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Retrospectiva 2019 e Minha Carteira – by Eliseu Mânica

janeiro 12th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Retrospectiva 2019 e Minha Carteira – by Eliseu Mânica”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Retrospectiva 2019 e minha carteira de investimentos

O ano de 2019 foi excelente para todos que aceitaram tomar riscos nos investimentos. Tanto no quesito investimentos em ações, quanto fundos imobiliários, os retornos foram excelentes! O Ifix subiu 35,95% e o Ibovespa teve um retorno de 31,58%, a maior alta desde 2016. Entre as ações que mais subiram do Ibovespa foram da Qualicorp com 243%, BTG Pactual com 235%, Via Varejo com 154%, Notre Dame com 135%, JBS com 122% e Cosan com 112%. Chama atenção a maior alta da Qualicorp, eis que a mesma teve problemas com o controlador, Júnior, teve suas ações despencando e foi uma das ações que consegui começar a investir nos R$ 14,12 e que já nos primeiros dias de 2020 chegou aos R$ 40,00 e eu mantive, convicto que agora está chegando em um patamar justo de preço. Além das ações do Ibovespa, outras ações fora do Ibovespa também subiram bem e algumas tive a sorte de pegar em um bom patamar, por exemplo, as ações da Empresa Petrorio que é bastante comentada e que por muitos não é considerada uma boa empresa, seja pelo setor que atua (petrolífero que alguns acham que estará em breve ultrapassado) ou seja pelo controlador (Nelson Tanure e família).

O fato é que onde não há unanimidade é lá que o investidor precisa ficar de olho e colocar sua atenção. É preciso também personalidade para manter esse tipo de ação, pois você será bombardeado por opiniões de outros investidores (muitas vezes negativas), assim como manchetes na mídia e especulações. Mesmo com todos os possíveis problemas, as ações de Petrorio subiram bem, chegando a 233,57% em 2019. Impressiona a alta dessa Empresa, já que em 2016 chegou a ser negociada abaixo do que ela tinha em caixa, ou seja, era como comprar R$ 1,00 por R$ 0,80. Claro que na época ela era diferente do momento atual, do contrário não seria negociada nos patamares mencionados.

Efeito juros compostos 

O exemplo de Petrorio em minha carteira é útil para mostrar o poder dos juros compostos. Começamos a comprar as ações de Petrorio em 2016 no patamar atual de R$ 2,18. Hoje a ação negocia a R$ 37,22. Uma alta de 5,85% na cotação atual, vai equivaler a 100% de retorno para o investidor de 3 anos e 6 meses atrás, tudo isso fruto dos juros compostos. As tenho desde 2016, e as altas em 2016 foram 77,24%, em 2017, 275,23%, em 2018, 21,27% e em 2019, 233,57% cujos retornos somados deram 607,31%, porém sob juros compostos e essa é a mágica dos retornos dos investimentos, o retorno foi muito maior. Quem entrou nos R$ 2,18, teve um retorno de 1607,34% desde 2016. Em tempos de procura da nova ação “Magazine Luíza”, Petrorio poderia ter entrado como outra queridinha, mas que passou por muitos despercebida.

Alta de 71,56% em 12 meses no Clube de Investimentos, livres de taxa de administração, performance e corretagem

Enquanto isso, a principal carteira de investimentos da Gestora que tenho e que existe desde abril de 2009, passou dos +71,56% em 12 meses, em 02-01-2020, na qual tem o maior retorno da maior plataforma de investimentos do Brasil no período. Essa carteira é um Clube de Investimentos, que atingiu pouco mais de R$ 71 milhões e cujo projeto é ser um fundo aberto, procedimento que já vem sendo tomados há alguns meses para isso ocorrer. Hoje estamos fechados e não podemos mais aceitar investidores, apesar da grande procura. Na pessoa física retorno foi de 103%. A diferença é devido o uso de fundos imobiliários, algo que infelizmente não pode ser feito em clubes de investimento.

Entre os ativos que contribuíram bem e que não são eles uma indicação de compra, foram Petrorio como mencionei (233,57% em 2019), Qualicorp (242,88%), Even (159,33%), Gafisa (começamos a comprar nos R$ 5,38 e ações fecharam 2019 perto dos R$ 10,00), Enauta (com 94,595 em 2019), Excelsior (mesmo com posição de cerca de 1%, compradas nos R$ 6, contribuiu com uma alta de 319,13% em 2019). Como ações que não andaram, cito o Banco do Brasil e Banrisul, mas que considero atrativas. A Companhia Energia Elétrica do Estado do RS (CEEE) tende a ser privatizada e um caminho poderia ser o mesmo do Banco.

