Posts em abril de 2020 Central do Investidor

20200413 – Tônica da Semana: QUANDO A BOLSA IRÁ SE RECUPERAR DO CORONA?

13 de abril de 2020 às 21:25 Por Postado em Blog do Eliseu

Dobradinha?

Texto escrito por Eliseu Mânica e William Castro Alves

Vamos lá Srs e Sras, mais uma dobradinha. Eliseu teve a ideia de escrever esse pretencioso texto sobre o imponderável,o tempo de recuperação do mercado…apesar de sabermos da nossa limitação em prever qualquer coisa, achei o desafio interessante e espero que o resultado seja satisfatório. Então vamos lá…

Crises anteriores e tempo de recuperação

Nessa ano de 2020 com a Crise do Coronavírus tivemos a queda mais rápida de nossa história. O tempo de transição do bull market para o bear market, foi de apenas 16 dias!! Essa é a queda mais rápida da história, como já mostrei em artigos anteriores. Por bear market, entende-se uma queda de 20% desde o pico atingido. Abaixo o tempo de queda no mercado acionário e o tempo necessário para recuperação do patamar anterior, pré-crise:

Diferentemente de outras crises, essa crise aconteceu muito rapidamente e deve também ter uma recuperação parecida com a velocidade da queda. Tivemos um choque na oferta e demanda, algo que pode ser restabelecido, já que os bancos centrais mundiais vêm dando estímulos de cerca de 10% do PIB e alguns trilhões de dólares no mercado. Não só isso, os BC’s vem se esforçando para que o dinheiro chegue efetivamente para quem precisa, de uma maneira mais rápida, já que alguns bancos querendo ou não são mais seletivos, ainda mais em momentos de crise.

Você sabia? 

Deixe-me fazer um parenteses aqui… Não sabemos como nem quando teremos uma recuperação na economia e até mesmo na bolsa, mas olha que interessante …você sabia que da mínima de fechamento do S&P para o atual patamar o índice americano já subiu 24% ?!

E que o IBOV já teve alta de 22%?

Sim, nós não vamos nem devemos ter a pretensão de acertar mínimas do mercado…até porque elas ainda podem ser feitas (bate na madeira), mas é no mínimo curioso não? Lembro a você que aqui, sempre chamamos atenção ao pensamento contrário e desvinculado de notícias na hora de se investir em ações. Escrevi no dia 16/03/2020 falando sobre a imunização racional e usando a música do nobre Tim Maia. Uma semana depois dia 23/03/2020 eu e Breno te entregamos um report completo chamando atenção para discrepâncias e assimetrias na bolsa.

Enfim, creio que o mercado deu a maior resposta e lição.

Vol alta é bom? 

Uma das lições talvez seja a de que uma volatilidade alta possa ser positiva para o investidor.

A queda recente, além rápida trouxe uma volatilidade em níveis muito altos. Em março de 2020 tivemos o mês mais volátil para vários índices mundiais, onde o VIX (Volatility Index)  atingiu mais de 80 pontos, um recorde! Quanto maior a volatilidade, maior é o risco? Sim, porém também melhor a oportunidade de comprar-se algo mais barato no mercado financeiro. Volatilidade alta significa na prática “sangue nas ruas”, “trovões” no mercado, economias caindo, pessoas instáveis emocionalmente e o mercado bipolar pendendo para o extremo pessimismo, ou seja, tudo o que é perfeito para quem quer aumentar os retornos no longo prazo, comprando ativos com uma margem de segurança maior (ativos que estão abaixo do patrimônio líquido e que tenham lucros ou outras métricas de margem de segurança).

Dá uma olhada no gráfico abaixo que compara os picos de volatilidade com o desempenho do S&P 500. As linhas vermelhas são apenas para ajudar a visualização.

Mas e qual o tempo para recuperarmos dessa queda? 

Essa é uma pergunta simples, mas com 1 milhão de respostas e todas elas meras suposições.

Levando em conta pesquisas de vários jornais, alguns deles como o The Wall Street Journal, é possível dizer a recuperação de uma recessão (definida como 2 ou mais trimestres de um crescimento negativo do PIB) tende a se dar em média em 3 anos , já ajustados dividendos e inflação.

