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20200928 – Tônica da Semana: Adaptabilidade e Equilíbrio aos Novos Tempos

setembro 28th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “20200928 – Tônica da Semana: Adaptabilidade e Equilíbrio aos Novos Tempos”

Adaptabilidade e Equilíbrio aos Novos Tempos (by Eliseu Mânica) 

Estou escrevendo esse texto aqui de Chicago. Depois de 3 anos volto para cá, rever a Bolsa de Mercadorias e Futuros de Chicago e ter aprendizados e contatos aqui. A realidade dos EUA, comparada com o Brasil parece diferente. Aqui a economia está reabrindo e a Flórida, por exemplo, através de seu Governador, Ron deSantis, irá reabrir restaurantes e empresas em sua plena capacidade (estavam funcionando com 50% da ocupação total). Em Chicago, vejo tudo natural, muita disponibilidade de álcool gel, indicadores no chão, lembrando de tomarmos distância social de 6 feets (ou seja 30 centímetros).

Saber mais acerca dos mercados, assim como a adaptabilidade e ao mesmo tempo manter o equilíbrio são, a meu ver, qualidades importantes para os investidores.

Na história dos investimentos, nunca tivemos como investidores, cenários tão voláteis como o ano de 2020. Tanto em cenário político, econômico e sobretudo em 2020: o biológico pesou muito! Tudo isso influenciou o mercado financeiro e dando uma olhada nos fundamentos e resultados das empresas e dos investidores, saiu-se bem aqueles que tiveram essa rápida adaptação. É como a frase atribuída à Darwin, mas que segundo estudos não seria dele, ““Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Esse está sendo o ano do investidor que realizou isso.

Mudanças no perfil das empresas, na forma de investir e dos investidores

Cada vez mais teremos mudanças nas empresas, na forma de investir e na personalidade do investidor. Primeiro quanto ao quesito de empresas. Com toda a “disruptividade” acontecendo, tínhamos empresas com uma vida útil muito maior que a atual. Isso é bom, porque cada vez mais o ser humano busca ser melhor, acredito pessoalmente que é por isso que vivemos, melhorar a cada dia, pessoalmente, fisicamente, mentalmente, profissionalmente e claro, como investidores.

Por isso saí de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, morando em várias cidades e países, buscando melhorar como investidor, que é o que amo fazer. Com a busca constante de melhoria nesse cenário que vivemos, muitas empresas deixam de existir. Uma forma de ver isso é através da vida útil das empresas no S&P500. Em 1994 o tempo de vida útil no S&P500 chegou a mais de 70 anos…atualmente estima-se que essa vida ultill das empreas so índice caia para 14,4 anos em 2030, ou seja, cada vez mais diminuindo o tempo de sobrevivência nesse Índice, seja por falência, por diminuição de tamanho e expressividade, com o qual podemos ver abaixo:

Além disso, a questão digital vem acelerando muito e nessa pandemia tivemos empresas que perderam e as que cresceram nesse cenário, na qual podemos colocar as varejistas focadas na parte digital, como maiores ganhadoras. Essa tendência deve continuar como mostro abaixo, porém cabe ao investidor não esquecer que um ótimo investimento é aquele que alia uma ótima empresa com ótimo preço e muitas das empresas de varejo atual, já embutem taxas de crescimentos altíssimos nos seus preços de mercado atual:

Quanto à forma de investir um dos grandes avanços e que mais chamaram atenção nos últimos anos foram as criações de apps que facilitaram e democratizaram o acesso ao mercado financeiro, com custos baixos ou próximos de zero. Vale lembrar que “there´s no free lunch” … nada é de graça … o RobinHood, por exemplo, vende a ciência das ordens executadas para fundos quant que ganham dinheiro entrando e saindo rapidamente de posições feitas pelos clientes do app e isso é plenamente legalizado nos EUA.

Já quanto a questão de mudança de comportamento no perfil do investidor vem para sacramentar mudanças históricas. Essas mudanças têm ocorrido em alterações pela renda, educação, tipo familiar e região em que se vive o investidor, fatores que influenciam muito o comportamento do investidor.

O mercado de capitais teve como grande massa dominante, pessoas com mais idade, ricas, brancas do sexo masculino e qualquer movimento para democratização dos mercados foi atrapalhado pela Grande Depressão. Até o movimento atingido pelo momento em que os Babyboomers estiveram em idade de trabalho, é que o mercado começou a ser mais democrático, principalmente com fundos ETFs (fundos com baixo custo, criados principalmente por John Boggle que escrevi aqui sobre ele, na Série Grandes Investidores), mas que não atingiu plenamente os não brancos.

Geração X tendeu a imitar os seus pais, seguindo caminho similar…já os Millennials ao atingirem o momento pleno de época de trabalho, parecem criar um novo padrão no qual há uma participação cada vez maior de investidores pessoas física de todas as raças, centrada na compra e venda de ações de ações individuais. As quantias em valor hoje são menores, mas o longo impacto que esses indivíduos trarão, na economia e na sociedade como um todo, serão profundas.

No gráfico abaixo, podemos ver que classes que participavam menos do mercado de ações, estão começando a ampliar participação, principalmente em ações:

Além disso, a quantidade entre negros, hispânicos, latinos está aumentando o percentual de influência no mercado de ações, como podemos ver abaixo:

Podemos notar abaixo também que indivíduos com idade média de vida e com mais idade, estão vindo para o mercado acionário com mais força. Provavelmente, pelas questões que comentei acima, escalabilidade de aplicativos para investir com mais facilidade, menores custos, mudanças em termos de mindset e também a questão de redução de juros baixos, que diminui a atratividade de renda fixa e outros investimentos, além da disponibilidade recente e massiva de capital por parte dos bancos centrais e governos..

