele irá lhe ajudar

Essa saída, no entanto, tem uma implicação: o COE é vendido pelo seu preço de mercado e, por isso, a rentabilidade acertada no momento do investimento pode ser diferente.

Já o vencimento do contrato depende do tipo de ativo escolhido. Se você escolheu câmbio, ações ou juros, provavelmente terá um prazo de vencimento menor, de até 90 dias, conforme as janelas de verificações.

É importante lembrar que o investimento em COE não possui liquidez diária, então você precisa estar atento ao prazo do seu investimento para não ter prejuízos.

Escolha um título em que você tenha certeza de não precisar do dinheiro até o prazo de vencimento.

Tributação

O investimento em Certificado de Operações Estruturadas possui tributação do imposto de renda, seguindo a tabela regressiva, assim como nos investimentos em Renda Fixa.

Ou seja, quanto maior o prazo do seu investimento, menor será a alíquota de IR deduzida.

Mas não se preocupe! Na data de vencimento, você já recebe o valor líquido do seu investimento, não sendo necessário se preocupar em declarar o imposto de renda.

Outra vantagem é o fato de todas as aplicações feitas pelo COE poderem ser acompanhadas juntas, em pacote, e não uma por uma.

Isso facilita o trabalho do investidor, que também se beneficia dessa característica na hora de pagar o Imposto de Renda – uma só alíquota e forma de cálculo são aplicadas ao conjunto inteiro. Conforme o quadro abaixo.

Tabela regressiva imposto de renda
Prazo do investimentoAlíquota de IR
Até 180 dias22,5%
181 até 360 dias20,0%
361 até 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15,0%

Riscos de investimentos em COE

Para manter a segurança do seu patrimônio você deve sempre garantir e entender os riscos de todos seus investimentos.

Aplicando seu dinheiro em COEs existem 3 riscos principais. Risco de Liquidez, Risco de Crédito e Custo de Oportunidade

  • Risco de Liquidez: O COE possui data de vencimento e geralmente não pode ser resgatado antes do prazo. Você pode vender no mercado secundário, mas no geral não possui liquidez.

Sempre pense antes em montar sua reserva de emergência e nunca ponha todo seu patrimônio neste tipo de investimento.

  • Risco de Crédito: Ao adquirir um COE, o investidor se sujeita ao risco de crédito do banco emissor.

Quer dizer que se a instituição financeira passar por alguma dificuldade, haverá impacto sobre os COEs também.

E atenção: os certificados não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como acontece com CDBs e outros investimentos de renda fixa. Assim, a melhor forma de se prevenir é escolhendo bancos grandes e confiáveis.

  • Custo de Oportunidade: No tipo do COE com capital protegido, o investidor abre mão da rentabilidade de outra aplicação. Acabar no “zero a zero” é uma possibilidade real no caso dos COEs.

Lembrando que A garantia de 100% do capital só vale até a data de vencimento do título.

COMO INVESTIR EM COE

Depois que tudo fora apresentado e você realmente quer obter diversificação de carteira, buscando uma rentabilidade acima do mercado e diminuir o risco em renda variável.

Esse produto é para você! Abaixo fizemos um passo a a passo exclusivo para te ajudar.

Não esqueça, se fosse possui uma assessoria de investimentos, converse com seu assessor (a) antes.

Se caso você ainda não possui assessoria especializada clique abaixo e comece a melhorar seus investimentos AGORA

1. Abra sua conta

Para investir em COEs, o primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora. Isso normalmente é algo bastante simples e dentro de no máximo 48 horas você poderá investir.

Nós recomendamos a XP Investimentos:

2. Descubra seu perfil de investidor

O suitability é o perfil de investimento de cada usuário em sua corretora, que define, através de um processo de identificação de tolerância ao risco, as opções adequadas de estratégias e produtos de investimento para o cliente.

