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O QUE OS GRANDES INVESTIDORES ESTÃO FAZENDO?

março 22nd, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “O QUE OS GRANDES INVESTIDORES ESTÃO FAZENDO?”

Aqui quem vos escreve é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento.

Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram.

Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Grandes investidores começam a movimentar-se 

Todos sabemos que o momento atual é um momento único na história da humanidade tanto pela questão social quanto na parte de investimentos. Nunca passamos por algo parecido e certamente o momento atual irá nos marcar profundamente, gerando mudanças na forma de pensarmos e investirmos.

O objetivo aqui é mostrar os desdobramentos da crise e quão marcante ela está sendo na história da humanidade. Começo mencionando sobre o momento que passa o S&P500 (Ìndice de ações dos EUA) e o gráfico abaixo que mostra a velocidade de queda dessa Crise Corona, mostrando que a queda de 20% desde o pico atingido foi mais rápida do que as crises de 1929 e 2008, como pode ser visto abaixo:

Já na Bolsa Brasileira, tivemos o oitavo circuit breaker de um total de 24 desde que nosso Ìndice de ações, o Ibovespa foi criado em 1967 (dia 19 de março também tivemos um e que não está no gráfico, por ser muito recente). Ou seja, em apenas 30 dias, tivemos um terço das maiores quedas de 53 anos!!! :O

Dada a velocidade da queda e da intensidade, o que estão fazendo os grandes investidores

Luiz Barsi, conhecido como o velhinho bilionário da bolsa, que tinha quae R$ 1 bilhão de dólares está comprando. Um dos maiores Fundos do Brasil, o Verde e o genial Luis Stuhlberger, está comprando e tem a maior posição em bolsa de valores no seu fundo multimercado desde 2010.

Grandes fundos como o Dynamo, estão reabrindo para captação e o mesmo em apenas um dia captou R$ 300 milhões.

Outro grande nome brasileiro, Florian Bartunek que administra R$12 bilhões, fala que essa crise tem início, meio e fim! (link para matéria completa)

Bill Miller, o legendário ‘value investor’ que fez carreira na Legg Mason, diz que o momento atual é uma das “maiores oportunidades de compra da vida! E olha que ele tem 70 anos de idade! (link para matéria completa).

Não somente eles mas as empresas vêm recomprando as próprias ações, mostrando que as ações começam a estar em um ponto interessante de compra. Essas recompras intensificam-se em momentos como o atual.

A tendência é que mais empresas abram o período de recompras, dada a atratividade atual.

O que esses investidores podem estar vendo

Acredito que é interessante pensar o que podem estar vendo o que os grandes investidores estão fazendo. Para tomarmos uma decisão da melhor maneira possível é preciso reunir informações que facilitem essa tomada.

1) Gráfico Preço-Lucro: hoje negociamos a 9,76x lucros anuais, patamar parecido com a recessão do Período Dilma, que o PIB caiu 10% aproximadamente, ou seja, como sempre falo a bolsa e seus agentes tentam antecipar movimentos, acredito que de 6-8 meses à frente. Ainda estamos um pouco acima da crise de 2008, como pode ser visto abaixo:

Um fato cabe ser ressaltado aqui, que é a relação entre os juros e o retorno de investimentos em ações. Podemos fazer um exercício similar com o preço-lucro da bolsa de valores, invertendo o percentual de renda fixa e dividindo por 100, transformando em Preço-lucro, que pode nos dar uma estimativa, caso os dados mantenham-se constantes do retorno. Hoje a Selic é de 3,75% o que nos dá um Preço-Lucro = 100 dividido por 3,75 = 26,66x. Sendo assim enquanto na renda fixa demoraria 26,66 anos para dobrar o capital, na bolsa demoraria 9,76 anos. Claro, tudo deve manter-se constante, como o lucro das empresas. Caso o preço caia (como é o momento atual) e os lucros subam (como pode acontecer pós crise, daqui 1-2 anos) esse indicador tende a diminuir.

Benjamin Graham já dizia que o mercado de ações é maníaco depressivo, as vezes ele pode exagerar nas quedas, assim como nas altas, balançando para esses dois lados, cabendo ao investidor ser racional e aproveitar-se desses momentos que podem ser únicos na vida.

Fonte: https://comoinvestir.thecap.com.br/

Já a S&P500 ainda não chegou a níveis de 2008, porém cabe salientar que os juros chegaram a 0-0,25% ao ano, algo inimaginável até pouco tempo atrás. Um amigo que trabalha no Santander New York, me disse que antes era necessário ter no mínimo 10% do valor que alguém quer emprestado e que hoje isso já não é mais necessário, mostrando que bancos querem emprestar dinheiro e que os juros estão baixíssimos.

2) Delta entre NTN-B e Ibovespa: outro indicador interessante que eu acho é o delta, que podemos medir a diferença entre o retorno do Ibovespa e o que estão pagando as NTN-Bs. Mesmo com o maior retorno recente das NTNB-s dado o crescente nível de risco, é a maior diferença desde março de 2005. Isso quer dizer na prática que o risco para investir em ações vem dando um prêmio para quem o fizer.

