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Os Gringos, eles estão voltando!

novembro 16th, 2020 Posted by Blog do Eliseu, Central do Investidor 0 comments on “Os Gringos, eles estão voltando!”

Com o fim das eleições americanas e a provável vitória de Biden, investidores passam a tentar projetar os próximos 4 anos. No último artigo (que você pode encontrar aqui o link) tratei de empresas e setores que poderiam ser beneficiados com os incentivos de Biden. Não cabe a mim falar sobre política ou emitir uma opinião pessoal (eu moro nos EUA e tenho minhas convicções políticas, religiosas, mas acredito que aqui não é o canal para isso) e sim ser o mais neutro possível.  Vejo que de modo geral teremos também uma abertura maior de mercado e isso pode refletir em uma melhora de trocas comerciais entre os países, incluindo aí o Brasil.

Na última década os investimentos em mercados emergentes e commodities (EM e COMDTY, nas siglas da tabela abaixo), tiveram seus retornos muito prejudicados. A China agora com o Acordo do Pacífico, tende a aumentar o peso como um emergente, direcionando grande parte dos investimentos para a Àsia, onde temos que começar a olhar com uma maior atenção também, pensando os investimentos como algo mais global. Hoje é muito simples realizar isso, inclusive via veículos que estão no Brasil, como Fundos focados em China e Ásia, assim como em ETFs.

O Brasil por ser emergente, mantém também uma grande atratividade. O fato é que principalmente em dólar, para o investidor estrangeiro o mercado de ações brasileiro está muito interessante. Nos últimos 3 anos tivemos uma saída gigante do capital estrangeiro do Brasil, levando em conta o investimento na B3 em ações. Enquanto isso, o investidor pessoa física ganhou peso nesse período, porém, penso que o investidor estrangeiro deve retornar e isso deve trazer mais fluxo para o mercado brasileiro, favorecendo a liquidez e a elevação de nosso índice.

MAS SERÁ QUE OS GRINGOS ESTÃO VOLTANDO? 

Foram quase 3 anos de saída massiva e mesmo assim nosso Índice principal, o Ibovespa, saiu de 71 mil pontos para 105 mil pontos e só nesse ano, o fluxo negativo chegou em R$ 87 bilhões e atualmente está em uma saída de R$ 57,67 bilhões, como podemos ver abaixo:

Essa recuperação no fluxo e ingresso de capital por parte do investidor estrangeiro vem chamando atenção, desde os primeiros dias de novembro. Só nessas duas semanas iniciais, tivemos um ingresso líquido de R$ 12,73 bilhões em novembro…

Além da atratividade em dólar para o investidor estrangeiro, em reais a bolsa brasileira começa a ficar mais interessante. Se colocarmos as ações da Petrobrás (peso de 11% no índice) e da Vale (peso de 10% no Índice e que negocia a 5x lucros para 2021) teríamos um Ibovespa mais perto da média do que vem sendo negociado desde 2005 – vide segundo gráfico abaixo:

Todo esse rotation (palavra muito utilizada recentemente) de mercados mais maduros para emergentes (Brasil, China), vem também favorecendo a alocação nos ativos que ficaram esquecidos pelo mercado, sendo que a maioria desses ativos pode ser classificado como empresas de valor ou value investments, empresas em setores mais maduros, com pouco crescimento (na teoria é o que espera o mercado, mas muitas vezes essas empresas trazem “surpresas” positivas, um lucro muito maior do que é o esperado e de maneira surpreendente) e setores tradicionais.

Além disso, as moedas dos países emergentes estão interessantes, estando em um dos menores patamares desde 1995!