Por isso, quando tiver uma conta aberta, é importante que você preencha o Formulário do Perfil do Investidor.

Na XP Investimentos, por exemplo, os COEs de valor nominal protegido são indicados para os investidores de perfil moderado.

Já os COEs de valor nominal em risco só são liberados para investidores de perfil agressivo. Apenas investidores com o perfil condizente podem aplicar no produto.

3. Escolha o ativo

Depois que tiver passado pelos dois primeiros passos, é hora de escolher os COEs em se mais enquadra para seus objetivos.

Leia atentamente o Documento de Informações Essenciais (DIE) dos ativos que você escolher.

4. Transfira os recursos e comece a investir

Quando sua decisão tiver sido tomada, é hora de começar a operar. Transfira recursos da sua conte corrente para a sua nova conta na corretora por meio de um DOC ou de uma TED.

Leva, no máximo, um dia. Compre os COEs que tiver escolhido e comece a acompanhar o desempenho deles por meio da plataforma de investimentos.

Conclusão e oportunidades nos investimentos internacionais

Neste artigo, você descobriu que a diversificação de ativos em uma carteira de investimentos é fundamental para uma boa rentabilidade a longo prazo.

E um ativo para boa diversificação é o Certificado de Operações Estruturadas (COE) que pode:

  • Garantir capital inicial;
  • Acessar novos mercados globais;
  • Diminuir a volatilidade da sua carteira de investimentos;
  • Possibilidade de alto desempenho
  • Não possui taxas de aplicação
  • Tributação única pela tabela regressiva de Imposto de Renda
  • Permite investir no câmbio, mercado estrangeiro e outras opções sofisticadas, porém de forma simples.

É fundamental que você possua um fundo de emergência para não precisar vender seu título antecipadamente e correr o risco de perder dinheiro.

Oportunidade:

Na plataforma de produtos da XP Investimentos está disponível para aplicação mais de 20 COEs com múltiplas estratégias. E uma delas pode se adequar aos seus objetivos

lista de investimentos internacionais xp

Dividend Yield: Como aumentar a rentabilidade nos investimentos

15 de maio de 2020 às 12:49 Por Postado em Central do Investidor

Dividend Yield é usado no mercado de capitais para identificar empresas com maior potencial de pagamento de dividendos, que são as frações dos lucros das empresas repassadas aos seus acionistas.

Os dividendos – representam uma forma adicional de remuneração, especialmente para os investidores de longo prazo, que mantêm ativos em suas carteiras por períodos duradouros.

Neste artigo vou abordar Dividend Yield para obter rentabilidade extra para sua carteira de investimentos independente do seu perfil de investidor. Se quiser, pode clicar nos links abaixo e ir direto para o tópico que mais lhe interessar:

Como calcular o Dividend Yield
O que não te contam sobre Dividend Yield
Calendário de pagamentos de pagamento de dividendos
Empresas boas pagadoras de dividendos
Dicas sobre Dividend Yield
Conclusão

Vamos responder todas as perguntas acima e muito mais! Preste atenção nessas principais dicas para você saber tudo sobre Dividend Yield.

Como calcular de maneira simples o Dividend Yield!

O Dividend Yield que pode ser traduzido para o português como Rendimento de Dividendos, é um indicador que mede a performance da empresa de acordo com os proventos pagos aos seus acionistas.

O DY (Dividend Yield) traz um excelente benefício de poder comparar a rentabilidade dos dividendos entre empresas de mesmo segmentos ou até mesmo de outros segmentos.

O cálculo é expresso em porcentagem, entre o valor da cotação de uma ação e a soma dos proventos pagos por ação em determinado período. Usualmente se consideram os doze meses anteriores à data da referida cotação. 

Os proventos utilizados para o cálculo são:

  • Dividendos: No mercado de capitais, os dividendos são, em linhas gerais, as frações dos lucros das empresas repassadas aos seus acionistas. 

