Posts tagged "mercado financeiro"

Quando essa (s) crise (s) irá (ão) acabar?

abril 27th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Quando essa (s) crise (s) irá (ão) acabar?”

Aqui quem vos escreve é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Crises são e continuarão sendo normais na nossa economia, assim como os ciclos no mercado financeiro, porém muitos investidores, sobretudo os que ingressaram recentemente nessa leva de novos investidores, estão vivenciando uma das maiores aulas em investimentos de ações, convivendo com 7 circuit breakers, quedas de 30-40% em seu portfólio de ações, crises…

E nesse ponto o Brasil está se superando, não bastasse vivenciarmos a Crise Corona Vírus, a Crise do Petróleo, inventamos mais uma, a crise política ou Moro Day.  Com essa terceira crise criada exclusivamente em solo brasileiro, já podemos pedir música no Fantástico. Ehehehe…Will comenta mais no assunto em sua tônica da semana.

Estaria o mercado de ações brasileiro em preço justo?

Muitos indagam-me se esse é o fundo do mercado de ações ou poderíamos testar patamares mais baixos ainda, inclusive alguns com gráficos colocando  uma correção do Ibovespa maior, a 40 mil pontos, por exemplo. O fato que esses investidores que comentam algo assim, estão apenas focados no preço dos ativos e não em fatos e no valor das empresas, muito menos no enorme desconto e a queda que já existe nos ativos no momento atual, principalmente se levarmos a queda da bolsa brasileira se colocada em dólar, ode temos uma das maiores quedas do ano em todo mundo, próxima a 70%!!

Em minha opinião, não é a toa que estamos nesses 75 mil pontos e essa queda próxima a 37% no ano (em reais), reflete as duas crises que o mundo vive, mais a possível crise política, sendo que grande parte disso já está no preço. Assim é o mercado financeiro, ele tenta antecipar, criar cenários do que pode acontecer no futuro, baseado nas premissas, acontecimentos e informações que estão disponíveis no presente. Normalmente o mercado antecipa 6-8 meses de um cenário futuro, por exemplo, logo ele poderá antecipar o retorno da economia americana e brasileira. Ficar preso a achismos, pode nos fazer perder oportunidades, principalmente com quedas como essas que são raras.

Atualmente, temos ativos sendo negociados abaixo do valor patrimonial, pagando dividendos 3-4x acima de nossa Taxa de Juros, onde a maioria dos ativos cai 30-50% no ano, precifica esse momento que estamos vivenciando. E você como investidor, deve aproveitar esses momentos, plantando as sementes que darão os frutos para serem colhidos no amanhã.

Quando a crise irá acabar?

Outra questão que surge é o sobre o timming de quando a crise irá acabar. Essa é uma pergunta que teríamos que consultar Nostradamus, o vidente que viveu até meados de 1500. ehhehehe…Dificilmente alguém sabe onde vai terminar uma crise, sendo assim, o ideal é o investidor concentrar-se naquilo que ele pode controlar, pois o resto é perda de tempo e tempo é o ativo mais valioso que temos!

Alguns conselhos práticos:

  • Concentrar-se em realizar aportes esporádicos, mantendo esse hábito;
  • Utilizar-se de diversificação;
  • Executar a máxima do “compre ao som dos canhões”;
  • Focar nos ativos que você investe desfocando de jornais e televisão;
  • Orientar seus investimentos para o médio-longo prazo;
  • Rebalancear portfolio;

Junte a isso a necessidade de aproveitar as oportunidades! Falo isso, porque muitos esperam a crise passar para investir, deixando dinheiro em caixa em vez de investir gradualmente nas quedas, pensando que o melhor momento é “quando o mercado estiver mais tranquilo eu investirei”. Agindo assim, esse tipo de investidor vai comprar ações quando o Ibovespa estiver em 120 mil pontos. Logo, o atual momento precifica praticamente o fim do mundo, do contrário os preços não estariam nesses patamares, sendo assim, cabe ao investidor consciente aproveitar esses momentos, sempre levando em conta o seu perfil e a diversificação.

Preço das ações brasileiras em dólar

Mesmo com a saída líquida de estrangeiros tanto em 2019 quanto 2020, ainda eles respondem pelo maior percentual de investidores no Brasil. Olhar as ações sob o ponto de vista deles, pode nos dar uma maior visibilidade do quanto estão atrativas as ações brasileiras.

