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China substituirá soja dos EUA por produto brasileiro

outubro 1st, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “China substituirá soja dos EUA por produto brasileiro”

Os efeitos da guerra comercial entre China e EUA em breve começarão a surtir efeito no Brasil. Em entrevista a agência de notícias Reuters, Guo Yanchao – vice-presidente da Jiusan Group (um gigante do agrobusiness chinês) – anunciou a substituição das importações de soja dos EUA por grãos brasileiros e de outros países, como resultado da tarifa de 25% imposta pelo governo chinês a 128 produtos importados dos EUA, entre eles a soja. Enquanto em 2017 a importação de soja norte-americana foi de 27,8 milhões de toneladas, o que colocava o país como o segundo maior fornecedor para o mercado chinês, para a temporada 2018/2019 o total será de apenas 700.000 toneladas.

Com isso, o Brasil consolida-se como o maior fornecedor de soja em grãos para o país asiático. Em 2017 foram embarcadas 50,9 milhões de toneladas e para 2018/2019 deverão ser embarcadas 71,06 milhões de toneladas. Para abastecer seu mercado, a China deverá ampliar as importações de outros países como Argentina, Canadá e Rússia.

O executivo chinês mostrou-se pessimista com os desdobramentos da guerra comercial entre os dois países, alertando para a projeção de insuficiência dos estoques entre os meses de fevereiro e março de 2019, quando a oferta de grãos brasileiros é limitada. Há também a imprevisibilidade quanto aos efeitos sobre os agricultores norte-americanos e qual será a reação do governo. O Tesouro americano irá abrir os cofres e subsidiar os agricultores? A soja americana encontrará novos mercados para escoar sua produção? Como já era de se esperar, a Guerra Comercial Sino-americana traz incertezas e prejuízos em âmbito global.

Para os investidores, vale a pena acompanhar empresas que podem se beneficiar diretamente deste momento. Um bom exemplo é a SLC (SLCE3), empresa focada na produção de algodão, milho e soja. As ações da empresa, que ao final de julho estavam cotadas a R$ 52,90, abriram o mês de setembro cotadas a R$ 63,75, ou seja, uma alta de mais de 20%. É interessante acompanhar também as empresas que fornecem insumos como a Fertilizantes Heringer (FHER3) e as que fabricam produtos para a etapa pós-colheita como a Kepler Weber (KEPL3). Empresas do agronegócio são sempre uma boa opção de investimento, converse com um assessor de investimentos da Central do Investidor. O investidor precisa aproveitar o melhor momento para aumentar seu patrimônio e a Central do Investidor dá todo apoio necessário para isso.

Migrando da poupança para a Renda Fixa

agosto 3rd, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “Migrando da poupança para a Renda Fixa”

Ainda há investidores que relutam em trocar a poupança por outros investimentos mais rentáveis usando como alegação a segurança e a liquidez. Trata-se de um grave equívoco já que há investimentos que também oferecem segurança e liquidez. Seja por total desconhecimento ou falta de orientação adequada, o investidor acaba perdendo grandes oportunidades de obter uma melhor remuneração sem expor seu patrimônio a grandes riscos.

Investimentos em renda fixa são uma ótima alternativa a poupança. Alguns investimentos contam com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que oferece uma cobertura de até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira em caso de insolvência do emissor do título. É a mesma cobertura oferecida aos investimentos em poupança.

Além disso, o rendimento da poupança é sempre o mais baixo quando comparado com qualquer investimento em renda fixa, só é mais rentável do que deixar o dinheiro parado na conta corrente. O rendimento da poupança é simples de ser calculado: se a Selic (taxa base de juros) for menor ou igual 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR (Taxa Referencial); se a Selic for superior a 8,5% ao ano, a rentabilidade será fixa: 0,5% mais a TR. Quanto a TR, em 2017 o acumulado ficou em torno de 0,6% e no primeiro semestre de 2018 foi de 0,0%!

