Posts em fevereiro de 2020 Central do Investidor

PERFIL DE INVESTIDOR I: CONSERVADOR – Quais as melhores opções de investimentos?

26 de fevereiro de 2020 às 18:13 Por Postado em Blog da Samantha

Como visto anteriormente, há três perfis de investidores: Conservador, Moderado e Agressivo. Hoje vamos analisar o perfil CONSERVADOR, bem como as opções de investimentos consideradas mais adequados para esse perfil.

O investidor de perfil Conservador preza por segurança, não tolerando riscos e, nesse aspecto, os investimentos em RENDA FIXA são estabelecidos como boa opção.

 

E quais seriam esses investimentos?

Na carteira desse investidor são interessantes produtos como:

CDB’s, Fundos DI, Fundos de Renda Fixa, LCI e LCA.

1. CDB’S Certificado de Depósito Bancário: a lógica do CDB é que, quem compra CDB empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito. Simples assim!

Os bancos captam dinheiro com os CDBs oferecendo em troca remuneração, os juros, aos investidores, por um determinado período. Os recursos são usados por essas instituições para conceder empréstimos a outras pessoas (INFOMONEY).

2. Fundos DI: também uma opção de baixo risco. O analista Roberto Indech menciona que os fundos DI possuem em seu portfólio 95% comprado em títulos pós-fixados do Tesouro Nacional, oferecendo assim baixa volatilidade e rentabilidade próxima ao índice de referência, o CDI.

3. Fundos de Renda Fixa: esse tipo de fundo permite que se invista em diversos produtos de renda fixa, sendo compostos de títulos públicos ou privados. A maioria desses fundos possui no mínimo 80% em renda fixa.

A vantagem aqui é a presença de um gestor especializado que escolhe os ativos de forma diversificada e comumente possui rentabilidade acima do CDI.

4. LCI e LCA:

LCI – Letras de Crédito Imobiliário: é um título de renda fixa utilizado para atividades do setor imobiliário. Possui carência de, normalmente, 90 dias. Possui como vantagem a isenção de tributação.

Ainda, possui FGC que cobre até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição.

LCA – Letra de Crédito do Agronegócio: tem como fonte de recursos o setor do agronegócio, onde o investidor emprestará seus recursos e decorrido o prazo determinado, receberá o seu dinheiro corrigido. Assim como a LCI, também possui como vantagem o FGC.

 

Resumindo:

-Fundos de RENDA FIXA são excelentes opções para investidores iniciantes e também para o perfil de investidor conservador tendo em vista o baixo risco;

– LCI e LCA possuem a vantagem de isenção de tributação;

Mesmo sendo uma carteira conservadora, busque sempre por DIVERSIFICAÇÃO.

 

E lembre-se:

“O mercado é uma máquina que transfere dinheiro dos IMPACIENTES para os PACIENTES.”

Warren Buffet

 

Até a próxima!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

20200217 – Tônica da Semana: 2 Cabeças pensam melhor que uma?

17 de fevereiro de 2020 às 21:56 Por Postado em Blog do Eliseu

DUAS CABEÇAS PENSAM MELHOR  QUE UMA? 

Essa afirmação é uma clichê que certamente você já ouviu. No mercado de ações eu acredito que o consenso não ajuda em nada…que ouvir muitas pessoas só atrapalha…não é uma questão de juntar 10 gênios da NASA numa sala para calcular os 1000 cenários possíveis e com isso ganhar dinheiro. O LTCM que o diga…fundo quebrou por achar que a genialidade de um nobel e outras mentes brilhantes era suficiante!

Penso que você deve fazer seus estudos e no limite seguir seu instinto…no final das contas, você sempre vai errar anyway!

No entanto, entretanto, todavia…sim, acredito que é bom trocar ideia com alguem sobre o mercado … indagar … questionar … averiguar.  Estou em NY aproveitando alguns dias de “folga” com a família e o Eliseu em São Paulo visitando várias instituições do mercado de capitais brasileiro…sentindo como vão as coisas por lá…

Conversamos e dessa conversa sobre o mercado saiu essa tônica dobradinha….

CORONAVÍRUS E OS PREÇOS DAS AÇÕES

Eliseu: Coronavírus é o assunto do momento e com ele, o reflexo nos investimentos. Pessoalmente acredito que é algo passageiro, que volta e meia teremos Corona Vírus, Sars, Guerras Comerciais, Impeachments, Joesley Days, Volatilidade em ano presidencial, tudo isso sempre existirá o importante é o investidor conscientizar-se da existência de eventos como esse e preparar-se para utilizar o efeito desses eventos nos preços para diminuir ou aumentar posições em ativos que tenham uma qualidade superior.