Em primeiro lugar, vamos analisar o ETF Brazil EWZ. No momento atual o preço é similar ao ano de 2005, em dólares, como podemos ver abaixo. Isso é muito barato, eis que o período Dilma, tivemos uma queda de cerca de 10% no PIB, mesmo assim a economia sobreviveu, e a perspectiva atual é de uma queda no PIB de cerca de 7%, menor que a queda do período Dilma, além de que muitos comentam que essa crise pode ter uma recuperação rápida (vou mostrar no decorrer do artigo um dado importante da China, que já venceu o Corona Vírus e não tem casos há quatro dias):

Um outro índice importante a ser visto e que merece atenção é o Índice de Commodities já que o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais. Nota-se que estamos nas mínimas também…

Agora analisando as ações brasileiras em dólar, temos o Banco Bradesco, que em dólares está a níveis também de 2005… o preço em dólar continua o mesmo, porém o lucro que era de R$ 5,5 bilhões, foi de R$ 22,5 bilhões em 2019..

Itaú, idem, com cotação a patamares de 2005… lucro líquido era de R$ 5,25 bilhões e agora está em R$ 26 bilhões.. preço continuou o mesmo em 15 anos, porém os lucros aumentaram quase 5 vezes…

Agora a Petrobrás que lucrou R$ 23,7 bilhões em 2005, no ano de 2019 teve um lucro de R$ 40 bilhões e o preço da ação continua o mesmo em dólar…

Mas, e “se o Corona Vírus durar para sempre”?

Tenho uma filosofia de vida de tentar ser prático e objetivo nos pensamentos e atitudes, assim como nos investimentos. A melhor resposta é verificando o que aconteceu com quem praticamente já venceu o Corona Vírus, que não tem casos há 4 dias e onde tudo começou: a China!

Não querendo me estender o meu artigo, podemos analisar um indicador muito observado que é o Índice de atividade dos gerentes de compras da China (em inglês, PMI) e que mostra a cada mês um compilado com 700 indústrias da China. Acima de 50, significa que esse indicador está em expansão e abaixo em contração. No caso Chinês, com o fim do Corona, esse indicador voltou praticamente aos dados anteriores e normais. Será que teremos uma movimentação pós-fim do Corona, com a reabertura da economia prevista em maio, aqui no Brasil?

E por último, não menos importante….

“Comprar barato e vender caro..”

“comprar na queda e vender na alta.. “

“compre aos som dos canhões e venda aos sons de violinos”

“compre quando há sangue nas ruas”

Todas frases utilizadas para explicar o processo de investimento de maneira simples e curta, mas que quando vivenciamos momentos como os citados, muitas vezes titubeamos! A figura abaixo já esteve presente em um artigo anterior e acho conveniente para nos lembrar em que condições o mercado está barato e devemos agir.

O momento é de estudar empresas, melhorar o conhecimento e plantarmos para o futuro, esperando a colheita que tenha certeza, virá!!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Disclaimer Os relatórios e/ou em qualquer conteúdo de análise e recomendação providos pelo Bugg possuem caráter meramente informativo e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o usuário a tomar sua própria decisão de investimento, não devendo ser considerado como uma oferta para compra ou venda de ativos. Os editores responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos da Instrução CVM nº 598/18,que as recomendações do relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradasde forma independente. Além disso, os instrumentos financeiros discutidos neste relatório podem não ser adequados para todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento,a situação financeira ou as necessidades específicas de um determinado investidor. A decisão final em relação aos investimentos deve ser tomada por cada investidor, levando em consideração os vários riscos,tarifas e comissões.

FONTE: https://bugg.com.br/2020/04/27/quando-essa-s-crise-s-ira-ao-acabar/

CRISE versus OPORTUNIDADE

abril 13th, 2020 Posted by Blog da Samantha 0 comments on “CRISE versus OPORTUNIDADE”

CRISES… O mundo está passando por um desafio frente à pandemia decorrente do novo Coronavírus, e inclusive o Brasil vem sendo afetado diante desse cenário.  Diversos setores ainda continuam sendo abalados em decorrência do apressado contágio. Mas, acabamos nos perguntando: o que nos aguarda quando o assunto são os INVESTIMENTOS?

