Posts tagged "ibovespa"

CRISE versus OPORTUNIDADE

abril 13th, 2020 Posted by Blog da Samantha 0 comments on “CRISE versus OPORTUNIDADE”

CRISES… O mundo está passando por um desafio frente à pandemia decorrente do novo Coronavírus, e inclusive o Brasil vem sendo afetado diante desse cenário.  Diversos setores ainda continuam sendo abalados em decorrência do apressado contágio. Mas, acabamos nos perguntando: o que nos aguarda quando o assunto são os INVESTIMENTOS?

Talvez pela nossa geração ter passado por poucas grandes crises históricas, já alguns por nenhuma delas, acabamos nos esquecendo que sim, crises existem e muitas nos foram precedentes. Apesar disso, cá estamos cada qual experienciando de forma diferente, mas todos sentido os impactos causados sob esse contexto direta ou indiretamente.

GRANDES CRISES

Em um aspecto mundial, podemos citar duas (e principais) grandes crises econômicas que atingiram esferas globais:

CRISE DE 1929: começou nos EUA, mas acabou afetando o mundo inteiro, sendo também denominada de GRANDE DEPRESSÃO, resultando com ¼ da população americana desempregada. Mas e como iniciou? De forma bastante sintetizada, pode-se dizer que os EUA estavam no auge do liberalismo econômico e com o crédito muito facilitado, o que também propiciou o endividamento. Com o tempo, e menor demanda de produtos sendo exportados para a Europa, iniciou-se o endividamento e, ainda houve a “quebra” da bolsa americana. O Brasil, não saiu ileso pois, como grande produtor de café, foi extremamente afetado com a crise, devido a baixa exportação do grão.

Uma frase interessante que um dia escutei sobre esse período é no sentido que, de toda forma, os mercados vivem crises periódicas e, o período de 1929 a 1933 nos ensinou que tais crises tendem a se alastrar rapidamente caso não contidas e solucionados de maneira rápida os problemas que a causaram.

Imagem clássica que marcou essa fase: observa-se ao fundo outdoor destacando o consumismo e o contraste estabelecido diante da fila com várias pessoas desempregadas em busca de alimentos.

CRISE DE 2008- a crise do suprime nos EUA e recessão global: impulsionada pela concessão de créditos imobiliários e manutenção de juros reduzidos pelo FED, levou à insolvência de inúmeros bancos. No Brasil o Ibovespa chegou a cair 60% nesse período.

Entretanto, apesar das constantes quedas no bolsa brasileira, em momentos mais críticos e conturbados, observa-se em episódios como foi em 1929, 2008 a e agora com o Coronavírus, surgimento de oportunidades, principalmente para o Investidor com pensamento no longo prazo.

De qualquer forma, apesar do fato de ninguém gostar de crises, elas existem. E, já que não podemos simplesmente deixá-las de lado, devemos encará-las de modo a extrair o melhor que  conseguimos e, como é o caso do Mercado Financeiro, o momento é propício na busca de  boas empresas que, num cenário como este, normalmente se encontram com ativos a preço muito “aquém” do seu real valor. Novamente aqui, a OPORTUNIDADE!

Sob a ótica econômica podemos observar que, em cenários passados de crises, o Mercado se recuperou, na maioria das vezes rapidamente. É o que nos mostra a figura abaixo com a performance do Ibovespa em crises desde 1995:

Enfim, sempre bom lembrar:

Antes da Primeira Guerra Mundial acabar, o mercado já apresentava melhora. Já na Segunda Guerra, após cinco anos, novamente o mercado havia se equilibrado totalmente. Na Grande Recessão de 2008, em um ano o Ibovespa já apresentava recuperação e, em 2 anos já se encontrava em nível superior.

E atualmente, como está a bolsa chinesa? Se recuperando..

Logo, ganhamos quando mantemos a calma em um cenário que a maioria encontra-se em pânico, bem como fazendo aportes constantes em empresas consolidadas, com o alvo no longo prazo.

É evidente que uma crise é diferente da outra, mas…já dizia Albert Einstein que:

No meio da dificuldade, encontra-se a oportunidade.

Espero que tenham gostado.

Um abraço!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

61 MIL PONTOS SERÁ A MÍNIMA DO IBOV?

março 30th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “61 MIL PONTOS SERÁ A MÍNIMA DO IBOV?”

Aqui quem vos escreve é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento.

Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram.

Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Ibovespa com queda de 32,80% no ano e 25,40% no mês …

No último artigo comentei sobre a rapidez da queda que tivemos no mercado de ações assim como a quantidade de Circuit Breakers em número de 8 de um total de 20 desde o ano de 1967. Só no mês o Ibovespa cai 25,40% e dada essa queda brusca, os investidores começam a buscar por pontos de entrada e de compras, já que são em quedas como essas que um investimento aumenta a margem de segurança. Da máxima de 119.593 pontos para a mínima de 61.690 pontos, foram -48,42% de queda, onde muitos ativos começaram a ficar cotados abaixo do próprio valor patrimonial – tal qual Will e Breno comentaram aqui nesse report.

Nessas duas últimas semanas, aprendemos algumas lições para nunca mais esquecermos, onde a principal delas é sobreviver no mercado. Tivemos nessas duas semanas uma grande quantidade de fundos de ações quebrando, onde alguns fundos podem começar a pedir música no Fantástico e outros fundos inclusive terão que socializar as perdas, isso significa que não bastasse os cotistas perderem dinheiro, eles terão que colocar dinheiro para repor as perdas. Sendo assim, não alavancar (usar o que se possui de patrimônio para dar como garantia para comprar um valor maior de ações) é a maior lição que vimos nesse mês.