Mas isso é a recuperação da Economia, sabemos que no mercado de ações o timming é bem diferente. Como já frisamos acima, o IBOV e o S&P já tiveram uma boa recuperação desde as mínimas e o impacto econômico ainda não foi nem sentido em seu todo! Cabe salientar também que um bear market não é o mesmo que uma recessão. O gráfico abaixo mostra o desempenho do S&P desde 1926 e a duração de cada ciclo de alta e baixa. Difícil traçar uma média, meta ou paralelo….mas vale com informação:

Uma das principais falácias de mercado que ouvimos por aí a de que quando o PIB sobe a bolsa tenderia a subir! Ainda que sim seja verdade que o crescimento econômico é algo favorável e importante para o ambiente de negócios, a verdade é que a bolsa antecipa movimentos.

A tabela abaixo nos ajuda a ver o desempenho da bolsa pós recessão. Nos Estados Unidos , em momentos de crise, o PIB na média, teve uma queda histórica de -2,40% e o retorno do S&P500 teve retorno de 15,33% médio, já um ano após a queda do PIB; 45,84% após 3 anos e 120,33% após 5 anos, como podemos ver na tabela que segue:

Não temos o mesmo estudo para o Brasil, mas olha que interessante os resultados dessa tabela que mostra o tempo de recuperação dos últimos circuit breakers por ano…vale lembrar que somente em março foram 8 de um total de 24 ocorridos desde 1967, no Brasil:

Recessões e suas etapas

A última recessão que tivemos nos EUA foi a de 2008-2009. Ainda que motivos totalmente distintos, alguns esperam e estimam forte recessão na economia americana pelo impacto do corona. A última crise durou 17 meses. Não temos como saber exatamente quanto tempo essa irá durar, se vai ser menos ou mais rígida, qual o percentual de queda nos mercados de capitais, qual a taxa de desemprego, ou seja, tudo isso pode variar e ser diferente de crise para crise, porém uma coisa é certa: as crises têm um fim e elas passam!

Podemos dividir uma crise em 4 etapas principais: reconhecimento, pânico, estabilização e antecipação. Abaixo podemos ver essas etapas nas crises de 1987 e a de 2008:

Vamos agora adentrar num campo especulativo aqui…ou do chute mesmo…

Acreditamos que já tivemos um momento de reconhecimento no mercado de ações, o qual começou em fevereiro. A parte do pânico se deu em março onde tivemos o pior março da história, com queda de mais de 30% do IBOV em apenas 1 mês. E acreditamos que agora estamos em um momento de estabilização. Botando no gráfico:

Difícil aqui é dizer se já não entramos na fase de antecipação….diria que essa coincidiria com a estabilização de casos na Itália, Espanha e Eua principalmente, com o Brasil correndo por fora. Nesse sentido, olha que interessante os 2 gráficos que twittei ontem e que mostram exatamente essa estabilização:

O que fazer para evitar quedas fortes ANTES que crises ocorram?

Essa é uma outra pergunta simples de dificil resposta!

Investidores em sua maioria procuram por proteções em quedas, como seguros, compras de puts, vendas de índice ou de ativos específicos quase sempre nos piores momentos, no auge da crise! Muitos correram para o ouro por exemplo alí no auge da crise em março. E o fato é que essas “proteções” normalmente ficam muito caras quando o mercado cai. É aquela ideia de comprar guarda-chuva quando esta chovendo. Eu lembro no centro de Porto Alegre, os caras subiam uns 20%, 30% o preço quando estava chovendo…jogando com o desespero…rs. O mesmo acontece no mercado!

O ideal é você comprar uma proteção quando o mercado esteja em uma calmaria e que poucos esperam que ocorra algum stress de modo geral, nos investimentos. O problema aqui é que é muito difícil prever o timming exato para a compra dessas proteções! Seria o mesmo que comprar o guarda chuva num belo dia de sol e carregá-lo por vários dias na mochila…sem usar…só sendo peso mesmo! Muitos não gostam, mas é mais ou menos esse o conceito do hedge, em especial o feito com opções.

Uma outra forma é a diversificação! Diversificar carteira é uma forma de se proteger. Abaixo podemos ver os ativos que mais subiram e caíram ao longo de anos. Interessante que nenhuma classe de ativo foi, por dois anos seguidos, o de melhor retorno:

E olha que bacana… Se compararmos o retorno de 2 classes de ativos: renda fixa e as 500 maiores ações dos EUA. A figura abaixo mostra a sua evolução…mostrando o andar diferente entre esses ativos, enquanto muitas vezes um está caindo, o outro sobe, mostrando a importância da diversificação, protegendo de quedas e nos propiciando com um “tiro extra”, para aproveitarmos momentos como o atual:

Esse text foi escrito por William Castro Alves e Eliseu Mânica Junior. 

