O que é BDRs na B3 e como comprar

31 de agosto de 2020 às 19:36 Por Postado em Central do Investidor

O BDR na B3 é a abreviação para Brazilian Depositary Receipt, o BDR também pode ser citado algumas vezes como o Certificado de Depósito de Valores Mobiliários (CDVM).

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) liberou, sem restrições, BDRs (Brazilian Depositary Receipts) para os investidores brasileiros.

A partir de 1º de setembro de 2020, Investidores pessoa física passam a ter acesso às ações de empresas estrangeiras negociados na Bolsa de Valores oficial do Brasil que  responde pelo nome de B3, resultado da fusão entre a BM & FBovespa e a Cetip.

Neste artigo, vamos esclarecer dúvidas básicas sobre esta nova realidade que se abre aos investidores brasileiros. Veja abaixo os tópicos abordados e clique para navegar nos tópicos que tem mais interessante

  • O que é BDR
  • O Histórico do BDR na B3
  • Como comprar BDR na B3

O que é BDR

Abreviação para Brazilian Depositary Receipt, o BDR também pode ser citado algumas vezes como o Certificado de Depósito de Valores Mobiliários (CDVM). Esses ativos representam ações de empresas estrangeiras, porém são emitidos no Brasil e negociados na B3. 

São valores mobiliários emitidos no Brasil que representam outro valor mobiliário emitido por companhias abertas com sede no exterior. Na prática, os BDRs refletem a variação de preço das ações estrangeiras às quais estão atreladas, só que aqui no Brasil e em reais.

O Histórico do BDR na B3

Os BDRs foram introduzidos no Brasil em 1996 por meio da Resolução 2318/96 do Banco Central. As regras da CVM restringiam negociações de BDRs, apenas para os investidores qualificados (que possuem mais de R$ 1 milhão em ativos financeiros)  tornando este produto inacessível para muitos investidores brasileiros. 

Em agosto de 2020, a Resolução CVM 3,  promoveu alterações flexibilizando a restrição até então existente.  A partir de primeiro de setembro de 2020, a norma concede permissão para que quaisquer investidores de varejo tenham acesso aos BDRs, permitindo investidores não qualificados (menos de R$1 milhão em ativos financeiros) negociá-los. 

Segundo Marcelo Barbosa, presidente da CVM: “A norma confere maior liberdade para investidores e emissores, na esteira de uma crescente demanda por diversificação de portfólios e de taxas de juros reduzidas”. 

Cabe agora, a disponibilização dos BDRs pela B3 que está operacionalizando o produto para o investidor de varejo, submetendo os regulamentos para aprovação da CVM e, dessa forma, viabilizando a negociação.

“Esse é o próximo passo, de uma sequência de eventos que precisavam acontecer. Em todos eles trabalhamos em parceria com a CVM, participando de todas as discussões sobre o tema, que culminaram na publicação final da norma”, aponta Mario Palhares, diretor de Produtos Listados da B3.

Como comprar BDR na B3

Para comprar BDR na B3, o investidor conta com uma instituição custodiante no país que deu origem ao título e uma instituição emissora, responsável legalmente pelos ativos negociados. 

Na prática, essas duas instituições atuam como uma verdadeira ponte facilitando para o investidor a compra, por meio de um banco ou de uma corretora autorizada pela CVM de ações ou outros títulos negociados em bolsa. 

O que os diretores da B3 reforçaram é que será um processo fácil e com muito menos burocracia do que investir diretamente lá fora. Se você ainda não possui, precisará encontrar uma corretora de valores e solicitar a abertura de uma conta para iniciar o investimento em ações.

 As transações poderão ser feitas pela internet, através do sistema Home Broker. Outra opção de negociação é a mesa de operações, em que você liga para a corretora e os operadores podem ajudá-lo a escolher a melhor estratégia, avaliar os riscos e realizar suas ordens de compra e venda.

Gestão profissional em um instrumento diversificado internacionalmente como o que a bolsa do Brasil estará disponibilizando em curtíssimo prazo é uma opção extremamente salutar, um salto de sofisticação em seu portfólio de investimentos. 

 Este é o momento adequado para começar a conversar com o seu assessor sobre as melhores opções para escolher as ações mais atraentes para montar a sua carteira de investimentos. 

20200824 – Tônica da Semana: Bailando um tango na economia Argentina, cenário macro brasileiro e bolha.tech

24 de agosto de 2020 às 12:29 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor

Primeiramente, um bom dia a todos, mais uma semana se inicia e hoje quem escreve sou eu (Eliseu Mânica Júnior). Espero que todos estejam descansados no final de semana e estejam bem!

Bailando um Tango Argentino

Tinha feito um outro texto diferente desse que escrevo, porém, o que aconteceu no sábado via twitter na Argentina pelo Presidente Alberto Fernandez surpreendeu todos. De uma só vez ele limitou através de um decreto de urgência, na noite de sexta-feira, os preços de serviços para os setores de internet, telefonia fixa e móvel e TV paga. Uma das melhores maneiras de aprender é olhando o próprio passado e o histórico de outras pessoas, atitudes e com os erros de outros. Não parece ser o caso da Argentina nesse caso. Na maioria dos países em que ocorreu uma limitação da liberdade e alteração de regras em setores da economia, tivemos problemas. Um dos maiores exemplos é da Venezuela, que já escrevi aqui e tinha o quarto maior PIB per capita  do mundo em 1950, porém ingressou um ditador lá e hoje a Venezuela é um dos países mais pobres do mundo. A Argentina ainda não estatizou esses setores, porém o caminho de colocar limitações nos agentes econômicos e empreendedores, passa um mal sinal para os investidores e aqueles que acreditam e investem no País. E o que tem o Brasil com isso? Não apenas o Brasil, mas o mundo é mais interligado e vai ser cada vez mais assim. Querendo ou não, os hermanos são o nosso quarto maior parceiro econômico em termos de exportações e a Argentina não indo bem, influenciará o Brasil. Abaixo conseguimos ver os maiores parceiros brasileiros e a quantidade em bilhões de dólares:
fonte: Santander

Em um mundo conectado, importante estar atento ao que se passa no vizinho. Em meu humilde ver, o papel fundamental de um Governo é deixar claras as diretrizes para operação e funcionamento de empresas e atividades fundamentais para o bem comum de um país. Não é função de um Estado, ocupar o lugar de um empreendedor e empresário, aquele que é o tomador de risco. Ninguém acorda pela manhã para dedicar-se em algo, gerar diferença para as pessoas, sem ter um contrapeso, um prêmio por esse esforço. Dinheiro é a maneira que remunera-se esse esforço. Várias vezes deixei clara minha visão sobre o dinheiro, que ele é uma remuneração pela diferença e influência que você gera na vida das pessoas. Quanto maior a influência, maior é a recompensa. E grana é liberdade e tempo. Não quero me alongar muito, mas não é papel de um Governo ser o executor de determinadas atividades e sim, como mencionei antes, deixar claras as regras do jogo a ser jogado. Um Governo querer interferir em papéis que são de outros agentes é o mesmo que eu, que trabalho há 15 anos no mercado financeiro de maneira profissional, ir atuar na área de venda de automóveis. É óbvio que não é minha área e é certo que irei perder performance deixando de fazer aquilo que é minha função e que me dedico há bastante tempo para outra função. No caso de um Governo assumir a função do empreendedor é notório que na maioria das vezes há uma criação de um sistema de “cabide de empregos”, inchando várias empresas e setores, perdendo performance e com isso esses setores possuindo prejuízos ou lucros diminuídos.

Quais os efeitos na economia Argentina, durante essa semana

Alguns dados são necessários para avaliar-se o que pode acontecer como reflexo da estatização de alguns setores da economia Argentina. O mais rápido é a queda de Bolsa de Valores da Argentina e o segundo, uma fuga de dólares desse País. Em economia uma das maiores leis é que quanto menor a quantidade de um bem no mercado, mais ele vale. Com a fuga de dólares da Argentina, é importa observar a quantidade de dólares que possui o Banco Central Argentino, pois caso saiam dólares a cotação do Dólar x Peso Argentino pode ser contigo, com a venda de reservas de dólares. Abaixo podemos verificar como estão essas reservas:

Como comparativo, enquanto Argentina possui US$ 37 bilhões em reservas, o Brasil possui US$ 354 bilhões, 9x mais que o vizinho, o que nos traz uma segurança maior para o Real:

O fato é que nessa semana devemos ter um Peso Argentino ainda mais desvalorizado, uma fuga de dólares dos hermanos, um aumento nas taxas de juros futuras e consequentemente, aumento nos níveis de risco e seguros contra default (seguro contra quebra do Governo, Títulos Argentinos). Uma pena que a Argentina, não tenha aprendido com os próprios erros do passado e que inflação e problemas econômicos, não se controlam no “canetaço”!

