20200413 – Tônica da Semana: QUANDO A BOLSA IRÁ SE RECUPERAR DO CORONA?

13 de abril de 2020 às 21:25 Por Postado em Blog do Eliseu

Dobradinha?

Texto escrito por Eliseu Mânica e William Castro Alves

Vamos lá Srs e Sras, mais uma dobradinha. Eliseu teve a ideia de escrever esse pretencioso texto sobre o imponderável,o tempo de recuperação do mercado…apesar de sabermos da nossa limitação em prever qualquer coisa, achei o desafio interessante e espero que o resultado seja satisfatório. Então vamos lá…

Crises anteriores e tempo de recuperação

Nessa ano de 2020 com a Crise do Coronavírus tivemos a queda mais rápida de nossa história. O tempo de transição do bull market para o bear market, foi de apenas 16 dias!! Essa é a queda mais rápida da história, como já mostrei em artigos anteriores. Por bear market, entende-se uma queda de 20% desde o pico atingido. Abaixo o tempo de queda no mercado acionário e o tempo necessário para recuperação do patamar anterior, pré-crise:

Diferentemente de outras crises, essa crise aconteceu muito rapidamente e deve também ter uma recuperação parecida com a velocidade da queda. Tivemos um choque na oferta e demanda, algo que pode ser restabelecido, já que os bancos centrais mundiais vêm dando estímulos de cerca de 10% do PIB e alguns trilhões de dólares no mercado. Não só isso, os BC’s vem se esforçando para que o dinheiro chegue efetivamente para quem precisa, de uma maneira mais rápida, já que alguns bancos querendo ou não são mais seletivos, ainda mais em momentos de crise.

Você sabia? 

Deixe-me fazer um parenteses aqui… Não sabemos como nem quando teremos uma recuperação na economia e até mesmo na bolsa, mas olha que interessante …você sabia que da mínima de fechamento do S&P para o atual patamar o índice americano já subiu 24% ?!

E que o IBOV já teve alta de 22%?

Sim, nós não vamos nem devemos ter a pretensão de acertar mínimas do mercado…até porque elas ainda podem ser feitas (bate na madeira), mas é no mínimo curioso não? Lembro a você que aqui, sempre chamamos atenção ao pensamento contrário e desvinculado de notícias na hora de se investir em ações. Escrevi no dia 16/03/2020 falando sobre a imunização racional e usando a música do nobre Tim Maia. Uma semana depois dia 23/03/2020 eu e Breno te entregamos um report completo chamando atenção para discrepâncias e assimetrias na bolsa.

Enfim, creio que o mercado deu a maior resposta e lição.

Vol alta é bom? 

Uma das lições talvez seja a de que uma volatilidade alta possa ser positiva para o investidor.

A queda recente, além rápida trouxe uma volatilidade em níveis muito altos. Em março de 2020 tivemos o mês mais volátil para vários índices mundiais, onde o VIX (Volatility Index)  atingiu mais de 80 pontos, um recorde! Quanto maior a volatilidade, maior é o risco? Sim, porém também melhor a oportunidade de comprar-se algo mais barato no mercado financeiro. Volatilidade alta significa na prática “sangue nas ruas”, “trovões” no mercado, economias caindo, pessoas instáveis emocionalmente e o mercado bipolar pendendo para o extremo pessimismo, ou seja, tudo o que é perfeito para quem quer aumentar os retornos no longo prazo, comprando ativos com uma margem de segurança maior (ativos que estão abaixo do patrimônio líquido e que tenham lucros ou outras métricas de margem de segurança).

Dá uma olhada no gráfico abaixo que compara os picos de volatilidade com o desempenho do S&P 500. As linhas vermelhas são apenas para ajudar a visualização.

Mas e qual o tempo para recuperarmos dessa queda? 

Essa é uma pergunta simples, mas com 1 milhão de respostas e todas elas meras suposições.

Levando em conta pesquisas de vários jornais, alguns deles como o The Wall Street Journal, é possível dizer a recuperação de uma recessão (definida como 2 ou mais trimestres de um crescimento negativo do PIB) tende a se dar em média em 3 anos , já ajustados dividendos e inflação.

Mas isso é a recuperação da Economia, sabemos que no mercado de ações o timming é bem diferente. Como já frisamos acima, o IBOV e o S&P já tiveram uma boa recuperação desde as mínimas e o impacto econômico ainda não foi nem sentido em seu todo! Cabe salientar também que um bear market não é o mesmo que uma recessão. O gráfico abaixo mostra o desempenho do S&P desde 1926 e a duração de cada ciclo de alta e baixa. Difícil traçar uma média, meta ou paralelo….mas vale com informação:

Uma das principais falácias de mercado que ouvimos por aí a de que quando o PIB sobe a bolsa tenderia a subir! Ainda que sim seja verdade que o crescimento econômico é algo favorável e importante para o ambiente de negócios, a verdade é que a bolsa antecipa movimentos.

A tabela abaixo nos ajuda a ver o desempenho da bolsa pós recessão. Nos Estados Unidos , em momentos de crise, o PIB na média, teve uma queda histórica de -2,40% e o retorno do S&P500 teve retorno de 15,33% médio, já um ano após a queda do PIB; 45,84% após 3 anos e 120,33% após 5 anos, como podemos ver na tabela que segue:

Não temos o mesmo estudo para o Brasil, mas olha que interessante os resultados dessa tabela que mostra o tempo de recuperação dos últimos circuit breakers por ano…vale lembrar que somente em março foram 8 de um total de 24 ocorridos desde 1967, no Brasil:

Recessões e suas etapas

A última recessão que tivemos nos EUA foi a de 2008-2009. Ainda que motivos totalmente distintos, alguns esperam e estimam forte recessão na economia americana pelo impacto do corona. A última crise durou 17 meses. Não temos como saber exatamente quanto tempo essa irá durar, se vai ser menos ou mais rígida, qual o percentual de queda nos mercados de capitais, qual a taxa de desemprego, ou seja, tudo isso pode variar e ser diferente de crise para crise, porém uma coisa é certa: as crises têm um fim e elas passam!

Podemos dividir uma crise em 4 etapas principais: reconhecimento, pânico, estabilização e antecipação. Abaixo podemos ver essas etapas nas crises de 1987 e a de 2008:

Vamos agora adentrar num campo especulativo aqui…ou do chute mesmo…

Acreditamos que já tivemos um momento de reconhecimento no mercado de ações, o qual começou em fevereiro. A parte do pânico se deu em março onde tivemos o pior março da história, com queda de mais de 30% do IBOV em apenas 1 mês. E acreditamos que agora estamos em um momento de estabilização. Botando no gráfico:

Difícil aqui é dizer se já não entramos na fase de antecipação….diria que essa coincidiria com a estabilização de casos na Itália, Espanha e Eua principalmente, com o Brasil correndo por fora. Nesse sentido, olha que interessante os 2 gráficos que twittei ontem e que mostram exatamente essa estabilização:

O que fazer para evitar quedas fortes ANTES que crises ocorram?