Cenários e investidores mudando.. incluindo aí um dos mais conhecidos e ricos do mundo: Warren Buffett!

Que o cenário mudou isso é claro, e o que corrobora isso é  a mudança de mindset de um dos maiores investidores de todos os tempos: Warren Buffett! Avesso à ações de tecnologia, surpreende para muitos o fato de que ele tem como maior posição, cerca de 40% no portfólio da Berkshire Hathaway, as ações da gigante de tecnologia Apple. Se ele adaptou-se, imagina nós investidores que ainda temos muito o que aprender!

Fui atrás para o que poderia ter chamado atenção do bom velhinho e o que mais me chamou atenção foi o fato do alto movimento de buyback shares (recompra de ações), por parte da Apple. Em 2017 eram cerca de 26 bilhões de ações em circulação e hoje esse número é de 18,5 bilhões de ações. Quase 30% (!!!!!!) a menos de ações com um lucro maior, ou seja, mais lucro na Companhia com uma menor quantidade de divisão, gerando mais lucro por ação para o investidor. Essa é uma combinação explosiva de retorno no médio-longo prazo e isso vem mantendo-se. Além disso, a marca que a Apple tem e a possibilidade de que seus produtos fiquem no inconsciente dos seus consumidores (incluindo os investidores também) é altíssima. Abaixo mostro essa diminuição nas ações da Apple em circulação, que disponibilizei em meu instagram (@eliseumanicajr):

Em resumo…

Temos uma mudança em andamento na maneira do investidor realizar investimentos, mudanças que incluem aplicativos mais facilitadores de acesso, mudanças de mindset, de idade de quem investe, nível social e que trarão consequencias para nossos investimentos. Até Warren Buffett viu isso no auge dos seus 90 anos, mudando o approach que tinha sobre ações tech, como a Apple e caberá a nós investidores perceber isso, adaptando-se a cenários cada vez mais rápidos de mudanças.

Um fato que pondero e que não devemos esquecer é o equilíbrio de mantermos nossas convicções, não ir por “modinhas” e ao mesmo tempo, saber quando uma tendência chegou ao fim. Essas mudanças serão cada vez mais rápidas para o investidor e essa sensibilidade será cada vez mais necessária!

Como modinhas e para finalizar, vejo o movimento atual de ações de crescimento vs valor (que continuam bem descontadas) e que, em momento de eleições presidenciais nos EUA (que afeta o mundo como um todo), mostra-se com disparidades ao meu ver. Essa diferença entre preço e valor aumentou recentemente, dado que tivemos um corte de juros grande por parte do Federal Reserve, um risco de inflação com a impressão de dinheiro massiva por parte dos bancos centrais mundiais. Essas são alguns dos principais fatores que podem ser explicados também como forma dessa disparidade entre investimento em crescimento vs valor, como podemos ver abaixo:

Por estarmos em um período de eleições presidenciais americanas, com uma expectativa próxima de uma vacina e volta controlada ao normal e uma continuação nos estímulos, esses fatores favorecem historicamente mais os investimentos em valor e isso que venho fazendo em minha carteira de investimentos e na Gestora que criei.

Mas e aí preço importa, Eliseu?

O que quis mostrar até aqui é que dado o cenário atual, é momento de focar onde tenhamos mais margem de segurança. O preço é fundamental ao investir. Comprar algo bem é o que vai definir o quão bom será a Taxa Interna de Retorno (TIR) do seu investimento. Focar em comprar barato e em momento de maiores crises como o atual é o ideal para um investimento. Mesmo ativos sem qualidades, mas que bem comprados, podem dar retorno positivo ao investidor.

Um exemplo são empresas praticamente quebradas, com prejuízos grandes aos longos do tempo e que negociam bem abaixo do valor, por exemplo, da vantagem tributária de aproveitamento desses prejuízos passados. Uma empresa com boa saúde, pode adquirir essa empresa deficitária pagando um valor menor do que poderá aproveitar como vantagem em impostos para ela (respeitando o limite atual desse aproveitamento). Até em empresas quebradas, pagando-se um preço ótimo, o investidor pode ganhar dinheiro. Mas lembro que esse não deve ser o seu foco, esse é apenas um exemplo.

É importante para você investidor não confundir comprar bem com ficar com dinheiro em caixa esperando eternamente. Conheço alguns amigos que saíram do mercado nos 70 mil pontos e estão esperando voltar até hoje.. ehehehe. Há sempre oportunidades no mercado e ao meu ver, a melhor forma de proteção é a diversificação e não estar 100% em caixa, como muitos defendem!

Abaixo mostro um estudo realizado nos Estados Unidos, País que moro atualmente. Nesse estudo mostra-se que a compra no “tempo perfeito”, traz pouca diferença para investir imediatamente e para o investimento corriqueiro ou compra de tempos em tempos, o popular “preço médio”. A diferença dessas estratégias é muito melhor que ficar em caixa. Isso que o período de estudo foi feito entre 1933 e 2012, via Charles Schwabb, uma das maiores aqui dos EUA. Imagine ficar com investimentos e m caixa agora, com juros perto de 0% nos EUA.