E, no Brasil…

No Brasil, na semana passada tivemos um grande avanço que foi o “congelamento” de aumento dos salários do funcionalismo público. Não é um ponto positivo para o funcionalismo, mas necessário para passarmos o recado que estamos atentos e que é importante manter o controle de nossas contas públicas. A economia gerada será próxima a R$ 120 bilhões até 2021 e isso é muito importante para nosso futuro, evitando assim, um descontrole de nossas contas públicas. Um outro fato importante é nossa balança comercial que atingiu um dos patamares mais elevados dos últimos anos, como podemos ver abaixo:

Outro dado que foi muito positivo na semana que passou, foi a criação de empregos no Brasil, que surpreendeu positivamente. A recuperação da economia do Brasil vem surpreendendo e vem seguindo a melhora que vem acontecendo na China e nos Estados Unidos…

Falando em Estados Unidos…

Um dos pontos que tende a trazer maior volatilidade para o mercado financeiro, são as eleições presidenciais americanas. O favorito nas pesquisas é o Joe Biden, que está como favorito nas pesquisas. Uma das promessas de campanha é o aumento dos impostos, que inclui aumento dos impostos das empresas americanas. Acredito que a vitória de Biden não está precificado no mercado financeiro e, se isso ocorrer, tende a trazer um impacto negativo. Só o aumento dos impostos, teria como reflexo uma queda nos lucros das empresas americanas em cerca de 9,2% em média, como podemos ver abaixo:

Em termos de mercado acionário americano, não há como não mencionar o fato de que a Apple atingiu US$ 2 trilhões de valor de mercado. É um recorde! Tanto o gráfico de ações de Apple, quanto de ações de Tesla, chamam atenção, como podemos ver abaixo, em que fica claro que em 2020 ambas subiram bastante:

O que mais surpreende são os múltiplos negociados comparativos:

Preço pelo Lucro:

Tesla: 1038x!!!!
Amazon: 127x
Netflix: 84x
Microsoft: 37x
Apple: 36x
Google: 35x
Facebook: 33x

Preço para vendas anuais:

Tesla: 15x
Microsoft: 12x
Facebook: 10x
Netflix: 10x
Apple: 8x
Google: 7x
Amazon: 5x

E, abaixo, um comparativo entre a conhecida Wallmart e o valor de mercado de Tesla:

Só para deixar claro, um comparativo entre vendas:

Vendas de:
Tesla: $26 billion
Walmart: $542 billion

Lucro líquido:
Tesla: $368 million
Walmart: $18 billion

Apenas uma palavra: bizarro!!! O mercado vem antecipando e esperando que os lucros de Tesla sejam exponenciais!! Tesla tem maior valor de mercado que Wallmart, mas vende 21x menos e tem um lucro líquido 20x menor!!!!!

Essas empresas negociadas a 100x lucros anuais, 70x lucros anuais, são empresas que o mercado de ações acredita que o crescimento que elas tiveram recentemente (taxas de crescimento de dois dígitos, no mínimo, como por exemplo, 30% ao ano), irá ser perpetuado e essas empresas irão manter esse percentual de crescimento por um longo período ao menos, o que é difícil para uma empresa já consolidada e grande.

No Brasil temos a B2w, dona das Lojas Americanas e da Submarino, que não tem lucro desde 2011 e é a ação que mais sobe em 2020 no Ibovespa. Não é fácil muitas vezes investir com margem de segurança e com personalidade. Saiba que o momento atual é muito parecido com a “Bolha.com”, inclusive em termos dos altos valuations e a certeza de que alguns investidores que empresas de crescimento irão sempre crescer a taxas estratosféricas.

Desde janeiro de 2020 ate agosto de 2020, as “Super Incríveis” (ações de empresas como Amazon, Apple, Facebook, Google, Microsoft, Netflix, Nvidia e Tesla) subiram cerca de 60%; enquanto ações da Bolsa de Tecnologia Nasdaq; cerca de 30%, o S&P500 3%; empresas baseadas em investimento em valor caem 20% no ano, como podemos ver abaixo:

“Bolha.com”

Algo similar ao momento atual, ocorreu entre os anos de 1999-2000, na chamada “Bolha.com”, onde ativos eram negociados em múltiplos altíssimos, parecidos com o que vemos agora. Entre os anos 1999-2002 (em 2002 estourou a “Bolha.com”) do ponto mais alto da Nasdaq (a Bolsa de tecnologia americana onde eram negociadas as empresas.com) nos 7160 pontos em fevereiro de 2000 até a mínima de 1677 pontos em setembro de 2002, muitas empresas eram negociadas a preços altíssimos e que demorou para estourar a bolha como vemos.

Além disso, cabe salientar que os juros da época saíram de 7% em 2001 para 1% em 2002, algo similar com os juros baixos de agora. Ressalto que a combinação de juros baixos, ativos a preços caríssimos e dinheiro em abundância são sempre um risco de possíveis bolhas!

Sinais de uma bolha 

Acredito que são três os sinais que podem servir como antecedentes ao estouro de uma possível bolha:

  1. Política monetária expansionista e dinheiro fácil: momento atual em quase todo o mundo, há dinheiro de sobra. Moro nos Estados Unidos, na Flórida e aqui cada residente recebeu US$ 1.200 iniciais, mais US$ 600 por semana para quem está desempregado. É mais que o salário mínimo americano. Além disso, os quatro maiores bancos centrais injetaram US$ 18 trilhões no mercado e inclusive, o Banco Central Brasileiro, já aumentou em 22% a base do dinheiro em circulação entre os meses de março e julho. Além disso, o dinheiro não é apenas fácil, mas as taxas de juros “punem” os investidores que querem poupar. O retorno dos juros está baixo e se ajustado pela inflação, o retorno real torna-se negativo, trazendo perdas para qualquer investidor;
  2. Narrativas de empresas de crescimento que captam a atenção do investidor: tivemos a “Bolha.com” no passado com a história de empresas que eram criadas em garagens e que iriam crescer muito. Na época dessa loucura, as empresas chegaram a ser avaliadas por clicks em sites, algo muito sem noção. Um exemplo claro e que já tratei aqui em meus artigos anteriores, é o caso da Tesla que tem valor de mercado que as 7 maiores empresas de produção de automóveis juntas e que tem receita 29x menores! Outro exemplo que já citei é a Amazon.
  3. E por último, participação em massa de investidores e possibilidade de especulação: Já mencionei aqui também do aplicativo Robin Hood e a facilidade de que os investidores americanos podem ingressar no mercado. A maioria desses investidores vêm comprando ações da Tesla, Amazon e outras empresas conhecidas, sem avaliar qualquer balanço sobre essas empresas.

Ao mesmo tempo que temos alguns sinais que são similares a uma bolha, a “Crise do Covid” nos mostrou mais uma vez que é importante estar no mercado. Tenho casos de amigos e conhecidos investidores que saíram (venderam todas as ações) nos 70 mil pontos do Ibovespa, esperando os 50 mil pontos (que nunca vieram) para recomprar tudo. Perderam uma oportunidade gigante de comprar ativos baratos, pois tivemos a maior queda e a maior recuperação de uma crise no mercado financeiro, como podemos ver abaixo, cuja maior lição que fica é: esteja sempre no mercado!!

E o que estão pensando os gestores americanos..

Os gestores americanos encontram-se em posição vendida, esperando provavelmente uma correção nos preços de ativos que subiram muito. O fato é que mais do que nunca, seletividade e bom senso, mostram-se mais do que necessários no momento atual. A história nos mostra que isso é conveniente!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/08/24/bailando-um-tango-na-economia-argentina-cenario-macro-brasileiro-e-bolha-tech/

Aprenda a investir melhor, sabendo como agem os maiores investidores da história. Leia o texto

11 de agosto de 2020 às 23:34 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor
FONTE: BUGG.COM.BR

Aprenda a investir melhor sabendo como agiam os maiores investidores da história. Leia o texto

A ideia aqui é de maneira resumida mostrar as principais características dos maiores investidores da história, procurando auxiliar você investidor da melhor maneira possível. Ninguém nasceu um investidor pronto, precisamos de características específicas para sermos um investidor melhor.

Peter Lynch

Poucos sabem no Brasil, mas Peter Lynch é um dos maiores e mais conhecidos investidores de todos os tempos. Ele nasceu em 19 de janeiro de 1944, estando com 75 anos, atualmente. O que tornou-o conhecido foi ter sido o gestor de um Fundo chamado Magellan, que foi um dos maiores fundos da Fidelity (uma espécie de XP Investimentos, no Brasil).