Tudo isso privilegia o Brasil, trazendo resultados positivos para as empresas brasileiras e alguns setores específicos, que nos remete ao próximo tópico: resultados que me chamaram atenção até o momento…

Resultados que chamaram atenção até o momento 

Mesmo sendo consultor CVM, sócio-fundador de uma asset, ter tirado a prova da CNPI (não exerço a função de analista), comento que aqui não é uma indicação de compra de ativos, mas sim um pequeno resumo do que chamou-me atenção até o momento:

  • Setor de proteínas: acredito que como esperado, entregaram ótimos resultados. Marfrig fechando exclusividade com o Nusr-Et (aquele Turco, que joga o sal no estilo na carne, que virou meme, mas que tem uma qualidade gigante na carne, sendo vendida em Miami por US$ 180). Além disso, vem reforçando a atuação em carnes vegetais, muito na moda aqui nos Estados Unidos. JBS foi outra que surpreendeu, ambas vêm diminuindo a alavancagem. No pior dos casos, podem estar uma carteira visando proteção, pois há correlação com o dólar.
  • Minério de ferro: Vale continua a impressionar com os resultados. O custo de produção próximo de US$ 42 e a venda acima dos US$ 115, propicia uma margem de segurança altíssima para a Empresa. É geradora de caixa, tem uma provisão que tende a ser revertida em grande parte no próximo ano e está negociada a cerca de 5x lucros, 2,9x Ebitda, muito abaixo dos pares, BHP e Rio Tinto.
  • Construtoras: gostei de Even, Trisul, Tenda e MRV. Tornei me cliente da Even recentemente e a abertura de capital da Melnick, assim como geração de caixa da empresa vieram muito bem. Trisul planeja  lançar 5x mais do que lançou até o momento para 2021. Tenda gerou um caixa gigante, R$ 112 milhões, além disso vem implementando CDT, pequenos “hubs centralizados”, visando melhorar a logística de entrega de materiais para as obras, gerenciando o estoque de produtos de maneira mais adequada. Além disso, tem um preço menor por imóvel que a concorrência e está testando um produto similar ao drywall dos Estados Unidos. MRV, vem aumentando o peso da Luggo, lançará mais via AHS nos Estados Unidos (o retorno de alugueis aqui, acredito que são melhores que no Brasil, inclusive morei em um produto AHS no Sul da Flórida). Das três anteriores citadas, acho que a MRV é a que está mais cara, mas que se entregar os projetos que pretende, tende a ficar mais atraente.
  • Seguradoras: gostei de BB Seguridade e Sulamérica. BB Seguridade com contratos até 2033 nas agências bancárias do BB, teve um retorno muito alto da corretora BB e, assim como a Sulamérica, com o aumento dos juros que deve ocorrer no Brasil, tende a aumentar a receita financeira;
  • Empresas de energia elétrica: gostei de Taesa, Copel e Neo Energia. Algumas com TIR entre 11-13%, muito acima da precificação atual. Acredito que o mercado não reconheceu o valor, por serem empresas consideradas “old” e que podem ser classificadas como value, entrando no que comentei acima.
  • Bancos: Bradesco, BB.. presidente do Bradesco comentou em termos atingido o piso da possível questão quanto provisão. Bradesco via ADRs negocia a mesmo preço de 2005, porém com o lucro em reais 4x maior, isso colocando o momento de pandemia no cálculo (ok, não é o mais correto colocar valor de mercado em dólar e lucro em reais, mas mesmo assim seria o dobro de 2005 de lucro, pela metade do preço). O que chamou atenção de Banco do Brasil, foi a carteira prorrogada de 17,8%, acima de outros bancos, porém, essa carteira tem 97,8% da sua posição sem atrasos, além disso, grande parte dos empréstimos são para o setor do agronegócio, que é um dos setores (senão o mais!) resilientes.
  • Empresas menores de vários setores: Eternit, Profarma, Atom, São Carlos, Petrorio e até Enauta. Eternit diminuiu a dívida em cerca de R$ 120 milhões em 3 trimestre (perto de 20% do valor de mercado), vem se reinventando e surfando o ciclo de construção civil que começou com a queda forte de juros de 2017. Profarma em um setor resiliente, muito abaixo dos pares e descontada. Atom, empresa de difícil previsibilidade, mas que com o ingresso massivo de pessoas físicas na bolsa, vem estando muito descontada. São Carlos negociando com Net Asset Value de R$ 70,00 por ação e valendo no mercado cerca de R$39,00. Petrorio diminuindo o lifting cost e gerando muito caixa, até de maneira surpreendente (sou um especial entusiasta da Empresa, adquiri ações em 2016 a R$ 2,20 como preço médio) e Enauta, que vem gerando valor, tem recebíveis + caixa de cerca de R$ 2,6 bilhões para 2021, o que daria perto de R$ 11,0o apenas com esses valores. Colocaria essa última Empresa como o azarão entre todas.