Nesse outro estudo do Business Insider é mostrada a filosofia Buy and Holder durante 30 anos. O retorno médio foi de 8,4% ao ano. Perdendo os 5 melhores esse retorno foi para 6,69% médio, em caso de perda d0s 10 melhores dias, o retorno foi para 5,61%; com perda dos 20 melhores dias, o retorno foi para 3,84% ao ano; com perda dos 25 melhores dias, o retorno foi para 3,06% ao ano..

Então, em resumo Eliseu…

  1. cenários de investimentos estão mudando rapidamente
  2. será cada vez mais importante saber seguir sua convicção e saber a hora de mudar o approach ao investir
  3. “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”
  4. nunca tivemos uma diferença tão grande entre investimento em valor e growth;
  5. momento atual de eleições, provável vacina e estímulos, favorece o investimento em valor;
  6. uso uma mescla das duas escolas;
  7. mercados emergentes com múltiplos bem abaixo do que os países desenvolvidos, incluindo aí, especificamente a moeda Real que acho exagerada a queda;
  8. preço importa totalmente: até empresas quebradas, podem destravar valor com o tempo, mas o foco deve ser em ótimas empresas, com ótimos preços. Se nao der a primeira, foque no segundo;
  9. esteja no mercado, não tente adivinhar para onde ele vai;
  10. melhor forma de proteção: diversificação de ativos, ativos descorrelacionados na carteira e não ficar fora do mercado ou ficar totalmente com caixa!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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Twitter: eliseumanicaj

Não acredite em tudo que ouve no mercado de ações.. e se quiser acreditar, compre ETF..

agosto 19th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Não acredite em tudo que ouve no mercado de ações.. e se quiser acreditar, compre ETF..”

Não acredite em tudo que lê e ouve no mercado de ações..

Estamos vivendo tempos, no mínimo, diferentes se tratando-se de mercado financeiro. Estamos em um momento onde tudo que tem a palavra “tech” ou algo similar, repercute positivamente e gera um reflexo muito forte e positivo, principalmente quanto ao valuation de empresas com essa palavrinha. São empresas sendo avaliadas a mercado a mais de 150 vezes lucros, 100 vezes lucros e isso acontecendo tanto no mercado de investimento americano, quanto no mercado brasileiro. Com a entrada massiva de investidores pessoa física, muitos são novatos no mercado e mais do que nunca precisam ser alertados que um bom investimento não é apenas em que se compra empresas conhecidas e boas empresas, mas acima de tudo, empresas que sejam boas e com bons preços. Por bons preços, significam empresas que estejam baratas, que possuam uma boa margem de segurança ao investir, que não estejam na “moda” (empresas que estejam muito na mídia, tem um custo e o custo é o de estarem com preços, provavelmente, já não atraentes, pois outros já notaram isso) e a preços que não embutem uma necessidade de crescimento tão alto, onde a empresa investida tem praticamente obrigação de crescer.

Empresas negociadas a 100x lucros anuais, 70x lucros anuais, são empresas que o mercado de ações acredita que o que elas cresceram recentemente (taxas de crescimento de dois dígitos, no mínimo) como por exemplo, 30% ao ano, irá ser perpetuado e essas empresas irão ter por um longo período ao menos, esses percentuais de crescimento, o que é difícil para uma empresa já consolidada e grande. É o que vem acontecendo com as empresas “tech” atual, que embutem necessidades de taxas de crescimento muito altas. No momento atual, nos Estados Unidos temos a Amazon, que negocia a 152x lucros anuais, já tem 49% do varejo online americano. No Brasil temos a B2w, dona das Lojas Americanas e da Submarino, que não tem lucro desde 2011 e é a ação que mais sobe em 2020 no Ibovespa. Não é fácil muitas vezes investir com margem de segurança e com personalidade. Saiba que o momento atual é muito parecido com a “Bolha.com”, inclusive em termos dos altos valuations e a certeza de que alguns investidores que empresas de crescimento irão sempre crescer a taxas estratosféricas.

…era uma vez Dow a 36.000 pontos!

Algo similar ao momento atual, ocorreu entre os anos de 1999-2000, na chamada “Bolha.com”, onde ativos eram negociados em múltiplos altíssimos, parecidos com o que vemos agora.

O frenesi era tanto que em outubro de 1999, quando o Dow Jones estava ao redor de 10.500 pontos, foi lançado o Livro “Dow 36.000”, de John Glassman, que fazia uma previsão que o Índice Americano Dow Jones, chegaria logo em 36 mil pontos. 21 anos passaram-se e até hoje o Dow Jones não chegou nesses 36 mil pontos, chegando no máximo perto dos 30 mil pontos, cerca de 20% do que foi previsto em 1999, mesmo tanto tempo se passando.

A justificativa do autor Glassman era de que as ações não tinham riscos maiores que os bonds e o que o prêmio de risco deveria cair para próximo de zero. Na visão dele na época, ações deveriam ser vendidas com os mesmos valuations que os bonds do Governo Americano, que teoricamente tem risco perto de zero. Obviamente, após a “Bolha.com” ninguém mais ouviu de Glassman e seu amigo que escreveu o Livro até porque em 2000-2001 o Dow Jones sofreu um dos maiores colapsos da história. É importante lembrar desse Livro e da “Bolha.com”, muito similar a possível “Bolha tech” que alguns mencionam.