A maioria das empresas brasileiras respeita a convenção de distribuir minimamente 25% de seus lucros aos acionistas, que podem ser distribuídos mensalmente, bimestral, trimestral, quadrimestral, semestral ou anuais. 

  • Juros sobre Capital Próprio (JCP): As empresas no Brasil, podem distribuir seus lucros para seus acionistas em forma de JCP. Para as empresas é muito vantajoso, pois, do ponto de vista fiscal os valores podem ser considerados como despesas financeiras nos balanços, refletindo uma redução do IR (Imposto de Renda) a ser pago.

Fórmula para calcular o Dividend Yield

fórmula dividend yield
fórmula dividend yield

Vamos agora simplificar um pouco mais a fórmula descrita acima!

aplicação da fórmula dividend yield

Imagine que você investidor(a) comprou as ações da empresa Petrobrás (PETR4) e, neste ano a empresa tenha pago R$ 2,00 de proventos por cada ação. O preço das ações no momento estivesse R$ 25,00. Neste caso o DY é de 8%

Muito simples né? mas nunca pode se basear apenas neste indicador. Este percentual mostra que, nesse exemplo, cada ação retornou 8% em dividendos da empresa Petrobrás neste período de 12 meses.

É sempre importante lembrar que resultados passados não são garantia de um resultado futuro. 

Para escolher boas ações pagadores de dividendos, sempre faça análises completas e recomendações feitas por profissionais qualificados!

Fale com um Assessor de Investimentos e faça uma revisão de sua carteira de investimentos.

O que não te contam sobre Dividend Yield

Como conversamos, este indicador nunca deve ser utilizado de forma única para escolher alguma empresa para se tornar sócio

Lembre-se que existem outros indicadores fundamentalistas que darão mais segurança na sua escolha.

Existem dois grupos de Dividendos que você precisa saber.

  • Dividendos Ordinários: os dividendos ordinários são distribuídos em função do lucro da empresa conforme a convenção estipulada pela empresa.
  • Dividendos Extraordinários: os dividendos extraordinários são repartidos a partir de acontecimentos extraordinários, como a venda de uma filial de uma empresa, por exemplo.

Este indicador pode conter diversas pegadinhas, desconfie se no momento que você estiver pesquisando e analisando certa empresa e você observar que esta ação apresentou um DY muito maior do que outras empresas do mesmo segmento.

Para evitar esse erro você deve analisar o chamado Payout , O payout se refere à porcentagem do lucro líquido distribuído, no forma de dividendos ou juros sobre capital próprio, aos acionistas da empresa.

As empresas, como citado acima, geralmente devem distribuir um percentual mínimo de 25%, obedecendo sempre a política de dividendos.

Como exemplo, imagine que sua empresa apresentou um lucro de R$ 100.000,00 no ano.

e você decide distribuir neste ano R$ 60.000,00 através de dividendos.

exemplo de calculo de divided yield

portando o payout da sua empresa no ano será 60% conforme cálculo abaixo

Cuidado com empresas com DY ou Payout muito elevados!

Nem sempre receber altos dividendos de uma ação é algo bom, pois é importante avaliar se a companhia não está se endividando para realizar esta distribuição, pois isto pode ser péssimo para a empresa no longo prazo.

itausa alerta sobre redução de dividendos

Pense sempre como sócio, pergunte se o valor recebido, poderia ter um melhor uso, por exemplo, investir em novos projetos com retorno elevado e consequentemente você como acionista se beneficiaria muito mais.

Da mesma forma que falamos sobre payouts elevados, você encontrará empresas com payouts baixos e não significa algo ruim.

A companhia pode, por exemplo, estar retendo caixa para realizar novos investimentos, ampliando mercado ou em fase de expansão.

Obviamente, estes investimentos necessitam ser bem feitos, e apresentar uma elevada taxa de retorno. Caso contrário, é preferível que a companhia distribua o lucro ao acionista.