Talvez pela nossa geração ter passado por poucas grandes crises históricas, já alguns por nenhuma delas, acabamos nos esquecendo que sim, crises existem e muitas nos foram precedentes. Apesar disso, cá estamos cada qual experienciando de forma diferente, mas todos sentido os impactos causados sob esse contexto direta ou indiretamente.

GRANDES CRISES

Em um aspecto mundial, podemos citar duas (e principais) grandes crises econômicas que atingiram esferas globais:

CRISE DE 1929: começou nos EUA, mas acabou afetando o mundo inteiro, sendo também denominada de GRANDE DEPRESSÃO, resultando com ¼ da população americana desempregada. Mas e como iniciou? De forma bastante sintetizada, pode-se dizer que os EUA estavam no auge do liberalismo econômico e com o crédito muito facilitado, o que também propiciou o endividamento. Com o tempo, e menor demanda de produtos sendo exportados para a Europa, iniciou-se o endividamento e, ainda houve a “quebra” da bolsa americana. O Brasil, não saiu ileso pois, como grande produtor de café, foi extremamente afetado com a crise, devido a baixa exportação do grão.

Uma frase interessante que um dia escutei sobre esse período é no sentido que, de toda forma, os mercados vivem crises periódicas e, o período de 1929 a 1933 nos ensinou que tais crises tendem a se alastrar rapidamente caso não contidas e solucionados de maneira rápida os problemas que a causaram.

Imagem clássica que marcou essa fase: observa-se ao fundo outdoor destacando o consumismo e o contraste estabelecido diante da fila com várias pessoas desempregadas em busca de alimentos.

CRISE DE 2008- a crise do suprime nos EUA e recessão global: impulsionada pela concessão de créditos imobiliários e manutenção de juros reduzidos pelo FED, levou à insolvência de inúmeros bancos. No Brasil o Ibovespa chegou a cair 60% nesse período.

Entretanto, apesar das constantes quedas no bolsa brasileira, em momentos mais críticos e conturbados, observa-se em episódios como foi em 1929, 2008 a e agora com o Coronavírus, surgimento de oportunidades, principalmente para o Investidor com pensamento no longo prazo.

De qualquer forma, apesar do fato de ninguém gostar de crises, elas existem. E, já que não podemos simplesmente deixá-las de lado, devemos encará-las de modo a extrair o melhor que  conseguimos e, como é o caso do Mercado Financeiro, o momento é propício na busca de  boas empresas que, num cenário como este, normalmente se encontram com ativos a preço muito “aquém” do seu real valor. Novamente aqui, a OPORTUNIDADE!

Sob a ótica econômica podemos observar que, em cenários passados de crises, o Mercado se recuperou, na maioria das vezes rapidamente. É o que nos mostra a figura abaixo com a performance do Ibovespa em crises desde 1995:

Enfim, sempre bom lembrar:

Antes da Primeira Guerra Mundial acabar, o mercado já apresentava melhora. Já na Segunda Guerra, após cinco anos, novamente o mercado havia se equilibrado totalmente. Na Grande Recessão de 2008, em um ano o Ibovespa já apresentava recuperação e, em 2 anos já se encontrava em nível superior.

E atualmente, como está a bolsa chinesa? Se recuperando..

Logo, ganhamos quando mantemos a calma em um cenário que a maioria encontra-se em pânico, bem como fazendo aportes constantes em empresas consolidadas, com o alvo no longo prazo.

É evidente que uma crise é diferente da outra, mas…já dizia Albert Einstein que:

No meio da dificuldade, encontra-se a oportunidade.

Espero que tenham gostado.

Um abraço!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

Previdência Privada e a carteira de investimentos

abril 15th, 2019 Posted by Previdência Privada 0 comments on “Previdência Privada e a carteira de investimentos”

 

A reforma da Previdência é o tema mais recorrente no noticiário nacional. A necessidade da reforma para garantir o pagamento das aposentadorias no futuro bem como a necessidade de um maior controle de gastos por parte do governo, trazem a Previdência para o centro dos holofotes.

