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20200803 – Tônica da Semana: Tempos difíceis, exigem abordagens diferentes ao investir!

agosto 3rd, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “20200803 – Tônica da Semana: Tempos difíceis, exigem abordagens diferentes ao investir!”
FONTE: BUGG.COM.BR

Mudança é necessária para evolução

Primeiramente, um bom dia a todos, mais uma semana se inicia e hoje quem escreve sou eu (Eliseu Mânica Júnior). Espero que todos estejam descansados no final de semana e estejam bem! No final de semana todo o pessoal do Bugg se reuniu e tivemos uma reunião visando melhorar o que estamos fazendo por aqui. É notório nos últimos meses o crescimento no número da base de investidores e estamos sendo cada vez mais demandados. Além do crescimento na base de investidores, há uma sofisticação do investidor brasileiro, que dado o cenário de queda de juros, vem diversificando seus investimentos, com o aumento na procura por investimentos nos Estados Unidos, principalmente. Nosso time é ótimo, com ótimas pessoas e ótimos profissionais, capitaneado pelo meu amigo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, a primeira corretora em português, para brasileiros nos EUA. Nos próximos meses teremos novidades sempre procurando agregar e melhorar o que fazemos. Sempre friso que tempo é o ativo mais precioso do ser humano e as mudanças também virão nesse sentido, melhor organização e aproveitamento do seu tempo de leitura e aprendizado aqui.

Aumento na quantidade de circulação de papel moeda

Sem mais delongas, na última semana tivemos algo inédito, depois de 18 anos tivemos a notícia de uma nova cédula: a cédula de 200 Reais! Ocorreu uma grande repercussão, tivemos memes (o mais popular a cédula do “cão caramelo” que está na capa da Tônica de hoje), comentários de como seria a nota e até algumas críticas sobre a facilidade para a lavagem de dinheiro. Por sermos um País cujo controle do processo inflacionário ainda é recente, ocorreram inclusive pensamentos e receios sobre a criação da nova Cédula, sendo a volta da inflação o maior de todos. O fato é que apenas a impressão dessa moeda, não nos traz isso, por isso é necessário dar uma olhada de como anda a quantidade de papel moeda em poder do público em circulação.

Uma das principais justificativas para a criação da Cédula de R$ 200, seria o fato de que após a pandemia, as pessoas passaram a guardar dinheiro em casa, diminuindo assim, o número da quantidade de dinheiro efetivo em circulação na economia. A ideia é colocar cerca de 450 mihões de cédulas de R$ 200 em circulação, substituindo com a retirada de outras cédulas de R$ 100 e outros valores menores, não sendo realizada assim, a impressão de moeda, o que favorece a tão temida inflação, que é extremamente prejudicial para a economia de um país! Na prática é como se fossem retiradas 2 notas de R$ 100 para a entrada de uma de R$ 200.

O fato é que a impressão de moeda vem sendo utilizada como solução da última crise de 2008 e  que no período pré-pandemia a quantidade de dinheiro com a população brasileira era de R$ 220 bilhões e que agora está em cerca de R$ 260 bilhões, como podemos ver no gráfico abaixo. Esse fato vem sendo feito pelos principais bancos mundiais e repetido no Brasil.

Fonte: Banco Central do Brasil

Todo esse movimento de impressão de moeda merece atenção do investidor. Em 1950 a Venezuela era o quarto maior País do mundo em termos de renda per capta. Com a entrada de ditadores, ocorreu um período de gastança e hoje a Venezuela é um dos países mais pobres do mundo, inclusive imprimindo moeda tentando achar uma solução para o descontrole de gastos e incompatibilidade entre receitas e despesas que atingiu o País, tendo como consequencia os dados de inflação recentes, que podemos ver abaixo:

Fonte: Charlie Billelo

Todo esse movimento de impressão de moeda, ajudou na rápida recuperação de ativos, principalmente os de risco. Coincidência ou não, a alta pós patamar mínimo atingido em 23 de março de 2020, nas bolsas mundiais levando em consideração o valor de mercado, foi similar a quantidade de impressão de moeda por parte dos 4 maiores bancos mundiais, inclusive comentei em artigo anteriormente escrito e que foi comentado inclusive pelo economista Ricardo Amorim, do Programa Manhattan Connection, cujo nome é Oportunidades em petróleo, ouro, commodities e mercados emergentes”, no qual falo sobre o quão caro ficaram algumas empresas ligadas ao crescimento, citando Tesla que estava valendo US$ 260 bilhões e tem ainda um valor de mercado maior que GM, Ford, Fiat Chrysler, Honda, Daimler e Ferrari, JUNTAS, sendo que as receitas da Tesla foram de US$ 26 bilhões contra US$ 731 bilhões das outras montadoras somadas, ou seja, 27x menos. A conta não fecha e a emissão de dinheiro que vem acontecendo no mundo e que vimos acima também vem acontecendo no Brasil, ajudou nessas distorções! No Brasil ações como B2W e Wege, são algumas que os investidores estão pagando um preço já caro pelo crescimento ao meu ver.

“Mas e Eliseu e qual a razão de você ver ativos como commodities, metais preciosos, mercados emergentes e propriedades como interessantes?”

Vejo comentando sobre os setores que acho interessantes pela alta de alguns setores nos últimos 10 anos e a pequena margem de segurança que esses setores trazem hoje para o investidor. Uma das premissas ao investir é que nem sempre o que subiu fortemente nos anos anteriores, irá confirmar-se com as mesmas altas dos próximos anos. Não há dúvidas que o setor ligado ao investimento em empresas de crescimento foram as vencedoras nos últimos 10 anos, assim como empresas maiores e empresas ligadas aos mercados emergentes e commodities as mais prejudicadas ou que menos cresceram. De modo geral, são empresas com múltiplos menores e que tendem a ter uma maior margem de segurança (tudo depende caso a caso, rentabilidade e características específicas de cada empresa e setor).