Entre os anos 1999-2002 (em 2002 estourou a “Bolha.com”) do ponto mais alto da Nasdaq (a Bolsa de tecnologia americana onde eram negociadas as empresas.com) nos 7160 pontos em fevereiro de 2000 até a mínima de 1677 pontos em setembro de 2002, muitas empresas eram negociadas a preços altíssimos e que demorou para estourar a bolha como vemos.

Além disso, cabe salientar que os juros da época saíram de 7% em 2001 para 1% em 2002, algo similar com os juros baixos de agora. Ressalto que a combinação de juros baixos, ativos a preços caríssimos e dinheiro em abundância são sempre um risco de possíveis bolhas!

Sinais de uma bolha 

Acredito que são três os sinais que podem servir como antecedentes ao estouro de uma possível bolha:

  1. Política monetária expansionista e dinheiro fácil: momento atual em quase todo o mundo, há dinheiro de sobra. Moro nos Estados Unidos, na Flórida e aqui cada residente recebeu US$ 1.200 iniciais, mais US$ 600 por semana para quem está desempregado. É mais que o salário mínimo americano. Além disso, os quatro maiores bancos centrais injetaram US$ 18 trilhões no mercado e inclusive, o Banco Central Brasileiro, já aumentou em 22% a base do dinheiro em circulação entre os meses de março e julho. Além disso, o dinheiro não é apenas fácil, mas as taxas de juros “punem” os investidores que querem poupar. O retorno dos juros está baixo e se ajustado pela inflação, o retorno real torna-se negativo, trazendo perdas para qualquer investidor;
  2. Narrativas de empresas de crescimento que captam a atenção do investidor: tivemos a “Bolha.com” no passado com a história de empresas que eram criadas em garagens e que iriam crescer muito. Na época dessa loucura, as empresas chegaram a ser avaliadas por clicks em sites, algo muito sem noção. Um exemplo claro e que já tratei aqui em meus artigos anteriores, é o caso da Tesla que tem valor de mercado que as 7 maiores empresas de produção de automóveis juntas e que tem receita 29x menores! Outro exemplo que já citei é a Amazon.
  3. E por último, participação em massa de investidores e possibilidade de especulação: Já mencionei aqui também do aplicativo Robin Hood e a facilidade de que os investidores americanos podem ingressar no mercado. A maioria desses investidores vêm comprando ações da Tesla, Amazon e outras empresas conhecidas, sem avaliar qualquer balanço sobre essas empresas.

O que seria um sinal de início de uma bolha? Juros. Fique atento aos juros e ao que ocorreu no Japão nos anos 90 e na “Bolha.com”.

Venho frisando a importância na seletividade de ações cada vez  mais, não indo pelo conselho de outros investidores e filtrando o que lê e ouve, assim como um outro exemplo que aconteceu essa semana com o Warren Buffett e a compra de ouro.

Buffett e o investimento em ouro… será?

Recentemente saiu na mídia o investimento em ouro de Warren Buffett e que o mesmo estaria investindo de forma massiva no metal precioso. O fato é que foi feito um investimento de US$ 560 milhões na Empresa Barrick Gold. Poucas pessoas se deram conta, mas o valor é cerca de 0,7% da fortuna pessoal de Warren Buffett e cerca de 0,11% do total de valor de mercado da Berkshire Hathaway. É como você tivesse R$ 1 milhão e investisse R$ 5.600 em ouro. Não é quase nada. Algo muito pequeno perante o valor total de ativos que tem o Warren Buffett, algo praticamente irrelevante e que foi claramente usado para criar narrativas e vender jornais e mídia. Por isso, como o título do artigo diz, filtre o que lê e ouve vindo do mercado de ações.

Aproveitando que estou falando do velhinho de Omaha, um indicador interessante e que acredito na utilidade é a o valor de mercado de todas as bolsas mundiais e do que é produzido mundialmente, conhecido como PIB. Hoje, a capitalizaçao de mercado está acima do PIB Global, o que é algo que também liga o sinal amarelo para o mercado de ações, e que podemos ver abaixo:

fonte: bloomberg

O que estou pensando do mercado atual?

Venha efusivamente mostrando dados de que acredito que as commodities e o Brasil em especial tenderão a ser privilegiados com os movimentos que estão acontecendo. Também dado o gráfico abaixo, é claro o movimento de depreciação das maiores moedas mundiais contra o ouro (poderia ser contra outros ativos reais que não possuem interferência-criação humana).

Já o sentimento de mercado saiu de Pânico para Euforia, segundo o Market Sentiment, do Citigroup:

Nos Estados Unidos, o comércio varejista vem se recuperando a níveis pré-covid:

E, por último, a quantidade de puts-call ratio nos Eua, está em um dos menores patamares:

Finalizando:

Desconfie de tudo o que lê e ouve. Tenha pensamento crítico, inclusive sobre o que escrevo aqui (mas serão bem-vindas mensagens suas abaixo). Por não ter um pensamento crítico, vários dos investidores em opções de Cogna (mais de 10.000 investidores) tiveram suas opções a valendo zero!! Não acredite em tudo que lê e ouve do mercado financeiro. Se quiser acreditar e não puder filtrar, compre um ETF! Se tiver preguiça de estudar os ativos, compre um bom ETF!