Preste atenção no calendário de pagamentos

A distribuição de proventos por parte das empresas de capital aberto é considerada um fato relevante por parte da Bolsa, razão pela qual a divulgação dos mesmos deve seguir uma formalidade dividida em três datas chaves. 

A primeira é a data de anúncio, que antecipa as datas seguintes. A partir da data ex-dividendos as ações compradas não terão mais direito de receber os dividendos referentes ao período.

Em compensação, quem adquire as ações após tal data o faz com o preço descontado pelo valor do dividendo.

Notícia SLC Agrícola dividend yield
Fonte: comoinvestir.thecap.com.br

Por fim temos a data de pagamento, na qual os dividendos ou JCP são depositados na conta do investidor, esteja ela num banco ou numa corretora de valores. 

Tributação sobre os dividendos

No Brasil os dividendos são pagos aos acionistas com os lucros da empresa, esses lucros apresentados estão já descontados os impostos pagos pela empresa.

Como a legislação vigente não permite a bitributação, contudo os dividendos são ISENTOS DE IR.

No caso do Juros Sobre Capital Próprio, há uma tributação de 15% na data do depósito. Normalmente, os impostos são recolhidos na fonte, ou seja, o acionista não precisa efetuar o pagamento, salvo se o valor recebido for bruto: sem tributação.

Quando o valor depositado para o acionista é líquido, significa que a empresa já recolheu os tributos que caberiam a ele

Empresas boas pagadoras de dividendos

Dicas sobre Dividend Yield!

Apesar do cálculo ser muito simples, existem algumas dicas importantes para você que deseja ser um investidor(a) de sucesso.

Para muitos investidores iniciantes, fica uma dúvida –  Onde eu encontro o histórico de Dividend Yield de uma determinada empresa?

Atualmente existem diversos sites que divulgam esses dados de maneira prática. Inclusive alguns já informam o DY calculado. Contudo, o investidor deve ficar atento, pois muitas vezes esses dados podem estar incorretos ou desatualizados. 

Nesse sentido, o mais indicado é que o investidor busque essas informações na página de Relação com Investidores (RI) das empresas. Segue o exemplo da Petrobrás

“Juros compostos são a oitava maravilha do mundo. Aquele que entende, ganha. Aquele que não entende, paga.”  Albert Einstein

A maior dica que posso te dar hoje é sobre juros compostos, o efeito multiplicador que juros compostos atuam no seus investimentos é algo grandioso!

Você que deseja gerar riqueza no longo prazo, utilizando uma balanceada e bem diversificada. Poderá usar os recursos recebidos de proventos para comprar mais ativos geradores de renda passiva.

Para melhor compreensão desse princípio, utilizaremos hipoteticamente R$ 1.000,00 como o capital principal.

comparativo juros simples e juros compostos
Comparativo juros simples e juros compostos

Supondo que ele possa ser investido numa aplicação de juros simples de 12% ao ano, pagos somente sobre o capital principal, e numa aplicação de juros compostos de 12% ao ano, pagos sobre o montante atualizado. 

No caso dos juros simples, R$ 1.000,00 rendendo R$ 120,00 ao ano resulta num montante de R$ 1.120,00 ao fim do primeiro ano. Em uma década o investidor terá em sua carteira R$ 2.200,00. 

Ao fim dos primeiro ano, a aplicação com juros compostos dá o mesmo resultado: R$ 1.120,00. Porém, depois de uma década, o resultado será expressivo: R$ 3.105,85. São R$ 905,85 a mais do que na aplicação de juros simples. Uma diferença de quase 30%. 

Ao fim de 30 anos teremos uma carteira de juros compostos de R$ 29.959,92 contra R$ 4.600,00 na carteira de juros simples.

Conclusão 

O Dividend Yield, como apresentamos é um indicador fundamentalista muito importante.

Ele permite que você investidor(a), tenha um conhecimento adicional e faça boas escolhas.