 

CRISE versus OPORTUNIDADE

13 de abril de 2020 às 17:53 Por Postado em Blog da Samantha

 

CRISES…

O mundo está passando por um desafio frente à pandemia decorrente do novo Coronavírus, e inclusive o Brasil vem sendo afetado diante desse cenário.  Diversos setores ainda continuam sendo abalados em decorrência do apressado contágio. Mas, acabamos nos perguntando: o que nos aguarda quando o assunto são os INVESTIMENTOS?

Talvez pela nossa geração ter passado por poucas grandes crises históricas, já alguns por nenhuma delas, acabamos nos esquecendo que sim, crises existem e muitas nos foram precedentes. Apesar disso, cá estamos cada qual experienciando de forma diferente, mas todos sentido os impactos causados sob esse contexto direta ou indiretamente.

 

GRANDES CRISES

Em um aspecto mundial, podemos citar duas (e principais) grandes crises econômicas que atingiram esferas globais:

CRISE DE 1929: começou nos EUA, mas acabou afetando o mundo inteiro, sendo também denominada de GRANDE DEPRESSÃO, resultando com ¼ da população americana desempregada. Mas e como iniciou? De forma bastante sintetizada, pode-se dizer que os EUA estavam no auge do liberalismo econômico e com o crédito muito facilitado, o que também propiciou o endividamento. Com o tempo, e menor demanda de produtos sendo exportados para a Europa, iniciou-se o endividamento e, ainda houve a “quebra” da bolsa americana. O Brasil, não saiu ileso pois, como grande produtor de café, foi extremamente afetado com a crise, devido a baixa exportação do grão.

Uma frase interessante que um dia escutei sobre esse período é no sentido que, de toda forma, os mercados vivem crises periódicas e, o período de 1929 a 1933 nos ensinou que tais crises tendem a se alastrar rapidamente caso não contidas e solucionados de maneira rápida os problemas que a causaram.

 

Imagem clássica que marcou essa fase: observa-se ao fundo outdoor destacando o consumismo e o contraste estabelecido diante da fila com várias pessoas desempregadas em busca de alimentos.

CRISE DE 2008- a crise do suprime nos EUA e recessão global: impulsionada pela concessão de créditos imobiliários e manutenção de juros reduzidos pelo FED, levou à insolvência de inúmeros bancos. No Brasil o Ibovespa chegou a cair 60% nesse período.

Entretanto, apesar das constantes quedas no bolsa brasileira, em momentos mais críticos e conturbados, observa-se em episódios como foi em 1929, 2008 a e agora com o Coronavírus, surgimento de oportunidades, principalmente para o Investidor com pensamento no longo prazo.

De qualquer forma, apesar do fato de ninguém gostar de crises, elas existem. E, já que não podemos simplesmente deixá-las de lado, devemos encará-las de modo a extrair o melhor que  conseguimos e, como é o caso do Mercado Financeiro, o momento é propício na busca de  boas empresas que, num cenário como este, normalmente se encontram com ativos a preço muito “aquém” do seu real valor. Novamente aqui, a OPORTUNIDADE!

Sob a ótica econômica podemos observar que, em cenários passados de crises, o Mercado se recuperou, na maioria das vezes rapidamente. É o que nos mostra a figura abaixo com a performance do Ibovespa em crises desde 1995:

Enfim, sempre bom lembrar:

 

Antes da Primeira Guerra Mundial acabar, o mercado já apresentava melhora. Já na Segunda Guerra, após cinco anos, novamente o mercado havia se equilibrado totalmente. Na Grande Recessão de 2008, em um ano o Ibovespa já apresentava recuperação e, em 2 anos já se encontrava em nível superior.

E atualmente, como está a bolsa chinesa? Se recuperando..

Logo, ganhamos quando mantemos a calma em um cenário que a maioria encontra-se em pânico, bem como fazendo aportes constantes em empresas consolidadas, com o alvo no longo prazo.

