Você está rasgando dinheiro e achando normal.

A expectativa média de vida de um brasileiro é de 75 anos. Considerando que durante esse tempo passamos 25 anos dormindo e 12 trabalhando, a soma dessas duas variáveis é de aproximadamente 50% de nossas vidas.
A dedicação ao trabalho ocupa boa parte da nossa existência, esse fator pode explicar o porquê existe uma tendência à valorização do fruto deste esforço. O dinheiro oriundo do nosso trabalho tem um peso fundamental em nossas vidas.
Qual gaúcho, por exemplo, nunca entrou em um mercado e comparou o preço da erva mate? Ou faz suas compras mensais em mais de um estabelecimento comercial? O leitor certamente lembrara-se de alguma situação parecida!
Afinal o sabão Ariel vendido no Walmart e no Zaffari é o mesmo.  É tudo P&G!
Podemos listas centenas de exemplos de comparativos como preço do carro, roupa, tênis, bicicleta, tablet, moveis… Se não valorizássemos tanto o nosso dinheiro essa lista de empresas nem existiriam:

  1. BUSCAPÉ
  2. MERCADO LIVRE
  3. OLX
  4. DECOLAR.COM
  5. SUBMARINO
  6. SUBMARINO VIAGENS
  7. BONDFARO
  8. SHOPPING UOL
  9. TRIVAGO
  10. TRIPADVISOR

Além disso, depois que realizamos uma compra, constatamos a disponibilidade do mesmo produto com o preço menor. É muito desconfortável essa sensação!
Obtivemos a capacidade de identificar facilmente o menor preço. R$ 10,00 é mais barato que R$12,00; pagar uma taxa de juros de 1% ao mês é melhor do que uma taxa de 1,3% ao mês.

E por qual motivo quando vamos investir o nosso dinheiro seria diferente? Por que não comparamos mais de uma instituição financeira?

Por qual razão quando o banco oferta uma LCI de 79% do CDI e outra instituição têm o mesmo título a uma taxa de 90% do CDI? Ficamos relutantes e pensando no assunto. Trata-se, também, de uma matemática simples: 90 é maior que 79. Ainda, LCI é LCI, são todas regulamentadas pelo Banco Central (a mesma regra, o mesmo destino e exatamente a mesma instituição financeira que tem autorização de emissão do título).

O país não tem a cultura da educação financeira, isso pode explicar a origem dessa dificuldade na hora de investir.

“Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, as pesquisas mostram que há um descompasso entre a importância que os pais reconhecem na educação financeira e a aplicação desses princípios na prática. Frequentemente, observa ela, os pais não conseguem passar aos filhos esses conceitos porque eles próprios têm suas finanças desequilibradas ou porque agem segundo a lógica “quero dar a eles tudo o que não tive”, o que dificulta o controle dos impulsos de consumo das crianças.

– Se você ensina a seu filho a ter um não quando criança, ele certamente será um adulto que lidará muito melhor com frustrações no futuro. Os pais que querem proteger demais as crianças acabam criando adultos mais vulneráveis e menos tolerantes com os “nãos” da vida – sustenta.

Marcela lembra que, embora esteja crescendo a conscientização financeira na escola, essa parte da formação não deve ser delegada exclusivamente ao colégio. A economista ressalta que é papel dos pais introduzir o tema junto aos filhos. Situações do cotidiano são ideais para isso, afirma:

– Há muitos pais que não falam de finanças no jantar, o que é muito ruim. O dinheiro deve ser debatido no dia a dia. Se é difícil levar às crianças ao supermercado, uma ida à padaria ou a um restaurante já pode ser educativa. Se a família vai para a Disney no fim do ano, por que não estimular também os filhos a economizar para pagar uma parte pequena dos gastos da viagem?”. Fonte: O Globo.

Ao escolher o que fazer com seu dinheiro, se informe e verifique as possibilidades. Afinal, deixar de ter uma rentabilidade maior também é rasgar dinheiro.

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