Dividend Yield: Como aumentar a rentabilidade nos investimentos

15 de maio de 2020 às 12:49 Por Postado em Central do Investidor

Dividend Yield é usado no mercado de capitais para identificar empresas com maior potencial de pagamento de dividendos, que são as frações dos lucros das empresas repassadas aos seus acionistas.

Os dividendos – representam uma forma adicional de remuneração, especialmente para os investidores de longo prazo, que mantêm ativos em suas carteiras por períodos duradouros.

Neste artigo vou abordar Dividend Yield para obter rentabilidade extra para sua carteira de investimentos independente do seu perfil de investidor. Se quiser, pode clicar nos links abaixo e ir direto para o tópico que mais lhe interessar:

Como calcular o Dividend Yield
O que não te contam sobre Dividend Yield
Calendário de pagamentos de pagamento de dividendos
Empresas boas pagadoras de dividendos
Dicas sobre Dividend Yield
Conclusão

Vamos responder todas as perguntas acima e muito mais! Preste atenção nessas principais dicas para você saber tudo sobre Dividend Yield.

Como calcular de maneira simples o Dividend Yield!

O Dividend Yield que pode ser traduzido para o português como Rendimento de Dividendos, é um indicador que mede a performance da empresa de acordo com os proventos pagos aos seus acionistas.

O DY (Dividend Yield) traz um excelente benefício de poder comparar a rentabilidade dos dividendos entre empresas de mesmo segmentos ou até mesmo de outros segmentos.

O cálculo é expresso em porcentagem, entre o valor da cotação de uma ação e a soma dos proventos pagos por ação em determinado período. Usualmente se consideram os doze meses anteriores à data da referida cotação. 

Os proventos utilizados para o cálculo são:

  • Dividendos: No mercado de capitais, os dividendos são, em linhas gerais, as frações dos lucros das empresas repassadas aos seus acionistas. 

A maioria das empresas brasileiras respeita a convenção de distribuir minimamente 25% de seus lucros aos acionistas, que podem ser distribuídos mensalmente, bimestral, trimestral, quadrimestral, semestral ou anuais. 

  • Juros sobre Capital Próprio (JCP): As empresas no Brasil, podem distribuir seus lucros para seus acionistas em forma de JCP. Para as empresas é muito vantajoso, pois, do ponto de vista fiscal os valores podem ser considerados como despesas financeiras nos balanços, refletindo uma redução do IR (Imposto de Renda) a ser pago.

Fórmula para calcular o Dividend Yield

fórmula dividend yield
fórmula dividend yield

Vamos agora simplificar um pouco mais a fórmula descrita acima!

aplicação da fórmula dividend yield

Imagine que você investidor(a) comprou as ações da empresa Petrobrás (PETR4) e, neste ano a empresa tenha pago R$ 2,00 de proventos por cada ação. O preço das ações no momento estivesse R$ 25,00. Neste caso o DY é de 8%

Muito simples né? mas nunca pode se basear apenas neste indicador. Este percentual mostra que, nesse exemplo, cada ação retornou 8% em dividendos da empresa Petrobrás neste período de 12 meses.

É sempre importante lembrar que resultados passados não são garantia de um resultado futuro. 

Para escolher boas ações pagadores de dividendos, sempre faça análises completas e recomendações feitas por profissionais qualificados!

Fale com um Assessor de Investimentos e faça uma revisão de sua carteira de investimentos.

O que não te contam sobre Dividend Yield

Como conversamos, este indicador nunca deve ser utilizado de forma única para escolher alguma empresa para se tornar sócio

Lembre-se que existem outros indicadores fundamentalistas que darão mais segurança na sua escolha.

Existem dois grupos de Dividendos que você precisa saber.

  • Dividendos Ordinários: os dividendos ordinários são distribuídos em função do lucro da empresa conforme a convenção estipulada pela empresa.
  • Dividendos Extraordinários: os dividendos extraordinários são repartidos a partir de acontecimentos extraordinários, como a venda de uma filial de uma empresa, por exemplo.

