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Não acredite em tudo que ouve no mercado de ações.. e se quiser acreditar, compre ETF..

agosto 19th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Não acredite em tudo que ouve no mercado de ações.. e se quiser acreditar, compre ETF..”

Não acredite em tudo que lê e ouve no mercado de ações..

Estamos vivendo tempos, no mínimo, diferentes se tratando-se de mercado financeiro. Estamos em um momento onde tudo que tem a palavra “tech” ou algo similar, repercute positivamente e gera um reflexo muito forte e positivo, principalmente quanto ao valuation de empresas com essa palavrinha. São empresas sendo avaliadas a mercado a mais de 150 vezes lucros, 100 vezes lucros e isso acontecendo tanto no mercado de investimento americano, quanto no mercado brasileiro. Com a entrada massiva de investidores pessoa física, muitos são novatos no mercado e mais do que nunca precisam ser alertados que um bom investimento não é apenas em que se compra empresas conhecidas e boas empresas, mas acima de tudo, empresas que sejam boas e com bons preços. Por bons preços, significam empresas que estejam baratas, que possuam uma boa margem de segurança ao investir, que não estejam na “moda” (empresas que estejam muito na mídia, tem um custo e o custo é o de estarem com preços, provavelmente, já não atraentes, pois outros já notaram isso) e a preços que não embutem uma necessidade de crescimento tão alto, onde a empresa investida tem praticamente obrigação de crescer.

Empresas negociadas a 100x lucros anuais, 70x lucros anuais, são empresas que o mercado de ações acredita que o que elas cresceram recentemente (taxas de crescimento de dois dígitos, no mínimo) como por exemplo, 30% ao ano, irá ser perpetuado e essas empresas irão ter por um longo período ao menos, esses percentuais de crescimento, o que é difícil para uma empresa já consolidada e grande. É o que vem acontecendo com as empresas “tech” atual, que embutem necessidades de taxas de crescimento muito altas. No momento atual, nos Estados Unidos temos a Amazon, que negocia a 152x lucros anuais, já tem 49% do varejo online americano. No Brasil temos a B2w, dona das Lojas Americanas e da Submarino, que não tem lucro desde 2011 e é a ação que mais sobe em 2020 no Ibovespa. Não é fácil muitas vezes investir com margem de segurança e com personalidade. Saiba que o momento atual é muito parecido com a “Bolha.com”, inclusive em termos dos altos valuations e a certeza de que alguns investidores que empresas de crescimento irão sempre crescer a taxas estratosféricas.

…era uma vez Dow a 36.000 pontos!

Algo similar ao momento atual, ocorreu entre os anos de 1999-2000, na chamada “Bolha.com”, onde ativos eram negociados em múltiplos altíssimos, parecidos com o que vemos agora.

O frenesi era tanto que em outubro de 1999, quando o Dow Jones estava ao redor de 10.500 pontos, foi lançado o Livro “Dow 36.000”, de John Glassman, que fazia uma previsão que o Índice Americano Dow Jones, chegaria logo em 36 mil pontos. 21 anos passaram-se e até hoje o Dow Jones não chegou nesses 36 mil pontos, chegando no máximo perto dos 30 mil pontos, cerca de 20% do que foi previsto em 1999, mesmo tanto tempo se passando.

A justificativa do autor Glassman era de que as ações não tinham riscos maiores que os bonds e o que o prêmio de risco deveria cair para próximo de zero. Na visão dele na época, ações deveriam ser vendidas com os mesmos valuations que os bonds do Governo Americano, que teoricamente tem risco perto de zero. Obviamente, após a “Bolha.com” ninguém mais ouviu de Glassman e seu amigo que escreveu o Livro até porque em 2000-2001 o Dow Jones sofreu um dos maiores colapsos da história. É importante lembrar desse Livro e da “Bolha.com”, muito similar a possível “Bolha tech” que alguns mencionam.

Entre os anos 1999-2002 (em 2002 estourou a “Bolha.com”) do ponto mais alto da Nasdaq (a Bolsa de tecnologia americana onde eram negociadas as empresas.com) nos 7160 pontos em fevereiro de 2000 até a mínima de 1677 pontos em setembro de 2002, muitas empresas eram negociadas a preços altíssimos e que demorou para estourar a bolha como vemos.

Além disso, cabe salientar que os juros da época saíram de 7% em 2001 para 1% em 2002, algo similar com os juros baixos de agora. Ressalto que a combinação de juros baixos, ativos a preços caríssimos e dinheiro em abundância são sempre um risco de possíveis bolhas!

Sinais de uma bolha 

Acredito que são três os sinais que podem servir como antecedentes ao estouro de uma possível bolha:

