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Foque naquilo que você pode controlar nos investimentos

novembro 2nd, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Foque naquilo que você pode controlar nos investimentos”
foco nos investimentos

No último artigo que escrevi e você pode ter acesso aqui , comentei acerca da volatilidade que era esperada pelo mercado e que acabou ocorrendo na última semana do final do mês de outubro. O fato é que dada a baixa atratividade dos investimentos, o baixo custo de capital mundial, as eleições americanas e a chegada do inverno no hemisfério norte, aumentando os casos de Covid (tivemos também um aumento na quantidade de testes), faz com que tenhamos uma série de acontecimentos que trazem incertezas para o investidor e essa incerteza é sinal de oportunidade tanto para o investidor quanto para o especulador, muitas vezes colocado à margem do mercado, mas que é necessário, no mínimo, para um aumento de liquidez no mercado.

É na incerteza que os preços dos ativos ficam mais voláteis, onde muitos players preferem sair do mercado dada a falta de clareza no cenário de investimento é da natureza do ser humano preferir ambientes mais seguros dada a composição da parte do nosso cérebro reptiliano, onde desde os primórdios procuramos segurança, andar com a “manada” e com um grupo de pessoas para nos trazer segurança. Nos investimentos quem segue isso, tende a ter um retorno abaixo ou no máximo na média comparado com outros investidores. Sendo assim, precisamos “lutar” contra nossos instintos e contra nossa composição humana, agindo diferentemente da média porém com motivos e razões para determinados movimentos do mercado, não apenas sendo um “do contra”, por ser.

Não vai ser nem a primeira e nem a última correção do mercado, onde esses movimentos são necessários e devem ser bem-recebidos para o investidor que ainda está em momento de acúmulo de capital. Abaixo podemos ver um compilado das últimas crises, onde podemos ver que elas têm incidência quase que anual, no nosso mundo:

É nesse cenário atual, com a bolsa brasileira em dólares no nível de maio de 2020 e com alguns ativos negociados a valores  de 2005 (Banco Bradesco em dólar, por exemplo, tem um lucro 4x maior hoje do que tinha em 2005, porém com preços em dólar a valores de 2005). O fato é que temos oportunidades retornando, balanços vindo bem, acima das projeções do mercado e recuperação nos lucros de 2019, como mostrarei adiante, fazendo um apanhando dos acontecimentos e oportunidades ao meu ver.

Aumento no número de casos de Covid

Quem olha friamente as manchetes do jornais e da televisão, prestando atenção apenas no aumento no número de casos de Covid, pode esquecer de outros detalhes fundamentais. Com a chegada do inverno no hemisfério norte é normal esse aumento de casos, além disso, temos a questão de nos Estados Unidos, por exemplo, há um aumento no número de testes, o que naturalmente já aumenta a quantidade de casos. A parte positiva, ao contrário de março passado, é que estamos cada vez mais perto de uma vacina, o que aumenta a chance de uma retomada na normalização econômica.

Abaixo, podemos notar que a quantidade de testes aumentou quase 20x, então é natural o aumento de casos, pois a amostra está maior. Um dos pontos positivos é que a quantidade de mortes vêm diminuindo, estamos sabendo tratar melhor a doença e isso traz mais esperanças para uma saída mais rápida. Na China, a economia está crescendo a pleno vapor e a expectativa que seria em 2030 de que a economia chinesa poderia tornar-se a maior do mundo, foi antecipada para 2024. Conversando com dois médicos próximos, que tomaram a vacina Chinesa, eles comentaram da imunização, então pode ser que dado o baixo nível de casos na China (alguns podem desconfiar dos dados), aparentemente eles estariam com alguma vacina efetiva.

Crescimento acima do esperado da economia

Um dos pilares em investimentos é o retorno pelo lucro ou pela geração de caixa por parte das companhias. Investir possui uma lógica e a lógica é que, no médio e longo prazo, o percentual de aumento ou queda nos lucros ou geração de caixa (o principal ao meu ver), acompanhará a flutuação do preço das ações. Começamos o período de divulgação de resultados do terceiro trimestre e nos Estados Unidos, esses resultados estão superando em cerca de 85% o compilado e esperado pelos analistas. Comparando com o ano passado, o S&P500 teve lucros que estão até o momento 5% abaixo, porém notamos que grandes empresas vêm trazendo resultados muito acima do esperado, como Google, Amazon e outras.

Já na Europa, analisando o cenário macro, estamos com crescimento no GDP (PIB) muito acima do que era esperado, mesmo com o lock down seletivo nesses países…

No Brasil idem, tivemos o começo da temporada de resultados e resultados como Tupy, Romi e Vale (isso não é uma indicação de compra ou venda) chamaram a atenção, vindo muito bem, tanto que aumentei posição nesses ativos no último dia útil de outubro. Vale, por exemplo, negocia a 2,9x Ebitda contra 5x de BHP e Rio Tinto e cerca de 5x lucros para 2021..

E o grand finale… eleições americanas…

Essa é a segunda eleição presidencial que passo aqui nos EUA. A primeira trazia pesquisas dando ampla vantagem para Hillary Clinton e acabou dando Trump. Aqui nos EUA, os meios de comunicação tem um lado bem definido na hora de dar a notícia.. a Fox, Canal de Televisão é Pró-Trump e a CNN, pró-Biden e contra o Trump. É algo engraçado, porque na CNN, por exemplo, a Emissora fica o dia inteiro “batendo” em Trump. O fato é que as pesquisas aqui têm um forte viés e não podem ser consideradas 100% como fonte de credibilidade..

Como em 2016, estamos notando um crescimento de Trump nas pesquisas nesses últimos dias, inclusive o percentual está muito similar ao mesmo ponto das últimas eleições…

Acredito que o cenário ainda continua muito aberto, com possibilidade de ganho para ambos os presidenciáveis, mas independentemente desse resultado, acredito que o foco principal deva ser na análise dos ativos em carteira, seu preço e valor visto, boa administração, pois como mencionei anteriormente, essa volatilidade traz oportunidades para ativos com ótimos resultados e ótimos preços. Com juros baixos, trazendo poucos retornos, temos pouca escolha de alocação de capital e o mercado de ações é onde temos as melhores oportunidades no momento.

Independentemente do resultado dessa eleição presidencial americana, podemos ver que a média de retorno em ano de escolha de presidente, no S&P500, é uma média de 11,3% para qualquer presidente, 9,3% para a entrada de um novo presidente e 13,4% para o presidente que está no poder vencer. Quem for o presidente, desde 1928 temos a probabilidade ao lado nosso lado e temos como investidores, focar naquilo que temos controle: nosso emocional para controlar a volatilidade e a queda momentânea no preço das ações e o controle daquilo que vamos investir!