3) Sempre esteja no mercado financeiro com maior ou menor percentual: como consultor financeiro, sempre digo para o pessoal que trabalho que o melhor momento para compras no mercado de ações é quando você estiver sentindo aquela “dor de barriga” com as ações, um sentimento emocional forte de perda momentânea e quando quase estiver decidido a vender suas ações. Investir é algo racional e de pensamento e atitudes contrárias da maioria, como podemos ver acima, onde muitos gestores e investidores profissionais estão comprando ações nesse momento em que maioria vende ou quer vender. Um dado interessante é o  que mostra que se perdermos apenas 2 dos melhores anos, o retorno cai pela metade, no estudo realizado em 23 anos de Ibovespa.

Nos investimentos, o advento de uma vacina tende a dar porrada para cima nos retornos.

4) Empresas abaixo do valor patrimonial: já começam a pipocar empresas que estão sendo negociadas abaixo do valor patrimonial. Importante verificar aquelas que não tenham dívida ou dívida baixa. Certamente algumas dessas empresas estão chamando atenção de grandes investidores.

Positividade: 

Quero encerrar esse texto com algo positivo. Certamente essa crise do Corona Vírus trará mudanças profundas em nossa maneira de pensar e investir. Provavelmente contaremos esse momento para nossos netos e bisnetos. Acredito que de tudo menos positivo, temos que tirar algo positivo e esse é o momento.

Nos investimentos, como mencionou André Jakurski, um dos maiores gestores do Brasil, essa é uma crise com início, meio e fim, ao contrário de 2008, por exemplo, que bancos estavam muito mais alavancados. Cabe a nós termos paciência e estudar bons ativos, plantando sementes para colhermos os frutos em um futuro e momentos assim facilitam isso, a compra de bons ativos com margem de segurança maior.

O gráfico que quero mostrar aqui é a do tratamento do Corona. Estamos avançando no tratamento segundo pesquisas, o que nos dá uma luz e esperança para o término mais rápido e mais benéfico para todos.

Resumo

  • momento é único e marcará gerações, tanto a parte social quanto nos investimentos;
  • temos a maior queda em termos de velocidade comparando-a com outras crises;
  • tivemos 8 circuit breakers de 24 que já existiram, o que mostra quão raro e marcante é o momento;
  • dada a queda, grandes investidores e empresas começam a recomprar ações de própria emissão;
  • taxa Selic nas mínimas, assim como Juros Americanos em 0-0,25% ao ano;
  • prêmio para investir em ações está o mais alto desde 2005, não quer dizer que não possa ficar maior;
  • se você tem caixa, vá comprando aos poucos e dividindo as compras a cada quedas. Só invista se tem perfil para isso e para longo prazo. Lembre: é nas quedas que se compra, que se aumenta posição, mesmo que isso psicologicamente não seja algo fácil;
  • sairemos dessa, mais fortes e unidos como humanidade e na parte dos investimentos, alguns que manterem a racionalidade, plantando sementes agora e esperando o tempo passar, irão colher ótimos frutos!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/03/22/o-que-grandes-investidores-estao-fazendo-e-o-momento-atual/

Perspectivas e Onde Investir em 2020 (Eliseu Mânica Jr)

janeiro 19th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Perspectivas e Onde Investir em 2020 (Eliseu Mânica Jr)”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Perspectivas e onde investir em 2020 

No texto anterior escrevi sobre empresas que investir em 2019, os retornos principais e o que aconteceu em 2019. Nesse texto o objetivo é mostrar onde investir em 2020, seguindo o cenário atual apresentado. No mercado financeiro, principalmente em investimentos na bolsa de valores, os investidores tentam antecipar movimentos olhando 6-8 meses a frente. Isso quer dizer, por exemplo, que a bolsa de valores tenta precificar hoje o que pode ocorrer meses à frente. Cabe um gestor, um investidor mais ativo, verificar o cenário atual e investir baseado nas probabilidades do cenário futuro visualizado. Um ótimo gestor tem uma grande assertividade quanto a isso, porém sabe dos riscos e que é necessária a diversificação.

No ano passado tivemos como grande efeito potencializador para os próximos anos de retornos nos investimentos e melhoria do cenário econômico, a Reforma da Previdência que após cálculos posteriores teremos uma economia acima do valor inicial previsto de R$ 800 bilhões, nos próximos 10 anos. Outro grande avanço foi a MP da Liberdade Econômica, a cessão onerosa (que mostrou-se um pouco menor do que o previsto, mas que teve importância), o novo marco regulatório das telecomunicações, a parte do cadastro positivo (que vi nos Estados Unidos e que funciona muito bem, tornando os juros mais justos para ótimos pagadores, individualizando o custo do crédito), assim como o pacote anticrime, apesar das alterações do projeto. São avanços como esses que podem tornar mais fácil o caminho para o crescimento brasileiro e que isso pode trazer um bom cenário para os próximos anos.