Nas últimas semanas tinha comentado aqui, como o mercado não dá a mínima para epidemias: Mercado Imune a Epidemias.  Soa até ofensivo, mas o que quis dizer é que, assim como o Eliseu pontuou isso é mais ruído do que qualquer coisa!

O QUE NÃO É PASSAGEIRO? 

Tem coisas que eu não gosto de ficar falando porque as vezes me parece ficar ser algo do tipo “chover no molhado”…Eu explico: muito das altas que temos visto no mercado se relaciona ao excesso de liquidez existente hoje no mundo. O dinheiro pode até não ter chovido no teu bolso, mas ele vem pingando em tudo que é lado…rs

Eliseu: Penso que existem fatos mais importantes e que não serão tão passageiros como o gráfico que está aí embaixo e que praticamente “rasgam” alguns livros de economia e teorias econômicas…o fato em questão é: a quantidade de dinheiro que está sendo disponibilizada no momento atual! Chamo atenção ainda, pós metade do ano de 2019, onde novamente o Banco Central Americano, o FED voltou a realizar o movimento de aumento de quantidade de moeda…eles tentaram reduzir seu balanço lá em 2018, mas voltaram atrás como se vê no gráfico abaixo – Gráfico do WSJ mostrando que o FED voltou a colocar quantidade grande de dinheiro no mercado, comprando Treasuries e disponibilizando mais dinheiro.

O que o Eliseu quer dizer é que, segundo os manuais de economia, deveríamos estar vendo inflação, ainda mais considerando que o desemprego nos EUA está baixo…nas mínimas de 40 anos! Mas não…nada disso…nada de inflação! A expansão da base monetária não tem gerado inflação de produtos…talvez esteja gerando inflacão nos preços de ativos…isso sim! E aí é que mora o perigo. Post do Bredda no Twitter essa semana, foi mais ou menos nessa linha…tipo pontuando essa preocupação:

Eliseu: Por eu morar nos EUA e estar atento a eventos que acontecem e conversar com alguns gestores, entre eles Howard Marks, vejo que muitos deles têm receios com o perigo da inflação, entre eles o Ray Dalio, que é conhecido de gestores brasileiros. Dalio acredita que em algum momento, teremos alta inflação. Hoje a meta de inflação dos EUA é de cerca de 2%. Toda essa grande quantidade de grana no mercado trouxeram alguns desequilíbrios em preços de ativos.

COMMODITIES NOSSA DE CADA DIA 

Uma das relações de preços de ativos que parecem estar sendo distorcidas é a relação entre as ações e as commodities. Eu, Eliseu e acredito que o Bredda concordemos com essa afirmação – Bredda postou o gráfico que o Eliseu compatilha mais abaixo.

Eliseu: A relação entre ações e commodities são um exemplo de distorção….estão em um dos menores momentos já vistos desde o fim do padrão ouro, no início da década de 70.

Eliseu: graficamente, o momento também pode auxiliar uma retomada nos preços das commodities e favorecer o Brasil, que ao contrário do mercado acionário dos EUA que vem de praticamente uma década de alta, teve correções, frutos de 3 anos de crescimento econômicos fracos e um impeachment de presidente, o que trouxe volatilidade e desconfiança ao mercado acionário brasileiro.

Nesse ponto concordamos e discordamos…penso que sim, se as commodities subirem isso é muito bom para o Brasil…não há dúvida. Me falta ver ou ter fé para saber o porquê elas voltariam a subir…com mundo desacelerando por que veríamos recuperação? Um pouco do que comentei na tônica da semana passada: deu zebra.

BRASIL CARO OU BARATO? 

Minha resposta? Depende! Dá uma olhada nesse gráfico aqui:

Excluindo bancos, o IBOV não parece tão barato assim não…o que vocês acham? Não por acaso, um banco é a maior participação da minha carteira!

 

Eliseu: Gráfico abaixo é uma compilação feita pela Eleven para o Ibovespa. Atualmente, a média do Preço/Lucro seria de 13,7x olhando 12 meses a frente…valor esse acima da média de 11,5x lucros anuais. Aqui cabe um ressalve que é o fato de que com a mudança drástica nos juros, é natural que esse número tenha uma elevação, já que ocorreu uma elevação no Preço-Lucro da renda fixa também.