Se você não tiver tempo para acompanhar o mercado, ler relatórios e criar um pensamento crítico, poupe seu tempo e compre um bom ETF! Isso é o melhor a fazer, pois como sempre digo, tempo é o ativo mais precioso que temos e o segundo é a liberdade!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/08/19/nao-acredite-em-tudo-que-ouve-no-mercado-de-acoes-e-se-quiser-acreditar-compre-etf/

Oportunidades em petróleo, ouro, commodities e mercados emergentes

julho 20th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Oportunidades em petróleo, ouro, commodities e mercados emergentes”
petróleo ouro commodities

Na semana passada fui citado por um dos maiores economistas do Brasil ou no mínimo, um dos que têm mais destaque na mídia, o economista Ricardo Amorim, que faz parte do Manhattan Connection e sócio da Ricam Consultoria, inclusive compartilhando o raciocínio que fiz falando sobre a Tesla e outras montadoras, assim como a diferença de investimento entre o growth e valor, inclusive dividindo esse pensamento em um dos maiores eventos de investimentos do mundo, a Expert. Esse raciocínio e ideia comentei no artigo anterior aqui e em meu twitter, aqui …

Isso foi muito motivador para mim continuar escrevendo. Demoro entre 3 a 5 horas para escrever um texto aqui e editar e só tenho a agradecer o compartilhamento por alguém que estimo e respeito muito!

Como andam o preço de algumas commodities, porque acredito que elas podem estar depreciadas e que Brasil pode sair favorecido

Ideia aqui é mostrar o andamento nos preços de algumas das commodities mais utilizadas no mundo, que são ativos considerados reais e que nos últimos anos os preços das ações de empresas desse setor, ficaram muito para trás em comparação com ativos de tecnologia. Ativos como o cobre, estanho, petróleo, são ligados ao crescimento da economia e com a criação de uma vacina (cada vez mais estão saindo notícias sobre isso, inclusive há previsão de uma vacina saindo em setembro), poderemos voltar ao patamar de crescimento novamente.

Uma das commodities mais utilizadas do mundo, o petróle0 (alguns podem mencionar que o futuro está acabado para o petróleo, mas o fato é que muitos setores da economia ainda dependem dele), fazendo um comparativo com o ouro nos últimos meses, a diferença entre o preço do ouro-petróleo atingiu o maior nível da história. Como exemplo, em maio de 2020, uma onça de ouro comprava acima de 400 barril de petróleo – 10x mais que o recorde anterior atingido na Grande Depressão em 1933 e 9x mais que o nível atingido nas quedas do pânico em 2016.

Entre os anos de 1900 e hoje, uma onça de ouro comprava 20 barris de petróleo, com um desvio-padrão de 8. Utilizando uma média, cerca de 80% das observações estavam em 10 para 1, ou seja, significando que ouro estava barato para o petróleo e 30 para 1, significando que o petróleo estava barato para o ouro. De acordo com a distribuição histórica, um nivel de 130 para 1, é algo experado apenas uma vez a cada 10 mil anos!!!

Podemos ver isso na Distribuição ouro-petróleo desde 1860 até o maio 2020:

O padrão ouro-petróleo é um indicador interessante para observarmos quando queremos investir em petróleo e ouro nos últimos 120 anos, usando dados dos EUA. Se pegarmos dados desde 1900, com uma média de 12 meses, temos um retorno de 7% ao ano para o petróleo e de 5% para o retorno anual do ouro. Nesse tempo, petróleo tem um retorno negativo em 39% do tempo enquanto o ouro em 32% do tempo, se pegarmos janelas de 12 meses de retorno.

Contudo, quando o padrão ouro-petróleo excede 30 para 1 (petróleo está barato em relação ao ouro), o petróleo tem retornado em média 32% nos 12 meses seguintes (mais de 4x que a média de longo prazo), enquanto o ouro tem retornado 4% em média. Em média o petróleo tem performado melhor que o ouro em 28% nesses períodos contra 2% em períodos considerados normais.

Já quando o padrão ouro-petróleo está menor que 10 para 1 ( petróleo está mais caro que o ouro) o petróleo perde 7% em média nos 12 meses seguintes e o ouro retorna 18% em média durante esses períodos, possuindo melhor retorno que o petróleo em torno de 25%.

Na última disparidade de mercado que ocorreu no início de 2016 entre ouro e petróleo, o nível atingiu recorde até então 47 para 1. Nos 30 meses seguintes, tivemos um rally no óleo com os preços disparando 191% por barril para US$ 76 em Outubro de 2018, enquanto o ouro caiu 4% durante o mesmo período. Não temos um ETF de petróleo no Brasil como comparativo, mas o ETF XLE, avançou 56% contra outro ETF de ouro negociado nos EUA, o GDX que subiu apenas 3% enquanto que o S&P 500 which subiu 69%!

Como recentemente foi atingido um patamar de 400 para 1, se for considerado o histórico passado de correlação, podendo gerar oportunidades para empresas do setor como Enauta, que não possui dívidas e poderia investir mais operacionalmente, Petrorio, que tem ativos ainda não contabilizados em seus balanços e que isso pode ocorrer em breve e Petrobrás que atingiu produção recorde no pré-sal recentemente!

Ouro e petróleo ambos já passaram por altas de mercado, guerras, pânicos financeiros, crises, depressões, períodos de deflação e inflação, padrão ouro, troca de padrão ouro, taxas de juros fixas, flutuantes, tensões geopolíticas, períodos mais calmos e agora mais uma pandemia. Apesar de todos esses acontecimentos o nível ouro-petróleo, em 80% do tempo sempre ficou entre 10 para 1 e 30 para 1, o que pode ser uma oportunidade o momento atual..