O projeto de reforma apresentado pelo governo em um cenário político repleto de incertezas, tornam o assunto uma verdadeira novela, acompanhada com apreensão por toda a sociedade e pelos investidores, tanto do Brasil quanto do exterior. Ao mesmo tempo, aumentam o interesse pelos planos de previdência privada.

A previdência privada é muito comum mundo afora. Em países como Chile e México, só há previdência privada. Em outros, como EUA, Canadá e Israel, onde há previdência pública, os planos de previdência privada são muito comuns. No Brasil, apenas 10% da população tem algum tipo de plano privado de previdência.

Além de utilizar um plano privado para garantir um complemento para uma futura aposentadoria, também deve-se incluir um plano na carteira de investimento. Funcionando como uma espécie de poupança programada, é possível utilizar a previdência privada não só para a aposentadoria como também para concretizar outros objetivos de longo prazo.

Nos Estados Unidos, é muito comum o casal, assim que nasce o filho(a), contratar um plano de previdência privada para ajudar a garantir a faculdade. Naquele país, não há universidades públicas (apenas universidades comunitárias, que são pagas e tem limitação de cursos e vagas), por isso a previdência privada faz parte do planejamento de muitas famílias de classe média.

Em Israel, todo jovem que completa 18 anos deve prestar o serviço militar por 3 anos. Terminado este período e não ingressando definitivamente na carreira militar, é comum os (as) jovens passarem 1 ano viajando, seja realizando intercâmbio ou como simples turista. Os israelenses também utilizam a previdência privada para ajudar a concretizar este projeto de vida.

Como dissemos, a previdência privada pode e deve fazer parte da carteira do investidor como investimento de longo prazo, para realizar projetos como a faculdade do (as) filhos (as), viagens planejadas, tirar um ano sabático ou até mesmo reserva financeira. Seja qual for o objetivo, é hora de encarar a previdência privada como investimento e adicioná-lo à sua carteira.

Cenário atual de final de ano. Risco, ou oportunidade?

outubro 17th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “Cenário atual de final de ano. Risco, ou oportunidade?”

Reta final de ano, eleições presidenciais no Brasil, reformas, necessidade de mudanças, eleição do Congresso nos EUA, elevação das taxas de juros nos EUA, dentre outros diversos fatores que vêm trazendo bastante volatilidade para os mercados financeiros internacionais. E agora, será que tudo isto nos traz a uma grande oportunidade, ou será que estamos vendo uma “armadilha”, que poderá levar os investidores ao erro?

2018 têm sido um ano bastante interessante, no sentido de oportunidades de investimentos. Vemos algumas commodities com alta nos preços, como o petróleo, algumas outras commodities com preços próximos às mínimas dos últimos anos, por exemplo, commodities agrícolas e alguns metais, como ilustra a imagem abaixo. Neste sentido, diversos ativos correlatos acabam oferecendo oportunidades de entrada, principalmente em momentos de maior volatilidade, como o que temos visto no Brasil nestas últimas semanas. Contudo, ao ver essas altas e baixas, motivadas principalmente por questões eleitorais no Brasil, enquanto um candidato mais liberal sobe nas intenções de votos, será que temos de fato oportunidades, ou somente vemos a possibilidade de entrar “numa fria” causada pelas incertezas?

Ao analisar de forma mais fria o que está acontecendo no mundo, temos alguns fatores a levar em consideração. Cito alguns abaixo:

  • Eleição no Brasil e possibilidade de um governo mais liberal e com redução do estado, gerando maiores possibilidades de crescimento ao país;
  • Eleição no congresso dos EUA;
  • Federal Reserve elevando a taxa básica de juros no país;
  • Incertezas em relação à continuidade das expansão econômica nos EUA, gerando maior demanda por ativos seguros, os “safe havens
  • Títulos dos EUA pagando taxas historicamente mais altas do que as médias históricas recentes (3,16% ao ano, taxa mais alta desde 2011)[1];
  • Índices e ETF’s (Exchange Traded Funds) ligados à volatilidade nos EUA, começando a entrar em tendência de alta.

