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Grandes Investidores: Luiz Barsi Filho, um dos maiores investidores pessoa física do Brasil

dezembro 21st, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Luiz Barsi Filho, um dos maiores investidores pessoa física do Brasil”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Luiz Barsi Filho – Biografia e vida pessoal

Luiz Barsi Filho é um dos investidores mais antigos da bolsa brasileiro que tornou-se mais conhecido nos últimos anos. Nasceu em 10 de março de 1939, em São Paulo. Há mais de 66 anos ele é investidor e merece ter sua história contada aqui. Filho de imigrantes que vieram da Espanha, morou no Brás em uma casa pequena. Seu pai faleceu quando ele tinha apenas um ano de idade e aos noves anos ele começou a trabalhar como engraxate. Já aos 14 anos ele começou a trabalhar em uma corretora, começando a comprar ações. Fez Faculdade de Direito e Economia, Escreveu sobre investimentos no Diário Popular, por 18 anos.

É conhecido como Warren Buffett Brasileiro, pois tem mais de R$ 2 bilhões em investimentos.

Modus operandi 

Não é segredo e fica evidente que a maioria de quem realmente ganha dinheiro com investimentos na bolsa de valores é investindo, é pensando no longo prazo e é estudando empresas boas, que geram lucro, têm um bom fluxo de caixa e não é diferente com Luiz Barsi Filho. Ele é seguidor da filosofia de value investing, e é o maior investidor pessoa física de nossa Bolsa.

Por eu trabalhar há mais de 15 anos no mercado financeiro, a gente conversa muito com investidores e pessoas que trabalham no mercado de investimentos e uma das coisas que poucos sabem e que comento em primeira mão, já que não vi nada a respeito na internet e em artigos que li, é que Luiz Barsi Filho por várias vezes comprava ações no mercado fracionário, e aí unia as ações tornando-as um lote e vendia os lotes cheios, comprando novamente no fracionário e repetindo isso o máximo que pudesse, realizando uma arbitragem, sem qualquer risco ao realizar esse procedimento. Conta-se que na época os preços do mercado fracionário eram menores e com isso, as ações poderiam ser unidas em lotes e vendidas por um valor acima do que foram compradas proporcionalmente. Não sei se isso é realmente verdade, mas trata-se de aproveitar uma grande oportunidade e mostra a inteligência de Luiz Barsi, aproveitando condições do mercado para fazer mais dinheiro. “Dinheiro, serve para fazer dinheiro”, é uma das frases que ele mais usa e que encaixa perfeitamente nesse caso.

Investindo em empresas com tradição

A carteira de Barsi possui 15 empresas, sendo o Banco do Brasil a Empresa que ele tem há mais de 32 anos. Ele defende que investir em empresas que estão há um bom tempo no mercado, aumenta a probabilidade de acertos. Banco do Brasil tem 200 anos. Klabin que é outra investida por ele tem 120 anos.

Fazem parte da carteira de Luiz Barsi: Vale, Banco do Brasil, AES Tiete, Cemig, Eletrobrás, Eletropaulo, Eternit, Klabin, Santander, Suzano, Taesa e Unipar.

Um dos erros de quem está começando é tentar copiar a carteira de grandes investidores. Em época de twitter e redes sociais, fica mais fácil encontrar a carteira desses investidores, porém isso não é correto, o mais apropriado é entender o motivo da escolha de determinadas ações e assim ir evoluindo, criando um próprio sendo crítico com o tempo e montando a sua própria carteira. Seguir os outros e seus investimentos, pode nos deixar cegos e a pessoa que seguimos pode estar caminhando para o precipício e você estar indo sem perceber, pois está apenas seguindo outra pessoa.

Estratégia resumida de investimentos 

  • Procurar ajuda de um especialista no início;
  • Estabelecer metas alcançáveis;
  • Traçar um objetivo de longo prazo;
  • Ter disciplina;
  • Ser consistente nos resultados, nos aportes, ter paciência e esperar;
  • Não postergar o começo do investimento, não “deixar para segunda-feira”;
  • Focar em dividendos e em empresas sólidas, lucrativas e com alto percentual de distribuição de lucros;
  • Reinvestir os ganhos, acelerando o poder dos juros compostos;
  • Comprar barato, diferenciando preço e valor;
  • Observar o mercado e ser paciente, pensando no longo prazo, SEMPRE!