Este indicador pode conter diversas pegadinhas, desconfie se no momento que você estiver pesquisando e analisando certa empresa e você observar que esta ação apresentou um DY muito maior do que outras empresas do mesmo segmento.

Para evitar esse erro você deve analisar o chamado Payout , O payout se refere à porcentagem do lucro líquido distribuído, no forma de dividendos ou juros sobre capital próprio, aos acionistas da empresa.

As empresas, como citado acima, geralmente devem distribuir um percentual mínimo de 25%, obedecendo sempre a política de dividendos.

Como exemplo, imagine que sua empresa apresentou um lucro de R$ 100.000,00 no ano.

e você decide distribuir neste ano R$ 60.000,00 através de dividendos.

exemplo de calculo de divided yield

portando o payout da sua empresa no ano será 60% conforme cálculo abaixo

Cuidado com empresas com DY ou Payout muito elevados!

Nem sempre receber altos dividendos de uma ação é algo bom, pois é importante avaliar se a companhia não está se endividando para realizar esta distribuição, pois isto pode ser péssimo para a empresa no longo prazo.

itausa alerta sobre redução de dividendos

Pense sempre como sócio, pergunte se o valor recebido, poderia ter um melhor uso, por exemplo, investir em novos projetos com retorno elevado e consequentemente você como acionista se beneficiaria muito mais.

Da mesma forma que falamos sobre payouts elevados, você encontrará empresas com payouts baixos e não significa algo ruim.

A companhia pode, por exemplo, estar retendo caixa para realizar novos investimentos, ampliando mercado ou em fase de expansão.

Obviamente, estes investimentos necessitam ser bem feitos, e apresentar uma elevada taxa de retorno. Caso contrário, é preferível que a companhia distribua o lucro ao acionista.

Preste atenção no calendário de pagamentos

A distribuição de proventos por parte das empresas de capital aberto é considerada um fato relevante por parte da Bolsa, razão pela qual a divulgação dos mesmos deve seguir uma formalidade dividida em três datas chaves. 

A primeira é a data de anúncio, que antecipa as datas seguintes. A partir da data ex-dividendos as ações compradas não terão mais direito de receber os dividendos referentes ao período.

Em compensação, quem adquire as ações após tal data o faz com o preço descontado pelo valor do dividendo.

Notícia SLC Agrícola dividend yield
Fonte: comoinvestir.thecap.com.br

Por fim temos a data de pagamento, na qual os dividendos ou JCP são depositados na conta do investidor, esteja ela num banco ou numa corretora de valores. 

Tributação sobre os dividendos

No Brasil os dividendos são pagos aos acionistas com os lucros da empresa, esses lucros apresentados estão já descontados os impostos pagos pela empresa.

Como a legislação vigente não permite a bitributação, contudo os dividendos são ISENTOS DE IR.

No caso do Juros Sobre Capital Próprio, há uma tributação de 15% na data do depósito. Normalmente, os impostos são recolhidos na fonte, ou seja, o acionista não precisa efetuar o pagamento, salvo se o valor recebido for bruto: sem tributação.

Quando o valor depositado para o acionista é líquido, significa que a empresa já recolheu os tributos que caberiam a ele

Empresas boas pagadoras de dividendos

Dicas sobre Dividend Yield!

Apesar do cálculo ser muito simples, existem algumas dicas importantes para você que deseja ser um investidor(a) de sucesso.

Para muitos investidores iniciantes, fica uma dúvida –  Onde eu encontro o histórico de Dividend Yield de uma determinada empresa?

Atualmente existem diversos sites que divulgam esses dados de maneira prática. Inclusive alguns já informam o DY calculado. Contudo, o investidor deve ficar atento, pois muitas vezes esses dados podem estar incorretos ou desatualizados. 