No presente texto, tratarei do cenário que pode ocorrer em 2020 e alguns ativos que tendem a valorizar-se. Quando me perguntam qual o melhor investimento, sempre digo que não há uma fórmula mágica e o melhor investimento é aquele mais adequado ao perfil específicio de cada investidor, sendo algo único e não generalista.

Renda Fixa ou “perda fixa” para os investidores mais agressivos

O investidor mais antigo que é o que tem maior poder aquisitivo, obviamente porque começou a trabalhar antes, tinha o costume de investir em renda fixa e chegou a obter retornos de 42% ao ano, pois a Selic chegou a essa patamar no início dos anos 2000. Sendo assim, o capital aplicado dobrava a cada 2 anos. No cenário de renda fixa atual, que começou há 4 anos atrás, isso acabou. Hoje a Selic está em 4,5%, a poupança rende 70% da Selic e o investidor que quer ter mais retorno, precisará mudar o mindset para um cenário de maior volatilidade. Isso não é fácil e exigirá cada vez mais educação financeira em nosso País. A maioria dos juros de curto prazo já caíram, porém há ainda alguma oportunidade em termos de juros longos. Convém salientar que mesmo em renda fixa, investir em juros longos têm riscos, similares ao investimento em ações em termos de volatilidade no curto prazo.

Outros investimentos em renda fixa que poderão ser mais vantajosos, títulos high yeld e fundos de debêntures incentivadas. Lembrar que onde há potencial de retorno maior, há um risco maior.

Fundos multimercados – para quem tem perfil mais conservador

Como alternativa para quem não tem tempo para cuidar dos seus investimentos fundos multimercados são alternativas para ter retorno um pouco maior que retornos da renda fixa, com um pouco mais de volatilidade é claro. Buscar fundos com retorno acima de 130-140% é o ideal.

Fundos imobiliários – cautela, porém existem oportunidades

Com o ótimo retorno em 2019, o IFIX que é a média dos fundos imobiliários, obteve retorno acima, inclusive, do Ibovespa. Esse movimento de alta chamou muita atenção dos investidores pessoa física, sendo que alguns ainda me perguntam muito sobre o investimento sobretudo pela quantidade de manchetes sobre a excelente alta do ano anterior. Um fato importante e que comentei no início do texto sobre a questão de investir é o fato de que o que aconteceu no passado, é passado e o cenário para investimento deve ser considerado a partir do momento em que é realizado. Passado é passado e seguir manchetes e dicas de gurus é a maneira mais fácil de perder dinheiro e isso me preocupa tanto em fundos imobiliários, quando investimentos em ações. Grande parte do movimento de alta dos fundos imobiliários, foi devido a movimento macro de queda de juros, já que os fundos imobiliários possuem correlação negativa com os juros. Esse movimento macro que auxiliou a elevação no preço das cotas dos Fundos Imobiliários já chegou quase ao fim e agora o que mais contará será a qualidade e diminuição da vacância. Acredito que para investidores que pensam mais no longo prazo, há espaço na carteira para Fundos Imobiliários. Por exigir um acompanhamento mais direto, é preciso que o investidor tenha essa disponibilidade de tempo para o investimento, montando uma carteira de fundos diversificada.

Crème de la crème em termos de retorno potencial – ações 

O retorno do Ibovespa foi de 31,58% em 2019, um retorno só não superior ao ano de 2016. Convém observar que tivemos um dos maiores setores em termos de peso de participação do Ibovespa, no caso o setor bancário e grandes bancos, que teve um retorno aquém do esperado, trazendo para baixo o retorno do Índice, do contrário o retorno poderia ser próximo aos 45% em 2019. Como comentado, com a queda dos juros, o custo de capital diminui para empresas. Além disso, tivemos ajustes nos últimos anos, como cortes de custos administrativos, demissões e uma das maiores vantagens para os Estados Unidos (País que vivi) em termos econômicos ao meu ver, que é o alto número de desempregados, na ordem de 11,6% contra 3,5% dos EUA. Isso quer dizer que teremos um potencial de crescimento com um reflexo pequeno de inflação. Além disso, o ciclo do Brasil é de recuperação, o que tende a melhor nos próximos anos. Sendo assim, apesar das altas recentes (no Clube chegamos a retornos próximos de 300% em 3 anos e pouco) ainda acredito em oportunidade. Penso que setores como consumo, abertura maior de mercado (privatizações), empresas que estão recuperando-se são setores que tendem a beneficiar-se. Apesar da alta no setor de construção, acho que esse setor pode estar próximo da estabilidade, mesmo com os excelentes dados de prévias operacionais recentes, como exemplo da Trisul. Lembro que o mercado tenta visualizar o futuro, com cenários de hoje e o preço desconta muita coisa atualmente.