 

Um grande abraço,
Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/12/21/luiz-barsi-filho-o-warren-buffett-brasileiro/

RESULTADO PETRORIO (PRIO3) 3T19: Dívida controlada, gerando caixa em um setor que não é modinha

novembro 7th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “RESULTADO PETRORIO (PRIO3) 3T19: Dívida controlada, gerando caixa em um setor que não é modinha”

A Petrorio liberou seus resultados recentemente. Mesmo com a queda do Brent médio, a empresa conseguiu lucrar mais, lembrando que no último trimestre de 2019, aparecerá os outros 18% da aquisição de Frade. Esse é um ativo que tenho carinho especial, eis que comecei a comprar as ações de Petrorio nos R$2,30 a valor de hoje. Sim, eu sei que não é bom mencionar a palavra carinho, um sentimento por ações, eis que se estamos possuindo prazer ao investir, não estamos investindo, pois investir não deveria ser um jogo, uma aposta… Logo não deveríamos ter sentimentos pelas ações que compramos. Mesmo assim, é um investimento que me deu ótimos lucros (mais de 635% desde as primeiras compras até hoje) e que há a possibilidade de chegar a um valor maior.

Nesse trimestre, a receita teve um aumento de 78% vs o 3T18. Ocorreu uma queda no lifting cost para US$ 22,9/bbl, contra S$ 26,6/bbl do trimestre passado.

O lifting cost total da Companhia apresentou redução de 14% ano contra ano e de 4% frente ao 2T19, como pode ser notado no gráfico acima. Foi verificado no trimestre uma sinergia entre as operações de Frade e Polvo e também a redução de custos operacionais favorecendo as operações.

Já o queridinho EBITDA (que grande parte do mercado olha como geração de caixa, mas que acredito que é preciso ir mais a fundo para verificar a efetiva geração de caixa de uma empresa) ajustado (ex-IFRS 16) de R$ 215,9 MM, possuindo a maior margem já reconhecida para um trimestre, na ordem de 54%. Foi também o maior EBITDA ajustado por barril da história da PetroRio,na ordem de US$ 31,5/bbl.

Um dos pontos que gosto de observar, mesmo com a menor taxa de juros de nossa história e os efeitos mais positivos da alavancagem nesse tipo de cenário, é a dívida líquida e nesse trimestre, ocorreu uma queda acelerada na dívida líquida para 1,2x Dívida Líquida/Ebitda, o que permite alavancagem para aquisições que aparentemente estariam em negociação, inclusive há possibilidade de aquisição do restante de Frade, pertencente à Petrobrás.

Nesses últimos 12 meses, a empresa vem visando crescer, tomou dívidas em janeiro de 2019 no valor de US$ 224 milhões com a Chevron como parte do financiamento da aquisição de Frade, possuindo prazo de dois anos e custo de Libor (Taxa referência para grandes financiamentos de curto prazo usada pelo mercado interbancário internacional) + 3% a.a., o que é vantajoso sendo que a parte mais relevante é que essa dívida será paga com parte do fluxo de caixa do próprio ativo. Outra dívida tomada recentemente foi na ordem de US$ 48 milhões.

Como resultado da maior geração de caixa livre e o maior nível de EBITDA com a incorporação da participação de 51,74% de Frade, a companhia conseguiu reduziu o índice de alavancagem. A Companhia estima chegar ao final dos primeiros 12 meses após a incorporação da participação em Frade (que se encerrarão no 1T20), com este indicador abaixo de 1,0x.

Sobre o lucro líquido, ele foi impactado por um efeito não-caixa da variação cambial sobre os passivos em dólar, onde na prática, não trouxe nenhum efeito à Companhia, uma vez que as receitas são predominantemente dolarizadas.