  1. Política monetária expansionista e dinheiro fácil: momento atual em quase todo o mundo, há dinheiro de sobra. Moro nos Estados Unidos, na Flórida e aqui cada residente recebeu US$ 1.200 iniciais, mais US$ 600 por semana para quem está desempregado. É mais que o salário mínimo americano. Além disso, os quatro maiores bancos centrais injetaram US$ 18 trilhões no mercado e inclusive, o Banco Central Brasileiro, já aumentou em 22% a base do dinheiro em circulação entre os meses de março e julho. Além disso, o dinheiro não é apenas fácil, mas as taxas de juros “punem” os investidores que querem poupar. O retorno dos juros está baixo e se ajustado pela inflação, o retorno real torna-se negativo, trazendo perdas para qualquer investidor;
  2. Narrativas de empresas de crescimento que captam a atenção do investidor: tivemos a “Bolha.com” no passado com a história de empresas que eram criadas em garagens e que iriam crescer muito. Na época dessa loucura, as empresas chegaram a ser avaliadas por clicks em sites, algo muito sem noção. Um exemplo claro e que já tratei aqui em meus artigos anteriores, é o caso da Tesla que tem valor de mercado que as 7 maiores empresas de produção de automóveis juntas e que tem receita 29x menores! Outro exemplo que já citei é a Amazon.
  3. E por último, participação em massa de investidores e possibilidade de especulação: Já mencionei aqui também do aplicativo Robin Hood e a facilidade de que os investidores americanos podem ingressar no mercado. A maioria desses investidores vêm comprando ações da Tesla, Amazon e outras empresas conhecidas, sem avaliar qualquer balanço sobre essas empresas.

O que seria um sinal de início de uma bolha? Juros. Fique atento aos juros e ao que ocorreu no Japão nos anos 90 e na “Bolha.com”.

Venho frisando a importância na seletividade de ações cada vez  mais, não indo pelo conselho de outros investidores e filtrando o que lê e ouve, assim como um outro exemplo que aconteceu essa semana com o Warren Buffett e a compra de ouro.

Buffett e o investimento em ouro… será?

Recentemente saiu na mídia o investimento em ouro de Warren Buffett e que o mesmo estaria investindo de forma massiva no metal precioso. O fato é que foi feito um investimento de US$ 560 milhões na Empresa Barrick Gold. Poucas pessoas se deram conta, mas o valor é cerca de 0,7% da fortuna pessoal de Warren Buffett e cerca de 0,11% do total de valor de mercado da Berkshire Hathaway. É como você tivesse R$ 1 milhão e investisse R$ 5.600 em ouro. Não é quase nada. Algo muito pequeno perante o valor total de ativos que tem o Warren Buffett, algo praticamente irrelevante e que foi claramente usado para criar narrativas e vender jornais e mídia. Por isso, como o título do artigo diz, filtre o que lê e ouve vindo do mercado de ações.

Aproveitando que estou falando do velhinho de Omaha, um indicador interessante e que acredito na utilidade é a o valor de mercado de todas as bolsas mundiais e do que é produzido mundialmente, conhecido como PIB. Hoje, a capitalizaçao de mercado está acima do PIB Global, o que é algo que também liga o sinal amarelo para o mercado de ações, e que podemos ver abaixo:

fonte: bloomberg

O que estou pensando do mercado atual?

Venha efusivamente mostrando dados de que acredito que as commodities e o Brasil em especial tenderão a ser privilegiados com os movimentos que estão acontecendo. Também dado o gráfico abaixo, é claro o movimento de depreciação das maiores moedas mundiais contra o ouro (poderia ser contra outros ativos reais que não possuem interferência-criação humana).

Já o sentimento de mercado saiu de Pânico para Euforia, segundo o Market Sentiment, do Citigroup:

Nos Estados Unidos, o comércio varejista vem se recuperando a níveis pré-covid:

E, por último, a quantidade de puts-call ratio nos Eua, está em um dos menores patamares:

Finalizando:

Desconfie de tudo o que lê e ouve. Tenha pensamento crítico, inclusive sobre o que escrevo aqui (mas serão bem-vindas mensagens suas abaixo). Por não ter um pensamento crítico, vários dos investidores em opções de Cogna (mais de 10.000 investidores) tiveram suas opções a valendo zero!! Não acredite em tudo que lê e ouve do mercado financeiro. Se quiser acreditar e não puder filtrar, compre um ETF! Se tiver preguiça de estudar os ativos, compre um bom ETF!

Se você não tiver tempo para acompanhar o mercado, ler relatórios e criar um pensamento crítico, poupe seu tempo e compre um bom ETF! Isso é o melhor a fazer, pois como sempre digo, tempo é o ativo mais precioso que temos e o segundo é a liberdade!

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/08/19/nao-acredite-em-tudo-que-ouve-no-mercado-de-acoes-e-se-quiser-acreditar-compre-etf/

Ações em valor e commodities podem estar depreciadas

julho 13th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Ações em valor e commodities podem estar depreciadas”
Ações baseadas em valor
Ações baseadas em valor

Ações baseadas em valor, commodities e mercados emergentes podem estar depreciadas

Chama atenção nos últimos dias a descolada que deram as ações da Tesla e de ações linkadas ao setor tech, tanto nos EUA quanto no Brasil. No início do ano as ações da Tesla estavam sendo negociadas a US$ 430 e agora estão a US$ 1.544, ou seja, uma alta de 259% apenas em 2020 e em ano de pandemia.

Uma das premissas de investidores em valor ou investidores que procuram investir com uma razoável margem de segurança é de que as cotações das ações devem acompanhar o lucro ou na minha visão, o caixa gerado por essas companhias. Muitas vezes, o lucro pode advir de um lucro contábil, algo não operacional, como reavaliação de propriedades que não são o core business da empresa investida e que vem sendo muito comum em algumas empresas da bolsa brasileira.