Resumo

  • o melhor investimento é aquele condizente com o seu perfil de risco;
  • cenários mudam, diversificar é a melhor resposta para quem não é tão proativo do mercado, precisa do dinheiro em curto prazo e não tem tanto conhecimento em investimentos;
  • cenário macro brasileiro e mundial mudou, para ter retornos maiores, investidor terá que acostumar-se com o risco e volatilidade, por muitos a mesma coisa, para mim não (um dia falarei sobre isso aqui);
  • juros baixos tendem a ser mantidos por mais tempo;
  • Brasil recuperando-se e com maior abertura, leis e procedimentos, tende a ficar menos burocrático e com uma maior possibilidade de investimentos macros por investidores, seguido pelo Governo em alguns anos, após arrumar a casa;
  • busque sempre conhecimento, risco é minimizado com informações e domínio de procedimentos.

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
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Twitter: eliseumanicajr

FONTE: https://bugg.com.br/2020/01/19/perspectivas-e-onde-investir-em-2020/

RESULTADO VALID (VLID3) 3T19 – Recuperando terreno com o melhor Ebitda da história da Cia!

novembro 7th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “RESULTADO VALID (VLID3) 3T19 – Recuperando terreno com o melhor Ebitda da história da Cia!”

A Valid liberou seu resultado recentemente. A Receita Líquida no trimestre, apresentou um crescimento de 18,8% na comparação com o 3T18 (R$ 569,0 milhões vs. R$ 478,9 milhões). No acumulado do ano, o crescimento foi de 13,4%, na comparação com o mesmo período em 2018. No 3T19, o incremento de Receita Líquida é devido principalmente à Receita da operação de Meios de Pagamentos no Brasil e no exterior, que juntas apresentaram crescimento de 51,9%. As operações no exterior apresentaram crescimento de 8,8% no 3T19 vs. 3T18 (US$ 66,5 milhões vs. US$ 61,1 milhões). No acumulado do ano, apresentou-se um crescimento de 10,4% (US$ 182,8 milhões contra US$ 165,6 milhões).

Já o EBITDA de R$ 97,6 milhões no 3T19,teve um crescimento de 20,3% contra o 3T18, sendo explicado pelos resultados de Meios de Pagamentos no Brasil e nos Estados Unidos e também na divisão de Mobile. No acumulado do ano o EBITDA totalizou R$ 228,4 milhões, 1,2% abaixo do mesmo período em 2018. Excluindo os efeitos devido a adequação à Norma IFRS16, o EBITDA do trimestre e ano teriam totalizado respectivamente R$ 91,0 milhões e R$ 211,0 milhões, respectivamente.

Fonte: Release VALID 3T19

 

Quanto ao lucro Líquido no 3T19, foi de R$ 31,7 milhões contra R$ 23,8 milhões no 3T18, um crescimento de 33,2%. No acumulado do ano, o Lucro Líquido atingiu R$ 51,7 milhões vs. R$ 57,0 milhões nos 9M18. Excluindo o ajuste para adequação à norma IFRS16, o Lucro Líquido foi de R$ 36,9 milhões no 3T19 e R$ 55,0 milhões no acumulado do ano.

 

Comentários

Após um primeiro semestre bastante desafiador, no 3T19 o EBITDA foi de R$ 97,6 milhões, o maior EBITDA da história da Companhia, com margem de 17,2%, 2.5 p.p acima da margem apresentada nos primeiros seis meses de 2019.

A Receita Líquida apresentou um crescimento de 18,8% na comparação entre os períodos, como reflexo do melhor desempenho das divisões de Meios de Pagamentos tanto no Brasil quanto no exterior. Já na divisão de Identificação no Brasil, foram emitidos mais de 2,0 milhões de documentosno 3T19 depois da queda acentuada no 2T19, principalmente no mês de junho, com a redução de 6% do volume de emissão de documento contra o 2T18. Quanto aos Meios de Pagamento, a queda nas vendas e aumento de custos relativos ao forte impacto das chuvas no final de março que afetaram o mês de abril já foram regularizados, e os resultados da divisão no 3T19 é um claro reflexo da diminuição dos custos aliado também a: (i) Um incremento de volume no Brasil de 9,5% na comparação com o 3T18; (ii) Entrega de 65% das provas do INEP (R$ 76 milhões) e (iii) Melhor mix de vendas nas regiões que atuamos totalizando um crescimento de Receita Líquida de 51,9%.

