Posts tagged "Bolsa de Valores"

Cenário atual de final de ano. Risco, ou oportunidade?

outubro 17th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “Cenário atual de final de ano. Risco, ou oportunidade?”

Reta final de ano, eleições presidenciais no Brasil, reformas, necessidade de mudanças, eleição do Congresso nos EUA, elevação das taxas de juros nos EUA, dentre outros diversos fatores que vêm trazendo bastante volatilidade para os mercados financeiros internacionais. E agora, será que tudo isto nos traz a uma grande oportunidade, ou será que estamos vendo uma “armadilha”, que poderá levar os investidores ao erro?

2018 têm sido um ano bastante interessante, no sentido de oportunidades de investimentos. Vemos algumas commodities com alta nos preços, como o petróleo, algumas outras commodities com preços próximos às mínimas dos últimos anos, por exemplo, commodities agrícolas e alguns metais, como ilustra a imagem abaixo. Neste sentido, diversos ativos correlatos acabam oferecendo oportunidades de entrada, principalmente em momentos de maior volatilidade, como o que temos visto no Brasil nestas últimas semanas. Contudo, ao ver essas altas e baixas, motivadas principalmente por questões eleitorais no Brasil, enquanto um candidato mais liberal sobe nas intenções de votos, será que temos de fato oportunidades, ou somente vemos a possibilidade de entrar “numa fria” causada pelas incertezas?

Ao analisar de forma mais fria o que está acontecendo no mundo, temos alguns fatores a levar em consideração. Cito alguns abaixo:

  • Eleição no Brasil e possibilidade de um governo mais liberal e com redução do estado, gerando maiores possibilidades de crescimento ao país;
  • Eleição no congresso dos EUA;
  • Federal Reserve elevando a taxa básica de juros no país;
  • Incertezas em relação à continuidade das expansão econômica nos EUA, gerando maior demanda por ativos seguros, os “safe havens
  • Títulos dos EUA pagando taxas historicamente mais altas do que as médias históricas recentes (3,16% ao ano, taxa mais alta desde 2011)[1];
  • Índices e ETF’s (Exchange Traded Funds) ligados à volatilidade nos EUA, começando a entrar em tendência de alta.

O que pode-se concluir de tudo isso é que de fato, mesmo a bolsa brasileira tendo subido recentemente para próximo das máximas recentes, me parece arriscado comprar nestes patamares, principalmente devido às questões eleitorais por aqui. Por mais que pareça que teremos um candidato mais liberal economicamente, não se sabe o que, de fato, irá acontecer nos próximos anos. Falava-se muito de questões de governabilidade, apoio no congresso, senado, etc., para que este candidato pudesse governar e aprovar as medidas e reformas tão essenciais para nosso país voltar a crescer. Bom, este fato foi vencido. Hoje este candidato, se eleito, terá a segunda maior bancada no congresso, com 52 deputados, e deverá se aliar com diversos partidos de centro e alguns de direita, para poder formar maioria e aprovar o que é necessário para o Brasil, e não para os “amigos do rei”.

Esta conjuntura me leva a crer que, por mais que pareça que teremos este candidato eleito, vale a pena ser um pouco receoso. O mercado cai, compre um pouco, o mercado subiu, proteja-se, venda opções cobertas (financiamentos), compre put’s (opções de venda), compre dólar, enfim, proteção nunca é demais em momentos de incerteza. O mercado brasileiro realmente foi bastante penalizado com a crise desde 2014, e vêm subindo não por melhora e robustez de sua economia, mas sim por uma expectativa de mudança do atual status quo, com a possibilidade de maior liberalismo econômico, com a redução do Estado e suas regalias, maior controle da corrupção e incentivo ao empreendedorismo, algo que por si só, gera um alto número de empregos e aquece a economia.

Não sei o que irá acontecer nestas eleições, mas por me considerar uma pessoa bastante realista, tento não me deixar levar pelo otimismo das perspectivas de um possível governo liberal, principalmente por saber que, entre este candidato ser eleito e conseguir, de fato, aprovar as medidas e reformas necessárias e formar um time de “elite” para governar o Brasil, há um grande espaço.