Sobre o principal deste trimestre, Frade teve produção 15,4% superior ao mesmo período do ano anterior e 18% maior do que o estimado para o trimestre se considerado o declínio natural do Campo no momento da incorporação do ativo. Tudo isso ocorreu pela eficiência operacional da Petrorio, através de estimulações e medidas tomadas para aumentar a produção.

Como resultado da maior geração de caixa livre e o maior nível de EBITDA com a incorporação da participação de 51,74% de Frade, a Companhia reduziu o índice de Net Debt/ EBITDA de 3,3x no 1T19 para 1,2x, considerando  3T18 o EBITDA ajustado ex-IFRS 16. A Companhia estima chegar ao final dos primeiros 12 meses após a incorporação da participação em Frade (que se encerrarão no 1T20), com este indicador abaixo de 1,0x.

Futuro

A Companhia pretende continuar na eficiência operacional, revitalizando os poços até o final do ano, com duração de até dois meses, e que o investimento inicial para a perfuração da primeira etapa será de aproximadamente US$ 20 milhões.  Ela estima ainda, que as perfurações desta etapa poderão adicionar entre 3 e 6 milhões de barris de óleo às reservas da Companhia, a serem confirmadas no relatório de certificação de reservas. Concluída a primeira etapa, os dados coletados serão utilizados para a decisão dos investimentos da segunda etapa, que poderão incluir os prospectos Arpoador e Piratininga. Os investimentos previstos para toda a Fase 3 em Polvo poderão chegar a U$ 60 milhões, a depender do sucesso e completação de todos os quatro poços prospectados.

 

Posição em Títulos e Valores Mobiliários

Uma das questões que me preocupava ano passado era o investimento em ações da Oi, porém, a companhia acabou realizando a venda quase total. Ficaram ainda R$ 4.997 milhões, o que não é nada perto do valor anterior. Fui atrás das notas explicativas e os investimentos atuais demonstram que a Empresa está realizando investimentos de maneira mais conservadora, como mostrado abaixo:

Minha opinião: O ativo negocia a 3,4x Ebitda, gerando caixa, realizando aquisições como Manati que deu uma TIR de mais de 66%, aquisições essas que se pagam em pouco tempo. PRIO também vem ganhando expertise, está inserida em um nicho de campos maduros, o que não é a principal atração para outras empresas do setor. Há ainda uma experiência em aumentar o prazo de exploração dos campos, o que traz um diferencial para a empresa. Para 2020, acredito no preço de R$ 28,48. Saliento que isso não é uma indicação de compra, mas sim apenas comentário do que tenho e estou fazendo.

 

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/07/petrorio-divida-controlada-gerando-caixa-em-um-setor-que-nao-e-modinha/

Grandes Investidores: Robert Schiller, um Prêmio Nobel focando nas finanças comportamentais

novembro 3rd, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Robert Schiller, um Prêmio Nobel focando nas finanças comportamentais”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Robert Schiller – Biografia

Robert James Shiller, nasceu no dia 29 de março de 1946, em Detroit, Michigan, nos Estados Unidos. Ele já ganhou um Prêmio Nobel em 2013, sendo um professor acadêmico e autor com grande sucesso. Está entre as 100 economistas mais influentes do mundo.

Robert Shiller tem descendência Lituana, é casado e tem dois filhos. Sua família veio da Lituânia entre 1906-1910 Estudou Administração, em 1967 e recebeu um mestrado na Massachussets Institute of Technology (MIT), em1968 e um Phd pela mesma Universidade em 1972, com trabalho denominado Expectativas Racionais e a Estrutura da Taxa de Juros, sob supervisão de Franco Modigliani.

Carreira de investimentos 

Robert Shiller começou a ministrar aulas em Yale em 1982, focando seus trabalhos na área de finanças comportamentais, também publicando alguns artigos sobre a eficiência de mercado. Ele defende que em um mercado racional, investidores irão basear os preços das ações no recebimento futuro de dividendos, descontado a uma taxa de valor presente. Ele avaliou a performance do mercado de ações americano e levou em conta, expectativas futuras de pagamento de dividendos, assim como taxas de desconto que poderiam justificar a grande variabilidade do mercado de ações. Schiller concluiu que a volatilidade do mercado de ações era maior que qualquer explicação racional visão do futuro, justificando como a perspectiva de dividendos como a explicação mais plausível.