Mas sempre lembro: faça sua própria avaliação, é importante sempre estudar e evoluir por conta própria, pois o que comentei acima não é uma indicação de negociação, apenas uma visão de alguns ativos.

Fico por aqui!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/11/16/os-gringos-estao-voltando/

Ações brasileiras ainda têm espaço para alta e quais setores ainda interessantes?

junho 9th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Ações brasileiras ainda têm espaço para alta e quais setores ainda interessantes?”

Texto by Eliseu Mânica Junior

Ações brasileiras ainda têm espaço para alta e quais setores ainda interessantes?

Volátil e desafiador. Assim podemos definir o ano de 2020 até o momento, principalmente na economia e no mercado financeiro. Em março tivemos a maior queda em termos de velocidade na história (superando 1929 e 2008 na rapidez, essas aconteceram de forma mais lenta e gradual) e nos últimos 50 dias tivemos o maior rally de alta da história.

Tudo o que aconteceu recentemente, corrobora o que já comentei em artigos anteriores, de que sempre temos que estar no mercado financeiro, com maior ou menor percentual, percentual esse ajustado pelo perfil de risco inerente e próprio a cada investidor.

A primeira coisa a relembrar desse texto e desse período que passamos: esteja sempre no mercado! Poucos acreditavam em uma queda e uma recuperação tão rápidas! O fato é que ninguém tem uma bola de cristal para onde vai o mercado, apenas conseguimos através de muito estudo e leitura termos uma percepção de quanto o mercado está caro ou barato. O fato é que na recuperação, os valuations aparecem muitas vezes caros dado o momento vivenciado pela economia (lock down e mudanças de percepção no valor das empresas dada a mudança no comportamento dos consumidores), mas o fato é que as vezes focamos muito no curto prazo esquecendo, por exemplo, de uma regra básica de contabilidade: as empresas teoricamente são feitas para existirem para sempre, mesmo isso não acontecendo na maioria das vezes, mas o que quero dizer e passar aqui é do valor que tem a perpetuidade em cálculos de valuation, de avaliação das empresas. Para o leitor mais leigo, é como focar apenas no 2tri20 que todos sabemos, virá muito ruim, mas que ainda há valor e recuperação no 3tri20, 4tri20, 1tri21, ou seja, as empresas e o mundo não irão acabar! Treine sua mente para momentos como esses o que ocorreram (Ibovespa não voltará para os 61 mil tão cedo, pois eu, você e 118% dos investidores já estamos esperando por algo próximo a isso).

Outra coisa que tenho que comentar é sobre a correlação entre crescimento da economia e retorno dos investimentos principalmente em ações e no mercado Ibovespa. Esqueça, como investidor em achar que ações sobem apenas em momentos de PIB alto.

As altas na maioria das vezes acontecem até de maneira contrária ao crescimento econômico e vou te explicar o porquê disso: em momentos de quedas de PIB é que Bancos Centrais, COPOMs da vida, irão trazer incentivos à economia e teremos um afrouxamento momentâneo, visando um crescimento futuro. Isso é o que está acontecendo no momento, um afrouxamento gigante e incentivos sendo jogados no mercado.