O mercado está precificando uma eventual vitória deste candidato, mas, caso ele perca, a situação mudará consideravelmente. Portanto, algo que me parece interessante, é buscar um pouco de proteção nestes momentos, e aproveitando esta volatilidade constante para comprar nas quedas do mercado. No final do dia, se suas perspectivas são de longo prazo, estes movimentos de volatilidade abrem inúmeras oportunidades.

Olhando estas perspectivas, alguns setores chamam a atenção, como as estatais, já que diversas poderão ser privatizadas para ajudar a zerar os déficits orçamentários do governo federal, bancos (afinal para crescer, o crédito é um fator importante para as empresas), infraestrutura (a infraestrutura brasileira precisa de muitos investimentos, e isso não virá somente do Estado), varejo (com a retomada da geração de empregos as famílias poderão zerar suas dívidas e voltar a consumir), commodities, que poderão aproveitar estes movimentos do dólar no exterior para ajustar os preços, gerando oportunidades.

Por fim, mais importante do que analisar tudo isto que comento acima, é conversar sempre com seu assessor, ele lhe ajudará a tomar as melhores decisões de alocação de acordo com seu perfil. Afinal, quando você está doente, você vai num médico e num especialista, por que você faria diferente com seus investimentos? Conte com ele e a chance de se ter melhores retornos são infinitamente maiores.

[1] Disponível em: <https://www.marketwatch.com/investing/bond/tmubmusd10y?countrycode=bx>. Acessado em 14 de outubro de 2018

O dólar subiu, como isso impacta a economia brasileira

setembro 18th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “O dólar subiu, como isso impacta a economia brasileira”

O dólar até agora em 2018 foi um dos melhores investimento do ano, tendo saído de patamares abaixo de R$3,20, tendo ultrapassado os R$4,21 em agosto. Hoje, 13 de setembro de 2018, o dólar é negociado em algumas casas de câmbio no patamar de R$4,40, enquanto no mercado futuro – contrato de dólar futuro negociado na B3 -, está sendo negociado na casa de R$4,20. O que causou essa alta do dólar em 2018? Como essa oscilação do dólar impacta a vida das pessoas? Para onde vai o dólar? Como posso proteger meus investimentos e eventuais despesas em dólar?

O Brasil e o mundo passam por um momento de bastante volatilidade no câmbio, com o dólar se valorizando perante outras moedas, e muitas pessoas pensam que isso não as afeta, e que a vida segue normalmente. Na verdade, o impacto dessa valorização do dólar nos mercados globais afeta uma imensidão de atividades econômicas, preços, custos, desde o custo de um frete internacional de insumos, até o preço final do pãozinho que compramos nas padarias de nosso bairro.

Essa dinâmica se dá pelo fato de diversos preços de produtos e serviços serem cotados em dólar no mercado internacional. Por exemplo, commodities, preços de frete, componentes eletrônicos, etc., quando importados ou exportados, são negociados em dólar. Trazendo para nossa realidade, o trigo que é usado para fazer o pão, é negociado em dólar. O petróleo, insumo da gasolina, também é negociado em dólar. A lógica é a seguinte. Se um dólar custava R$3,00, e o petróleo estava US$60/barril, eu precisava de R$180 para comprar um barril de petróleo. Agora, com o dólar sendo negociado a R$4,20, eu preciso R$248 para comprar o mesmo barril de petróleo, e essa variação de preços é repassada para o consumidor final.