Essa é uma outra pergunta simples de dificil resposta!

Investidores em sua maioria procuram por proteções em quedas, como seguros, compras de puts, vendas de índice ou de ativos específicos quase sempre nos piores momentos, no auge da crise! Muitos correram para o ouro por exemplo alí no auge da crise em março. E o fato é que essas “proteções” normalmente ficam muito caras quando o mercado cai. É aquela ideia de comprar guarda-chuva quando esta chovendo. Eu lembro no centro de Porto Alegre, os caras subiam uns 20%, 30% o preço quando estava chovendo…jogando com o desespero…rs. O mesmo acontece no mercado!

O ideal é você comprar uma proteção quando o mercado esteja em uma calmaria e que poucos esperam que ocorra algum stress de modo geral, nos investimentos. O problema aqui é que é muito difícil prever o timming exato para a compra dessas proteções! Seria o mesmo que comprar o guarda chuva num belo dia de sol e carregá-lo por vários dias na mochila…sem usar…só sendo peso mesmo! Muitos não gostam, mas é mais ou menos esse o conceito do hedge, em especial o feito com opções.

Uma outra forma é a diversificação! Diversificar carteira é uma forma de se proteger. Abaixo podemos ver os ativos que mais subiram e caíram ao longo de anos. Interessante que nenhuma classe de ativo foi, por dois anos seguidos, o de melhor retorno:

E olha que bacana… Se compararmos o retorno de 2 classes de ativos: renda fixa e as 500 maiores ações dos EUA. A figura abaixo mostra a sua evolução…mostrando o andar diferente entre esses ativos, enquanto muitas vezes um está caindo, o outro sobe, mostrando a importância da diversificação, protegendo de quedas e nos propiciando com um “tiro extra”, para aproveitarmos momentos como o atual:

Esse text foi escrito por William Castro Alves e Eliseu Mânica Junior. 

 

PODERÍAMOS TER PREVISTO ESSA CRISE?

06 de abril de 2020 às 21:13 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Poderíamos ter previsto essa crise? 

Tenho um bom contato com investidores e pessoas inteligentes do mercado financeiro e sou grato por isso. Investir não é somente olhar as empresas, mas estar atento e tentar dominar vários assuntos além dos investimentos e nada melhor que conversar com quem tem mais experiência que a gente e está há mais tempo no mercado financeiro.

Já comentei em artigo anterior sobre a velocidade da crise, que essa é uma das mais rápidas que tivemos em nossa história, da alta volatilidade (o que é normal em crises) e da alto grau de incertezas (o que também é normal em crises e em oportunidades), mas uma das maiores indagações dos investidores é se  poderíamos ter previsto a crise que está entre nós. Antes de tudo, penso que temos que encontrar respostas com os grandes investidores, gestores, procurar ver como agiram e estão agindo nesse período para termos respostas mais conclusivas, eis que pessoalmente acredito que quanto mais dados tivermos e se soubermos dar utilidade e organizarmos esses dados com reflexão chegaremos a uma resposta mais conclusiva.

Dado o nível de especialidade do momento, acredito que tenho que começar a olhar para o investidor que mais sobreviveu as crises, no caso Warren Buffet, buscando dados do seu passado e o momento atual, assim como Jim Simons (fundador do Renaissance, um dos maiores fundos quânticos do mundo e com retornos antes da crise de 39% ao ano, mesmo cobrando 4% de taxa de administração e 40% de perfomance) e Ray Dalio, outro grande investidor, cuja gestora tem como administração mais de US$ 120 bilhões.

fonte: Globo.com

Warren Buffett

Quando tinha 43 anos a riqueza de Buffett era de US$ 34 milhões. No ano anterior ele havia utilizado a riqueza que tinha para realizar uma das suas maiores aquisições, a See´s Candies por US$ 25 milhões, investimento que ainda permanece lucrativo. Mas na metade dos anos 70, a Berkshire enfrentou um momento de vacas magras. Em 1974, a queda das ações da Berkshire levou a riqueza de Warren Buffett para US$ 19 milhões, nos 44 anos de idade, ou uma queda coincidente com a idade dele, de -44,11% nesse ano. O que aconteceu nos anos posteriores, quase no final da década é que a riqueza pessoal de Warren foi para US$ 67 milhões quando ele tinha 47 anos, apenas 3 anos depois e quase triplicando a sua riqueza.

As quedas no ano das ações da Berkshire passam dos 30% em 2020

maiores quedas enfrentadas pelo Warren Buffett

fonte: marketwatch.com

Outro exemplo para mostrar ao investidor atual é que levando em conta o início dos anos 80 (últimos 40 anos) por 4 vezes Warren Buffett viu seu portfólio cair aproximadamente 40% (patamar próximo ao que está o Ibovespa agora). No ano que estamos, a Berkshire chegou a ter valor de mercado de US$ 630 bilhões de mercado e atualmente encontra-se com valor de mercado de US$ 430 bilhões, uma queda de aproximadamente 30%. Lembro que Warren Buffett é considerado como um dos melhores investidores da história e mesmo assim, passando 4 vezes com quedas superiores a 40%, como ele não previu essa Crise Corona, que estava por vir?

Jim Simons e a Renaissance

Jim Simons encontra-se aposentado da Gestora Renaissance, porém ele é o fundador e ainda mantem grande parte de seus investimentos na Gestora que fundou. No ano o retorno do The Renaissance Institutional Equities Fund caiu 17% contra 24% do Dow Jones! Jim Simons, que possui 82 anos é um matemático que é reverenciado no mercado pelo Medallion Fund que permanece aberto para investimentos de funcionários aposentados e que tem tido  historicamente (tirando até o momento de 2020) retornos acima de dois dígitos. Simons se aposentou em 2010, possui cerca de US$ 21,6 bilhões em riqueza pessoal. Mesmo possuindo um histórico formidável, sendo incluído entre o maior em termos de retornos da história de investimentos nos EUA, como a Gestora que ele criou, não previu a queda?