PREFIXADO

Quem escolhe investir em renda fixa prefixada tem a vantagem de saber de antemão o quanto terá de rendimento no vencimento do título. Isto porque, como o nome sugere, a taxa de remuneração é definida no momento da contratação. Com isso, o investidor tem total segurança porque não fica exposto as oscilações do mercado.

Há opções de prefixado em títulos como LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e CDB (Certificado de Depósito Bancário). Todos estes investimentos contam com cobertura do FGC. Quem investe em LCI e LCA fica isento de IR (assim como na poupança), enquanto que investimentos em CDB estão sujeitos a retenção de IR pela tabela progressiva, mas somente sobre os rendimentos.

Para quem utiliza a poupança para aplicações superiores a 1 ano, com a perspectiva de utilizar os recursos no futuro, investir em renda fixa é uma opção mais rentável, tão segura quanto e com a mesma liquidez. Não há motivos para deixar o dinheiro na poupança, correndo o risco de ter o rendimento corroído pela inflação. Procure um assessor da Central de Investimentos e verifique quais as melhores opões em renda fixa para você.

PÓS-FIXADO

Os títulos de renda fixa pós-fixados têm seus rendimentos atrelados a um indexador e estão sujeitos as oscilações de mercado. Há título atrelados a taxa Selic ou a indexadores como IPCA e IGP-M. É o caso dos títulos da dívida pública, do Tesouro Direto, que tem investimentos como o NTN-B (corrigido pelo IPCA) e o NTN-C (corrigido pelo IGP-M).

Uma opção muito comum são os CDB pós-fixados, que são atrelados a CDI. Estes investimentos costumam ser remunerados com base na taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) que é a taxa utilizada pelos bancos nas operações realizadas entre si. Para se ter uma ideia, um CDB com liquidez diária do banco Fibra, com rendimento de “apenas” 100% do CDI, proporcionava – em 17/07/2018 – um rendimento 10,71% maior que a poupança. Vale observar que há CDB com rendimento superior a 120% do CDI.

Assim como nos prefixados, verifique as retenções para resgates antecipados. Há cobertura do FGC. Os títulos do Tesouro Direto não têm esta cobertura, seu garantidor é o próprio governo federal. Vale a mesma dica que demos para os prefixados: muito gerentes oferecem títulos, especialmente CDB, pouco rentáveis. Em alguns casos o rendimento não passa de 80% do CDI (ou até menos!). Procure um assessor de investimentos da Central do Investidor e verifique as melhores opções.

IPCA+

O Tesouro IPCA+ é um título da dívida pública emitido através do Tesouro Direto. É a nova denominação do NTN-B Principal. O IPCA+ paga, além dos juros, o rendimento da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) que é o índice de preço calculado pelo IBGE e utilizado pelo Banco Central para definir as metas de inflação.

Há ainda a opção de CDB com correção pelo IPCA mais um percentual preestabelecido, é o CDB IPCA+. Nesta opção, você será remunerado pelo índice IPCA mais uma taxa anual. É um investimento hibrido onde há uma remuneração fixa mais uma variável (IPCA). Segue-se as demais regras de qualquer investimento em CDB.

Quem opta por investimentos com IPCA, busca juros reais, sempre acima da inflação. Lembrando que juros reais correspondem aos juros nominal menos a inflação do período. É uma opção conservadora e melhor do que a poupança, onde os rendimentos podem ser corroídos pela inflação acumulada.

Incertezas trazem imprevisibilidade para a taxa Selic

agosto 1st, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “Incertezas trazem imprevisibilidade para a taxa Selic”

A ata da última reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) não deixou evidente se a taxa básica de juros (Selic) retomará a tendência de queda ou permanecerá estável. Apesar disso, o relatório Focus divulgado no começo de julho informa que a taxa estará em 6,50% ao final de 2018 e 8% no final de 2019. O mesmo relatório informa uma estimativa de 4,15% para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) em 2018 e 4,10% para 2019. A evolução do PIB foi estimada em 1,50% – 0,03% a menos em relação ao relatório anterior. Para 2019 permanece a estimativa de 2,50%.

