Posts tagged "eleições"

As eleições se aproximando, o horizonte turbulento, como investir seu dinheiro?

junho 15th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “As eleições se aproximando, o horizonte turbulento, como investir seu dinheiro?”

Há alguns anos o Brasil passa por um momento bastante turbulento que têm se refletido também no retorno de nossos investimentos. Vimos a taxa de juros sair de patamares de 15%, chegando a 6,5%, levando os investidores a buscar alternativas de maior risco para alcançar as metas de retorno esperado das carteiras. Num horizonte bastante curto passaremos por mais uma eleição presidencial, governadores, senadores, deputados federal e estadual, onde teremos a chance de mudar o país e transformar o Brasil no país do presente, não mais o país do futuro. Dependendo dos resultados das eleições poderemos ver os mais diversos reflexos no mercado financeiro. Como que podemos nos preparar para estes próximos meses mais “turbulentos”?

O mercado acionário tende a antecipar os movimentos da economia e os sentimentos dos investidores. Ao ver a possibilidade de um governo mais propenso ao populismo, com menos interesse em viabilizar as reformas e mudar os rumos da economia, o mercado irá refletir estas possibilidades, provavelmente com a queda das ações, valorização do dólar perante o real, aumento do risco-país, queda dos investimentos, dentre outras possibilidades.

Neste sentido, ao olhar as perspectivas de crescimento econômico do Brasil, vemos uma queda nas expectativas do mercado, uma redução na confiança, que tem mostrado já seus reflexos no câmbio, que veio de um patamar de R$3,15, para próximo de R$3,60-R$3,70. Em momentos mais conturbados, vale a pena diversificar a carteira de investimentos, utilizando fundos de investimentos multimercados, que não possuem obrigatoriedade mínima de concentração em classes de ativos e podem diversificar as aplicações seja em câmbio, ações, juros, inflação, investimentos no exterior, imóveis, etc.

Com uma taxa de juros alcançando mínimas históricas, a renda fixa brasileira tem se tornado uma alternativa menos interessante. Existe por exemplo os Fundos de Investimentos Imobiliários, que possuem taxas de dividend yield bastante atrativas, além de possuir isenção de IR para investidores pessoa física. Neste momento, manter parte da carteira em FII’s, fundos multimercados, uma pequena parcela em fundos cambiais e um rebalanceamento da carteira de ações, trazendo ações com maior exposição ao dólar e menor potencial de impacto com as intempéries da economia brasileira pode ser uma boa opção para enfrentar os próximos meses sem maiores preocupações. Contudo, é necessário que o investidor e seu assessor de investimentos avaliem as melhores opções de acordo com cada perfil de investimentos, pois de nada adianta montar uma carteira para este período que se aproxima, mas que tenha um perfil diferente daquele do investidor. Nestas horas de maior incerteza, contar com assessoria de um profissional especializado para ajudar a montar uma carteira que mais se adeque com seu perfil, sendo esse acompanhamento para eventuais balanceamentos essencial na busca de uma melhor relação risco x retorno.

Neste cenário com eleições, e incertezas com os próximos governantes, uma carteira mais defensiva, com fundos multimercados, FII’s, fundos cambiais e uma exposição menor em ações pode ser interessante. Alguns títulos do Tesouro Direto já têm mostrados taxas bastante atrativos, com alguns títulos pré-fixados já apresentando taxas superiores a 10%. Contudo, dependendo do resultado das eleições, com uma aversão ao risco do mercado brasileiro, existe a possibilidade de estas taxas dispararem, motivadas pela venda dos títulos e desconfiança em relação aos próximos passos dos governantes.

Como as eleições afetam e estão afetando a economia brasileira

junho 14th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “Como as eleições afetam e estão afetando a economia brasileira”

O Brasil é uma das democracias mais novas do mundo, tendo apenas 30 anos. Apesar de pouco tempo de democracia, o Brasil já enfrentou diversas crises econômicas, financeiras, políticas e, durante os períodos eleitorais, o mercado tende a exigir maior atenção dos investidores, pois traz a possibilidade de mudanças bruscas nos rumos das políticas públicas, políticas econômicas e nas nossas vidas.