Ray Dalio

Esse é um investidor dos que mais gosto. Ele é rico na produção de conteúdo, principalmente por dois de seus livros (Big Debt Crises e o Principíos para navegar crises de débito). Dois de seus fundos mais famosos caíam mais de 20% em 2020. Além disso, ele teve um retorno médio menor em 2019, de cerca de 0,5% contra mais de 29% do S&P500. Dalio é dono da maior Gestora do mundo, a Bridgewater, com mais de US$ 160 bilhões sob administração. Pessoalmente, sua riqueza pessoal é de US$ 18 bilhões. Com todo esse conhecimento como Ray Dalio, também não previu a Crise Corona?

fonte: globo.com

E no Brasil…

Henrique Bredda

Bredda acredito que tem muito mérito e parte na parcela do crescimento no número de investidores do Brasil, saltando de 850 mil investidores pessoa física do final de 2018 para 2,3 milhões investidores em março de 2020. Temos que reconhecer o mérito das pessoas e o esforço das mesmas, sempre, mesmo que em momentos elas passem por momentos menos positivos. Mesmo com o mérito e da mídia que teve, a Gestora Alaska também está sofrendo na crise e caindo acima do Ibovespa. Com todo o conhecimento de Bredda e por estar junto de um dos maiores investidores brasileiros, no caso, Luis Alves Paes de Barros, como ele não previu a crise como a maioria de grandes investidores do mundo?

O que eu penso sobre o assunto…..

Primeiramente, também estou com quedas no ano. Acredito que quem está investido no mercado de ações, está com quedas nesse ano (maioria da maioria).É fundamental na vida e nos investimentos, sermos transparentes e sermos os primeiros a reconhecer acertos e erros. Sobre como a maioria não previu essa crise, incluindo os maiores do mundo e do Brasil, teço aqui meus pitacos:

  • Ninguém prevê crise: como vimos, eu diria que 90% dos investidores está com quedas e isso faz parte do mercado de ações. Foi mostrado que em 40 anos, Warren Buffett teve 4 quedas de 40% ou mais em algum momento da Berkshire Hathaway. Isso corresponde a 10% do tempo de investimento. Mesmo assim, o retorno dele pré crise estava em 23% ao ano. Do ponto de vista macro Brasil, estávamos fazendo reformas, a Reforma Previdenciária tinha passado e a Tributária estava por vir, economias estavam sendo feitas e Brasil estava no menor patamar de juros da história (o que reduz e muito o custo de capital das empresas). O cenário era totalmente diferente e isso mudou de uma maneira muito rápida. Muitos esperavam que dado o clima mais quente, o Corona poderia demorar a vir para cá.

Saliento também que vários investidores, desde 2015-2016 falam de uma crise que iria acontecer. O mercado e a vida, são cíclicos, feitos de altos e baixos e obviamente crise sempre virá, mais cedo ou mais tarde. O fato é que ninguém prevê crise e quando prevê é fundamental o market timming, ou seja, estar certo de um evento e também estar certo de QUANDO esse evento acontecerá. Pouquíssimos conseguem isso de maneira recorrente.

 

  • Sempre estar no mercado: há diversos estudos que mostram que estar no mercado é vital para termos um retorno acima da média. Se perdermos apenas os 10 melhores dias de retornos em 10 anos, teremos um retorno abaixo da média. Ninguém sabe quando surgirão altas de 10-15% em apenas um dia, mas saiba que elas existirão. Já pensou que podem ter um medicamento que funcione muito bem para o momento atual e você ficar de fora totalmente do mercado? Quem quer investir em renda variável precisa estar ciente e acostumar-se com a volatilidade. Esteja sempre no mercado, com mais ou menor %, acho que isso pode ser feito como maneira de diminuição de risco!

 

  • Diversificação: acredito que essa é solução para a diminuição de risco. O melhor investimento é aquele que é mais adequado ao perfil do investidor. Definir um % de alocação de acordo com o poder aquisitivo, idade, nível de conhecimento do mercado e prazo de investimento, são fatores que auxiliam na definição do perfil e consequentemente no nível em percentual de diversificação.

 

  • Humildade: sempre temos e teremos que aprender. Infelizmente, é na crise que nos obrigamos a rever conceitos e reavaliarmos nossas atitudes e comportamentos, inclusive de investimentos. Esse é o momento para nos tornarmos melhores: melhores investidores e pessoas, já que temos agora, o ativo mais importante: tempo!

 

  • Conhecimento: buscar sempre conhecimento e ter resiliência nos investimentos é o que faz grandes investidores vingarem no tempo. Ray Dalio, mesmo com a riqueza pessoal e a maior gestora do mundo, demonstrou em sua carta, um alto grau de humildade. Quem une humilde e busca o conhecimento e aprimoramento constante, destacar-se-á sempre.

 

  • Paciência: vimos que dos 43 aos 44 anos, Buffett deixou de ter quase US$ 15 milhões. O que ele fez? Estudou o mercado, teve paciência (acredito que temos momentos em nossa vida e o momento atual é de plantar, focar em boas empresas, estudos e investir, para quem tem perfil e horizonte de prazo para isso) e 3 anos depois ele teve um crescimento de sua riqueza pessoal de 252%!! Paciência é o nome do jogo nos investimentos, principalmente nos mais voláteis.
  • Controle seus instintos: maioria dos investidores tem atitude contrária ao que efetivamente dá resultado nos investimentos. Há uma tendência de vendermos quando o mundo está em guerra, ou que o mundo vai “acabar”, também quando o mundo está enfrentando uma pandemia, desemprego, etc, etc. Por outro lado, quando há notícias positivas, nos sentimos muito mais propensos a realizar investimentos. Isso não tem lógica alguma, como é o momento atual!

E para finalizar, aqueles velhos mantras de Buffett que muitas vezes nem dele são, mas que não deixam de ser interessantes, como o abaixo:

O momento é de estudar empresas, melhorar o conhecimento e plantarmos para o futuro, esperando a colheita que tenha certeza, virá!!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/04/06/poderiamos-ter-previsto-essa-crise/

61 MIL PONTOS SERÁ A MÍNIMA DO IBOV?

30 de março de 2020 às 21:04 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Ibovespa com queda de 32,80% no ano e 25,40% no mês …

No último artigo comentei sobre a rapidez da queda que tivemos no mercado de ações assim como a quantidade de Circuit Breakers em número de 8 de um total de 20 desde o ano de 1967. Só no mês o Ibovespa cai 25,40% e dada essa queda brusca, os investidores começam a buscar por pontos de entrada e de compras, já que são em quedas como essas que um investimento aumenta a margem de segurança. Da máxima de 119.593 pontos para a mínima de 61.690 pontos, foram -48,42% de queda, onde muitos ativos começaram a ficar cotados abaixo do próprio valor patrimonial – tal qual Will e Breno comentaram aqui nesse report.

Nessas duas últimas semanas, aprendemos algumas lições para nunca mais esquecermos, onde a principal delas é sobreviver no mercado. Tivemos nessas duas semanas uma grande quantidade de fundos de ações quebrando, onde alguns fundos podem começar a pedir música no Fantástico e outros fundos inclusive terão que socializar as perdas, isso significa que não bastasse os cotistas perderem dinheiro, eles terão que colocar dinheiro para repor as perdas. Sendo assim, não alavancar (usar o que se possui de patrimônio para dar como garantia para comprar um valor maior de ações) é a maior lição que vimos nesse mês.