…queda no mês, mas na semana alta de 19,02%

Do ponto mais baixo atingido na semana passada, de 61690 pontos para o momento atual de 73428 pontos, tivemos 19,02% de alta. Dificilmente um investidor irá pegar o ponto mais baixo do mercado, mas o que penso é quando um ativo cai demais, por exemplo, dando alguns sinais como ser negociado a um valor de mercado abaixo do valor patrimonial, um pagamento de dividendos acima da média, o caixa gerado no negócio, não ter nenhuma ou pouca dívida, entre outras métricas, podem ser sinais que ajudem na compra desses ativos, somada a queda no preço.

Investidor pessoa física aumentando o investimento nessa queda? 

Um dos pontos interessantes nesse momento de queda do Ibovespa, é que ao contrário dos anos anteriores em que o investidor pessoa física retirava seu capital investido do mercado de ações quando esse sofria com quedas nas cotações, nesse período de março, o investidor pessoa física direcionou mais grana para o investimento em ações, como podemos ver abaixo na captação de +R$ 5,8 bilhões em ações. Dada a queda dos juros e a diminuição do retorno da renda fixa, no ano o resgate está em R$ 15,3 bilhões e no mês R$ 5,3 bilhões.

Podemos ver abaixo os dados da Anbima:

Chegamos a um fundo no Ibovespa de 61 mil pontos?

Essa é a pergunta de US$ 1 milhão! Acredito que todos estão querendo encontrar um fundo e isso é extremamente difícil para todos os investidores, incluindo os mais experientes.

Minha opinião: Prefiro usar a análise fundamentalista que acredito ter mais solidez na seleção de empresas, porém o uso da análise técnica para verificar como está o momento de determinado ativo, é algo que complementa. O Ibovespa testou apenas uma vez o patamar de 61 mil pontos e nesse domingo, 29-03-2020, Trump postergou a reabertura da economia americana para até 30 de abril. Isso tende a trazer mais pressão para os mercados financeiros, acredito que poderemos testar novamente o patamar de 61 mil pontos e teremos mais oportunidades. Paciência é o nome do jogo no momento atual, essa crise tem começo, meio e fim e quem sobreviver a ela como investidor, irá colher os frutos em um horizonte de 2-5 anos, podendo mais do que dobrar de capital, caso invista em ótimas empresas.

Olhando do ponto de vista mais fundamentalista, que é o que mais acredito e foco na hora de investir, o mercado já está abaixo da média de negociação. Negociamos a cerca de 8x lucros e mesmo que tenhamos uma queda de 25% a 30% ainda estaríamos abaixo da média.

O mercado de ações tende a descontar nos preços eventos que acontecerão, normalmente 6-8 meses à frente e muitos analistas comentam que 70-80% desses eventos já estariam no preço e o potencial de alta quando a crise passar seria muito maior do que o patamar que já caímos até o momento.

Ganhando com a queda? 

Muitos já têm ciência, mas para aqueles que ainda não, saibam que é possível ganhar com a queda das ações, vendendo-as e recomprando por um patamar mais baixo do que a venda foi realizada. Para isso basta solicitar empréstimo de um banco de títulos chamado Banco de Títulos CBLC, onde um investidor pode alugar ações para vendê-las no mercado – quem aluga suas ações normalmente são fundos de pensão ou investidor que tem um horizonte de prazo maior de investimento e que não quer se desfazer da sua posição, então ele disponibiliza as ações que possui para alugar para outro investidor que acredita que as ações irão cair no curto prazo, recebendo um valor, uma taxa acordada.

Na tabela abaixo eu trago quais são as ações que têm o maior número total de ações que estão vendidas comparativamente ao seu float (o total de número de ações que a empresa tem, disponíveis no mercado) .Alguns números impressionam:

  • Randon com 18,44% do float vendido. Seriam necessário cerca de 3,5 dias de giro médio para fechar essas vendas.
  • Engie, demoraria 6,8 dias para o fechamento dessas posições de venda.
  • De modo geral, notamos empresas de setores como o varejista, industrial, construtoras e empresas alavancadas, com bastante dívida como as que mais possuem ações vendidas no mercado.

Importante observar que empresas que possuem um grande número de ações vendidas no mercado, podem sofrer com o short squeezeou seja, caso a empresa tenha uma alta, esses investidores poderão ter prejuízo, obrigando-os a recomprar por preços acima do que venderam, potencializando uma possível alta dessas ações.

Resumo

  • Momento é de cautela, não inventar nessa hora, pensar muito, ser racional, não  usar a alavancagem é o ideal;
  • Tivemos vários fundos alavancados quebrando nesse mês e alguns até solicitando aportes de seus cotistas;
  • Foque naquilo que pode controlar: empresas rentáveis, que tenham lucro e no mínimo com baixa dívida;
  • Investidor pessoa física, ao contrário de anos anteriores, vem comprando nessa queda e os investimentos em fundos de ações aumentaram nesse período, o que é algo correto de investir;
  • Tivemos o maior pacote de incentivos da história, cerca de US$ 5 trilhões e acredito que ao contrário de 2008, os Governos não deixarão nenhuma empresa quebrar;
  • Como sempre digo aqui, diversifique, não coloque todo o seu capital no mercado de ações;
  • Estude, leia e tenha paciência;
  • Sairemos dessa crise mais cedo ou mais, tudo na vida é passageiro e o mercado de ações é assim mesmo, cíclico. Cabe ao investidor aproveitar-se de momentos assim!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/03/30/61-mil-pontos-sera-a-minima-do-ibovespa/

Carta para os cotistas de nossos clubes de investimentos

março 24th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Carta para os cotistas de nossos clubes de investimentos”

Sabemos que o momento é provavelmente único na história mundial, trazendo incertezas e isso influencia nos investimentos. Nos últimos anos criamos alguma gordura, principalmente nos últimos três anos.

