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4 Motivos pelos quais eu Comprei Magazine Luiza

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “4 Motivos pelos quais eu Comprei Magazine Luiza”

A ideia aqui nesse espaço é escrever rotineiramente sobre os ativos que mais impactaram positivamente o retorno do Clube de Investimentos que tenho e cujo retorno foi mostrado aqui nesse post.

Analisar retornos passados é como um  jogador de futebol de excelência, o que ele fez de coisas boas passou e ele deve sempre olhar para frente procurando manter o mesmo nível, mesmo que muitas vezes isso é muito difícil.

Nos investimentos em ações é possível estudar as razões de compras bem sucedidas, procurando por padrões, replicando-as.

O case Magazine Luiza, foi um case raro, unindo turn around e crescimento, onde a Empresa saiu de vários semestres de prejuízos para lucros crescentes. Hoje, todos procuram por investimentos “Nova Magazine Luíza”, devido ao retorno de mais de 20.212% em 3 anos e meio.

 

4 motivos que comprei Magazine Luiza e como buscar sinais em outras ações:

1) Prejuízos diminuindo e reversão para lucro: as ações de Magazine Luiza atingiram o ponto mais baixo na sua cotação, em fevereiro de 2016. De fevereiro de 2016 até outubro de 2016, foram quase 700% em retorno na cotação da ação e isso, obviamente, chamou atenção de investidores em geral. Passamos a estudar o case, com paciência, procurando um bom momento de entrada, monitorando os resultados, eis que passamos a ler sobre o processo de transformação interno que estava acontecendo. Preço importa e é fundamental, porque é a partir dele que você terá seu retorno, seja Taxa Interna de Retorno (TIR) ou a métrica que você preferir. É menos provável perder dinheiro, se você pagar menos. Em primeiro lugar não podemos controlar o futuro dos preços mas podemos controlar o valor que pagamos. Isso que buscamos no case, após uma queda no fim de outubro de 2016, onde essa queda foi perto de 30%. Quando analisar o lucro, prestar atenção na tendência histórica e no percentual do lucro líquido. Buffett menciona em 7 anos, como um período para análise dos lucros de uma empresa.

2) Estrutura de capital e a dívida: estar atento à dívida é importantíssmo e mostra o quão saudável está a companhia. Em investimentos não existem certezas mas probabilidades. Até ter dívida pode ser saudável em certos momentos, usando alavancagem de maneira responsável. Por responsável, entende-se uma geração de caixa que pague essa alavancagem e juros financeiros justos. Analisando de maneira macro, em momentos de quedas de juros, como é o momento atual do Brasil, empresas alavancadas tendem a ter melhores retornos, já que pode ocorrer uma diminuição no custo da dívida. No caso de Magazine Luiza, notamos uma diminuição gradual da dívida total, passando para um caixa, não possuindo dívidas.

3) Indicadores de rentabilidade: analisar o fluxo de caixa, não é apenas olhar Ebitda, mas verificar outros fluxos também e como empresa transforma o que vende em grana no bolso. No caso de Magazine Luiza, o Ebitda mostrou-se crescente ao longo do tempo, assim como Retorno Sobre o Patrimônio que era negativo e manteve-se acima dos 20% desde 2017, o que é um bom percentual. O Retorno sobre o Capital investido foi outro indicador que estava aumentando e que serviu como auxílio na tomada de decisão.

4) ITR e mudanças internas na Companhia: ler o ITR sobre as informações trimestrais, além da aprentação de resultados é algo que acrescenta e muito na tomada de decisão. Investir é difícil, menos de 20% dos investidores profissionais conseguem ter retorno acima do mercado, no decorrer do tempo.No caso de Magazine Luiza, ocorreu a entrada de “sangue jovem” na Empresa, onde Frederico Trajano, passou a assumir a Empresa. Em época de disrupção e modelos de bancos digitais, negociados a mais de 100x, 45x lucros, apenas por ter a palavra digital na proposta de objetivo de empresa, a Magazine Luiza, fez isso muito bem no varejo. Magalu App e multicanalidade; Luiza Labs, com o uso efetivo de Bigdata; Lu Bot e ganho de eficiência, com a melhoria de experiência, foram alguns das mudanças implementadas. A última foi a parceria com o Carrefour para vendas por parte da Magazine Luiza, em 2 lojas, de produtos. Quem iria imaginar que uma concorrente abriria as portas para testes, em seus domínios.