No Brasil, exportamos commodities brutas, e importamos os produtos com valor agregado. Exemplo, exportamos petróleo e importamos gasolina. Exportamos minério e importamos aço, dentre outros produtos. Além disto, o fato de o câmbio ficar interessante para exportação, muitas empresas optam por vender seus produtos aos mercados externos em detrimento ao mercado nacional, o que gera menor oferta de produtos e consequente aumento nos preços. Nesse sentido, a oscilação cambial acaba afetando não só na importação, mas também os preços no mercado interno, fazendo com que até o pãozinho seja afetado pela variação do dólar. Com esse aumento de custos, diversas empresas passam a frear investimentos e contratações, pois tem que usar mais recursos para comprar insumos para sua produção, o que implica em uma desaceleração da economia e eventual aumento do desemprego. Outro fator importante é que diversas empresas brasileiras fizeram captações de recursos no exterior com cotação do dólar mais baixa, o que pode fazer com que sua capacidade de pagamento seja afetada, comprimindo seus lucros, capacidade de investimentos, reduzindo margens de lucro e gerando também uma redução nas contratações e novos investimentos na sua expansão.

Como causas para essa alta do dólar em 2018, eis alguns pontos que justificam. O aumento da taxa de juros nos EUA, que faz com que o retorno dos investimentos sejam maiores com um risco extremamente baixo, levando investidores a migrarem investimentos para ativos mais seguros. O provável fim dos ciclos de estímulos monetários na Europa e no Japão, que reduzem a oferta de moeda na economia e aumentam os custos de capital. O aumento das tensões comerciais entre EUA e China, e numa esfera local, a proximidade com as eleições e as incertezas políticas e futuro da economia brasileira, gerando uma aversão ao risco considerável, onde investidores buscam ativos mais seguros, e ativos líquidos, como moedas, ouro, títulos públicos americanos, ações de economias desenvolvidas, etc. Tudo isto fez com que o dólar saísse da casa dos R$3,20 em janeiro de 2018 para os atuais R$4,20 de setembro.

Nas últimas semanas muitos analistas passaram a rever suas projeções, com alguns bancos internacionais apostando que o dólar poderia alcançar o patamar de R$5,50 após as eleições, numa eventual vitória de um presidente contrário às reformas[1] necessárias à retomada do crescimento brasileiro. Como forma de proteção, tem-se visto um volume de aplicações em fundos cambiais vinculados ao dólar e/ou ao euro, compra de ativos internacionais, fundos multimercados que podem investir no exterior, e compra direta de dólar futuro.

Uma coisa é certa, os próximos meses prometem bastante volatilidade, principalmente no câmbio. A melhor opção é conversar com seu assessor financeiro para ver como proteger sua carteira e obter ganhos nessa volatilidade que o mercado parece impor nos próximos meses.

[1] Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/07/bank-of-america-projeta-dolar-em-r-550-depois-das-eleicoes.shtml>. Acessado em 13 de setembro de 2018

Day trade uma boa opção de operação na Bolsa

julho 18th, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “Day trade uma boa opção de operação na Bolsa”

 

Para os investidores mais arrojados, o day trade é uma opção interessante para a obtenção de bons lucros na Bolsa de Valores. As operações day trade são operações de curtíssimo prazo, iniciadas e encerradas no mesmo dia no mercado de ações. O objetivo é lucrar com o movimento diário do mercado. Se, por exemplo, você comprar ações da Vale (VALE3) a R$49,39 às 10h e vendê-las por R$50,44 às 12h, terá obtido mais de 2% de lucro em apenas 2 horas! Os riscos dos chamados gaps de abertura são minimizados e o investidor determina o nível de risco da operação. Também é possível iniciar a operação vendido, ou seja, com uma venda ao invés de uma compra, tendo como objetivo lucrar com a queda do preço da ação.

Para operar no day trade é preciso muito estudo preliminar e a definição de uma estratégia de operação. O investidor deve fixar um alvo e ajustar os critérios de entrada e saída bem como o stop loss, procurando minimizar possíveis perdas na operação. A metodologia deve ser feita com a avaliação de informações financeiras das empresas e a utilização de gráficos de análise técnica incluindo indicadores como candles e bandas de Bollinger. Também é importante conhecer os custos envolvidos na operação day trade, como a taxa de corretagem e o imposto de renda. A operação devidamente planejada pode ser bem lucrativa e é importante que você tenha uma assessoria qualificada como a da Central do Investidor.