No mercado financeiro, a turbulência é refletida diretamente nos preços dos ativos, nas ações, dólar, juros e outras classes de ativos, movendo os preços para cima e para baixo conforme as mudanças nas expectativas. Na economia real, as coisas tendem a ter reflexos mais lentos, mas mais intensos. Quanto maior o nível de incerteza perante o futuro, menor o volume de investimentos por parte das empresas, investidores, gerando maiores dúvidas para os funcionários de empresas, impactando diretamente no consumo das famílias e das pessoas.

Com o conturbado cenário que se passa no Brasil, com uma perspectiva de eleições bastante complexa, e não tendo uma visão clara sobre o futuro dos rumos da economia, muitas empresas voltaram a botar o pé no freio e segurar novos investimentos, contratações, o que impacta diretamente na propensão ao consumo das famílias, criando um novo círculo vicioso que tenderá a segurar o crescimento da economia.

Das principais dúvidas que pairam sobre o cenário atual, pesa bastante a questão das reformas a serem realizadas na economia, como a reforma da previdência, redução do déficit fiscal, manutenção ou não do teto de gastos, e outras necessidades para se ajustar os rumos da economia brasileira. Soma-se a esse cenário os temores de uma nova guinada para governos populistas e/ou esquerdistas, onde alguns dos pré-candidatos apresentaram ideias bastante diferentes, como por exemplo, um pré-candidato falando em privatizações em massa, enquanto outro pré-candidato fala exatamente o oposto, numa reestatização bastante grande, com potencial para um aumento expressivo no peso e dependência do Estado, algo que vai de encontro à tudo aquilo que precisa ser feito para recuperar a economia brasileira.

É necessário aguardar os próximos passos das formações de alianças partidárias, vendo como será a postura dos partidos de centro e centro-direita, de forma a buscar, ou não, uma aliança de porte para conseguir governabilidade no país a partir de 2019. Por ora, o que podemos analisar são as pessoas que estão fazendo os programas de governo dos pré-candidatos, se atentando para as questões econômicas, os perfis dos times, tendo uma “pista” de como poderá ser as propostas e propensão a ajustes e reformas na economia e no sistema brasileiro. Cabe aos pré-candidatos, desde já, administrar as expectativas dos agentes políticos e econômicos de forma a ter um país com maior governabilidade em 2019.

Cabe a nós eleitores, buscarmos entender quem são os candidatos, suas propostas e como eles pretendem resgatar a confiança dos empresários, dos investidores e trazer o Brasil de volta a um ciclo de prosperidade tão aguardado. Hoje são mais de 13,7 milhões de desempregados no Brasil, algo assustador, que mexe com a cabeça das pessoas e leva muitos trabalhadores para a informalidade, não gerando impostos para o Estado, potencialmente aumentando o déficit fiscal, podendo atrasar ainda mais a retomada do crescimento nacional.

De forma bastante objetiva, quanto mais incertas as perspectivas econômicas, menor a propensão das pessoas a consumir e a investir, cabe aos próximos governantes trazerem maior segurança jurídica, previsibilidade e  fazerem as reformas necessárias para o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. Potencial para crescimento o país tem, cabe a nós eleitores pesquisar as propostas dos próximos candidatos, não só a presidente, mas dos demais cargos, e como eles podem ajudar a mudar o Brasil, trazendo a confiança necessária para que os investidores voltem a olhar para o Brasil com bons olhos, como éramos visto em 2009, na memorável capa da revista The Economist. Decola Brasil!

O Ibovespa e as Eleições: comportamento do índice desde o Plano Real.

janeiro 2nd, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “O Ibovespa e as Eleições: comportamento do índice desde o Plano Real.”

Historicamente as eleições presidenciais no Brasil sempre foram períodos mais voláteis. A democracia no Brasil é algo bastante novo, de 1989, e mesmo nesse período, já vivemos dois impeachments, governantes de orientações distintas, booms econômicos motivados por superciclos de crescimento globais, crises, resquícios de hiperinflação, trocas de moedas, topos históricos e diversas oportunidades de investimentos para investidores que têm paciência e estômago para suportar tantos altos e baixos no mercado.

Em 2018 passaremos por mais uma eleição presidencial (mais…)