No exemplo da Tesla, no últimos dois trimestres é que ela começou a gerar lucro e mesmo assim foram cerca de US$ 16 milhões ou US$ 0,09 (sim 9 centavos) por ação que está negociada a US$ 1544, ou um Price-earnings (preço dividido pelo lucro anualizado) de 4289 vezes!!!!!! Lembro que no quarto trimestre de 2019, os ganhos foram de US$ 105 milhões de lucro líquido ou US$ 0,56.

Corrobora com isso que venho falando a questão de que a Tesla vale hoje US$ 260 bilhões, possuindo um valor de mercado maior que GM, Ford, Fiat Chrysler, Honda, Daimler e Ferrari, JUNTAS!

No último ano, as receitas dos outros produtores de automóveis foram de US$ 731 bilhões contra US$ 26 bilhões da Tesla, ou seja 27x menos!!! O que o mercado vem precificando é um crescimento gigantesco para Tesla nos próximos anos e provavelmente fontes de receita fora do negócio principal, quem sabe algo também relacionado a Solar City (sim, a Tesla é dona de uma empresa de telhas fotovoltaicas, que geram energia a partir da luz solar).

Por morar aqui na Flórida, vejo amigos com desejo de ter um Tesla e alguns até compraram, até pela questão de leasing, onde você paga cerca de 20-40% do carro em 2-3 anos para uma empresa que é responsável pela manutenção do carro. Após esse período, o carro retorna para as mãos de quem alugou. O ponto positivo disso é que pode ser utilizado como despesas em uma empresa, diminuindo o pagamento de impostos, tudo de uma maneira correta e honesta.

Acredito que todo esse movimento, seja devido ao aumento de número de investidores pessoa física e aos hobinhooders, pessoa física que negocia ações via o aplicativo Hobinhood, de corretagem grátis, mas que vende a ciência das compras e vendas para investidores maiores, de grande parte os investidores profissionais.

Esse movimento que tem acontecido com ações de Tesla, vem acontecendo com outras empresas tech e empresas de crescimento que estão nas máximas históricas e que estão com um peso gigante, um dos maiores da história na composição do S&P500, como podemos ver abaixo, enquanto que ações de empresas cíclicas e de setores considerados investimento em valor, como bancos e setor financeiro, indústria, energia e consumo discricionário, estão nos patamares mais baixos. Lembro que investir é olhar para frente, imaginando o que pode acontecer com a empresa daqui para o futuro, baseando-se no que ocorreu no passado, porém o que vem acontecendo é uma valorização em patamares históricos de empresas de crescimento e aqui faço meu alerta e cautela… o melhor investimento é aquele quando poucos querem, poucos prestam atenção, feito também em um timming correto!

No quadro abaixo, podemos ver o retorno anualizado nos últimos anos de empresas global commodities, ou empresas de commodities, mercados emergentes que tiveram um dos maiores riscos (medido pelo desvio padrão) e retornos no passado que não corresponderam ao risco incorrido. Lembro que empresas que não andaram bem no passado, podem andar bem no futuro, eis que têm grande possibilidade de estarem com desconto e é nisso que pessoalmente acredito em meus investimentos.

Fonte: Visual Capitalist

Muitos comentam que as ações poderiam estar negociadas a patamares altíssimos, os maiores da história, mas o fato é que ainda não batemos os múltiplos da bolha.com, como podemos ver abaixo:
Venho acompanhando alguns youtubers, muito deles meus amigos e que são geradores de opinião. Acredito que eles fazem um ótimo trabalho de educação financeira, mas a carteira deles normalmente é de ativos linkados ao crescimento. Muitos gostam de ações como Weg, B2W, Magazine Luiza, Tesla e convém alertar que essas empresas podem ter atingido patamares acima de uma margem de segurança adequada de investimento.
Quem é investidor há mais tempo, sabe que é o cachorro que balança o rabo e não o contrário, falo isso acerca dos lucros e geração de caixa atual e futura que fazem com que o preço de ação caia ou suba e que muitas vezes, a maioria é pouco inteligente e emocional e uma das características de grandes investidores é filtrar a opinião alheia, servindo-se dessa “bipolaridade” do mercado, que às vezes é muito otimista e outras muito negativista com alguns setores. Olhando o quadro abaixo, será que o mercado não está sendo muito negativista com setores mais tradicionais da economia? Note as mudanças de expectatias entre 31-12-2019 e 30-06-2020…

Fonte: WSJ

Não há dúvidas que investir em empresas tech nos últimos anos, foi uma das melhores estratégias dos últimos anos, mas será que o futuro para o investidor manterar-se-á assim?

Descolamento da economia real e do mercado: desemprego nos EUA continua no pico

Nos últimos dias tivemos uma melhora na taxa de desemprego nos EUA, surpreendendo aqueles que apostavam contra isso e lembrando a frase que ficou marcada por Warren Buffett, no encontro anual de acionistas Berkshire: “Never bet against America (EUA)”. Mesmo assim, com toda a recuperação do mercado de trabalho, o número de desempregados ainda é acima das crises anteriores (atualmente estamos com 11,1% e alguns contestam esse número):

  • 2007-09: 10.0%
  • 2001: 6.3%
  • 1990-1991: 7.8%
  • 1981-1982: 10.8%
  • 1973-75: 9.0%
  • 1969-70: 6.1%
  • 1960-61: 7.1%
  • 1957-58: 7.5%
  • 1953-54: 6.1%
  • 1948-49: 7.9%

Com a recuperação econômica ainda por vir e empresas tech e de crescimento já embutindo isso nos preços, ativos que estão historicamente mais descontados como commodities, investimento em valor e mercados emergentes tendem a valorizar-se nos próximos meses. Lendo a conjuntura macroeconômica, temos bancos centrais alocando muita grana como incentivos, moedas de países emergentes como o Brasil depreciadíssimas, petróleo nas mínimas históricas em comparação com o ouro, por exemplo e  empresas baseadas na métrica de value investing descontadas historicamente. Setores como saneamento, real state e bancos, são os que mais me atraem, ainda descontados, mesmo não andando. Juntando-se todos esses fatores, corrobora com meu pensamento e como venho me posicionando.