Gráfico de Magazine Luiza e o ponto que entramos no case, com uma posição considerável

E hoje, o que fiz com Magazine Luiza?

Acabamos optando por vender as ações em R$ 172, com um lucro alto desde as primeiras compras. Achamos que, hoje, apesar de toda a qualidade da Empresa, os patamares de negociação já embutem uma exigência de crescimento muito alta e preferimos olhar de fora, colocando o lucro no bolso, eis que o ativo já não tem a margem de segurança que gostamos.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/08/case-magazine-luiza/

SKIN IN THE GAME

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu, Central do Investidor 0 comments on “SKIN IN THE GAME”

Investir no Brasil não é tarefa fácil, dado as constantes mudanças de cenários que afetam e muito o dia dia da bolsa. Nem precisa investigar o passado, vejamos que nos últimos meses tivemos: empresas envolvidas em acidentes (Vale), corrupção (várias), setores sofrendo disrupção (Cielo), lucros vindo menor que o esperado (algumas), previdência aprovada ou não aprovada, valor de economia na previdência, problemas de governança corporativa (Qualicorp e Smiles).

Com tudo isso acontecendo, não é de se estranhar que a bolsa pareça um ambiente um pouco inóspito ao investidor.

Mas estou aqui pra te ajudar a mudar um pouco essa percepção! 

Se para grande maioria as situações acima podem ser consideradas problemas, eu vos digo que não! Tratam-se de oportunidades! Quando vemos o preço de algo bom cair, qual nossa reação? Pensar em comprar correto? Por que não é assim com ações?

A ideia de escrever aqui é justamente essa, auxiliar você investidor a focar no que é essencial, para realizar um filtro, do que é e do que não é importante ao investir, mostrando alguns cases de ótimos retornos e buscar similaridades para investimentos futuros.  Em um momento privilegiado que estamos vivendo de abundância de informações, mais do que nunca, é primordial a seletividade dessas informações, principalmente no mercado financeiro.

Há mais de 10 anos eu sou o responsável por uma carteira de investimentos que, com o passar do tempo, tornou-se um Clube de Investimentos. Nesse período os retornos foram muito acima do Ibovespa. Sobreviver a volatilidade do mercado e a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais rápidas já é difícil, imagine ter um retorno acima do que é considerado o benchmark do mercado?!

Pois é … mas sabe o que mais? Tenho 99% do meu capital financeiro alocado nesse Clube de Investimentos. Isso é o que chamo de skin in the game!! 

Nos últimos anos, os retornos foram os seguintes, descontadas taxas de administração e performance:

Fique atento que nos próximos textos irem desbravar alguns dos ativos que levaram a esses retornos e os motivos que chamaram-me atenção na época das aquisições.

 

Um grande abraço!

Eliseu 

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/21/skin-the-game-por-eliseu-manica/

Grandes Investidores: O “Almanaque” Charlie Munger

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu, Central do Investidor 0 comments on “Grandes Investidores: O “Almanaque” Charlie Munger”

Grandes investidores

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos tem me ajudado a ser um investidor melhor.

 

O “Almanaque” Charlie Munger, mais do que um amigo de Warren Buffett

Muitos conhecem Charlie Munger, apenas como o amigo de Warren Buffett e vice-presidente da Berkshire, um conglomerado de empresas de Buffett.

Mais avesso a mídia e com humor muito inteligente e ácido (o qual tive prazer em ver no Encontro Anual de Acionistas da Berkshire – abaixo a foto) ele é considerado por muitos como um almanaque, tanto que foi criado um almanaque para ele, dado todo o seu grau de inteligência, com o prefácio de Warren Buffett (Poor’s Charlies Almanack).