Cobre, Estanho e outros

Outros metais que vêm chamando atenção e que são ligados ao crescimento econômico são o cobre, estanho e outras commodities que também estão subindo o preço rapidamente, acompanhando principalmente o retorno do mercado de capitais da China, como podemos ver abaixo:

O cobre é usado para smartphones, residências e é utilizado como um indicador econômico pelos investidores, sendo consumido pela China quase a metade do que é produzido no mundo e seguindo o crescimento econômico da China que vem mostrando uma recuperação em V.

Outro indicador bem interessante é o Citigroup Economic Surprise Index, que vem surpreendendo positivamente com os últimos dados divulgados recentemente.

fonte: Yardemi.com

Dados como resultados de bancos, por exemplo, um dos maiores bancos do mundo, o  Morgan Stanley, teve um aumento de 45% no seu lucro líquido, possuindo o maior lucro da sua história e isso em plena pandemia!! Outros bancos como JP Morgan, Citigroup, Goldman Sachs, também tiveram resultados acima do previsto.

Ações de empresas que estão descontadas devem começar a ser melhor avaliadas pelos investidores e o fluxo especialmente no Brasil, de migração da renda fixa para a renda variável, deve favorecer esse processo de recuperação de preços de empresas descontadas e com maior margem de segurança. No início de uma recuperação, o investidor não olha tanto para a qualidade das empresas, costuma comprar empresas mais conhecidas.

O nível de diferença entre as empresas de tecnologia e empresas de pequenas capitalização atingiu um dos maiores níveis desde a “Bolha.com”, mostrando que as empresas de tecnologia podem estar em patamares de avaliação altos, o que não acontecia há 20 anos!

Enfim, seja falando sobre Tesla valendo mais que todas as montadoras americanas, seja empresas tech do Brasil com múltiplos esticados, seja patamares de descontos em empresas tradicionais, seja a alta recente do mercado, cada vez mais vem o pensamento de que empresas e setores mais focados em Value Investing, podem estar mais atrativas no momento, como já comentei em artigos anteriores, inclusive citando setores.

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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FONTE: https://bugg.com.br/2020/07/20/oportunidades-em-petroleo-ouro-commodities-e-mercados-emergentes/

Quando essa (s) crise (s) irá (ão) acabar?

abril 27th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Quando essa (s) crise (s) irá (ão) acabar?”

Aqui quem vos escreve é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Crises são e continuarão sendo normais na nossa economia, assim como os ciclos no mercado financeiro, porém muitos investidores, sobretudo os que ingressaram recentemente nessa leva de novos investidores, estão vivenciando uma das maiores aulas em investimentos de ações, convivendo com 7 circuit breakers, quedas de 30-40% em seu portfólio de ações, crises…

E nesse ponto o Brasil está se superando, não bastasse vivenciarmos a Crise Corona Vírus, a Crise do Petróleo, inventamos mais uma, a crise política ou Moro Day.  Com essa terceira crise criada exclusivamente em solo brasileiro, já podemos pedir música no Fantástico. Ehehehe…Will comenta mais no assunto em sua tônica da semana.

Estaria o mercado de ações brasileiro em preço justo?

Muitos indagam-me se esse é o fundo do mercado de ações ou poderíamos testar patamares mais baixos ainda, inclusive alguns com gráficos colocando  uma correção do Ibovespa maior, a 40 mil pontos, por exemplo. O fato que esses investidores que comentam algo assim, estão apenas focados no preço dos ativos e não em fatos e no valor das empresas, muito menos no enorme desconto e a queda que já existe nos ativos no momento atual, principalmente se levarmos a queda da bolsa brasileira se colocada em dólar, ode temos uma das maiores quedas do ano em todo mundo, próxima a 70%!!

Em minha opinião, não é a toa que estamos nesses 75 mil pontos e essa queda próxima a 37% no ano (em reais), reflete as duas crises que o mundo vive, mais a possível crise política, sendo que grande parte disso já está no preço. Assim é o mercado financeiro, ele tenta antecipar, criar cenários do que pode acontecer no futuro, baseado nas premissas, acontecimentos e informações que estão disponíveis no presente. Normalmente o mercado antecipa 6-8 meses de um cenário futuro, por exemplo, logo ele poderá antecipar o retorno da economia americana e brasileira. Ficar preso a achismos, pode nos fazer perder oportunidades, principalmente com quedas como essas que são raras.

Atualmente, temos ativos sendo negociados abaixo do valor patrimonial, pagando dividendos 3-4x acima de nossa Taxa de Juros, onde a maioria dos ativos cai 30-50% no ano, precifica esse momento que estamos vivenciando. E você como investidor, deve aproveitar esses momentos, plantando as sementes que darão os frutos para serem colhidos no amanhã.

Quando a crise irá acabar?

Outra questão que surge é o sobre o timming de quando a crise irá acabar. Essa é uma pergunta que teríamos que consultar Nostradamus, o vidente que viveu até meados de 1500. ehhehehe…Dificilmente alguém sabe onde vai terminar uma crise, sendo assim, o ideal é o investidor concentrar-se naquilo que ele pode controlar, pois o resto é perda de tempo e tempo é o ativo mais valioso que temos!