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

FONTE: https://bugg.com.br/2020/07/13/acoes-em-valor-e-commodities-podem-estar-depreciadas-by-eliseu/

Como o investimento em ações pode estar indo tão bem em uma pandemia?

junho 30th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Como o investimento em ações pode estar indo tão bem em uma pandemia?”

Em 12 de fevereiro de 2020 atingimos perto dos 119.761 mil pontos no Ibovespa, para em 19 de março de 2020, pouco mais de um mês depois, termos a maior crise do século em termos de velocidade de queda, o Ibovespa foi até os 61.690 pontos. Em 08 de junho voltamos a atingir 97.600 pontos. Da primeira máxima até a mínima de março tivemos uma queda de 48,49%. Na recuperação de março até junho tivemos uma alta de 58,21%.

Passada uma das maiores quedas da história, tivemos também uma das altas históricas, o que me leva a pensar o motivo da recuperação. Procuro sempre muito (alguns até dizem que penso demais.. eheheheh), mas o que estaria por trás da alta que está ocorrendo.

Como o investimento em ações pode estar indo tão bem em uma pandemia, com PIBs mundiais negativos e em uma recessão? Será que as ações se desconectaram da realidade? Vivemos em um momento de exuberância irracional?

Atualmente o mundo está combatendo a maior epidemia dos últimos 80 anos e sim, o mercado de ações mundial – um termômetro da economia, que antecipa os movimentos que tendem a ocorrer – vem atingido altas, atrás de altas, mesmo com todo o temor, medo e fechamento da economia que estamos vendo. Sendo assim, o momento é ideal para irmos a fundo e analisar o motivo disso estar ocorrendo, sendo alguns dos motivos elencados abaixo:

1) crença nos Banco Centrais mundiais de que eles terão a solução para tudo – escrevi já em artigos anteriores, a “coincidência” do valor injetado na economia mundial pelos quatro maiores banco centrais mundiais: FED, Banco Central Japonês, Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra, que colocaram no mercado US$ 17 trilhões somados e que essa foi o valor da mínima até as máximas em termos de valor de mercado adicionados das bolsas mundiais: saíram de US$ 62 trilhões para US$ 81 trilhões. Investidores acreditaram nos passos dos bancos centrais, na reabertura da economia, nas pessoas voltando ao normal e voltando ao trabalho, enfim em uma recuperação gradual, mas que seria em V;

2) crer que o número de infectados estaria normalizado e flattened, algo como que atingido os máximos e estabilizado (fato que na última semana levou a certas preocupações quanto a isso, com aumento de número de pessoas infectadas, principalmente na Flórida, Texas e Califórnia). Isso merece uma observação real, in loco, eis que voltei para Flórida, local que moro e a diferença entre pessoas que usam máscaras e se cuidam, comparando com Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, local que moro no Brasil, é substancial. O uso de máscaras aqui nos EUA é apenas em academias (e mesmo assim, uns 30% não usam) e em supermercados. De resto, locais como praias, nas ruas e restaurantes, ninguém usa máscara, exceto os atendentes;

3) No curto prazo, a esperança de novas vacinas (são mais de 100 laboratórios, aqui você encontra algumas dessas empresas com cotações em bolsa) e de que encontrássemos a cura rapidamente, auxiliou na valorização das ações;

4) Melhoras na economia de curto prazo. Na Europa, precisamente Alemanha, Inglaterra e Itália, ocorreu uma recuperação em V nos pedidos de reservas pelo app Open Table, que realiza reservas de mesas em restaurantes;

5) Dados econômicos conhecidos por todos, virão muito ruins no segundo trimestre, melhorando um pouco até o final do ano, mesmo assim teremos quedas fortes nos dados econômicos, sendo assim, há a crença de que os dados de 2021 e 2022 virão muito melhores que 2020 e que isso já estaria no preço;

6) Com a melhora da economia por vir e dados péssimos já nos preços, investidores não buscam mais por prêmios de risco ou melhor, exigem prêmios de risco baixos perante o cenário atual, dada a crença de que os preços dos ativos subirão;

7) Crença de que os bancos centrais irão comprar tudo o que puderem, incluindo ativos como ações, bonds, dívidas de boa e má qualidade, colocando dinheiro na mão dos vendedores desses ativos, que terão capacidade para reinvestir em novos ativos, fazendo com que esses se valorizem, levando para baixo os yelds, taxas de juros e os retornos futuros;

8) FED e outros bancos centrais aparentemente não diferenciarão títulos bons de ruins e isso trará como consequência, mesmo que os bancos centrais obviamente não comprem todos os títulos, uma elevação no preço dos títulos similares aos que foram comprados pelos bancos centrais, trazendo uma valorização nesses também;