 

A Receita Líquida total da Companhia atingiu R$ 569,0 milhões no terceiro trimestre de 2019, um crescimento de 18,8% na comparação com 2018, devido ao crescimento de Receita na divisão de Meios de Pagamentos e 8,8% de incremento de receita devido às operações no exterior, que totalizaram US$ 66,5 milhões vs. US$ 61,1 milhões. No acumulado do ano a Receita Líquida da Companhia atingiu R$ 1.459 milhões vs. R$ 1.287 milhões no mesmo período em 2018, um crescimento de 13,4%. Lucro Líquido Contábil foi de R$ 31,7 milhões contra R$ 23,8 milhões no 3T18, um crescimento de 33,2%. Excluindo os efeitos da Norma IFRS 16, totalizou-se um Lucro Líquido Ajustado de R$ 36,9 milhões, 55% acima do 3T18. No acumulado do ano, ele atingiu R$ 51,7 milhões vs. R$ 57,0 milhões nos 9M18 e, excluindo os efeitos da Norma IFRS 16, atingiram um lucro de R$ 55,0 milhões, 3,5% abaixo na comparação entre os períodos. Abaixo, o Resultado Financeiro do 3T19:

Fonte: Release VALID 3T19

 

O 3T19 apresentou uma melhora significativa de margem contra os primeiros seis meses do ano, 2,5 p.p. acima, totalizando 17,2% vs. 14,7%, com incremento de margem em todas as linhas de negócio com exceção a divisão de Mobile que, conforme esperado para o segundo semestre do ano, apresenta um pior mix de vendas para regiões menos rentáveis.

Fonte: Apresentação VALID 3T19

No ano de 2019, houve uma geração de caixa operacional positiva no montante de R$ 155 milhões contra R$ 145,9 milhões nos 9M18.

Fonte: Release VALID 3T19

A companhia manteve o compromisso de distribuir pelo menos 50% do Lucro Líquido ajustado sem que isto comprometa a política de crescimento também através de aquisições e desenvolvimento de novos negócios.

 

TELECONFERÊNCIA DA VALID

Sobre privatizações que devem acontecer e que estão na mesma área da Valid, ocorreram mais de 120 emendas nos últimos projetos, algo deve sair em novembro de 2019 e a Valid está atenta a aquisições possíveis, pois vêem muita sinergia.

Sobre as carteiras de motoristas, as mesmas não terão mais renovação por 10 anos e sim de acordo com a idade, segundo a Empresa.

Opinião do Eliseu:  

Empresa começa a demonstrar evolução e acredito que é um dos ativos a ficarmos de olho. Não tenho o ativo, porém chama atenção a forte evolução mais a possibilidade de aquisições estratégicas via privatização, venda de empresas estatais na área que a Valid está inserida. O management já mencionou que está de olho nessas aquisições na Teleconferência. Ativo negocia a 13x lucros, abaixo da média histórica, tem possibilidade de crescimento e vem focando no meio digital. Lembro que isso não é uma indicação de compra ou venda, apenas comentários sobre o ativo.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/07/resultado-valid-vlid3-3t19-apenas-o-melhor-ebitda-da-historia/

RESULTADO PETRORIO (PRIO3) 3T19: Dívida controlada, gerando caixa em um setor que não é modinha

novembro 7th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “RESULTADO PETRORIO (PRIO3) 3T19: Dívida controlada, gerando caixa em um setor que não é modinha”

A Petrorio liberou seus resultados recentemente. Mesmo com a queda do Brent médio, a empresa conseguiu lucrar mais, lembrando que no último trimestre de 2019, aparecerá os outros 18% da aquisição de Frade. Esse é um ativo que tenho carinho especial, eis que comecei a comprar as ações de Petrorio nos R$2,30 a valor de hoje. Sim, eu sei que não é bom mencionar a palavra carinho, um sentimento por ações, eis que se estamos possuindo prazer ao investir, não estamos investindo, pois investir não deveria ser um jogo, uma aposta… Logo não deveríamos ter sentimentos pelas ações que compramos. Mesmo assim, é um investimento que me deu ótimos lucros (mais de 635% desde as primeiras compras até hoje) e que há a possibilidade de chegar a um valor maior.

Nesse trimestre, a receita teve um aumento de 78% vs o 3T18. Ocorreu uma queda no lifting cost para US$ 22,9/bbl, contra S$ 26,6/bbl do trimestre passado.

O lifting cost total da Companhia apresentou redução de 14% ano contra ano e de 4% frente ao 2T19, como pode ser notado no gráfico acima. Foi verificado no trimestre uma sinergia entre as operações de Frade e Polvo e também a redução de custos operacionais favorecendo as operações.

Já o queridinho EBITDA (que grande parte do mercado olha como geração de caixa, mas que acredito que é preciso ir mais a fundo para verificar a efetiva geração de caixa de uma empresa) ajustado (ex-IFRS 16) de R$ 215,9 MM, possuindo a maior margem já reconhecida para um trimestre, na ordem de 54%. Foi também o maior EBITDA ajustado por barril da história da PetroRio,na ordem de US$ 31,5/bbl.

Um dos pontos que gosto de observar, mesmo com a menor taxa de juros de nossa história e os efeitos mais positivos da alavancagem nesse tipo de cenário, é a dívida líquida e nesse trimestre, ocorreu uma queda acelerada na dívida líquida para 1,2x Dívida Líquida/Ebitda, o que permite alavancagem para aquisições que aparentemente estariam em negociação, inclusive há possibilidade de aquisição do restante de Frade, pertencente à Petrobrás.

