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PERFIL DE INVESTIDOR II: CONSERVADOR – Modalidades de CDB’S

março 3rd, 2020 Posted by Blog da Samantha 0 comments on “PERFIL DE INVESTIDOR II: CONSERVADOR – Modalidades de CDB’S”

 

O Certificado de Depósito Bancário, popularmente conhecido como CDB, foi criado em 1965 pelo artigo 30 da Lei Nº 4.728 (Lei do Mercado de Capitais).

Como já visto, o CDB é uma modalidade de Investimento em Renda Fixa muito segura e, por isso, extremamente utilizada pelos brasileiros. Por seus inúmeros benefícios, dentre eles, a facilidade de se investir, é uma excelente opção para construção de uma “reserva financeira” sólida e possui FGC (Fundo Garantidor de Crédito). É alocado por diversos perfis de Investidores, e em “especial” para os considerados CONSERVADORES, visto que buscam por baixas volatilidades.

Nesse sentido, continuando nossa série de quais as melhores opções de Investimentos para o Perfil CONSERVADOR, hoje vamos falar sobre o CDB.

 

MODALIDADES:

Existem modalidades distintas de CDB’s, cada um com sua particularidade, e se faz importante entender cada uma das modalidades antes de começar a investir.

CDB prefixado

Nesse modelo é possível saber exatamente o total da remuneração que o investidor obterá findado o prazo estipulado, não havendo oscilações nesses períodos. Isto porque a taxa de juro é estipulada já no início da aplicação.

CDB pós-fixado:

Nesse tipo de CDB, a rentabilidade é realizada por um percentual sobre um índice, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). A taxa CDI é a mais utilizada nesse modelo de aplicação.

Atualmente, na plataforma de cliente da XP Investimentos conseguimos CDBs pós-fixados a 160% do CDI. Uma excelente opção!

CDB atrelado à inflação:

Ou CDB híbrido, segundo a XPI- nada mais é que a união do CDB prefixado com o pós-fixado. Uma parte da rentabilidade é estabelecida no instante da aplicação e a outra é atrelada ao IPCA (índice econômico).

Exemplo: IPCA + 4,85% ao ano.

Segurança:

Essa categoria de investimento é muito conhecida pela segurança, pois o Investidor conta com garantia FGC – que funciona como um “seguro”- até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por depósito em cada instituição financeiro, com limite de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

 

E quanto aos custos?

Os CDB’s não cobram taxa de administração (diferente dos fundos de renda fixa) e corretoras como a XP Investimentos não cobram taxas para negociar esses papéis. Ou seja, nunca foi tão fácil!

Então, podemos observar que os CDBs são sim uma excelente alterativa para obtenção de uma reserva financeira, com rendimentos superiores aos da poupança, mesma segurança e ainda cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito, sendo uma boa forma de diversificação na carteira.

 

Simples, não é mesmo?!

Um abraço!

Samantha Thielke.

samantha@experato.com.br

Migrando da poupança para a Renda Fixa

agosto 3rd, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “Migrando da poupança para a Renda Fixa”

Ainda há investidores que relutam em trocar a poupança por outros investimentos mais rentáveis usando como alegação a segurança e a liquidez. Trata-se de um grave equívoco já que há investimentos que também oferecem segurança e liquidez. Seja por total desconhecimento ou falta de orientação adequada, o investidor acaba perdendo grandes oportunidades de obter uma melhor remuneração sem expor seu patrimônio a grandes riscos.

Investimentos em renda fixa são uma ótima alternativa a poupança. Alguns investimentos contam com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que oferece uma cobertura de até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira em caso de insolvência do emissor do título. É a mesma cobertura oferecida aos investimentos em poupança.

Além disso, o rendimento da poupança é sempre o mais baixo quando comparado com qualquer investimento em renda fixa, só é mais rentável do que deixar o dinheiro parado na conta corrente. O rendimento da poupança é simples de ser calculado: se a Selic (taxa base de juros) for menor ou igual 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR (Taxa Referencial); se a Selic for superior a 8,5% ao ano, a rentabilidade será fixa: 0,5% mais a TR. Quanto a TR, em 2017 o acumulado ficou em torno de 0,6% e no primeiro semestre de 2018 foi de 0,0%!

PREFIXADO

Quem escolhe investir em renda fixa prefixada tem a vantagem de saber de antemão o quanto terá de rendimento no vencimento do título. Isto porque, como o nome sugere, a taxa de remuneração é definida no momento da contratação. Com isso, o investidor tem total segurança porque não fica exposto as oscilações do mercado.

Há opções de prefixado em títulos como LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e CDB (Certificado de Depósito Bancário). Todos estes investimentos contam com cobertura do FGC. Quem investe em LCI e LCA fica isento de IR (assim como na poupança), enquanto que investimentos em CDB estão sujeitos a retenção de IR pela tabela progressiva, mas somente sobre os rendimentos.

Para quem utiliza a poupança para aplicações superiores a 1 ano, com a perspectiva de utilizar os recursos no futuro, investir em renda fixa é uma opção mais rentável, tão segura quanto e com a mesma liquidez. Não há motivos para deixar o dinheiro na poupança, correndo o risco de ter o rendimento corroído pela inflação. Procure um assessor da Central de Investimentos e verifique quais as melhores opões em renda fixa para você.

PÓS-FIXADO

Os títulos de renda fixa pós-fixados têm seus rendimentos atrelados a um indexador e estão sujeitos as oscilações de mercado. Há título atrelados a taxa Selic ou a indexadores como IPCA e IGP-M. É o caso dos títulos da dívida pública, do Tesouro Direto, que tem investimentos como o NTN-B (corrigido pelo IPCA) e o NTN-C (corrigido pelo IGP-M).

Uma opção muito comum são os CDB pós-fixados, que são atrelados a CDI. Estes investimentos costumam ser remunerados com base na taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) que é a taxa utilizada pelos bancos nas operações realizadas entre si. Para se ter uma ideia, um CDB com liquidez diária do banco Fibra, com rendimento de “apenas” 100% do CDI, proporcionava – em 17/07/2018 – um rendimento 10,71% maior que a poupança. Vale observar que há CDB com rendimento superior a 120% do CDI.

Assim como nos prefixados, verifique as retenções para resgates antecipados. Há cobertura do FGC. Os títulos do Tesouro Direto não têm esta cobertura, seu garantidor é o próprio governo federal. Vale a mesma dica que demos para os prefixados: muito gerentes oferecem títulos, especialmente CDB, pouco rentáveis. Em alguns casos o rendimento não passa de 80% do CDI (ou até menos!). Procure um assessor de investimentos da Central do Investidor e verifique as melhores opções.

IPCA+

O Tesouro IPCA+ é um título da dívida pública emitido através do Tesouro Direto. É a nova denominação do NTN-B Principal. O IPCA+ paga, além dos juros, o rendimento da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) que é o índice de preço calculado pelo IBGE e utilizado pelo Banco Central para definir as metas de inflação.

Há ainda a opção de CDB com correção pelo IPCA mais um percentual preestabelecido, é o CDB IPCA+. Nesta opção, você será remunerado pelo índice IPCA mais uma taxa anual. É um investimento hibrido onde há uma remuneração fixa mais uma variável (IPCA). Segue-se as demais regras de qualquer investimento em CDB.

Quem opta por investimentos com IPCA, busca juros reais, sempre acima da inflação. Lembrando que juros reais correspondem aos juros nominal menos a inflação do período. É uma opção conservadora e melhor do que a poupança, onde os rendimentos podem ser corroídos pela inflação acumulada.