No cenário interno, além da incerteza do cenário eleitoral, há a expectativa das consequências da greve dos caminhoneiros e seu impacto sobre os preços, pressionando a inflação. No entanto, economistas consideram que mesmo com um impacto negativo com um aumento do nível geral de preços, a inflação permanecerá em níveis baixos. A aprovação da LDO de 2019, com inclusão da chamada pauta-bomba, trouxe apreensão. A secretaria-executiva do Ministério da Fazenda anunciou que parte das medidas não será cumprida.

No cenário internacional, a produção industrial na zona do euro registra alta de 2,4% no ano, enquanto nos Estados Unidos crescem as preocupações com a inflação. A inflação do consumidor já atingiu seu nível mais alto desde 2012. Os desdobramentos de uma possível guerra comercial entre EUA e China trazem apreensão aos mercados internacionais, enquanto União Europeia e Japão finalizam um acordo de livre comércio. São aguardadas as divulgações da inflação para o consumidor na zona do euro e das vendas no varejo e da produção industrial nos EUA. Com este cenário, o dólar deve continuar com tendência de alta. A estimativa do relatório Focus é de R$ 3,70.

Com isso, não há uma sinalização clara da tendência da taxa Selic para os próximos meses. Recomendamos que o investidor converse com um assessor da Central do Investidor para ajudar a decidir se mantem o grau de risco na sua carteira de investimentos e quais as melhores opções em renda fixa, especialmente para o longo prazo. As oscilações devem prosseguir ao longo do semestre e a volatilidade, que afetou até mesmo o Tesouro Direto, deve permanecer alta.

Investimento a longo prazo: seu futuro começa agora!

julho 31st, 2018 Posted by Central do Investidor 0 comments on “Investimento a longo prazo: seu futuro começa agora!”

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mais de um terço das pessoas acima de 60 anos e que já estão aposentadas continuam trabalhando. Deste total, 46,9% o faz porque a aposentadoria não é suficiente para pagar as contas. As perspectivas não são animadoras quando consideramos as indefinições da reforma da Previdência ao mesmo tempo em que observamos um aumento da expectativa de vida da população brasileira e a constatação de que a mesma está envelhecendo.

Além da aposentadoria, os investimentos a longo prazo também podem ser voltados para outras estratégias como a educação dos filhos, a mudança para outra cidade/Estado/país, a abertura de um negócio próprio, a aquisição de imóveis ou o gozo de um período sabático. Por isso, alocar recursos para investimentos a longo prazo deve ser encarado como uma necessidade perene e todo investidor deve ter ativos devidamente alocados dentro desta perspectiva. São considerados investimentos de longo prazo todos os que têm prazo superior a cinco anos, porém, deve-se focar em uma janela de tempo mais prolongada, com prazos de 10, 20 anos de aplicação.

Com uma estratégia de longo prazo, o investidor fica menos suscetível às volatilidades do mercado financeiro, reduzindo o impulso emocional causado por perdas e instabilidades momentâneas. Outra vantagem é que um período maior possibilita uma diversificação da carteira, mitigando os riscos e aumentando os lucros. Por fim, uma carteira de longo prazo tende a ter menos incidência de Imposto de Renda e oferecer melhores taxas de retorno.

O investidor pode montar uma carteira diversificada com investimentos em renda fixa e variável, observando sua aversão ao risco, a capacidade de dispor de recursos por um longo prazo, as reservas para emergência e sua capacidade de poupança e disciplina financeira. O mais importante é definir uma estratégia e escolher os melhores investimentos. Faça cotações com diversos bancos e corretoras, não há motivo para aplicar todos os recursos em uma única instituição. Verifique as taxas e tarifas cobradas bem como o histórico de retorno de cada investimento. Procure um assessor da Central do Investidor e receba todo o suporte necessário para montar a melhor estratégia.