Eu em evento de acionistas da Berkshire Hathaway, da qual vi pessoalmente Charlie Munger

 

Charlie Munger acredita que portfólios fundamentalistas tendem a valorizar-se mais no longo prazo (mas em cenários de bull market, normalmente sobem menos, caindo menos em cenários de quedas das ações). Para ele existem inúmeras maneiras de realizar o valuation (valoração) de uma empresa, ou seja, ele não se apega a fórmulas rígidas ou fixas, mas foca na análise dos fundamentos e estratégias de longo prazo.

Para se ter uma ideia da força de sua estratégia e da ação do longo prazo sobre os investimentos, quem investiu US$ 19 em 1964 nas ações Berkshire Hathaway viu seu capital saltar para nada mais nada menos que US$ 46.979.913,00 no final de 2018….isso mesmo US$ 19 se tornaram US 46 milhões! Isso apenas reforça e mostra o quão diferenciados são Charlie Munger e Warren Buffett, como investidores.

Retornos anuais da Berkshire Hathaway:

Quais conhecimentos que o investidor precisa ter segundo Charlie Munger

É sempre um desafio resumir ideias tão amplas e diversas como conceitos de investimento…ainda mais de gênios como o Charles Munger. A regra de bolo e a simplificação muitas vezes atrapalham ou não são compreendidas no todo…mesmo sabendo disso, me proponho aqui a resumir, começando com 7 conhecimentos básicos segundo as ideias de Munges:

  1. Entender de contabilidade
  2. Monitorar o andamento do balanço
  3. Estudar o setor-indústria em que está inserida a empresa investida
  4. Saber as leis que envolvem a empresa investida
  5. Examinar política de remuneração dos executivos
  6. Saber projetar o negócio futuramente
  7. Investir não é somente algo que envolve matemática, porque existe o lado humano que são as pessoas

Ainda, segundo seus ensinamentos, para você ser um investidor é importante desenvolver certos habilidades e cultivar a compreensão de temas como:

Contabilidade – é a linguagem básica dos investimentos. Por ser monótona, poucos têm paciência e tempo para aprender, mas acredite, é considerada a melhor maneira para acompanhar uma empresa de maneira consistente e isso é muito importante.

Psicologia – o mercado de ações é guiado por humanos (por mais que um aumento significativo no número de trade systems/computadores tenha ocorrido) e seres humanos possuem emoções, sendo uns diferentes dos outros e agindo diferentemente em cada situação. Saber modelos que permitem entender o comportamento humano é vital.

Matemática – para Munger você não precisa ser um gênio da matemática, basta saber bem o básico, ou seja, as 4 funções básicas – somar, multiplicar, diminuir e dividir. Transpiração é mais importante que inspiração.

Biologia – teoria da seleção natural das empresas. Não são as mais fortes que sobreviverão no longo prazo, mas as mais inteligentes e que se adaptam às situações de maneira mais fácil e rápida. Estamos em uma era de muita informação e transformação com inícios e fins rápidos de produtos. Então a ideia evolutiva da biologia pode ser usada para entender o mercado e analisar empresas.

Microeconomia – você não precisa ser um economista, mas precisa entender que existem economias de escala que fazem com que grandes empresas se tornem as “too big to fail” ou que criam diferenciais competitivos importantes sobre os concorrentes. Por outro lado, saber que também existe um negócio chamado deseconomias de escala também é importante! Especialmente no ambiente atual onde a disrupção é constante em diversos setores e muitas grandes empresas se tornam “too big to win”.

Teoria da probabilidade – importante o investidor ter em mente que apenas 20% dos investidores conseguem bater de maneira consistente a média do mercado.

 

Para acabar… 

Fica sempre muito claro que na concepção de value investors como Buffet e Munger o foco no longo prazo e investir em negócios que você entenda como a empresa faz para ganhar dinheiro. Imaginar o negócio daqui a 10 anos e conseguir imaginar com alguma convicção que ele existirá e quiçá ainda será um bom negócio. No momento atual é difícil pensar em 10 anos pois tudo muda muito rapidamente. Talvez por isso eles sigam investindo em empresas mais tradicionais como Coca-Cola, Macdonalds, entre outras.

Importante o investidor focar em poucas áreas e aproveitar seu círculo de conhecimento. Tentar prever muitas coisas e querer abraçar o mundo só aumenta a possibilidade de cometermos muitos erros, nos levando a falhas por falta de especialização!