SAI GRINGO ENTRA O BRAZUCA

Paulo Guedes fala que o novo normal é “juro baixo e dólar alto” … e é isso que temos visto. Com juros menor, muito gringo bate em retirada do Brasil…simples assim! O gringo que opera Brasil para pegar juro gordo, saiu! Ou ainda está saindo e isso gera o impacto do câmbio que teima em não cair. É algo comum a saída de capital estrangeiro mais especulativo com a queda de juros, devido a diminuição do carry trade – operação onde o cara toma emprestado a taxa baixa, capital mais barato para aplicar em países com juros maiores.

Eliseu: aqui em São Paulo conversei com muita gente..em especial que faz a gestão de milhões ou até bilhões de Reais! Notei unanimidade em uma coisa…fundos de pensão ainda possuem metas atuariais antigas, com objetivos de retornos de 10 a 12% ao ano e com capital pequeno em bolsa. Esses fundos ou terão que mudar seu estatuto ou alocar uma parcela maior de capital em ações…não tem escapatória!  Da mesma forma a PF que se acostumou com o 1% ao mês com o dinheiro na renda fixa, agora se vê orfã e tem que buscar outras alternativas para rentabilizar patrimônio. Acredito que ambas as coisas acontecerão, até porque a relação dos dividendos de empresas de capital aberto e o juro real de 5 anos, está no menor patamar histórico como vemos abaixo…

E SETORIALMENTE?

Aqui temos algumas diferenças…que geram carteiras diferentes…mas nisso esta a beleza nos investimentos! Quem acompanha aqui sabe que posto minha carteira e lá estão os ativos que mais gosto.

  • Sigo vendo valor nos bancos, em especial BBAS3, mas BRSR6 também me parece subavaliado.
  • Setor industrial me parece unir uma boa inflexão e melhora de resultados pela frente. Tenho MYPK e SHUL no setor. Penso que os ativos negociam a múltiplos descontados e que a retomada do Brasil trará impacto positivo para os ativos do setor. TUPY é outra que me parece barata.
  • Comentamos acima das commodities. Acho VALE uma máquina de fazer dinheiro negociando a um valuation que não pode ser desprezada. Então mesmo com receios com a desaceleração e coronavirus, tenho ela em carteira.
  • As proteínas passam por um momento bom. Tenho JBSS3..mas MRFG3 também não está cara em minha opinião.
  • Em termos de consumo ou mercado local (Brasil) tenho COGN, por motivos mais especificos a companhia do que pelo setor.

 

Eliseu: Um dos setores que mais cresceu nos últimos meses na bolsa brasileira, foi o setor de construção civil – real estate. Em relatório do BBI, notamos que os cancelamentos tiveram queda grande, saindo de 40% para 20%. O mercado acionário é considerado um indicador antecedente e antecipa dados das empresas da bolsa, sendo assim, como o setor de real state foi um dos que mais subiu ultimamente, pela questão de queda de juros e também pela questão de lançamentos do setor, acredito que temos que ficar de olho e atenção redobrada.

 

A maioria das empresas do setor teve lançamentos altos, como podemos ver abaixo. Não foram poucas as notícias de vendas de 40-60% de imóveis em finais de semana de lançamento. Como já citei anteriormente em outros artigos, tenho Tenda (TEND3), MRV (MRVE3), Even (EVEN3) e recentemente Gafisa (GFSA3)no setor e acredito em atenção redobrada nesse e próximos trimestres quanto aos resultados.

ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO

Texto escrito por: Eliseu Mânica Junior e William Castro Alves

Sobre o Eliseu…

Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Era isso.
Aquele Abs.

William Castro Alves e Eliseu Manica Júnior

FONTE: https://bugg.com.br/2020/02/17/tonicadasemana_dobradinha/

O que esperar da Poupança para 2020?

17 de fevereiro de 2020 às 19:37 Por Postado em Blog da Samantha

Criada há quase 160 anos pelo Imperador Dom Pedro II, a caderneta de poupança continua sendo um dos investimentos mais utilizados pelos brasileiros. Porém, passado um século e meio de sua criação, e com inúmeras possibilidades de aplicações com melhores rendimentos e mesma segurança, você realmente acredita que ela continua sendo um bom investimento?

Não há dúvidas que, com a sequente queda de juros no País, Selic a 4,25% ao ano, o menor nível histórico, a poupança está rendendo muito aquém do esperado. Especialistas afirmam que esse ano deve render 2,975% a.a e a inflação, segundo o Boletim Focus deve ficar em 3,25% ao ano.