Em resumo:

  1. a quantidade de crises, assim como a volatilidade vem aumentando no mercado. Volatilidade = oportunidade;
  2. número de casos de Covid aumentando, porém aumentou-se a quantidade de testes. Taxa de mortalidade está menor que o pico de março, estamos sabendo lidar melhor com a situação;
  3. resultados nos EUA e Brasil vindo muito bem e surpreendendo positivamente. PIB dos maiores países europeus, idem;
  4. eleições americanas ainda “abertas”, porém isso não pode ser o principal foco do investidor;
  5. independentemente do resultado das eleições americanas, o fato é que o mercado de ações sobe em períodos como esse;
  6. foque naquilo que pode controlar: seu mindset ao investir, seu temperamento de investidor, as oportunidades que surgem, o estudo dos ativos que gosta e quer investir.

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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FONTE: https://bugg.com.br/2020/11/02/foque-naquilo-que-voce-pode-controlar-nos-investimentos/

20200803 – Tônica da Semana: Tempos difíceis, exigem abordagens diferentes ao investir!

agosto 3rd, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “20200803 – Tônica da Semana: Tempos difíceis, exigem abordagens diferentes ao investir!”
FONTE: BUGG.COM.BR

Mudança é necessária para evolução

Primeiramente, um bom dia a todos, mais uma semana se inicia e hoje quem escreve sou eu (Eliseu Mânica Júnior). Espero que todos estejam descansados no final de semana e estejam bem! No final de semana todo o pessoal do Bugg se reuniu e tivemos uma reunião visando melhorar o que estamos fazendo por aqui. É notório nos últimos meses o crescimento no número da base de investidores e estamos sendo cada vez mais demandados. Além do crescimento na base de investidores, há uma sofisticação do investidor brasileiro, que dado o cenário de queda de juros, vem diversificando seus investimentos, com o aumento na procura por investimentos nos Estados Unidos, principalmente. Nosso time é ótimo, com ótimas pessoas e ótimos profissionais, capitaneado pelo meu amigo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, a primeira corretora em português, para brasileiros nos EUA. Nos próximos meses teremos novidades sempre procurando agregar e melhorar o que fazemos. Sempre friso que tempo é o ativo mais precioso do ser humano e as mudanças também virão nesse sentido, melhor organização e aproveitamento do seu tempo de leitura e aprendizado aqui.

Aumento na quantidade de circulação de papel moeda

Sem mais delongas, na última semana tivemos algo inédito, depois de 18 anos tivemos a notícia de uma nova cédula: a cédula de 200 Reais! Ocorreu uma grande repercussão, tivemos memes (o mais popular a cédula do “cão caramelo” que está na capa da Tônica de hoje), comentários de como seria a nota e até algumas críticas sobre a facilidade para a lavagem de dinheiro. Por sermos um País cujo controle do processo inflacionário ainda é recente, ocorreram inclusive pensamentos e receios sobre a criação da nova Cédula, sendo a volta da inflação o maior de todos. O fato é que apenas a impressão dessa moeda, não nos traz isso, por isso é necessário dar uma olhada de como anda a quantidade de papel moeda em poder do público em circulação.

Uma das principais justificativas para a criação da Cédula de R$ 200, seria o fato de que após a pandemia, as pessoas passaram a guardar dinheiro em casa, diminuindo assim, o número da quantidade de dinheiro efetivo em circulação na economia. A ideia é colocar cerca de 450 mihões de cédulas de R$ 200 em circulação, substituindo com a retirada de outras cédulas de R$ 100 e outros valores menores, não sendo realizada assim, a impressão de moeda, o que favorece a tão temida inflação, que é extremamente prejudicial para a economia de um país! Na prática é como se fossem retiradas 2 notas de R$ 100 para a entrada de uma de R$ 200.

O fato é que a impressão de moeda vem sendo utilizada como solução da última crise de 2008 e  que no período pré-pandemia a quantidade de dinheiro com a população brasileira era de R$ 220 bilhões e que agora está em cerca de R$ 260 bilhões, como podemos ver no gráfico abaixo. Esse fato vem sendo feito pelos principais bancos mundiais e repetido no Brasil.

Fonte: Banco Central do Brasil

Todo esse movimento de impressão de moeda merece atenção do investidor. Em 1950 a Venezuela era o quarto maior País do mundo em termos de renda per capta. Com a entrada de ditadores, ocorreu um período de gastança e hoje a Venezuela é um dos países mais pobres do mundo, inclusive imprimindo moeda tentando achar uma solução para o descontrole de gastos e incompatibilidade entre receitas e despesas que atingiu o País, tendo como consequencia os dados de inflação recentes, que podemos ver abaixo:

Fonte: Charlie Billelo

Todo esse movimento de impressão de moeda, ajudou na rápida recuperação de ativos, principalmente os de risco. Coincidência ou não, a alta pós patamar mínimo atingido em 23 de março de 2020, nas bolsas mundiais levando em consideração o valor de mercado, foi similar a quantidade de impressão de moeda por parte dos 4 maiores bancos mundiais, inclusive comentei em artigo anteriormente escrito e que foi comentado inclusive pelo economista Ricardo Amorim, do Programa Manhattan Connection, cujo nome é Oportunidades em petróleo, ouro, commodities e mercados emergentes”, no qual falo sobre o quão caro ficaram algumas empresas ligadas ao crescimento, citando Tesla que estava valendo US$ 260 bilhões e tem ainda um valor de mercado maior que GM, Ford, Fiat Chrysler, Honda, Daimler e Ferrari, JUNTAS, sendo que as receitas da Tesla foram de US$ 26 bilhões contra US$ 731 bilhões das outras montadoras somadas, ou seja, 27x menos. A conta não fecha e a emissão de dinheiro que vem acontecendo no mundo e que vimos acima também vem acontecendo no Brasil, ajudou nessas distorções! No Brasil ações como B2W e Wege, são algumas que os investidores estão pagando um preço já caro pelo crescimento ao meu ver.

“Mas e Eliseu e qual a razão de você ver ativos como commodities, metais preciosos, mercados emergentes e propriedades como interessantes?”

Vejo comentando sobre os setores que acho interessantes pela alta de alguns setores nos últimos 10 anos e a pequena margem de segurança que esses setores trazem hoje para o investidor. Uma das premissas ao investir é que nem sempre o que subiu fortemente nos anos anteriores, irá confirmar-se com as mesmas altas dos próximos anos. Não há dúvidas que o setor ligado ao investimento em empresas de crescimento foram as vencedoras nos últimos 10 anos, assim como empresas maiores e empresas ligadas aos mercados emergentes e commodities as mais prejudicadas ou que menos cresceram. De modo geral, são empresas com múltiplos menores e que tendem a ter uma maior margem de segurança (tudo depende caso a caso, rentabilidade e características específicas de cada empresa e setor).