Nesse sentido, o mais indicado é que o investidor busque essas informações na página de Relação com Investidores (RI) das empresas. Segue o exemplo da Petrobrás

“Juros compostos são a oitava maravilha do mundo. Aquele que entende, ganha. Aquele que não entende, paga.”  Albert Einstein

A maior dica que posso te dar hoje é sobre juros compostos, o efeito multiplicador que juros compostos atuam no seus investimentos é algo grandioso!

Você que deseja gerar riqueza no longo prazo, utilizando uma balanceada e bem diversificada. Poderá usar os recursos recebidos de proventos para comprar mais ativos geradores de renda passiva.

Para melhor compreensão desse princípio, utilizaremos hipoteticamente R$ 1.000,00 como o capital principal.

comparativo juros simples e juros compostos
Comparativo juros simples e juros compostos

Supondo que ele possa ser investido numa aplicação de juros simples de 12% ao ano, pagos somente sobre o capital principal, e numa aplicação de juros compostos de 12% ao ano, pagos sobre o montante atualizado. 

No caso dos juros simples, R$ 1.000,00 rendendo R$ 120,00 ao ano resulta num montante de R$ 1.120,00 ao fim do primeiro ano. Em uma década o investidor terá em sua carteira R$ 2.200,00. 

Ao fim dos primeiro ano, a aplicação com juros compostos dá o mesmo resultado: R$ 1.120,00. Porém, depois de uma década, o resultado será expressivo: R$ 3.105,85. São R$ 905,85 a mais do que na aplicação de juros simples. Uma diferença de quase 30%. 

Ao fim de 30 anos teremos uma carteira de juros compostos de R$ 29.959,92 contra R$ 4.600,00 na carteira de juros simples.

Conclusão 

O Dividend Yield, como apresentamos é um indicador fundamentalista muito importante.

Ele permite que você investidor(a), tenha um conhecimento adicional e faça boas escolhas.

Além disso, agora você pode comparar empresas que pagam bons dividendos e montar sua estratégia vencedora!

Lembre-se, você sempre deve fazer uma análise completa e sempre que possível busque uma orientação com profissional qualificado.

Se você precisa de ajuda para montar sua carteira de investimentos, clique aqui abaixo e um assessor de investimentos ligará para você e ajudará com suas dúvidas

SKIN IN THE GAME

16 de junho de 2019 às 19:47 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor

Investir no Brasil não é tarefa fácil, dado as constantes mudanças de cenários que afetam e muito o dia dia da bolsa. Nem precisa investigar o passado, vejamos que nos últimos meses tivemos: empresas envolvidas em acidentes (Vale), corrupção (várias), setores sofrendo disrupção (Cielo), lucros vindo menor que o esperado (algumas), previdência aprovada ou não aprovada, valor de economia na previdência, problemas de governança corporativa (Qualicorp e Smiles).

Com tudo isso acontecendo, não é de se estranhar que a bolsa pareça um ambiente um pouco inóspito ao investidor.

Mas estou aqui pra te ajudar a mudar um pouco essa percepção! 

Se para grande maioria as situações acima podem ser consideradas problemas, eu vos digo que não! Tratam-se de oportunidades! Quando vemos o preço de algo bom cair, qual nossa reação? Pensar em comprar correto? Por que não é assim com ações?

A ideia de escrever aqui é justamente essa, auxiliar você investidor a focar no que é essencial, para realizar um filtro, do que é e do que não é importante ao investir, mostrando alguns cases de ótimos retornos e buscar similaridades para investimentos futuros.  Em um momento privilegiado que estamos vivendo de abundância de informações, mais do que nunca, é primordial a seletividade dessas informações, principalmente no mercado financeiro.

Há mais de 10 anos eu sou o responsável por uma carteira de investimentos que, com o passar do tempo, tornou-se um Clube de Investimentos. Nesse período os retornos foram muito acima do Ibovespa. Sobreviver a volatilidade do mercado e a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais rápidas já é difícil, imagine ter um retorno acima do que é considerado o benchmark do mercado?!