Foi o gestor do Fundo Magellan de 1977 a 1990 e o retorno anual composto foi de 29,20%!!! US$ 1,00 em 1977 viraram US$ 28,00 em 1990!

Os ensinamentos de Peter Lynch pode ser resumidos em quatro principais tópicos:

  1. Faça sua pesquisa: ao investir você deve ser um pesquisador nato. Visitar empresas, saber o diferencial, pessoas que estão trabalhado para o crescimento. Focar em empresas que não precisam de novas tecnologias é o ideal, mesmo em um mundo high tech. 
  2. Entenda a importância da diversificação: apesar de o Fundo de Peter Lynch chegar a ter mais de 1400 ações, estatísticamente, a diversificação começa a perde efeito a partir de 22-23 ativos. Opte por diversificar entre diferentes setores setores e se possível, diversifique entre países e ativos.
  3. Seja paciente: invista pensando no longo prazo. Investidores com pensamento no longo prazo, acabando pagando menos taxas, diferindo o imposto de renda e tendem a suportar as baixas do mercado melhor, não saindo do mercado em momentos nos momentos de melhor oportunidade. Todos esses detalhes, ajudam no trabalho dos juros compostos ao longo dos anos.
  4. Invista naquilo que você conhece: não apenas conhecer os produtos que a empresa investida vende, mas saber a situação financeira, planos de expansão, principais executivos, como está o setor em que atua a empresa investida, etc.

Características principais:

– diversificador: chegou a ter mais de 1400 ações de empresas no Fundo;

– gestor ativo: visitava as empresas que investia;

– tinha personalidade de não seguir a manada, fazendo próprios estudos;

– pensava nos dividendos: investia em empresas com histórico de 20 a 30 anos de dividendos ininterruptos.

Benjamin Graham

Nasceu em 09 de maio de 1894, em Londres, falecendo em 21 de setembro de 1976, em Provença, na França. Mentor do Warren Buffett, um dos maiores investidores da história.

Ensinamentos principais:

  • um ativo deve ser analisado independentemente do seu preço e do futuro, que é incerto;
  • retorno e risco são dependentes de qualidade de análise e margem de segurança;
  • Benjamin Graham, analisava os ativos de forma bottom up, ou seja, da parte micro para a macro, analisando empresas e depois o cenário macroeconômico, como por exemplo PIB, inflação;
  • preço importa: menos provável perder dinheiro se você pagar menos. Em primeiro lugar não podemos controlar o futuro dos preços mas podemos controlar o valor que pagamos;
  • investidores de empresas de crescimento, acreditam no crescimento dos lucros maiores no futuro, em comparação com o passado;
  • risco para Graham – chances que investidores têm permanentemente de perder o capital próprio;
  • Graham começou a avaliar empresas com o mais evidente: ativos tangíveis. Com o tempo passou a ver ativos intangíveis: marca, time competente e responsável; vantagem competitiva e cultura;
  • todo investimento inteligente é um value investing, pois o objetivo é adquirir algo por mais que você está pagando. É necessário avaliar o negócio como um todo antes, para depois avaliar as ações;
  • o que é investir, se não o ato de procurar valor pelo menos que justifique a quantia paga?
  • Diversificação – como manter portfólio adequado? Com várias posições vencedoras!

Principais características:

– praticamente criou a Escola de Investimento em Valor; focava muito na margem de segurança em um ativo e seu valor intrínseco;

– Graham criou ainda uma fórmula para avaliar e dar preço para ações. Introduzida em 1962, o seu objetivo é calcular o valor intrínseco da empresa. Vejamos:

————————————————————————————————
8.5 + ( 2   x    crescimento percentual)   X  lucro por ação = valor intrínseco por ação
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– gostava da volatilidade e pensava que ao investidor de longo prazo, ela era uma aliada;

– aumentava posições que fossem favoráveis à ele, comprava posições como um “flerte” e se as posições fossem ao seu favor, aumentáva-as.

Jim Simons

James Harris Simons, nasceu em 25 de abril de 1938 em Massachusetts, é um matemático americano e acabou tornando-se bilionário após a fundação de seu fundo.

É conhecido por ser um investidor quantitativo e fundou em 1982 o Renaissance e o Medallion, um Fundo baseado em New York que teve um retorno de 66% antes de taxas e 39,9% após taxas, o que é o retorno mais alto historicamente, se comparado com outros gestores de hedge. Simons obteve esse retorno de 39,9% para os seus cotistas, mesmo cobrando uma taxa de administração de 5% e taxa de performance média de 44% ao ano, ao contrário da praxe, que é de 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance.

Ele é considerado como o maior investidor de Wall Street, devido aos seus altos retornos. Sua riqueza atual é de US$ 21,6 bilhões, o que coloca-o também, não apenas como um grande gestor em termos de performance, mas uma das pessoas mais ricas do mundo, sendo o vigésimo primeiro mais rico do mundo.

Principais características:

– matemático, lógico, nunca teve aula de investimentos, mas apenas opera como um Fundo Quantitativo, de forma automática;

– coloca parâmetros para operar e seu Fundo faz operações de maneira automática;

– racional total, tirando emoção ao investir;

– realiza operações de arbitragem de maneira rápida;

– seu Fundo chega operar milhares de vezes ao dia.

– considerado melhor Fundo Quanti da história!

Paul Tudor Jones:

Paul Tudor Jones II, nasceu em 28 de setembro de 1954, na cidade de Memphis, no Tenesse. Ele é considerado um dos maiores traders da história. Em 1987, na conhecida Quinta-Feira Negra, ele lucro e conseguiu naquele ano, um retorno de 69%!! Ele é um investidor-trader americano, gestor de fundo de hedge e filantropo.

Criou sua empresa de gestão de fundos, em 1980 e em agosto de 2019, a fortuna dele era de US$ 5,1 bilhões, o que o faz um dos mais ricos do mundo.

Principais ideias:

  • O que mais dá retorno são os pontos de virada, ou seja, quando tendências chegam ao fim.
  • Gaste seus dias de maneira relaxada e feliz. Saia de posições que o deixam desconfortável. Nada melhor que iniciar algo novo e relaxado. A chave é investir grande de maneira defensiva e de maneira não ofensiva, ou seja, quando as probabilidades e o mercado está ao seu favor.
  • Nunca faça preço médio com posições perdedoras. Diminua o tamanho do investimento quando ele está indo mal e aumente quando ele está indo bem.
  • Paul Tudor Jones tinha stops mentais. Se atingia determinado preço de stop, ele caía fora, não importasse o quê. Ele usava não apenas stop de preço, mas também stop de tempo.
  • Monitore o risco do portfólio em tempo real.
  • Paul Tudor Jones acreditava que o preço se movia antes e os fundamentos depois.
  • Ele não dava atenção se tinha errado três segundos atrás, mas prestava atenção no próximo movimento.
  • Não tenha ego, não seja um herói. Sempre questione a sua habilidade, nem mesmo sinta que você é bom. A segunda vez que você pensar assim, você estará morto.

Principais características:

– um dos maiores traders da história;

– opera muito por Fibonacci;

– usava muitos stops, de tempo e de preço;

– seguia tendência!

Jesse Livermore

Jesse Lauriston Livermore, esse é o nome completo de Jesse Livermore, um dos traders mais conhecidos no mundo, que acabou inclusive, tornando-se figura central de um dos livros mais lidos para traders: Reminiscências de um especulador financeiro.

Provavelmente esse é o grande investidor que mais chamou a minha atenção. Seja pela história, pela rapidez de fazer dinheiro (e perdê-lo), mas, principalmente pelos desafios que passou na vida, infelizmente terminando em algo trágico.

Principais ideias:

1 – Não há de novo em Wall Street. O que acontece no mercado de ações hoje, tem acontecido antes e vai acontecer novamente.

2- Compre ações que estão subindo e venda ações que estão caindo, sobre seguir a tendência.

3- Não negocie todo dia do ano. Espere pela oportunidade correta.

4- Continue com trades que dêem lucro e finalize trades que mostrem perdas.

5- Tente não fazer preço médio para baixo, comprando mais ações que estão caindo.

6 – Mercados raramente estão errados. Opiniões sim.

7- Nunca venda uma ação apenas porque parece que o preço subiu muito.

8 – o lado humano e emocional de cada pessoa é o maior inimigo da maioria dos investidores ou especuladores.

9 – grandes movimentos demandam tempo para acontecer.

10 – muito mais fácil cuidar algumas ações do que várias.

Principais características:

– não tinha consistência;

– era a favor do preço médio;

– focava em poucas ações;

– achava que mercado seguia o passado. Presente tende a repetir o que aconteceu no passado!

John Templeton

Sir John Marks Templeton nasceu em Winchester, no Tennesse, onde estudou na Yale University, umas das melhores do mundo, pagando a Universidade através do jogo de poker, na qual mencionam que ele jogava muito bem.