O que pode-se concluir de tudo isso é que de fato, mesmo a bolsa brasileira tendo subido recentemente para próximo das máximas recentes, me parece arriscado comprar nestes patamares, principalmente devido às questões eleitorais por aqui. Por mais que pareça que teremos um candidato mais liberal economicamente, não se sabe o que, de fato, irá acontecer nos próximos anos. Falava-se muito de questões de governabilidade, apoio no congresso, senado, etc., para que este candidato pudesse governar e aprovar as medidas e reformas tão essenciais para nosso país voltar a crescer. Bom, este fato foi vencido. Hoje este candidato, se eleito, terá a segunda maior bancada no congresso, com 52 deputados, e deverá se aliar com diversos partidos de centro e alguns de direita, para poder formar maioria e aprovar o que é necessário para o Brasil, e não para os “amigos do rei”.

Esta conjuntura me leva a crer que, por mais que pareça que teremos este candidato eleito, vale a pena ser um pouco receoso. O mercado cai, compre um pouco, o mercado subiu, proteja-se, venda opções cobertas (financiamentos), compre put’s (opções de venda), compre dólar, enfim, proteção nunca é demais em momentos de incerteza. O mercado brasileiro realmente foi bastante penalizado com a crise desde 2014, e vêm subindo não por melhora e robustez de sua economia, mas sim por uma expectativa de mudança do atual status quo, com a possibilidade de maior liberalismo econômico, com a redução do Estado e suas regalias, maior controle da corrupção e incentivo ao empreendedorismo, algo que por si só, gera um alto número de empregos e aquece a economia.

Não sei o que irá acontecer nestas eleições, mas por me considerar uma pessoa bastante realista, tento não me deixar levar pelo otimismo das perspectivas de um possível governo liberal, principalmente por saber que, entre este candidato ser eleito e conseguir, de fato, aprovar as medidas e reformas necessárias e formar um time de “elite” para governar o Brasil, há um grande espaço.

O mercado está precificando uma eventual vitória deste candidato, mas, caso ele perca, a situação mudará consideravelmente. Portanto, algo que me parece interessante, é buscar um pouco de proteção nestes momentos, e aproveitando esta volatilidade constante para comprar nas quedas do mercado. No final do dia, se suas perspectivas são de longo prazo, estes movimentos de volatilidade abrem inúmeras oportunidades.

Olhando estas perspectivas, alguns setores chamam a atenção, como as estatais, já que diversas poderão ser privatizadas para ajudar a zerar os déficits orçamentários do governo federal, bancos (afinal para crescer, o crédito é um fator importante para as empresas), infraestrutura (a infraestrutura brasileira precisa de muitos investimentos, e isso não virá somente do Estado), varejo (com a retomada da geração de empregos as famílias poderão zerar suas dívidas e voltar a consumir), commodities, que poderão aproveitar estes movimentos do dólar no exterior para ajustar os preços, gerando oportunidades.

Por fim, mais importante do que analisar tudo isto que comento acima, é conversar sempre com seu assessor, ele lhe ajudará a tomar as melhores decisões de alocação de acordo com seu perfil. Afinal, quando você está doente, você vai num médico e num especialista, por que você faria diferente com seus investimentos? Conte com ele e a chance de se ter melhores retornos são infinitamente maiores.

[1] Disponível em: <https://www.marketwatch.com/investing/bond/tmubmusd10y?countrycode=bx>. Acessado em 14 de outubro de 2018

As pesquisas eleitorais e o mercado financeiro

setembro 25th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “As pesquisas eleitorais e o mercado financeiro”

Começamos mais uma época eleitoral, com campanhas sendo intensificadas, candidatos definidos, propostas sendo apresentadas e uma série de pesquisas de intenção de votos sendo realizadas para que se consiga prever com um nível maior de assertividade quem poderá vir a ser o novo presidente do Brasil, e que rumos a nossa economia poderá tomar. Nesse contexto surge uma pergunta bastante importante, por que as pesquisas eleitorais têm tanto efeito nos mercados? O que posso fazer para proteger meus investimentos?