Pois é … mas sabe o que mais? Tenho 99% do meu capital financeiro alocado nesse Clube de Investimentos. Isso é o que chamo de skin in the game!! 

Nos últimos anos, os retornos foram os seguintes, descontadas taxas de administração e performance:

Fique atento que nos próximos textos irem desbravar alguns dos ativos que levaram a esses retornos e os motivos que chamaram-me atenção na época das aquisições.

 

Um grande abraço!

Eliseu 

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/21/skin-the-game-por-eliseu-manica/

Grandes Investidores: O “Almanaque” Charlie Munger

16 de junho de 2019 às 19:16 Por Postado em Blog do Eliseu, Central do Investidor

Grandes investidores

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos tem me ajudado a ser um investidor melhor.

 

O “Almanaque” Charlie Munger, mais do que um amigo de Warren Buffett

Muitos conhecem Charlie Munger, apenas como o amigo de Warren Buffett e vice-presidente da Berkshire, um conglomerado de empresas de Buffett.

Mais avesso a mídia e com humor muito inteligente e ácido (o qual tive prazer em ver no Encontro Anual de Acionistas da Berkshire – abaixo a foto) ele é considerado por muitos como um almanaque, tanto que foi criado um almanaque para ele, dado todo o seu grau de inteligência, com o prefácio de Warren Buffett (Poor’s Charlies Almanack).

Eu em evento de acionistas da Berkshire Hathaway, da qual vi pessoalmente Charlie Munger

 

Charlie Munger acredita que portfólios fundamentalistas tendem a valorizar-se mais no longo prazo (mas em cenários de bull market, normalmente sobem menos, caindo menos em cenários de quedas das ações). Para ele existem inúmeras maneiras de realizar o valuation (valoração) de uma empresa, ou seja, ele não se apega a fórmulas rígidas ou fixas, mas foca na análise dos fundamentos e estratégias de longo prazo.

Para se ter uma ideia da força de sua estratégia e da ação do longo prazo sobre os investimentos, quem investiu US$ 19 em 1964 nas ações Berkshire Hathaway viu seu capital saltar para nada mais nada menos que US$ 46.979.913,00 no final de 2018….isso mesmo US$ 19 se tornaram US 46 milhões! Isso apenas reforça e mostra o quão diferenciados são Charlie Munger e Warren Buffett, como investidores.

Retornos anuais da Berkshire Hathaway:

Quais conhecimentos que o investidor precisa ter segundo Charlie Munger

É sempre um desafio resumir ideias tão amplas e diversas como conceitos de investimento…ainda mais de gênios como o Charles Munger. A regra de bolo e a simplificação muitas vezes atrapalham ou não são compreendidas no todo…mesmo sabendo disso, me proponho aqui a resumir, começando com 7 conhecimentos básicos segundo as ideias de Munges:

  1. Entender de contabilidade
  2. Monitorar o andamento do balanço
  3. Estudar o setor-indústria em que está inserida a empresa investida
  4. Saber as leis que envolvem a empresa investida
  5. Examinar política de remuneração dos executivos
  6. Saber projetar o negócio futuramente
  7. Investir não é somente algo que envolve matemática, porque existe o lado humano que são as pessoas

Ainda, segundo seus ensinamentos, para você ser um investidor é importante desenvolver certos habilidades e cultivar a compreensão de temas como:

Contabilidade – é a linguagem básica dos investimentos. Por ser monótona, poucos têm paciência e tempo para aprender, mas acredite, é considerada a melhor maneira para acompanhar uma empresa de maneira consistente e isso é muito importante.

Psicologia – o mercado de ações é guiado por humanos (por mais que um aumento significativo no número de trade systems/computadores tenha ocorrido) e seres humanos possuem emoções, sendo uns diferentes dos outros e agindo diferentemente em cada situação. Saber modelos que permitem entender o comportamento humano é vital.