9)Estava ouvindo e lendo artigo recente do Jeremy Siegel, falando alguns pontos importantes, entre eles que a taxa de juros tende a ficar baixa por um longo período de tempo no mundo, assim como os bonds tendem a ficar baixos por um longo período de tempo. Quanto menor a taxa de juros, menor será a taxa de desconto utilizada para a avaliação dos ativos, como consequência uma maior valorização no valor presente do fluxo de caixa descontado, que é a maneira mais usada para avaliação dos ativos e assim, uma maior valorização no valor das empresas cotadas em bolsa;

10) Com os bancos centrais facilitando empréstimos, veremos companhias refinanciando suas dívidas e com possibilidade de tomar mais empréstimos, independentemente de quão ruim é a situação dessas companhias, algumas conhecidas como companhias zombie, onde o pagamento de juros é maior que o Ebitda gerado por essas empresas;

11) invasão dos investidores pessoa física com a entrada de capital especulativo, similar a jogos de apostas no mercado acionário, principalmente nos EUA. Comentei em artigo anterior que o Governo Americano disponibilizou US$ 1200 de graça para cada residente nos EUA e nos últimos 3 meses não tivemos jogos de esporte, basquete, NBA, futebol americano e há muita aposta relacionada aos esportes e grande parte desse dinheiro foi para o mercado de ações que é visto por muitos como um “cassino”, sendo o único cassino aberto. Além disso, empresas praticamente quebradas e negociadas a menos de R$ 1,00 tiveram altas fortes nos últimos dias, tais como a empresa de locação de veículos Hertz nos EUA (que pediu concordata) e empresas como Gol, Azul e CVC no Brasil, com dívidas grandes e que tiveram seus negócios praticamente interrompidos. A falta de critérios para investimentos em empresas nessa situação, nos mostra a falta de filtro na análise desses investimentos, auxiliando a alta na cotação desses ativos;

Sinal amarelo, onde e em quais setores

Com a entrada de investidores pessoa física em alta também no Brasil e por ter 15 anos de mercado financeira trabalhando profissionalmente, sempre foi ideia aqui de passar dados aqui para investidores que estão começando evitando os erros que cometi. No momento atual venho frisando sobre a alta e descompasso entre preço e valor de várias empresas brasileiras e dos EUA, principalmente ligadas ao setor tecnológico. Abaixo podemos ver a cotação do setor de tecnologia dos EUA comparado com outros setores sem tecnologia. Impressiona a valorização, onde a média das empresas techs dos EUA, chegou a 160x lucros, o que é um dos maiores da história. Acredito em correções nesse setor e uma hora o mercado se dará conta do quão caro estão pagando por ativos como esses.

No gráfico abaixo podemos ver em azul a diferença empresas em que o consumidor pode ficar em casa e empresas que ele precisa sair, como restaurantes e empresas de aviação…

Já no Brasil, penso que setor de varejo e empresas como B2W e outras já andaram bem, assim como empresas exportadoras. Acredito em uma estabilização do dólar e várias dessas empresas já teriam incorporado isso no preço. Esses setores estão caros ao meu ver.

Como setores atrativos, dada a queda de juros, o setor de construção e bancos, assim como algumas estatais como Eletrobrás, Sanepar, ainda interessantes.

Fico por aqui! Ótimos negócios para todos!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

FONTE: https://bugg.com.br/2020/06/30/como-o-investimento-em-acoes-pode-estar-indo-tao-bem-em-uma-pandemia/

Ações brasileiras ainda têm espaço para alta e quais setores ainda interessantes?

junho 9th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Ações brasileiras ainda têm espaço para alta e quais setores ainda interessantes?”

Texto by Eliseu Mânica Junior

Ações brasileiras ainda têm espaço para alta e quais setores ainda interessantes?

Volátil e desafiador. Assim podemos definir o ano de 2020 até o momento, principalmente na economia e no mercado financeiro. Em março tivemos a maior queda em termos de velocidade na história (superando 1929 e 2008 na rapidez, essas aconteceram de forma mais lenta e gradual) e nos últimos 50 dias tivemos o maior rally de alta da história.

Tudo o que aconteceu recentemente, corrobora o que já comentei em artigos anteriores, de que sempre temos que estar no mercado financeiro, com maior ou menor percentual, percentual esse ajustado pelo perfil de risco inerente e próprio a cada investidor.

A primeira coisa a relembrar desse texto e desse período que passamos: esteja sempre no mercado! Poucos acreditavam em uma queda e uma recuperação tão rápidas! O fato é que ninguém tem uma bola de cristal para onde vai o mercado, apenas conseguimos através de muito estudo e leitura termos uma percepção de quanto o mercado está caro ou barato. O fato é que na recuperação, os valuations aparecem muitas vezes caros dado o momento vivenciado pela economia (lock down e mudanças de percepção no valor das empresas dada a mudança no comportamento dos consumidores), mas o fato é que as vezes focamos muito no curto prazo esquecendo, por exemplo, de uma regra básica de contabilidade: as empresas teoricamente são feitas para existirem para sempre, mesmo isso não acontecendo na maioria das vezes, mas o que quero dizer e passar aqui é do valor que tem a perpetuidade em cálculos de valuation, de avaliação das empresas. Para o leitor mais leigo, é como focar apenas no 2tri20 que todos sabemos, virá muito ruim, mas que ainda há valor e recuperação no 3tri20, 4tri20, 1tri21, ou seja, as empresas e o mundo não irão acabar! Treine sua mente para momentos como esses o que ocorreram (Ibovespa não voltará para os 61 mil tão cedo, pois eu, você e 118% dos investidores já estamos esperando por algo próximo a isso).

