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Oportunidades em petróleo, ouro, commodities e mercados emergentes

julho 20th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Oportunidades em petróleo, ouro, commodities e mercados emergentes”
petróleo ouro commodities

Na semana passada fui citado por um dos maiores economistas do Brasil ou no mínimo, um dos que têm mais destaque na mídia, o economista Ricardo Amorim, que faz parte do Manhattan Connection e sócio da Ricam Consultoria, inclusive compartilhando o raciocínio que fiz falando sobre a Tesla e outras montadoras, assim como a diferença de investimento entre o growth e valor, inclusive dividindo esse pensamento em um dos maiores eventos de investimentos do mundo, a Expert. Esse raciocínio e ideia comentei no artigo anterior aqui e em meu twitter, aqui …

Isso foi muito motivador para mim continuar escrevendo. Demoro entre 3 a 5 horas para escrever um texto aqui e editar e só tenho a agradecer o compartilhamento por alguém que estimo e respeito muito!

Como andam o preço de algumas commodities, porque acredito que elas podem estar depreciadas e que Brasil pode sair favorecido

Ideia aqui é mostrar o andamento nos preços de algumas das commodities mais utilizadas no mundo, que são ativos considerados reais e que nos últimos anos os preços das ações de empresas desse setor, ficaram muito para trás em comparação com ativos de tecnologia. Ativos como o cobre, estanho, petróleo, são ligados ao crescimento da economia e com a criação de uma vacina (cada vez mais estão saindo notícias sobre isso, inclusive há previsão de uma vacina saindo em setembro), poderemos voltar ao patamar de crescimento novamente.

Uma das commodities mais utilizadas do mundo, o petróle0 (alguns podem mencionar que o futuro está acabado para o petróleo, mas o fato é que muitos setores da economia ainda dependem dele), fazendo um comparativo com o ouro nos últimos meses, a diferença entre o preço do ouro-petróleo atingiu o maior nível da história. Como exemplo, em maio de 2020, uma onça de ouro comprava acima de 400 barril de petróleo – 10x mais que o recorde anterior atingido na Grande Depressão em 1933 e 9x mais que o nível atingido nas quedas do pânico em 2016.

Entre os anos de 1900 e hoje, uma onça de ouro comprava 20 barris de petróleo, com um desvio-padrão de 8. Utilizando uma média, cerca de 80% das observações estavam em 10 para 1, ou seja, significando que ouro estava barato para o petróleo e 30 para 1, significando que o petróleo estava barato para o ouro. De acordo com a distribuição histórica, um nivel de 130 para 1, é algo experado apenas uma vez a cada 10 mil anos!!!

Podemos ver isso na Distribuição ouro-petróleo desde 1860 até o maio 2020:

O padrão ouro-petróleo é um indicador interessante para observarmos quando queremos investir em petróleo e ouro nos últimos 120 anos, usando dados dos EUA. Se pegarmos dados desde 1900, com uma média de 12 meses, temos um retorno de 7% ao ano para o petróleo e de 5% para o retorno anual do ouro. Nesse tempo, petróleo tem um retorno negativo em 39% do tempo enquanto o ouro em 32% do tempo, se pegarmos janelas de 12 meses de retorno.

Contudo, quando o padrão ouro-petróleo excede 30 para 1 (petróleo está barato em relação ao ouro), o petróleo tem retornado em média 32% nos 12 meses seguintes (mais de 4x que a média de longo prazo), enquanto o ouro tem retornado 4% em média. Em média o petróleo tem performado melhor que o ouro em 28% nesses períodos contra 2% em períodos considerados normais.

Já quando o padrão ouro-petróleo está menor que 10 para 1 ( petróleo está mais caro que o ouro) o petróleo perde 7% em média nos 12 meses seguintes e o ouro retorna 18% em média durante esses períodos, possuindo melhor retorno que o petróleo em torno de 25%.

Na última disparidade de mercado que ocorreu no início de 2016 entre ouro e petróleo, o nível atingiu recorde até então 47 para 1. Nos 30 meses seguintes, tivemos um rally no óleo com os preços disparando 191% por barril para US$ 76 em Outubro de 2018, enquanto o ouro caiu 4% durante o mesmo período. Não temos um ETF de petróleo no Brasil como comparativo, mas o ETF XLE, avançou 56% contra outro ETF de ouro negociado nos EUA, o GDX que subiu apenas 3% enquanto que o S&P 500 which subiu 69%!