O campo de finanças comportamentais ganhou credibilidade sobretudo após o crash no mercado de ações de 1987. O trabalho de Shiller incluiu perguntas para investidores e traders sobre a razão para eles realizarem trades e os resultados confirmaram o que Shiller defendia que a maioria das decisões eram realizadas pela emoção em vez da razão.

CAPE de Schiller: verificando se o mercado está caro ou barato

Cada vez mais as finanças comportamentais é uma matéria importante para entendermos melhor o mercado de capitais que no curto prazo é chamado de “maníaco-depressivo” por muitos. Acontece que, por ser operado por humanos e humanos possuírem emoções, é importante o entendimento de como essas emoções e sentimentos como medo e ganância influenciam os investimentos.

Focando em finanças comportamentais Robert Schiller adaptou um dos mais utilizados múltiplos, o indicador Preço-Lucro, realizando uma média de 10 anos e ajustando-o à inflação. O modelo de CAPE Shiller é usado principalmente para verificar se o mercado de ações está super valorizado ou sub-valorizado, corrigindo a inflação.

Esse indicador é ajustado dividindo o preço atual de uma ação pela média de lucro dos últimos 10 anos, ajustado pela inflação.

Essa é uma maneira inteligente de suavizar o impacto dos ciclos dos negócios e outros eventos que aconteceram no passado.

Usando dados das ações americanas Shiller e Campbell estudaram as médias do CAPE durante os anos de 1881 até os últimos anos, encontrando uma média geral de 15,21 ou o equivalente a 6,6 por cento a cada ano. Atualmente, o CAPE é de cerca de 30x ou um dos mais altos níveis históricos. Shiller vem alertando sobre possível bolha e de quão tão alto estão os mercados há 2-3 anos. Acontece, que é praticamente impossível sabermos exatamente quando ocorrerá uma nova crise, apenas sabemos que crises ocorrem e devem ocorrer, sendo algo sadio para o mercado e propiciando a compra de mais ativos por valores mais baixos.

Como confirmação da eficácia do indicador, no ano 2000, auge da “bolha ponto.com”, o indicador atingiu o seu máximo em 44, em dezembro de 1999 e o menor patamar em 4,80 na data de dezembro de 1920.

CAPE Shiller atual, mostrando que a bolsa americana está negociando em patamares elevados

 

Pontos fracos do modelo de CAPE  Schiller

– contabilidade é diferente de hoje para dez anos atrás;

– Preço-earnings hoje é mais alto devido ao fato de que nos últimos anos, há uma tendência de queda nos juros. Existem diferentes mercados, diferentes condições, diferentes situações regulatórias em diferentes países. Um dos exemplos de mudança drástica é o setor de varejo, que

mudou muito..apenas em cinco anos!

– uma das principais regrass de economia é a função de oferta e demanda. A demanda por ações cresceu muito nos últimos anos de maneira drástica! Existe muito mais dinheiro parado esperando por um bom investimento e ações estão entre os melhores investimentos em termos de retorno x risco. Mesmo assim, com uma alta demanda existem uma menor quantidade de ações nos EUA.

 

Principais pensamentos de Robert Schiller

– Em qualquer momento que você tiver que mudar, isso custará algo. Alguém irá perder.

– O futuro sempre tem alguma surpresa reservada para nós e a melhor maneira de se precaver é diversificar seus investimentos.

– Finanças não é algo apenas sobre fazer dinheiro. É sobre atingir nossos objetivos mais profundos e proteger os frutos do nosso trabalho. É sobre atingir uma sociedade melhor como consequência também.

– Nos julgamos economia pelo que isso pode produzir, porém economia é mais próxima à engenharia do que a física: ela é mais prática que espiritual.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/11/03/grandes-investidores-robert-schiller-um-premio-nobel-focando-nas-financas-comportamentais/

Grandes Investidores: Bill Ackman, apostando no Zero?

setembro 21st, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Bill Ackman, apostando no Zero?”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Bill  Ackman – Biografia

Bill Ackman, cujo nome é William Albert Ackman, nasceu em 11 de maio de 1966, de família judia, ele cursou História, na Harvard University e aos 26 anos fez um MBA na Harvard Business School. Ele é um investidor americano, gestor de fundo e filantropista.