Como podemos ver abaixo, são esses setores que menos andaram nos últimos 10 anos:

Além disso, vejo outros setores como metais preciosos e propriedades, tidos como de ativos reais e com bom desconto e dada a grande impressão de moedas recentemente, são ativos considerados “ativos reais” e que tendem a favorecer-se em momentos como o atual. Ouro e principalmente a prata que é mais escassa (há um cuidado maior com o ouro em comparação com a prata, onde inclusive muitos jogam fora pratarias, uma minoria é claro, mas acontece com mais chance com a prata do que com ouro). Penso metais preciosos como diversificação é importante, mesmo ciente de que metais preciosos não possuem um valor intrínseco, ou seja, não produzem renda como um aluguel em um imóvel, o arrendamento e frutos como em caso de área de terra, nem dividendos como no caso do investimentos em ações.

Fonte: Cambridge House International

Soma-se a impressão de dinheiro em grande quantidade pelos bancos centrais, dados que nos trazem um alerta, tais como:

  1. os 9 maiores bancos mundiais têm juntos cerca de US$230 trilhões em derivativos, 3x a economia mundial! 
  2. déficit mundial de US$ 253 trilhões, correspondente a 322% do PIB global;
  3. débito de empresas americanas é de US$ 10 trilhões, 50% acima da última década; 
  4. dívida privada é de US$ 1,2 trilhão nos EUA, sendo que quase 50% estão linkados a outros investimentos (direitos foram vendidos e servem como garantia);
  5. crescimento no Brasil da questão por parte de investidores do “preço não importa”, diminuindo a cautela que é necessária na análise de ativos, esquecendo da margem de segurança necessária ao investir e que é isso que vai trazer o retorno no longo prazo. Pagando-se bem, há valor escondido até em ativos que podem parecer que não tem valor algum. Um exemplo direto é a quebra de um banco e ativos que baixou como não recuperáveis ou até parte de aproveitamento dos prejuízos com lucros futuros.

Assim é como estou vendo o mercado atualmente e o que venho fazendo com meus investimentos. No ano estamos na frente do Ibovespa, ano passado passamos dos 81% brutos de maneira oficial em dois clubes de investimentos que em breve virarão apenas um fundo.

O que ocorreu na semana nos EUA e Brasil que chamaram minha atenção:

Fonte: Investing.com

Começando pelo Brasil…Tivemos um aumento na semana passada do Investimento Estrangeiro Direto (IED), vindo acima do previsto, com entrada de US$ 4,75 bilhões ante expectativa de US$ 3,58 bilhões. Muitos comentando que o Dólar tende a uma desvalorização contra outras moedas mundiais e o Real ainda é uma das moedas que mais cai perante o Dólar. Essa entrada de capital estrangeiro, tende a desvalorizar momentaneamente o Dólar contra o Real.

No mundo:

  • Estoques nos Eua vieram abaixo do previsto, favorecendo uma elevação no curto prazo da commodity. Soma-se a isso no curto prazo, o fato de que os produtores de shale americanos estão com diminuição nas plataformas existentes.
  • Vendas no Varejo Espanhol vieram muito acima do previsto. A Europa mesmo com um continente com uma população mais idosa e que não vem crescendo economicamente nos últimos anos, vem mostrando uma recuperação até acima que outros continentes.
  • Vendas pendentes de moradias nos EUA, melhores que o esperado. O mercado de real state, construção civil americano que é um dos setores que mais emprega na economia americana, vem mostrando resiliência e até crescimento, o que é importante na retomada da economia.
  • Pedidos de seguro-desemprego nos EUA vieram pouco abaixo do esperado. Aqui nos EUA muitos vêm recebendo cerca de US$ 600 semanais e importante item na retomada econômica. Já o PIB americano veio um pouco melhor que o esperado.
  • O PMI Industrial Chinês, um importante indicador da economia chinesa, veio acima do esperado, mostrando uma recuperação em V da futura maior economia mundial. Gestores importantes como Ray Dalio e Howard Marks, acreditam que dado o Covid e recuperação mais rápida na China,  o País acelerou o processo de tornar-se o maior PIB do mundo, passando da previsão do ano de 2030 para 2024.
  • PMI de Chicago, também veio bem e vem demonstrando que nos EUA, assim como na China, a economia americana vem dando sinais de recuperação em V.

Fonte: Investing.com

  • Surpreendeu o lucro da Amazon, vindo muito acima do previsto, mesmo com o gasto extraordinário de US$ 4 bilhões relacionados aos cuidados dos colaboradores com a Covid. Como comentou o Analista-Chefe da Avenue Securities, William Castro, “Lucro dobrou na comparação anual. Receita bateu com folga as expec. $88.91BI (+40% yoy), o Setor de Cloud cresceu 29% e o Free cash flow cresceu50% ! Impressionante!”. Impressionaram os resultados, porém mesmo com todo esse crescimento, lembro que o ativo negocia a 152x lucros anuais e tem como valor de mercado US$ 1,6 trilhão, mais que todas as empresas somadas na Bolsa Brasileira.

CONCLUINDO…

De modo geral estava (compra recente em ativos reais) 95% posicionado nos clubes de investimento da Gestora que tenho. Depois do excelente ano passado, estamos na frente do Ibovespa esse ano também. Aguentei as quedas e e com a entrada de capital novo, fiz aportes nos 72 mil (mercado foi para os 61 mil pontos depois disso) e 87 mil pontos. Continuo firme no mercado, há oportunidades, mas o investidor precisa fazer um filtro maior do que o período de oba-oba que passamos recentemente!

ending new year GIF by Looney Tunes

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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FONTE: https://bugg.com.br/2020/08/03/20200803-tonica-da-semana-tempos-diferentes-exigem-abordagens-diferentes-ao-investir/

São os investidores pessoa física, responsáveis pela alta das bolsas?

julho 27th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “São os investidores pessoa física, responsáveis pela alta das bolsas?”

Tanto nos Eua quanto no Brasil o fenômeno da invasão de pessoas física investindo no mercado de ações aumentou de maneira gigantesca após a pandemia. Nos Eua um dos aplicativos que popularizaram isso foi o Robin Hood, onde muitos desses investidores são conhecidos graças a esse movimento, como RobinHooders.

Nos Estados Unidos com o avanço da pandemia e o incentivo por parte do FED, o Banco Central Americano, foram injetados trilhões, onde inicialmente cada detentor de Social Security Number (o CPF dos americanos e que os residentes possuem) receberam US$ 1.200 de graça para gastar. Já quem está em auxílio-desemprego recebe semanalmente US$ 600. Muitos estão recebendo esse auxílio até em valor maior do que quando trabalhavam, ocorrendo casos em que preferem ficar em casa do que trabalhar. São valores altos e que muitas vezes passam do custo de manutenção de uma família, sobrando dinheiro para outras coisas, como investir na bolsa de valores, por exemplo.

Outro fato que posso notar e ajudou na corrida das pessoas físicas para a bolsa, foram os fechamentos de Cassinos, esportes como baseball, futebol americano, basquetebol, jogos que podem ser apostados e com grande número de apostadores em casa, só restou uma coisa aberta: a bolsa de valores, vista como muitos (de maneira equivocada) como um local de apostas!

Soma-se a questão de grana liberada de graça, mercados de apostas fechados, unindo-se ao tempo ocioso em casa, bummm!, temos o ambiente propício para os investidores pessoa física irem para a bolsa de valores.