Outra coisa que tenho que comentar é sobre a correlação entre crescimento da economia e retorno dos investimentos principalmente em ações e no mercado Ibovespa. Esqueça, como investidor em achar que ações sobem apenas em momentos de PIB alto.

As altas na maioria das vezes acontecem até de maneira contrária ao crescimento econômico e vou te explicar o porquê disso: em momentos de quedas de PIB é que Bancos Centrais, COPOMs da vida, irão trazer incentivos à economia e teremos um afrouxamento momentâneo, visando um crescimento futuro. Isso é o que está acontecendo no momento, um afrouxamento gigante e incentivos sendo jogados no mercado.

Se pegarmos os patamares mais baixos que chegamos no mercado, a capitalização das bolsas mundiais atingiu US$ 61 trillhões e hoje estamos cerca de US$ 82 trilhões, sendo esse é o valor de mercado atual de todas as bolsas somadas.

O que aconteceu para essa valorização rápida? Coincidência ou não, a soma de ajuda, de grana que todos os bancos centrais colocaram como incentivo para a economia mundial foi de US$ 18 trilhões! Se somarmos a mínima dos mercados, com a valorização e o valor de mercado que subiu recetemente temos um valor próximo ao dinheiro alocado pelos Bacens mundiais.

Outra ajuda que aconteceu e que muda muito o cenário de avaliação de ativos: taxas de juros baixíssimas! A maioria dos investidores utiliza o fluxo de caixa descontado para avaliar uma empresa.

Teoricamente, o valor de uma empresa é o fluxo de caixa que ela gera ao longo do tempo, trazido ao valor presente. Para trazer ao valor presente é necessária uma taxa de desconto, que são os juros, somados ao risco, podendo ser uma soma do Risco País e outros. Esses juros, essa taxa de desconto está em um dos menores patamares da história e se considerarmos os juros reais ainda, temos poucas opções para alocação de capital por parte dos investidores com razoável retorno:

Fonte: Charlie Bilelo

Outra questão que chama atenção no momento atual é a quantidade de dinheiro colocada na mão das pessoas, que acabou indo para os investimentos.

Conversando recentemente com amigos americanos, a quantidade que foi disponibilizada é muito maior que imaginamos. Como exemplo, cada residente dos EUA recebeu US$ 1.200 de graça, apenas por ser cidadão. No caso de empresas, esse amigo recebeu cerca de US$ 30 mil apenas para manter a empresa aberta e não demitir ninguém. Sendo assim, temos uma quantidade gigante de dinheiro no mercado, juntando com pessoas ociosas em casa, com o seguro-desemprego, postergação de pagamento de mortgages, pagamentos de luz e o fato de que nos EUA os investidores são mais de 50% da população, temos o ambiente propício para esse dinheiro ser direcionado para o mercado de ações. Um fato curioso é que o dado de poupança nos EUA foi para 33% um dos mais altos da história, como podemos ver abaixo, através do PSR (Personal Savings Ratio):

Toda essa grana disponível junto com uma maior maturidade dos investidores, trouxe a condição ideal para o dinheiro ser direcionado para o mercado de ações, causando a recuperação pós quedas que tivemos. Isso ocorreu, juntamente com a compra de bonds por parte do Banco Central Americano. Com menores yelds, tivemos outro ponto positivo para a elevação nos preços de ativos de risco, o que acabou acontecendo.

Com a entrada de investidores pessoa física massivamente no mercado de ações, tivemos alguns desdobramentos interessantes. Como exemplo, temos o caso de investidores pessoa física entrando no mercado e comprando ações de companhias aéreas em um momento de queda extrema, enquanto investidores consagrados como Warren Buffett, venderam as ações dessas empresas.

Depois da venda de Warren Buffett, as ações do setor de aviação, por exemplo, subiu 65%, como podemos ver abaixo pelo ETF JETS:

Esse movimento de aumento de investidores pessoa física na bolsa de valores, não foi fruto ocorrido apenas nos EUA, mas também ocorreu no Brasil, como podemos ver abaixo, onde tivemos um crescimento em 2017 saindo de 620 mil investidores pessoa física para 2,4 milhões em abril de 2020!!! Além disso, quando comecei no mercado em 2004 o volume negociado na bolsa brasileira era de menos de R$ 1 bilhão por dia e recentemente atingimos R$ 36 bilhões, crescimento de mais de 35x em 16 anos! Essa tendência no crescimento tende a aumentar e ajudou nesse rally de alta recente.

Com a entrada massiva de investidores pessoa física e com os bancos centrais do mundo todo colocando mais de US$ 18 trilhões no mercado, os investidores institucionais ficaram para trás. Se Warren Buffett vendeu ações de aéreas e investidores pessoa física compraram e ganharam cerca de 65% do que vendeu Warren Buffett é porque temos que tentar prever o que estão vendo esses institucionais.

O cenário que temos no Brasil é similar ao dos EUA: um aumento gigante no número de investidores, mas os investidores institucionais, fundos de pensões estão no menor patamar de alocação em renda variável na história!!!