Principais ideias:

1 – A relação Preço pago pelo lucro que a ação proporciona.

2 – Margem operacional do negócio.

3 – Valor de liquidação da empresa investida.

4 – Consistência da taxa de crescimento.

Era um investidor em valor e rejeitava a análise técnica, preferindo usar a análise fundamentalista.

Principais características:

– investidor fundamentalista;

– focava nos negócios e empresas e não em ações;

– um dos primeiros a pensar e investir globalmente!!

John Bogle

John Bogle Carl Icahn, nasceu em  nasceu em Montclair, New Jersey, em 8 de maio de 1929, falecendo em 16 de janeiro de 2019, sendo um filantropista, dono de negócios e investidor.

Sua tese era bem simples! Já que a maioria dos investidores não obtém retorno acima da média do mercado o objetivo dos fundos é acompanhar o mercado com o mínimo de custo possível! Demorou anos mas sua estratégia passiva se mostrou acertada.

Principais ideias:

  1. Selecione os fundos que tenham os menores custos;
  2. Considere com cuidado os custos de assessoria, só pague por aquilo que de fato gere valor para você ou no caso dessa assessoria apresentar retornos acima do mercado;
  3. Não superestime o retorno passado do fundo, passado não é certeza que irá acontecer o mesmo no futuro;
  4. Ao mesmo tempo, use o passado para determinar consistência e o risco;
  5. Cuide com as estrelas (por estrelas, entende-se os gestores famosos ou fundos famosos);
  6. Cuide do tamanho do fundo (quanto maior, mais difícil o retorno, pois fundo perde “mobilidade”);
  7. Não tenha muitos fundos;
  8. Compre seu portfólio de fundo e mantenha por um bom tempo.

Principais características:

  • Investidor passivo;
  • Acreditava muito em ETFs;
  • Achava quase impossível bater o mercado no longo prazo;
  • Focava em investir com baixo custo!

Warren Buffett

Warren Edward Buffet nasceu em 30 de março de 1930, filho de um corretor de ações que tornou-se Senador e de uma dona de casa. Desde jovem já tinha o DNA de empreendedor e investidor, recolhendo garrafas de refrigerante nas ruas,  e vendendo-as. Ao analisar empresas para ser investidas, Warren Buffett tem uma especial atenção quanto aos seguintes itens:

  • Ao investir,  começa dando uma atenção especial para o demonstrativo de resultados, no resultado das empresas. Ele considera a fonte do lucro e como a empresa chegou até aquele resultado, mais importante até do que o próprio lucro em si;
  • Outra característica é buscar altas margens de lucro bruto no negócio, considerando empresas que tenham altas margens ao longo dos anos, como uma vantagem competitiva;
  • Um  dos cuidados são as altas despesas administrativas, altos custos para pesquisar algum novo item ou serviço, altas despesas com vendas, administrativas e assim como altos custos com juros sobre dívida;
  • Ele dá uma atenção especial aos altos custos de pesquisa, altos juros sobre dívida, evita despesas de vendas e administrativas altas;
  • Na parte contábil, sobre depreciação, procura empresas com custo de depreciação mais baixo que outras empresas;
  • Ele retira eventos não recorrentes do resultado, por exemplo, a venda de um imóvel com lucro, se a venda de imóveis não for algo do business normal da empresa;
  • Buffett sempre levou em consideração o lucro operacional de uma empresa, antes dos impostos – EBITDA;
  • Sempre analisar balanços e resultados doss últimos 7 anos;
  • Se o produto que empresa vende, é um produto que não exige muita tecnologia para não tornar-se obsoleto, não sendo necessário investimentos altos em tecnologia, como por exemplo, a goma de mascar wrigley – (chicletes, são tradicionais, não precisam de grandes investimentos para mudança no produto), além disso, a fábrica da Wrigley, tem menos custo, menos depreciação, pois não há necessidade de mudança nos equipamentos dela, já que a goma de mascar, não exige uma tecnologia alta.
  • Quanto a dívidas de longo prazo: empresas com vantagem competitiva têm pouca dívida no longo prazo;
  • Nas aquisições de buffett: o lucro líquido anual da empresa adquirida, deve pagar dívidas com o lucro de 3 ou 4 anos;
  • Ele procura empresas que tenham uma alta geração de lucro para financiar as próprias operações;

Principais características:

– investidor paciencioso e que pensa no longo prazo;

– se puder não vende nenhuma ação;

– ações são para longo prazo;

– vê ações como parcela de empresas;

– investidor fundamentalista;

– poupa muito o que ganha, vivendo de maneira simples e abaixo do que poderia viver.

Howard Marks 

Dennis Howard Marks, nasceu em 23 de abril de 1946 e é um dos maiores investidores de nossa era. Trabalhou desde cedo no Citibank com investimentos de alto retorno e risco, ativos conversíveis e investimentos em empresas de alto risco e em situação de dívidas altas. Gestor da Oaktree Capital com US$ 120 bilhões sob gestão.

Marks acredita que quatro coisas são importantes para o investidor, dividindo-as em duas, primeiramente:

  • Saber em que ciclo o mercado está atualmente: Marks acredita que o mercado anda em ciclos e é fundamental o investidor saber em que parte do ciclo o mercado encontra-se. Alguns indicadores são a taxa de desemprego, a taxa de juros, a moeda do país, a bolsa de valores do país, a inflação, se o momento é propício ou de retirada de incentivos e a parte da psicologia de mercado, também importante.
  • Saber quanto de risco quer assumir o investidor: isso envolve autoconhecimento e o perfil que tem o investidor. Muitos ao começar não tem ciência de como é o seu perfil como investidor ou tem apenas em teoria, achando que são investidores agressivos, quando vem a primeira queda, mudam meio que “magicamente” para um perfil mais conservador. Ideal sempre iniciar pouco a pouco o aprendizado que é investir.

As outras duas questões dizem respeito ao que o investidor não quer perder: oportunidade ou dinheiro.

Ambas são excludentes, ou seja, se escolher uma não poderá ter a outra opção. O investidor que não quer perder uma oportunidade de investimento, vai ter que correr riscos e com isso poderá ter perda de capital. Já o investidor que não quer perder dinheiro, não correrá riscos e sendo assim, não terá uma valorização do capital relevante.

Principais características:

  • mercado anda em ciclos e fundamental investidor saber em que ciclo o mercado está;
  • ser mais agressivo em ciclos de recuperação ou de medo e mais comedido em momentos de bonança;
  • foca em agir ao contrário da maioria.

Ray Dalio

Raymond Dalio, nasceu em 08 de agosto de 1949. Era filho de um músico de jazz e nasceu no Queens, em Nova Yorke. Ele é um gestor de fundos americano e filantropista. Tem uma fortuna de US$ 18,4 bilhões e está entre os 58 mais ricos do mundo. Comprou sua primeira ação aos 12 anos, Northeast Airlines por US$ 300,00, que foi triplicado após a fusão com outra empresa do setor.

Principais pensamentos

Na Bridgewatter, Dalio criou um programa de computador em que avalia todas as opiniões das pessoas nas reuniões. Através do tempo, cada pessoa tem um “escore”,  linkando a sua opinião com a da maioria que tomou uma determinada decisão. Além disso, Dalio tenta ser o mais racional possível nas decisões da Bridgewatter. Seguem alguns dos seus pensamentos:

  • Dor + reflexão = progresso: pessoalmente, acredito que o ser humano, infelizmente, aprende mais com a dor. Uma minoria aprende com a experiência dos outros. Caso isso ocorresse, gastaríamos menos tempo em nosso progresso e evolução aprendendo com o erro dos outros. Passarmos por momentos menos positivos, com uma reflexão sobre esse momento, é o que nos fará evoluir, seja nos investimentos, seja na vida.
  • Dois maiores retornos nos investimentos: crescimento e inflação: o mercado financeiro tenta antecipar o que ocorrerá futuramente com expectativas. Quando o crescimento é menor do que o esperado, o investimento em ações cai. Quando inflação é maior que o esperado, os títulos em renda fixa, caem. Quando inflação é menor que esperada, esses títulos sobem.
  • Gastar menos e reduzir débito: vivemos um momento de pós recuperação da crise de 2008. Em alguns países foram feitos cortes e austeridade muito forte. Isso foi necessário para recuperarmos da crise, mas começamos a ver alguns excessos em alguns mercados. Outro fato é que pós-crise, começamos a ver retornos negativos na renda fixa (retorno menor do que a inflação), como forma de incentivar a economia. Impressão de dinheiro foi outro fato que ocorreu, devido as taxas perto de zero em países de primeiro mundo.
  • O mundo é uma máquina: em sua Gestora, Dalio tenta racionalizar todas as decisões. Em vez de ficar de olhos atentos em monitores e cotações, ele procura por correlações nos dados da economia, interligando-os com o mercado financeiro. Dalio acredita que não apenas os investimentos, mas o mundo, a natureza, o ser humano, são uma máquina e o mercado financeiro é um reflexo desses.
  • Para ter sucesso, você precisa estar contra o consenso e precisa estar certo: o consenso é refletido no preço. Para ter sucesso nos investimentos é preciso ir contra a manada e ter uma taxa de sucesso alta, cortando as perdas rapidamente e deixando os lucros crescerem. Fazer isso na prática não é fácil, pois vai contra a natureza humana de sentir-se segura onde a maioria está.

