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Carta para os cotistas de nossos clubes de investimentos

março 24th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Carta para os cotistas de nossos clubes de investimentos”

Sabemos que o momento é provavelmente único na história mundial, trazendo incertezas e isso influencia nos investimentos. Nos últimos anos criamos alguma gordura, principalmente nos últimos três anos. No ano passado nossos dois Clubes subiram 68% e 70% respectivamente contra 31% do Ibovespa. Precisamos um percentual menor que o atingido ano passado e em outros 2 anos anteriores para voltar ao patamar mais alto que atingimos. Muitos cotistas aportaram quando o mercado subia e comentamos sempre que o melhor momento para aportar é quando der uma “dor de barriga grande”, pois esse é a melhor indicação de quão barato começa a estar um investimento.

Em momentos como o atual muitos agentes atuam de modo emocional, não importando momentaneamente quanto vale um negócio, o patrimônio que ele tem, a marca, a credibilidade, a qualidade do produto. Investir em ações é assim, é ter uma parcela de uma ação, de uma participação de uma empresa e a maneira mais correta é investir em empresas que tenham histórico de lucros constantes e recorrentes. Já passamos por outras crises, eu passei por 2008 e outras e o mundo não acabou. Foram necessários ajustes, o que é normal em momentos como esses.

Existe uma parábola do senhor mercado (você pode ver aqui: http://barganhasdabolsa.blogspot.com/2015/03/a-parabola-do-sr-mercado-e-como-tirar.html) que trata o mercado financeiro como alguém bipolar, que oscila do otimismo extremo para o pessimismo extremo. Todo dia o Sr. Mercado vem com uma oferta para as suas participações nas empresas que tens  (ações compradas no mercado via Clubes ou fundos também) e aí ele por ser bipolar, as vezes oferece um preço pela sua participação mais alta, achando que as empresas vão vender muito (tivemos isso no início dos anos 2000) ou muito baixo (tivemos isso em 2008 e agora novamente, momento similar) e cabe ao investidor decidir o que fazer. Isso acontece no mercado acionário, no mercado de imóveis também. Sim, isso ocorre no mercado imóveis, mas não de maneira diária. O que você faz quando um imóvel avaliado em R$ 1 milhão, alguém diz que quer pagar R$ 700 mil ? Você simplesmente espera melhor condição para vender e não fica todo dia conferindo o preço do imóvel. Com ações deve ser assim também. Muitas vezes vender em uma baixa, pode parecer mais confortável psicologicamente, mas não é o correto. Em um momento de queda, você quer vender, quando o ideal seria comprar (sempre de acordo com seu perfil). A queda atual já aconteceu, foi muito rápida, como você vai ver posteriormente no texto e muita coisa já está nos preços das ações (acredito que 70-80% do que pode acontecer já estão incluídos nos preços atuais) e podemos ter uma alta probabilidade de subir, bem menor que a de queda, porque grande parte já ocorreu.

Empresas que estamos investindo

Procuramos investir em ações que tenham lucros crescentes e recorrentes. Vemos atualmente os bancos como muito baratos. As maiores posições que temos são Banco do Brasil, Vale, Banrisul, Copel, Sanepar, Tenda, Enauta, que representam a maior parte das ações que temos.

Banco do Brasil: hoje é negociada a 3,8x lucros aproximadamente, contra uma média de 7,5x lucros anuais. Quem está comprando a ação hoje tem cerca de 10% de dividendos. O Banco tem lucro e está negociado a 70% do valor que tem de patrimônio líquido. Isso é como comprar algo com R$ 0,70 e levar R$ 1,00.

Vale: Empresa gerando aproximadamente 13% de dividendos anuais e gerando um fluxo de caixa livre de 21%. O preço do minério de ferro continua aquecido e a China já está voltando com atividades normalizadas.

Banrisul: o Banco está sendo negociado a 3,5x lucros anuais contra uma média de 7x lucros. Quanto ao patrimônio líquido está negociado a 63% de 100% que tem de patrimônio líquido. Pagando dividendos de cercade 10%, onde o Governo do Estado é o maior beneficiário e vai precisar desses dividendos.

Enauta: Empresa da área de petróleo que tem 75% do valor de mercado em caixa e negociada a 72% do patrimônio líquido (de 100%). Tem caixa para esperar a melhora do petróleo.