…queda no mês, mas na semana alta de 19,02%

Do ponto mais baixo atingido na semana passada, de 61690 pontos para o momento atual de 73428 pontos, tivemos 19,02% de alta. Dificilmente um investidor irá pegar o ponto mais baixo do mercado, mas o que penso é quando um ativo cai demais, por exemplo, dando alguns sinais como ser negociado a um valor de mercado abaixo do valor patrimonial, um pagamento de dividendos acima da média, o caixa gerado no negócio, não ter nenhuma ou pouca dívida, entre outras métricas, podem ser sinais que ajudem na compra desses ativos, somada a queda no preço.

Investidor pessoa física aumentando o investimento nessa queda? 

Um dos pontos interessantes nesse momento de queda do Ibovespa, é que ao contrário dos anos anteriores em que o investidor pessoa física retirava seu capital investido do mercado de ações quando esse sofria com quedas nas cotações, nesse período de março, o investidor pessoa física direcionou mais grana para o investimento em ações, como podemos ver abaixo na captação de +R$ 5,8 bilhões em ações. Dada a queda dos juros e a diminuição do retorno da renda fixa, no ano o resgate está em R$ 15,3 bilhões e no mês R$ 5,3 bilhões.

Podemos ver abaixo os dados da Anbima:

Chegamos a um fundo no Ibovespa de 61 mil pontos?

Essa é a pergunta de US$ 1 milhão! Acredito que todos estão querendo encontrar um fundo e isso é extremamente difícil para todos os investidores, incluindo os mais experientes.

Minha opinião: Prefiro usar a análise fundamentalista que acredito ter mais solidez na seleção de empresas, porém o uso da análise técnica para verificar como está o momento de determinado ativo, é algo que complementa. O Ibovespa testou apenas uma vez o patamar de 61 mil pontos e nesse domingo, 29-03-2020, Trump postergou a reabertura da economia americana para até 30 de abril. Isso tende a trazer mais pressão para os mercados financeiros, acredito que poderemos testar novamente o patamar de 61 mil pontos e teremos mais oportunidades. Paciência é o nome do jogo no momento atual, essa crise tem começo, meio e fim e quem sobreviver a ela como investidor, irá colher os frutos em um horizonte de 2-5 anos, podendo mais do que dobrar de capital, caso invista em ótimas empresas.

Olhando do ponto de vista mais fundamentalista, que é o que mais acredito e foco na hora de investir, o mercado já está abaixo da média de negociação. Negociamos a cerca de 8x lucros e mesmo que tenhamos uma queda de 25% a 30% ainda estaríamos abaixo da média.

O mercado de ações tende a descontar nos preços eventos que acontecerão, normalmente 6-8 meses à frente e muitos analistas comentam que 70-80% desses eventos já estariam no preço e o potencial de alta quando a crise passar seria muito maior do que o patamar que já caímos até o momento.

Ganhando com a queda? 

Muitos já têm ciência, mas para aqueles que ainda não, saibam que é possível ganhar com a queda das ações, vendendo-as e recomprando por um patamar mais baixo do que a venda foi realizada. Para isso basta solicitar empréstimo de um banco de títulos chamado Banco de Títulos CBLC, onde um investidor pode alugar ações para vendê-las no mercado – quem aluga suas ações normalmente são fundos de pensão ou investidor que tem um horizonte de prazo maior de investimento e que não quer se desfazer da sua posição, então ele disponibiliza as ações que possui para alugar para outro investidor que acredita que as ações irão cair no curto prazo, recebendo um valor, uma taxa acordada.

Na tabela abaixo eu trago quais são as ações que têm o maior número total de ações que estão vendidas comparativamente ao seu float (o total de número de ações que a empresa tem, disponíveis no mercado) .Alguns números impressionam:

  • Randon com 18,44% do float vendido. Seriam necessário cerca de 3,5 dias de giro médio para fechar essas vendas.
  • Engie, demoraria 6,8 dias para o fechamento dessas posições de venda.
  • De modo geral, notamos empresas de setores como o varejista, industrial, construtoras e empresas alavancadas, com bastante dívida como as que mais possuem ações vendidas no mercado.

Importante observar que empresas que possuem um grande número de ações vendidas no mercado, podem sofrer com o short squeezeou seja, caso a empresa tenha uma alta, esses investidores poderão ter prejuízo, obrigando-os a recomprar por preços acima do que venderam, potencializando uma possível alta dessas ações.

Resumo

  • Momento é de cautela, não inventar nessa hora, pensar muito, ser racional, não  usar a alavancagem é o ideal;
  • Tivemos vários fundos alavancados quebrando nesse mês e alguns até solicitando aportes de seus cotistas;
  • Foque naquilo que pode controlar: empresas rentáveis, que tenham lucro e no mínimo com baixa dívida;
  • Investidor pessoa física, ao contrário de anos anteriores, vem comprando nessa queda e os investimentos em fundos de ações aumentaram nesse período, o que é algo correto de investir;
  • Tivemos o maior pacote de incentivos da história, cerca de US$ 5 trilhões e acredito que ao contrário de 2008, os Governos não deixarão nenhuma empresa quebrar;
  • Como sempre digo aqui, diversifique, não coloque todo o seu capital no mercado de ações;
  • Estude, leia e tenha paciência;
  • Sairemos dessa crise mais cedo ou mais, tudo na vida é passageiro e o mercado de ações é assim mesmo, cíclico. Cabe ao investidor aproveitar-se de momentos assim!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
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Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/03/30/61-mil-pontos-sera-a-minima-do-ibovespa/

Carta para os cotistas de nossos clubes de investimentos

24 de março de 2020 às 16:27 Por Postado em Blog do Eliseu

Sabemos que o momento é provavelmente único na história mundial, trazendo incertezas e isso influencia nos investimentos. Nos últimos anos criamos alguma gordura, principalmente nos últimos três anos. No ano passado nossos dois Clubes subiram 68% e 70% respectivamente contra 31% do Ibovespa. Precisamos um percentual menor que o atingido ano passado e em outros 2 anos anteriores para voltar ao patamar mais alto que atingimos. Muitos cotistas aportaram quando o mercado subia e comentamos sempre que o melhor momento para aportar é quando der uma “dor de barriga grande”, pois esse é a melhor indicação de quão barato começa a estar um investimento.

Em momentos como o atual muitos agentes atuam de modo emocional, não importando momentaneamente quanto vale um negócio, o patrimônio que ele tem, a marca, a credibilidade, a qualidade do produto. Investir em ações é assim, é ter uma parcela de uma ação, de uma participação de uma empresa e a maneira mais correta é investir em empresas que tenham histórico de lucros constantes e recorrentes. Já passamos por outras crises, eu passei por 2008 e outras e o mundo não acabou. Foram necessários ajustes, o que é normal em momentos como esses.