Principais Características:

  • vê investimentos como uma máquina, algo cartesiano;
  • tentar ir contra a maioria, estar certo e no timming certo;
  • não existem erros, mas aprendizados sempre;
  • focado em correlações e explicar o mercado financeiro;
  • mundo é uma máquina, assim como os investimentos e tudo pode ser explicado!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE E IMAGENS: https://bugg.com.br/2020/08/11/aprenda-a-investir-melhor-sabendo-como-agem-os-maiores-investidores-da-historia-leia-o-texto/

IPCA: tudo o que você precisa saber

29 de junho de 2020 às 19:02 Por Postado em Central do Investidor

O IPCA afeta diretamente os investimentos. Quem começa seus investimentos deve ter a noção que é extremamente importante proteger seu dinheiro da famosa inflação.

Mas como a inflação, ou IPCA afeta nossos investimentos?

Muitas pessoas ainda não sabem o que significa essa sigla ou até mesmo como é calculado. Por isso separei os tópicos abaixo ao longo do artigo.

Ele pode ser usado para navegar internamente dentro do artigo e ir direto para o tópico que tem mais interesse. Basta clicar.

Vamos lá, que iremos explicar os pontos e as principais dúvidas, deste importante indicador econômico que está presente no nosso dia a dia.

Conceito do IPCA

O IPCA é o Índice de Preços para o Consumidor Amplo. Esse importante índice é medido mensalmente pelo IBGE para identificar a variação dos preços no comércio.

Seu principal objetivo é refletir o custo de vida da população nas principais regiões do Brasil.

Ele é considerado, pelo Banco Central, o índice brasileiro oficial da inflação ou deflação.

Através desse índice, o Banco Central controla a política monetária para atingir sua meta para a inflação. A inflação nada mais é do que a perda do poder de compra do dinheiro.

Por exemplo:

Um consumidor vai até o supermercado e compra 1 KG de arroz pagando o valor de R$ 8,00.  Após 13 dias, esse mesmo cliente volta ao supermercado e leva um susto ao notar que o valor do mesmo arroz (1 KG) estava sendo vendida por R$ 12,00. Ou seja, houve um aumento de 50% em apenas alguns dias. Na prática, isso é denomina-se inflação.

Então, quando os preços dos produtos ou serviços começam a subir, podemos cogitar que os preços estão sofrendo com a inflação, ou estão inflacionados.

O contrário, quando os preços descem, pode ser denominado de deflação.

História da Inflação no Brasil

Muitos ainda se lembram de ir à padaria nos anos 1990 com uma nota de 1 real e voltar para casa com 10 pãezinhos – uma rotina impraticável hoje em dia.

De 1° de julho de 1994 até maio deste ano, o real acumulou inflação de 508,1%, IPCA, indicador oficial do país.

Em uma comparação simples, hoje 6,08 reais equivalem o que há 25 anos vinha estampado na nota de 1 real, já extinta da circulação nacional.

Apesar do índice, que à primeira vista pode parecer elevado para os jovens que não vivenciaram a escalada diária de preços.

O real completou 25 anos em circulação e se tornou a mais longeva moeda da história contemporânea do país.

variação mensal do ipca antes do plano real

De fato, ele foi decisivo para derrubar os índices galopantes de aumento dos preços, que se avolumaram desde a década de 1980 com novo ápice em 1993, ano da montagem da equipe econômica responsável por elaborar a proposta.

Apenas no primeiro semestre de 1994, quando as moedas ainda eram o cruzeiro e o cruzeiro real, a inflação oficial acumulou 757%.

começa a guerra real x inflação jornal o globo

Nos 12 meses anteriores à implantação da nova unidade monetária, totalizava 4.922%, segundo o Banco Central. O índice, que finalizou 1994 com 916%, caiu para 22% em 1995.

O regime de meta da inflação foi adotado em 1999 e tinha por objetivo, na ocasião, evitar a desenvolvimento do processo inflacionário, fenômeno esse intimamente relacionado às variações anuais do IPCA.

Dessa forma, desde a sua criação até os dias de hoje, cabe ao Conselho Monetário Nacional – autoridade máximo do nosso sistema financeiro – a fixação dessas metas e os seus respectivos intervalos de tolerância.

Metas de inflação são definidas anualmente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é formada pelos ministros da economia e do planejamento e pelo presidente do Banco Central.

Essas metas são fundamentos econômicos do governo, é um compromisso firmado em 1999, afim de passar a garantia de que a inflação não vai fugir do controle e que tudo será feito para que isso aconteça.

Isso passa mais segurança para a sociedade e investidores.

Principais Índices de Inflação no Brasil

Para medir a inflação e checar se o país está dentro da meta de inflação, existem alguns índices de preços, que hoje são medidos por instituições como a Fundação Getúlio Vargas e como a Universidade de São Paulo.

Seguem abaixo os principais índices utilizados hoje:

INPC – Índice nacional de preços ao consumidor

O Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor – INPC que tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento.

Esta faixa de renda foi criada com o objetivo de garantir uma cobertura populacional de 50% das famílias cuja pessoa de referência é assalariada e pertencente às áreas urbanas de cobertura do SNIPC – Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Esse índice de preços tem como unidade de coleta estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e internet e sua coleta estende-se, em geral, do dia 01 a 30 do mês de referência.

IPCA – Índice de preços ao consumidor amplo

Criado em 1947, o IPA era chamado inicialmente de Índice de Preços por Atacado.

Apenas em Abril de 2010, a nomenclatura atual – Índice de Preços ao Produtor Amplo – passou a ser adotada.

INCC – Índice nacional do custo da construção

O INCC é o índice que observa a variação do custo da construção habitacional. O seu valor influencia a parcela dos financiamento de imóveis ainda na planta e deve ser incluído no cálculo de quem está na busca pelo imóvel novo.

A sua primeira versão foi criada pela FGV em 1950, com o nome de Índice de Custos de Construção (ICC) e acompanhava apenas o custo no mercado de construção da cidade do Rio de Janeiro, a capital federal à época.

Mas 35 anos depois, a atividade econômica se descentralizou e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-IBRE) passou a acompanhar os custos da construção em outros lugares, e, com o avanço tecnológico, incorporou o custo de outros produtos e outras especialidades que passaram a ser aplicados nesse mercado.

Hoje, o seu cálculo leva o custo de materiais, equipamentos, serviços, mão de obra e tecnologias necessários para a construção civil em sete capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.

Referência utilizada

Como é calculado o IPCA

O período de pesquisa do IPCA vai do dia 1º ao dia 30 ou 31, dependendo do mês.

A pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, residências e concessionárias de serviços públicos.

São avaliados o preço de nove categorias:

  • Alimentação e bebidas – 24,77%
  • Transportes – 18,29%
  • Habitação – 15,82%
  • Saúde e cuidados pessoais – 12,27%
  • Despesas pessoais – 10,81%
  • Vestuário – 5,65%
  • Educação – 5,01%
  • Artigos de residência – 3,91%
  • Comunicação – 3,42%

Após a coleta, uma média simples é aplicada para gerar o valor IPCA acumulado durante o período.

Os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor, para pagamento à vista.

No cálculo, cada um dos componentes têm o seguinte peso – atualizado pelo IBGE para 2020:

São Paulo32,32%
Belo Horizonte9,74%
Rio de Janeiro9,41%
Porto Alegre 8,59%
Curitiba 8,05%
Salvador5,99%
Goiânia4,16%
Brasília4,09%
Recife 3,93%
Belém3,91%
Fortaleza3,22%
Vitória1,86%
São Luis1,62%
Campo Grande1,51%
Aracaju1,02%
Rio Branco0,51%

Peso de cada região sobre o cálculo do IPCA – Fonte: IBGE

Conheça a Calculadora fornecida pelo próprio IBGE

calculadora do ipca

IPCA x Investimentos

Além de impactar o bolso da população, o IPCA também afeta todos os tipos de investimento.

Isso porque, independentemente da aplicação escolhida, o investidor precisa garantir que sua rentabilidade seja pelo menos superior à inflação do período.