No ano passado nossos dois Clubes subiram 68% e 70% respectivamente contra 31% do Ibovespa. Precisamos um percentual menor que o atingido ano passado e em outros 2 anos anteriores para voltar ao patamar mais alto que atingimos.

Muitos cotistas aportaram quando o mercado subia e comentamos sempre que o melhor momento para aportar é quando der uma “dor de barriga grande”, pois esse é a melhor indicação de quão barato começa a estar um investimento.

Em momentos como o atual muitos agentes atuam de modo emocional, não importando momentaneamente quanto vale um negócio, o patrimônio que ele tem, a marca, a credibilidade, a qualidade do produto.

Investir em ações é assim, é ter uma parcela de uma ação, de uma participação de uma empresa e a maneira mais correta é investir em empresas que tenham histórico de lucros constantes e recorrentes.

Já passamos por outras crises, eu passei por 2008 e outras e o mundo não acabou. Foram necessários ajustes, o que é normal em momentos como esses.

Existe uma parábola do senhor mercado (você pode ver aqui: http://barganhasdabolsa.blogspot.com/2015/03/a-parabola-do-sr-mercado-e-como-tirar.html) que trata o mercado financeiro como alguém bipolar, que oscila do otimismo extremo para o pessimismo extremo.

Todo dia o Sr. Mercado vem com uma oferta para as suas participações nas empresas que tens  (ações compradas no mercado via Clubes ou fundos também) e aí ele por ser bipolar, as vezes oferece um preço pela sua participação mais alta, achando que as empresas vão vender muito (tivemos isso no início dos anos 2000) ou muito baixo (tivemos isso em 2008 e agora novamente, momento similar) e cabe ao investidor decidir o que fazer.

Isso acontece no mercado acionário, no mercado de imóveis também. Sim, isso ocorre no mercado imóveis, mas não de maneira diária.

O que você faz quando um imóvel avaliado em R$ 1 milhão, alguém diz que quer pagar R$ 700 mil ? Você simplesmente espera melhor condição para vender e não fica todo dia conferindo o preço do imóvel.

Com ações deve ser assim também. Muitas vezes vender em uma baixa, pode parecer mais confortável psicologicamente, mas não é o correto. Em um momento de queda, você quer vender, quando o ideal seria comprar (sempre de acordo com seu perfil).

A queda atual já aconteceu, foi muito rápida, como você vai ver posteriormente no texto e muita coisa já está nos preços das ações (acredito que 70-80% do que pode acontecer já estão incluídos nos preços atuais) e podemos ter uma alta probabilidade de subir, bem menor que a de queda, porque grande parte já ocorreu.

Empresas que estamos investindo

Procuramos investir em ações que tenham lucros crescentes e recorrentes. Vemos atualmente os bancos como muito baratos. As maiores posições que temos são Banco do Brasil, Vale, Banrisul, Copel, Sanepar, Tenda, Enauta, que representam a maior parte das ações que temos.

Banco do Brasil: hoje é negociada a 3,8x lucros aproximadamente, contra uma média de 7,5x lucros anuais. Quem está comprando a ação hoje tem cerca de 10% de dividendos. O Banco tem lucro e está negociado a 70% do valor que tem de patrimônio líquido. Isso é como comprar algo com R$ 0,70 e levar R$ 1,00.

Vale: Empresa gerando aproximadamente 13% de dividendos anuais e gerando um fluxo de caixa livre de 21%. O preço do minério de ferro continua aquecido e a China já está voltando com atividades normalizadas.

Banrisul: o Banco está sendo negociado a 3,5x lucros anuais contra uma média de 7x lucros. Quanto ao patrimônio líquido está negociado a 63% de 100% que tem de patrimônio líquido. Pagando dividendos de cercade 10%, onde o Governo do Estado é o maior beneficiário e vai precisar desses dividendos.

Enauta: Empresa da área de petróleo que tem 75% do valor de mercado em caixa e negociada a 72% do patrimônio líquido (de 100%). Tem caixa para esperar a melhora do petróleo.

Tenda: empresa tem 20% do valor de mercado em caixa e o lucro aumentou 35% no último trimestre. Negociada a 6x lucros anuais.

Copel: Empresa de Energia do Paraná. Negocia abaixo do patrimônio líquido, 72% de 100% que tem em patrimônio. Pagará cerca de 7% em dividendos e planeja a venda de ativos não-estratégicos que pode destravar valor futuro.

Abaixo gráfico de dois bancos, entre eles o Banco do Brasil, mostrando que ele negocia a 3,8x lucros anuais, o que é extremamente baixo. No ápice chegou a negociar a 12x lucros anuais o que é 215% mais do que está sendo negociado hoje.