Além disso, agora você pode comparar empresas que pagam bons dividendos e montar sua estratégia vencedora!

Lembre-se, você sempre deve fazer uma análise completa e sempre que possível busque uma orientação com profissional qualificado.

Se você precisa de ajuda para montar sua carteira de investimentos, clique aqui abaixo e um assessor de investimentos ligará para você e ajudará com suas dúvidas

SKIN IN THE GAME

16 de junho de 2019 às 19:47 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor

Investir no Brasil não é tarefa fácil, dado as constantes mudanças de cenários que afetam e muito o dia dia da bolsa. Nem precisa investigar o passado, vejamos que nos últimos meses tivemos: empresas envolvidas em acidentes (Vale), corrupção (várias), setores sofrendo disrupção (Cielo), lucros vindo menor que o esperado (algumas), previdência aprovada ou não aprovada, valor de economia na previdência, problemas de governança corporativa (Qualicorp e Smiles).

Com tudo isso acontecendo, não é de se estranhar que a bolsa pareça um ambiente um pouco inóspito ao investidor.

Mas estou aqui pra te ajudar a mudar um pouco essa percepção! 

Se para grande maioria as situações acima podem ser consideradas problemas, eu vos digo que não! Tratam-se de oportunidades! Quando vemos o preço de algo bom cair, qual nossa reação? Pensar em comprar correto? Por que não é assim com ações?

A ideia de escrever aqui é justamente essa, auxiliar você investidor a focar no que é essencial, para realizar um filtro, do que é e do que não é importante ao investir, mostrando alguns cases de ótimos retornos e buscar similaridades para investimentos futuros.  Em um momento privilegiado que estamos vivendo de abundância de informações, mais do que nunca, é primordial a seletividade dessas informações, principalmente no mercado financeiro.

Há mais de 10 anos eu sou o responsável por uma carteira de investimentos que, com o passar do tempo, tornou-se um Clube de Investimentos. Nesse período os retornos foram muito acima do Ibovespa. Sobreviver a volatilidade do mercado e a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais rápidas já é difícil, imagine ter um retorno acima do que é considerado o benchmark do mercado?!

Pois é … mas sabe o que mais? Tenho 99% do meu capital financeiro alocado nesse Clube de Investimentos. Isso é o que chamo de skin in the game!! 

Nos últimos anos, os retornos foram os seguintes, descontadas taxas de administração e performance:

Fique atento que nos próximos textos irem desbravar alguns dos ativos que levaram a esses retornos e os motivos que chamaram-me atenção na época das aquisições.

 

Um grande abraço!

Eliseu 

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/21/skin-the-game-por-eliseu-manica/

Grandes Investidores: O “Almanaque” Charlie Munger

16 de junho de 2019 às 19:16 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor

Grandes investidores

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos tem me ajudado a ser um investidor melhor.

 

O “Almanaque” Charlie Munger, mais do que um amigo de Warren Buffett

Muitos conhecem Charlie Munger, apenas como o amigo de Warren Buffett e vice-presidente da Berkshire, um conglomerado de empresas de Buffett.

Mais avesso a mídia e com humor muito inteligente e ácido (o qual tive prazer em ver no Encontro Anual de Acionistas da Berkshire – abaixo a foto) ele é considerado por muitos como um almanaque, tanto que foi criado um almanaque para ele, dado todo o seu grau de inteligência, com o prefácio de Warren Buffett (Poor’s Charlies Almanack).

Eu em evento de acionistas da Berkshire Hathaway, da qual vi pessoalmente Charlie Munger

 

Charlie Munger acredita que portfólios fundamentalistas tendem a valorizar-se mais no longo prazo (mas em cenários de bull market, normalmente sobem menos, caindo menos em cenários de quedas das ações). Para ele existem inúmeras maneiras de realizar o valuation (valoração) de uma empresa, ou seja, ele não se apega a fórmulas rígidas ou fixas, mas foca na análise dos fundamentos e estratégias de longo prazo.

