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RESULTADO PETRORIO (PRIO3) 3T19: Dívida controlada, gerando caixa em um setor que não é modinha

novembro 7th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “RESULTADO PETRORIO (PRIO3) 3T19: Dívida controlada, gerando caixa em um setor que não é modinha”

A Petrorio liberou seus resultados recentemente. Mesmo com a queda do Brent médio, a empresa conseguiu lucrar mais, lembrando que no último trimestre de 2019, aparecerá os outros 18% da aquisição de Frade. Esse é um ativo que tenho carinho especial, eis que comecei a comprar as ações de Petrorio nos R$2,30 a valor de hoje. Sim, eu sei que não é bom mencionar a palavra carinho, um sentimento por ações, eis que se estamos possuindo prazer ao investir, não estamos investindo, pois investir não deveria ser um jogo, uma aposta… Logo não deveríamos ter sentimentos pelas ações que compramos. Mesmo assim, é um investimento que me deu ótimos lucros (mais de 635% desde as primeiras compras até hoje) e que há a possibilidade de chegar a um valor maior.

Nesse trimestre, a receita teve um aumento de 78% vs o 3T18. Ocorreu uma queda no lifting cost para US$ 22,9/bbl, contra S$ 26,6/bbl do trimestre passado.

O lifting cost total da Companhia apresentou redução de 14% ano contra ano e de 4% frente ao 2T19, como pode ser notado no gráfico acima. Foi verificado no trimestre uma sinergia entre as operações de Frade e Polvo e também a redução de custos operacionais favorecendo as operações.

Já o queridinho EBITDA (que grande parte do mercado olha como geração de caixa, mas que acredito que é preciso ir mais a fundo para verificar a efetiva geração de caixa de uma empresa) ajustado (ex-IFRS 16) de R$ 215,9 MM, possuindo a maior margem já reconhecida para um trimestre, na ordem de 54%. Foi também o maior EBITDA ajustado por barril da história da PetroRio,na ordem de US$ 31,5/bbl.

Um dos pontos que gosto de observar, mesmo com a menor taxa de juros de nossa história e os efeitos mais positivos da alavancagem nesse tipo de cenário, é a dívida líquida e nesse trimestre, ocorreu uma queda acelerada na dívida líquida para 1,2x Dívida Líquida/Ebitda, o que permite alavancagem para aquisições que aparentemente estariam em negociação, inclusive há possibilidade de aquisição do restante de Frade, pertencente à Petrobrás.

Nesses últimos 12 meses, a empresa vem visando crescer, tomou dívidas em janeiro de 2019 no valor de US$ 224 milhões com a Chevron como parte do financiamento da aquisição de Frade, possuindo prazo de dois anos e custo de Libor (Taxa referência para grandes financiamentos de curto prazo usada pelo mercado interbancário internacional) + 3% a.a., o que é vantajoso sendo que a parte mais relevante é que essa dívida será paga com parte do fluxo de caixa do próprio ativo. Outra dívida tomada recentemente foi na ordem de US$ 48 milhões.

Como resultado da maior geração de caixa livre e o maior nível de EBITDA com a incorporação da participação de 51,74% de Frade, a companhia conseguiu reduziu o índice de alavancagem. A Companhia estima chegar ao final dos primeiros 12 meses após a incorporação da participação em Frade (que se encerrarão no 1T20), com este indicador abaixo de 1,0x.

Sobre o lucro líquido, ele foi impactado por um efeito não-caixa da variação cambial sobre os passivos em dólar, onde na prática, não trouxe nenhum efeito à Companhia, uma vez que as receitas são predominantemente dolarizadas.

Sobre o principal deste trimestre, Frade teve produção 15,4% superior ao mesmo período do ano anterior e 18% maior do que o estimado para o trimestre se considerado o declínio natural do Campo no momento da incorporação do ativo. Tudo isso ocorreu pela eficiência operacional da Petrorio, através de estimulações e medidas tomadas para aumentar a produção.

