CRISE versus OPORTUNIDADE

13 de abril de 2020 às 17:53 Por Postado em Blog da Samantha

CRISES… O mundo está passando por um desafio frente à pandemia decorrente do novo Coronavírus, e inclusive o Brasil vem sendo afetado diante desse cenário.  Diversos setores ainda continuam sendo abalados em decorrência do apressado contágio. Mas, acabamos nos perguntando: o que nos aguarda quando o assunto são os INVESTIMENTOS?

Talvez pela nossa geração ter passado por poucas grandes crises históricas, já alguns por nenhuma delas, acabamos nos esquecendo que sim, crises existem e muitas nos foram precedentes. Apesar disso, cá estamos cada qual experienciando de forma diferente, mas todos sentido os impactos causados sob esse contexto direta ou indiretamente.

GRANDES CRISES

Em um aspecto mundial, podemos citar duas (e principais) grandes crises econômicas que atingiram esferas globais:

CRISE DE 1929: começou nos EUA, mas acabou afetando o mundo inteiro, sendo também denominada de GRANDE DEPRESSÃO, resultando com ¼ da população americana desempregada. Mas e como iniciou? De forma bastante sintetizada, pode-se dizer que os EUA estavam no auge do liberalismo econômico e com o crédito muito facilitado, o que também propiciou o endividamento. Com o tempo, e menor demanda de produtos sendo exportados para a Europa, iniciou-se o endividamento e, ainda houve a “quebra” da bolsa americana. O Brasil, não saiu ileso pois, como grande produtor de café, foi extremamente afetado com a crise, devido a baixa exportação do grão.

Uma frase interessante que um dia escutei sobre esse período é no sentido que, de toda forma, os mercados vivem crises periódicas e, o período de 1929 a 1933 nos ensinou que tais crises tendem a se alastrar rapidamente caso não contidas e solucionados de maneira rápida os problemas que a causaram.

Imagem clássica que marcou essa fase: observa-se ao fundo outdoor destacando o consumismo e o contraste estabelecido diante da fila com várias pessoas desempregadas em busca de alimentos.

CRISE DE 2008- a crise do suprime nos EUA e recessão global: impulsionada pela concessão de créditos imobiliários e manutenção de juros reduzidos pelo FED, levou à insolvência de inúmeros bancos. No Brasil o Ibovespa chegou a cair 60% nesse período.

Entretanto, apesar das constantes quedas no bolsa brasileira, em momentos mais críticos e conturbados, observa-se em episódios como foi em 1929, 2008 a e agora com o Coronavírus, surgimento de oportunidades, principalmente para o Investidor com pensamento no longo prazo.

De qualquer forma, apesar do fato de ninguém gostar de crises, elas existem. E, já que não podemos simplesmente deixá-las de lado, devemos encará-las de modo a extrair o melhor que  conseguimos e, como é o caso do Mercado Financeiro, o momento é propício na busca de  boas empresas que, num cenário como este, normalmente se encontram com ativos a preço muito “aquém” do seu real valor. Novamente aqui, a OPORTUNIDADE!

Sob a ótica econômica podemos observar que, em cenários passados de crises, o Mercado se recuperou, na maioria das vezes rapidamente. É o que nos mostra a figura abaixo com a performance do Ibovespa em crises desde 1995:

Enfim, sempre bom lembrar:

Antes da Primeira Guerra Mundial acabar, o mercado já apresentava melhora. Já na Segunda Guerra, após cinco anos, novamente o mercado havia se equilibrado totalmente. Na Grande Recessão de 2008, em um ano o Ibovespa já apresentava recuperação e, em 2 anos já se encontrava em nível superior.

E atualmente, como está a bolsa chinesa? Se recuperando..

Logo, ganhamos quando mantemos a calma em um cenário que a maioria encontra-se em pânico, bem como fazendo aportes constantes em empresas consolidadas, com o alvo no longo prazo.

É evidente que uma crise é diferente da outra, mas…já dizia Albert Einstein que:

No meio da dificuldade, encontra-se a oportunidade.

Espero que tenham gostado.

Um abraço!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

PERFIL DE INVESTIDOR V: AGRESSIVO – Quais as melhores opções de Investimentos?

02 de abril de 2020 às 17:16 Por Postado em Blog da Samantha

O Perfil de Investidor ou suitability foi criado, como observado no início da nossa série Os Melhores tipos de Investimentos para cada Perfil de Investidor devido a necessidade incorrida, segundo a própria Anbima cita, de proteção aos Investidores. Nesse viés, fechando nosso estudo, abordaremos os Investimentos mais adequados ao Perfil AGRESSIVO.