Criou aos 26 anos, em 1992 a Pershing Square Capital Management, de gestão de fundos, junto com outro colega do MBA. Ele é considerado um investidor ativista, que tenta tomar o controle das companhias que investe, visto por muitos como um investidor contrarian (investidor que investe diferentemente da maioria, realizando movimentos muitas vezes polêmicos). Por seu estilo de investimento, Bill Ackman é muitas vezes criticado por outros gestores de fundos e o público em geral. Um dos movimentos mais conhecidos executado por ele, foi ter vendido investimentos ligados ao mortgage ou hipotecas de imóveis nos EUA onde ganhou milhões.

Entre 2012 e 2018 manteve investimentos de venda contra a Herbalife, acreditando que a Empresa era uma pirâmide, no qual esse movimento virou um documentário disponível no Netflix, chamado Betting on Zero.

Sua fortuna pessoal é de cerca de US$ 1,7 bilhões e é considerado um dos 20 gestores mais ricos do mundo.

O início

Começou a carreira no ramo de venda de imóveis, trabalhando para o pai em uma empresa de corretor de imóveis. Em 1992, Ackman fundou junto com o ex-colega de Harvard, David Berkowitz, a empresa de investimentos Gotham Partners. Em 1998 chamou atenção ao captar cerca de U$ 500 milhões com a intenção de comprar o Rockefeller Center, junto com outras empresas de seguro e real state, chamando a atenção para a Gotham Partners.

No ano de 2002, Ackman começou a fazer pesquisas sobre empresas ligados ao investimento imobiliário nos EUA, com especial atenção à MBIA, a qual ele dizia estar vendendo ilegalmente direitos creditórios de uma empresa que não existia. Acreditando que a MBIA iria ter uma queda em suas cotações, comprou seguros contra a queda, vendendo posteriormente esse seguro durante a crise de 2008 e 2009 com grande lucro.

Já teve inúmeras desavenças com outro investidor que tratei aqui, Carl Icahn, começando em 2003 e até 2017, no case Herbalife, que vou comentar um pouco mais nesse texto.

Em 2004, acabou fundando a Pershing Square, com US$ 54 milhões iniciais. Ele é quem gerencia os investimentos, realizando estratégia de long and short em empresas de capital aberto ao redor do mundo.

Total de ativos sob administração em bilhões da Pershing, Empresa de Bill Ackman

 

Em 2006, a Pershing, empresa de Ackman, acabou comprando a rede de restaurantes “Wendy´s International” e forçou a venda de uma de suas empresas, a “Tim Hortons”, realizando um spin off (uma empresa que estava dentro de outra empresa é separada da “empresa-mãe”e levado ao mercado de capitais) realizando um IPO (uma oferta no mercado de ações pela primeira vez), levantando US$ 670 milhões para os investidores da “Wendy´s”. Após esse movimento e divergências sobre a sucessão na Empresa, Ackman vendeu suas ações da Wendy´s, resultando em uma queda brusca nas ações da Empresa.

Abaixo sua carteira atual:

Investimentos atuais são basicamente concentrados em 9 empresas: Chipotle, Hilton, Lowe´s, Starbucks, Berkshire Hathaway e United

 

O famoso caso da Herbalife 

Em dezembro de 2012, a Pershing começou a apostar contra a Empresa Herbalife, sendo que vendeu diretamente cerca de US$ 1 bilhão, chamando a empresa de “um esquema de pirâmide”. Ela emitiu uma pesquisa e direcionou ao público em geral.

Em uma rede de TV ele e Carl Icahn (veja aqui o post sobre Carl Icahn), discutiram na rede de tv nacional CNBC, na qual Carl Icahn chamou Ackman de a “um bebê chorão do jardim de infância” e a “mãe de todos os short squeezers (termo usado em que um vendido em ações, vê as ações subirem e precisa recomprar por um preço maior do que vendeu, gerando um prejuízo no investimento). Cabe salientar que Ackman pagou cerca de US$ 50 milhões em publicidade contra a Herbalife durante todo esse processo.