É evidente que uma crise é diferente da outra, mas…já dizia Albert Einstein que:

No meio da dificuldade, encontra-se a oportunidade.

 

Espero que tenham gostado.

Um abraço!

Samantha Thielke

samantha@experato.com.br

PODERÍAMOS TER PREVISTO ESSA CRISE?

06 de abril de 2020 às 21:13 Por Postado em Blog do Eliseu

Aqui quem vos escreve é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Poderíamos ter previsto essa crise? 

Tenho um bom contato com investidores e pessoas inteligentes do mercado financeiro e sou grato por isso. Investir não é somente olhar as empresas, mas estar atento e tentar dominar vários assuntos além dos investimentos e nada melhor que conversar com quem tem mais experiência que a gente e está há mais tempo no mercado financeiro.

Já comentei em artigo anterior sobre a velocidade da crise, que essa é uma das mais rápidas que tivemos em nossa história, da alta volatilidade (o que é normal em crises) e da alto grau de incertezas (o que também é normal em crises e em oportunidades), mas uma das maiores indagações dos investidores é se  poderíamos ter previsto a crise que está entre nós. Antes de tudo, penso que temos que encontrar respostas com os grandes investidores, gestores, procurar ver como agiram e estão agindo nesse período para termos respostas mais conclusivas, eis que pessoalmente acredito que quanto mais dados tivermos e se soubermos dar utilidade e organizarmos esses dados com reflexão chegaremos a uma resposta mais conclusiva.

Dado o nível de especialidade do momento, acredito que tenho que começar a olhar para o investidor que mais sobreviveu as crises, no caso Warren Buffet, buscando dados do seu passado e o momento atual, assim como Jim Simons (fundador do Renaissance, um dos maiores fundos quânticos do mundo e com retornos antes da crise de 39% ao ano, mesmo cobrando 4% de taxa de administração e 40% de perfomance) e Ray Dalio, outro grande investidor, cuja gestora tem como administração mais de US$ 120 bilhões.

fonte: Globo.com

Warren Buffett

Quando tinha 43 anos a riqueza de Buffett era de US$ 34 milhões. No ano anterior ele havia utilizado a riqueza que tinha para realizar uma das suas maiores aquisições, a See´s Candies por US$ 25 milhões, investimento que ainda permanece lucrativo. Mas na metade dos anos 70, a Berkshire enfrentou um momento de vacas magras. Em 1974, a queda das ações da Berkshire levou a riqueza de Warren Buffett para US$ 19 milhões, nos 44 anos de idade, ou uma queda coincidente com a idade dele, de -44,11% nesse ano. O que aconteceu nos anos posteriores, quase no final da década é que a riqueza pessoal de Warren foi para US$ 67 milhões quando ele tinha 47 anos, apenas 3 anos depois e quase triplicando a sua riqueza.

As quedas no ano das ações da Berkshire passam dos 30% em 2020

maiores quedas enfrentadas pelo Warren Buffett

fonte: marketwatch.com

Outro exemplo para mostrar ao investidor atual é que levando em conta o início dos anos 80 (últimos 40 anos) por 4 vezes Warren Buffett viu seu portfólio cair aproximadamente 40% (patamar próximo ao que está o Ibovespa agora). No ano que estamos, a Berkshire chegou a ter valor de mercado de US$ 630 bilhões de mercado e atualmente encontra-se com valor de mercado de US$ 430 bilhões, uma queda de aproximadamente 30%. Lembro que Warren Buffett é considerado como um dos melhores investidores da história e mesmo assim, passando 4 vezes com quedas superiores a 40%, como ele não previu essa Crise Corona, que estava por vir?

Jim Simons e a Renaissance

Jim Simons encontra-se aposentado da Gestora Renaissance, porém ele é o fundador e ainda mantem grande parte de seus investimentos na Gestora que fundou. No ano o retorno do The Renaissance Institutional Equities Fund caiu 17% contra 24% do Dow Jones! Jim Simons, que possui 82 anos é um matemático que é reverenciado no mercado pelo Medallion Fund que permanece aberto para investimentos de funcionários aposentados e que tem tido  historicamente (tirando até o momento de 2020) retornos acima de dois dígitos. Simons se aposentou em 2010, possui cerca de US$ 21,6 bilhões em riqueza pessoal. Mesmo possuindo um histórico formidável, sendo incluído entre o maior em termos de retornos da história de investimentos nos EUA, como a Gestora que ele criou, não previu a queda?