Investidor de Perfil AGRESSIVO

A característica principal identificada nesse Investidor sem dúvidas é a sua alta tolerância a riscos. Comumente enfrenta as oscilações do mercado mas, por conhecer e possuir domínio acerca do mercado financeiro, opta por MAIOR RENTABILIDADE.

Analisando esse Perfil, a carteira sugerida por especialistas pode variar um pouco. Porém, alguns produtos são unanimidades entre eles, tais como:

Renda fixa- em um percentual mais baixo, variando a no máximo 30% na composição da carteira.

Ações- a “queridinha” desse Perfil, onde o Investidor, ao comprá-las, passa a ser sócio de uma empresa. Sempre lembrando de buscar por ativos de empresa sólidas, valendo aqui a presença de um profissional certificado para auxiliar.

Ainda, como estratégia de diversificação é possível acrescentar os Fundos Multimercados, Fundos Imobiliários, BDR, bem como Mercado Futuro, dentre outros ativos.

Mas e o perfil ARROJADO?

Esse, assim como Perfil AGRESSIVO, busca por maior retorno financeiro, assume maiores riscos e suporta oscilações do mercado. Entretanto, mantem uma parte do seu capital em Investimentos com liquidez de médio e curto prazo.

Após analisarmos os três principais Perfis, espero que você identifique o seu, e feito isso, coloque em prática no momento de Investir. É claro que, com o passar do tempo e também, estudando acerca do mercado financeiro, é natural ir migrando de um Perfil a outro – por isso importante um estudo frequente.

E não se esqueça:

“O conhecimento é uma ferramenta, e como todas as ferramentas, o seu impacto está nas mãos de quem o usa”. – Dan Brown

Um grande abraço e até a próxima!

Samantha Thielke

Samantha@experato.com.br

PERFIL DE INVESTIDOR IV: MODERADO – Quais as melhores opções de Investimentos?

24 de março de 2020 às 17:40 Por Postado em Blog da Samantha

Dando sequência à nossa série dos Melhores Investimentos para os principais Perfis de Investidores, hoje vamos falar acerca do Perfil MODERADO.

Diferente do Conservador, o Investidor MODERADO tolera um pouco mais de risco e, nesse aspecto, algumas opções de Investimentos são interessantes, tais como:

Fundos Multimercados:

Essa modalidade de Fundos de Investimentos diversifica em vários ativos, não exigindo uma porcentagem mínima de concentração de ativos, como veremos no Fundo de Ações, por exemplo.

Referidos Fundos possuem ativos em: renda fixa, ações, moedas, dentre outros. Por contar com diferentes ativos, possibilita ao Gestor profissional trabalhar com maior liberdade suas estratégias, conforme variação e oscilação do mercado. Nesse viés, esses Fundos são bastante atrativos, justamente por contar com flexibilidade, característica bastante peculiar dos multimercados. Claro que, por conta disso, podem existir eventuais riscos.

RENTABILIDADE:

Referente à rentabilidade há uma variedade muito grande, não existindo um padrão fixo, dependendo justamente da variação de ativos que podem ser escolhidos pelo Gestor.

Fundos de Investimentos em Ações:

Os Fundos de Ações devem investir pelo menos 67% do seu patrimônio em ações. Já o restante é distribuído em diferentes ativos, conforme critério do Gestor.

Essa modalidade de Fundo é recomendada para perfil Moderado/ Agressivo, com o objetivo de longo prazo.

Debêntures:

As Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas. Quem as compra empresta dinheiro para que estas expandam.

Elas se diferem das Ações, pois conforme cita o INFOMONEY, quem investe em uma debênture sabe desde o início o tempo em que o dinheiro precisará estar aplicado, bem como, quanto receberá de juros findo o prazo da aplicação. Por essas especificidades são classificadas como renda fixa.

Outra diferença é que as debêntures são papéis de dívidas das empresas, já as ações correspondem a frações do capital da empresa. Portanto, não envolvem a venda de parte do capital, como ocorre com as Ações.

Classificações

As Debêntures possuem classificação referente a modalidades de títulos emitidos, podendo ser:

– Debêntures não Conversíveis ou Simples: é a mais comum, na qual a rentabilidade pode ser pré ou pós-fixada- dependendo do título, não podendo ser convertidas em ações da companhia emissora. O recebimento da rentabilidade se dá ao final na conta da corretora ou banco escolhido.

– Debêntures Conversíveis: esse tipo de debênture findo determinado prazo, ou período estipulado, pode ser convertido em ações.