Essa eleição de 2018 talvez seja a mais importante que o país passará desde a democratização e o voto direto, digo isso pelo momento relevante em que passamos, com uma série de reformas necessárias (previdência, política, constitucional, tributária, dentre outras), com uma situação fiscal bastante complexa e com desafios bastantes complexos para o futuro. Além disto, vivemos um momento ímpar de polarização política, com a população sendo dividida praticamente em duas vertentes, os pró-PT e os anti-PT. De um lado, a proposta de aumento do estado, da revogação da reforma trabalhista, não realizar a reforma da previdência, realização de pacotes de obras – semelhante ao que foi o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deixou diversas obras inacabadas e um volume de recursos públicos mal aplicados exorbitante -, dentre outras propostas que não citam da onde virão os recursos para sua implementação e resolução dos problemas estruturais que a economia brasileira possui. De outro lado temos uma vertente que aparenta ser mais liberal, com proposição de reformas, redução do Estado, privatizações, atração de capital estrangeiro, além de buscar trazer segurança jurídica para os contratos brasileiro, algo que gera bastante receio por parte de investidores estrangeiros.

Para os investidores, no momento que sai uma pesquisa que coloca próxima a possibilidade de vitória de um candidato reformista e com viés pró-mercado, o mercado fica animado, haja vista a possibilidade de reaquecimento da atividade econômica, melhoria do ambiente de negócios, e antecipando uma potencial entrada de novos investimentos no país. Por outro lado, ao ver um candidato com o viés oposto, gera tensão, dificuldade de se prever os prováveis rumos que a economia poderá tomar. Uma boa metáfora é que o capital flui como a água, quanto menores barreiras, mais ele fluirá para um determinado lado, e quanto mais barreiras, menos o capital flui.

Voltando à temática das eleições e as pesquisas, elas nos trazem uma possibilidade, com certa segurança, de como será o quadro eleitoral nos próximos meses. Hoje, muitos bancos, fundos e outros atores do mercado financeiro brasileiro e globais, têm usado a tecnologia como aliado para tentar identificar de forma mais precisa os potenciais resultados. Por exemplo, usando de tecnologias de “Big Data Analytics” para mapear em redes sociais, notícias, etc., a probabilidade de voto em determinado candidato de acordo com comentários, postagens, etc.

Para os investidores mais sofisticados, essas ferramentas ajudam no desenho de uma carteira “ótima”, visando a maximização dos retornos e redução dos riscos. Por exemplo, ao vermos a possibilidade de um candidato de direita ser eleito, o mercado responde com altas, queda do dólar e maior propensão ao risco. Por outro lado, ao ver um candidato de esquerda, o mercado tem respondido com receio, com queda das bolsas e ações, aumento do dólar, ouro e outros ativos considerados mais seguros, justamente pelas incertezas e com a dificuldade de previsibilidade da economia.

O capital sempre busca maior previsibilidade, por isso, em momentos mais voláteis da economia, as ações de elétricas, saneamento, etc., são consideradas defensivas, pois são justamente as com resultados mais previsíveis. Neste sentido, a busca por visibilidade dos resultados eleitorais baseados em pesquisas acaba gerando bastante turbulência nos mercados.

Uma coisa é certa, pelo menos até outubro teremos um cenário de bastante volatilidade, com possibilidade vermos uma propensão ao risco maior no caso de um candidato de direita ser eleito, e com uma aversão ao risco similar à vista em 2002, na primeira eleição de Lula, quando o mesmo falava que não pagaria a dívida externa, que desfaria uma série de reformas recém implementadas, o que levou à um aumento expressivo do dólar e da taxa Selic (que teve que ser elevada a um dos patamares mais altos da história econômica brasileira para se tentar conter a subida do dólar). Cabe ao investidor contar com um assessor especializado para tentar mitigar os riscos de sua carteira, aplicando em ativos menos voláteis, apostando um pouco em ativos de maior risco, na expectativa de movimento mais bruscos do mercado – independente do lado, para cima ou para baixo.

Os brasileiros precisam dar a devida atenção ao cenário eleitoral e os prováveis futuros de nosso país. Essa com certeza será a eleição mais importante que passaremos desde a democratização e do voto direto.

O dólar subiu, como isso impacta a economia brasileira

setembro 18th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “O dólar subiu, como isso impacta a economia brasileira”

O dólar até agora em 2018 foi um dos melhores investimento do ano, tendo saído de patamares abaixo de R$3,20, tendo ultrapassado os R$4,21 em agosto. Hoje, 13 de setembro de 2018, o dólar é negociado em algumas casas de câmbio no patamar de R$4,40, enquanto no mercado futuro – contrato de dólar futuro negociado na B3 -, está sendo negociado na casa de R$4,20. O que causou essa alta do dólar em 2018? Como essa oscilação do dólar impacta a vida das pessoas? Para onde vai o dólar? Como posso proteger meus investimentos e eventuais despesas em dólar?