Como resultado da maior geração de caixa livre e o maior nível de EBITDA com a incorporação da participação de 51,74% de Frade, a Companhia reduziu o índice de Net Debt/ EBITDA de 3,3x no 1T19 para 1,2x, considerando  3T18 o EBITDA ajustado ex-IFRS 16. A Companhia estima chegar ao final dos primeiros 12 meses após a incorporação da participação em Frade (que se encerrarão no 1T20), com este indicador abaixo de 1,0x.

Futuro

A Companhia pretende continuar na eficiência operacional, revitalizando os poços até o final do ano, com duração de até dois meses, e que o investimento inicial para a perfuração da primeira etapa será de aproximadamente US$ 20 milhões.  Ela estima ainda, que as perfurações desta etapa poderão adicionar entre 3 e 6 milhões de barris de óleo às reservas da Companhia, a serem confirmadas no relatório de certificação de reservas. Concluída a primeira etapa, os dados coletados serão utilizados para a decisão dos investimentos da segunda etapa, que poderão incluir os prospectos Arpoador e Piratininga. Os investimentos previstos para toda a Fase 3 em Polvo poderão chegar a U$ 60 milhões, a depender do sucesso e completação de todos os quatro poços prospectados.

 

Posição em Títulos e Valores Mobiliários

Uma das questões que me preocupava ano passado era o investimento em ações da Oi, porém, a companhia acabou realizando a venda quase total. Ficaram ainda R$ 4.997 milhões, o que não é nada perto do valor anterior. Fui atrás das notas explicativas e os investimentos atuais demonstram que a Empresa está realizando investimentos de maneira mais conservadora, como mostrado abaixo:

Minha opinião: O ativo negocia a 3,4x Ebitda, gerando caixa, realizando aquisições como Manati que deu uma TIR de mais de 66%, aquisições essas que se pagam em pouco tempo. PRIO também vem ganhando expertise, está inserida em um nicho de campos maduros, o que não é a principal atração para outras empresas do setor. Há ainda uma experiência em aumentar o prazo de exploração dos campos, o que traz um diferencial para a empresa. Para 2020, acredito no preço de R$ 28,48. Saliento que isso não é uma indicação de compra, mas sim apenas comentário do que tenho e estou fazendo.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/07/petrorio-divida-controlada-gerando-caixa-em-um-setor-que-nao-e-modinha/

Grandes Investidores: Robert Schiller, um Prêmio Nobel focando nas finanças comportamentais

novembro 3rd, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Robert Schiller, um Prêmio Nobel focando nas finanças comportamentais”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Robert Schiller – Biografia

Robert James Shiller, nasceu no dia 29 de março de 1946, em Detroit, Michigan, nos Estados Unidos. Ele já ganhou um Prêmio Nobel em 2013, sendo um professor acadêmico e autor com grande sucesso. Está entre as 100 economistas mais influentes do mundo.

Robert Shiller tem descendência Lituana, é casado e tem dois filhos. Sua família veio da Lituânia entre 1906-1910 Estudou Administração, em 1967 e recebeu um mestrado na Massachussets Institute of Technology (MIT), em1968 e um Phd pela mesma Universidade em 1972, com trabalho denominado Expectativas Racionais e a Estrutura da Taxa de Juros, sob supervisão de Franco Modigliani.

Carreira de investimentos 

Robert Shiller começou a ministrar aulas em Yale em 1982, focando seus trabalhos na área de finanças comportamentais, também publicando alguns artigos sobre a eficiência de mercado. Ele defende que em um mercado racional, investidores irão basear os preços das ações no recebimento futuro de dividendos, descontado a uma taxa de valor presente. Ele avaliou a performance do mercado de ações americano e levou em conta, expectativas futuras de pagamento de dividendos, assim como taxas de desconto que poderiam justificar a grande variabilidade do mercado de ações. Schiller concluiu que a volatilidade do mercado de ações era maior que qualquer explicação racional visão do futuro, justificando como a perspectiva de dividendos como a explicação mais plausível.

O campo de finanças comportamentais ganhou credibilidade sobretudo após o crash no mercado de ações de 1987. O trabalho de Shiller incluiu perguntas para investidores e traders sobre a razão para eles realizarem trades e os resultados confirmaram o que Shiller defendia que a maioria das decisões eram realizadas pela emoção em vez da razão.