-Debêntures Permutáveis: nessa modalidade os ganhos podem ser convertidos em ações de qualquer empresa.

Além dessas modalidades, existe ainda as Debêntures Incentivadas. Nestas os recursos captados pelas empresas são utilizados com intuito de financiar projetos em infraestrutura (normalmente usadas por empresas que prestam serviços ao governo) e, possui como incentivo atrativo a isenção de Imposto de Renda.

Nesse sentido, os Fundos Multimercados, Fundos em Ações e as Debêntures são alternativas de DIVERSIFICAÇÃO para o Investidor Moderado, tecla bastante “batida”, mas imprescindível para o sucesso de uma carteira.

PERFIL DE INVESTIDOR III: CONSERVADOR- LCI E LCA

09 de março de 2020 às 17:49 Por Postado em Blog da Samantha

 

Conforme estamos conversando acerca dos melhores Investimentos para o perfil de Investidor CONSERVADOR, hoje vamos falar acerca da LCI e LCA. Entender onde estamos aplicando nosso dinheiro, seja qual for o seu perfil, é primordial para o bom desenvolvimento da sua carteira.

A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são duas modalidades de investimentos em renda fixa. Ambas possuem isenção de Imposto de Renda, sendo considerado um ponto bastante positivo e assim atraindo diversos Investidores.

LCI

– Financia o setor Imobiliário,

LCA

– Financia o setor do Agronegócio, portanto os seus recursos auxiliam desde a produção à comercialização de produtos do Agronegócio.

(FONTE: INFOMONEY)

Como podemos observar, os dois são muito próximos, se diferindo apenas quanto a sua finalidade. Possuem como emissores os bancos e rentabilidade indexada pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

 

RENTABILIDADE

Podem ser prefixadas, pós-fixadas ou atrelados à inflação, assim como os CDB’s.

Prefixadas: possuem remuneração definida no ato da aplicação, onde o investidor sabe antecipadamente o rendimento que obterá com o título.

Pós-fixadas: a rentabilidade esta atrelada a um índice ou indicador, como o CDI ou a Selic. Assim, o retorno dependerá da variação do indicador no vencimento da aplicação.

Híbridas ou atreladas à inflação: possuem rendimentos com uma parte pós-fixada (vinculada a um indicador) e outra com juros prefixados. Ex.: 4,50% +IPCA.

 

TRIBUTAÇÃO

Nesse quesito as duas são muito atrativas. Isso por que são ISENTAS de Imposto de Renda, ou seja, a rentabilidade é líquida. Essa é uma das especificidades mais consideradas na hora da escolha, visto que na maioria dos investimentos em Renda Fixa há incidência de IR que segue a tabela regressiva, onde a alíquota decresce conforme o tempo da aplicação, variando de 15% a 22,5%.

Nesse aspecto, ainda que uma LCI disponha de retorno um pouco menor que o CDB, ela ainda pode oferecer mais vantagens, dada a isenção de IR.

RESUMINDO

– Tanto a LCI como a LCA são boas opções para Investidor CONSERVADOR;

-Rendimento superior à Poupança;

– São considerados Investimentos de baixo risco;

– Protegidos pelo FGC;

– Deve ser respeitado o prazo para resgate.

Então, se você se enquadra nesse perfil, vale a pena alocar uma ou ambas as Letras como forma de DIVERSIFICAÇÃO de carteira. O simples, que faz TODA a diferença quando o assunto é Investimento!

Excelente semana e até a próxima!

 

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

PERFIL DE INVESTIDOR II: CONSERVADOR – Modalidades de CDB’S

03 de março de 2020 às 17:25 Por Postado em Blog da Samantha

 

O Certificado de Depósito Bancário, popularmente conhecido como CDB, foi criado em 1965 pelo artigo 30 da Lei Nº 4.728 (Lei do Mercado de Capitais).

Como já visto, o CDB é uma modalidade de Investimento em Renda Fixa muito segura e, por isso, extremamente utilizada pelos brasileiros. Por seus inúmeros benefícios, dentre eles, a facilidade de se investir, é uma excelente opção para construção de uma “reserva financeira” sólida e possui FGC (Fundo Garantidor de Crédito). É alocado por diversos perfis de Investidores, e em “especial” para os considerados CONSERVADORES, visto que buscam por baixas volatilidades.

Nesse sentido, continuando nossa série de quais as melhores opções de Investimentos para o Perfil CONSERVADOR, hoje vamos falar sobre o CDB.

 

MODALIDADES:

Existem modalidades distintas de CDB’s, cada um com sua particularidade, e se faz importante entender cada uma das modalidades antes de começar a investir.

