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Investimento a longo prazo: seu futuro começa agora!

julho 31st, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “Investimento a longo prazo: seu futuro começa agora!”

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mais de um terço das pessoas acima de 60 anos e que já estão aposentadas continuam trabalhando. Deste total, 46,9% o faz porque a aposentadoria não é suficiente para pagar as contas. As perspectivas não são animadoras quando consideramos as indefinições da reforma da Previdência ao mesmo tempo em que observamos um aumento da expectativa de vida da população brasileira e a constatação de que a mesma está envelhecendo.

Além da aposentadoria, os investimentos a longo prazo também podem ser voltados para outras estratégias como a educação dos filhos, a mudança para outra cidade/Estado/país, a abertura de um negócio próprio, a aquisição de imóveis ou o gozo de um período sabático. Por isso, alocar recursos para investimentos a longo prazo deve ser encarado como uma necessidade perene e todo investidor deve ter ativos devidamente alocados dentro desta perspectiva. São considerados investimentos de longo prazo todos os que têm prazo superior a cinco anos, porém, deve-se focar em uma janela de tempo mais prolongada, com prazos de 10, 20 anos de aplicação.

Com uma estratégia de longo prazo, o investidor fica menos suscetível às volatilidades do mercado financeiro, reduzindo o impulso emocional causado por perdas e instabilidades momentâneas. Outra vantagem é que um período maior possibilita uma diversificação da carteira, mitigando os riscos e aumentando os lucros. Por fim, uma carteira de longo prazo tende a ter menos incidência de Imposto de Renda e oferecer melhores taxas de retorno.

O investidor pode montar uma carteira diversificada com investimentos em renda fixa e variável, observando sua aversão ao risco, a capacidade de dispor de recursos por um longo prazo, as reservas para emergência e sua capacidade de poupança e disciplina financeira. O mais importante é definir uma estratégia e escolher os melhores investimentos. Faça cotações com diversos bancos e corretoras, não há motivo para aplicar todos os recursos em uma única instituição. Verifique as taxas e tarifas cobradas bem como o histórico de retorno de cada investimento. Procure um assessor da Central do Investidor e receba todo o suporte necessário para montar a melhor estratégia.

FUNDOS DE INVESTIMENTO

Para o investidor, a vantagem de aplicar em um fundo de investimento é a possibilidade de contar com a expertise de um gestor, que irá alocar os recursos dos cotistas nos melhores investimentos disponíveis no mercado. É fundamental analisar os custos de cada fundo, como Imposto de Renda, come-cotas, taxa de administração e de performance.

Você pode optar por fundos de renda fixa, variável ou multimercado. Os fundos de renda fixa alocam recursos em investimentos como CDB, LCI, LCA, Títulos da dívida pública (Tesouro Direto) e Letras de Câmbio. Já os fundos de renda variável fazem a alocação em ações e derivativos, além de títulos lastreados na cotação de ativos como ouro e dólar. Os fundos multimercado fazem uma mescla de investimentos, alocando recursos em ações, Tesouro Direto, CDB, câmbio etc. Neste caso, será necessário definir o seu perfil de investidor (conservador, moderado, agressivo) e com base neste perfil será definido o fundo mais adequado.

LCI, LCA e CDB

A principal diferença entre a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) é que a primeira se destina ao fomento da habitação, enquanto a segunda é voltada para o agronegócio. Ambas são isentas de taxa de administração e Imposto de Renda e, geralmente, são remuneradas como base no CDI. O investimento mínimo exigido costuma ficar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, de acordo com a instituição financeira ofertante. Há opções com juros pré e pós-fixado e o período de carência é superior a 90 dias, com opções de prazos bem maiores. Este investimento tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com cobertura de até R$ 250 mil por CPF.

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título mais conhecido, muito procurado por investidores iniciantes. Tem características semelhantes a LCI e LCA: não tem taxa de administração e tem garantia do FGC. O investimento mínimo exigido costuma ser baixo, em algumas instituições pode-se investir a partir de R$ 200,00. Há incidência de Imposto de Renda seguindo uma tabela regressiva, com alíquota máxima de 22,5% e mínima de 15%, de acordo com o tempo investido. A alíquota incide sobre o rendimento (juros obtidos) e não sobre o montante aplicado.

 

À princípio, pode parecer que a LCI e a LCA são mais vantajosas por não terem incidência de Imposto de Renda. Mas é preciso comparar os custos como as taxas cobradas pelos bancos e corretoras e os rendimentos oferecidos por cada título. Faça o comparativo com diferentes títulos, oferecidos por diferentes instituições.

TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA (TESOURO DIRETO)

Os títulos da dívida pública, emitidos pelo governo, são oferecidos através do programa Tesouro Direto, em parceria com a BM&F. São uma opção muito conhecida em investimento de longo prazo, alguns títulos têm vencimento de 20 anos.

Há opções de títulos pré e pós-fixados, sendo que estes últimos costumam ser atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), que é o índice utilizado pelo Banco Central para definir as metas de inflação. Os títulos pós-fixados costumam ser muito vantajosos a longo prazo por permitirem um ganho real, acima da inflação.