Para se ter uma ideia da força de sua estratégia e da ação do longo prazo sobre os investimentos, quem investiu US$ 19 em 1964 nas ações Berkshire Hathaway viu seu capital saltar para nada mais nada menos que US$ 46.979.913,00 no final de 2018….isso mesmo US$ 19 se tornaram US 46 milhões! Isso apenas reforça e mostra o quão diferenciados são Charlie Munger e Warren Buffett, como investidores.

Retornos anuais da Berkshire Hathaway:

Quais conhecimentos que o investidor precisa ter segundo Charlie Munger

É sempre um desafio resumir ideias tão amplas e diversas como conceitos de investimento…ainda mais de gênios como o Charles Munger. A regra de bolo e a simplificação muitas vezes atrapalham ou não são compreendidas no todo…mesmo sabendo disso, me proponho aqui a resumir, começando com 7 conhecimentos básicos segundo as ideias de Munges:

  1. Entender de contabilidade
  2. Monitorar o andamento do balanço
  3. Estudar o setor-indústria em que está inserida a empresa investida
  4. Saber as leis que envolvem a empresa investida
  5. Examinar política de remuneração dos executivos
  6. Saber projetar o negócio futuramente
  7. Investir não é somente algo que envolve matemática, porque existe o lado humano que são as pessoas

Ainda, segundo seus ensinamentos, para você ser um investidor é importante desenvolver certos habilidades e cultivar a compreensão de temas como:

Contabilidade – é a linguagem básica dos investimentos. Por ser monótona, poucos têm paciência e tempo para aprender, mas acredite, é considerada a melhor maneira para acompanhar uma empresa de maneira consistente e isso é muito importante.

Psicologia – o mercado de ações é guiado por humanos (por mais que um aumento significativo no número de trade systems/computadores tenha ocorrido) e seres humanos possuem emoções, sendo uns diferentes dos outros e agindo diferentemente em cada situação. Saber modelos que permitem entender o comportamento humano é vital.

Matemática – para Munger você não precisa ser um gênio da matemática, basta saber bem o básico, ou seja, as 4 funções básicas – somar, multiplicar, diminuir e dividir. Transpiração é mais importante que inspiração.

Biologia – teoria da seleção natural das empresas. Não são as mais fortes que sobreviverão no longo prazo, mas as mais inteligentes e que se adaptam às situações de maneira mais fácil e rápida. Estamos em uma era de muita informação e transformação com inícios e fins rápidos de produtos. Então a ideia evolutiva da biologia pode ser usada para entender o mercado e analisar empresas.

Microeconomia – você não precisa ser um economista, mas precisa entender que existem economias de escala que fazem com que grandes empresas se tornem as “too big to fail” ou que criam diferenciais competitivos importantes sobre os concorrentes. Por outro lado, saber que também existe um negócio chamado deseconomias de escala também é importante! Especialmente no ambiente atual onde a disrupção é constante em diversos setores e muitas grandes empresas se tornam “too big to win”.

Teoria da probabilidade – importante o investidor ter em mente que apenas 20% dos investidores conseguem bater de maneira consistente a média do mercado.

 

Para acabar… 

Fica sempre muito claro que na concepção de value investors como Buffet e Munger o foco no longo prazo e investir em negócios que você entenda como a empresa faz para ganhar dinheiro. Imaginar o negócio daqui a 10 anos e conseguir imaginar com alguma convicção que ele existirá e quiçá ainda será um bom negócio. No momento atual é difícil pensar em 10 anos pois tudo muda muito rapidamente. Talvez por isso eles sigam investindo em empresas mais tradicionais como Coca-Cola, Macdonalds, entre outras.