O caso foi parar nos tribunais e a Herbalife teve que responder na Corte Americana. Em 22 de novembro de 2013, Ackman comentou que iria manter-se vendido em Herbalife até o “fim da Terra”.  Em julho de 2016, a Corte Americana fez um acordo com Herbalife que teve que pagar US$ 200 milhões e mudar um pouco o negócio que tinha. Após esse acordo, estima-se que Ackman teve uma perda de US$ 500 milhões em seu Fundo Pershing, eis que as ações de Herbalife acabaram subindo 13% nesse dia.

Em novembro de 2017, Ackman falou para a Reuters que tinha encerrado a posição de venda de Herbalife, mas que iria continuar apostando na venda através de opções de compra de put (que aposta na queda das cotações), usando não mais que 3% do total do Fundo.

Isso denota uma característica nada positiva e perigosa para qualquer investidor: a teimosia! Importante como investidores diferenciarmos paciência de teimosia, já que o mercado e a cotação de Herbalife já estavam dando sinais de que a ação poderia voltar a subir e ainda assim Ackman demorou mais de 1 ano e meio para encerrar sua posição de venda na empresa.

Abaixo a performance do seu fundo:

histórico de retornos de Bill Ackman nos últimos 3 anos não vem bem, porém em 2019 ele está acima de 46% de retono em 2019

Filosofias de investimentos

  • Um ponto em comum com os mais ricos e melhores investidores é que todos falharam alguma vez: enfrente a adversidade, aprenda e corrija erros e siga em frente, sabendo como lidar com adversidades!
  • Estude o sucesso, leia sobre os grandes investidores e seus comportamentos
  • Invista bem: invista em empresas de capital aberto de preferência e não em startups. Entenda também como a empresa faz dinheiro e compre ações dessas empresas ótimas por um preço justo, de preferência em empresas que durem para sempre.
  • Seja direto nos negócios e na vida
  • Tenha confiança no que faz e na maneira que investe
  • Seja crítico nos investimentos e tente pensar de maneira diferente
  • Construa um caminho de aprendizado nos investimentos.
  • Não siga a manada e treine para ter estômago, um dia você vai precisar.

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/21/bill-ackman-apostando-no-zero-betting-on-zero/

Grandes Investidores: Paul Tudor Jones, o trader que fez 56,7% na Black Monday em 87

setembro 13th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Paul Tudor Jones, o trader que fez 56,7% na Black Monday em 87”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Paul Tudor Jones – Biografia

Paul Tudor Jones II, nasceu em 28 de setembro de 1954, na cidade de Memphis, no Tenesse. Ele é considerado um dos maiores traders da história. Em 1987, na conhecida Quinta-Feira Negra, ele lucro e conseguiu naquele ano, um retorno de 69%!! Ele é um investidor-trader americano, gestor de fundo de hedge e filantropo.

Criou sua empresa de gestão de fundos, em 1980 e em agosto de 2019, a fortuna dele era de US$ 5,1 bilhões, o que o faz um dos mais ricos do mundo. Estudou na Universidade da Virgínia, sendo graduado em economia, em 1976.

Pensou em estudar na Harvard Business School, acabou sendo aceito mas optou por não frequentar, pois pensava que “isso é algo maluco, porque eu irei estudar lá, se eles não irão me ensinar nada. O conjunto de habilidades para o mercado não é ensinado em uma escola de negócios!”.

O início

O primo de Paul Tudor Jones, William Dunavan Jr, introduziu Paul Tudor para um dos maiores traders de algodão do mundo, Eli Tullis, que contratou Paul Tudor Jones. Eli foi o seu mentor na Bolsa de Nova York, ensinando-o a ser trader de algodão.

Em 1980, Paul Tudor Jones, fundou a sua própria empresa de gestão de investimentos e um dos seus maiores sucessos foi ter previsto a “Segunda-Feira Negra”, triplicando o dinheiro dele com posições grandes nesse dia. Naquela semana de outubro de 1987, Paul Tudor Jones fez incríveis 62% de retorno.