Mas será que esses investidores influenciaram tanto assim o mercado de ações?

No Brasil efeito similar ocorreu, temos o maior número de pessoas física na bolsa brasileira. Em 2002 tínhamos cerca de 85 mil pessoas física investindo e agora perto de 2,7 milhões de pessoas, ou seja, um crescimento de quase mais de 50% apenas em 2020 e o maior número da história!

Fonte: B3

No Brasil o aplicativo que mais se assemelha ao Robin Hood dos Eua é o Warren, mas que não é igual. Tanto nos EUA quanto no Brasil, mais apps surgiram e isso tem facilitado a questão de entrada de pessoas físicas investindo. O Warren recebeu recentemente R$ 120 milhões para ampliação e o Robin Hood existe desde 2013, permitindo que investidores abram um cadastro sem um valor mínimo inicial, inclusive com custo aparentemente gratuito, digo aparentemente, porque nos EUA é permitido a ordem de venda do que estão fazendo os investidores dessas corretoras para fundos e investidores institucionais, ou seja, há autorização e permissão para os investidores institucionais operarem do uso dessas informações. No Brasil isso ainda não ocorre, há corretagem aparentemente gratuita, mas como não existe almoço grátis, muitas dessas plataformas saem do ar no momento que o investidor mais precisa perdendo a possibilidade de operar por alguns momentos. Obviamente, não há “almoço grátis” em nada na vida.

Sobre o Robin Hood ele foi criado em 2013, tem 10 milhões de clientes e apenas nesse período de pandemia, abriu cadastro para 2 milhões de investidores no primeiro trimestre, sendo esse número maior que corretoras americanas como  Schwab (a XP Investimentos dos EUA) TD Ameritrade e E * Trade combinados. Outros dados que são interessantes é a idade média do investidor que uso o Robin Hood, 31 anos e média de US$ 4.800 por cliente, o que é muito baixo e que multiplicando o valor médio por cliente vezes o número de clientes, temos US$ 48 bilhões, um valor muito pequeno perante o valor de mercado de US$ 14 a US$ 15 trilhões que possui o valor total do mercado americano.

Abaixo seguem dados da evolução dos investidores divididos por idade. Nota-se que a maioria dos investidores possui mais de 55 anos, correspondendo a 74% do total de investidores, não sendo o perfil dos investidores nos EUA:

No Brasil temos evento similar onde mais da metade dos investidores, em torno de 55%, possui mais de 55 anos. Além disso, se somarmos todo o massivo crescimento de investidores de 2019 para 2020 (cerca de 1 milhão de investidores) eles representam apenas 25% do total de valores investidos na bolsa brasileira, com peso menor que os investidores institucionais e ainda quase a metade dos investidores estrangeiros (que resgataram da bolsa brasileira cerca de R$ 75 bilhões apenas em 2020).

Fonte: B3

Nos EUA, o Robin Hood possui um mecanismo para sabermos quais são as ações mais populares no app. Há uma gama de ações e a mais popular no momento é a Tesla, que muitos falam que estaria cara e que vem subindo no ano.

Fonte: Robin Hood

Tendência de crescimento no número de investidores e de dinheiro investido na Bovespa

Muitos sabem que nos EUA, metade da população americana (328 milhões de pessoas) investe diretamente ou indiretamente no mercado de ações, sendo 55% de investidores acima dos 18 anos. Esse percentual já foi de 65% em 2017, um ano antes da Crise de 2008. No Brasil, temos cerca de 2,7 milhões de investidores e se tivéssemos apenas um quinto do percentual americano, ou seja, 10% da população brasileira (209 milhões de pessoas), teríamos um crescimento de mais de 9x no número de investidores.

No Brasil o potencial de pessoa física é gigante, além disso, diferentemente dos EUA, estamos vivendo nosso primeiro período de juros baixos. Por exemplo, em 2001, chegamos a ter juros de renda fixa a 42% ao ano e hoje temos juros de 2,25%, uma queda de quase 40%, o que é muita coisa e que vai transformar aos poucos o pensamento do investidor pessoa física brasileiro.

Soma-se a isso, um valor de R$ 7 trilhões em renda fixa, com R$ 1 trilhão em poupança e que deve migrar nos próximos meses para a bolsa. Se pegarmos apenas 5% do valor de R$ 7 trilhões, temos R$ 350 bilhões saindo da renda fixa e entrando na renda variável. Como exemplo que comentei anteriormente, os estrangeiros com uma das maiores saídas da história do Brasil do Ibovespa com R$ 75 bilhões e que já teve uma grande influência, é quase um quinto do que tende a entrar no mercado de ações.

Sendo assim, conclui-se que atualmente o investidor pessoa física tanto nos EUA quanto no Brasil foi fator importante mas não fundamental na alta recente das ações, eis que representa em ambos os países menos de 30% do total de investidores.

Mas, então o que auxiliou na alta das ações, se não foram os investidores pessoa física?

Em artigos anteriores comentei que a recuperação das mínimas nas bolsas mundiais, “coincidentemente” teve valor similar ao que foi injetado na economia. Nas mínimas de março, as bolsas mundiais atingiram US$ 63 trilhões e que após os incentivos elas chegaram rapidamente a US$ 81 trilhões. O que ocorreu para mudar esse valor especificamente? Incentivos somados de US$ 17 trilhões pelos quatro maiores bancos mundiais: BOJ, FED, Banco Central da Inglaterra e BCE.

Abaixo podemos notar a quantidade de dinheiro que foi injetado nesses últimos 12 meses:

Somado a isso e outros acontecimentos macros é que comentei que maiores oportunidades de investimentos podem estar em mercados emergentes, empresas focadas em value investing, commodities (algumas com maior potencial que outras, que comentei no último artigo quais são), real state e propriedades.

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FONTE: https://bugg.com.br/2020/07/27/sao-os-investidores-pessoa-fisica-responsaveis-pela-alta-das-bolsas/

Fluxo, um fator importante ao investir

junho 16th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Fluxo, um fator importante ao investir”

Texto by Eliseu Mânica Junior

Nos últimos 2-3 meses, após o Banco Central Americano anunciar um “Quantitative Easing para sempre”, QE4EVER, o quarto Programa de Estímulos para a economia, acompanhado por outros bancos centrais mundiais, começaram a “pipocar”, gurus e investidores pessoa física mostrando seus retornos, alguns melhores que muitos gestores, combinada com uma confiança muito acima da média para quem está começando em investimentos em renda variável.

Nos Estados Unidos, um desses investidores que ganhou bastante projeção foi David Portnoy, um americano que vive atualmente na Flórida e que vem mostrando seus trades semanalmente, dizendo que tem dinheiro infinito e que é melhor que o lendário investidor Warren Buffett. Esse efeito vem sendo chamado de Portnoy Effect, efeito em que investidores que estão começando no mercado, possuem ganhos altos de curto prazo e têm uma confiança histórica acima da média.