O que ocorreu em crises anteriores

Crise Subprime 2008 – queda de -45,12% – recuperação de 76% em 150 dias. Saldo final: – 3,4%

Greve dos caminhoneiros – maio-2018 – queda de -20,24% em 25 dias.  165 dias depois a bolsa já tinha subido 40%! Saldo final: +11.7%

Joesley Day – maio de 2017 – queda de -12,17%. 86 dias depois 26% de recuperação. Saldo final: +11,6%

Mercado é cíclico e tende a voltar, caso o investimento seja em boas empresas. Como sempre falo, o melhor momento de investir é quando dá “uma dor de barriga na gente”. Investir em períodos de alta pode ser mais confortável, mas não é o que dá grana.

Grandes investidores começam a movimentar-se 

Todos sabemos que o momento atual é um momento único na história da humanidade tanto pela questão social quanto na parte de investimentos. Nunca passamos por algo parecido e certamente o momento atual irá nos marcar profundamente, gerando mudanças na forma de pensarmos e investirmos.

O objetivo aqui é mostrar os desdobramentos da crise e quão marcante ela está sendo na história da humanidade. Começo mencionando sobre o momento que passa o S&P500 (Ìndice de ações dos EUA) e o gráfico abaixo que mostra a velocidade de queda dessa Crise Corona, mostrando que a queda de 20% desde o pico atingido foi mais rápida do que as crises de 1929 e 2008, como pode ser visto abaixo:

Já na Bolsa Brasileira, tivemos o oitavo circuit breaker de um total de 24 desde que nosso Ìndice de ações, o Ibovespa foi criado em 1967 (dia 19 de março também tivemos um e que não está no gráfico, por ser muito recente). Ou seja, em apenas 30 dias, tivemos um terço das maiores quedas de 53 anos!!! :O

Dada a velocidade da queda e da intensidade, o que estão fazendo os grandes investidores

Luiz Barsi, conhecido como o velhinho bilionário da bolsa, que tinha quae R$ 1 bilhão de dólares está comprando. Um dos maiores Fundos do Brasil, o Verde e o genial Luis Stuhlberger, está comprando e tem a maior posição em bolsa de valores no seu fundo multimercado desde 2010.

Grandes fundos como o Dynamo, estão reabrindo para captação e o mesmo em apenas um dia captou R$ 300 milhões.

Outro grande nome brasileiro, Florian Bartunek que administra R$12 bilhões, fala que essa crise tem início, meio e fim! (link para matéria completa)

Bill Miller, o legendário ‘value investor’ que fez carreira na Legg Mason, diz que o momento atual é uma das “maiores oportunidades de compra da vida! E olha que ele tem 70 anos de idade! (link para matéria completa).

Não somente eles mas as empresas vêm recomprando as próprias ações, mostrando que as ações começam a estar em um ponto interessante de compra. Essas recompras intensificam-se em momentos como o atual.

A tendência é que mais empresas abram o período de recompras, dada a atratividade atual.

O que esses investidores podem estar vendo

Acredito que é interessante pensar o que podem estar vendo o que os grandes investidores estão fazendo. Para tomarmos uma decisão da melhor maneira possível é preciso reunir informações que facilitem essa tomada.

1) Gráfico Preço-Lucro: hoje negociamos a 9,76x lucros anuais, patamar parecido com a recessão do Período Dilma, que o PIB caiu 10% aproximadamente, ou seja, como sempre falo a bolsa e seus agentes tentam antecipar movimentos, acredito que de 6-8 meses à frente. Ainda estamos um pouco acima da crise de 2008, como pode ser visto abaixo:

Ressalto que em 2002 o Preço-Lucro estava mais baixo, porém a renda fixa estava em 40% ao ano. Sendo assim, a renda fixa com garantia, tinha Preço-Lucro de 2,5 (100% do capital dividido por 40% de retorno anual), possuindo um risco muito maior do que o momento atual de investir-se em renda variável. No momento, a renda fixa tem retorno de 3,75% ao ano, o que torna mais fácil um investimento em ações obter um retorno acima, no longo prazo.

Um fato cabe ser ressaltado aqui, que é a relação entre os juros e o retorno de investimentos em ações.

Podemos fazer um exercício similar com o preço-lucro da bolsa de valores, invertendo o percentual de renda fixa e dividindo por 100, transformando em Preço-lucro, que pode nos dar uma estimativa, caso os dados mantenham-se constantes do retorno.

Hoje a Selic é de 3,75% o que nos dá um Preço-Lucro = 100 dividido por 3,75 = 26,66x. Sendo assim enquanto na renda fixa demoraria 26,66 anos para dobrar o capital, na bolsa demoraria 9,76 anos.

Claro, tudo deve manter-se constante, como o lucro das empresas. Caso o preço caia (como é o momento atual) e os lucros subam (como pode acontecer pós crise, daqui 1-2 anos) esse indicador tende a diminuir.

Benjamin Graham já dizia que o mercado de ações é maníaco depressivo, as vezes ele pode exagerar nas quedas, assim como nas altas, balançando para esses dois lados, cabendo ao investidor ser racional e aproveitar-se desses momentos que podem ser únicos na vida.

Fonte: https://comoinvestir.thecap.com.br/

Já a S&P500 ainda não chegou a níveis de 2008, porém cabe salientar que os juros chegaram a 0-0,25% ao ano, algo inimaginável até pouco tempo atrás. Um amigo que trabalha no Santander New York, me disse que antes era necessário ter no mínimo 10% do valor que alguém quer emprestado e que hoje isso já não é mais necessário, mostrando que bancos querem emprestar dinheiro e que os juros estão baixíssimos.