CAPE de Schiller: verificando se o mercado está caro ou barato

Cada vez mais as finanças comportamentais é uma matéria importante para entendermos melhor o mercado de capitais que no curto prazo é chamado de “maníaco-depressivo” por muitos. Acontece que, por ser operado por humanos e humanos possuírem emoções, é importante o entendimento de como essas emoções e sentimentos como medo e ganância influenciam os investimentos.

Focando em finanças comportamentais Robert Schiller adaptou um dos mais utilizados múltiplos, o indicador Preço-Lucro, realizando uma média de 10 anos e ajustando-o à inflação. O modelo de CAPE Shiller é usado principalmente para verificar se o mercado de ações está super valorizado ou sub-valorizado, corrigindo a inflação.

Esse indicador é ajustado dividindo o preço atual de uma ação pela média de lucro dos últimos 10 anos, ajustado pela inflação.

Essa é uma maneira inteligente de suavizar o impacto dos ciclos dos negócios e outros eventos que aconteceram no passado.

Usando dados das ações americanas Shiller e Campbell estudaram as médias do CAPE durante os anos de 1881 até os últimos anos, encontrando uma média geral de 15,21 ou o equivalente a 6,6 por cento a cada ano. Atualmente, o CAPE é de cerca de 30x ou um dos mais altos níveis históricos. Shiller vem alertando sobre possível bolha e de quão tão alto estão os mercados há 2-3 anos. Acontece, que é praticamente impossível sabermos exatamente quando ocorrerá uma nova crise, apenas sabemos que crises ocorrem e devem ocorrer, sendo algo sadio para o mercado e propiciando a compra de mais ativos por valores mais baixos.

Como confirmação da eficácia do indicador, no ano 2000, auge da “bolha ponto.com”, o indicador atingiu o seu máximo em 44, em dezembro de 1999 e o menor patamar em 4,80 na data de dezembro de 1920.

CAPE Shiller atual, mostrando que a bolsa americana está negociando em patamares elevados

 

Pontos fracos do modelo de CAPE  Schiller

– contabilidade é diferente de hoje para dez anos atrás;

– Preço-earnings hoje é mais alto devido ao fato de que nos últimos anos, há uma tendência de queda nos juros. Existem diferentes mercados, diferentes condições, diferentes situações regulatórias em diferentes países. Um dos exemplos de mudança drástica é o setor de varejo, que

mudou muito..apenas em cinco anos!

– uma das principais regrass de economia é a função de oferta e demanda. A demanda por ações cresceu muito nos últimos anos de maneira drástica! Existe muito mais dinheiro parado esperando por um bom investimento e ações estão entre os melhores investimentos em termos de retorno x risco. Mesmo assim, com uma alta demanda existem uma menor quantidade de ações nos EUA.

 

Principais pensamentos de Robert Schiller

– Em qualquer momento que você tiver que mudar, isso custará algo. Alguém irá perder.

– O futuro sempre tem alguma surpresa reservada para nós e a melhor maneira de se precaver é diversificar seus investimentos.

– Finanças não é algo apenas sobre fazer dinheiro. É sobre atingir nossos objetivos mais profundos e proteger os frutos do nosso trabalho. É sobre atingir uma sociedade melhor como consequência também.

– Nos julgamos economia pelo que isso pode produzir, porém economia é mais próxima à engenharia do que a física: ela é mais prática que espiritual.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/03/grandes-investidores-robert-schiller-um-premio-nobel-focando-nas-financas-comportamentais/

Grandes Investidores: Paul Tudor Jones, o trader que fez 56,7% na Black Monday em 87

setembro 13th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Paul Tudor Jones, o trader que fez 56,7% na Black Monday em 87”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Paul Tudor Jones – Biografia

Paul Tudor Jones II, nasceu em 28 de setembro de 1954, na cidade de Memphis, no Tenesse. Ele é considerado um dos maiores traders da história. Em 1987, na conhecida Quinta-Feira Negra, ele lucro e conseguiu naquele ano, um retorno de 69%!! Ele é um investidor-trader americano, gestor de fundo de hedge e filantropo.