Existe uma parábola do senhor mercado (você pode ver aqui: http://barganhasdabolsa.blogspot.com/2015/03/a-parabola-do-sr-mercado-e-como-tirar.html) que trata o mercado financeiro como alguém bipolar, que oscila do otimismo extremo para o pessimismo extremo. Todo dia o Sr. Mercado vem com uma oferta para as suas participações nas empresas que tens  (ações compradas no mercado via Clubes ou fundos também) e aí ele por ser bipolar, as vezes oferece um preço pela sua participação mais alta, achando que as empresas vão vender muito (tivemos isso no início dos anos 2000) ou muito baixo (tivemos isso em 2008 e agora novamente, momento similar) e cabe ao investidor decidir o que fazer. Isso acontece no mercado acionário, no mercado de imóveis também. Sim, isso ocorre no mercado imóveis, mas não de maneira diária. O que você faz quando um imóvel avaliado em R$ 1 milhão, alguém diz que quer pagar R$ 700 mil ? Você simplesmente espera melhor condição para vender e não fica todo dia conferindo o preço do imóvel. Com ações deve ser assim também. Muitas vezes vender em uma baixa, pode parecer mais confortável psicologicamente, mas não é o correto. Em um momento de queda, você quer vender, quando o ideal seria comprar (sempre de acordo com seu perfil). A queda atual já aconteceu, foi muito rápida, como você vai ver posteriormente no texto e muita coisa já está nos preços das ações (acredito que 70-80% do que pode acontecer já estão incluídos nos preços atuais) e podemos ter uma alta probabilidade de subir, bem menor que a de queda, porque grande parte já ocorreu.

Empresas que estamos investindo

Procuramos investir em ações que tenham lucros crescentes e recorrentes. Vemos atualmente os bancos como muito baratos. As maiores posições que temos são Banco do Brasil, Vale, Banrisul, Copel, Sanepar, Tenda, Enauta, que representam a maior parte das ações que temos.

Banco do Brasil: hoje é negociada a 3,8x lucros aproximadamente, contra uma média de 7,5x lucros anuais. Quem está comprando a ação hoje tem cerca de 10% de dividendos. O Banco tem lucro e está negociado a 70% do valor que tem de patrimônio líquido. Isso é como comprar algo com R$ 0,70 e levar R$ 1,00.

Vale: Empresa gerando aproximadamente 13% de dividendos anuais e gerando um fluxo de caixa livre de 21%. O preço do minério de ferro continua aquecido e a China já está voltando com atividades normalizadas.

Banrisul: o Banco está sendo negociado a 3,5x lucros anuais contra uma média de 7x lucros. Quanto ao patrimônio líquido está negociado a 63% de 100% que tem de patrimônio líquido. Pagando dividendos de cercade 10%, onde o Governo do Estado é o maior beneficiário e vai precisar desses dividendos.

Enauta: Empresa da área de petróleo que tem 75% do valor de mercado em caixa e negociada a 72% do patrimônio líquido (de 100%). Tem caixa para esperar a melhora do petróleo.

Tenda: empresa tem 20% do valor de mercado em caixa e o lucro aumentou 35% no último trimestre. Negociada a 6x lucros anuais.

Copel: Empresa de Energia do Paraná. Negocia abaixo do patrimônio líquido, 72% de 100% que tem em patrimônio. Pagará cerca de 7% em dividendos e planeja a venda de ativos não-estratégicos que pode destravar valor futuro.

Abaixo gráfico de dois bancos, entre eles o Banco do Brasil, mostrando que ele negocia a 3,8x lucros anuais, o que é extremamente baixo. No ápice chegou a negociar a 12x lucros anuais o que é 215% mais do que está sendo negociado hoje.

O que ocorreu em crises anteriores

Crise Subprime 2008 – queda de -45,12% – recuperação de 76% em 150 dias. Saldo final: – 3,4%

Greve dos caminhoneiros – maio-2018 – queda de -20,24% em 25 dias.  165 dias depois a bolsa já tinha subido 40%! Saldo final: +11.7%

Joesley Day – maio de 2017 – queda de -12,17%. 86 dias depois 26% de recuperação. Saldo final: +11,6%

Mercado é cíclico e tende a voltar, caso o investimento seja em boas empresas. Como sempre falo, o melhor momento de investir é quando dá “uma dor de barriga na gente”. Investir em períodos de alta pode ser mais confortável, mas não é o que dá grana.

Grandes investidores começam a movimentar-se 

Todos sabemos que o momento atual é um momento único na história da humanidade tanto pela questão social quanto na parte de investimentos. Nunca passamos por algo parecido e certamente o momento atual irá nos marcar profundamente, gerando mudanças na forma de pensarmos e investirmos.

O objetivo aqui é mostrar os desdobramentos da crise e quão marcante ela está sendo na história da humanidade. Começo mencionando sobre o momento que passa o S&P500 (Ìndice de ações dos EUA) e o gráfico abaixo que mostra a velocidade de queda dessa Crise Corona, mostrando que a queda de 20% desde o pico atingido foi mais rápida do que as crises de 1929 e 2008, como pode ser visto abaixo:

Já na Bolsa Brasileira, tivemos o oitavo circuit breaker de um total de 24 desde que nosso Ìndice de ações, o Ibovespa foi criado em 1967 (dia 19 de março também tivemos um e que não está no gráfico, por ser muito recente). Ou seja, em apenas 30 dias, tivemos um terço das maiores quedas de 53 anos!!! :O

Dada a velocidade da queda e da intensidade, o que estão fazendo os grandes investidores

Luiz Barsi, conhecido como o velhinho bilionário da bolsa, que tinha quae R$ 1 bilhão de dólares está comprando. Um dos maiores Fundos do Brasil, o Verde e o genial Luis Stuhlberger, está comprando e tem a maior posição em bolsa de valores no seu fundo multimercado desde 2010.

Grandes fundos como o Dynamo, estão reabrindo para captação e o mesmo em apenas um dia captou R$ 300 milhões.

Outro grande nome brasileiro, Florian Bartunek que administra R$12 bilhões, fala que essa crise tem início, meio e fim! (link para matéria completa)

Bill Miller, o legendário ‘value investor’ que fez carreira na Legg Mason, diz que o momento atual é uma das “maiores oportunidades de compra da vida! E olha que ele tem 70 anos de idade! (link para matéria completa).

Não somente eles mas as empresas vêm recomprando as próprias ações, mostrando que as ações começam a estar em um ponto interessante de compra. Essas recompras intensificam-se em momentos como o atual.