CDB prefixado

Nesse modelo é possível saber exatamente o total da remuneração que o investidor obterá findado o prazo estipulado, não havendo oscilações nesses períodos. Isto porque a taxa de juro é estipulada já no início da aplicação.

CDB pós-fixado:

Nesse tipo de CDB, a rentabilidade é realizada por um percentual sobre um índice, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). A taxa CDI é a mais utilizada nesse modelo de aplicação.

Atualmente, na plataforma de cliente da XP Investimentos conseguimos CDBs pós-fixados a 160% do CDI. Uma excelente opção!

CDB atrelado à inflação:

Ou CDB híbrido, segundo a XPI- nada mais é que a união do CDB prefixado com o pós-fixado. Uma parte da rentabilidade é estabelecida no instante da aplicação e a outra é atrelada ao IPCA (índice econômico).

Exemplo: IPCA + 4,85% ao ano.

Segurança:

Essa categoria de investimento é muito conhecida pela segurança, pois o Investidor conta com garantia FGC – que funciona como um “seguro”- até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por depósito em cada instituição financeiro, com limite de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

 

E quanto aos custos?

Os CDB’s não cobram taxa de administração (diferente dos fundos de renda fixa) e corretoras como a XP Investimentos não cobram taxas para negociar esses papéis. Ou seja, nunca foi tão fácil!

Então, podemos observar que os CDBs são sim uma excelente alterativa para obtenção de uma reserva financeira, com rendimentos superiores aos da poupança, mesma segurança e ainda cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito, sendo uma boa forma de diversificação na carteira.

 

Simples, não é mesmo?!

Um abraço!

Samantha Thielke.

samantha@experato.com.br

PERFIL DE INVESTIDOR I: CONSERVADOR – Quais as melhores opções de investimentos?

26 de fevereiro de 2020 às 18:13 Por Postado em Blog da Samantha

Como visto anteriormente, há três perfis de investidores: Conservador, Moderado e Agressivo. Hoje vamos analisar o perfil CONSERVADOR, bem como as opções de investimentos consideradas mais adequados para esse perfil.

O investidor de perfil Conservador preza por segurança, não tolerando riscos e, nesse aspecto, os investimentos em RENDA FIXA são estabelecidos como boa opção.

 

E quais seriam esses investimentos?

Na carteira desse investidor são interessantes produtos como:

CDB’s, Fundos DI, Fundos de Renda Fixa, LCI e LCA.

1. CDB’S Certificado de Depósito Bancário: a lógica do CDB é que, quem compra CDB empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito. Simples assim!

Os bancos captam dinheiro com os CDBs oferecendo em troca remuneração, os juros, aos investidores, por um determinado período. Os recursos são usados por essas instituições para conceder empréstimos a outras pessoas (INFOMONEY).

2. Fundos DI: também uma opção de baixo risco. O analista Roberto Indech menciona que os fundos DI possuem em seu portfólio 95% comprado em títulos pós-fixados do Tesouro Nacional, oferecendo assim baixa volatilidade e rentabilidade próxima ao índice de referência, o CDI.

3. Fundos de Renda Fixa: esse tipo de fundo permite que se invista em diversos produtos de renda fixa, sendo compostos de títulos públicos ou privados. A maioria desses fundos possui no mínimo 80% em renda fixa.

A vantagem aqui é a presença de um gestor especializado que escolhe os ativos de forma diversificada e comumente possui rentabilidade acima do CDI.

4. LCI e LCA:

LCI – Letras de Crédito Imobiliário: é um título de renda fixa utilizado para atividades do setor imobiliário. Possui carência de, normalmente, 90 dias. Possui como vantagem a isenção de tributação.

Ainda, possui FGC que cobre até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição.

LCA – Letra de Crédito do Agronegócio: tem como fonte de recursos o setor do agronegócio, onde o investidor emprestará seus recursos e decorrido o prazo determinado, receberá o seu dinheiro corrigido. Assim como a LCI, também possui como vantagem o FGC.

 

Resumindo:

-Fundos de RENDA FIXA são excelentes opções para investidores iniciantes e também para o perfil de investidor conservador tendo em vista o baixo risco;

– LCI e LCA possuem a vantagem de isenção de tributação;

Mesmo sendo uma carteira conservadora, busque sempre por DIVERSIFICAÇÃO.

 

E lembre-se:

“O mercado é uma máquina que transfere dinheiro dos IMPACIENTES para os PACIENTES.”

Warren Buffet

 

Até a próxima!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br