Importante o investidor focar em poucas áreas e aproveitar seu círculo de conhecimento. Tentar prever muitas coisas e querer abraçar o mundo só aumenta a possibilidade de cometermos muitos erros, nos levando a falhas por falta de especialização!

 

Para quem quer seguir um de seus conselhos: 

“Nós lemos muito. Eu não conheço ninguém que é sábio e não lê muito. Mas isso ainda não é o suficiente: Você tem que ter o temperamento de absorver ideias e fazer coisas sensatas. A maioria das pessoas não captam as ideias corretas ou não sabem o que fazer com elas.” Charlie Munger

Deixo aqui algumas sugestões de leitura: 

bit.ly/investidorinteligen

bit.ly/acoescomuns

bit.ly/investidoresconser

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/30/12600/

Preparando-se para o futuro

15 de outubro de 2018 às 14:44 Por Postado em Central do Investidor

Os dados publicados no final de 2017 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam: estamos vivendo cada vez mais. A expectativa de vida dos brasileiros já chega a 75,8 anos. Em alguns Estados a expectativa de vida é semelhante a de países como os Estados Unidos (78,74 anos), como é o caso de Santa Catarina (79,1), Espirito Santo (78,2), Distrito Federal e São Paulo (em ambos a expectativa é de 78,1 anos).

Ao mesmo tempo, todos sabemos dos problemas com a Previdência Social, que apresenta problemas orçamentários e é tema de debates e propostas para alteração das condições para obtenção de aposentadoria.

Por isso, mais do que nunca, faz-se necessário um planejamento prévio para a obtenção de um futuro com alguma estabilidade e sem a necessidade de auxílio de terceiros. Diante da incerteza com relação ao futuro da Previdência e os proventos que serão disponibilizados pela mesma, bem como a imprevisibilidade de fatores como condições de saúde e perspectiva profissional, é fundamental começar a investir em seu próprio futuro.

O primeiro passo é analisar o presente, montar um fluxo de caixa com suas receitas e gastos incluindo as receitas com rendimentos de aplicações, alugueis e rendas extras ou eventuais bem como os gastos com pequenas despesas como lazer até os gastos maiores como seguros, veículos e escola das crianças.

Em seguida você terá de projetar receitas, como os proventos do INSS, a previdência privada e as demais receitas, de um lado, e gastos maiores com saúde, em substituição a escola das crianças, entre outros. Vamos supor que, feitas as projeções, uma pessoa necessite de R$ 4.000,00 mensais para complementar sua renda e desconsidere qualquer reserva financeira atual. Também vamos supor que esta pessoa tenha hoje 40 anos e pretenda se aposentar com 60, fazendo uma projeção para atingir os 90 anos.

Vamos calcular o capital necessário para que, num período de 30 anos, seja possível realizar saques mensais de R$ 4.000,00, considerando uma taxa de juros de 3% a.a. ou 0,25% a.m. Sendo assim, com um prazo de 30 anos ou 360 meses (n); a taxa de juros (i) de 0,25 e retiradas mensais (PMT) de R$ 4.000,00, teremos um valor presente (PV) de R$ 948.757,73, que é o capital a ser obtido para permitir tal situação.

Considerando-se a idade desta pessoa (40 anos) e a idade em que pretende se aposentar (60 anos), vamos calcular o quanto é necessário investir mensalmente para atingir este objetivo. Temos o valor futuro (FV) de R$ 948.757,73; o prazo de 20 anos ou 240 meses (n) e com uma taxa (i) de 0,25, conclui-se que será necessário um investimento mensal (PMT) de R$ 5.628,11.

A princípio, parece um valor muito alto, mas este exemplo demonstra a necessidade de se planejar o quanto antes para uma aposentadoria tranquila. E você pode contar com os assessores de investimento da Central do Investidor, que estão preparados para indicar as melhores opções para proteger e multiplicar seu patrimônio e te ajudar neste planejamento. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje e procure a Central do Investidor. Seu futuro começa agora.