Como recentemente foi atingido um patamar de 400 para 1, se for considerado o histórico passado de correlação, podendo gerar oportunidades para empresas do setor como Enauta, que não possui dívidas e poderia investir mais operacionalmente, Petrorio, que tem ativos ainda não contabilizados em seus balanços e que isso pode ocorrer em breve e Petrobrás que atingiu produção recorde no pré-sal recentemente!

Ouro e petróleo ambos já passaram por altas de mercado, guerras, pânicos financeiros, crises, depressões, períodos de deflação e inflação, padrão ouro, troca de padrão ouro, taxas de juros fixas, flutuantes, tensões geopolíticas, períodos mais calmos e agora mais uma pandemia. Apesar de todos esses acontecimentos o nível ouro-petróleo, em 80% do tempo sempre ficou entre 10 para 1 e 30 para 1, o que pode ser uma oportunidade o momento atual..

Cobre, Estanho e outros

Outros metais que vêm chamando atenção e que são ligados ao crescimento econômico são o cobre, estanho e outras commodities que também estão subindo o preço rapidamente, acompanhando principalmente o retorno do mercado de capitais da China, como podemos ver abaixo:

O cobre é usado para smartphones, residências e é utilizado como um indicador econômico pelos investidores, sendo consumido pela China quase a metade do que é produzido no mundo e seguindo o crescimento econômico da China que vem mostrando uma recuperação em V.

Outro indicador bem interessante é o Citigroup Economic Surprise Index, que vem surpreendendo positivamente com os últimos dados divulgados recentemente.

fonte: Yardemi.com

Dados como resultados de bancos, por exemplo, um dos maiores bancos do mundo, o  Morgan Stanley, teve um aumento de 45% no seu lucro líquido, possuindo o maior lucro da sua história e isso em plena pandemia!! Outros bancos como JP Morgan, Citigroup, Goldman Sachs, também tiveram resultados acima do previsto.

Ações de empresas que estão descontadas devem começar a ser melhor avaliadas pelos investidores e o fluxo especialmente no Brasil, de migração da renda fixa para a renda variável, deve favorecer esse processo de recuperação de preços de empresas descontadas e com maior margem de segurança. No início de uma recuperação, o investidor não olha tanto para a qualidade das empresas, costuma comprar empresas mais conhecidas.

O nível de diferença entre as empresas de tecnologia e empresas de pequenas capitalização atingiu um dos maiores níveis desde a “Bolha.com”, mostrando que as empresas de tecnologia podem estar em patamares de avaliação altos, o que não acontecia há 20 anos!

Enfim, seja falando sobre Tesla valendo mais que todas as montadoras americanas, seja empresas tech do Brasil com múltiplos esticados, seja patamares de descontos em empresas tradicionais, seja a alta recente do mercado, cada vez mais vem o pensamento de que empresas e setores mais focados em Value Investing, podem estar mais atrativas no momento, como já comentei em artigos anteriores, inclusive citando setores.

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
Facebook: Eliseu Mânica Júnior
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Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/07/20/oportunidades-em-petroleo-ouro-commodities-e-mercados-emergentes/

Ações em valor e commodities podem estar depreciadas

julho 13th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Ações em valor e commodities podem estar depreciadas”
Ações baseadas em valor
Ações baseadas em valor

Ações baseadas em valor, commodities e mercados emergentes podem estar depreciadas

Chama atenção nos últimos dias a descolada que deram as ações da Tesla e de ações linkadas ao setor tech, tanto nos EUA quanto no Brasil. No início do ano as ações da Tesla estavam sendo negociadas a US$ 430 e agora estão a US$ 1.544, ou seja, uma alta de 259% apenas em 2020 e em ano de pandemia.

Uma das premissas de investidores em valor ou investidores que procuram investir com uma razoável margem de segurança é de que as cotações das ações devem acompanhar o lucro ou na minha visão, o caixa gerado por essas companhias. Muitas vezes, o lucro pode advir de um lucro contábil, algo não operacional, como reavaliação de propriedades que não são o core business da empresa investida e que vem sendo muito comum em algumas empresas da bolsa brasileira.

No exemplo da Tesla, no últimos dois trimestres é que ela começou a gerar lucro e mesmo assim foram cerca de US$ 16 milhões ou US$ 0,09 (sim 9 centavos) por ação que está negociada a US$ 1544, ou um Price-earnings (preço dividido pelo lucro anualizado) de 4289 vezes!!!!!! Lembro que no quarto trimestre de 2019, os ganhos foram de US$ 105 milhões de lucro líquido ou US$ 0,56.