Soma-se a esses retornos e a forte recuperação de curto prazo, assim como o equívoco aparente de curto prazo de alguns gestores e investidores como Warren Buffett, que vendeu companhias aéreas e cerca de duas semanas depois as ações do setor subiram 65%, assim como a venda das ações da Locadora de Veículos Hertz, vendidas por Carl Icahn, outro ícone dos investimentos e que “perdeu” na recuperação dessas ações cerca de US$ 1,6 bilhões, temos o cenário perfeito para o favorecimento de investidores pessoa física como o David Portnoy.

Por que esse movimento vem acontecendo e por que temos que manter os olhos abertos…

Se pegarmos desde 5 de junho, o S&P500 subiu 42,8% desde a queda em 23 de março. Foi o período de 50 dias em que tivemos a maior alta-recuperação desde agosto-setembro de 1932 (alta de 109,2%) e maio-junho (alta de 73,2%)! Uso dados da bolsa americana, pois nosso Ibovespa começou a contar em 1967, pouco tempo para termos mais dados. Da mínima, o Ibovespa subiu também impressionantes 52%!

MAMU (Mother of All Meltups ou Mae de todas as Disparadas):

Parte desse movimento começou no dia 23 de março, com o Banco Central Americano, o FED, anunciou incentivos monetários até a estabilização da economia, cujo balanço saiu de US$ 2,5 trilhões para um recorde de US$ 7,1 trilhões até 03 de junho. Tudo começou em 15 de março com a compra de Treasuries e Mortgage-Backed Securities na ordem de US$ 700 bilhões, além da queda nos Juros em 1%, levando-os para 0%. O Banco Central Europeu, o Banco Central Japonês e o FED colocaram juntos quase US$ 17 trilhões em incentivos, quantia similar a que tivemos de valorização nas bolsas mundiais em termos de valor de mercado, das mínimas até o movimento recente no início de junho de 2020, como podemos ver abaixo:

Todo esse movimento criou a MAMU (Mãe de todas as Meltups)…

Meltup é um termo usado nos Estados Unidos para descrever um movimento que acontece no mercado de maneira rápida, impulsionado pelo sentimento do investidor, com grandes volumes (coincidência com os aumentos de volume nas bolsas dos EUA e inclusive do Brasil?) e de alta volatilidade, como está sendo o ano de 2020, um dos mais voláteis da história!

Meltup é um movimento em que há um deslocamento dos fundamentos, em que há receio de ficar de fora, com o receio de perder o rally, o popular FOMO (Fear of Missing Out ou Medo de Ficar de Fora), somado a uma quantidade grande de investidores ingressando no mercado, trazendo uma volatilidade ainda maior ao mercado de ações, sendo que esse já é um dos anos mais voláteis da história..

2020 um dos anos mais voláteis da história

Utilizando dos dados do S&P500 pela questão de que temos um maior número de dados, iniciamos estudando o ano de 2020 e os movimentos em percentuais do S&P500:

Tivemos 32% dos dias oscilando  até 2%, 23% dos dias oscilando acima de 2% até 4%, 15% dos dias com uma oscilação entre 4% e 5% e assim sucessivamente.. já fazendo um comparativo com a Crise de 2008, temos:

Nota-se que a volatilidade de 2020 é maior que a volatilidade da Crise de 2008. Comparando com a Crise de 1929-1930, temos:

Sendo assim, fica mais claro que temos em 2020, um dos anos mais voláteis de nossa história, assim como no Brasil, mesmo com o Ibovespa iniciando no final da década de 60, tivemos apenas no mês de março, 8 circuit breakers de um total de 21 desde 1967 e após isso uma recuperação de mais de 60%, ou seja, um dos anos mais voláteis no Brasil também.

Todo esse movimento de volatilidade, somado a grande quantidade de dinheiro disponível para pessoas físicas nos EUA (um residente ganhou US$ 1.200 a título de ajuda), muitos em casa sem ter o que fazer, sem trabalhar, querendo ganhar dinheiro de forma fácil (muitos vêem o mercado de ações como um jogo, uma aposta, sendo que na realidade não é), taxas de juros nas mínimas mundiais e corretoras com corretagem a custo zero (nos EUA temos o Robinhood que aparentemente é de graça, digo aparentemente porque não existe almoço grátis, pois eles vendem as visualizações  das ordens de investidores para outros investidores, facilitando o trabalho de  operações para robôs traders que operam milissegundos, por exemplo) temos o ambiente propício para aparecimento de David Portnoy´s e outros investidores pessoa física, obtendo retornos no curto prazo, acima dos grandes investidores e grandes fundos.

Mas e os valuations importam? Onde estamos hoje em termos de valuations?

Já vimos que fluxos são importantes e que foi graças ao fluxo de entrada de investidores e outros fatores somados que tivemos a forte recuperação atual. Por ser consultor de valores mobiliários, ter Certificado de Especialista de Ativos, MBA, Master, ser fundador de uma Gestora-Asset e por ter a prova de Analista Técnico, acredito que sempre é importante mesmo assim, sempre prestar atenção nos fundamentos procurando uma racionalidade para os momentos atuais em termos de Brasil, EUA e mundo.

No Brasil estamos negociando a cerca de 12x lucros futuros, já colocando uma projeção de queda de 20% nos lucros das empresas brasileiras, segundo a Eleven, Casa de Research que pude conhecer pessoalmente em São Paulo, em março de 2020 e que gosto muito. Cabe salientar que os múltiplos do Ibovespa, devem ser um pouco maiores, eis que a taxa de desconto é muito menor, o custo de oportunidade é menor e os juros são os menores da história…

Já o S&P500, Ìndice da Bolsa Americana, negocia a patamares da bolha ponto com, o que nos dá um sinal amarelo, porém cabe salientar que nos anos 2000, os juros estavam em 6,5% ao ano e atualmente os juros americanos estão em 0,25%-0%, o que poderiamos ter um desconto maior..

No mundo todo, vimos uma elevaçao principalmente dos EUA quanto aos múltiplos históricos Em países emergentes estamos até abaixo de 2008, por exemplo,  e até no Japão isso já ocorreu. Lembro que há essa elevação nos múltiplos, sobretudo pelas empresas FAMGATS (Facebook, Amazon, Microsoft, Google, Apple, Tesla e Spotify) que atingiram patamares elevados e que têm um peso somados de quase 25% do Ìndice..

O que eu penso de tudo isso?

Mesmo com 16 anos como investidor e quase isso trabalhando profissionalmente no mercado, tenho muito o que aprender. Sobre o momento atual minha opinião é que observar o fluxo é muito importante, porém nunca devemos esquecer do lugar que estamos pisando!

Com toda a alta que tivemos recentemente, somada a uma maior quantidade de entrada de investidores principalmente no Brasil, além de juros baixos, mais do que nunca temos que prestar atenção na seletividade e qualidade das empresas investidas. Essa é uma tarefa fundamental para o investidor que dá valor ao seu dinheiro e que procura uma relação interessante de risco x retorno.