A grande vantagem dos investimentos atrelados a este índice é que eles, na maioria das vezes, terão rentabilidade acima da inflação.

Por isso, em períodos de inflação alta, essa pode ser a grande saída para a rentabilidade em seus títulos de renda fixa, assim como CDB’s, LCI, LCA, CRI, CRA’s e Debêntures.

Nos quais esses títulos possuem rentabilidade atrelada ao índice IPCA

O ativo mais comentado e principal na maioria dos investimentos é o Investimento no Tesouro Nacional.

Tesouro IPCA

No caso deste título do Tesouro Direto, a rentabilidade será a variação do IPCA somada a uma taxa de juros pré-estabelecida no momento da compra do título.

tesouro-ipca

Conheça os perfis de investidores que mais utilizam este índice como referência:

http://centraldoinvestidor.com/perfil-de-investidor-iii-conservador-lci-e-lca/

O grande segredo para se tornar um investidor de sucesso é conhecer as opções que o mercado oferece e saber em qual cenário eles terão melhor rentabilidade.

IPCA acumulado

As taxas mensais do índice podem ser somadas, e assim, se obtém a taxa de aumento dos preços para o ano, ou seja, a inflação acumulada para o período anual.

Essa análise dá um passo atrás para avaliar as possíveis consequências da oscilação que acontece nos preços em longo prazo.

Assim, o IPCA acumulado nada mais é do que a soma das taxas de inflação registradas dentro de um determinado período.

Pode ser ao longo de um ano fiscal (de janeiro a dezembro) ou relativo a um período qualquer de 12 meses consecutivos, como de Abril de 2019 a Maio de 2020, por exemplo.

https://www.youtube.com/watch?v=JVcDZOlIMBk&feature=emb_logo

Conclusão e oportunidades

Neste artigo, você descobriu o que é o IPCA sua história vivida por grande parte da população brasileira e de que forma ela é atribuída aos nossos investimentos.

Ele afeta os brasileiros historicamente e, por isso, quem possuir um patrimônio depositado na poupança, precisa evoluir na sua forma de investir.

Aprenda a investir em conjunto com o IPCA, alocando recursos em ativos que tragam um retorno real.

Se você deseja atingis seus objetivos e metas de vida, é essencial fazer seu dinheiro trabalhar para você.

Investimentos internacionais sem sair do Brasil

09 de junho de 2020 às 09:43 Por Postado em Central do Investidor, Investimentos internacionais
capa investimentos internacionais

Com este artigo de Investimentos Internacionais começamos uma série de artigos para ensinar você, TUDO sobre investimentos. Neles vamos demonstrar sobre um tipo de investimento que poucas pessoas conhecem.

Ele atende diversos perfis de investidores, principalmente os que buscam retornos acima do mercado convencional. Este tipo de investimento te permite investir até mesmo no exterior sem precisar abrir conta fora do Brasil.

Diversificação é o segredo para ter sucesso em uma carteira de investimentos, ainda mais neste tipo de ativo.

O ativo que vamos abordar nesse artigo ele será o grande trunfo nos seus investimentos a partir de hoje!

É um tipo de investimento inovador e flexível, que combina elementos de renda fixa e renda variável, com retornos atrelados a ativos e índices, como câmbio, inflação, ações e ativos internacionais.

Diversificação em investimentos internacionais

Vemos uma incerteza global em relação a nossa economia, diante da crise financeira que se instalou no Brasil e não temos nem ao menos previsão de quando acabará.

O medo se tornou algo comum aos investidores brasileiros em relação aos investimentos, principalmente os investimentos internacionais. Muitos procuram ativos clássicos e tradicionais para buscar rentabilidade.

Mas claro, não é tão simples encontrar ativos em um mercado instável.

Por exemplo, de 2012 até 2016 a bolsa brasileira sofreu bastante, tendo caído mais de 40%. Nesse mesmo período, o dólar saiu da faixa de 1,80 e chegou até quase 4 reais.

Com isso o investidor ganharia em dólar, que valorizou praticamente 100% e se protegeria da queda do mercado nacional.

chamada investir no exterior

Uma das alternativas para não ficar exposto ao risco do mercado nacional é buscar investimentos internacionais.

Por incrível que pareça não é difícil investir no exterior, mas é possível sim aplicar bem em mercados estrangeiros.

O investimento no exterior normalmente possui um custo mais alto por causa da necessidade do envio dos recursos para outro país.

Por isso existem produtos estruturados para você acessar investimentos internacionais com baixo custo.

Essa diversificação geográfica é tão importante. Uma vez que ela permite que haja uma redução de risco de um portfólio de investimentos.

Perfil de investimentos internacionais

Uma grande vantagem de investir em mercados internacionais é a possibilidade de se expor a toda economia global e não apenas no mercado nacional.

Você sabia que o Brasil representa apenas 2% do PIB global? Como comparação, os EUA representam 23%, China 17% e Índia 4%.

Você investiria todo seu dinheiro apenas em um país? Este conceito é simples, mas ilustra o tamanho da oportunidade para o investidor que acessa investimentos internacionais além do Brasil.

Para quem tem uma aptidão a renda variável, como ações, fundos de investimentos imobiliários e até mesmo derivativos.

Dentre as 43 mil empresas listadas no mundo, mais de 5 mil estão nos EUA, 3 mil na China, 6 mil na Índia, e apenas 330 no Brasil, sendo que em 2007 eram 400.

Para se ter uma ideia, apenas uma ação da bolsa americana, a Apple, é maior do que a Bovespa inteira (em capitalização de mercado).

É muito importante para sua carteira, pois muitas empresas negociadas na bolsa brasileira, possuem atuação apenas no mercado interno e são pouco impactadas ao crescimento da economia global.

chamada de artigo carteira de ações

O mesmo conta para quem tem um perfil mais conservador, que prefere ter menos volatilidade na sua carteira.

A diversificação em investimentos internacionais para este perfil é fundamental.

Imagine você conseguindo investir em mercados internacionais com taxas de renda fixa mais atraentes.

Mas lembre-se esta diversificação deve ser feita sempre com uma assessoria especializada em investimentos.

Busque entender quais são seus objetivos de curto, médio e longo prazo para identificar quantos % você poderá investir no exterior para diminuir o risco.

Investimentos internacionais na prática

Sabemos que o grande propósito de todo investidor é conseguir montar sua estratégia de investimentos na prática.

O segredo que não te contam é que toda essa diversificação pode ser alcançada com apenas um produto que poucos conhecem.

Então combinar a proteção oferecida pela renda fixa com a possibilidade de ganhos mais robustos proporcionada pela renda variável

Essa é a proposta dos COE (Certificados de Operações Estruturadas).

https://www.youtube.com/watch?v=1PPDF-KNDDI

Este tipo de produto está disponível para todos investidores brasileiros há alguns anos e que nos EUA e Europa é chamada de “notas estruturadas” e são emitidos por bancos.

Este ativo é semelhante ao CDB, LCI e LCA que conhecemos. Ou seja, é usado para captar dinheiro de investidores para os bancos, em resumo, você estará emprestando dinheiro ao banco emissor.

Este mercado movimentou mais de 2 Trilhões de dólares em estoques, em 2018 foram emitidos mais de quase 95 Bilhões de COE globalmente.

Investimentos em COE: o que devo saber

O COE é um produto relativamente novo no mercado brasileiro e possui características bem diferentes dos investimentos mais conhecidos por aqui.

No Brasil, ele foi criado pela Lei 12.249, em 2010, a mesma usada na criação das letras financeiras.

Depois, o COE foi regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em setembro de 2013 e passou a ser emitido dia 6 de janeiro de 2014.

Já no ano de 2015, o Certificado de Operações Estruturadas ganhou regulação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que possibilitou a distribuição por corretoras.

Os COEs são emitidos pelos bancos. Conforme a regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), todos precisam ser registrados junto à B3.

As Instituições financeiras emissoras precisam fornecer o Documento de Informações Essenciais (DIE), que especifica todas as características do COE.

O DIE deve conter toas as seguintes informações: Previsão de fluxo de pagamentos, os riscos envolvidos, as garantias que existirem, os prazos, a expectativa de rentabilidade, entre outros dados.

Ele não possui a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Por isso, junto da sua assessoria de investimentos, analise bem o COE de qual Banco você irá investir.

Tipos de COE

Por ser um produto inovador e flexível, os COEs podem adotar diversas estratégias de investimentos e a rentabilidade depende principalmente do tipo de aplicação.

Existe uma característica fundamental que divide os COEs, e ela tem a ver com a garantia que é oferecida pelos emissores.