Matemática – para Munger você não precisa ser um gênio da matemática, basta saber bem o básico, ou seja, as 4 funções básicas – somar, multiplicar, diminuir e dividir. Transpiração é mais importante que inspiração.

Biologia – teoria da seleção natural das empresas. Não são as mais fortes que sobreviverão no longo prazo, mas as mais inteligentes e que se adaptam às situações de maneira mais fácil e rápida. Estamos em uma era de muita informação e transformação com inícios e fins rápidos de produtos. Então a ideia evolutiva da biologia pode ser usada para entender o mercado e analisar empresas.

Microeconomia – você não precisa ser um economista, mas precisa entender que existem economias de escala que fazem com que grandes empresas se tornem as “too big to fail” ou que criam diferenciais competitivos importantes sobre os concorrentes. Por outro lado, saber que também existe um negócio chamado deseconomias de escala também é importante! Especialmente no ambiente atual onde a disrupção é constante em diversos setores e muitas grandes empresas se tornam “too big to win”.

Teoria da probabilidade – importante o investidor ter em mente que apenas 20% dos investidores conseguem bater de maneira consistente a média do mercado.

 

Para acabar… 

Fica sempre muito claro que na concepção de value investors como Buffet e Munger o foco no longo prazo e investir em negócios que você entenda como a empresa faz para ganhar dinheiro. Imaginar o negócio daqui a 10 anos e conseguir imaginar com alguma convicção que ele existirá e quiçá ainda será um bom negócio. No momento atual é difícil pensar em 10 anos pois tudo muda muito rapidamente. Talvez por isso eles sigam investindo em empresas mais tradicionais como Coca-Cola, Macdonalds, entre outras.

Importante o investidor focar em poucas áreas e aproveitar seu círculo de conhecimento. Tentar prever muitas coisas e querer abraçar o mundo só aumenta a possibilidade de cometermos muitos erros, nos levando a falhas por falta de especialização!

 

Para quem quer seguir um de seus conselhos: 

“Nós lemos muito. Eu não conheço ninguém que é sábio e não lê muito. Mas isso ainda não é o suficiente: Você tem que ter o temperamento de absorver ideias e fazer coisas sensatas. A maioria das pessoas não captam as ideias corretas ou não sabem o que fazer com elas.” Charlie Munger

Deixo aqui algumas sugestões de leitura: 

bit.ly/investidorinteligen

bit.ly/acoescomuns

bit.ly/investidoresconser

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/30/12600/

Preparando-se para o futuro

15 de outubro de 2018 às 14:44 Por Postado em Central do Investidor

Os dados publicados no final de 2017 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam: estamos vivendo cada vez mais. A expectativa de vida dos brasileiros já chega a 75,8 anos. Em alguns Estados a expectativa de vida é semelhante a de países como os Estados Unidos (78,74 anos), como é o caso de Santa Catarina (79,1), Espirito Santo (78,2), Distrito Federal e São Paulo (em ambos a expectativa é de 78,1 anos).

Ao mesmo tempo, todos sabemos dos problemas com a Previdência Social, que apresenta problemas orçamentários e é tema de debates e propostas para alteração das condições para obtenção de aposentadoria.

Por isso, mais do que nunca, faz-se necessário um planejamento prévio para a obtenção de um futuro com alguma estabilidade e sem a necessidade de auxílio de terceiros. Diante da incerteza com relação ao futuro da Previdência e os proventos que serão disponibilizados pela mesma, bem como a imprevisibilidade de fatores como condições de saúde e perspectiva profissional, é fundamental começar a investir em seu próprio futuro.

O primeiro passo é analisar o presente, montar um fluxo de caixa com suas receitas e gastos incluindo as receitas com rendimentos de aplicações, alugueis e rendas extras ou eventuais bem como os gastos com pequenas despesas como lazer até os gastos maiores como seguros, veículos e escola das crianças.