Embora não tenha garantia do FGC, o aval do governo traz uma segurança para quem opta por este investimento. Assim como o CDB, os títulos do Tesouro Direto têm incidência de Imposto de Renda seguindo a tabela regressiva. Além disso, há uma taxa de custódia de 0,3% sobre o valor investido além de outras taxas que costumam ser cobradas pelas corretoras.

AÇÕES

Muitas pessoas ainda consideram o investimento no mercado acionário como de curto ou médio prazo. No entanto, investir em ações, especialmente as ações preferenciais (PN), pode ser considerado como um investimento de longo prazo quando desconsidera-se as oscilações naturais do mercado, focando-se na performance da empresa em um período de longo prazo.

Se optar por ações de empresas com bom desempenho e saúde financeira reconhecida pelo mercado e que pagam dividendos (ações preferenciais) como, por exemplo, Itaúsa (ITSA4), IRB Brasil (IRBR3) e Ambev (ABEV3), você aloca recursos em ativos de empresas sólidas e ainda recebe periodicamente parte dos resultados positivos das mesmas.

Se tiver dúvidas, como quais as melhores opções de ações ou o quanto de sua carteira de investimentos alocar em ações, procure a Central do Investidor e converse com um de nossos assessores.

OUTRAS OPÇÕES

Além dos investimentos mencionados acima, outros como Letras de Câmbio (LC), Fundos Imobiliários (FI) e Previdência Privada, também podem ser considerados em sua carteira investimentos.

O fato é que investir a longo prazo é uma decisão que não pode ser postergada. Monte uma estratégia com o seu assessor da Central do Investidor, faça um planejamento e tenha foco em um período de longo prazo. Lembre-se que seu futuro e de seus familiares começa agora.

As eleições se aproximando, o horizonte turbulento, como investir seu dinheiro?

junho 15th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “As eleições se aproximando, o horizonte turbulento, como investir seu dinheiro?”

Há alguns anos o Brasil passa por um momento bastante turbulento que têm se refletido também no retorno de nossos investimentos. Vimos a taxa de juros sair de patamares de 15%, chegando a 6,5%, levando os investidores a buscar alternativas de maior risco para alcançar as metas de retorno esperado das carteiras. Num horizonte bastante curto passaremos por mais uma eleição presidencial, governadores, senadores, deputados federal e estadual, onde teremos a chance de mudar o país e transformar o Brasil no país do presente, não mais o país do futuro. Dependendo dos resultados das eleições poderemos ver os mais diversos reflexos no mercado financeiro. Como que podemos nos preparar para estes próximos meses mais “turbulentos”?

O mercado acionário tende a antecipar os movimentos da economia e os sentimentos dos investidores. Ao ver a possibilidade de um governo mais propenso ao populismo, com menos interesse em viabilizar as reformas e mudar os rumos da economia, o mercado irá refletir estas possibilidades, provavelmente com a queda das ações, valorização do dólar perante o real, aumento do risco-país, queda dos investimentos, dentre outras possibilidades.

Neste sentido, ao olhar as perspectivas de crescimento econômico do Brasil, vemos uma queda nas expectativas do mercado, uma redução na confiança, que tem mostrado já seus reflexos no câmbio, que veio de um patamar de R$3,15, para próximo de R$3,60-R$3,70. Em momentos mais conturbados, vale a pena diversificar a carteira de investimentos, utilizando fundos de investimentos multimercados, que não possuem obrigatoriedade mínima de concentração em classes de ativos e podem diversificar as aplicações seja em câmbio, ações, juros, inflação, investimentos no exterior, imóveis, etc.

Com uma taxa de juros alcançando mínimas históricas, a renda fixa brasileira tem se tornado uma alternativa menos interessante. Existe por exemplo os Fundos de Investimentos Imobiliários, que possuem taxas de dividend yield bastante atrativas, além de possuir isenção de IR para investidores pessoa física. Neste momento, manter parte da carteira em FII’s, fundos multimercados, uma pequena parcela em fundos cambiais e um rebalanceamento da carteira de ações, trazendo ações com maior exposição ao dólar e menor potencial de impacto com as intempéries da economia brasileira pode ser uma boa opção para enfrentar os próximos meses sem maiores preocupações. Contudo, é necessário que o investidor e seu assessor de investimentos avaliem as melhores opções de acordo com cada perfil de investimentos, pois de nada adianta montar uma carteira para este período que se aproxima, mas que tenha um perfil diferente daquele do investidor. Nestas horas de maior incerteza, contar com assessoria de um profissional especializado para ajudar a montar uma carteira que mais se adeque com seu perfil, sendo esse acompanhamento para eventuais balanceamentos essencial na busca de uma melhor relação risco x retorno.

Neste cenário com eleições, e incertezas com os próximos governantes, uma carteira mais defensiva, com fundos multimercados, FII’s, fundos cambiais e uma exposição menor em ações pode ser interessante. Alguns títulos do Tesouro Direto já têm mostrados taxas bastante atrativos, com alguns títulos pré-fixados já apresentando taxas superiores a 10%. Contudo, dependendo do resultado das eleições, com uma aversão ao risco do mercado brasileiro, existe a possibilidade de estas taxas dispararem, motivadas pela venda dos títulos e desconfiança em relação aos próximos passos dos governantes.