2) Delta entre NTN-B e Ibovespa: outro indicador interessante que eu acho é o delta, que podemos medir a diferença entre o retorno do Ibovespa e o que estão pagando as NTN-Bs (renda fixa, sem risco e com garantia do Governo). Mesmo com o maior retorno recente das NTNB-s dado o crescente nível de risco, é a maior diferença desde março de 2005. Isso quer dizer na prática que o risco para investir em ações vem dando um prêmio maior para quem o fizer.

3) Sempre esteja no mercado financeiro com maior ou menor percentual: como consultor financeiro, sempre digo para o pessoal que trabalho que o melhor momento para compras no mercado de ações é quando você estiver sentindo aquela “dor de barriga” com as ações, um sentimento emocional forte de perda momentânea e quando quase estiver decidido a vender suas ações. Investir é algo racional e de pensamento e atitudes contrárias da maioria, como podemos ver acima, onde muitos gestores e investidores profissionais estão comprando ações nesse momento em que maioria vende ou quer vender. Um dado interessante é o  que mostra que se perdermos apenas 2 dos melhores anos, o retorno cai pela metade, no estudo realizado em 23 anos de Ibovespa.

Nos investimentos, o advento de uma vacina tende a dar porrada para cima nos retornos.

4) Empresas abaixo do valor patrimonial: já começam a pipocar empresas que estão sendo negociadas abaixo do valor patrimonial. Importante verificar aquelas que não tenham dívida ou dívida baixa. Certamente algumas dessas empresas estão chamando atenção de grandes investidores.

Positividade: 

Quero encerrar esse texto com algo positivo. Certamente essa crise do Corona Vírus trará mudanças profundas em nossa maneira de pensar e investir. Provavelmente contaremos esse momento para nossos netos e bisnetos. Acredito que de tudo menos positivo, temos que tirar algo positivo e esse é o momento.

Nos investimentos, como mencionou André Jakurski, um dos maiores gestores do Brasil, essa é uma crise com início, meio e fim, ao contrário de 2008, por exemplo, que bancos estavam muito mais alavancados. Cabe a nós termos paciência e estudar bons ativos, plantando sementes para colhermos os frutos em um futuro e momentos assim facilitam isso, a compra de bons ativos com margem de segurança maior.

O gráfico que quero mostrar aqui é a do tratamento do Corona. Estamos avançando no tratamento segundo pesquisas, o que nos dá uma luz e esperança para o término mais rápido e mais benéfico para todos.

Resumo

  • momento é único e marcará gerações, tanto a parte social quanto nos investimentos;
  • temos a maior queda em termos de velocidade comparando-a com outras crises;
  • tivemos 8 circuit breakers de 24 que já existiram, o que mostra quão raro e marcante é o momento;
  • dada a queda, grandes investidores e empresas começam a recomprar ações de própria emissão;
  • taxa Selic nas mínimas, assim como Juros Americanos em 0-0,25% ao ano;
  • prêmio para investir em ações está o mais alto desde 2005, não quer dizer que não possa ficar maior;
  • se você tem caixa, vá comprando aos poucos e dividindo as compras a cada quedas. Só invista se tem perfil para isso e para longo prazo. Lembre: é nas quedas que se compra, que se aumenta posição, mesmo que isso psicologicamente não seja algo fácil;
  • sairemos dessa, mais fortes e unidos como humanidade e na parte dos investimentos, alguns que manterem a racionalidade, plantando sementes agora e esperando o tempo passar, irão colher ótimos frutos!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se e contem conosco!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

Perspectivas e Onde Investir em 2020 (Eliseu Mânica Jr)

janeiro 19th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Perspectivas e Onde Investir em 2020 (Eliseu Mânica Jr)”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Perspectivas e onde investir em 2020 

No texto anterior escrevi sobre empresas que investir em 2019, os retornos principais e o que aconteceu em 2019. Nesse texto o objetivo é mostrar onde investir em 2020, seguindo o cenário atual apresentado. No mercado financeiro, principalmente em investimentos na bolsa de valores, os investidores tentam antecipar movimentos olhando 6-8 meses a frente. Isso quer dizer, por exemplo, que a bolsa de valores tenta precificar hoje o que pode ocorrer meses à frente. Cabe um gestor, um investidor mais ativo, verificar o cenário atual e investir baseado nas probabilidades do cenário futuro visualizado. Um ótimo gestor tem uma grande assertividade quanto a isso, porém sabe dos riscos e que é necessária a diversificação.

No ano passado tivemos como grande efeito potencializador para os próximos anos de retornos nos investimentos e melhoria do cenário econômico, a Reforma da Previdência que após cálculos posteriores teremos uma economia acima do valor inicial previsto de R$ 800 bilhões, nos próximos 10 anos. Outro grande avanço foi a MP da Liberdade Econômica, a cessão onerosa (que mostrou-se um pouco menor do que o previsto, mas que teve importância), o novo marco regulatório das telecomunicações, a parte do cadastro positivo (que vi nos Estados Unidos e que funciona muito bem, tornando os juros mais justos para ótimos pagadores, individualizando o custo do crédito), assim como o pacote anticrime, apesar das alterações do projeto. São avanços como esses que podem tornar mais fácil o caminho para o crescimento brasileiro e que isso pode trazer um bom cenário para os próximos anos.

No presente texto, tratarei do cenário que pode ocorrer em 2020 e alguns ativos que tendem a valorizar-se. Quando me perguntam qual o melhor investimento, sempre digo que não há uma fórmula mágica e o melhor investimento é aquele mais adequado ao perfil específicio de cada investidor, sendo algo único e não generalista.