Para os investidores mais experientes, acostumados com a análise técnica, uma solução interessante são os robôs de investimento. São softwares que permitem testes e simulações em diferentes cenários, descartando fatores emocionais, e que são parametrizados para encontrar as melhores opções e executar as ordens automaticamente, de maneira rápida e precisa. Os robôs de investimento são oferecidos de forma gratuita ou por meio de uma assinatura e não há a cobrança da taxa de corretagem. Isto torna a operação ainda mais atraente para os traders, os investidores mais experientes e acostumados com operações mais arriscadas como o day trade.

No day trade você aproveita a movimentação diária, a volatilidade do mercado de ações e a possibilidade proporcionada pelas corretoras de operar alavancado. Uma variação de 1% em uma operação day trade pode trazer até 4% de lucro. Além disso, como dissemos anteriormente, você pode optar por operar vendido e não há o mesmo grau de risco proporcionado pelos gaps das variações diárias.

Embora os riscos envolvidos nas operações day trade sejam, até certo ponto, menores do que em outras operações diárias, é preciso um estudo prévio e conhecimento do mercado de renda variável por parte do investidor. Como todo investimento em renda variável, há riscos envolvidos e é preciso estabelecer uma boa estratégia de investimentos e conhecer os detalhes da operação. Para evitar maiores riscos e erros na hora de investir seu dinheiro, procure a Central do Investidor e converse com um assessor de investimentos.

Dólar, eleições e oportunidades na Bolsa

julho 11th, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “Dólar, eleições e oportunidades na Bolsa”

09Desde o começo deste ano, a incerteza do cenário eleitoral e a disparada do dólar vêm impactando fortemente o mercado financeiro e causando apreensão nos investidores. Outro agravante é a lenta recuperação da economia brasileira, afetando diretamente o desempenho das empresas e, consequentemente, o mercado de ações. Para agravar a situação os nomes de grandes empresas como Petrobras e JBS permanecem no noticiário, atrelados à turbulência política que vêm assolando o país nos últimos anos. Terminado o primeiro semestre, há fortes indicadores de que este cenário pode permanecer até o final deste ano.

No cenário externo, dois fatores contribuem para esta perspectiva. O primeiro são os números da economia americana, que mostram um mercado interno extremamente aquecido com indicadores de consumo em alta. Diante disso, espera-se uma política monetária de aumento dos juros do país para evitar uma espiral inflacionária o que, por sua vez, exerce uma forte pressão sobre as moedas de países emergentes como o Brasil. O resultado é o que temos visto por aqui: dólar próximo de R$4,00, sem expectativa de redução deste patamar.

A segunda ameaça é a de uma guerra comercial que pode envolver EUA, China e União Europeia. É bem verdade que até o momento tudo não passou de retórica, mas o problema reside no fato de que o governo dos EUA mostra uma certa imprevisibilidade no plano de ações, trazendo incertezas de onde se esperava decisões e causando estremecimento até mesmo nas relações com seus vizinhos do NAFTA. Uma possível guerra comercial, envolvendo barreiras protecionistas, fechamento de mercados, políticas de sobretaxa e retaliações comerciais, traz a perspectiva de um cenário imprevisível e assustador, revivendo as tensões da crise mundial de 2008. Ainda temos o Brexit – a saída do Reino Unido da União Europeia – que deve se concretizar até o primeiro trimestre de 2019 e que trará mais incertezas ao final do ano.

No cenário interno, a indefinição do cenário eleitoral exerce forte pressão sobre o mercado. A incerteza reside no fato de que não há qualquer prognóstico indicando que, encerrada a apuração no dia 28 de outubro, emergirá das urnas um candidato comprometido com as diversas e importantes reformas que o país necessita ou alguém com um projeto de viés estatal e intervencionista. A recuperação da economia prossegue, mas em ritmo lento e a alta do desemprego persiste sem sinais de melhora.