A tendência é que mais empresas abram o período de recompras, dada a atratividade atual.

O que esses investidores podem estar vendo

Acredito que é interessante pensar o que podem estar vendo o que os grandes investidores estão fazendo. Para tomarmos uma decisão da melhor maneira possível é preciso reunir informações que facilitem essa tomada.

1) Gráfico Preço-Lucro: hoje negociamos a 9,76x lucros anuais, patamar parecido com a recessão do Período Dilma, que o PIB caiu 10% aproximadamente, ou seja, como sempre falo a bolsa e seus agentes tentam antecipar movimentos, acredito que de 6-8 meses à frente. Ainda estamos um pouco acima da crise de 2008, como pode ser visto abaixo:

Ressalto que em 2002 o Preço-Lucro estava mais baixo, porém a renda fixa estava em 40% ao ano. Sendo assim, a renda fixa com garantia, tinha Preço-Lucro de 2,5 (100% do capital dividido por 40% de retorno anual), possuindo um risco muito maior do que o momento atual de investir-se em renda variável. No momento, a renda fixa tem retorno de 3,75% ao ano, o que torna mais fácil um investimento em ações obter um retorno acima, no longo prazo.

Um fato cabe ser ressaltado aqui, que é a relação entre os juros e o retorno de investimentos em ações. Podemos fazer um exercício similar com o preço-lucro da bolsa de valores, invertendo o percentual de renda fixa e dividindo por 100, transformando em Preço-lucro, que pode nos dar uma estimativa, caso os dados mantenham-se constantes do retorno. Hoje a Selic é de 3,75% o que nos dá um Preço-Lucro = 100 dividido por 3,75 = 26,66x. Sendo assim enquanto na renda fixa demoraria 26,66 anos para dobrar o capital, na bolsa demoraria 9,76 anos. Claro, tudo deve manter-se constante, como o lucro das empresas. Caso o preço caia (como é o momento atual) e os lucros subam (como pode acontecer pós crise, daqui 1-2 anos) esse indicador tende a diminuir.

Benjamin Graham já dizia que o mercado de ações é maníaco depressivo, as vezes ele pode exagerar nas quedas, assim como nas altas, balançando para esses dois lados, cabendo ao investidor ser racional e aproveitar-se desses momentos que podem ser únicos na vida.

Fonte: https://comoinvestir.thecap.com.br/

Já a S&P500 ainda não chegou a níveis de 2008, porém cabe salientar que os juros chegaram a 0-0,25% ao ano, algo inimaginável até pouco tempo atrás. Um amigo que trabalha no Santander New York, me disse que antes era necessário ter no mínimo 10% do valor que alguém quer emprestado e que hoje isso já não é mais necessário, mostrando que bancos querem emprestar dinheiro e que os juros estão baixíssimos.

2) Delta entre NTN-B e Ibovespa: outro indicador interessante que eu acho é o delta, que podemos medir a diferença entre o retorno do Ibovespa e o que estão pagando as NTN-Bs (renda fixa, sem risco e com garantia do Governo). Mesmo com o maior retorno recente das NTNB-s dado o crescente nível de risco, é a maior diferença desde março de 2005. Isso quer dizer na prática que o risco para investir em ações vem dando um prêmio maior para quem o fizer.

3) Sempre esteja no mercado financeiro com maior ou menor percentual: como consultor financeiro, sempre digo para o pessoal que trabalho que o melhor momento para compras no mercado de ações é quando você estiver sentindo aquela “dor de barriga” com as ações, um sentimento emocional forte de perda momentânea e quando quase estiver decidido a vender suas ações. Investir é algo racional e de pensamento e atitudes contrárias da maioria, como podemos ver acima, onde muitos gestores e investidores profissionais estão comprando ações nesse momento em que maioria vende ou quer vender. Um dado interessante é o  que mostra que se perdermos apenas 2 dos melhores anos, o retorno cai pela metade, no estudo realizado em 23 anos de Ibovespa.

Nos investimentos, o advento de uma vacina tende a dar porrada para cima nos retornos.

4) Empresas abaixo do valor patrimonial: já começam a pipocar empresas que estão sendo negociadas abaixo do valor patrimonial. Importante verificar aquelas que não tenham dívida ou dívida baixa. Certamente algumas dessas empresas estão chamando atenção de grandes investidores.

Positividade: 

Quero encerrar esse texto com algo positivo. Certamente essa crise do Corona Vírus trará mudanças profundas em nossa maneira de pensar e investir. Provavelmente contaremos esse momento para nossos netos e bisnetos. Acredito que de tudo menos positivo, temos que tirar algo positivo e esse é o momento.

Nos investimentos, como mencionou André Jakurski, um dos maiores gestores do Brasil, essa é uma crise com início, meio e fim, ao contrário de 2008, por exemplo, que bancos estavam muito mais alavancados. Cabe a nós termos paciência e estudar bons ativos, plantando sementes para colhermos os frutos em um futuro e momentos assim facilitam isso, a compra de bons ativos com margem de segurança maior.

O gráfico que quero mostrar aqui é a do tratamento do Corona. Estamos avançando no tratamento segundo pesquisas, o que nos dá uma luz e esperança para o término mais rápido e mais benéfico para todos.

Resumo

  • momento é único e marcará gerações, tanto a parte social quanto nos investimentos;
  • temos a maior queda em termos de velocidade comparando-a com outras crises;
  • tivemos 8 circuit breakers de 24 que já existiram, o que mostra quão raro e marcante é o momento;
  • dada a queda, grandes investidores e empresas começam a recomprar ações de própria emissão;
  • taxa Selic nas mínimas, assim como Juros Americanos em 0-0,25% ao ano;
  • prêmio para investir em ações está o mais alto desde 2005, não quer dizer que não possa ficar maior;
  • se você tem caixa, vá comprando aos poucos e dividindo as compras a cada quedas. Só invista se tem perfil para isso e para longo prazo. Lembre: é nas quedas que se compra, que se aumenta posição, mesmo que isso psicologicamente não seja algo fácil;
  • sairemos dessa, mais fortes e unidos como humanidade e na parte dos investimentos, alguns que manterem a racionalidade, plantando sementes agora e esperando o tempo passar, irão colher ótimos frutos!

 

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se e contem conosco!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

O QUE OS GRANDES INVESTIDORES ESTÃO FAZENDO?

22 de março de 2020 às 20:50 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Grandes investidores começam a movimentar-se 

Todos sabemos que o momento atual é um momento único na história da humanidade tanto pela questão social quanto na parte de investimentos. Nunca passamos por algo parecido e certamente o momento atual irá nos marcar profundamente, gerando mudanças na forma de pensarmos e investirmos.