Criou sua empresa de gestão de fundos, em 1980 e em agosto de 2019, a fortuna dele era de US$ 5,1 bilhões, o que o faz um dos mais ricos do mundo. Estudou na Universidade da Virgínia, sendo graduado em economia, em 1976.

Pensou em estudar na Harvard Business School, acabou sendo aceito mas optou por não frequentar, pois pensava que “isso é algo maluco, porque eu irei estudar lá, se eles não irão me ensinar nada. O conjunto de habilidades para o mercado não é ensinado em uma escola de negócios!”.

O início

O primo de Paul Tudor Jones, William Dunavan Jr, introduziu Paul Tudor para um dos maiores traders de algodão do mundo, Eli Tullis, que contratou Paul Tudor Jones. Eli foi o seu mentor na Bolsa de Nova York, ensinando-o a ser trader de algodão.

Em 1980, Paul Tudor Jones, fundou a sua própria empresa de gestão de investimentos e um dos seus maiores sucessos foi ter previsto a “Segunda-Feira Negra”, triplicando o dinheiro dele com posições grandes nesse dia. Naquela semana de outubro de 1987, Paul Tudor Jones fez incríveis 62% de retorno.

Seu estilo é único e descorrelacionado com a performance de outros gestores. Talvez o fato mais importante foi que ele fez quase o impossível, tendo obtido 5x mais de três dígitos de retorno, praticamente sem recuos nos retornos desses anos. O que mais impressiona era que até 2008, ele não tinha um único ano negativo de retorno, algo nunca antes ouvido na indústria de fundos.

Retornos do Fundo de Paul Tudor Jones, infelizmente até 2009, mas que dá para ter uma noção do retorno histórico do Fundo

O braço-direito de Jones, na Tudor Investment Corporation, Peter Borish, antecipou o crash em 1987, mapeando o mercado em 1987 e encontrando similaridades com o que aconteceu com o crash em 1929, ganhando milhões com isso.

Ao contrário da maioria dos fundos de gestão de recursos, que cobram 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance, o Tudor Investment Group (Empresa de Paul Tudor Jones) cobra 4% de taxa de administração e 23% de taxa de performance.

Atualmente sua firma cuida de cerca de US$ 26 bilhões em ativos, investindo em vários países do mundo, incluindo investimentos macro, fundamentalista nos EUA e Europa, mercados emergentes, venture capital, commodities e investimentos baseados em trading systems.

O retorno anualizado de Paul Tudor Jones II é de 19,5% ao ano. Sobre o estilo de gestor de Paul Tudor, ele é baseado primeiramente em análise técnica, sendo o oposto de value investing, com uma ênfase em fatores momentâneos que direcionam os mercados.

Um fato curioso é que foi produzido um documentário sobre Paul Tudor Jones II e sobre ele mencionar que em 1987 ocorreria um crash, usando métodos de análise técnica. Embora o vídeo tenha sido mostrado na televisão em novembro de 1987, algumas cópias ainda estão disponíveis. Paul Tudor tentou retirar do mercado todas as cópias, comprando quase todas e retirando-as  de circulação. Apesar do filme mostrar pontos positivos sobre risco e cuidado com cliente, também mostra algumas táticas secretas de trading, o que pode ter feito com que Paul tentasse remover de circulação.

Vi o vídeo e envio aqui o link para o mesmo, disponível no youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=cy43vfYaxk0

 

Filosofias de investimentos

  • O que mais dá retorno são os pontos de virada, ou seja, quando tendências chegam ao fim.
  • Gaste seus dias de maneira relaxada e feliz. Saia de posições que o deixam desconfortável. Nada melhor que iniciar algo novo e relaxado. A chave é investir grande de maneira defensiva e de maneira não ofensiva, ou seja, quando as probabilidades e o mercado está ao seu favor.
  • Nunca faça preço médio com posições perdedoras. Diminua o tamanho do investimento quando ele está indo mal e aumente quando ele está indo bem.
  • Paul Tudor Jones tinha stops mentais. Se atingia determinado preço de stop, ele caía fora, não importasse o quê. Ele usava não apenas stop de preço, mas também stop de tempo.
  • Monitore o risco do portfólio em tempo real.
  • Paul Tudor Jones acreditava que o preço se movia antes e os fundamentos depois.
  • Ele não dava atenção se tinha errado três segundos atrás, mas prestava atenção no próximo movimento.
  • Não tenha ego, não seja um herói. Sempre questione a sua habilidade, nem mesmo sinta que você é bom. A segunda vez que você pensar assim, você estará morto.