Com juros baixos e metas atuariais de 8-10% os mesmos terão de aumentar o peso em renda variável para buscar retornos visando entregar as aposentadorias de quem vem aportando nesses fundos. Com o tempo, teremos mais combustível para altas, pois esses fundos não têm muitas escolhas com taxas de juros baixas a não ser o mercado de ações e estão com baixa alocação em renda variável ainda.

Qual o movimento que pode acontecer?

No curto prazo mercado é totalmente irracional. Provavelmente, os investidores institucionais, assim como Warren Buffett esqueceram-se disso no curto prazo, focando nas notícias ou em dados econômicos, como osde múltiplos de ações como o que mostra o S&P500 em níveis de 2000, porém um fato cabe ser salientado: os juros não estavam nos níveis que estamos atualmente e nem tínhamos os US$ 18 trilhões que foram colocados no mercado.

Mais um fator é o que já escrevi aqui no Bugg: empresas de tecnologia são 21,8% de peso do DJI e elas subiram demais, levando os índices americanos. Além dessas empresas existem muitos outras e digo-lhe, há empresas BARATAS ainda, tanto nos EUA, quanto no Brasil.

Dados econômicos de março e dados atuais

Já comentei aqui que o mercado acionário tenta pegar dados de hoje e antecipar cenários. Isso aconteceu em março-abril, com um PMI e dados econômicos muito abaixo da média. As bolsas mundiais mundias despencaram! Projeção de lucros foram horríveis e mesmo assim os preços subiram! O PMI de Chicago foi o mais baixo em 38 anos:

O Earnings Per Share sofreu quedas bruscas…

Sim, mas o mercado acionário antecipa cenários e recuperações. Na China a recuperação está acontecendo em V e nos Estados Unidos, nessa semana, tivemos uma criação de empregos muito acima do esperado. Falando com amigos de lá, a reabertura arrecém começou, portanto, a criação de empregos pode aumentar e isso pode estar sendo visto pelo mercado financeiro, por isso o rally também.

Ainda é cedo para falarmos de uma melhoria, mas parafraseando Warren Buffett, “Never bet against America”. A criação de empregos foi muito maior que o esperado:

Mesmo com toda a alta que aconteceu, ainda há oportunidades. Setor de varejo eletrônico, um setor que negocia a múltiplos altíssimos, assim como empresas linkadas à exportação acredito que estão sendo negociados a patamares elevados e já andaram bem. Setores que comentei aqui, como bancos, empresas linkadas ao setor de construção com a queda de juros (na semana passada alguns bancos de investimentos começaram a trazer expectativas de queda para 1,75% na Taxa Selic, o que há pouco tempo era inimaginável) e empresas com propriedades ou tenham contratos de longo prazo como empresas de energia elétricac, são empresas que ainda têm potencial positivo.

Resumo do que foi comentado no texto:

1) cenário recente foi desafiador para todos os investidores. Tivemos a queda mais rápida, assim como a alta em 50 dias, mais rápida da história;
2) Como comentado em artigos anteriores, sempre devemos estar no mercado acionário, com maior ou menor percentual. A volatilidade recente mostra isso;
3) aportes constantes são como o carvão em um churrasco, sempre necessários;
4) com a distribuição de grana massiva nos EUA, tivemos capital das pessoas físicas entrando no mercado, inclusive ganhando no curto prazo, em termos de retorno de investimentos de investidores como Warren Buffett, que no caso, vendeu empresas aéreas e os investidores pessoa física compraram. Cabe ressaltar que o “velhinho” sempre tem e terá o meu respeito;
5) juros estão no patamar mais baixo da história da humanidade, com isso podemos ter múltiplos de negociação mais altos que em períodos anteriores, dado o menor custo de capital e maior potencial de alavancagem das empresas. Lembro que equilíbrio é tudo e em extremos temos oportunidades (hoje temos empresas negociadas a mais de 100x lucros e com valor de mercado de mais de US$ 1,2 trilhão, já dominando 26% do setor, o que nos mostra um risco maior, dado o menor potencial de retorno, já que a Empresa domina grande parte do setor);
6) a cada alta no mercado de ações, um filtro maior e cautela devem ser tomados;
7) ainda há oportunidades em setores que mais caíram e principalmente no Brasil. No mês passado, fomos a moeda que mais caiu no mundo e em junho isso começa a ser revertido. Investidores estrangeiros tiveram a maior saída desde 1994 e em um momento eles irão voltar, trazendo mais combustível para altas;
8) foque no que conhece, não vá por dicas e por “gurus”. Alguns dos maiores gurus já quebraram 4x no mercado, mesmo acertando muito ultimamente. Seu investimento = seu risco!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior





FONTE: https://bugg.com.br/2020/06/09/acoes-brasileiras-ainda-tem-espaco-para-alta-e-quais-setores-ainda-interessantes/

PERFIL DE INVESTIDOR V: AGRESSIVO – Quais as melhores opções de Investimentos?

abril 2nd, 2020 Posted by Blog da Samantha 0 comments on “PERFIL DE INVESTIDOR V: AGRESSIVO – Quais as melhores opções de Investimentos?”

O Perfil de Investidor ou suitability foi criado, como observado no início da nossa série Os Melhores tipos de Investimentos para cada Perfil de Investidor devido a necessidade incorrida, segundo a própria Anbima cita, de proteção aos Investidores. Nesse viés, fechando nosso estudo, abordaremos os Investimentos mais adequados ao Perfil AGRESSIVO.