Nesses últimos 12 meses, a empresa vem visando crescer, tomou dívidas em janeiro de 2019 no valor de US$ 224 milhões com a Chevron como parte do financiamento da aquisição de Frade, possuindo prazo de dois anos e custo de Libor (Taxa referência para grandes financiamentos de curto prazo usada pelo mercado interbancário internacional) + 3% a.a., o que é vantajoso sendo que a parte mais relevante é que essa dívida será paga com parte do fluxo de caixa do próprio ativo. Outra dívida tomada recentemente foi na ordem de US$ 48 milhões.

Como resultado da maior geração de caixa livre e o maior nível de EBITDA com a incorporação da participação de 51,74% de Frade, a companhia conseguiu reduziu o índice de alavancagem. A Companhia estima chegar ao final dos primeiros 12 meses após a incorporação da participação em Frade (que se encerrarão no 1T20), com este indicador abaixo de 1,0x.

Sobre o lucro líquido, ele foi impactado por um efeito não-caixa da variação cambial sobre os passivos em dólar, onde na prática, não trouxe nenhum efeito à Companhia, uma vez que as receitas são predominantemente dolarizadas.

Sobre o principal deste trimestre, Frade teve produção 15,4% superior ao mesmo período do ano anterior e 18% maior do que o estimado para o trimestre se considerado o declínio natural do Campo no momento da incorporação do ativo. Tudo isso ocorreu pela eficiência operacional da Petrorio, através de estimulações e medidas tomadas para aumentar a produção.

Como resultado da maior geração de caixa livre e o maior nível de EBITDA com a incorporação da participação de 51,74% de Frade, a Companhia reduziu o índice de Net Debt/ EBITDA de 3,3x no 1T19 para 1,2x, considerando  3T18 o EBITDA ajustado ex-IFRS 16. A Companhia estima chegar ao final dos primeiros 12 meses após a incorporação da participação em Frade (que se encerrarão no 1T20), com este indicador abaixo de 1,0x.

Futuro

A Companhia pretende continuar na eficiência operacional, revitalizando os poços até o final do ano, com duração de até dois meses, e que o investimento inicial para a perfuração da primeira etapa será de aproximadamente US$ 20 milhões.  Ela estima ainda, que as perfurações desta etapa poderão adicionar entre 3 e 6 milhões de barris de óleo às reservas da Companhia, a serem confirmadas no relatório de certificação de reservas. Concluída a primeira etapa, os dados coletados serão utilizados para a decisão dos investimentos da segunda etapa, que poderão incluir os prospectos Arpoador e Piratininga. Os investimentos previstos para toda a Fase 3 em Polvo poderão chegar a U$ 60 milhões, a depender do sucesso e completação de todos os quatro poços prospectados.

 

Posição em Títulos e Valores Mobiliários

Uma das questões que me preocupava ano passado era o investimento em ações da Oi, porém, a companhia acabou realizando a venda quase total. Ficaram ainda R$ 4.997 milhões, o que não é nada perto do valor anterior. Fui atrás das notas explicativas e os investimentos atuais demonstram que a Empresa está realizando investimentos de maneira mais conservadora, como mostrado abaixo:

Minha opinião: O ativo negocia a 3,4x Ebitda, gerando caixa, realizando aquisições como Manati que deu uma TIR de mais de 66%, aquisições essas que se pagam em pouco tempo. PRIO também vem ganhando expertise, está inserida em um nicho de campos maduros, o que não é a principal atração para outras empresas do setor. Há ainda uma experiência em aumentar o prazo de exploração dos campos, o que traz um diferencial para a empresa. Para 2020, acredito no preço de R$ 28,48. Saliento que isso não é uma indicação de compra, mas sim apenas comentário do que tenho e estou fazendo.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/07/petrorio-divida-controlada-gerando-caixa-em-um-setor-que-nao-e-modinha/

Grandes Investidores: Robert Schiller, um Prêmio Nobel focando nas finanças comportamentais

novembro 3rd, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Robert Schiller, um Prêmio Nobel focando nas finanças comportamentais”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Robert Schiller – Biografia

Robert James Shiller, nasceu no dia 29 de março de 1946, em Detroit, Michigan, nos Estados Unidos. Ele já ganhou um Prêmio Nobel em 2013, sendo um professor acadêmico e autor com grande sucesso. Está entre as 100 economistas mais influentes do mundo.

Robert Shiller tem descendência Lituana, é casado e tem dois filhos. Sua família veio da Lituânia entre 1906-1910 Estudou Administração, em 1967 e recebeu um mestrado na Massachussets Institute of Technology (MIT), em1968 e um Phd pela mesma Universidade em 1972, com trabalho denominado Expectativas Racionais e a Estrutura da Taxa de Juros, sob supervisão de Franco Modigliani.