Uma das últimas teorias de Paul Tudor Jones, é de que commodities, estão baratas

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/13/paul-tudor-jones-um-dos-maiores-traders-da-historia/

Grandes Investidores: Bill Gross, o Rei dos Bonds

agosto 15th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Bill Gross, o Rei dos Bonds”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Bill Gross – Biografia

William Hunt Gross, nasceu no dia 13 de abril de 1944, em Middletown, Ohio. Estudou na Duke University, uma das melhores universidades do mundo, em 1966, em psicologia. Foi para os Seals, espécie de esquadrão de elite para operações especiais dos EUA, entre 1966 e 1969. Também teve um MBA pela Universidade da Califórnia (UCLA).

Trabalhou nas mesas de blackjack, contando cartas, cerca de 16 horas por dia. Menciona que dessa época aprendeu lições que ele aplicou nos investimentos: usar muita alavancagem e ter muito débito irá fazer com que o castelo de cartas da vida, desmorone. Jogando em Las Vegas, transformou US$ 2 mil em US$ 10 mil, após quatro meses. Bill Ross menciona que foi importante esse tempo eis que aprendeu a lidar com risco, pensar rápido e isso deu-lhe um instinto aguçado para a matemática e investimentos.

O Fundo de Bill Ross, Pimco Total Return Fund, que ele fundou em 1987, transformou-se em um dos fundos com mais dinheiro do mundo e em 2010, a Morningstar nomeou Gross como o “Investidor da década”. Tem uma riqueza pessoal de cerca de US$ 1,5 bilhão.

O que ele fez? 

É considerado como um dos gestores que mais fez dinheiro para outras pessoas. Foi considerado um bom trader, um ótimo analista e um bom vendedor, capaz de passar ideias complexas de maneira simples e acessível.

Fundou em 1971, com US$ 12 milhões em ativos, a Pacific Investment Management Co (PIMCO) que tinha cerca de US$ 2 trilhões como um todo, sendo o maior do mundo e o Fundo que ele geria o Total Return Fund, com US$ 270 bilhões, antes dele sair em 2014 para juntar-se a Janus Capital Group, na qual se aposentou em fevereiro de 2019, após 5 anos de retornos menores que os de benchmarks, o que nada lembrava os retornos excelentes da PIMCO.

Administrar fundos de renda é tanto ou mais complexo que investir em ações. Algumas dos conhecimentos necessários envolvem riscos de crédito, ratings, yelds, maturities, durations e medidas de risco, como VaR e outras. Quanto mais longa a duration de um título, maior tenderá ser a volatilidade causada quando as taxas mudam. Gross tomava vantagem disso, aproveitando dúvidas nas direções das taxas de juros, inflação e outras variáveis que afetam os bonds ou ativos.

Retornos em 30 anos de Bill Gross

Vida Pós Pimco? 

Ninguém teve retornos melhores que o Rei dos Bonds, pois o Fundo que ele cuidava, teve retornos por um longo período de tempo, benchmark esse representado pelo Bloomberg Barclays US Aggregate Bond Index, ganhando cerca de 1% a mais de retorno anual, durante junho de 1987 até setembro de 2014, sendo esse 1% uma margem altíssima para um bond que não seja de mercados emergentes. O melhor de tudo é que Bill Gross obteve esses retornos com apenas um pouco mais de risco, risco esse medido pelo desvio padrão, onde foi de 4,3% contra 3,9% do benchmark.

Consistência era outra qualidade de Gross como gestor. Ele teve retornos maiores em todos as janelas de tempo de 10 anos e nunca com retorno menor que 0,5% por ano. Na melhor década, Bill Gross teve retorno melhor que 1,6% a mais que os melhores gestores em qualquer classe de bonds.