Investidor de Perfil AGRESSIVO

A característica principal identificada nesse Investidor sem dúvidas é a sua alta tolerância a riscos. Comumente enfrenta as oscilações do mercado mas, por conhecer e possuir domínio acerca do mercado financeiro, opta por MAIOR RENTABILIDADE.

Analisando esse Perfil, a carteira sugerida por especialistas pode variar um pouco. Porém, alguns produtos são unanimidades entre eles, tais como:

Renda fixa- em um percentual mais baixo, variando a no máximo 30% na composição da carteira.

Ações- a “queridinha” desse Perfil, onde o Investidor, ao comprá-las, passa a ser sócio de uma empresa. Sempre lembrando de buscar por ativos de empresa sólidas, valendo aqui a presença de um profissional certificado para auxiliar.

Ainda, como estratégia de diversificação é possível acrescentar os Fundos Multimercados, Fundos Imobiliários, BDR, bem como Mercado Futuro, dentre outros ativos.

Mas e o perfil ARROJADO?

Esse, assim como Perfil AGRESSIVO, busca por maior retorno financeiro, assume maiores riscos e suporta oscilações do mercado. Entretanto, mantem uma parte do seu capital em Investimentos com liquidez de médio e curto prazo.

Após analisarmos os três principais Perfis, espero que você identifique o seu, e feito isso, coloque em prática no momento de Investir. É claro que, com o passar do tempo e também, estudando acerca do mercado financeiro, é natural ir migrando de um Perfil a outro – por isso importante um estudo frequente.

E não se esqueça:

“O conhecimento é uma ferramenta, e como todas as ferramentas, o seu impacto está nas mãos de quem o usa”. – Dan Brown

Um grande abraço e até a próxima!

Samantha Thielke

Samantha@experato.com.br

PERFIL DE INVESTIDOR IV: MODERADO – Quais as melhores opções de Investimentos?

março 24th, 2020 Posted by Blog da Samantha 0 comments on “PERFIL DE INVESTIDOR IV: MODERADO – Quais as melhores opções de Investimentos?”

Dando sequência à nossa série dos Melhores Investimentos para os principais Perfis de Investidores, hoje vamos falar acerca do Perfil MODERADO.

Diferente do Conservador, o Investidor MODERADO tolera um pouco mais de risco e, nesse aspecto, algumas opções de Investimentos são interessantes, tais como:

Fundos Multimercados:

Essa modalidade de Fundos de Investimentos diversifica em vários ativos, não exigindo uma porcentagem mínima de concentração de ativos, como veremos no Fundo de Ações, por exemplo.

Referidos Fundos possuem ativos em: renda fixa, ações, moedas, dentre outros. Por contar com diferentes ativos, possibilita ao Gestor profissional trabalhar com maior liberdade suas estratégias, conforme variação e oscilação do mercado. Nesse viés, esses Fundos são bastante atrativos, justamente por contar com flexibilidade, característica bastante peculiar dos multimercados. Claro que, por conta disso, podem existir eventuais riscos.

RENTABILIDADE:

Referente à rentabilidade há uma variedade muito grande, não existindo um padrão fixo, dependendo justamente da variação de ativos que podem ser escolhidos pelo Gestor.

Fundos de Investimentos em Ações:

Os Fundos de Ações devem investir pelo menos 67% do seu patrimônio em ações. Já o restante é distribuído em diferentes ativos, conforme critério do Gestor.

Essa modalidade de Fundo é recomendada para perfil Moderado/ Agressivo, com o objetivo de longo prazo.

Debêntures:

As Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas. Quem as compra empresta dinheiro para que estas expandam.

Elas se diferem das Ações, pois conforme cita o INFOMONEY, quem investe em uma debênture sabe desde o início o tempo em que o dinheiro precisará estar aplicado, bem como, quanto receberá de juros findo o prazo da aplicação. Por essas especificidades são classificadas como renda fixa.

Outra diferença é que as debêntures são papéis de dívidas das empresas, já as ações correspondem a frações do capital da empresa. Portanto, não envolvem a venda de parte do capital, como ocorre com as Ações.

Classificações

As Debêntures possuem classificação referente a modalidades de títulos emitidos, podendo ser:

– Debêntures não Conversíveis ou Simples: é a mais comum, na qual a rentabilidade pode ser pré ou pós-fixada- dependendo do título, não podendo ser convertidas em ações da companhia emissora. O recebimento da rentabilidade se dá ao final na conta da corretora ou banco escolhido.

– Debêntures Conversíveis: esse tipo de debênture findo determinado prazo, ou período estipulado, pode ser convertido em ações.

-Debêntures Permutáveis: nessa modalidade os ganhos podem ser convertidos em ações de qualquer empresa.

Além dessas modalidades, existe ainda as Debêntures Incentivadas. Nestas os recursos captados pelas empresas são utilizados com intuito de financiar projetos em infraestrutura (normalmente usadas por empresas que prestam serviços ao governo) e, possui como incentivo atrativo a isenção de Imposto de Renda.

Nesse sentido, os Fundos Multimercados, Fundos em Ações e as Debêntures são alternativas de DIVERSIFICAÇÃO para o Investidor Moderado, tecla bastante “batida”, mas imprescindível para o sucesso de uma carteira.