Renda Fixa ou “perda fixa” para os investidores mais agressivos

O investidor mais antigo que é o que tem maior poder aquisitivo, obviamente porque começou a trabalhar antes, tinha o costume de investir em renda fixa e chegou a obter retornos de 42% ao ano, pois a Selic chegou a essa patamar no início dos anos 2000. Sendo assim, o capital aplicado dobrava a cada 2 anos. No cenário de renda fixa atual, que começou há 4 anos atrás, isso acabou. Hoje a Selic está em 4,5%, a poupança rende 70% da Selic e o investidor que quer ter mais retorno, precisará mudar o mindset para um cenário de maior volatilidade. Isso não é fácil e exigirá cada vez mais educação financeira em nosso País. A maioria dos juros de curto prazo já caíram, porém há ainda alguma oportunidade em termos de juros longos. Convém salientar que mesmo em renda fixa, investir em juros longos têm riscos, similares ao investimento em ações em termos de volatilidade no curto prazo.

Outros investimentos em renda fixa que poderão ser mais vantajosos, títulos high yeld e fundos de debêntures incentivadas. Lembrar que onde há potencial de retorno maior, há um risco maior.

Fundos multimercados – para quem tem perfil mais conservador

Como alternativa para quem não tem tempo para cuidar dos seus investimentos fundos multimercados são alternativas para ter retorno um pouco maior que retornos da renda fixa, com um pouco mais de volatilidade é claro. Buscar fundos com retorno acima de 130-140% é o ideal.

Fundos imobiliários – cautela, porém existem oportunidades

Com o ótimo retorno em 2019, o IFIX que é a média dos fundos imobiliários, obteve retorno acima, inclusive, do Ibovespa. Esse movimento de alta chamou muita atenção dos investidores pessoa física, sendo que alguns ainda me perguntam muito sobre o investimento sobretudo pela quantidade de manchetes sobre a excelente alta do ano anterior. Um fato importante e que comentei no início do texto sobre a questão de investir é o fato de que o que aconteceu no passado, é passado e o cenário para investimento deve ser considerado a partir do momento em que é realizado. Passado é passado e seguir manchetes e dicas de gurus é a maneira mais fácil de perder dinheiro e isso me preocupa tanto em fundos imobiliários, quando investimentos em ações. Grande parte do movimento de alta dos fundos imobiliários, foi devido a movimento macro de queda de juros, já que os fundos imobiliários possuem correlação negativa com os juros. Esse movimento macro que auxiliou a elevação no preço das cotas dos Fundos Imobiliários já chegou quase ao fim e agora o que mais contará será a qualidade e diminuição da vacância. Acredito que para investidores que pensam mais no longo prazo, há espaço na carteira para Fundos Imobiliários. Por exigir um acompanhamento mais direto, é preciso que o investidor tenha essa disponibilidade de tempo para o investimento, montando uma carteira de fundos diversificada.

Crème de la crème em termos de retorno potencial – ações 

O retorno do Ibovespa foi de 31,58% em 2019, um retorno só não superior ao ano de 2016. Convém observar que tivemos um dos maiores setores em termos de peso de participação do Ibovespa, no caso o setor bancário e grandes bancos, que teve um retorno aquém do esperado, trazendo para baixo o retorno do Índice, do contrário o retorno poderia ser próximo aos 45% em 2019. Como comentado, com a queda dos juros, o custo de capital diminui para empresas. Além disso, tivemos ajustes nos últimos anos, como cortes de custos administrativos, demissões e uma das maiores vantagens para os Estados Unidos (País que vivi) em termos econômicos ao meu ver, que é o alto número de desempregados, na ordem de 11,6% contra 3,5% dos EUA. Isso quer dizer que teremos um potencial de crescimento com um reflexo pequeno de inflação. Além disso, o ciclo do Brasil é de recuperação, o que tende a melhor nos próximos anos. Sendo assim, apesar das altas recentes (no Clube chegamos a retornos próximos de 300% em 3 anos e pouco) ainda acredito em oportunidade. Penso que setores como consumo, abertura maior de mercado (privatizações), empresas que estão recuperando-se são setores que tendem a beneficiar-se. Apesar da alta no setor de construção, acho que esse setor pode estar próximo da estabilidade, mesmo com os excelentes dados de prévias operacionais recentes, como exemplo da Trisul. Lembro que o mercado tenta visualizar o futuro, com cenários de hoje e o preço desconta muita coisa atualmente.

Resumo

  • o melhor investimento é aquele condizente com o seu perfil de risco;
  • cenários mudam, diversificar é a melhor resposta para quem não é tão proativo do mercado, precisa do dinheiro em curto prazo e não tem tanto conhecimento em investimentos;
  • cenário macro brasileiro e mundial mudou, para ter retornos maiores, investidor terá que acostumar-se com o risco e volatilidade, por muitos a mesma coisa, para mim não (um dia falarei sobre isso aqui);
  • juros baixos tendem a ser mantidos por mais tempo;
  • Brasil recuperando-se e com maior abertura, leis e procedimentos, tende a ficar menos burocrático e com uma maior possibilidade de investimentos macros por investidores, seguido pelo Governo em alguns anos, após arrumar a casa;
  • busque sempre conhecimento, risco é minimizado com informações e domínio de procedimentos.