Tenda: empresa tem 20% do valor de mercado em caixa e o lucro aumentou 35% no último trimestre. Negociada a 6x lucros anuais.

Copel: Empresa de Energia do Paraná. Negocia abaixo do patrimônio líquido, 72% de 100% que tem em patrimônio. Pagará cerca de 7% em dividendos e planeja a venda de ativos não-estratégicos que pode destravar valor futuro.

Abaixo gráfico de dois bancos, entre eles o Banco do Brasil, mostrando que ele negocia a 3,8x lucros anuais, o que é extremamente baixo. No ápice chegou a negociar a 12x lucros anuais o que é 215% mais do que está sendo negociado hoje.

O que ocorreu em crises anteriores

Crise Subprime 2008 – queda de -45,12% – recuperação de 76% em 150 dias. Saldo final: – 3,4%

Greve dos caminhoneiros – maio-2018 – queda de -20,24% em 25 dias.  165 dias depois a bolsa já tinha subido 40%! Saldo final: +11.7%

Joesley Day – maio de 2017 – queda de -12,17%. 86 dias depois 26% de recuperação. Saldo final: +11,6%

Mercado é cíclico e tende a voltar, caso o investimento seja em boas empresas. Como sempre falo, o melhor momento de investir é quando dá “uma dor de barriga na gente”. Investir em períodos de alta pode ser mais confortável, mas não é o que dá grana.

Grandes investidores começam a movimentar-se 

Todos sabemos que o momento atual é um momento único na história da humanidade tanto pela questão social quanto na parte de investimentos. Nunca passamos por algo parecido e certamente o momento atual irá nos marcar profundamente, gerando mudanças na forma de pensarmos e investirmos.

O objetivo aqui é mostrar os desdobramentos da crise e quão marcante ela está sendo na história da humanidade. Começo mencionando sobre o momento que passa o S&P500 (Ìndice de ações dos EUA) e o gráfico abaixo que mostra a velocidade de queda dessa Crise Corona, mostrando que a queda de 20% desde o pico atingido foi mais rápida do que as crises de 1929 e 2008, como pode ser visto abaixo:

Já na Bolsa Brasileira, tivemos o oitavo circuit breaker de um total de 24 desde que nosso Ìndice de ações, o Ibovespa foi criado em 1967 (dia 19 de março também tivemos um e que não está no gráfico, por ser muito recente). Ou seja, em apenas 30 dias, tivemos um terço das maiores quedas de 53 anos!!! :O

Dada a velocidade da queda e da intensidade, o que estão fazendo os grandes investidores

Luiz Barsi, conhecido como o velhinho bilionário da bolsa, que tinha quae R$ 1 bilhão de dólares está comprando. Um dos maiores Fundos do Brasil, o Verde e o genial Luis Stuhlberger, está comprando e tem a maior posição em bolsa de valores no seu fundo multimercado desde 2010.

Grandes fundos como o Dynamo, estão reabrindo para captação e o mesmo em apenas um dia captou R$ 300 milhões.

Outro grande nome brasileiro, Florian Bartunek que administra R$12 bilhões, fala que essa crise tem início, meio e fim! (link para matéria completa)

Bill Miller, o legendário ‘value investor’ que fez carreira na Legg Mason, diz que o momento atual é uma das “maiores oportunidades de compra da vida! E olha que ele tem 70 anos de idade! (link para matéria completa).

Não somente eles mas as empresas vêm recomprando as próprias ações, mostrando que as ações começam a estar em um ponto interessante de compra. Essas recompras intensificam-se em momentos como o atual.

A tendência é que mais empresas abram o período de recompras, dada a atratividade atual.

O que esses investidores podem estar vendo

Acredito que é interessante pensar o que podem estar vendo o que os grandes investidores estão fazendo. Para tomarmos uma decisão da melhor maneira possível é preciso reunir informações que facilitem essa tomada.