Ray Dalio

Esse é um investidor dos que mais gosto. Ele é rico na produção de conteúdo, principalmente por dois de seus livros (Big Debt Crises e o Principíos para navegar crises de débito). Dois de seus fundos mais famosos caíam mais de 20% em 2020. Além disso, ele teve um retorno médio menor em 2019, de cerca de 0,5% contra mais de 29% do S&P500. Dalio é dono da maior Gestora do mundo, a Bridgewater, com mais de US$ 160 bilhões sob administração. Pessoalmente, sua riqueza pessoal é de US$ 18 bilhões. Com todo esse conhecimento como Ray Dalio, também não previu a Crise Corona?

fonte: globo.com

E no Brasil…

Henrique Bredda

Bredda acredito que tem muito mérito e parte na parcela do crescimento no número de investidores do Brasil, saltando de 850 mil investidores pessoa física do final de 2018 para 2,3 milhões investidores em março de 2020. Temos que reconhecer o mérito das pessoas e o esforço das mesmas, sempre, mesmo que em momentos elas passem por momentos menos positivos. Mesmo com o mérito e da mídia que teve, a Gestora Alaska também está sofrendo na crise e caindo acima do Ibovespa. Com todo o conhecimento de Bredda e por estar junto de um dos maiores investidores brasileiros, no caso, Luis Alves Paes de Barros, como ele não previu a crise como a maioria de grandes investidores do mundo?

O que eu penso sobre o assunto…..

Primeiramente, também estou com quedas no ano. Acredito que quem está investido no mercado de ações, está com quedas nesse ano (maioria da maioria).É fundamental na vida e nos investimentos, sermos transparentes e sermos os primeiros a reconhecer acertos e erros. Sobre como a maioria não previu essa crise, incluindo os maiores do mundo e do Brasil, teço aqui meus pitacos:

  • Ninguém prevê crise: como vimos, eu diria que 90% dos investidores está com quedas e isso faz parte do mercado de ações. Foi mostrado que em 40 anos, Warren Buffett teve 4 quedas de 40% ou mais em algum momento da Berkshire Hathaway. Isso corresponde a 10% do tempo de investimento. Mesmo assim, o retorno dele pré crise estava em 23% ao ano. Do ponto de vista macro Brasil, estávamos fazendo reformas, a Reforma Previdenciária tinha passado e a Tributária estava por vir, economias estavam sendo feitas e Brasil estava no menor patamar de juros da história (o que reduz e muito o custo de capital das empresas). O cenário era totalmente diferente e isso mudou de uma maneira muito rápida. Muitos esperavam que dado o clima mais quente, o Corona poderia demorar a vir para cá.

Saliento também que vários investidores, desde 2015-2016 falam de uma crise que iria acontecer. O mercado e a vida, são cíclicos, feitos de altos e baixos e obviamente crise sempre virá, mais cedo ou mais tarde. O fato é que ninguém prevê crise e quando prevê é fundamental o market timming, ou seja, estar certo de um evento e também estar certo de QUANDO esse evento acontecerá. Pouquíssimos conseguem isso de maneira recorrente.

 

  • Sempre estar no mercado: há diversos estudos que mostram que estar no mercado é vital para termos um retorno acima da média. Se perdermos apenas os 10 melhores dias de retornos em 10 anos, teremos um retorno abaixo da média. Ninguém sabe quando surgirão altas de 10-15% em apenas um dia, mas saiba que elas existirão. Já pensou que podem ter um medicamento que funcione muito bem para o momento atual e você ficar de fora totalmente do mercado? Quem quer investir em renda variável precisa estar ciente e acostumar-se com a volatilidade. Esteja sempre no mercado, com mais ou menor %, acho que isso pode ser feito como maneira de diminuição de risco!

 

  • Diversificação: acredito que essa é solução para a diminuição de risco. O melhor investimento é aquele que é mais adequado ao perfil do investidor. Definir um % de alocação de acordo com o poder aquisitivo, idade, nível de conhecimento do mercado e prazo de investimento, são fatores que auxiliam na definição do perfil e consequentemente no nível em percentual de diversificação.