Seu estilo é único e descorrelacionado com a performance de outros gestores. Talvez o fato mais importante foi que ele fez quase o impossível, tendo obtido 5x mais de três dígitos de retorno, praticamente sem recuos nos retornos desses anos. O que mais impressiona era que até 2008, ele não tinha um único ano negativo de retorno, algo nunca antes ouvido na indústria de fundos.

Retornos do Fundo de Paul Tudor Jones, infelizmente até 2009, mas que dá para ter uma noção do retorno histórico do Fundo

O braço-direito de Jones, na Tudor Investment Corporation, Peter Borish, antecipou o crash em 1987, mapeando o mercado em 1987 e encontrando similaridades com o que aconteceu com o crash em 1929, ganhando milhões com isso.

Ao contrário da maioria dos fundos de gestão de recursos, que cobram 2% de taxa de administração e 20% de taxa de performance, o Tudor Investment Group (Empresa de Paul Tudor Jones) cobra 4% de taxa de administração e 23% de taxa de performance.

Atualmente sua firma cuida de cerca de US$ 26 bilhões em ativos, investindo em vários países do mundo, incluindo investimentos macro, fundamentalista nos EUA e Europa, mercados emergentes, venture capital, commodities e investimentos baseados em trading systems.

O retorno anualizado de Paul Tudor Jones II é de 19,5% ao ano. Sobre o estilo de gestor de Paul Tudor, ele é baseado primeiramente em análise técnica, sendo o oposto de value investing, com uma ênfase em fatores momentâneos que direcionam os mercados.

Um fato curioso é que foi produzido um documentário sobre Paul Tudor Jones II e sobre ele mencionar que em 1987 ocorreria um crash, usando métodos de análise técnica. Embora o vídeo tenha sido mostrado na televisão em novembro de 1987, algumas cópias ainda estão disponíveis. Paul Tudor tentou retirar do mercado todas as cópias, comprando quase todas e retirando-as  de circulação. Apesar do filme mostrar pontos positivos sobre risco e cuidado com cliente, também mostra algumas táticas secretas de trading, o que pode ter feito com que Paul tentasse remover de circulação.

Vi o vídeo e envio aqui o link para o mesmo, disponível no youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=cy43vfYaxk0

 

Filosofias de investimentos

  • O que mais dá retorno são os pontos de virada, ou seja, quando tendências chegam ao fim.
  • Gaste seus dias de maneira relaxada e feliz. Saia de posições que o deixam desconfortável. Nada melhor que iniciar algo novo e relaxado. A chave é investir grande de maneira defensiva e de maneira não ofensiva, ou seja, quando as probabilidades e o mercado está ao seu favor.
  • Nunca faça preço médio com posições perdedoras. Diminua o tamanho do investimento quando ele está indo mal e aumente quando ele está indo bem.
  • Paul Tudor Jones tinha stops mentais. Se atingia determinado preço de stop, ele caía fora, não importasse o quê. Ele usava não apenas stop de preço, mas também stop de tempo.
  • Monitore o risco do portfólio em tempo real.
  • Paul Tudor Jones acreditava que o preço se movia antes e os fundamentos depois.
  • Ele não dava atenção se tinha errado três segundos atrás, mas prestava atenção no próximo movimento.
  • Não tenha ego, não seja um herói. Sempre questione a sua habilidade, nem mesmo sinta que você é bom. A segunda vez que você pensar assim, você estará morto.

Uma das últimas teorias de Paul Tudor Jones, é de que commodities, estão baratas

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/13/paul-tudor-jones-um-dos-maiores-traders-da-historia/

Grandes Investidores: Nassim Taleb, Buscando Retornos e Proteção no Caos

setembro 6th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Nassim Taleb, Buscando Retornos e Proteção no Caos”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Nassim Nicholas Taleb – Biografia

Nassim Nicholas Taleb, mesmo não sendo um dos homens mais ricos do mundo (ninguém sabe ao acerto, mas sua fortuna é estimada em cerca de US$ 30 milhões) foi um dos escritores que mais influenciou o pensamento e comportamento de investidores ao demonstrar o cuidado com situações consideradas “Cisnes Negros” e como lucrar com essas hipóteses que têm pouca probabilidade de acontecer, mas acontecem.