 

Para quem quer seguir um de seus conselhos: 

“Nós lemos muito. Eu não conheço ninguém que é sábio e não lê muito. Mas isso ainda não é o suficiente: Você tem que ter o temperamento de absorver ideias e fazer coisas sensatas. A maioria das pessoas não captam as ideias corretas ou não sabem o que fazer com elas.” Charlie Munger

Deixo aqui algumas sugestões de leitura: 

bit.ly/investidorinteligen

bit.ly/acoescomuns

bit.ly/investidoresconser

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/30/12600/

Diversificação com fundos: alternativa em cenário instável

outubro 8th, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “Diversificação com fundos: alternativa em cenário instável”

As previsões de que o ano de 2018 seria desafiador para os investidores se confirmaram. A instabilidade interna por conta da crise econômica agravada pela incerteza do cenário eleitoral teve ainda um aditivo inesperado: a greve dos caminhoneiros. No cenário externo, a já esperada guerra comercial entre EUA e China, a alta dos juros americanos e as constantes incertezas no Oriente Médio, forçam a alta do dólar e trazem incertezas para o comércio internacional.

Os fundos multimercado mostram-se uma boa alternativa diante de tantas incertezas e com as sucessivas quedas da taxa SELIC, que tornam a renda fixa menos atrativa do que em outros momentos. Ao mesclar renda fixa e variável, os multimercados ajudam a proteger o patrimônio e obter ganhos em diferentes cenários.

Mesmo oferecendo um risco moderado, investir em fundos exige uma análise criteriosa. O gestor do fundo deve estar atendo às tendências de mercado e saber se antecipar a possíveis variações negativas. Os fundos que se desfizeram de ações da Petrobras antes da greve dos caminhoneiros, saíram ilesos deste momento de crise. Já os que apostaram na Vale, obtiveram um ótimo retorno com a alta do dólar já que a empresa é uma grande exportadora e tem boa parte de sua receita dolarizada.

Ao optar por um fundo, o investidor deixa para o gestor a escolha dos ativos com maior potencial de ganho. Por isso, o investidor deve obter o máximo de informações possíveis sobre o histórico do fundo e o tipo de ativos que costumam compor a carteira. Alguns fundos de renda fixa, por exemplo, optam somente por títulos públicos enquanto outros também investem em debêntures e títulos do exterior. Outro ponto a ser analisado são as taxas que o fundo irá cobrar. De acordo com Mário Avelar e Luciano França, da AvantGarde Capital (em entrevista para o InfoMoney), os fundos costumam cobrar uma taxa de administração e outra de performance (em alguns casos) que não ultrapassam 2% e 20%, respectivamente. A taxa de performance é cobrada se a rentabilidade ultrapassar um índice predefinido e é mais comum em fundos multimercados de maior risco.

A alta do dólar também proporcionou bons ganhos em fundos cambiais. O BB Cambial Euro LP Estilo, por exemplo, apresenta uma rentabilidade de 17,95% nos últimos 6 meses enquanto o BB Cambial Euro LP Mil apresenta rentabilidade e 17,67% no mesmo período. Como a projeção é de estabilização e até mesmo queda do preço da moeda americana, investir em fundos cambiais exige cautela. “O que se tinha para ganhar com o câmbio já está no preço que temos agora”, disse Michael Viriato do Insper (em entrevista para a Folha de São Paulo). Além de um bom gestor de fundos, o investidor deve contar com uma assessoria qualificada com a da Central do Investidor, que dá todo suporte necessário para os diferentes perfis de investidor.

E seguindo a máxima de que não se deve colocar todos os ovos em uma só cesta, o investidor não deve alocar todos os seus recursos em um único fundo. Avelar e França observam que muitos investidores, ao se depararem com uma grande quantidade de fundos oferecidos por uma única corretora, ignoram que cada um tem diferentes características, com diferentes objetivos e optam por um único fundo. Com isso, deixam de ganhar e ainda ficam mais expostos desnecessariamente. A Central do Investidor oferece todo o auxílio para que sejam feitas as melhores escolhas, sejam fundos multimercados, cambiais ou de renda fixa, com uma equipe preparada para dar todo suporte necessário ao investidor.