 

  • Humildade: sempre temos e teremos que aprender. Infelizmente, é na crise que nos obrigamos a rever conceitos e reavaliarmos nossas atitudes e comportamentos, inclusive de investimentos. Esse é o momento para nos tornarmos melhores: melhores investidores e pessoas, já que temos agora, o ativo mais importante: tempo!

 

  • Conhecimento: buscar sempre conhecimento e ter resiliência nos investimentos é o que faz grandes investidores vingarem no tempo. Ray Dalio, mesmo com a riqueza pessoal e a maior gestora do mundo, demonstrou em sua carta, um alto grau de humildade. Quem une humilde e busca o conhecimento e aprimoramento constante, destacar-se-á sempre.

 

  • Paciência: vimos que dos 43 aos 44 anos, Buffett deixou de ter quase US$ 15 milhões. O que ele fez? Estudou o mercado, teve paciência (acredito que temos momentos em nossa vida e o momento atual é de plantar, focar em boas empresas, estudos e investir, para quem tem perfil e horizonte de prazo para isso) e 3 anos depois ele teve um crescimento de sua riqueza pessoal de 252%!! Paciência é o nome do jogo nos investimentos, principalmente nos mais voláteis.
  • Controle seus instintos: maioria dos investidores tem atitude contrária ao que efetivamente dá resultado nos investimentos. Há uma tendência de vendermos quando o mundo está em guerra, ou que o mundo vai “acabar”, também quando o mundo está enfrentando uma pandemia, desemprego, etc, etc. Por outro lado, quando há notícias positivas, nos sentimos muito mais propensos a realizar investimentos. Isso não tem lógica alguma, como é o momento atual!

E para finalizar, aqueles velhos mantras de Buffett que muitas vezes nem dele são, mas que não deixam de ser interessantes, como o abaixo:

O momento é de estudar empresas, melhorar o conhecimento e plantarmos para o futuro, esperando a colheita que tenha certeza, virá!!

Desejo coisas boas, para você que está lendo esse artigo e para sua família. Cuidem-se!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/04/06/poderiamos-ter-previsto-essa-crise/

PERFIL DE INVESTIDOR V: AGRESSIVO – Quais as melhores opções de Investimentos?

02 de abril de 2020 às 17:16 Por Postado em Blog da Samantha

O Perfil de Investidor ou suitability foi criado, como observado no início da nossa série Os Melhores tipos de Investimentos para cada Perfil de Investidor devido a necessidade incorrida, segundo a própria Anbima cita, de proteção aos Investidores. Nesse viés, fechando nosso estudo, abordaremos os Investimentos mais adequados ao Perfil AGRESSIVO.

Investidor de Perfil AGRESSIVO

A característica principal identificada nesse Investidor sem dúvidas é a sua alta tolerância a riscos. Comumente enfrenta as oscilações do mercado mas, por conhecer e possuir domínio acerca do mercado financeiro, opta por MAIOR RENTABILIDADE.

Analisando esse Perfil, a carteira sugerida por especialistas pode variar um pouco. Porém, alguns produtos são unanimidades entre eles, tais como:

Renda fixa- em um percentual mais baixo, variando a no máximo 30% na composição da carteira.

Ações- a “queridinha” desse Perfil, onde o Investidor, ao comprá-las, passa a ser sócio de uma empresa. Sempre lembrando de buscar por ativos de empresa sólidas, valendo aqui a presença de um profissional certificado para auxiliar.

Ainda, como estratégia de diversificação é possível acrescentar os Fundos Multimercados, Fundos Imobiliários, BDR, bem como Mercado Futuro, dentre outros ativos.

 

Mas e o perfil ARROJADO?

Esse, assim como Perfil AGRESSIVO, busca por maior retorno financeiro, assume maiores riscos e suporta oscilações do mercado. Entretanto, mantem uma parte do seu capital em Investimentos com liquidez de médio e curto prazo.

 

Após analisarmos os três principais Perfis, espero que você identifique o seu, e feito isso, coloque em prática no momento de Investir. É claro que, com o passar do tempo e também, estudando acerca do mercado financeiro, é natural ir migrando de um Perfil a outro – por isso importante um estudo frequente.

E não se esqueça:

 

“O conhecimento é uma ferramenta, e como todas as ferramentas, o seu impacto está nas mãos de quem o usa”. – Dan Brown

 

Um grande abraço e até a próxima!

Samantha Thielke

Samantha@experato.com.br