Uma pena que após sair da PIMCO, acabou não possuindo retornos maiores que o benchmark nos 4 anos seguintes, sendo que alguns apontam que ele mudou alguns parâmetros de risco, como por exemplo, alocar mais de 2% em cada emissor de bond, o que ele não fazia nos tempos de PIMCO.

Retornos Bill Gross, após sair da PIMCO, perdendo do benchmark com retornos de 1,5% contra 9,2% (Setembro 2014-janeiro 2019)

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/15/grandes-investidores-bill-gross-o-rei-dos-bonds/

Grandes Investidores: John Bogle, o criador dos fundos passivos

agosto 8th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: John Bogle, o criador dos fundos passivos”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

John Bogle – Biografia

John Bogle Carl Icahn, nasceu em  nasceu em Montclair, New Jersey, em 8 de maio de 1929, falecendo em 16 de janeiro de 2019, sendo um filantropista, dono de negócios e investidor.

Ele foi considerado o “pai dos index funds” ou fundos passivos, sendo considerado o primeiro a criar um fundo indexado.

Passou pela Grande Depressão de 29 e viu sua família também sofrer…Seu pai teve que vender a casa da família, acabou por separar-se da mãe dele, e acabou caindo no alcoolismo. Apesar dos pesares, ele e o irmão foram para a excelente universidade de Princeton University onde estudaram economia e investimentos, focando nos fundos mútuos (espécie de fundos multimercados do Brasil). Sua tese de doutorado focou no papel econômico de empresas de investimentos.

A Fortune nomeou ele como um dos 4 maiores investidores do Século XX. Enfrentou vários problemas com sua saúde, principalmente o coração e ao redor dos 45 anos foi diagnosticado com pouco tempo de vida.

Tinha um patrimônio de US$ 180 milhões quando faleceu, em 2019.

Era conhecido por ser muito ético e ser um crítico do que acontecia em Wall Street.

O que ele fez? 

Fundou a Vanguard em 1975, com “apenas” US$ 1,8 bilhões de ativos sob gestão (asset under management). Lançaram seu primeiro fundo de índice (index fund – fundo que segue um índice e não uma gestão ativa) em 1976. No início ele foi ridicularizado por escolher seguir o mercado ao invés de bate-lo como os fundos da época.

Sua tese era bem simples! Já que a maioria dos investidores não obtém retorno acima da média do mercado o objetivo dos fundos é acompanhar o mercado com o mínimo de custo possível! Demorou anos mas sua estratégia passiva se mostrou acertada.

Fundo Vanguard Index é um dos que mais chegam perto do retorno de mercado devido ao baixo custo.

Principais pensamentos sobre investimentos

Focava nos custos baixos ao investir, preferindo fundos passivos que fundos ativos e custos mais altos. Dizia que a diferença para ele entre investir e especular estava no horizonte de tempo, sendo que investir é tentar capturar retornos no longo prazo com menor risco, enquanto que especular é se preocupar em atingir retornos em um curto período de tempo.

Focava e insistia na superioridade dos fundos indexados comparados com os fundos mútuos ativos e que a maioria dos investidores não deve perder tempo querendo bater o mercado pois isso é muito difícil para a maioria dos mortais, focando na simplicidade e no senso comum.

Percentual de fundos ativos que falham em bater a média do mercado.

Segundo Bogle, há 8 regras básicas para os investidores:

  1. Selecione os fundos que tenham os menores custos;
  2. Considere com cuidado os custos de assessoria, só pague por aquilo que de fato gere valor para você ou no caso dessa assessoria apresentar retornos acima do mercado;
  3. Não superestime o retorno passado do fundo, passado não é certeza que irá acontecer o mesmo no futuro;
  4. Ao mesmo tempo, use o passado para determinar consistência e o risco;
  5. Cuide com as estrelas (por estrelas, entende-se os gestores famosos ou fundos famosos);
  6. Cuide do tamanho do fundo (quanto maior, mais difícil o retorno, pois fundo perde “mobilidade”);
  7. Não tenha muitos fundos;
  8. Compre seu portfólio de fundo e mantenha por um bom tempo.