Em seguida você terá de projetar receitas, como os proventos do INSS, a previdência privada e as demais receitas, de um lado, e gastos maiores com saúde, em substituição a escola das crianças, entre outros. Vamos supor que, feitas as projeções, uma pessoa necessite de R$ 4.000,00 mensais para complementar sua renda e desconsidere qualquer reserva financeira atual. Também vamos supor que esta pessoa tenha hoje 40 anos e pretenda se aposentar com 60, fazendo uma projeção para atingir os 90 anos.

Vamos calcular o capital necessário para que, num período de 30 anos, seja possível realizar saques mensais de R$ 4.000,00, considerando uma taxa de juros de 3% a.a. ou 0,25% a.m. Sendo assim, com um prazo de 30 anos ou 360 meses (n); a taxa de juros (i) de 0,25 e retiradas mensais (PMT) de R$ 4.000,00, teremos um valor presente (PV) de R$ 948.757,73, que é o capital a ser obtido para permitir tal situação.

Considerando-se a idade desta pessoa (40 anos) e a idade em que pretende se aposentar (60 anos), vamos calcular o quanto é necessário investir mensalmente para atingir este objetivo. Temos o valor futuro (FV) de R$ 948.757,73; o prazo de 20 anos ou 240 meses (n) e com uma taxa (i) de 0,25, conclui-se que será necessário um investimento mensal (PMT) de R$ 5.628,11.

A princípio, parece um valor muito alto, mas este exemplo demonstra a necessidade de se planejar o quanto antes para uma aposentadoria tranquila. E você pode contar com os assessores de investimento da Central do Investidor, que estão preparados para indicar as melhores opções para proteger e multiplicar seu patrimônio e te ajudar neste planejamento. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje e procure a Central do Investidor. Seu futuro começa agora.

Diversificação com fundos: alternativa em cenário instável

08 de outubro de 2018 às 14:42 Por Postado em Central do Investidor

As previsões de que o ano de 2018 seria desafiador para os investidores se confirmaram. A instabilidade interna por conta da crise econômica agravada pela incerteza do cenário eleitoral teve ainda um aditivo inesperado: a greve dos caminhoneiros. No cenário externo, a já esperada guerra comercial entre EUA e China, a alta dos juros americanos e as constantes incertezas no Oriente Médio, forçam a alta do dólar e trazem incertezas para o comércio internacional.

Os fundos multimercado mostram-se uma boa alternativa diante de tantas incertezas e com as sucessivas quedas da taxa SELIC, que tornam a renda fixa menos atrativa do que em outros momentos. Ao mesclar renda fixa e variável, os multimercados ajudam a proteger o patrimônio e obter ganhos em diferentes cenários.

Mesmo oferecendo um risco moderado, investir em fundos exige uma análise criteriosa. O gestor do fundo deve estar atendo às tendências de mercado e saber se antecipar a possíveis variações negativas. Os fundos que se desfizeram de ações da Petrobras antes da greve dos caminhoneiros, saíram ilesos deste momento de crise. Já os que apostaram na Vale, obtiveram um ótimo retorno com a alta do dólar já que a empresa é uma grande exportadora e tem boa parte de sua receita dolarizada.

Ao optar por um fundo, o investidor deixa para o gestor a escolha dos ativos com maior potencial de ganho. Por isso, o investidor deve obter o máximo de informações possíveis sobre o histórico do fundo e o tipo de ativos que costumam compor a carteira. Alguns fundos de renda fixa, por exemplo, optam somente por títulos públicos enquanto outros também investem em debêntures e títulos do exterior. Outro ponto a ser analisado são as taxas que o fundo irá cobrar. De acordo com Mário Avelar e Luciano França, da AvantGarde Capital (em entrevista para o InfoMoney), os fundos costumam cobrar uma taxa de administração e outra de performance (em alguns casos) que não ultrapassam 2% e 20%, respectivamente. A taxa de performance é cobrada se a rentabilidade ultrapassar um índice predefinido e é mais comum em fundos multimercados de maior risco.