O objetivo aqui é mostrar os desdobramentos da crise e quão marcante ela está sendo na história da humanidade. Começo mencionando sobre o momento que passa o S&P500 (Ìndice de ações dos EUA) e o gráfico abaixo que mostra a velocidade de queda dessa Crise Corona, mostrando que a queda de 20% desde o pico atingido foi mais rápida do que as crises de 1929 e 2008, como pode ser visto abaixo:

Já na Bolsa Brasileira, tivemos o oitavo circuit breaker de um total de 24 desde que nosso Ìndice de ações, o Ibovespa foi criado em 1967 (dia 19 de março também tivemos um e que não está no gráfico, por ser muito recente). Ou seja, em apenas 30 dias, tivemos um terço das maiores quedas de 53 anos!!! :O

Dada a velocidade da queda e da intensidade, o que estão fazendo os grandes investidores

Luiz Barsi, conhecido como o velhinho bilionário da bolsa, que tinha quae R$ 1 bilhão de dólares está comprando. Um dos maiores Fundos do Brasil, o Verde e o genial Luis Stuhlberger, está comprando e tem a maior posição em bolsa de valores no seu fundo multimercado desde 2010.

Grandes fundos como o Dynamo, estão reabrindo para captação e o mesmo em apenas um dia captou R$ 300 milhões.

Outro grande nome brasileiro, Florian Bartunek que administra R$12 bilhões, fala que essa crise tem início, meio e fim! (link para matéria completa)

Bill Miller, o legendário ‘value investor’ que fez carreira na Legg Mason, diz que o momento atual é uma das “maiores oportunidades de compra da vida! E olha que ele tem 70 anos de idade! (link para matéria completa).

Não somente eles mas as empresas vêm recomprando as próprias ações, mostrando que as ações começam a estar em um ponto interessante de compra. Essas recompras intensificam-se em momentos como o atual.

A tendência é que mais empresas abram o período de recompras, dada a atratividade atual.

 

O que esses investidores podem estar vendo

Acredito que é interessante pensar o que podem estar vendo o que os grandes investidores estão fazendo. Para tomarmos uma decisão da melhor maneira possível é preciso reunir informações que facilitem essa tomada.

1) Gráfico Preço-Lucro: hoje negociamos a 9,76x lucros anuais, patamar parecido com a recessão do Período Dilma, que o PIB caiu 10% aproximadamente, ou seja, como sempre falo a bolsa e seus agentes tentam antecipar movimentos, acredito que de 6-8 meses à frente. Ainda estamos um pouco acima da crise de 2008, como pode ser visto abaixo:

Um fato cabe ser ressaltado aqui, que é a relação entre os juros e o retorno de investimentos em ações. Podemos fazer um exercício similar com o preço-lucro da bolsa de valores, invertendo o percentual de renda fixa e dividindo por 100, transformando em Preço-lucro, que pode nos dar uma estimativa, caso os dados mantenham-se constantes do retorno. Hoje a Selic é de 3,75% o que nos dá um Preço-Lucro = 100 dividido por 3,75 = 26,66x. Sendo assim enquanto na renda fixa demoraria 26,66 anos para dobrar o capital, na bolsa demoraria 9,76 anos. Claro, tudo deve manter-se constante, como o lucro das empresas. Caso o preço caia (como é o momento atual) e os lucros subam (como pode acontecer pós crise, daqui 1-2 anos) esse indicador tende a diminuir.

Benjamin Graham já dizia que o mercado de ações é maníaco depressivo, as vezes ele pode exagerar nas quedas, assim como nas altas, balançando para esses dois lados, cabendo ao investidor ser racional e aproveitar-se desses momentos que podem ser únicos na vida.

Fonte: https://comoinvestir.thecap.com.br/

Já a S&P500 ainda não chegou a níveis de 2008, porém cabe salientar que os juros chegaram a 0-0,25% ao ano, algo inimaginável até pouco tempo atrás. Um amigo que trabalha no Santander New York, me disse que antes era necessário ter no mínimo 10% do valor que alguém quer emprestado e que hoje isso já não é mais necessário, mostrando que bancos querem emprestar dinheiro e que os juros estão baixíssimos.

2) Delta entre NTN-B e Ibovespa: outro indicador interessante que eu acho é o delta, que podemos medir a diferença entre o retorno do Ibovespa e o que estão pagando as NTN-Bs. Mesmo com o maior retorno recente das NTNB-s dado o crescente nível de risco, é a maior diferença desde março de 2005. Isso quer dizer na prática que o risco para investir em ações vem dando um prêmio para quem o fizer.

3) Sempre esteja no mercado financeiro com maior ou menor percentual: como consultor financeiro, sempre digo para o pessoal que trabalho que o melhor momento para compras no mercado de ações é quando você estiver sentindo aquela “dor de barriga” com as ações, um sentimento emocional forte de perda momentânea e quando quase estiver decidido a vender suas ações. Investir é algo racional e de pensamento e atitudes contrárias da maioria, como podemos ver acima, onde muitos gestores e investidores profissionais estão comprando ações nesse momento em que maioria vende ou quer vender. Um dado interessante é o  que mostra que se perdermos apenas 2 dos melhores anos, o retorno cai pela metade, no estudo realizado em 23 anos de Ibovespa.

Nos investimentos, o advento de uma vacina tende a dar porrada para cima nos retornos.

 

4) Empresas abaixo do valor patrimonial: já começam a pipocar empresas que estão sendo negociadas abaixo do valor patrimonial. Importante verificar aquelas que não tenham dívida ou dívida baixa. Certamente algumas dessas empresas estão chamando atenção de grandes investidores.

Positividade: 

Quero encerrar esse texto com algo positivo. Certamente essa crise do Corona Vírus trará mudanças profundas em nossa maneira de pensar e investir. Provavelmente contaremos esse momento para nossos netos e bisnetos. Acredito que de tudo menos positivo, temos que tirar algo positivo e esse é o momento.

Nos investimentos, como mencionou André Jakurski, um dos maiores gestores do Brasil, essa é uma crise com início, meio e fim, ao contrário de 2008, por exemplo, que bancos estavam muito mais alavancados. Cabe a nós termos paciência e estudar bons ativos, plantando sementes para colhermos os frutos em um futuro e momentos assim facilitam isso, a compra de bons ativos com margem de segurança maior.

O gráfico que quero mostrar aqui é a do tratamento do Corona. Estamos avançando no tratamento segundo pesquisas, o que nos dá uma luz e esperança para o término mais rápido e mais benéfico para todos.