As pesquisas eleitorais e o mercado financeiro

setembro 25th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “As pesquisas eleitorais e o mercado financeiro”

Começamos mais uma época eleitoral, com campanhas sendo intensificadas, candidatos definidos, propostas sendo apresentadas e uma série de pesquisas de intenção de votos sendo realizadas para que se consiga prever com um nível maior de assertividade quem poderá vir a ser o novo presidente do Brasil, e que rumos a nossa economia poderá tomar. Nesse contexto surge uma pergunta bastante importante, por que as pesquisas eleitorais têm tanto efeito nos mercados? O que posso fazer para proteger meus investimentos?

Essa eleição de 2018 talvez seja a mais importante que o país passará desde a democratização e o voto direto, digo isso pelo momento relevante em que passamos, com uma série de reformas necessárias (previdência, política, constitucional, tributária, dentre outras), com uma situação fiscal bastante complexa e com desafios bastantes complexos para o futuro. Além disto, vivemos um momento ímpar de polarização política, com a população sendo dividida praticamente em duas vertentes, os pró-PT e os anti-PT. De um lado, a proposta de aumento do estado, da revogação da reforma trabalhista, não realizar a reforma da previdência, realização de pacotes de obras – semelhante ao que foi o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deixou diversas obras inacabadas e um volume de recursos públicos mal aplicados exorbitante -, dentre outras propostas que não citam da onde virão os recursos para sua implementação e resolução dos problemas estruturais que a economia brasileira possui. De outro lado temos uma vertente que aparenta ser mais liberal, com proposição de reformas, redução do Estado, privatizações, atração de capital estrangeiro, além de buscar trazer segurança jurídica para os contratos brasileiro, algo que gera bastante receio por parte de investidores estrangeiros.

Para os investidores, no momento que sai uma pesquisa que coloca próxima a possibilidade de vitória de um candidato reformista e com viés pró-mercado, o mercado fica animado, haja vista a possibilidade de reaquecimento da atividade econômica, melhoria do ambiente de negócios, e antecipando uma potencial entrada de novos investimentos no país. Por outro lado, ao ver um candidato com o viés oposto, gera tensão, dificuldade de se prever os prováveis rumos que a economia poderá tomar. Uma boa metáfora é que o capital flui como a água, quanto menores barreiras, mais ele fluirá para um determinado lado, e quanto mais barreiras, menos o capital flui.

Voltando à temática das eleições e as pesquisas, elas nos trazem uma possibilidade, com certa segurança, de como será o quadro eleitoral nos próximos meses. Hoje, muitos bancos, fundos e outros atores do mercado financeiro brasileiro e globais, têm usado a tecnologia como aliado para tentar identificar de forma mais precisa os potenciais resultados. Por exemplo, usando de tecnologias de “Big Data Analytics” para mapear em redes sociais, notícias, etc., a probabilidade de voto em determinado candidato de acordo com comentários, postagens, etc.

Para os investidores mais sofisticados, essas ferramentas ajudam no desenho de uma carteira “ótima”, visando a maximização dos retornos e redução dos riscos. Por exemplo, ao vermos a possibilidade de um candidato de direita ser eleito, o mercado responde com altas, queda do dólar e maior propensão ao risco. Por outro lado, ao ver um candidato de esquerda, o mercado tem respondido com receio, com queda das bolsas e ações, aumento do dólar, ouro e outros ativos considerados mais seguros, justamente pelas incertezas e com a dificuldade de previsibilidade da economia.

O capital sempre busca maior previsibilidade, por isso, em momentos mais voláteis da economia, as ações de elétricas, saneamento, etc., são consideradas defensivas, pois são justamente as com resultados mais previsíveis. Neste sentido, a busca por visibilidade dos resultados eleitorais baseados em pesquisas acaba gerando bastante turbulência nos mercados.