Se pegarmos os patamares mais baixos que chegamos no mercado, a capitalização das bolsas mundiais atingiu US$ 61 trillhões e hoje estamos cerca de US$ 82 trilhões, sendo esse é o valor de mercado atual de todas as bolsas somadas.

O que aconteceu para essa valorização rápida? Coincidência ou não, a soma de ajuda, de grana que todos os bancos centrais colocaram como incentivo para a economia mundial foi de US$ 18 trilhões! Se somarmos a mínima dos mercados, com a valorização e o valor de mercado que subiu recetemente temos um valor próximo ao dinheiro alocado pelos Bacens mundiais.

Outra ajuda que aconteceu e que muda muito o cenário de avaliação de ativos: taxas de juros baixíssimas! A maioria dos investidores utiliza o fluxo de caixa descontado para avaliar uma empresa.

Teoricamente, o valor de uma empresa é o fluxo de caixa que ela gera ao longo do tempo, trazido ao valor presente. Para trazer ao valor presente é necessária uma taxa de desconto, que são os juros, somados ao risco, podendo ser uma soma do Risco País e outros. Esses juros, essa taxa de desconto está em um dos menores patamares da história e se considerarmos os juros reais ainda, temos poucas opções para alocação de capital por parte dos investidores com razoável retorno:

Fonte: Charlie Bilelo

Outra questão que chama atenção no momento atual é a quantidade de dinheiro colocada na mão das pessoas, que acabou indo para os investimentos.

Conversando recentemente com amigos americanos, a quantidade que foi disponibilizada é muito maior que imaginamos. Como exemplo, cada residente dos EUA recebeu US$ 1.200 de graça, apenas por ser cidadão. No caso de empresas, esse amigo recebeu cerca de US$ 30 mil apenas para manter a empresa aberta e não demitir ninguém. Sendo assim, temos uma quantidade gigante de dinheiro no mercado, juntando com pessoas ociosas em casa, com o seguro-desemprego, postergação de pagamento de mortgages, pagamentos de luz e o fato de que nos EUA os investidores são mais de 50% da população, temos o ambiente propício para esse dinheiro ser direcionado para o mercado de ações. Um fato curioso é que o dado de poupança nos EUA foi para 33% um dos mais altos da história, como podemos ver abaixo, através do PSR (Personal Savings Ratio):

Toda essa grana disponível junto com uma maior maturidade dos investidores, trouxe a condição ideal para o dinheiro ser direcionado para o mercado de ações, causando a recuperação pós quedas que tivemos. Isso ocorreu, juntamente com a compra de bonds por parte do Banco Central Americano. Com menores yelds, tivemos outro ponto positivo para a elevação nos preços de ativos de risco, o que acabou acontecendo.

Com a entrada de investidores pessoa física massivamente no mercado de ações, tivemos alguns desdobramentos interessantes. Como exemplo, temos o caso de investidores pessoa física entrando no mercado e comprando ações de companhias aéreas em um momento de queda extrema, enquanto investidores consagrados como Warren Buffett, venderam as ações dessas empresas.

Depois da venda de Warren Buffett, as ações do setor de aviação, por exemplo, subiu 65%, como podemos ver abaixo pelo ETF JETS:

Esse movimento de aumento de investidores pessoa física na bolsa de valores, não foi fruto ocorrido apenas nos EUA, mas também ocorreu no Brasil, como podemos ver abaixo, onde tivemos um crescimento em 2017 saindo de 620 mil investidores pessoa física para 2,4 milhões em abril de 2020!!! Além disso, quando comecei no mercado em 2004 o volume negociado na bolsa brasileira era de menos de R$ 1 bilhão por dia e recentemente atingimos R$ 36 bilhões, crescimento de mais de 35x em 16 anos! Essa tendência no crescimento tende a aumentar e ajudou nesse rally de alta recente.