Todo este conjunto afeta diretamente o mercado acionário. Neste sobe e desce diário do preço das ações, é importante contar com um assessor de investimentos para te ajudar a tomar as melhores decisões. As já citadas Petrobras (PETR4) e JBS (JBSS3), apesar de sofrerem influência negativa do cenário político, não podem ser totalmente descartadas como um bom investimento. A primeira segue firme em seu projeto de recuperação enquanto a segunda tem boa parte de sua receita dolarizada. Empresas com receita dolarizada e operações relevantes no mercado exterior podem ser uma boa opção. Se por um lado podem sofrer com um aumento de sua dívida por conta da alta da moeda americana, por outro podem se beneficiar com um aumento das receitas. Pode ser o caso de empresas como Embraer (EMBR3), Tupy (TUPY3) e Fibria (FIBR3).

É possível lucrar mesmo em um cenário de incertezas e apreensões. Conte com a Central do Investidor para proteger e aumentar seu patrimônio, escolhendo as melhores opções no mercado financeiro. Converse com um assessor de investimento e verifique quais ações mais indicadas, das empresas com perspectiva de resiliência para este semestre que promete fortes emoções.

O que são Small Caps e porque vale a pena investir

julho 4th, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “O que são Small Caps e porque vale a pena investir”

 

Ao pensar em investir em ações, o nome de algumas empresas imediatamente vem à mente como Petrobras, AMBEV, Vale e Itaú. Mas há um conjunto de empresas com ações na Bolsa que é menos procurado e apresenta ótimos potenciais de ganho. São as chamadas small caps, ações de empresas com menor valor de mercado ou que estão presentes a pouco tempo na Bolsa de Valores. Também são conhecidas como ações de terceira linha. Não se deixe enganar pelo nome: são ações de empresas conhecidas, estáveis e com bom potencial de ganho.

Entre as small caps, estão empresas como Magazine Luiza, CVC, Gol, Multiplus, Smiles e Alpargatas. Apesar de terem uma capitalização de mercado menor que o de empresas como as já citadas Petrobras e Vale, por exemplo (conhecidas como blue chips), estas empresas são líderes ou têm uma fatia de mercado significativa em seus respectivos segmentos e costumam apresentar um ótimo retorno aos investidores.

O Índice Small Caps, ou índice SMLL, é utilizado para medir o desempenho deste tipo de ação. Assim como o Índice Bovespa, o Ibovespa, o SMLL é uma carteira teórica de ativos, neste caso composta pelas ações de menor capitalização. Para se ter uma ideia do potencial de ganho das small caps, em 2017 o SMLL teve rentabilidade nominal (sem descontar a inflação) de 49,37% enquanto a rentabilidade nominal do Ibovespa foi de 26,86% no mesmo período.

Além do potencial de valorização, as small caps têm preços mais acessíveis, sendo possível adquirir um lote padrão com menos dinheiro do que um lote padrão de uma blue chip. Os procedimentos de compra e venda são os mesmos para ambas (small caps e blue chips) no entanto, não é possível investir em small caps investindo no índice SMLL. Se você estiver interessado em investir neste índice, deve procurar um fundo de índice de ações, o chamado ETF.

Em contrapartida, este tipo de ação apresenta uma grande volatilidade por se tratarem de empresas em fase de amadurecimento ou crescimento e em segmentos, muitas vezes, ainda não consolidados. Um bom exemplo desta volatilidade é a Ser Educacional (SEER3), empresa privada de ensino que, impulsionada pela procura por ensino privado e pelo FIES (Financiamento Estudantil do governo federal), teve suas ações negociadas a R$30,00 ao final de 2014 e um ano depois viu o preço despencar para R$7,70, ou seja, uma desvalorização de 74,3%! Por isso, procure um assessor de investimentos da Central do Investidor e verifique quais as melhores opções.

Os fatores que mais exigirão atenção do investidor que optar por small caps são a baixa liquidez, as dificuldades de análise, a precificação imprecisa e a incerteza de crescimento das ações destas empresas. Mas estes obstáculos podem ser vencidos com a ajuda da Central do Investidor, onde você pode contar com assessores qualificados para que suas small caps se transformem em big profits.

E agora, para onde vai o dólar?

junho 13th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “E agora, para onde vai o dólar?”