A alta do dólar também proporcionou bons ganhos em fundos cambiais. O BB Cambial Euro LP Estilo, por exemplo, apresenta uma rentabilidade de 17,95% nos últimos 6 meses enquanto o BB Cambial Euro LP Mil apresenta rentabilidade e 17,67% no mesmo período. Como a projeção é de estabilização e até mesmo queda do preço da moeda americana, investir em fundos cambiais exige cautela. “O que se tinha para ganhar com o câmbio já está no preço que temos agora”, disse Michael Viriato do Insper (em entrevista para a Folha de São Paulo). Além de um bom gestor de fundos, o investidor deve contar com uma assessoria qualificada com a da Central do Investidor, que dá todo suporte necessário para os diferentes perfis de investidor.

E seguindo a máxima de que não se deve colocar todos os ovos em uma só cesta, o investidor não deve alocar todos os seus recursos em um único fundo. Avelar e França observam que muitos investidores, ao se depararem com uma grande quantidade de fundos oferecidos por uma única corretora, ignoram que cada um tem diferentes características, com diferentes objetivos e optam por um único fundo. Com isso, deixam de ganhar e ainda ficam mais expostos desnecessariamente. A Central do Investidor oferece todo o auxílio para que sejam feitas as melhores escolhas, sejam fundos multimercados, cambiais ou de renda fixa, com uma equipe preparada para dar todo suporte necessário ao investidor.

China substituirá soja dos EUA por produto brasileiro

01 de outubro de 2018 às 14:40 Por Postado em Central do Investidor

Os efeitos da guerra comercial entre China e EUA em breve começarão a surtir efeito no Brasil. Em entrevista a agência de notícias Reuters, Guo Yanchao – vice-presidente da Jiusan Group (um gigante do agrobusiness chinês) – anunciou a substituição das importações de soja dos EUA por grãos brasileiros e de outros países, como resultado da tarifa de 25% imposta pelo governo chinês a 128 produtos importados dos EUA, entre eles a soja. Enquanto em 2017 a importação de soja norte-americana foi de 27,8 milhões de toneladas, o que colocava o país como o segundo maior fornecedor para o mercado chinês, para a temporada 2018/2019 o total será de apenas 700.000 toneladas.

Com isso, o Brasil consolida-se como o maior fornecedor de soja em grãos para o país asiático. Em 2017 foram embarcadas 50,9 milhões de toneladas e para 2018/2019 deverão ser embarcadas 71,06 milhões de toneladas. Para abastecer seu mercado, a China deverá ampliar as importações de outros países como Argentina, Canadá e Rússia.

O executivo chinês mostrou-se pessimista com os desdobramentos da guerra comercial entre os dois países, alertando para a projeção de insuficiência dos estoques entre os meses de fevereiro e março de 2019, quando a oferta de grãos brasileiros é limitada. Há também a imprevisibilidade quanto aos efeitos sobre os agricultores norte-americanos e qual será a reação do governo. O Tesouro americano irá abrir os cofres e subsidiar os agricultores? A soja americana encontrará novos mercados para escoar sua produção? Como já era de se esperar, a Guerra Comercial Sino-americana traz incertezas e prejuízos em âmbito global.

Para os investidores, vale a pena acompanhar empresas que podem se beneficiar diretamente deste momento. Um bom exemplo é a SLC (SLCE3), empresa focada na produção de algodão, milho e soja. As ações da empresa, que ao final de julho estavam cotadas a R$ 52,90, abriram o mês de setembro cotadas a R$ 63,75, ou seja, uma alta de mais de 20%. É interessante acompanhar também as empresas que fornecem insumos como a Fertilizantes Heringer (FHER3) e as que fabricam produtos para a etapa pós-colheita como a Kepler Weber (KEPL3). Empresas do agronegócio são sempre uma boa opção de investimento, converse com um assessor de investimentos da Central do Investidor. O investidor precisa aproveitar o melhor momento para aumentar seu patrimônio e a Central do Investidor dá todo apoio necessário para isso.