Nasceu no Líbano, em 1960, sendo Líbano-Americano, ex-trader, escritor e analista de riscos. Tem graduação e mestrado pela Universidade de Paris e um MBA pela Wharton School da Pennsylvania, além de um PHD pela Universidade de Paris.

Alguns de seus livros ficaram notórios, como o Cisne Negro (que foi considerado pelo Sunday Times, como um dos doze livros mais influentes desde a Segunda Guerra Mundial). Outro famoso Livro é o Antifrágil, que ganhou também grande destaque. Ele sugere a antifragilidade nos sistemas, que é uma habilidade de benefício em um crescimento de uma série de eventos aleatórios, erros e de volatilidade, ou seja, beneficiando-se de eventos que poderiam nos deixar frágeis.

Ele fala mais de 10 línguas, algumas pouco usadas atualmente.

 

Carreira de investimentos 

Por ter sido Diretor de riscos no Credit Suisse UBS, também trader para moedas, commodities e renda fixa no First Boston, trabalhado no Deustche Bank, BNP Paribas, Taleb foi pioneiro como um hedger (buscar proteção nos investimentos) para eventos considerados de cauda, ou seja, eventos que têm pequena probabilidade de acontecer, mitigando riscos em movimentos extremos de mercado.

Dizem que a fortuna dele é de US$ 30 milhões e que tornou-se financeiramente independente e com grande sucesso no mergulho das Ponto-com, nos anos 2000 e também na crise iniciada em 2007, em que mencionou que a Crise ocorreu devido ao desencontro entre a realidade e a estatística distributiva usada em finanças.

Desde 2007 tem sido o principal conselheiro da Universa Investimentos, em Miami, na Flórida, em um fundo baseado na teoria do Cisne Negro, sendo que alguns desses fundos tiveram retornos de 65% e outros 115% em Outubro de 2008, no auge da crise.

Escreveu 5 livros que fazem parte da coletânea Incerto, com os livros, Iludido pelo Acaso (2001), O Cisne Negro (2007), A cama de Procrustes (2010), Antifrágil (2012) e Arriscando a Própria Pele (2018).

O primeiro livro, Iludido pelo Acaso, sobre a questão de subestimar o papel de eventos aleatórios na vida, sendo eleito pela Fortune entre um dos 75 livros mais inteligentes escritos.

O segundo livro, o Cisne Negro, sobre eventos imprevisíveis, vendeu mais de 3 milhões de cópias, traduzido para 31 línguas. Este Livro foi considerado como o que previu a Crise de 2008.

Nesses dois primeiros livros, Taleb ganhou como antecipação um valor de US$ 4 milhões para escrevê-los.

 

Estratégias de investimentos e o Fundo Universa Tail Hedge

Uma das estratégias preferidas de Taleb é ser ambos, super-conservador e super-agressivo ao mesmo tempo. Por exemplo, um investidor pode investir em 80-90% em algo extremamente conservador como Títulos do Tesouro, enquanto o restante da carteira pode estar em algo altamente especulativo e com alto risco. Uma sugestão é estar em apostas altamente especulativas com uma possibilidade de perda limitada.

Na visão de Taleb, realizando essas estratégias, um portfólio pode ser robusto, para isso, ganhando uma positiva exposição para eventos considerados “Cisnes Negros”, enquanto limita perdas sofridas por eventos aleatórios.

Universa Tail Hedge, 3.33% no Fundo 96,67% em SPX teriam retornos melhores em momentos positivos e de crises de mercado

Na imagem acima, vemos que entre 2008 e 2018, um valor alocado no Fundo Universa Tail Hedge, que Nassim Taleb é consultor a maior queda teria sido de 0,6%, possuindo retornos maiores que outros fundos mesmo assim, ou seja, comportando-se muito bem em momentos de crises, servindo os 3,3% alocados no Fundo, como uma excelente proteção, mais inclusive que o ouro.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/06/nassim-nicholas-taleb-buscando-retornos-e-protecao-no-caos/