Investir em boas empresas, aliado à ciência de que o fluxo de investimento é importante, potencializa o retorno de longo prazo para os investimentos!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Disclaimer Os relatórios e/ou em qualquer conteúdo de análise e recomendação providos pelo Bugg possuem caráter meramente informativo e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o usuário a tomar sua própria decisão de investimento, não devendo ser considerado como uma oferta para compra ou  venda de ativos. Os editores responsáveis pela elaboração deste relatório declaram,  nos termos da Instrução CVM nº 598/18,que as recomendações do relatório refletem  única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma  independente. Além disso, os instrumentos financeiros discutidos neste relatório podem não ser adequados para todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento,a situação financeira ou as necessidades específicas de um determinado investidor. A decisão final em relação aos  investimentos deve ser tomada por cada investidor, levando em consideração os vários riscos,tarifas e comissões.

FONTE: https://bugg.com.br/2020/06/16/fluxo-um-fator-importante-ao-investir/

Ações brasileiras ainda têm espaço para alta e quais setores ainda interessantes?

junho 9th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Ações brasileiras ainda têm espaço para alta e quais setores ainda interessantes?”

Texto by Eliseu Mânica Junior

Ações brasileiras ainda têm espaço para alta e quais setores ainda interessantes?

Volátil e desafiador. Assim podemos definir o ano de 2020 até o momento, principalmente na economia e no mercado financeiro. Em março tivemos a maior queda em termos de velocidade na história (superando 1929 e 2008 na rapidez, essas aconteceram de forma mais lenta e gradual) e nos últimos 50 dias tivemos o maior rally de alta da história.

Tudo o que aconteceu recentemente, corrobora o que já comentei em artigos anteriores, de que sempre temos que estar no mercado financeiro, com maior ou menor percentual, percentual esse ajustado pelo perfil de risco inerente e próprio a cada investidor.

A primeira coisa a relembrar desse texto e desse período que passamos: esteja sempre no mercado! Poucos acreditavam em uma queda e uma recuperação tão rápidas! O fato é que ninguém tem uma bola de cristal para onde vai o mercado, apenas conseguimos através de muito estudo e leitura termos uma percepção de quanto o mercado está caro ou barato. O fato é que na recuperação, os valuations aparecem muitas vezes caros dado o momento vivenciado pela economia (lock down e mudanças de percepção no valor das empresas dada a mudança no comportamento dos consumidores), mas o fato é que as vezes focamos muito no curto prazo esquecendo, por exemplo, de uma regra básica de contabilidade: as empresas teoricamente são feitas para existirem para sempre, mesmo isso não acontecendo na maioria das vezes, mas o que quero dizer e passar aqui é do valor que tem a perpetuidade em cálculos de valuation, de avaliação das empresas. Para o leitor mais leigo, é como focar apenas no 2tri20 que todos sabemos, virá muito ruim, mas que ainda há valor e recuperação no 3tri20, 4tri20, 1tri21, ou seja, as empresas e o mundo não irão acabar! Treine sua mente para momentos como esses o que ocorreram (Ibovespa não voltará para os 61 mil tão cedo, pois eu, você e 118% dos investidores já estamos esperando por algo próximo a isso).

Outra coisa que tenho que comentar é sobre a correlação entre crescimento da economia e retorno dos investimentos principalmente em ações e no mercado Ibovespa. Esqueça, como investidor em achar que ações sobem apenas em momentos de PIB alto.

As altas na maioria das vezes acontecem até de maneira contrária ao crescimento econômico e vou te explicar o porquê disso: em momentos de quedas de PIB é que Bancos Centrais, COPOMs da vida, irão trazer incentivos à economia e teremos um afrouxamento momentâneo, visando um crescimento futuro. Isso é o que está acontecendo no momento, um afrouxamento gigante e incentivos sendo jogados no mercado.

Se pegarmos os patamares mais baixos que chegamos no mercado, a capitalização das bolsas mundiais atingiu US$ 61 trillhões e hoje estamos cerca de US$ 82 trilhões, sendo esse é o valor de mercado atual de todas as bolsas somadas.

O que aconteceu para essa valorização rápida? Coincidência ou não, a soma de ajuda, de grana que todos os bancos centrais colocaram como incentivo para a economia mundial foi de US$ 18 trilhões! Se somarmos a mínima dos mercados, com a valorização e o valor de mercado que subiu recetemente temos um valor próximo ao dinheiro alocado pelos Bacens mundiais.

Outra ajuda que aconteceu e que muda muito o cenário de avaliação de ativos: taxas de juros baixíssimas! A maioria dos investidores utiliza o fluxo de caixa descontado para avaliar uma empresa.

Teoricamente, o valor de uma empresa é o fluxo de caixa que ela gera ao longo do tempo, trazido ao valor presente. Para trazer ao valor presente é necessária uma taxa de desconto, que são os juros, somados ao risco, podendo ser uma soma do Risco País e outros. Esses juros, essa taxa de desconto está em um dos menores patamares da história e se considerarmos os juros reais ainda, temos poucas opções para alocação de capital por parte dos investidores com razoável retorno:

Fonte: Charlie Bilelo

Outra questão que chama atenção no momento atual é a quantidade de dinheiro colocada na mão das pessoas, que acabou indo para os investimentos.

Conversando recentemente com amigos americanos, a quantidade que foi disponibilizada é muito maior que imaginamos. Como exemplo, cada residente dos EUA recebeu US$ 1.200 de graça, apenas por ser cidadão. No caso de empresas, esse amigo recebeu cerca de US$ 30 mil apenas para manter a empresa aberta e não demitir ninguém. Sendo assim, temos uma quantidade gigante de dinheiro no mercado, juntando com pessoas ociosas em casa, com o seguro-desemprego, postergação de pagamento de mortgages, pagamentos de luz e o fato de que nos EUA os investidores são mais de 50% da população, temos o ambiente propício para esse dinheiro ser direcionado para o mercado de ações. Um fato curioso é que o dado de poupança nos EUA foi para 33% um dos mais altos da história, como podemos ver abaixo, através do PSR (Personal Savings Ratio):

Toda essa grana disponível junto com uma maior maturidade dos investidores, trouxe a condição ideal para o dinheiro ser direcionado para o mercado de ações, causando a recuperação pós quedas que tivemos. Isso ocorreu, juntamente com a compra de bonds por parte do Banco Central Americano. Com menores yelds, tivemos outro ponto positivo para a elevação nos preços de ativos de risco, o que acabou acontecendo.

Com a entrada de investidores pessoa física massivamente no mercado de ações, tivemos alguns desdobramentos interessantes. Como exemplo, temos o caso de investidores pessoa física entrando no mercado e comprando ações de companhias aéreas em um momento de queda extrema, enquanto investidores consagrados como Warren Buffett, venderam as ações dessas empresas.