Corretagem e custos

Lembro que o retorno acima está descontada a corretagem e demais custos como taxa de performance e taxa de administração. Cabe salientar que a corretagem é de 0,5%. Fica comprovado no caso aqui, que sim, custo de corretagem é importante para ser vista, porém não é fundamental, pois não atrapalhou o retorno do Clube mencionado. O mais importante ao meu ver é ter um sistema que te ajude e profissionais que você possa contar com conhecimento e experiência e eu conto com isso. Ter um sistema bom e ótimas pessoas por perto é mais importante ao meu ver do que corretagem. O fundamental é escolher boas empresas e ficar com elas por um bom tempo, sem gerar corretagem e isso que eu fiz no Clube acima, mesmo com custo de corretagem de 0,5% isso não foi fator impeditivo para um bom retorno.

Erros

Sempre há o que melhorarmos, isso o que penso e o melhor aprendizado é aquele com o erro dos outros, então quero passar aqui o que errei em 2019. O setor de bancos foi um dos setores que não andaram e que vou manter.

Outro erro é o de ouvir investidores externos, mesmo estando convicto de suas posições. Vendi parte de Petrorio (tinha 17% da posição) e que acabei ouvindo um investidor (ouça, mas sempre com um filtro e acreditando nos seus próprios estudos) e acabei diminuindo parte da posição para 11% e posteriormente o ativo subiu mais de 60%. Um erro que nos custou cerca de R$ 3,1 milhões, mas que fica o aprendizado. Outro erro similar foi o da venda de Magazine Luiza, que saímos e que agora está negociada a R$ 48,00. Saímos cedo, não pegamos toda a alta e achei que a 60x lucros estaria cara, porém o mercado começou a avaliá-la como uma Amazon e não mais como varejista.

Por outro lado, quando acertamos, muitas vezes nos perguntamos porque não alocamos maior valor e esse foi o fato de Gafisa. Com terrenos, estoque, imobilizado avaliados em R$ 1,1 bilhão, a Empresa era negociada a R$ 640 milhões, um grande desconto perante o que tinha. Acabamos entrando com 6% da carteira inicialmente, mas que poderia e deveria ter sido mais. Outro aprendizado.

Resumo:

-faça o dever de casa. Estude, leia, veja o balanço, faça projeções mais conservadoras, veja o histórico de retorno do negócio e das ações;

-confie em si e no seu estudo. Risco não pode ser zerado, mas pode ser diminuído com conhecimento e conhecimento é aplicação prática da teoria. Tenha mais conhecimento, diminuirá seu risco;

– coloque “os pés na água aos poucos”. Quando decidiu o que comprar, vá “testando” o mercado, com suas posições sendo formadas aos poucos;

-procure empresas consideradas “problemáticas” pelo mercado e que possam ter uma boa saída em breve, algum trigger, alguma carta na manga que não esteja sendo considerada por grande parte do mercado. Esse pode ser o timming para a compra;

-mescle em sua carteira empresas consideradas mais seguras com empresas mais arriscadas em menor percentual. Importante balancear e diversificar sempre;

– importante diversificar. Em momentos como o atual, tem muita gente fazendo ótimos retornos e mais do que ter retornos altos é preciso mantê-los. Em momentos de alta, nos esquecemos que somos humanos, somos levados pela ganância e podemos entregar todo o retorno que conseguimos. Escrevo sobre os grandes investidores e uma das coisas claras é que mais do que saber como ganhar em momentos de alta, é fundamental não entregar todo o retorno em perdas posteriores.

– cuide com manchetes, notícias e profissionais do mercado. Sempre tente colocar um filtro. Retorno passado não tende a repetir-se no futuro. O cenário e probabilidades têm que ser estudados para gerar reflexos do momento atual para frente. Muito investidor pessoa física entrou no mercado recentemente, cuidado e cautela é pouca!

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicajr

FONTE: https://bugg.com.br/2020/01/12/retrospectiva-2019-e-minha-carteira-de-investimentos/

4 Motivos pelos quais eu Comprei Magazine Luiza

junho 16th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “4 Motivos pelos quais eu Comprei Magazine Luiza”

A ideia aqui nesse espaço é escrever rotineiramente sobre os ativos que mais impactaram positivamente o retorno do Clube de Investimentos que tenho e cujo retorno foi mostrado aqui nesse post.

Analisar retornos passados é como um  jogador de futebol de excelência, o que ele fez de coisas boas passou e ele deve sempre olhar para frente procurando manter o mesmo nível, mesmo que muitas vezes isso é muito difícil.

Nos investimentos em ações é possível estudar as razões de compras bem sucedidas, procurando por padrões, replicando-as.

O case Magazine Luiza, foi um case raro, unindo turn around e crescimento, onde a Empresa saiu de vários semestres de prejuízos para lucros crescentes. Hoje, todos procuram por investimentos “Nova Magazine Luíza”, devido ao retorno de mais de 20.212% em 3 anos e meio.