Alguns conselhos práticos:

  • Concentrar-se em realizar aportes esporádicos, mantendo esse hábito;
  • Utilizar-se de diversificação;
  • Executar a máxima do “compre ao som dos canhões”;
  • Focar nos ativos que você investe desfocando de jornais e televisão;
  • Orientar seus investimentos para o médio-longo prazo;
  • Rebalancear portfolio;

Junte a isso a necessidade de aproveitar as oportunidades! Falo isso, porque muitos esperam a crise passar para investir, deixando dinheiro em caixa em vez de investir gradualmente nas quedas, pensando que o melhor momento é “quando o mercado estiver mais tranquilo eu investirei”. Agindo assim, esse tipo de investidor vai comprar ações quando o Ibovespa estiver em 120 mil pontos. Logo, o atual momento precifica praticamente o fim do mundo, do contrário os preços não estariam nesses patamares, sendo assim, cabe ao investidor consciente aproveitar esses momentos, sempre levando em conta o seu perfil e a diversificação.

Preço das ações brasileiras em dólar

Mesmo com a saída líquida de estrangeiros tanto em 2019 quanto 2020, ainda eles respondem pelo maior percentual de investidores no Brasil. Olhar as ações sob o ponto de vista deles, pode nos dar uma maior visibilidade do quanto estão atrativas as ações brasileiras.

Em primeiro lugar, vamos analisar o ETF Brazil EWZ. No momento atual o preço é similar ao ano de 2005, em dólares, como podemos ver abaixo. Isso é muito barato, eis que o período Dilma, tivemos uma queda de cerca de 10% no PIB, mesmo assim a economia sobreviveu, e a perspectiva atual é de uma queda no PIB de cerca de 7%, menor que a queda do período Dilma, além de que muitos comentam que essa crise pode ter uma recuperação rápida (vou mostrar no decorrer do artigo um dado importante da China, que já venceu o Corona Vírus e não tem casos há quatro dias):

Um outro índice importante a ser visto e que merece atenção é o Índice de Commodities já que o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais. Nota-se que estamos nas mínimas também…

Agora analisando as ações brasileiras em dólar, temos o Banco Bradesco, que em dólares está a níveis também de 2005… o preço em dólar continua o mesmo, porém o lucro que era de R$ 5,5 bilhões, foi de R$ 22,5 bilhões em 2019..

Itaú, idem, com cotação a patamares de 2005… lucro líquido era de R$ 5,25 bilhões e agora está em R$ 26 bilhões.. preço continuou o mesmo em 15 anos, porém os lucros aumentaram quase 5 vezes…

Agora a Petrobrás que lucrou R$ 23,7 bilhões em 2005, no ano de 2019 teve um lucro de R$ 40 bilhões e o preço da ação continua o mesmo em dólar…

Mas, e “se o Corona Vírus durar para sempre”?

Tenho uma filosofia de vida de tentar ser prático e objetivo nos pensamentos e atitudes, assim como nos investimentos. A melhor resposta é verificando o que aconteceu com quem praticamente já venceu o Corona Vírus, que não tem casos há 4 dias e onde tudo começou: a China!

Não querendo me estender o meu artigo, podemos analisar um indicador muito observado que é o Índice de atividade dos gerentes de compras da China (em inglês, PMI) e que mostra a cada mês um compilado com 700 indústrias da China. Acima de 50, significa que esse indicador está em expansão e abaixo em contração. No caso Chinês, com o fim do Corona, esse indicador voltou praticamente aos dados anteriores e normais. Será que teremos uma movimentação pós-fim do Corona, com a reabertura da economia prevista em maio, aqui no Brasil?

E por último, não menos importante….

“Comprar barato e vender caro..”

“comprar na queda e vender na alta.. “

“compre aos som dos canhões e venda aos sons de violinos”

“compre quando há sangue nas ruas”

Todas frases utilizadas para explicar o processo de investimento de maneira simples e curta, mas que quando vivenciamos momentos como os citados, muitas vezes titubeamos! A figura abaixo já esteve presente em um artigo anterior e acho conveniente para nos lembrar em que condições o mercado está barato e devemos agir.

O momento é de estudar empresas, melhorar o conhecimento e plantarmos para o futuro, esperando a colheita que tenha certeza, virá!!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

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FONTE: https://bugg.com.br/2020/04/27/quando-essa-s-crise-s-ira-ao-acabar/

CRISE versus OPORTUNIDADE

abril 13th, 2020 Posted by Blog da Samantha 0 comments on “CRISE versus OPORTUNIDADE”

CRISES… O mundo está passando por um desafio frente à pandemia decorrente do novo Coronavírus, e inclusive o Brasil vem sendo afetado diante desse cenário.  Diversos setores ainda continuam sendo abalados em decorrência do apressado contágio. Mas, acabamos nos perguntando: o que nos aguarda quando o assunto são os INVESTIMENTOS?

Talvez pela nossa geração ter passado por poucas grandes crises históricas, já alguns por nenhuma delas, acabamos nos esquecendo que sim, crises existem e muitas nos foram precedentes. Apesar disso, cá estamos cada qual experienciando de forma diferente, mas todos sentido os impactos causados sob esse contexto direta ou indiretamente.