Depois da venda de Warren Buffett, as ações do setor de aviação, por exemplo, subiu 65%, como podemos ver abaixo pelo ETF JETS:

Esse movimento de aumento de investidores pessoa física na bolsa de valores, não foi fruto ocorrido apenas nos EUA, mas também ocorreu no Brasil, como podemos ver abaixo, onde tivemos um crescimento em 2017 saindo de 620 mil investidores pessoa física para 2,4 milhões em abril de 2020!!! Além disso, quando comecei no mercado em 2004 o volume negociado na bolsa brasileira era de menos de R$ 1 bilhão por dia e recentemente atingimos R$ 36 bilhões, crescimento de mais de 35x em 16 anos! Essa tendência no crescimento tende a aumentar e ajudou nesse rally de alta recente.

Com a entrada massiva de investidores pessoa física e com os bancos centrais do mundo todo colocando mais de US$ 18 trilhões no mercado, os investidores institucionais ficaram para trás. Se Warren Buffett vendeu ações de aéreas e investidores pessoa física compraram e ganharam cerca de 65% do que vendeu Warren Buffett é porque temos que tentar prever o que estão vendo esses institucionais.

O cenário que temos no Brasil é similar ao dos EUA: um aumento gigante no número de investidores, mas os investidores institucionais, fundos de pensões estão no menor patamar de alocação em renda variável na história!!!

Com juros baixos e metas atuariais de 8-10% os mesmos terão de aumentar o peso em renda variável para buscar retornos visando entregar as aposentadorias de quem vem aportando nesses fundos. Com o tempo, teremos mais combustível para altas, pois esses fundos não têm muitas escolhas com taxas de juros baixas a não ser o mercado de ações e estão com baixa alocação em renda variável ainda.

Qual o movimento que pode acontecer?

No curto prazo mercado é totalmente irracional. Provavelmente, os investidores institucionais, assim como Warren Buffett esqueceram-se disso no curto prazo, focando nas notícias ou em dados econômicos, como osde múltiplos de ações como o que mostra o S&P500 em níveis de 2000, porém um fato cabe ser salientado: os juros não estavam nos níveis que estamos atualmente e nem tínhamos os US$ 18 trilhões que foram colocados no mercado.

Mais um fator é o que já escrevi aqui no Bugg: empresas de tecnologia são 21,8% de peso do DJI e elas subiram demais, levando os índices americanos. Além dessas empresas existem muitos outras e digo-lhe, há empresas BARATAS ainda, tanto nos EUA, quanto no Brasil.

Dados econômicos de março e dados atuais

Já comentei aqui que o mercado acionário tenta pegar dados de hoje e antecipar cenários. Isso aconteceu em março-abril, com um PMI e dados econômicos muito abaixo da média. As bolsas mundiais mundias despencaram! Projeção de lucros foram horríveis e mesmo assim os preços subiram! O PMI de Chicago foi o mais baixo em 38 anos:

O Earnings Per Share sofreu quedas bruscas…

Sim, mas o mercado acionário antecipa cenários e recuperações. Na China a recuperação está acontecendo em V e nos Estados Unidos, nessa semana, tivemos uma criação de empregos muito acima do esperado. Falando com amigos de lá, a reabertura arrecém começou, portanto, a criação de empregos pode aumentar e isso pode estar sendo visto pelo mercado financeiro, por isso o rally também.

Ainda é cedo para falarmos de uma melhoria, mas parafraseando Warren Buffett, “Never bet against America”. A criação de empregos foi muito maior que o esperado:

Mesmo com toda a alta que aconteceu, ainda há oportunidades. Setor de varejo eletrônico, um setor que negocia a múltiplos altíssimos, assim como empresas linkadas à exportação acredito que estão sendo negociados a patamares elevados e já andaram bem. Setores que comentei aqui, como bancos, empresas linkadas ao setor de construção com a queda de juros (na semana passada alguns bancos de investimentos começaram a trazer expectativas de queda para 1,75% na Taxa Selic, o que há pouco tempo era inimaginável) e empresas com propriedades ou tenham contratos de longo prazo como empresas de energia elétricac, são empresas que ainda têm potencial positivo.

Resumo do que foi comentado no texto:

1) cenário recente foi desafiador para todos os investidores. Tivemos a queda mais rápida, assim como a alta em 50 dias, mais rápida da história;
2) Como comentado em artigos anteriores, sempre devemos estar no mercado acionário, com maior ou menor percentual. A volatilidade recente mostra isso;
3) aportes constantes são como o carvão em um churrasco, sempre necessários;
4) com a distribuição de grana massiva nos EUA, tivemos capital das pessoas físicas entrando no mercado, inclusive ganhando no curto prazo, em termos de retorno de investimentos de investidores como Warren Buffett, que no caso, vendeu empresas aéreas e os investidores pessoa física compraram. Cabe ressaltar que o “velhinho” sempre tem e terá o meu respeito;
5) juros estão no patamar mais baixo da história da humanidade, com isso podemos ter múltiplos de negociação mais altos que em períodos anteriores, dado o menor custo de capital e maior potencial de alavancagem das empresas. Lembro que equilíbrio é tudo e em extremos temos oportunidades (hoje temos empresas negociadas a mais de 100x lucros e com valor de mercado de mais de US$ 1,2 trilhão, já dominando 26% do setor, o que nos mostra um risco maior, dado o menor potencial de retorno, já que a Empresa domina grande parte do setor);
6) a cada alta no mercado de ações, um filtro maior e cautela devem ser tomados;
7) ainda há oportunidades em setores que mais caíram e principalmente no Brasil. No mês passado, fomos a moeda que mais caiu no mundo e em junho isso começa a ser revertido. Investidores estrangeiros tiveram a maior saída desde 1994 e em um momento eles irão voltar, trazendo mais combustível para altas;
8) foque no que conhece, não vá por dicas e por “gurus”. Alguns dos maiores gurus já quebraram 4x no mercado, mesmo acertando muito ultimamente. Seu investimento = seu risco!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior





FONTE: https://bugg.com.br/2020/06/09/acoes-brasileiras-ainda-tem-espaco-para-alta-e-quais-setores-ainda-interessantes/

Quando essa (s) crise (s) irá (ão) acabar?

abril 27th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Quando essa (s) crise (s) irá (ão) acabar?”

Aqui quem vos escreve é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Crises são e continuarão sendo normais na nossa economia, assim como os ciclos no mercado financeiro, porém muitos investidores, sobretudo os que ingressaram recentemente nessa leva de novos investidores, estão vivenciando uma das maiores aulas em investimentos de ações, convivendo com 7 circuit breakers, quedas de 30-40% em seu portfólio de ações, crises…

E nesse ponto o Brasil está se superando, não bastasse vivenciarmos a Crise Corona Vírus, a Crise do Petróleo, inventamos mais uma, a crise política ou Moro Day.  Com essa terceira crise criada exclusivamente em solo brasileiro, já podemos pedir música no Fantástico. Ehehehe…Will comenta mais no assunto em sua tônica da semana.

Estaria o mercado de ações brasileiro em preço justo?