 

4 motivos que comprei Magazine Luiza e como buscar sinais em outras ações:

1) Prejuízos diminuindo e reversão para lucro: as ações de Magazine Luiza atingiram o ponto mais baixo na sua cotação, em fevereiro de 2016. De fevereiro de 2016 até outubro de 2016, foram quase 700% em retorno na cotação da ação e isso, obviamente, chamou atenção de investidores em geral. Passamos a estudar o case, com paciência, procurando um bom momento de entrada, monitorando os resultados, eis que passamos a ler sobre o processo de transformação interno que estava acontecendo. Preço importa e é fundamental, porque é a partir dele que você terá seu retorno, seja Taxa Interna de Retorno (TIR) ou a métrica que você preferir. É menos provável perder dinheiro, se você pagar menos. Em primeiro lugar não podemos controlar o futuro dos preços mas podemos controlar o valor que pagamos. Isso que buscamos no case, após uma queda no fim de outubro de 2016, onde essa queda foi perto de 30%. Quando analisar o lucro, prestar atenção na tendência histórica e no percentual do lucro líquido. Buffett menciona em 7 anos, como um período para análise dos lucros de uma empresa.

2) Estrutura de capital e a dívida: estar atento à dívida é importantíssmo e mostra o quão saudável está a companhia. Em investimentos não existem certezas mas probabilidades. Até ter dívida pode ser saudável em certos momentos, usando alavancagem de maneira responsável. Por responsável, entende-se uma geração de caixa que pague essa alavancagem e juros financeiros justos. Analisando de maneira macro, em momentos de quedas de juros, como é o momento atual do Brasil, empresas alavancadas tendem a ter melhores retornos, já que pode ocorrer uma diminuição no custo da dívida. No caso de Magazine Luiza, notamos uma diminuição gradual da dívida total, passando para um caixa, não possuindo dívidas.

3) Indicadores de rentabilidade: analisar o fluxo de caixa, não é apenas olhar Ebitda, mas verificar outros fluxos também e como empresa transforma o que vende em grana no bolso. No caso de Magazine Luiza, o Ebitda mostrou-se crescente ao longo do tempo, assim como Retorno Sobre o Patrimônio que era negativo e manteve-se acima dos 20% desde 2017, o que é um bom percentual. O Retorno sobre o Capital investido foi outro indicador que estava aumentando e que serviu como auxílio na tomada de decisão.

4) ITR e mudanças internas na Companhia: ler o ITR sobre as informações trimestrais, além da aprentação de resultados é algo que acrescenta e muito na tomada de decisão. Investir é difícil, menos de 20% dos investidores profissionais conseguem ter retorno acima do mercado, no decorrer do tempo.No caso de Magazine Luiza, ocorreu a entrada de “sangue jovem” na Empresa, onde Frederico Trajano, passou a assumir a Empresa. Em época de disrupção e modelos de bancos digitais, negociados a mais de 100x, 45x lucros, apenas por ter a palavra digital na proposta de objetivo de empresa, a Magazine Luiza, fez isso muito bem no varejo. Magalu App e multicanalidade; Luiza Labs, com o uso efetivo de Bigdata; Lu Bot e ganho de eficiência, com a melhoria de experiência, foram alguns das mudanças implementadas. A última foi a parceria com o Carrefour para vendas por parte da Magazine Luiza, em 2 lojas, de produtos. Quem iria imaginar que uma concorrente abriria as portas para testes, em seus domínios.

Gráfico de Magazine Luiza e o ponto que entramos no case, com uma posição considerável

E hoje, o que fiz com Magazine Luiza?

Acabamos optando por vender as ações em R$ 172, com um lucro alto desde as primeiras compras. Achamos que, hoje, apesar de toda a qualidade da Empresa, os patamares de negociação já embutem uma exigência de crescimento muito alta e preferimos olhar de fora, colocando o lucro no bolso, eis que o ativo já não tem a margem de segurança que gostamos.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/06/08/case-magazine-luiza/

Magazine Luiza bate Bitcoin em valorização no ano: 367,55%

agosto 29th, 2017 Posted by Central do Investidor 0 comments on “Magazine Luiza bate Bitcoin em valorização no ano: 367,55%”

Estudo realizado pela Economatica, provedora de informações financeiras, lista a rentabilidade no ano de 2017 (até o dia 28 de agosto) das ações da Bovespa com volume financeiro médio diário superior a R$ 1 milhão e verifica que a ação com melhor desempenho é a da Magazine Luiza, com 367,55%.

A rentabilidade do Bitcoin no ano de 2017, em comparação, é de 342,77%, que a posiciona como a segunda melhor opção de investimento no período avaliado. (mais…)