1) Gráfico Preço-Lucro: hoje negociamos a 9,76x lucros anuais, patamar parecido com a recessão do Período Dilma, que o PIB caiu 10% aproximadamente, ou seja, como sempre falo a bolsa e seus agentes tentam antecipar movimentos, acredito que de 6-8 meses à frente. Ainda estamos um pouco acima da crise de 2008, como pode ser visto abaixo:

Ressalto que em 2002 o Preço-Lucro estava mais baixo, porém a renda fixa estava em 40% ao ano. Sendo assim, a renda fixa com garantia, tinha Preço-Lucro de 2,5 (100% do capital dividido por 40% de retorno anual), possuindo um risco muito maior do que o momento atual de investir-se em renda variável. No momento, a renda fixa tem retorno de 3,75% ao ano, o que torna mais fácil um investimento em ações obter um retorno acima, no longo prazo.

Um fato cabe ser ressaltado aqui, que é a relação entre os juros e o retorno de investimentos em ações. Podemos fazer um exercício similar com o preço-lucro da bolsa de valores, invertendo o percentual de renda fixa e dividindo por 100, transformando em Preço-lucro, que pode nos dar uma estimativa, caso os dados mantenham-se constantes do retorno. Hoje a Selic é de 3,75% o que nos dá um Preço-Lucro = 100 dividido por 3,75 = 26,66x. Sendo assim enquanto na renda fixa demoraria 26,66 anos para dobrar o capital, na bolsa demoraria 9,76 anos. Claro, tudo deve manter-se constante, como o lucro das empresas. Caso o preço caia (como é o momento atual) e os lucros subam (como pode acontecer pós crise, daqui 1-2 anos) esse indicador tende a diminuir.

Benjamin Graham já dizia que o mercado de ações é maníaco depressivo, as vezes ele pode exagerar nas quedas, assim como nas altas, balançando para esses dois lados, cabendo ao investidor ser racional e aproveitar-se desses momentos que podem ser únicos na vida.

Fonte: https://comoinvestir.thecap.com.br/

Já a S&P500 ainda não chegou a níveis de 2008, porém cabe salientar que os juros chegaram a 0-0,25% ao ano, algo inimaginável até pouco tempo atrás. Um amigo que trabalha no Santander New York, me disse que antes era necessário ter no mínimo 10% do valor que alguém quer emprestado e que hoje isso já não é mais necessário, mostrando que bancos querem emprestar dinheiro e que os juros estão baixíssimos.

2) Delta entre NTN-B e Ibovespa: outro indicador interessante que eu acho é o delta, que podemos medir a diferença entre o retorno do Ibovespa e o que estão pagando as NTN-Bs (renda fixa, sem risco e com garantia do Governo). Mesmo com o maior retorno recente das NTNB-s dado o crescente nível de risco, é a maior diferença desde março de 2005. Isso quer dizer na prática que o risco para investir em ações vem dando um prêmio maior para quem o fizer.

3) Sempre esteja no mercado financeiro com maior ou menor percentual: como consultor financeiro, sempre digo para o pessoal que trabalho que o melhor momento para compras no mercado de ações é quando você estiver sentindo aquela “dor de barriga” com as ações, um sentimento emocional forte de perda momentânea e quando quase estiver decidido a vender suas ações. Investir é algo racional e de pensamento e atitudes contrárias da maioria, como podemos ver acima, onde muitos gestores e investidores profissionais estão comprando ações nesse momento em que maioria vende ou quer vender. Um dado interessante é o  que mostra que se perdermos apenas 2 dos melhores anos, o retorno cai pela metade, no estudo realizado em 23 anos de Ibovespa.

Nos investimentos, o advento de uma vacina tende a dar porrada para cima nos retornos.

4) Empresas abaixo do valor patrimonial: já começam a pipocar empresas que estão sendo negociadas abaixo do valor patrimonial. Importante verificar aquelas que não tenham dívida ou dívida baixa. Certamente algumas dessas empresas estão chamando atenção de grandes investidores.

Positividade: 

Quero encerrar esse texto com algo positivo. Certamente essa crise do Corona Vírus trará mudanças profundas em nossa maneira de pensar e investir. Provavelmente contaremos esse momento para nossos netos e bisnetos. Acredito que de tudo menos positivo, temos que tirar algo positivo e esse é o momento.

Nos investimentos, como mencionou André Jakurski, um dos maiores gestores do Brasil, essa é uma crise com início, meio e fim, ao contrário de 2008, por exemplo, que bancos estavam muito mais alavancados. Cabe a nós termos paciência e estudar bons ativos, plantando sementes para colhermos os frutos em um futuro e momentos assim facilitam isso, a compra de bons ativos com margem de segurança maior.