Carreira de investimentos 

Robert Shiller começou a ministrar aulas em Yale em 1982, focando seus trabalhos na área de finanças comportamentais, também publicando alguns artigos sobre a eficiência de mercado. Ele defende que em um mercado racional, investidores irão basear os preços das ações no recebimento futuro de dividendos, descontado a uma taxa de valor presente. Ele avaliou a performance do mercado de ações americano e levou em conta, expectativas futuras de pagamento de dividendos, assim como taxas de desconto que poderiam justificar a grande variabilidade do mercado de ações. Schiller concluiu que a volatilidade do mercado de ações era maior que qualquer explicação racional visão do futuro, justificando como a perspectiva de dividendos como a explicação mais plausível.

O campo de finanças comportamentais ganhou credibilidade sobretudo após o crash no mercado de ações de 1987. O trabalho de Shiller incluiu perguntas para investidores e traders sobre a razão para eles realizarem trades e os resultados confirmaram o que Shiller defendia que a maioria das decisões eram realizadas pela emoção em vez da razão.

CAPE de Schiller: verificando se o mercado está caro ou barato

Cada vez mais as finanças comportamentais é uma matéria importante para entendermos melhor o mercado de capitais que no curto prazo é chamado de “maníaco-depressivo” por muitos. Acontece que, por ser operado por humanos e humanos possuírem emoções, é importante o entendimento de como essas emoções e sentimentos como medo e ganância influenciam os investimentos.

Focando em finanças comportamentais Robert Schiller adaptou um dos mais utilizados múltiplos, o indicador Preço-Lucro, realizando uma média de 10 anos e ajustando-o à inflação. O modelo de CAPE Shiller é usado principalmente para verificar se o mercado de ações está super valorizado ou sub-valorizado, corrigindo a inflação.

Esse indicador é ajustado dividindo o preço atual de uma ação pela média de lucro dos últimos 10 anos, ajustado pela inflação.

Essa é uma maneira inteligente de suavizar o impacto dos ciclos dos negócios e outros eventos que aconteceram no passado.

Usando dados das ações americanas Shiller e Campbell estudaram as médias do CAPE durante os anos de 1881 até os últimos anos, encontrando uma média geral de 15,21 ou o equivalente a 6,6 por cento a cada ano. Atualmente, o CAPE é de cerca de 30x ou um dos mais altos níveis históricos. Shiller vem alertando sobre possível bolha e de quão tão alto estão os mercados há 2-3 anos. Acontece, que é praticamente impossível sabermos exatamente quando ocorrerá uma nova crise, apenas sabemos que crises ocorrem e devem ocorrer, sendo algo sadio para o mercado e propiciando a compra de mais ativos por valores mais baixos.

Como confirmação da eficácia do indicador, no ano 2000, auge da “bolha ponto.com”, o indicador atingiu o seu máximo em 44, em dezembro de 1999 e o menor patamar em 4,80 na data de dezembro de 1920.

CAPE Shiller atual, mostrando que a bolsa americana está negociando em patamares elevados

 

Pontos fracos do modelo de CAPE  Schiller

– contabilidade é diferente de hoje para dez anos atrás;

– Preço-earnings hoje é mais alto devido ao fato de que nos últimos anos, há uma tendência de queda nos juros. Existem diferentes mercados, diferentes condições, diferentes situações regulatórias em diferentes países. Um dos exemplos de mudança drástica é o setor de varejo, que

mudou muito..apenas em cinco anos!

– uma das principais regrass de economia é a função de oferta e demanda. A demanda por ações cresceu muito nos últimos anos de maneira drástica! Existe muito mais dinheiro parado esperando por um bom investimento e ações estão entre os melhores investimentos em termos de retorno x risco. Mesmo assim, com uma alta demanda existem uma menor quantidade de ações nos EUA.

 

Principais pensamentos de Robert Schiller

– Em qualquer momento que você tiver que mudar, isso custará algo. Alguém irá perder.

– O futuro sempre tem alguma surpresa reservada para nós e a melhor maneira de se precaver é diversificar seus investimentos.

– Finanças não é algo apenas sobre fazer dinheiro. É sobre atingir nossos objetivos mais profundos e proteger os frutos do nosso trabalho. É sobre atingir uma sociedade melhor como consequência também.

– Nos julgamos economia pelo que isso pode produzir, porém economia é mais próxima à engenharia do que a física: ela é mais prática que espiritual.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/03/grandes-investidores-robert-schiller-um-premio-nobel-focando-nas-financas-comportamentais/

Grandes Investidores: Paul Tudor Jones, o trader que fez 56,7% na Black Monday em 87

setembro 13th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Paul Tudor Jones, o trader que fez 56,7% na Black Monday em 87”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Paul Tudor Jones – Biografia

Paul Tudor Jones II, nasceu em 28 de setembro de 1954, na cidade de Memphis, no Tenesse. Ele é considerado um dos maiores traders da história. Em 1987, na conhecida Quinta-Feira Negra, ele lucro e conseguiu naquele ano, um retorno de 69%!! Ele é um investidor-trader americano, gestor de fundo de hedge e filantropo.