FUNDOS DE INVESTIMENTO

Para o investidor, a vantagem de aplicar em um fundo de investimento é a possibilidade de contar com a expertise de um gestor, que irá alocar os recursos dos cotistas nos melhores investimentos disponíveis no mercado. É fundamental analisar os custos de cada fundo, como Imposto de Renda, come-cotas, taxa de administração e de performance.

Você pode optar por fundos de renda fixa, variável ou multimercado. Os fundos de renda fixa alocam recursos em investimentos como CDB, LCI, LCA, Títulos da dívida pública (Tesouro Direto) e Letras de Câmbio. Já os fundos de renda variável fazem a alocação em ações e derivativos, além de títulos lastreados na cotação de ativos como ouro e dólar. Os fundos multimercado fazem uma mescla de investimentos, alocando recursos em ações, Tesouro Direto, CDB, câmbio etc. Neste caso, será necessário definir o seu perfil de investidor (conservador, moderado, agressivo) e com base neste perfil será definido o fundo mais adequado.

LCI, LCA e CDB

A principal diferença entre a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) é que a primeira se destina ao fomento da habitação, enquanto a segunda é voltada para o agronegócio. Ambas são isentas de taxa de administração e Imposto de Renda e, geralmente, são remuneradas como base no CDI. O investimento mínimo exigido costuma ficar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, de acordo com a instituição financeira ofertante. Há opções com juros pré e pós-fixado e o período de carência é superior a 90 dias, com opções de prazos bem maiores. Este investimento tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com cobertura de até R$ 250 mil por CPF.

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título mais conhecido, muito procurado por investidores iniciantes. Tem características semelhantes a LCI e LCA: não tem taxa de administração e tem garantia do FGC. O investimento mínimo exigido costuma ser baixo, em algumas instituições pode-se investir a partir de R$ 200,00. Há incidência de Imposto de Renda seguindo uma tabela regressiva, com alíquota máxima de 22,5% e mínima de 15%, de acordo com o tempo investido. A alíquota incide sobre o rendimento (juros obtidos) e não sobre o montante aplicado.

 

À princípio, pode parecer que a LCI e a LCA são mais vantajosas por não terem incidência de Imposto de Renda. Mas é preciso comparar os custos como as taxas cobradas pelos bancos e corretoras e os rendimentos oferecidos por cada título. Faça o comparativo com diferentes títulos, oferecidos por diferentes instituições.

TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA (TESOURO DIRETO)

Os títulos da dívida pública, emitidos pelo governo, são oferecidos através do programa Tesouro Direto, em parceria com a BM&F. São uma opção muito conhecida em investimento de longo prazo, alguns títulos têm vencimento de 20 anos.

Há opções de títulos pré e pós-fixados, sendo que estes últimos costumam ser atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), que é o índice utilizado pelo Banco Central para definir as metas de inflação. Os títulos pós-fixados costumam ser muito vantajosos a longo prazo por permitirem um ganho real, acima da inflação.

Embora não tenha garantia do FGC, o aval do governo traz uma segurança para quem opta por este investimento. Assim como o CDB, os títulos do Tesouro Direto têm incidência de Imposto de Renda seguindo a tabela regressiva. Além disso, há uma taxa de custódia de 0,3% sobre o valor investido além de outras taxas que costumam ser cobradas pelas corretoras.

AÇÕES

Muitas pessoas ainda consideram o investimento no mercado acionário como de curto ou médio prazo. No entanto, investir em ações, especialmente as ações preferenciais (PN), pode ser considerado como um investimento de longo prazo quando desconsidera-se as oscilações naturais do mercado, focando-se na performance da empresa em um período de longo prazo.

Se optar por ações de empresas com bom desempenho e saúde financeira reconhecida pelo mercado e que pagam dividendos (ações preferenciais) como, por exemplo, Itaúsa (ITSA4), IRB Brasil (IRBR3) e Ambev (ABEV3), você aloca recursos em ativos de empresas sólidas e ainda recebe periodicamente parte dos resultados positivos das mesmas.

Se tiver dúvidas, como quais as melhores opções de ações ou o quanto de sua carteira de investimentos alocar em ações, procure a Central do Investidor e converse com um de nossos assessores.