GRANDES CRISES

Em um aspecto mundial, podemos citar duas (e principais) grandes crises econômicas que atingiram esferas globais:

CRISE DE 1929: começou nos EUA, mas acabou afetando o mundo inteiro, sendo também denominada de GRANDE DEPRESSÃO, resultando com ¼ da população americana desempregada. Mas e como iniciou? De forma bastante sintetizada, pode-se dizer que os EUA estavam no auge do liberalismo econômico e com o crédito muito facilitado, o que também propiciou o endividamento. Com o tempo, e menor demanda de produtos sendo exportados para a Europa, iniciou-se o endividamento e, ainda houve a “quebra” da bolsa americana. O Brasil, não saiu ileso pois, como grande produtor de café, foi extremamente afetado com a crise, devido a baixa exportação do grão.

Uma frase interessante que um dia escutei sobre esse período é no sentido que, de toda forma, os mercados vivem crises periódicas e, o período de 1929 a 1933 nos ensinou que tais crises tendem a se alastrar rapidamente caso não contidas e solucionados de maneira rápida os problemas que a causaram.

Imagem clássica que marcou essa fase: observa-se ao fundo outdoor destacando o consumismo e o contraste estabelecido diante da fila com várias pessoas desempregadas em busca de alimentos.

CRISE DE 2008- a crise do suprime nos EUA e recessão global: impulsionada pela concessão de créditos imobiliários e manutenção de juros reduzidos pelo FED, levou à insolvência de inúmeros bancos. No Brasil o Ibovespa chegou a cair 60% nesse período.

Entretanto, apesar das constantes quedas no bolsa brasileira, em momentos mais críticos e conturbados, observa-se em episódios como foi em 1929, 2008 a e agora com o Coronavírus, surgimento de oportunidades, principalmente para o Investidor com pensamento no longo prazo.

De qualquer forma, apesar do fato de ninguém gostar de crises, elas existem. E, já que não podemos simplesmente deixá-las de lado, devemos encará-las de modo a extrair o melhor que  conseguimos e, como é o caso do Mercado Financeiro, o momento é propício na busca de  boas empresas que, num cenário como este, normalmente se encontram com ativos a preço muito “aquém” do seu real valor. Novamente aqui, a OPORTUNIDADE!

Sob a ótica econômica podemos observar que, em cenários passados de crises, o Mercado se recuperou, na maioria das vezes rapidamente. É o que nos mostra a figura abaixo com a performance do Ibovespa em crises desde 1995:

Enfim, sempre bom lembrar:

Antes da Primeira Guerra Mundial acabar, o mercado já apresentava melhora. Já na Segunda Guerra, após cinco anos, novamente o mercado havia se equilibrado totalmente. Na Grande Recessão de 2008, em um ano o Ibovespa já apresentava recuperação e, em 2 anos já se encontrava em nível superior.

E atualmente, como está a bolsa chinesa? Se recuperando..

Logo, ganhamos quando mantemos a calma em um cenário que a maioria encontra-se em pânico, bem como fazendo aportes constantes em empresas consolidadas, com o alvo no longo prazo.

É evidente que uma crise é diferente da outra, mas…já dizia Albert Einstein que:

No meio da dificuldade, encontra-se a oportunidade.

Espero que tenham gostado.

Um abraço!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

Previdência Privada e a carteira de investimentos

abril 15th, 2019 Posted by Previdência Privada 0 comments on “Previdência Privada e a carteira de investimentos”

 

A reforma da Previdência é o tema mais recorrente no noticiário nacional. A necessidade da reforma para garantir o pagamento das aposentadorias no futuro bem como a necessidade de um maior controle de gastos por parte do governo, trazem a Previdência para o centro dos holofotes.

O projeto de reforma apresentado pelo governo em um cenário político repleto de incertezas, tornam o assunto uma verdadeira novela, acompanhada com apreensão por toda a sociedade e pelos investidores, tanto do Brasil quanto do exterior. Ao mesmo tempo, aumentam o interesse pelos planos de previdência privada.

A previdência privada é muito comum mundo afora. Em países como Chile e México, só há previdência privada. Em outros, como EUA, Canadá e Israel, onde há previdência pública, os planos de previdência privada são muito comuns. No Brasil, apenas 10% da população tem algum tipo de plano privado de previdência.

Além de utilizar um plano privado para garantir um complemento para uma futura aposentadoria, também deve-se incluir um plano na carteira de investimento. Funcionando como uma espécie de poupança programada, é possível utilizar a previdência privada não só para a aposentadoria como também para concretizar outros objetivos de longo prazo.

Nos Estados Unidos, é muito comum o casal, assim que nasce o filho(a), contratar um plano de previdência privada para ajudar a garantir a faculdade. Naquele país, não há universidades públicas (apenas universidades comunitárias, que são pagas e tem limitação de cursos e vagas), por isso a previdência privada faz parte do planejamento de muitas famílias de classe média.

Em Israel, todo jovem que completa 18 anos deve prestar o serviço militar por 3 anos. Terminado este período e não ingressando definitivamente na carreira militar, é comum os (as) jovens passarem 1 ano viajando, seja realizando intercâmbio ou como simples turista. Os israelenses também utilizam a previdência privada para ajudar a concretizar este projeto de vida.

Como dissemos, a previdência privada pode e deve fazer parte da carteira do investidor como investimento de longo prazo, para realizar projetos como a faculdade do (as) filhos (as), viagens planejadas, tirar um ano sabático ou até mesmo reserva financeira. Seja qual for o objetivo, é hora de encarar a previdência privada como investimento e adicioná-lo à sua carteira.