Criou sua empresa de gestão de fundos, em 1980 e em agosto de 2019, a fortuna dele era de US$ 5,1 bilhões, o que o faz um dos mais ricos do mundo. Estudou na Universidade da Virgínia, sendo graduado em economia, em 1976.

Pensou em estudar na Harvard Business School, acabou sendo aceito mas optou por não frequentar, pois pensava que “isso é algo maluco, porque eu irei estudar lá, se eles não irão me ensinar nada. O conjunto de habilidades para o mercado não é ensinado em uma escola de negócios!”.

O início

O primo de Paul Tudor Jones, William Dunavan Jr, introduziu Paul Tudor para um dos maiores traders de algodão do mundo, Eli Tullis, que contratou Paul Tudor Jones. Eli foi o seu mentor na Bolsa de Nova York, ensinando-o a ser trader de algodão.

Em 1980, Paul Tudor Jones, fundou a sua própria empresa de gestão de investimentos e um dos seus maiores sucessos foi ter previsto a “Segunda-Feira Negra”, triplicando o dinheiro dele com posições grandes nesse dia. Naquela semana de outubro de 1987, Paul Tudor Jones fez incríveis 62% de retorno.

Seu estilo é único e descorrelacionado com a performance de outros gestores. Talvez o fato mais importante foi que ele fez quase o impossível, tendo obtido 5x mais de três dígitos de retorno, praticamente sem recuos nos retornos desses anos. O que mais impressiona era que até 2008, ele não tinha um único ano negativo de retorno, algo nunca antes ouvido na indústria de fundos.

Retornos do Fundo de Paul Tudor Jones, infelizmente até 2009, mas que dá para ter uma noção do retorno histórico do Fundo

O braço-direito de Jones, na Tudor Investment Corporation, Peter Borish, antecipou o crash em 1987, mapeando o mercado em 1987 e encontrando similaridades com o que aconteceu com o crash em 1929, ganhando milhões com isso.

Ao contrário da maioria dos fundos de gestão de recursos, que cobram 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance, o Tudor Investment Group (Empresa de Paul Tudor Jones) cobra 4% de taxa de administração e 23% de taxa de performance.

Atualmente sua firma cuida de cerca de US$ 26 bilhões em ativos, investindo em vários países do mundo, incluindo investimentos macro, fundamentalista nos EUA e Europa, mercados emergentes, venture capital, commodities e investimentos baseados em trading systems.

O retorno anualizado de Paul Tudor Jones II é de 19,5% ao ano. Sobre o estilo de gestor de Paul Tudor, ele é baseado primeiramente em análise técnica, sendo o oposto de value investing, com uma ênfase em fatores momentâneos que direcionam os mercados.

Um fato curioso é que foi produzido um documentário sobre Paul Tudor Jones II e sobre ele mencionar que em 1987 ocorreria um crash, usando métodos de análise técnica. Embora o vídeo tenha sido mostrado na televisão em novembro de 1987, algumas cópias ainda estão disponíveis. Paul Tudor tentou retirar do mercado todas as cópias, comprando quase todas e retirando-as  de circulação. Apesar do filme mostrar pontos positivos sobre risco e cuidado com cliente, também mostra algumas táticas secretas de trading, o que pode ter feito com que Paul tentasse remover de circulação.

Vi o vídeo e envio aqui o link para o mesmo, disponível no youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=cy43vfYaxk0

 

Filosofias de investimentos

  • O que mais dá retorno são os pontos de virada, ou seja, quando tendências chegam ao fim.
  • Gaste seus dias de maneira relaxada e feliz. Saia de posições que o deixam desconfortável. Nada melhor que iniciar algo novo e relaxado. A chave é investir grande de maneira defensiva e de maneira não ofensiva, ou seja, quando as probabilidades e o mercado está ao seu favor.
  • Nunca faça preço médio com posições perdedoras. Diminua o tamanho do investimento quando ele está indo mal e aumente quando ele está indo bem.
  • Paul Tudor Jones tinha stops mentais. Se atingia determinado preço de stop, ele caía fora, não importasse o quê. Ele usava não apenas stop de preço, mas também stop de tempo.
  • Monitore o risco do portfólio em tempo real.
  • Paul Tudor Jones acreditava que o preço se movia antes e os fundamentos depois.
  • Ele não dava atenção se tinha errado três segundos atrás, mas prestava atenção no próximo movimento.
  • Não tenha ego, não seja um herói. Sempre questione a sua habilidade, nem mesmo sinta que você é bom. A segunda vez que você pensar assim, você estará morto.

Uma das últimas teorias de Paul Tudor Jones, é de que commodities, estão baratas

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/13/paul-tudor-jones-um-dos-maiores-traders-da-historia/