OUTRAS OPÇÕES

Além dos investimentos mencionados acima, outros como Letras de Câmbio (LC), Fundos Imobiliários (FI) e Previdência Privada, também podem ser considerados em sua carteira investimentos.

O fato é que investir a longo prazo é uma decisão que não pode ser postergada. Monte uma estratégia com o seu assessor da Central do Investidor, faça um planejamento e tenha foco em um período de longo prazo. Lembre-se que seu futuro e de seus familiares começa agora.

As eleições se aproximando, o horizonte turbulento, como investir seu dinheiro?

junho 15th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “As eleições se aproximando, o horizonte turbulento, como investir seu dinheiro?”

Há alguns anos o Brasil passa por um momento bastante turbulento que têm se refletido também no retorno de nossos investimentos. Vimos a taxa de juros sair de patamares de 15%, chegando a 6,5%, levando os investidores a buscar alternativas de maior risco para alcançar as metas de retorno esperado das carteiras. Num horizonte bastante curto passaremos por mais uma eleição presidencial, governadores, senadores, deputados federal e estadual, onde teremos a chance de mudar o país e transformar o Brasil no país do presente, não mais o país do futuro. Dependendo dos resultados das eleições poderemos ver os mais diversos reflexos no mercado financeiro. Como que podemos nos preparar para estes próximos meses mais “turbulentos”?

O mercado acionário tende a antecipar os movimentos da economia e os sentimentos dos investidores. Ao ver a possibilidade de um governo mais propenso ao populismo, com menos interesse em viabilizar as reformas e mudar os rumos da economia, o mercado irá refletir estas possibilidades, provavelmente com a queda das ações, valorização do dólar perante o real, aumento do risco-país, queda dos investimentos, dentre outras possibilidades.

Neste sentido, ao olhar as perspectivas de crescimento econômico do Brasil, vemos uma queda nas expectativas do mercado, uma redução na confiança, que tem mostrado já seus reflexos no câmbio, que veio de um patamar de R$3,15, para próximo de R$3,60-R$3,70. Em momentos mais conturbados, vale a pena diversificar a carteira de investimentos, utilizando fundos de investimentos multimercados, que não possuem obrigatoriedade mínima de concentração em classes de ativos e podem diversificar as aplicações seja em câmbio, ações, juros, inflação, investimentos no exterior, imóveis, etc.

Com uma taxa de juros alcançando mínimas históricas, a renda fixa brasileira tem se tornado uma alternativa menos interessante. Existe por exemplo os Fundos de Investimentos Imobiliários, que possuem taxas de dividend yield bastante atrativas, além de possuir isenção de IR para investidores pessoa física. Neste momento, manter parte da carteira em FII’s, fundos multimercados, uma pequena parcela em fundos cambiais e um rebalanceamento da carteira de ações, trazendo ações com maior exposição ao dólar e menor potencial de impacto com as intempéries da economia brasileira pode ser uma boa opção para enfrentar os próximos meses sem maiores preocupações. Contudo, é necessário que o investidor e seu assessor de investimentos avaliem as melhores opções de acordo com cada perfil de investimentos, pois de nada adianta montar uma carteira para este período que se aproxima, mas que tenha um perfil diferente daquele do investidor. Nestas horas de maior incerteza, contar com assessoria de um profissional especializado para ajudar a montar uma carteira que mais se adeque com seu perfil, sendo esse acompanhamento para eventuais balanceamentos essencial na busca de uma melhor relação risco x retorno.

Neste cenário com eleições, e incertezas com os próximos governantes, uma carteira mais defensiva, com fundos multimercados, FII’s, fundos cambiais e uma exposição menor em ações pode ser interessante. Alguns títulos do Tesouro Direto já têm mostrados taxas bastante atrativos, com alguns títulos pré-fixados já apresentando taxas superiores a 10%. Contudo, dependendo do resultado das eleições, com uma aversão ao risco do mercado brasileiro, existe a possibilidade de estas taxas dispararem, motivadas pela venda dos títulos e desconfiança em relação aos próximos passos dos governantes.