Corrobora com isso que venho falando a questão de que a Tesla vale hoje US$ 260 bilhões, possuindo um valor de mercado maior que GM, Ford, Fiat Chrysler, Honda, Daimler e Ferrari, JUNTAS!

No último ano, as receitas dos outros produtores de automóveis foram de US$ 731 bilhões contra US$ 26 bilhões da Tesla, ou seja 27x menos!!! O que o mercado vem precificando é um crescimento gigantesco para Tesla nos próximos anos e provavelmente fontes de receita fora do negócio principal, quem sabe algo também relacionado a Solar City (sim, a Tesla é dona de uma empresa de telhas fotovoltaicas, que geram energia a partir da luz solar).

Por morar aqui na Flórida, vejo amigos com desejo de ter um Tesla e alguns até compraram, até pela questão de leasing, onde você paga cerca de 20-40% do carro em 2-3 anos para uma empresa que é responsável pela manutenção do carro. Após esse período, o carro retorna para as mãos de quem alugou. O ponto positivo disso é que pode ser utilizado como despesas em uma empresa, diminuindo o pagamento de impostos, tudo de uma maneira correta e honesta.

Acredito que todo esse movimento, seja devido ao aumento de número de investidores pessoa física e aos hobinhooders, pessoa física que negocia ações via o aplicativo Hobinhood, de corretagem grátis, mas que vende a ciência das compras e vendas para investidores maiores, de grande parte os investidores profissionais.

Esse movimento que tem acontecido com ações de Tesla, vem acontecendo com outras empresas tech e empresas de crescimento que estão nas máximas históricas e que estão com um peso gigante, um dos maiores da história na composição do S&P500, como podemos ver abaixo, enquanto que ações de empresas cíclicas e de setores considerados investimento em valor, como bancos e setor financeiro, indústria, energia e consumo discricionário, estão nos patamares mais baixos. Lembro que investir é olhar para frente, imaginando o que pode acontecer com a empresa daqui para o futuro, baseando-se no que ocorreu no passado, porém o que vem acontecendo é uma valorização em patamares históricos de empresas de crescimento e aqui faço meu alerta e cautela… o melhor investimento é aquele quando poucos querem, poucos prestam atenção, feito também em um timming correto!

No quadro abaixo, podemos ver o retorno anualizado nos últimos anos de empresas global commodities, ou empresas de commodities, mercados emergentes que tiveram um dos maiores riscos (medido pelo desvio padrão) e retornos no passado que não corresponderam ao risco incorrido. Lembro que empresas que não andaram bem no passado, podem andar bem no futuro, eis que têm grande possibilidade de estarem com desconto e é nisso que pessoalmente acredito em meus investimentos.

Fonte: Visual Capitalist

Muitos comentam que as ações poderiam estar negociadas a patamares altíssimos, os maiores da história, mas o fato é que ainda não batemos os múltiplos da bolha.com, como podemos ver abaixo:
Venho acompanhando alguns youtubers, muito deles meus amigos e que são geradores de opinião. Acredito que eles fazem um ótimo trabalho de educação financeira, mas a carteira deles normalmente é de ativos linkados ao crescimento. Muitos gostam de ações como Weg, B2W, Magazine Luiza, Tesla e convém alertar que essas empresas podem ter atingido patamares acima de uma margem de segurança adequada de investimento.
Quem é investidor há mais tempo, sabe que é o cachorro que balança o rabo e não o contrário, falo isso acerca dos lucros e geração de caixa atual e futura que fazem com que o preço de ação caia ou suba e que muitas vezes, a maioria é pouco inteligente e emocional e uma das características de grandes investidores é filtrar a opinião alheia, servindo-se dessa “bipolaridade” do mercado, que às vezes é muito otimista e outras muito negativista com alguns setores. Olhando o quadro abaixo, será que o mercado não está sendo muito negativista com setores mais tradicionais da economia? Note as mudanças de expectatias entre 31-12-2019 e 30-06-2020…

Fonte: WSJ

Não há dúvidas que investir em empresas tech nos últimos anos, foi uma das melhores estratégias dos últimos anos, mas será que o futuro para o investidor manterar-se-á assim?