O gráfico que quero mostrar aqui é a do tratamento do Corona. Estamos avançando no tratamento segundo pesquisas, o que nos dá uma luz e esperança para o término mais rápido e mais benéfico para todos.

Resumo

  • momento é único e marcará gerações, tanto a parte social quanto nos investimentos;
  • temos a maior queda em termos de velocidade comparando-a com outras crises;
  • tivemos 8 circuit breakers de 24 que já existiram, o que mostra quão raro e marcante é o momento;
  • dada a queda, grandes investidores e empresas começam a recomprar ações de própria emissão;
  • taxa Selic nas mínimas, assim como Juros Americanos em 0-0,25% ao ano;
  • prêmio para investir em ações está o mais alto desde 2005, não quer dizer que não possa ficar maior;
  • se você tem caixa, vá comprando aos poucos e dividindo as compras a cada quedas. Só invista se tem perfil para isso e para longo prazo. Lembre: é nas quedas que se compra, que se aumenta posição, mesmo que isso psicologicamente não seja algo fácil;
  • sairemos dessa, mais fortes e unidos como humanidade e na parte dos investimentos, alguns que manterem a racionalidade, plantando sementes agora e esperando o tempo passar, irão colher ótimos frutos!

 

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se e contem conosco!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

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Twitter: eliseumanicaj

4 Motivos pelos quais eu Comprei Magazine Luiza

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “4 Motivos pelos quais eu Comprei Magazine Luiza”

A ideia aqui nesse espaço é escrever rotineiramente sobre os ativos que mais impactaram positivamente o retorno do Clube de Investimentos que tenho e cujo retorno foi mostrado aqui nesse post.

Analisar retornos passados é como um  jogador de futebol de excelência, o que ele fez de coisas boas passou e ele deve sempre olhar para frente procurando manter o mesmo nível, mesmo que muitas vezes isso é muito difícil.

Nos investimentos em ações é possível estudar as razões de compras bem sucedidas, procurando por padrões, replicando-as.

O case Magazine Luiza, foi um case raro, unindo turn around e crescimento, onde a Empresa saiu de vários semestres de prejuízos para lucros crescentes. Hoje, todos procuram por investimentos “Nova Magazine Luíza”, devido ao retorno de mais de 20.212% em 3 anos e meio.

 

4 motivos que comprei Magazine Luiza e como buscar sinais em outras ações:

1) Prejuízos diminuindo e reversão para lucro: as ações de Magazine Luiza atingiram o ponto mais baixo na sua cotação, em fevereiro de 2016. De fevereiro de 2016 até outubro de 2016, foram quase 700% em retorno na cotação da ação e isso, obviamente, chamou atenção de investidores em geral. Passamos a estudar o case, com paciência, procurando um bom momento de entrada, monitorando os resultados, eis que passamos a ler sobre o processo de transformação interno que estava acontecendo. Preço importa e é fundamental, porque é a partir dele que você terá seu retorno, seja Taxa Interna de Retorno (TIR) ou a métrica que você preferir. É menos provável perder dinheiro, se você pagar menos. Em primeiro lugar não podemos controlar o futuro dos preços mas podemos controlar o valor que pagamos. Isso que buscamos no case, após uma queda no fim de outubro de 2016, onde essa queda foi perto de 30%. Quando analisar o lucro, prestar atenção na tendência histórica e no percentual do lucro líquido. Buffett menciona em 7 anos, como um período para análise dos lucros de uma empresa.

2) Estrutura de capital e a dívida: estar atento à dívida é importantíssmo e mostra o quão saudável está a companhia. Em investimentos não existem certezas mas probabilidades. Até ter dívida pode ser saudável em certos momentos, usando alavancagem de maneira responsável. Por responsável, entende-se uma geração de caixa que pague essa alavancagem e juros financeiros justos. Analisando de maneira macro, em momentos de quedas de juros, como é o momento atual do Brasil, empresas alavancadas tendem a ter melhores retornos, já que pode ocorrer uma diminuição no custo da dívida. No caso de Magazine Luiza, notamos uma diminuição gradual da dívida total, passando para um caixa, não possuindo dívidas.