Ou seja, quem hoje está com o dinheiro aplicado na caderneta de poupança não está apenas “perdendo dinheiro”, mas “deixando de ganhar mais dinheiro”, tendo em vista já existir melhores possibilidades em corretoras, e assim evitar ao máximo a perda do poder de compra causado pela inflação.

Portanto, já não basta apenas poupar, se faz necessário estudar e investir com inteligência para não se perder dinheiro. O mais legal é que de forma simples e fácil já é possível começar.

E como poupar?

– Elimine suas dívidas;

– Crie uma reserva de emergência

– Comece poupando no mínimo 10% os seus ganhos

– Faça aportes constantes

– Invista em CDBS, LCIs e LCAs que são boas alternativas para    quem está na poupança

– Reinvista o lucro.

Acima dados de aplicações que renderam em 2019 mais que a poupança.

Conforme o INFOMONEY, nos últimos 12 meses até janeiro a caderneta rendeu 4,14% e hoje passando para 4,25% ao ano. O retorno como já mencionado passa a ser de 2,975%, continuando a perder para inflação bem como para as aplicações tidas como conservadoras.

Resumindo:

– Se você está com dinheiro na poupança, o FATO é que está perdendo dinheiro, infelizmente;

– Com a queda de juros não basta apenas poupar e sim saber onde aplicar.

E por fim, vale lembrar:

“Saber não é o suficiente. É preciso FAZER. Uma grande ideia é sensacional, mas sem ação, ela não vale nada”. – Ricardo Amorim

Uma ótima semana, e até a próxima!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

O SUITABILITY E O PERFIL DO INVESTIDOR

11 de fevereiro de 2020 às 09:03 Por Postado em Blog da Samantha

 

O termo é inglês, pode até soar estranho, mas possui um significado muito simples, aptidão. O Suitability é uma ferramenta utilizada pelas corretoras e que tem como objetivo classificar o investidor através de um questionário que deve ser preenchido, quanto ao seu perfil de risco.  Existe uma diversidade de investimentos hoje no Brasil, desde os mais conservadores, até os considerados mais agressivos e para investirmos de forma adequada, e evitar futura “dor de cabeça”, se faz importante a análise de qual perfil o investidor se enquadra.

Nesse aspecto, existem três perfis distintos que devem ser observados e não devem ser negligenciados pelo investidor, sendo eles: conservador, moderado e agressivo.

De forma bastante simples, o conceituado especialista em finanças Lawrence J. Gitman divide as aplicações financeiras em dois grupos básicos, os de renda variável e os de renda fixa, sendo os primeiros aqueles que podem variar o principal e se desconhece o rendimento futuro e os de renda fixa, que tem uma característica de render juros baseado no tempo, uma espécie de aluguel de dinheiro.

Então vamos ver um pouco sobre cada perfil:

CONSERVADOR

O Conservador é aquele investidor que preza na hora de aplicar seu dinheiro por Segurança e possui certa aversão ao risco. Logo, investimentos como renda variável e aplicações com maiores oscilações não são toleradas. Normalmente a carteira indicada é formada com ativos 100% em renda fixa.   A palavra chave aqui é Segurança!

MODERADO

Esse perfil busca pelo chamado “meio termo”. Tolera um risco um pouco maior, optando por um portfólio com ativos mais diversificados, seja em renda fixa e renda variável. O recomendado por especialistas é um percentual de 70% em renda fixa e 30% em renda variável.

AGRESSIVO

Sem dúvidas que esse perfil preza por uma maior rentabilidade, pois conhece o mercado financeiro com mais afinco, sem necessidade de alta liquidez dos seus ativos e, além disso, tolerando medianas oscilações, bem como o RISCO.

Mas e por que seguir essa classificação na hora de Investir?

O mercado financeiro é bastante amplo. Saber qual o seu perfil e respeitá-lo será primordial para realizar boas escolhas na hora da alocação. Fazer um planejamento adequado e evitar aplicações que não condizem com a sua expectativa, ainda mais quando se está iniciando, é o ideal.

Resumindo…

– Descubra o seu perfil de investidor;

– Respeite esse perfil no momento da alocação;

– Busque sempre o auxílio de um profissional;

– A máxima que nunca sai de moda: ESTUDE!

E claro, se comprometa sempre com seus objetivos. Lembrando que: o melhor investimento é sempre aquele adequado ao seu perfil.

 

E você, já sabe qual o seu perfil de Investidor?