Uma coisa é certa, pelo menos até outubro teremos um cenário de bastante volatilidade, com possibilidade vermos uma propensão ao risco maior no caso de um candidato de direita ser eleito, e com uma aversão ao risco similar à vista em 2002, na primeira eleição de Lula, quando o mesmo falava que não pagaria a dívida externa, que desfaria uma série de reformas recém implementadas, o que levou à um aumento expressivo do dólar e da taxa Selic (que teve que ser elevada a um dos patamares mais altos da história econômica brasileira para se tentar conter a subida do dólar). Cabe ao investidor contar com um assessor especializado para tentar mitigar os riscos de sua carteira, aplicando em ativos menos voláteis, apostando um pouco em ativos de maior risco, na expectativa de movimento mais bruscos do mercado – independente do lado, para cima ou para baixo.

Os brasileiros precisam dar a devida atenção ao cenário eleitoral e os prováveis futuros de nosso país. Essa com certeza será a eleição mais importante que passaremos desde a democratização e do voto direto.

Como comprar e vender Café na Bolsa de Mercadorias e Futuros

abril 19th, 2018 Posted by Agrícolas, Blog do Felipe 0 comments on “Como comprar e vender Café na Bolsa de Mercadorias e Futuros”

Nos últimos artigos falamos sobre negociações de boi gordo, milho e soja no mercado futuro de commodities. Agora vamos saber mais sobre a negociação de café na Bolsa de Mercadorias e Futuros.

Graças ao ajuste diário e margem de garantia, podemos estar posicionados na compra, onde ganhamos dinheiro com a alta da cotação quanto na venda, onde ganhamos com a queda da cotação do ativo. Sempre lembrando que as negociações de café na Bolsa são operações somente financeiras para se “protegermos” das oscilações dos preços

O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora para que possa ter acesso ao home broker, onde o investidor fica interligado diretamente na Bolsa de Mercadorias e Futuros.

Na bolsa, cada ativo a ser negociado possui um código de negociação, além de ser negociados em contratos. No caso do café, o código de negociação é o ICF. O contrato de café foi desenvolvido com o objetivo de ser uma ferramenta para gestão de risco de oscilação de preço, sendo utilizadas pelos participantes do mercado, como o produtor, a indústria, tradings, dentre outros players do mercado.

 

O PRODUTO:

O café é uma das principais commodities do país devido ao fato do Brasil ser um dos maiores produtores de café do mundo, sendo um player importante para essa commodity. O contrato foi desenvolvido com o objetivo de ser uma ferramenta para a gestão de oscilação do preço, sendo utilizados pelos participantes do mercado, como: produtor, tradings, dentre outros.

OBJETO DE NEGOCIAÇÃO:

Café cru, em grão, de produção brasileira, coffea arábica, tipo 4-25, bebida dura ou melhor, para entrega no município de São Paulo – SP – Brasil

 

Código de Negociação: ICF

Tamanho do contrato: 1 contrato equivale a 100 sacas de café – 60kg

Cotação: Dólares por saca;

Lote padrão: 1 contrato;

Data de Vencimento: sexto dia útil anterior ao último dia útil do mês de vencimento;

Meses de vencimento: Março, maio, julho, setembro e dezembro;

Cálculo para ajuste diário: Cotação x 100 x Número de contratos x Dólar do dia

Horários de negociação: 09:00 hrs até 16:20 hrs – 17:05 até as 18:00 hrs (after Market)

 

RESUMO

Características:

– O preço do café é cotado por saca;

– Cada contrato futuro de café é composto por 100 sacas;

– Vencimentos nos meses de março (H), maio (K), julho (N), setembro (U), dezembro (Z);

Código do café é ICF + mês de vencimento + ano. Exemplo: ICFH18 (café com vencimento em Março de 2018).

 

Vantagens:

– Protege o produtor contra oscilações indesejadas de preço (hedge);

– Possibilita alavancagem de posição;

– Transparência de preço nas negociações de plataforma eletrônica;

– Tende a respeitar os pontos gráficos;

– Fundamentos relacionados ao dia a dia do ativo.

– Brasil é o maior produtor do mundo, estando os fundamentos mais próximos.

 

Para abrir conta e ter acesso ao Home Broker, é só acessar o link abaixo.  Após a abertura de conta, um assessor entrará em contato para auxilia-lo da melhor forma.

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