Resumo

  • momento é único e marcará gerações, tanto a parte social quanto nos investimentos;
  • temos a maior queda em termos de velocidade comparando-a com outras crises;
  • tivemos 8 circuit breakers de 24 que já existiram, o que mostra quão raro e marcante é o momento;
  • dada a queda, grandes investidores e empresas começam a recomprar ações de própria emissão;
  • taxa Selic nas mínimas, assim como Juros Americanos em 0-0,25% ao ano;
  • prêmio para investir em ações está o mais alto desde 2005, não quer dizer que não possa ficar maior;
  • se você tem caixa, vá comprando aos poucos e dividindo as compras a cada quedas. Só invista se tem perfil para isso e para longo prazo. Lembre: é nas quedas que se compra, que se aumenta posição, mesmo que isso psicologicamente não seja algo fácil;
  • sairemos dessa, mais fortes e unidos como humanidade e na parte dos investimentos, alguns que manterem a racionalidade, plantando sementes agora e esperando o tempo passar, irão colher ótimos frutos!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/03/22/o-que-grandes-investidores-estao-fazendo-e-o-momento-atual/

Petróleo despenca, o que será das empresas do setor?

16 de março de 2020 às 20:42 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Queda forte no preço do petróleo

Semana passada tivemos um dos períodos mais voláteis da história de nosso mercado. Certamente olharemos daqui uns anos para a semana que passamos e veremos quanto ele foi incomum. No final de semana a OPEP, entidade que reúne os maiores produtores de petróleo do mundo, praticamente entrou em colapso após a Rússia não concordar em diminuir a oferta de 1,5 milhão de barris. Como consequência a Arábia Saudita acabou optando por aumentar a oferta, para aproximadamente 14 milhões barris, além de dar um  desconto de US$ 6 a US$ 7 para os chineses. Isso ocorreu com os mercados fechados e no primeiro dia útil seguinte de negociação tivemos uma queda de 22% na cotação da commodity. 

Esses acontecimentos ocorreram em momento muito ruim, pois já tínhamos o Coronavírus que tende a dar um choque de 30% de queda na demanda, fechamento da Itália, New York, Companhias Aéreas como Alitália paradas, foram o estopim para levar o preço do barril para os cerca de US$ 35.

Somados a esses fatos temos quatro fatores importantes no setor e que merecem cautela: queda na demanda, aumento da oferta, início de mudança da matriz energética e a alta dívida de empresas do setor, principalmente as empresas de Shale dos Estados Unidos. O preço de equilíbrio para esses produtores é em torno de US$ 40-45 e com o barril abaixo desse patamar, certamente muitos irão quebrar. Esse setor é muito dependente de crédito e é alavancado, sendo assim, há um risco real de quebradeira no setor, o que traz algo positivo, pois com menos produtores, menor a oferta e aí o preço da commodity poderá voltar a subir.

Débito é um dos problemas que citei acima, sendo que apenas o setor de óleo e gás americano tem cerca de US$ 86 bilhões de vencimentos para os próximos 4 anos segundo a Moody´s e a maioria desse débito é considerado junk bond. 75% dessa dívida tem vencimento para os próximos 2 anos e com a queda do preço e o mercado de crédito encurtando, muitas companhias não conseguirão refinanciamento ou prolongamento da dívida.

Países que podem sofrer mais

Com esse preço, fica difícil ver algum ganhador, pois os maiores países produtores irão perder dinheiro, como por exemplo, a Rússia, cujo orçamento é baseado em um preço de US$ 40 por barril. Alguns países do Golfo, produzem com um custo mais baixo, entre US$ 2 a US$6 por barril, países esses como Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, mas devido ao alto gasto governamental de incentivos e subsídios para a população, eles precisam de um preço de cerca de US$ 70 ou mais por barril para atingir o equilíbrio dos seus orçamentos.

Países dependentes do petróleo que sofreram anos de conflito, serão os que mais perderão, como por exemplo, Irã, Iraque, Líbia e Venezuela. Mesmo os Estados Unidos e suas empresas de shale, não passaram incólumes desse evento, sendo que recentemente o presidente americano Trump, ofereceu subsídios e vantagens para esses produtores.

breaking point de alguns países produtores de petróleo é em média US$ 50-55 e o patamar atual deve trazer um grande déficit para esses países. Segue abaixo o valor que é necessário estar o barril do petróleo para um ponto de equilíbrio:

Países que podem ganhar com a queda do preço

Países importadores de óleo como China, Índia e Alemanha pode ter queda no custo de energia, assim como consumidores em geral, beneficiados em geral da queda de preço de óleo e do declínio de preços do gás. Setores que necessitam de petróleo, como o petroquímico, fertilizantes, empresas de logística serão os setores mais beneficiados.

E as empresas do Brasil, o que irá acontecer?

A maioria das empresas brasileiras faz de maneira recorrente uma proteção contra a queda do preço do petróleo, sendo que ficarão protegidas por um período de tempo dessa queda.

A Petrorio tem um hedge nos US$ 65-67 com vencimentos de um trimestre e meio. O custo de produção da Petrorio é de US$ 17-19, aumentando um pouco, se considerados os royalties.

Já a Enauta está com hedge de US$ 56 por barril, sendo essa proteção de 25% da produção e com duração de um ano. O custo de produção foi de US$ 16,6 nesse último quarto trimestre.

Petrobrás teve um custo de produção de US$ 9,60, sendo que esse valor é o valor médio, já que o custo é de US$ 5,60 no pré-sal, US$ 12,50 em águas profundas, US$ 18,90 em terra e US$ 30,3 em águas rasas.

Certamente as empresas brasileiras irão sofrer com a queda do preço de petróleo, sendo que a mais prejudicada deve ser a Petrorio, que mesmo com aquisições que antes tinham altas taxas de retorno, tem uma dívida alta e em dólar. A dívida hoje é de R$ 1,5 bilhão e é fruto dessas aquisições. A Empresa que menos sofrerá é a Petrobrás, que como vimos tem um custo de US$ 5,60 no pré-sal, perdendo dinheiro apenas em águas rasas, caso o petróleo baixe dos US$ 30,00.

Uma notícia de uma hora e que saiu no momento que escrevo esse artigo é que a Arábia Saudita baixou o preço para os compradores da Rússia para US$ 25,00, trazendo mais pressão para o setor.

Resumo

  • Rússia não acordou em diminuir a produção de 1,5 milhão de barris, Arábia Saudita não gostou e resolveu aumentar produção de cerca de 2 milhões de barris, além de dar um desconto de US$ 6-7 para os chineses;
  • Com o não acordo entre a OPEP, aumentam incertezas;
  • Coronavírus, diminuição na demanda e aumento da oferta fizeram preço do petróleo despencar;
  • empresas têm proteção contra a queda, por uns 3-4 meses e o problema do preço é após esses vencimentos de hedge;
  • diversificação na carteira de investimentos é o melhor para momentos como esse.

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/03/16/precos-do-petroleo-despencam-o-que-sera-das-empresas-do-setor/