Um abraço, e até a próxima!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

Bolsa Brasileira barata ou cara? (Eliseu Mânica Jr)

02 de fevereiro de 2020 às 19:38 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Nos últimos 3 anos o mercado de ações evoluiu bastante em termos de número de investidores saindo de 800 mil para 1,6 milhão apenas em 2019. Muitos desses investidores ainda não enfrentaram momentos de queda nos investimentos e com os fatos recentes referentes ao Corona Vírus, em que a Bolsa saiu dos 118 mil pontos para os 113 mil pontos, vem assustando alguns desses investidores. É até engraçado porque quando o mercado cai é que investidores começam a rever suas estratégias de investimento, mas o correto é que você faça isso ANTES de ingressar em um investimento, imaginando o que pode acontecer e prevendo o pior cenário para já estar preparado emocionalmente para o que possa acontecer, assim como ter um plano B, que pode ser, por exemplo, uma disponibilidade de valores em renda fixa ou multimercados, servindo como “munição” para momentos de queda nos investimentos em ações. Ter estratégia e seguí-la é fundamental antes de realizar investimentos em ações.

Um  dos exemplos que uso sobre as quedas é um comparativo com o investimento em imóveis. Se o investidor está interessado em um imóvel de R$ 1 milhão e o se o preço caísse para R$ 700 mil, obviamente ele ficaria ainda mais interessado. Já no mercado de ações, surpreendentemente, isso não ocorre. Se um investidor tem em sua carteira de investimentos, ativos avaliados em R$ 1 milhão e o valor cai para R$ 700 mil, muitos querem retirar seu dinheiro do investimento em ações. Isso é surpreendente e totalmente irracional, por isso friso que a estratégia de investir em ações deve ser pensada antes da realização do investimento.

Saiba que a cada ano, em média duas vezes por ano, o Ibovespa cai cerca de 8 a 10% do ponto mais alto atingido. Sendo assim, isso é normal, quedas são normais e cabe ao investidor maduro aproveitar-se desses momentos, agindo com controle emocional sobretudo.

 

Bolsa Brasileira barata ou cara?

Hoje a bolsa brasileira negocia a cerca de 17 vezes lucros anuais, onde a média é de cerca de 13 vezes. Cabe salientar que apesar de parecer mais cara atualmente, temos que colocar na conta a questão de queda de juros e que isso irá fazer com que o custo de dívida das empresas brasileiras torne-se mais barato. Falando sobre juros e custo de dívida, o Credit Default Swap (CDS) brasileiro está também nas mínimas. O CDS é um seguro contra não pagamento da dívida brasileira e isso mostra que provavelmente o mercado está esperando que o Investment Grade possa estar por vir. Isso traria uma enxurrada de dólares do exterior, eis que seria possível novamente o investimento por parte de fundos de pensão estrangeiros em ativos brasileiros.

Como um comparativo com a bolsa brasileira, podemos utilizar os juros brasileiros. Em 2001 os juros chegaram a surpreendentes 42% ao ano, o que daria um indicador Preço-Lucro de 2,38. Recentemente com juros de 4,5% o Preço-Lucro da renda fixa é de 22,22 aproximadamente, sem considerar os juros compostos. Com a queda dos juros, justifica-se em grande parte a elevação na negociação dos patamares da Bolsa Brasileira.

Acredito que a bolsa brasileira está negociando em patamares próximos ao justo, há ainda ativos descontados, porém o que ocorreu nos últimos anos de praticamente alguns comprarem ações sem uma análise mais criteriosa, está perto do fim, ao menos momentaneamente. Nos próximos dias teremos uma grande quantidade de empresas divulgando resultados e isso é um ponto importante, pois normalmente há surpresas positivas nos lucros e geração de caixa, que surpreendem o mercado como um todo positivamente e isso pode fazer com que as cotações subam. Ainda há oportunidades na bolsa como um todo ao meu ver.

De modo geral, ainda temos desemprego alto, crédito ainda a recuperar, capacidade ociosa da indústria, confiança recuperando-se, enfim dados antecedentes que podem nortear nossa decisão.

Para saber se a Bolsa está cara ou barata, fique atento aos seguintes indicadores:

Resumo

  • apesar das altas dos últimos três anos, ainda há ativos baratos na Bolsa Brasileira;
  • caberá ao investidor selecionar melhor ativos de qualidade, com maior alta, menor a margem de segurança ao investir;
  • tenha uma estratégia e a siga fielmente, antes de investir sempre, não depois;
  • acostume-se com a volatilidade, juros baixos vieram para ficar;
  • investimentos em ações normalmente precificam 6-8 meses a frente nas ações;
  • o melhor investimento sempre é aquele adequado ao seu perfil.

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/02/02/bolsa-brasileira-barata-ou-cara/