Descolamento da economia real e do mercado: desemprego nos EUA continua no pico

Nos últimos dias tivemos uma melhora na taxa de desemprego nos EUA, surpreendendo aqueles que apostavam contra isso e lembrando a frase que ficou marcada por Warren Buffett, no encontro anual de acionistas Berkshire: “Never bet against America (EUA)”. Mesmo assim, com toda a recuperação do mercado de trabalho, o número de desempregados ainda é acima das crises anteriores (atualmente estamos com 11,1% e alguns contestam esse número):

  • 2007-09: 10.0%
  • 2001: 6.3%
  • 1990-1991: 7.8%
  • 1981-1982: 10.8%
  • 1973-75: 9.0%
  • 1969-70: 6.1%
  • 1960-61: 7.1%
  • 1957-58: 7.5%
  • 1953-54: 6.1%
  • 1948-49: 7.9%

Com a recuperação econômica ainda por vir e empresas tech e de crescimento já embutindo isso nos preços, ativos que estão historicamente mais descontados como commodities, investimento em valor e mercados emergentes tendem a valorizar-se nos próximos meses. Lendo a conjuntura macroeconômica, temos bancos centrais alocando muita grana como incentivos, moedas de países emergentes como o Brasil depreciadíssimas, petróleo nas mínimas históricas em comparação com o ouro, por exemplo e  empresas baseadas na métrica de value investing descontadas historicamente. Setores como saneamento, real state e bancos, são os que mais me atraem, ainda descontados, mesmo não andando. Juntando-se todos esses fatores, corrobora com meu pensamento e como venho me posicionando.

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

FONTE: https://bugg.com.br/2020/07/13/acoes-em-valor-e-commodities-podem-estar-depreciadas-by-eliseu/

Como comprar e vender milho na Bolsa de Valores

dezembro 18th, 2017 Posted by Agrícolas 0 comments on “Como comprar e vender milho na Bolsa de Valores”

Nos últimos artigos falamos sobre algumas regras do mercado futuro de commodities como Margem de Garantia e o Ajuste Diário. Agora vamos mais a fundo, entrando em detalhes de como se negocia contratos de Milho na Bolsa de Mercadorias e Futuros.

Graças ao ajuste diário e margem de garantia, podemos estar posicionados na compra, onde ganhamos dinheiro com a alta da cotação, quanto na venda, onde ganhamos (mais…)

Como comprar e vender soja na Bolsa de Mercadorias e Futuros

novembro 17th, 2017 Posted by Agrícolas 0 comments on “Como comprar e vender soja na Bolsa de Mercadorias e Futuros”

Nos últimos artigos falamos sobre algumas regras do mercado futuro de commodities como Margem de Garantia e Ajuste Diário. Agora vamos mais a fundo. Entramos nos detalhes de como se negocia contratos de Soja na Bolsa de Mercadorias e Futuros.

Graças ao ajuste diário e à margem de garantia, podemos estar posicionados na compra – onde ganhamos dinheiro com a alta da cotação – ou na venda – onde ganhamos com a queda da cotação do ativo.

Sempre lembrando que as negociações de Soja na Bolsa são operações somente financeiras, não tendo entrega física no vencimento. (mais…)

Ajuste Diário no Mercado Futuro

outubro 11th, 2017 Posted by Agrícolas 0 comments on “Ajuste Diário no Mercado Futuro”

No último artigo falamos sobre margem de garantia como possibilidade de alavancagem no mercado futuro de commodities.

Neste artigo, iremos falar sobre o ajuste diário, que é o mecanismo de equalização de todas as posições no mercado futuro.

O ajuste serve para que todos iniciem o dia “zerados”. Os participantes recebem seus lucros e pagam prejuízos. Dessa forma, diminui-se o risco de inadimplência e se fortalece a saúde do mercado. (mais…)

Deral eleva previsão de área plantada de soja em 2017/18 e reduz a de milho verão

setembro 29th, 2017 Posted by Agrícolas 0 comments on “Deral eleva previsão de área plantada de soja em 2017/18 e reduz a de milho verão”

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná, aumentou nesta quinta-feira, 28, a sua previsão de área plantada de soja em 2017/18. O governo paranaense projetou plantio de 5,447 milhões de hectares, ante 5,435 milhões de hectares previstos há um mês.

O novo número representa aumento de 3% ante o ciclo anterior. A previsão de produtividade foi mantida em 3.581 quilos por hectare (-5% ante 2016/17). (mais…)