3) Indicadores de rentabilidade: analisar o fluxo de caixa, não é apenas olhar Ebitda, mas verificar outros fluxos também e como empresa transforma o que vende em grana no bolso. No caso de Magazine Luiza, o Ebitda mostrou-se crescente ao longo do tempo, assim como Retorno Sobre o Patrimônio que era negativo e manteve-se acima dos 20% desde 2017, o que é um bom percentual. O Retorno sobre o Capital investido foi outro indicador que estava aumentando e que serviu como auxílio na tomada de decisão.

4) ITR e mudanças internas na Companhia: ler o ITR sobre as informações trimestrais, além da aprentação de resultados é algo que acrescenta e muito na tomada de decisão. Investir é difícil, menos de 20% dos investidores profissionais conseguem ter retorno acima do mercado, no decorrer do tempo.No caso de Magazine Luiza, ocorreu a entrada de “sangue jovem” na Empresa, onde Frederico Trajano, passou a assumir a Empresa. Em época de disrupção e modelos de bancos digitais, negociados a mais de 100x, 45x lucros, apenas por ter a palavra digital na proposta de objetivo de empresa, a Magazine Luiza, fez isso muito bem no varejo. Magalu App e multicanalidade; Luiza Labs, com o uso efetivo de Bigdata; Lu Bot e ganho de eficiência, com a melhoria de experiência, foram alguns das mudanças implementadas. A última foi a parceria com o Carrefour para vendas por parte da Magazine Luiza, em 2 lojas, de produtos. Quem iria imaginar que uma concorrente abriria as portas para testes, em seus domínios.

Gráfico de Magazine Luiza e o ponto que entramos no case, com uma posição considerável

E hoje, o que fiz com Magazine Luiza?

Acabamos optando por vender as ações em R$ 172, com um lucro alto desde as primeiras compras. Achamos que, hoje, apesar de toda a qualidade da Empresa, os patamares de negociação já embutem uma exigência de crescimento muito alta e preferimos olhar de fora, colocando o lucro no bolso, eis que o ativo já não tem a margem de segurança que gostamos.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/08/case-magazine-luiza/

SKIN IN THE GAME

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu, Central do Investidor 0 comments on “SKIN IN THE GAME”

Investir no Brasil não é tarefa fácil, dado as constantes mudanças de cenários que afetam e muito o dia dia da bolsa. Nem precisa investigar o passado, vejamos que nos últimos meses tivemos: empresas envolvidas em acidentes (Vale), corrupção (várias), setores sofrendo disrupção (Cielo), lucros vindo menor que o esperado (algumas), previdência aprovada ou não aprovada, valor de economia na previdência, problemas de governança corporativa (Qualicorp e Smiles).

Com tudo isso acontecendo, não é de se estranhar que a bolsa pareça um ambiente um pouco inóspito ao investidor.

Mas estou aqui pra te ajudar a mudar um pouco essa percepção! 

Se para grande maioria as situações acima podem ser consideradas problemas, eu vos digo que não! Tratam-se de oportunidades! Quando vemos o preço de algo bom cair, qual nossa reação? Pensar em comprar correto? Por que não é assim com ações?

A ideia de escrever aqui é justamente essa, auxiliar você investidor a focar no que é essencial, para realizar um filtro, do que é e do que não é importante ao investir, mostrando alguns cases de ótimos retornos e buscar similaridades para investimentos futuros.  Em um momento privilegiado que estamos vivendo de abundância de informações, mais do que nunca, é primordial a seletividade dessas informações, principalmente no mercado financeiro.

Há mais de 10 anos eu sou o responsável por uma carteira de investimentos que, com o passar do tempo, tornou-se um Clube de Investimentos. Nesse período os retornos foram muito acima do Ibovespa. Sobreviver a volatilidade do mercado e a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais rápidas já é difícil, imagine ter um retorno acima do que é considerado o benchmark do mercado?!

Pois é … mas sabe o que mais? Tenho 99% do meu capital financeiro alocado nesse Clube de Investimentos. Isso é o que chamo de skin in the game!! 

Nos últimos anos, os retornos foram os seguintes, descontadas taxas de administração e performance:

Fique atento que nos próximos textos irem desbravar alguns dos ativos que levaram a esses retornos e os motivos que chamaram-me atenção na época das aquisições.

 

Um grande abraço!

Eliseu 

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/21/skin-the-game-por-eliseu-manica/