Os fundos multimercados ainda são uma boa opção de investimentos?

junho 11th, 2018 Posted by Blog do Renan 0 comments on “Os fundos multimercados ainda são uma boa opção de investimentos?”

O Brasil tem vivido nos últimos meses um período de bastante instabilidade, e os próximos meses de 2018, se aproximando das eleições, ainda prometem mais instabilidade, haja vista um cenário eleitoral bastante complexo e incerto, aliado a uma série de fatores externos, como câmbio, aumento dos juros nos EUA, fim dos pacotes de estímulos na Europa e no Japão, problemas com as negociações de paz na Coréia do Norte, Irã, Síria, dentre outros. Tendo este cenário turbulento no horizonte, como seria uma boa forma de alocar os investimentos com opções mais arrojadas e opções mais conservadoras?

Os fundos multimercados possuem uma característica bastante interessante neste momento de instabilidade que é a possibilidade de investimentos em diversos tipos de ativos, sem obrigatoriedade de concentração de investimentos em quaisquer classes de ativos. “A grande vantagem dos multimercados é a variedade de ativos e instrumentos à disposição do gestor para destinar os recursos do fundo, já que, ele pode combinar várias modalidades de aplicações. Isso é muito importante em épocas de instabilidade”, explica Sandra Blanco, consultora da Órama[1]. Muitos gestores de fundos multimercados têm optado por diversificar as carteiras de investimentos nestes momentos, preferindo por ativos no exterior, moedas, juros, ações, renda fixa, dentre outras classes, mitigando os riscos de exposição somente ao mercado brasileiro e a poucas classes de ativos.

Apesar de alguns fundos multimercados possuírem um grau de volatilidade um pouco maior, estes tipos de fundos são indicados para todos os perfis de investidores que buscam retornos maiores do que o CDI. O fator mais importante é ter conhecimento do perfil do investidor para que, ao investir, seja possível alocar os recursos num fundo que esteja em consonância com seu perfil, evitando assim, eventuais surpresas com as oscilações dos valores das cotas.

Além das questões de instabilidade na economia e política do Brasil, um dos maiores potenciais dos fundos multimercados é o comparativo de rendimento com o CDI (benchmark padrão dos fundos multimercados), que, com a queda da SELIC (taxa básica de juros do Brasil), essa variedade de alocação permite que o gestor busque aplicações que tenham maior potencial de retorno de acordo com o perfil do fundo (conservador, moderado e agressivo), de acordo com o regulamento do fundo e com as estratégias de investimentos atribuídas pelo gestor. Em contrapartida, uma boa parte dos fundos multimercados, possui uma liquidez menor para resgate das cotas. Enquanto os fundos DI, fundos de renda fixa, possuem resgates de até D+1, os fundos multimercados, justamente pela diversificação das alocações, podem ter prazos para resgate maiores como D+30, D+60, e até prazos maiores.

Anteriormente disponível somente para investidores mais abonados, os fundos multimercados de casas renomadas, como Verde Asset, Adam Capital, Safra, XP, BTG Pactual, Ibiúna, Vinland Capital, dentre outras, hoje permitem investimentos de menor ticket (R$1.000,00, R$5.000,00, R$10.000,00), trazendo aos pequenos e médios investidores, os mesmos produtos dos grandes investidores.

Contudo, antes de montar sua carteira de investimentos e alocar em fundos, é recomendável conversar com seu assessor de investimentos a melhor opção para seu perfil de investimentos. Num momento como o que estamos vivendo no Brasil, a diversificação em algumas classes de ativos é sempre bem-vinda, ainda mais com a flexibilidade oriunda da gestão dos multimercados.

[1] Disponível em: < https://g1.globo.com/economia/educacao-financeira/especial-publicitario/orama/noticia/fundos-multimercados-sao-boa-alternativa-em-epoca-de-instabilidade.ghtml>. Acessado em 25 de maio de 2018