  • Capital Protegido: garante o valor principal investido. É a modalidade mais indicada para investidores que não querem arriscar o capital. Mesmo que os ativos de referência do produto tenham um desempenho negativo.
  • Capital em Risco: possibilidade de perder até o limite do capital investido. Ou seja, perder todo o dinheiro investido, mas sem ficar com saldo negativo.

A grande maioria dos COEs são de capital protegido, ou seja, mesmo que tenham um desempenho negativo, você receberá o seu capital investido.

Ativos e indexadores

Como a gente já comentou, o COE é emitido pelos bancos, os mesmos podem criar diversos estratégias atreladas a uma variedade de ativos.

Todas estratégias de rentabilidade serão baseadas no desempenho desses indexadores durante o período de vigência do COE

Entre os ativos de referência mais comuns estão:

  • Juros
  • Moedas
  • Ouro
  • Commodities
  • Índices de inflação
  • Ações e índices de ações nacionais
  • Ações e índices de ações internacionais

Valor Mínimo para este modelo de Investimento internacional

Os valores para você obter este tipo de diversificação e rentabilidade, podem variar de acordo com o banco emissor e das opções que o distribuidor do título oferece.

Os investimentos mais comuns estão entre R$ 5 mil a R$ 100 mil reais, para acessar ativos em mercados internacionais e nacionais.

Os emissores estabelecem esse número de acordo com o nível de complexidade da aplicação, o patamar de risco embutido, o potencial de ganho, entre outros aspectos.

Por exemplo, na XP investimentos a maioria dos COEs tem valor mínimo de apenas R$ 5 mil reais.

Prazo de Resgate do COE como investimento internacional

Se o você precisar do dinheiro de volta antes do vencimento do COE, existe a opção de negociá-lo no mercado secundário.

Nesse caso, o certificado pode ser vendido diretamente a outro investidor que esteja interessado no produto.

As corretoras atuam na intermediação desse tipo de operação, procure seu assessor de investimentos e ele irá lhe ajudar

Essa saída, no entanto, tem uma implicação: o COE é vendido pelo seu preço de mercado e, por isso, a rentabilidade acertada no momento do investimento pode ser diferente.

Já o vencimento do contrato depende do tipo de ativo escolhido. Se você escolheu câmbio, ações ou juros, provavelmente terá um prazo de vencimento menor, de até 90 dias, conforme as janelas de verificações.

É importante lembrar que o investimento em COE não possui liquidez diária, então você precisa estar atento ao prazo do seu investimento para não ter prejuízos.

Escolha um título em que você tenha certeza de não precisar do dinheiro até o prazo de vencimento.

Tributação

O investimento em Certificado de Operações Estruturadas possui tributação do imposto de renda, seguindo a tabela regressiva, assim como nos investimentos em Renda Fixa.

Ou seja, quanto maior o prazo do seu investimento, menor será a alíquota de IR deduzida.

Mas não se preocupe! Na data de vencimento, você já recebe o valor líquido do seu investimento, não sendo necessário se preocupar em declarar o imposto de renda.

Outra vantagem é o fato de todas as aplicações feitas pelo COE poderem ser acompanhadas juntas, em pacote, e não uma por uma.

Isso facilita o trabalho do investidor, que também se beneficia dessa característica na hora de pagar o Imposto de Renda – uma só alíquota e forma de cálculo são aplicadas ao conjunto inteiro. Conforme o quadro abaixo.

Tabela regressiva imposto de renda
Prazo do investimentoAlíquota de IR
Até 180 dias22,5%
181 até 360 dias20,0%
361 até 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15,0%

Riscos de investimentos em COE

Para manter a segurança do seu patrimônio você deve sempre garantir e entender os riscos de todos seus investimentos.

Aplicando seu dinheiro em COEs existem 3 riscos principais. Risco de Liquidez, Risco de Crédito e Custo de Oportunidade

  • Risco de Liquidez: O COE possui data de vencimento e geralmente não pode ser resgatado antes do prazo. Você pode vender no mercado secundário, mas no geral não possui liquidez.

Sempre pense antes em montar sua reserva de emergência e nunca ponha todo seu patrimônio neste tipo de investimento.

  • Risco de Crédito: Ao adquirir um COE, o investidor se sujeita ao risco de crédito do banco emissor.

Quer dizer que se a instituição financeira passar por alguma dificuldade, haverá impacto sobre os COEs também.

E atenção: os certificados não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como acontece com CDBs e outros investimentos de renda fixa. Assim, a melhor forma de se prevenir é escolhendo bancos grandes e confiáveis.

  • Custo de Oportunidade: No tipo do COE com capital protegido, o investidor abre mão da rentabilidade de outra aplicação. Acabar no “zero a zero” é uma possibilidade real no caso dos COEs.

Lembrando que A garantia de 100% do capital só vale até a data de vencimento do título.

COMO INVESTIR EM COE

Depois que tudo fora apresentado e você realmente quer obter diversificação de carteira, buscando uma rentabilidade acima do mercado e diminuir o risco em renda variável.

Esse produto é para você! Abaixo fizemos um passo a a passo exclusivo para te ajudar.

Não esqueça, se fosse possui uma assessoria de investimentos, converse com seu assessor (a) antes.

Se caso você ainda não possui assessoria especializada clique abaixo e comece a melhorar seus investimentos AGORA

1. Abra sua conta

Para investir em COEs, o primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora. Isso normalmente é algo bastante simples e dentro de no máximo 48 horas você poderá investir.

Nós recomendamos a XP Investimentos:

2. Descubra seu perfil de investidor

O suitability é o perfil de investimento de cada usuário em sua corretora, que define, através de um processo de identificação de tolerância ao risco, as opções adequadas de estratégias e produtos de investimento para o cliente.

Por isso, quando tiver uma conta aberta, é importante que você preencha o Formulário do Perfil do Investidor.

Na XP Investimentos, por exemplo, os COEs de valor nominal protegido são indicados para os investidores de perfil moderado.

Já os COEs de valor nominal em risco só são liberados para investidores de perfil agressivo. Apenas investidores com o perfil condizente podem aplicar no produto.

3. Escolha o ativo

Depois que tiver passado pelos dois primeiros passos, é hora de escolher os COEs em se mais enquadra para seus objetivos.

Leia atentamente o Documento de Informações Essenciais (DIE) dos ativos que você escolher.

4. Transfira os recursos e comece a investir

Quando sua decisão tiver sido tomada, é hora de começar a operar. Transfira recursos da sua conte corrente para a sua nova conta na corretora por meio de um DOC ou de uma TED.

Leva, no máximo, um dia. Compre os COEs que tiver escolhido e comece a acompanhar o desempenho deles por meio da plataforma de investimentos.

Conclusão e oportunidades nos investimentos internacionais

Neste artigo, você descobriu que a diversificação de ativos em uma carteira de investimentos é fundamental para uma boa rentabilidade a longo prazo.

E um ativo para boa diversificação é o Certificado de Operações Estruturadas (COE) que pode:

  • Garantir capital inicial;
  • Acessar novos mercados globais;
  • Diminuir a volatilidade da sua carteira de investimentos;
  • Possibilidade de alto desempenho
  • Não possui taxas de aplicação
  • Tributação única pela tabela regressiva de Imposto de Renda
  • Permite investir no câmbio, mercado estrangeiro e outras opções sofisticadas, porém de forma simples.

É fundamental que você possua um fundo de emergência para não precisar vender seu título antecipadamente e correr o risco de perder dinheiro.

Oportunidade:

Na plataforma de produtos da XP Investimentos está disponível para aplicação mais de 20 COEs com múltiplas estratégias. E uma delas pode se adequar aos seus objetivos

lista de investimentos internacionais xp

Dividend Yield: Como aumentar a rentabilidade nos investimentos

15 de maio de 2020 às 12:49 Por Postado em Central do Investidor

Dividend Yield é usado no mercado de capitais para identificar empresas com maior potencial de pagamento de dividendos, que são as frações dos lucros das empresas repassadas aos seus acionistas.

Os dividendos – representam uma forma adicional de remuneração, especialmente para os investidores de longo prazo, que mantêm ativos em suas carteiras por períodos duradouros.

Neste artigo vou abordar Dividend Yield para obter rentabilidade extra para sua carteira de investimentos independente do seu perfil de investidor. Se quiser, pode clicar nos links abaixo e ir direto para o tópico que mais lhe interessar:

Como calcular o Dividend Yield
O que não te contam sobre Dividend Yield
Calendário de pagamentos de pagamento de dividendos
Empresas boas pagadoras de dividendos
Dicas sobre Dividend Yield
Conclusão

Vamos responder todas as perguntas acima e muito mais! Preste atenção nessas principais dicas para você saber tudo sobre Dividend Yield.

Como calcular de maneira simples o Dividend Yield!