Com a entrada massiva de investidores pessoa física e com os bancos centrais do mundo todo colocando mais de US$ 18 trilhões no mercado, os investidores institucionais ficaram para trás. Se Warren Buffett vendeu ações de aéreas e investidores pessoa física compraram e ganharam cerca de 65% do que vendeu Warren Buffett é porque temos que tentar prever o que estão vendo esses institucionais.

O cenário que temos no Brasil é similar ao dos EUA: um aumento gigante no número de investidores, mas os investidores institucionais, fundos de pensões estão no menor patamar de alocação em renda variável na história!!!

Com juros baixos e metas atuariais de 8-10% os mesmos terão de aumentar o peso em renda variável para buscar retornos visando entregar as aposentadorias de quem vem aportando nesses fundos. Com o tempo, teremos mais combustível para altas, pois esses fundos não têm muitas escolhas com taxas de juros baixas a não ser o mercado de ações e estão com baixa alocação em renda variável ainda.

Qual o movimento que pode acontecer?

No curto prazo mercado é totalmente irracional. Provavelmente, os investidores institucionais, assim como Warren Buffett esqueceram-se disso no curto prazo, focando nas notícias ou em dados econômicos, como osde múltiplos de ações como o que mostra o S&P500 em níveis de 2000, porém um fato cabe ser salientado: os juros não estavam nos níveis que estamos atualmente e nem tínhamos os US$ 18 trilhões que foram colocados no mercado.

Mais um fator é o que já escrevi aqui no Bugg: empresas de tecnologia são 21,8% de peso do DJI e elas subiram demais, levando os índices americanos. Além dessas empresas existem muitos outras e digo-lhe, há empresas BARATAS ainda, tanto nos EUA, quanto no Brasil.

Dados econômicos de março e dados atuais

Já comentei aqui que o mercado acionário tenta pegar dados de hoje e antecipar cenários. Isso aconteceu em março-abril, com um PMI e dados econômicos muito abaixo da média. As bolsas mundiais mundias despencaram! Projeção de lucros foram horríveis e mesmo assim os preços subiram! O PMI de Chicago foi o mais baixo em 38 anos:

O Earnings Per Share sofreu quedas bruscas…

Sim, mas o mercado acionário antecipa cenários e recuperações. Na China a recuperação está acontecendo em V e nos Estados Unidos, nessa semana, tivemos uma criação de empregos muito acima do esperado. Falando com amigos de lá, a reabertura arrecém começou, portanto, a criação de empregos pode aumentar e isso pode estar sendo visto pelo mercado financeiro, por isso o rally também.

Ainda é cedo para falarmos de uma melhoria, mas parafraseando Warren Buffett, “Never bet against America”. A criação de empregos foi muito maior que o esperado:

Mesmo com toda a alta que aconteceu, ainda há oportunidades. Setor de varejo eletrônico, um setor que negocia a múltiplos altíssimos, assim como empresas linkadas à exportação acredito que estão sendo negociados a patamares elevados e já andaram bem. Setores que comentei aqui, como bancos, empresas linkadas ao setor de construção com a queda de juros (na semana passada alguns bancos de investimentos começaram a trazer expectativas de queda para 1,75% na Taxa Selic, o que há pouco tempo era inimaginável) e empresas com propriedades ou tenham contratos de longo prazo como empresas de energia elétricac, são empresas que ainda têm potencial positivo.