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicajr

FONTE: https://bugg.com.br/2020/01/19/perspectivas-e-onde-investir-em-2020/

Retrospectiva 2019 e Minha Carteira – by Eliseu Mânica

janeiro 12th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Retrospectiva 2019 e Minha Carteira – by Eliseu Mânica”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Retrospectiva 2019 e minha carteira de investimentos

O ano de 2019 foi excelente para todos que aceitaram tomar riscos nos investimentos. Tanto no quesito investimentos em ações, quanto fundos imobiliários, os retornos foram excelentes! O Ifix subiu 35,95% e o Ibovespa teve um retorno de 31,58%, a maior alta desde 2016. Entre as ações que mais subiram do Ibovespa foram da Qualicorp com 243%, BTG Pactual com 235%, Via Varejo com 154%, Notre Dame com 135%, JBS com 122% e Cosan com 112%. Chama atenção a maior alta da Qualicorp, eis que a mesma teve problemas com o controlador, Júnior, teve suas ações despencando e foi uma das ações que consegui começar a investir nos R$ 14,12 e que já nos primeiros dias de 2020 chegou aos R$ 40,00 e eu mantive, convicto que agora está chegando em um patamar justo de preço. Além das ações do Ibovespa, outras ações fora do Ibovespa também subiram bem e algumas tive a sorte de pegar em um bom patamar, por exemplo, as ações da Empresa Petrorio que é bastante comentada e que por muitos não é considerada uma boa empresa, seja pelo setor que atua (petrolífero que alguns acham que estará em breve ultrapassado) ou seja pelo controlador (Nelson Tanure e família).

O fato é que onde não há unanimidade é lá que o investidor precisa ficar de olho e colocar sua atenção. É preciso também personalidade para manter esse tipo de ação, pois você será bombardeado por opiniões de outros investidores (muitas vezes negativas), assim como manchetes na mídia e especulações. Mesmo com todos os possíveis problemas, as ações de Petrorio subiram bem, chegando a 233,57% em 2019. Impressiona a alta dessa Empresa, já que em 2016 chegou a ser negociada abaixo do que ela tinha em caixa, ou seja, era como comprar R$ 1,00 por R$ 0,80. Claro que na época ela era diferente do momento atual, do contrário não seria negociada nos patamares mencionados.

Efeito juros compostos 

O exemplo de Petrorio em minha carteira é útil para mostrar o poder dos juros compostos. Começamos a comprar as ações de Petrorio em 2016 no patamar atual de R$ 2,18. Hoje a ação negocia a R$ 37,22. Uma alta de 5,85% na cotação atual, vai equivaler a 100% de retorno para o investidor de 3 anos e 6 meses atrás, tudo isso fruto dos juros compostos. As tenho desde 2016, e as altas em 2016 foram 77,24%, em 2017, 275,23%, em 2018, 21,27% e em 2019, 233,57% cujos retornos somados deram 607,31%, porém sob juros compostos e essa é a mágica dos retornos dos investimentos, o retorno foi muito maior. Quem entrou nos R$ 2,18, teve um retorno de 1607,34% desde 2016. Em tempos de procura da nova ação “Magazine Luíza”, Petrorio poderia ter entrado como outra queridinha, mas que passou por muitos despercebida.

Alta de 71,56% em 12 meses no Clube de Investimentos, livres de taxa de administração, performance e corretagem

Enquanto isso, a principal carteira de investimentos da Gestora que tenho e que existe desde abril de 2009, passou dos +71,56% em 12 meses, em 02-01-2020, na qual tem o maior retorno da maior plataforma de investimentos do Brasil no período. Essa carteira é um Clube de Investimentos, que atingiu pouco mais de R$ 71 milhões e cujo projeto é ser um fundo aberto, procedimento que já vem sendo tomados há alguns meses para isso ocorrer. Hoje estamos fechados e não podemos mais aceitar investidores, apesar da grande procura. Na pessoa física retorno foi de 103%. A diferença é devido o uso de fundos imobiliários, algo que infelizmente não pode ser feito em clubes de investimento.

Entre os ativos que contribuíram bem e que não são eles uma indicação de compra, foram Petrorio como mencionei (233,57% em 2019), Qualicorp (242,88%), Even (159,33%), Gafisa (começamos a comprar nos R$ 5,38 e ações fecharam 2019 perto dos R$ 10,00), Enauta (com 94,595 em 2019), Excelsior (mesmo com posição de cerca de 1%, compradas nos R$ 6, contribuiu com uma alta de 319,13% em 2019). Como ações que não andaram, cito o Banco do Brasil e Banrisul, mas que considero atrativas. A Companhia Energia Elétrica do Estado do RS (CEEE) tende a ser privatizada e um caminho poderia ser o mesmo do Banco.

Corretagem e custos

Lembro que o retorno acima está descontada a corretagem e demais custos como taxa de performance e taxa de administração. Cabe salientar que a corretagem é de 0,5%. Fica comprovado no caso aqui, que sim, custo de corretagem é importante para ser vista, porém não é fundamental, pois não atrapalhou o retorno do Clube mencionado. O mais importante ao meu ver é ter um sistema que te ajude e profissionais que você possa contar com conhecimento e experiência e eu conto com isso. Ter um sistema bom e ótimas pessoas por perto é mais importante ao meu ver do que corretagem. O fundamental é escolher boas empresas e ficar com elas por um bom tempo, sem gerar corretagem e isso que eu fiz no Clube acima, mesmo com custo de corretagem de 0,5% isso não foi fator impeditivo para um bom retorno.