O Dividend Yield que pode ser traduzido para o português como Rendimento de Dividendos, é um indicador que mede a performance da empresa de acordo com os proventos pagos aos seus acionistas.

O DY (Dividend Yield) traz um excelente benefício de poder comparar a rentabilidade dos dividendos entre empresas de mesmo segmentos ou até mesmo de outros segmentos.

O cálculo é expresso em porcentagem, entre o valor da cotação de uma ação e a soma dos proventos pagos por ação em determinado período. Usualmente se consideram os doze meses anteriores à data da referida cotação. 

Os proventos utilizados para o cálculo são:

  • Dividendos: No mercado de capitais, os dividendos são, em linhas gerais, as frações dos lucros das empresas repassadas aos seus acionistas. 

A maioria das empresas brasileiras respeita a convenção de distribuir minimamente 25% de seus lucros aos acionistas, que podem ser distribuídos mensalmente, bimestral, trimestral, quadrimestral, semestral ou anuais. 

  • Juros sobre Capital Próprio (JCP): As empresas no Brasil, podem distribuir seus lucros para seus acionistas em forma de JCP. Para as empresas é muito vantajoso, pois, do ponto de vista fiscal os valores podem ser considerados como despesas financeiras nos balanços, refletindo uma redução do IR (Imposto de Renda) a ser pago.

Fórmula para calcular o Dividend Yield

fórmula dividend yield
fórmula dividend yield

Vamos agora simplificar um pouco mais a fórmula descrita acima!

aplicação da fórmula dividend yield

Imagine que você investidor(a) comprou as ações da empresa Petrobrás (PETR4) e, neste ano a empresa tenha pago R$ 2,00 de proventos por cada ação. O preço das ações no momento estivesse R$ 25,00. Neste caso o DY é de 8%

Muito simples né? mas nunca pode se basear apenas neste indicador. Este percentual mostra que, nesse exemplo, cada ação retornou 8% em dividendos da empresa Petrobrás neste período de 12 meses.

É sempre importante lembrar que resultados passados não são garantia de um resultado futuro. 

Para escolher boas ações pagadores de dividendos, sempre faça análises completas e recomendações feitas por profissionais qualificados!

Fale com um Assessor de Investimentos e faça uma revisão de sua carteira de investimentos.

O que não te contam sobre Dividend Yield

Como conversamos, este indicador nunca deve ser utilizado de forma única para escolher alguma empresa para se tornar sócio

Lembre-se que existem outros indicadores fundamentalistas que darão mais segurança na sua escolha.

Existem dois grupos de Dividendos que você precisa saber.

  • Dividendos Ordinários: os dividendos ordinários são distribuídos em função do lucro da empresa conforme a convenção estipulada pela empresa.
  • Dividendos Extraordinários: os dividendos extraordinários são repartidos a partir de acontecimentos extraordinários, como a venda de uma filial de uma empresa, por exemplo.

Este indicador pode conter diversas pegadinhas, desconfie se no momento que você estiver pesquisando e analisando certa empresa e você observar que esta ação apresentou um DY muito maior do que outras empresas do mesmo segmento.

Para evitar esse erro você deve analisar o chamado Payout , O payout se refere à porcentagem do lucro líquido distribuído, no forma de dividendos ou juros sobre capital próprio, aos acionistas da empresa.

As empresas, como citado acima, geralmente devem distribuir um percentual mínimo de 25%, obedecendo sempre a política de dividendos.

Como exemplo, imagine que sua empresa apresentou um lucro de R$ 100.000,00 no ano.

e você decide distribuir neste ano R$ 60.000,00 através de dividendos.

exemplo de calculo de divided yield

portando o payout da sua empresa no ano será 60% conforme cálculo abaixo

Cuidado com empresas com DY ou Payout muito elevados!

Nem sempre receber altos dividendos de uma ação é algo bom, pois é importante avaliar se a companhia não está se endividando para realizar esta distribuição, pois isto pode ser péssimo para a empresa no longo prazo.

itausa alerta sobre redução de dividendos

Pense sempre como sócio, pergunte se o valor recebido, poderia ter um melhor uso, por exemplo, investir em novos projetos com retorno elevado e consequentemente você como acionista se beneficiaria muito mais.

Da mesma forma que falamos sobre payouts elevados, você encontrará empresas com payouts baixos e não significa algo ruim.

A companhia pode, por exemplo, estar retendo caixa para realizar novos investimentos, ampliando mercado ou em fase de expansão.

Obviamente, estes investimentos necessitam ser bem feitos, e apresentar uma elevada taxa de retorno. Caso contrário, é preferível que a companhia distribua o lucro ao acionista.

Preste atenção no calendário de pagamentos

A distribuição de proventos por parte das empresas de capital aberto é considerada um fato relevante por parte da Bolsa, razão pela qual a divulgação dos mesmos deve seguir uma formalidade dividida em três datas chaves. 

A primeira é a data de anúncio, que antecipa as datas seguintes. A partir da data ex-dividendos as ações compradas não terão mais direito de receber os dividendos referentes ao período.

Em compensação, quem adquire as ações após tal data o faz com o preço descontado pelo valor do dividendo.

Notícia SLC Agrícola dividend yield
Fonte: comoinvestir.thecap.com.br

Por fim temos a data de pagamento, na qual os dividendos ou JCP são depositados na conta do investidor, esteja ela num banco ou numa corretora de valores. 

Tributação sobre os dividendos

No Brasil os dividendos são pagos aos acionistas com os lucros da empresa, esses lucros apresentados estão já descontados os impostos pagos pela empresa.

Como a legislação vigente não permite a bitributação, contudo os dividendos são ISENTOS DE IR.

No caso do Juros Sobre Capital Próprio, há uma tributação de 15% na data do depósito. Normalmente, os impostos são recolhidos na fonte, ou seja, o acionista não precisa efetuar o pagamento, salvo se o valor recebido for bruto: sem tributação.

Quando o valor depositado para o acionista é líquido, significa que a empresa já recolheu os tributos que caberiam a ele

Empresas boas pagadoras de dividendos

Dicas sobre Dividend Yield!

Apesar do cálculo ser muito simples, existem algumas dicas importantes para você que deseja ser um investidor(a) de sucesso.

Para muitos investidores iniciantes, fica uma dúvida –  Onde eu encontro o histórico de Dividend Yield de uma determinada empresa?

Atualmente existem diversos sites que divulgam esses dados de maneira prática. Inclusive alguns já informam o DY calculado. Contudo, o investidor deve ficar atento, pois muitas vezes esses dados podem estar incorretos ou desatualizados. 

Nesse sentido, o mais indicado é que o investidor busque essas informações na página de Relação com Investidores (RI) das empresas. Segue o exemplo da Petrobrás

“Juros compostos são a oitava maravilha do mundo. Aquele que entende, ganha. Aquele que não entende, paga.”  Albert Einstein

A maior dica que posso te dar hoje é sobre juros compostos, o efeito multiplicador que juros compostos atuam no seus investimentos é algo grandioso!

Você que deseja gerar riqueza no longo prazo, utilizando uma balanceada e bem diversificada. Poderá usar os recursos recebidos de proventos para comprar mais ativos geradores de renda passiva.

Para melhor compreensão desse princípio, utilizaremos hipoteticamente R$ 1.000,00 como o capital principal.

comparativo juros simples e juros compostos
Comparativo juros simples e juros compostos

Supondo que ele possa ser investido numa aplicação de juros simples de 12% ao ano, pagos somente sobre o capital principal, e numa aplicação de juros compostos de 12% ao ano, pagos sobre o montante atualizado. 

No caso dos juros simples, R$ 1.000,00 rendendo R$ 120,00 ao ano resulta num montante de R$ 1.120,00 ao fim do primeiro ano. Em uma década o investidor terá em sua carteira R$ 2.200,00. 

Ao fim dos primeiro ano, a aplicação com juros compostos dá o mesmo resultado: R$ 1.120,00. Porém, depois de uma década, o resultado será expressivo: R$ 3.105,85. São R$ 905,85 a mais do que na aplicação de juros simples. Uma diferença de quase 30%. 

Ao fim de 30 anos teremos uma carteira de juros compostos de R$ 29.959,92 contra R$ 4.600,00 na carteira de juros simples.

Conclusão 

O Dividend Yield, como apresentamos é um indicador fundamentalista muito importante.

Ele permite que você investidor(a), tenha um conhecimento adicional e faça boas escolhas.

Além disso, agora você pode comparar empresas que pagam bons dividendos e montar sua estratégia vencedora!

Lembre-se, você sempre deve fazer uma análise completa e sempre que possível busque uma orientação com profissional qualificado.

Se você precisa de ajuda para montar sua carteira de investimentos, clique aqui abaixo e um assessor de investimentos ligará para você e ajudará com suas dúvidas