Muitos indagam-me se esse é o fundo do mercado de ações ou poderíamos testar patamares mais baixos ainda, inclusive alguns com gráficos colocando  uma correção do Ibovespa maior, a 40 mil pontos, por exemplo. O fato que esses investidores que comentam algo assim, estão apenas focados no preço dos ativos e não em fatos e no valor das empresas, muito menos no enorme desconto e a queda que já existe nos ativos no momento atual, principalmente se levarmos a queda da bolsa brasileira se colocada em dólar, ode temos uma das maiores quedas do ano em todo mundo, próxima a 70%!!

Em minha opinião, não é a toa que estamos nesses 75 mil pontos e essa queda próxima a 37% no ano (em reais), reflete as duas crises que o mundo vive, mais a possível crise política, sendo que grande parte disso já está no preço. Assim é o mercado financeiro, ele tenta antecipar, criar cenários do que pode acontecer no futuro, baseado nas premissas, acontecimentos e informações que estão disponíveis no presente. Normalmente o mercado antecipa 6-8 meses de um cenário futuro, por exemplo, logo ele poderá antecipar o retorno da economia americana e brasileira. Ficar preso a achismos, pode nos fazer perder oportunidades, principalmente com quedas como essas que são raras.

Atualmente, temos ativos sendo negociados abaixo do valor patrimonial, pagando dividendos 3-4x acima de nossa Taxa de Juros, onde a maioria dos ativos cai 30-50% no ano, precifica esse momento que estamos vivenciando. E você como investidor, deve aproveitar esses momentos, plantando as sementes que darão os frutos para serem colhidos no amanhã.

Quando a crise irá acabar?

Outra questão que surge é o sobre o timming de quando a crise irá acabar. Essa é uma pergunta que teríamos que consultar Nostradamus, o vidente que viveu até meados de 1500. ehhehehe…Dificilmente alguém sabe onde vai terminar uma crise, sendo assim, o ideal é o investidor concentrar-se naquilo que ele pode controlar, pois o resto é perda de tempo e tempo é o ativo mais valioso que temos!

Alguns conselhos práticos:

  • Concentrar-se em realizar aportes esporádicos, mantendo esse hábito;
  • Utilizar-se de diversificação;
  • Executar a máxima do “compre ao som dos canhões”;
  • Focar nos ativos que você investe desfocando de jornais e televisão;
  • Orientar seus investimentos para o médio-longo prazo;
  • Rebalancear portfolio;

Junte a isso a necessidade de aproveitar as oportunidades! Falo isso, porque muitos esperam a crise passar para investir, deixando dinheiro em caixa em vez de investir gradualmente nas quedas, pensando que o melhor momento é “quando o mercado estiver mais tranquilo eu investirei”. Agindo assim, esse tipo de investidor vai comprar ações quando o Ibovespa estiver em 120 mil pontos. Logo, o atual momento precifica praticamente o fim do mundo, do contrário os preços não estariam nesses patamares, sendo assim, cabe ao investidor consciente aproveitar esses momentos, sempre levando em conta o seu perfil e a diversificação.

Preço das ações brasileiras em dólar

Mesmo com a saída líquida de estrangeiros tanto em 2019 quanto 2020, ainda eles respondem pelo maior percentual de investidores no Brasil. Olhar as ações sob o ponto de vista deles, pode nos dar uma maior visibilidade do quanto estão atrativas as ações brasileiras.

Em primeiro lugar, vamos analisar o ETF Brazil EWZ. No momento atual o preço é similar ao ano de 2005, em dólares, como podemos ver abaixo. Isso é muito barato, eis que o período Dilma, tivemos uma queda de cerca de 10% no PIB, mesmo assim a economia sobreviveu, e a perspectiva atual é de uma queda no PIB de cerca de 7%, menor que a queda do período Dilma, além de que muitos comentam que essa crise pode ter uma recuperação rápida (vou mostrar no decorrer do artigo um dado importante da China, que já venceu o Corona Vírus e não tem casos há quatro dias):

Um outro índice importante a ser visto e que merece atenção é o Índice de Commodities já que o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais. Nota-se que estamos nas mínimas também…

Agora analisando as ações brasileiras em dólar, temos o Banco Bradesco, que em dólares está a níveis também de 2005… o preço em dólar continua o mesmo, porém o lucro que era de R$ 5,5 bilhões, foi de R$ 22,5 bilhões em 2019..

Itaú, idem, com cotação a patamares de 2005… lucro líquido era de R$ 5,25 bilhões e agora está em R$ 26 bilhões.. preço continuou o mesmo em 15 anos, porém os lucros aumentaram quase 5 vezes…

Agora a Petrobrás que lucrou R$ 23,7 bilhões em 2005, no ano de 2019 teve um lucro de R$ 40 bilhões e o preço da ação continua o mesmo em dólar…

Mas, e “se o Corona Vírus durar para sempre”?

Tenho uma filosofia de vida de tentar ser prático e objetivo nos pensamentos e atitudes, assim como nos investimentos. A melhor resposta é verificando o que aconteceu com quem praticamente já venceu o Corona Vírus, que não tem casos há 4 dias e onde tudo começou: a China!

Não querendo me estender o meu artigo, podemos analisar um indicador muito observado que é o Índice de atividade dos gerentes de compras da China (em inglês, PMI) e que mostra a cada mês um compilado com 700 indústrias da China. Acima de 50, significa que esse indicador está em expansão e abaixo em contração. No caso Chinês, com o fim do Corona, esse indicador voltou praticamente aos dados anteriores e normais. Será que teremos uma movimentação pós-fim do Corona, com a reabertura da economia prevista em maio, aqui no Brasil?

E por último, não menos importante….

“Comprar barato e vender caro..”

“comprar na queda e vender na alta.. “

“compre aos som dos canhões e venda aos sons de violinos”

“compre quando há sangue nas ruas”

Todas frases utilizadas para explicar o processo de investimento de maneira simples e curta, mas que quando vivenciamos momentos como os citados, muitas vezes titubeamos! A figura abaixo já esteve presente em um artigo anterior e acho conveniente para nos lembrar em que condições o mercado está barato e devemos agir.

O momento é de estudar empresas, melhorar o conhecimento e plantarmos para o futuro, esperando a colheita que tenha certeza, virá!!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Disclaimer Os relatórios e/ou em qualquer conteúdo de análise e recomendação providos pelo Bugg possuem caráter meramente informativo e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o usuário a tomar sua própria decisão de investimento, não devendo ser considerado como uma oferta para compra ou venda de ativos. Os editores responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos da Instrução CVM nº 598/18,que as recomendações do relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradasde forma independente. Além disso, os instrumentos financeiros discutidos neste relatório podem não ser adequados para todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento,a situação financeira ou as necessidades específicas de um determinado investidor. A decisão final em relação aos investimentos deve ser tomada por cada investidor, levando em consideração os vários riscos,tarifas e comissões.

FONTE: https://bugg.com.br/2020/04/27/quando-essa-s-crise-s-ira-ao-acabar/