Resumo do que foi comentado no texto:

1) cenário recente foi desafiador para todos os investidores. Tivemos a queda mais rápida, assim como a alta em 50 dias, mais rápida da história;
2) Como comentado em artigos anteriores, sempre devemos estar no mercado acionário, com maior ou menor percentual. A volatilidade recente mostra isso;
3) aportes constantes são como o carvão em um churrasco, sempre necessários;
4) com a distribuição de grana massiva nos EUA, tivemos capital das pessoas físicas entrando no mercado, inclusive ganhando no curto prazo, em termos de retorno de investimentos de investidores como Warren Buffett, que no caso, vendeu empresas aéreas e os investidores pessoa física compraram. Cabe ressaltar que o “velhinho” sempre tem e terá o meu respeito;
5) juros estão no patamar mais baixo da história da humanidade, com isso podemos ter múltiplos de negociação mais altos que em períodos anteriores, dado o menor custo de capital e maior potencial de alavancagem das empresas. Lembro que equilíbrio é tudo e em extremos temos oportunidades (hoje temos empresas negociadas a mais de 100x lucros e com valor de mercado de mais de US$ 1,2 trilhão, já dominando 26% do setor, o que nos mostra um risco maior, dado o menor potencial de retorno, já que a Empresa domina grande parte do setor);
6) a cada alta no mercado de ações, um filtro maior e cautela devem ser tomados;
7) ainda há oportunidades em setores que mais caíram e principalmente no Brasil. No mês passado, fomos a moeda que mais caiu no mundo e em junho isso começa a ser revertido. Investidores estrangeiros tiveram a maior saída desde 1994 e em um momento eles irão voltar, trazendo mais combustível para altas;
8) foque no que conhece, não vá por dicas e por “gurus”. Alguns dos maiores gurus já quebraram 4x no mercado, mesmo acertando muito ultimamente. Seu investimento = seu risco!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior





FONTE: https://bugg.com.br/2020/06/09/acoes-brasileiras-ainda-tem-espaco-para-alta-e-quais-setores-ainda-interessantes/

SKIN IN THE GAME

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu, Central do Investidor 0 comments on “SKIN IN THE GAME”

Investir no Brasil não é tarefa fácil, dado as constantes mudanças de cenários que afetam e muito o dia dia da bolsa. Nem precisa investigar o passado, vejamos que nos últimos meses tivemos: empresas envolvidas em acidentes (Vale), corrupção (várias), setores sofrendo disrupção (Cielo), lucros vindo menor que o esperado (algumas), previdência aprovada ou não aprovada, valor de economia na previdência, problemas de governança corporativa (Qualicorp e Smiles).

Com tudo isso acontecendo, não é de se estranhar que a bolsa pareça um ambiente um pouco inóspito ao investidor.

Mas estou aqui pra te ajudar a mudar um pouco essa percepção! 

Se para grande maioria as situações acima podem ser consideradas problemas, eu vos digo que não! Tratam-se de oportunidades! Quando vemos o preço de algo bom cair, qual nossa reação? Pensar em comprar correto? Por que não é assim com ações?

A ideia de escrever aqui é justamente essa, auxiliar você investidor a focar no que é essencial, para realizar um filtro, do que é e do que não é importante ao investir, mostrando alguns cases de ótimos retornos e buscar similaridades para investimentos futuros.  Em um momento privilegiado que estamos vivendo de abundância de informações, mais do que nunca, é primordial a seletividade dessas informações, principalmente no mercado financeiro.

Há mais de 10 anos eu sou o responsável por uma carteira de investimentos que, com o passar do tempo, tornou-se um Clube de Investimentos. Nesse período os retornos foram muito acima do Ibovespa. Sobreviver a volatilidade do mercado e a mudanças que acontecem de maneira cada vez mais rápidas já é difícil, imagine ter um retorno acima do que é considerado o benchmark do mercado?!

Pois é … mas sabe o que mais? Tenho 99% do meu capital financeiro alocado nesse Clube de Investimentos. Isso é o que chamo de skin in the game!! 

Nos últimos anos, os retornos foram os seguintes, descontadas taxas de administração e performance:

Fique atento que nos próximos textos irem desbravar alguns dos ativos que levaram a esses retornos e os motivos que chamaram-me atenção na época das aquisições.

 

Um grande abraço!

Eliseu 

FONTE: https://bugg.com.br/2019/05/21/skin-the-game-por-eliseu-manica/