O Brasil e o mundo passam por um momento de bastante volatilidade no câmbio, com o dólar se valorizando perante outras moedas, e muitas pessoas pensam que isso não as afeta, e que a vida segue normalmente. Na verdade, o impacto dessa valorização do dólar nos mercados globais afeta uma imensidão de atividades econômicas, preços, custos, desde o custo de um frete internacional de insumos, até o preço final do pãozinho que compramos nas padarias de nosso bairro.

Essa dinâmica se dá pelo fato de diversos preços de produtos e serviços serem cotados em dólar no mercado internacional. Por exemplo, commodities, preços de frete, componentes eletrônicos, etc., quando importados ou exportados, são negociados em dólar. Trazendo para nossa realidade, o trigo que é usado para fazer o pão, é negociado em dólar. O petróleo, insumo da gasolina, também é negociado em dólar. A lógica é a seguinte. Se um dólar custava R$3,00, e o petróleo estava US$60/barril, eu precisava de R$180 para comprar um barril de petróleo. Agora, com o dólar sendo negociado a R$4,20, eu preciso R$248 para comprar o mesmo barril de petróleo, e essa variação de preços é repassada para o consumidor final.

No Brasil, exportamos commodities brutas, e importamos os produtos com valor agregado. Exemplo, exportamos petróleo e importamos gasolina. Exportamos minério e importamos aço, dentre outros produtos. Além disto, o fato de o câmbio ficar interessante para exportação, muitas empresas optam por vender seus produtos aos mercados externos em detrimento ao mercado nacional, o que gera menor oferta de produtos e consequente aumento nos preços. Nesse sentido, a oscilação cambial acaba afetando não só na importação, mas também os preços no mercado interno, fazendo com que até o pãozinho seja afetado pela variação do dólar. Com esse aumento de custos, diversas empresas passam a frear investimentos e contratações, pois tem que usar mais recursos para comprar insumos para sua produção, o que implica em uma desaceleração da economia e eventual aumento do desemprego. Outro fator importante é que diversas empresas brasileiras fizeram captações de recursos no exterior com cotação do dólar mais baixa, o que pode fazer com que sua capacidade de pagamento seja afetada, comprimindo seus lucros, capacidade de investimentos, reduzindo margens de lucro e gerando também uma redução nas contratações e novos investimentos na sua expansão.

Como causas para essa alta do dólar em 2018, eis alguns pontos que justificam. O aumento da taxa de juros nos EUA, que faz com que o retorno dos investimentos sejam maiores com um risco extremamente baixo, levando investidores a migrarem investimentos para ativos mais seguros. O provável fim dos ciclos de estímulos monetários na Europa e no Japão, que reduzem a oferta de moeda na economia e aumentam os custos de capital. O aumento das tensões comerciais entre EUA e China, e numa esfera local, a proximidade com as eleições e as incertezas políticas e futuro da economia brasileira, gerando uma aversão ao risco considerável, onde investidores buscam ativos mais seguros, e ativos líquidos, como moedas, ouro, títulos públicos americanos, ações de economias desenvolvidas, etc. Tudo isto fez com que o dólar saísse da casa dos R$3,20 em janeiro de 2018 para os atuais R$4,20 de setembro.

Nas últimas semanas muitos analistas passaram a rever suas projeções, com alguns bancos internacionais apostando que o dólar poderia alcançar o patamar de R$5,50 após as eleições, numa eventual vitória de um presidente contrário às reformas[1] necessárias à retomada do crescimento brasileiro. Como forma de proteção, tem-se visto um volume de aplicações em fundos cambiais vinculados ao dólar e/ou ao euro, compra de ativos internacionais, fundos multimercados que podem investir no exterior, e compra direta de dólar futuro.

Uma coisa é certa, os próximos meses prometem bastante volatilidade, principalmente no câmbio. A melhor opção é conversar com seu assessor financeiro para ver como proteger sua carteira e obter ganhos nessa volatilidade que o mercado parece impor nos próximos meses.

[1] Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/07/bank-of-america-projeta-dolar-em-r-550-depois-das-eleicoes.shtml>. Acessado em 13 de setembro de 2018