Vai viajar? Tem compras no cartão em dólar? Preocupando turistas, empresários, importadores e fazendo a alegria dos exportadores, nos últimos meses o dólar veio do patamar de R$3,10 – R$3,15, para bater em patamares próximos a R$3,80. Mas, o que causou isso? Para onde vai o dólar daqui para frente? As eleições podem afetar e deixar o câmbio mais volátil? Como se proteger dessas oscilações?

Este movimento recente do dólar foi, em grande parte, causado pela expectativa de crescimento das taxas de juros nos EUA, com um crescimento mais robusto da economia norte-americana, com as incertezas em relação ao cenário político brasileiro, escândalos incessantes de corrupção, insegurança institucional, dentre outros fatores que geram incerteza, e fazem com que investidores estrangeiros optem por fugir do risco e buscar opções mais seguras, principalmente com a valorização dos títulos norte-americanos.

Apesar de termos os fatores externos, como aumento dos juros por parte do Federal Reserve, Coréia do Norte, Irã, Síria, dentre outros, o que ditará o rumo do câmbio no Brasil será o cenário eleitoral. Quanto maior a possibilidade de um governo populista e/ou de esquerda ser eleito, maior tende a ser o aumento da volatilidade. Mesmo que o Banco Central do Brasil venha a tentar conter a volatilidade do câmbio, a aversão à risco pode levar a moeda americana a outros patamares de preço, tendo espaço para chegar a patamares próximos R$3,85, R$4,01 e R$4,25, patamar de setembro de 2015.

É recomendável prestar atenção no Dollar Index (DXY), que é um índice que mede o valor do dólar em relação uma cesta de moedas dos maiores parceiros de negócios dos EUA. Este indicador mede a força e demanda pela moeda americana, sendo um excelente parâmetro sobre os próximos passos do câmbio. Ao olhar o gráfico abaixo do Dollar Index, caso ultrapasse o patamar de 95 pontos, é bem possível que o índice venha a buscar o patamar de 103 pontos, o que puxaria, por consequência, o valor do dólar perante o real, que, por correlação, poderia chegar ao patamar de R$4,25 para mais. Contudo, é bem provável que o BACEN entre no jogo em alguns momentos para tentar conter a volatilidade excessiva do dólar.

Parte destas expectativas de valorização do dólar perante o real já estão sendo refletidas e apontadas no Boletim FOCUS do Banco Central[1]. As estimativas de crescimento do PIB em 2018 caíram de 2,75% há quatro semanas atrás, para 2,5% no dia 18/5/2018, a inflação, saiu de 3,49% há quatro semanas, para 3,50% hoje. O câmbio por sua vez também teve suas projeções ajustadas, saindo de R$3,33 há 4 semanas, passando para R$3,45 no dia 18 de maio. A imagem abaixo ajuda a ilustrar as variações das projeções nas últimas semanas.

Com a proximidade das eleições, o risco político deverá ditar o tom para o dólar, o que poderá trazer maior volatilidade ao mercado, fazendo com que o Banco Central entre no mercado para conter parte da volatilidade. Para os que irão viajar, ou que possuem exposição a variações cambiais, uma boa opção é comprar dólar periodicamente em pequenas quantidades, diluindo o risco das oscilações e fazendo o tão famoso “preço médio”. Para quem possui passivos em dólar, compra de contratos futuros de câmbio ou até mesmo a utilização de swaps cambiais, ajudando a ter uma proteção maior para os passivos.

Para os investidores, alocar uma parte da carteira em fundos cambiais e/ou compra de contratos futuros de câmbio, pode ser uma alternativa interessante para especulação num horizonte até o final de 2018, com o cenário eleitoral mais conturbado para os próximos meses. Vale ressaltar que, dependendo do resultado das eleições, caso um governo com menor propensão à formas e maior tendências de esquerda e tendências populistas, o cenário cambial pode ser ainda mais volátil e conturbado. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

[1] Disponível em: <https://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20180518.pdf>. Acessado em 25 de maio de 2018.