Erros

Sempre há o que melhorarmos, isso o que penso e o melhor aprendizado é aquele com o erro dos outros, então quero passar aqui o que errei em 2019. O setor de bancos foi um dos setores que não andaram e que vou manter.

Outro erro é o de ouvir investidores externos, mesmo estando convicto de suas posições. Vendi parte de Petrorio (tinha 17% da posição) e que acabei ouvindo um investidor (ouça, mas sempre com um filtro e acreditando nos seus próprios estudos) e acabei diminuindo parte da posição para 11% e posteriormente o ativo subiu mais de 60%. Um erro que nos custou cerca de R$ 3,1 milhões, mas que fica o aprendizado. Outro erro similar foi o da venda de Magazine Luiza, que saímos e que agora está negociada a R$ 48,00. Saímos cedo, não pegamos toda a alta e achei que a 60x lucros estaria cara, porém o mercado começou a avaliá-la como uma Amazon e não mais como varejista.

Por outro lado, quando acertamos, muitas vezes nos perguntamos porque não alocamos maior valor e esse foi o fato de Gafisa. Com terrenos, estoque, imobilizado avaliados em R$ 1,1 bilhão, a Empresa era negociada a R$ 640 milhões, um grande desconto perante o que tinha. Acabamos entrando com 6% da carteira inicialmente, mas que poderia e deveria ter sido mais. Outro aprendizado.

Resumo:

-faça o dever de casa. Estude, leia, veja o balanço, faça projeções mais conservadoras, veja o histórico de retorno do negócio e das ações;

-confie em si e no seu estudo. Risco não pode ser zerado, mas pode ser diminuído com conhecimento e conhecimento é aplicação prática da teoria. Tenha mais conhecimento, diminuirá seu risco;

– coloque “os pés na água aos poucos”. Quando decidiu o que comprar, vá “testando” o mercado, com suas posições sendo formadas aos poucos;

-procure empresas consideradas “problemáticas” pelo mercado e que possam ter uma boa saída em breve, algum trigger, alguma carta na manga que não esteja sendo considerada por grande parte do mercado. Esse pode ser o timming para a compra;

-mescle em sua carteira empresas consideradas mais seguras com empresas mais arriscadas em menor percentual. Importante balancear e diversificar sempre;

– importante diversificar. Em momentos como o atual, tem muita gente fazendo ótimos retornos e mais do que ter retornos altos é preciso mantê-los. Em momentos de alta, nos esquecemos que somos humanos, somos levados pela ganância e podemos entregar todo o retorno que conseguimos. Escrevo sobre os grandes investidores e uma das coisas claras é que mais do que saber como ganhar em momentos de alta, é fundamental não entregar todo o retorno em perdas posteriores.

– cuide com manchetes, notícias e profissionais do mercado. Sempre tente colocar um filtro. Retorno passado não tende a repetir-se no futuro. O cenário e probabilidades têm que ser estudados para gerar reflexos do momento atual para frente. Muito investidor pessoa física entrou no mercado recentemente, cuidado e cautela é pouca!

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicajr

FONTE: https://bugg.com.br/2020/01/12/retrospectiva-2019-e-minha-carteira-de-investimentos/

SKIN IN THE GAME

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu, Central do Investidor 0 comments on “SKIN IN THE GAME”

Investir no Brasil não é tarefa fácil, dado as constantes mudanças de cenários que afetam e muito o dia dia da bolsa. Nem precisa investigar o passado, vejamos que nos últimos meses tivemos: empresas envolvidas em acidentes (Vale), corrupção (várias), setores sofrendo disrupção (Cielo), lucros vindo menor que o esperado (algumas), previdência aprovada ou não aprovada, valor de economia na previdência, problemas de governança corporativa (Qualicorp e Smiles).

Com tudo isso acontecendo, não é de se estranhar que a bolsa pareça um ambiente um pouco inóspito ao investidor.

Mas estou aqui pra te ajudar a mudar um pouco essa percepção! 

Se para grande maioria as situações acima podem ser consideradas problemas, eu vos digo que não! Tratam-se de oportunidades! Quando vemos o preço de algo bom cair, qual nossa reação? Pensar em comprar correto? Por que não é assim com ações?

A ideia de escrever aqui é justamente essa, auxiliar você investidor a focar no que é essencial, para realizar um filtro, do que é e do que não é importante ao investir, mostrando alguns cases de ótimos retornos e buscar similaridades para investimentos futuros.  Em um momento privilegiado que estamos vivendo de abundância de informações, mais do que nunca, é primordial a seletividade dessas informações, principalmente no mercado financeiro.

Há mais de 10 anos eu sou o responsável por uma carteira de investimentos que, com o passar do tempo, tornou-se um Clube de Investimentos. Nesse período os retornos foram muito acima do Ibovespa. Sobreviver a volatilidade do mercado e a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais rápidas já é difícil, imagine ter um retorno acima do que é considerado o benchmark do mercado?!

Pois é … mas sabe o que mais? Tenho 99% do meu capital financeiro alocado nesse Clube de Investimentos. Isso é o que chamo de skin in the game!! 

Nos últimos anos, os retornos foram os seguintes, descontadas taxas de administração e performance:

Fique atento que nos próximos textos irem desbravar alguns dos ativos que levaram a esses retornos e os motivos que chamaram-me atenção na época das aquisições.

 

Um grande abraço!

Eliseu 

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/21/skin-the-game-por-eliseu-manica/