NÃO INVISTA antes de saber: A linguagem do investidor

Que o mercado financeiro é cheio de expressões “americanizadas” todos sabemos, mas e você sabe o que elas significam e por quê são utilizadas?

Ainda para complementar existe o chamado “economês”, uma linguagem utilizada no dia a dia dos investidores.

Termos como “day trade”, “short selling”, “stop loss”, “dividendos”, são utilizados diariamente no mercado financeiro, mas se você não entendeu o que isso significa, não se preocupe, esse artigo servirá como guia para te ajudar a entender tudo isso com maior clareza.

Vem comigo entender mais!

Algumas expressões podem dificultar na hora de você realizar seus investimentos, e ainda é possível que muitas pessoas acabam desistindo do seu objetivo de investir, por não entenderem direito do que se trata.

Entender essas expressões é fundamental para que você caminhe em direção ao sucesso dos seus investimentos. Sei que nem sempre é fácil entender tudo, mas se chegou até aqui, esse material poderá lhe ajudar.

Antes de mais nada é importante que você entenda um pouco sobre o mercado de capitais.

O que é o mercado de capitais

O mercado de capitais é um sistema financeiro, onde por meio deste, empresas e governos podem captar recursos, através da emissão de títulos, ações e debêntures.

Os investidores podem comprar títulos através desse mercado, podendo obter lucros seja por meio dos juros, ou da valorização do ativo.

O recurso que as empresas e governo conseguem captar, pode ser destinado para financiar seus projetos e atividades.

As empresas investem na geração de produtos e/ou serviços, correto? Tudo isso demanda recursos, e frequentemente, ele é proveniente de pessoas que investem seu dinheiro para valorizá-lo.

É nesse momento que entra o mercado de capitais. É ele que intermedia e aproxima quem tem dinheiro para investir e quem está precisando deste dinheiro para financiar os seus projetos.

Nesse momento, você pode pensar que essa operação é igual a um empréstimo, desses que você pega crédito com os bancos, mas não é.

A operação ocorre a partir da negociação de ativos, como as ações ou títulos de dívida. Vale lembrar que o mercado de capitais é regulamentado por órgãos financeiros, como a CVM – Comissão de Valores Mobiliários.

Como já mencionei anteriormente, as empresas ou o governo emitem ativos para captar recursos por meio do mercado de capitais.

Vamos entender um pouco mais sobre ações e os termos utilizados nesse mercado.

Uma empresa de capital aberto pode emitir ações, que representam frações do patrimônio de uma empresa.

O investidor pode comprar estas ações através da bolsa de valores, de acordo com a expectativa do ativo ter valorização ou receber dividendos.

Negociando na Bolsa de valores

Na bolsa de valores, são realizadas operações de compra e venda de ativos de renda variável, como ações e fundos imobiliários, ouro, câmbio, etc, cujo os valores são negociados em pregão, com base na oferta e demanda.

Para a realização dessas operações, são determinados alguns horários.

No Brasil, no horário de Brasília, a Pré-Abertura, antecede 15 min a abertura oficial da bolsa, ou seja, das 09h45min até as 10h a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão – registra ofertas de compra e venda, porém só é realizado o negócio às 10h quando a bolsa abre oficialmente. A partir das 10h são realizadas as negociações até às 16h:55min.

Ocorre o fechamento então entre 16h55min até as 17h00.

E ainda temos o after-market, que é literalmente o pós-mercado. No Brasil, surgiu com intuito de oferecer um período extra para investidores que não conseguem acompanhar o mercado no horário comercial.

Ele corresponde basicamente das 17h:25min às 18h45min.

Confira os horários detalhados da B3 aqui

A alta, ou então, valorização de uma ação, se dá quanto investidores aumentam seu otimismo e esperam em relação ao futuro de determinada empresa.

Esse otimismo pode sofrer influência de fatores econômicos, administração da empresa, cenário global, entre outros.

Quando ocorre a valorização destes ativos, o investidor que possuir ações da companhia passa a ter lucros.

Outra forma deste investidor obter lucros, é com o pagamento de dividendos, que nada mais é que a divisão de lucros de uma empresa, entre os seus acionistas.

Quando uma companhia vai bem e obtém lucro, ela é obrigada a entregar pelo menos 25% de seus lucros aos acionistas.

No mercado de ações, outro termo utilizado é o Bull Market, que se refere ao mercado de alta, ou seja, quando ocorre alta no preço das ações.

Falando em Bull Market, vai aqui um fato curioso:

Bull na tradução do inglês significa touro. Quando um touro ataca, seu ataque parte de baixo para cima, por isso sua imagem é utilizada no mercado financeiro para representar a alta.

Uma das expressões que você já deve ter ouvido muitas vezes é Day trade e Day trader.

O Day trade são as operações de compra e venda de ativos num curtíssimo prazo, ou seja, o Day trader, que é a pessoa que realiza essas operações, compra e vende uma determinada ação no mesmo dia.

Quando você realiza operações com ações, e sabe o quanto pretende “lucrar” com um ativo, ou quanto está “disposto” a perder, você pode programar suas ordens.

O stop gain (parar de ganhar) é o termo utilizado para quando você deixa programada uma ordem de venda, que será efetuada automaticamente quando o valor do ativo estiver dentro do que se espera, assim, é possível prevenir contra uma desvalorização, sem prejudicar seus ganhos.

Já o stop loss (parar a perda) é a ordem programada para realizar a venda de forma automática, quando o ativo atingir o limite de perda que estiver determinado pelo investidor.

Uma grande curiosidade do mercado financeiro, é que você pode operar ações, sem mesmo tê-las comprado.

O short selling (operar vendido), ou venda descoberto, nada mais é do que “apostar” que um ativo vai cair.

Nesse tipo de operação, o investidor A aluga o papel de alguém, investidor B, que não quer se desfazer da sua posição comprada, e coloca o papel à venda no mercado.

Se o preço do ativo sofrer uma desvalorização, o investidor A, compra o ativo a um preço menor e devolve para quem emprestou as ações, lucrando com a operação.

O investidor B, que emprestou a ação, ganha uma espécie de aluguel por estar emprestando seus ativos.

Porém, se o ativo sofrer uma valorização, o investidor A, terá que comprar as ações a um preço mais alto até o final do prazo determinado para devolver ao investidor B, tendo que desembolsar o prejuízo.

Neste artigo você conheceu um pouco das expressões que são utilizadas no dia-dia do investidor. Para sua surpresa, existem outras diversas expressões, mas por hoje vamos parando por aqui.

Sei que não é fácil você memorizar todos estes termos da noite para o dia, mas é importante que você compreenda o que eles significam para que você consiga atingir seus objetivos com os investimentos.

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