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/08/grandes-investidores-john-bogle-o-criador-dos-fundos-passivos/

Grandes Investidores: Carl Icahn, o “Gordon Gekko”, do “Wall Street”

julho 25th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Carl Icahn, o “Gordon Gekko”, do “Wall Street””

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Carl Icahn – Biografia

Carl Icahn, nasceu em New York, em 16 de fevereiro de 1936, em um bairro pobre, no Queens. Várias vezes conta que era desestimulado pelos seus professores para aplicar e estudar nas melhores faculdades dos EUA. Após longa dedicação acabou indo para Princeton, fazendo faculdade de filosofia (algo raro entre os gestores e grandes investidores) em 1957 e de medicina, na New York School of Medicine, na qual parou no segundo ano para ir para o exército. Reza a lenda que ele não tinha dinheiro para pagar a faculdade e jogava poker em torneios de verão, ganhando cerca de US$ 2000, a cada temporada, sendo mais que suficientes já que o custo era de US$ 750,00.

Grandes investidores: Carl Icahn, o “Gordon Gekko”, do filme “Wall Street”

Outra curiosidade, muitos dizem que o personagem “Gordon Grekko”, do aclamado filme “Wall Street”, de 1988, foi baseado em Carl Icahn e na maneira que ele fazia negócios nos anos 80. Está entre os 50 mais ricos do mundo e sua fortuna pessoal é próxima de US$ 19 bilhões. Além disso, fundou a Icahn Capital Management, com 16 ativos e US$ 24 bilhões atualmente, sendo que 80% desse valor é dele.

Retornos melhores que Warren Buffett

Entre 1968 e 2011, Icahn e o seu Fundo tiveram um retorno de 31% de retorno anualizado e a Berkshire Hathaway de Warren Buffett, teve um retorno de 21%, no mesmo período. Sendo assim, fica claro o quão bom é Carl Icahn e que possui retornos maiores até que Warren Buffett.

Muitos se perguntam porque ele não é tão conhecido como Warren Buffett e a resposta é que devido a má reputação de investidor agressivo na década de 70 e 80 e que não tem um maior envolvimento com acionistas (ele tem 80% do Fundo de Gestão de US$ 24 bilhões).

 Icahn se define como um value investor e um contrarian investor, atuando de uma maneira agressiva, comprando partes grandes do negócio e tentando mudar todos os administradores.

Retornos passaram de 700% desde 2004, das ações da Icahn Capital

Carl Icahn, value investor agressivo

Icahn iniciou sua carreira em Wall Street, com 25 anos, após comprar uma cadeira de investidor na Bolsa de Valores de New York, com seu próprio dinheiro no valor de US$ 150 mil, mais o valor de US$ 400 mil, emprestados de um tio. Operava muito opções e fazia arbitragens (operações consideradas sem risco em que opera-se em mais de um mercado, realizando distorções em ativos que teriam que ter valores similares, comprando em um mercado e vendendo em outro).

O próprio Carl Icahn, define-se como um investidor em valor, porém no fim da década de 70 e nos anos 80, começou a tentar comprar empresas aos poucos através de oferta hostil, ou seja, comprando ações no mercado e querendo tomar o controle das empresas das quais ele tinha interesse. Isso não trouxe uma boa reputação, pois grande parte das vezes comprava brigas com executivos conhecidos do mercado. Várias vezes nas décadas de 70 e 80, recebeu recompensações conhecidas como greenmail, em que uma empresa pagava para Carl Icahn, parar com as investidas agressivas, pagando um prêmio pelas ações que esse já tinha comprado, comprando-as de volta para a empresa ameaçada.

Uma das maiores brigas entre grandes investidores, foi entre Carl Icahn, que estava comprado e acreditava na Empresa Herbalife e Bill Ackmann, que estava vendido e achava que a Herbalife iria valor 0.

Carteira da Icahn Capital com atualmente US$ 24 bilhões e que Carl Icahn é dono com quase US$ 20 bilhões.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/25/grandes-investidores-carl-icahn-o-gordon-gekko-wall-street/