Como podemos ver abaixo, são esses setores que menos andaram nos últimos 10 anos:

Além disso, vejo outros setores como metais preciosos e propriedades, tidos como de ativos reais e com bom desconto e dada a grande impressão de moedas recentemente, são ativos considerados “ativos reais” e que tendem a favorecer-se em momentos como o atual. Ouro e principalmente a prata que é mais escassa (há um cuidado maior com o ouro em comparação com a prata, onde inclusive muitos jogam fora pratarias, uma minoria é claro, mas acontece com mais chance com a prata do que com ouro). Penso metais preciosos como diversificação é importante, mesmo ciente de que metais preciosos não possuem um valor intrínseco, ou seja, não produzem renda como um aluguel em um imóvel, o arrendamento e frutos como em caso de área de terra, nem dividendos como no caso do investimentos em ações.

Fonte: Cambridge House International

Soma-se a impressão de dinheiro em grande quantidade pelos bancos centrais, dados que nos trazem um alerta, tais como:

  1. os 9 maiores bancos mundiais têm juntos cerca de US$230 trilhões em derivativos, 3x a economia mundial! 
  2. déficit mundial de US$ 253 trilhões, correspondente a 322% do PIB global;
  3. débito de empresas americanas é de US$ 10 trilhões, 50% acima da última década; 
  4. dívida privada é de US$ 1,2 trilhão nos EUA, sendo que quase 50% estão linkados a outros investimentos (direitos foram vendidos e servem como garantia);
  5. crescimento no Brasil da questão por parte de investidores do “preço não importa”, diminuindo a cautela que é necessária na análise de ativos, esquecendo da margem de segurança necessária ao investir e que é isso que vai trazer o retorno no longo prazo. Pagando-se bem, há valor escondido até em ativos que podem parecer que não tem valor algum. Um exemplo direto é a quebra de um banco e ativos que baixou como não recuperáveis ou até parte de aproveitamento dos prejuízos com lucros futuros.

Assim é como estou vendo o mercado atualmente e o que venho fazendo com meus investimentos. No ano estamos na frente do Ibovespa, ano passado passamos dos 81% brutos de maneira oficial em dois clubes de investimentos que em breve virarão apenas um fundo.

O que ocorreu na semana nos EUA e Brasil que chamaram minha atenção:

Fonte: Investing.com

Começando pelo Brasil…Tivemos um aumento na semana passada do Investimento Estrangeiro Direto (IED), vindo acima do previsto, com entrada de US$ 4,75 bilhões ante expectativa de US$ 3,58 bilhões. Muitos comentando que o Dólar tende a uma desvalorização contra outras moedas mundiais e o Real ainda é uma das moedas que mais cai perante o Dólar. Essa entrada de capital estrangeiro, tende a desvalorizar momentaneamente o Dólar contra o Real.

No mundo:

  • Estoques nos Eua vieram abaixo do previsto, favorecendo uma elevação no curto prazo da commodity. Soma-se a isso no curto prazo, o fato de que os produtores de shale americanos estão com diminuição nas plataformas existentes.
  • Vendas no Varejo Espanhol vieram muito acima do previsto. A Europa mesmo com um continente com uma população mais idosa e que não vem crescendo economicamente nos últimos anos, vem mostrando uma recuperação até acima que outros continentes.
  • Vendas pendentes de moradias nos EUA, melhores que o esperado. O mercado de real state, construção civil americano que é um dos setores que mais emprega na economia americana, vem mostrando resiliência e até crescimento, o que é importante na retomada da economia.
  • Pedidos de seguro-desemprego nos EUA vieram pouco abaixo do esperado. Aqui nos EUA muitos vêm recebendo cerca de US$ 600 semanais e importante item na retomada econômica. Já o PIB americano veio um pouco melhor que o esperado.
  • O PMI Industrial Chinês, um importante indicador da economia chinesa, veio acima do esperado, mostrando uma recuperação em V da futura maior economia mundial. Gestores importantes como Ray Dalio e Howard Marks, acreditam que dado o Covid e recuperação mais rápida na China,  o País acelerou o processo de tornar-se o maior PIB do mundo, passando da previsão do ano de 2030 para 2024.
  • PMI de Chicago, também veio bem e vem demonstrando que nos EUA, assim como na China, a economia americana vem dando sinais de recuperação em V.

Fonte: Investing.com

  • Surpreendeu o lucro da Amazon, vindo muito acima do previsto, mesmo com o gasto extraordinário de US$ 4 bilhões relacionados aos cuidados dos colaboradores com a Covid. Como comentou o Analista-Chefe da Avenue Securities, William Castro, “Lucro dobrou na comparação anual. Receita bateu com folga as expec. $88.91BI (+40% yoy), o Setor de Cloud cresceu 29% e o Free cash flow cresceu50% ! Impressionante!”. Impressionaram os resultados, porém mesmo com todo esse crescimento, lembro que o ativo negocia a 152x lucros anuais e tem como valor de mercado US$ 1,6 trilhão, mais que todas as empresas somadas na Bolsa Brasileira.

CONCLUINDO…

De modo geral estava (compra recente em ativos reais) 95% posicionado nos clubes de investimento da Gestora que tenho. Depois do excelente ano passado, estamos na frente do Ibovespa esse ano também. Aguentei as quedas e e com a entrada de capital novo, fiz aportes nos 72 mil (mercado foi para os 61 mil pontos depois disso) e 87 mil pontos. Continuo firme no mercado, há oportunidades, mas o investidor precisa fazer um filtro maior do que o período de oba-oba que passamos recentemente!

ending new year GIF by Looney Tunes

Fico por aqui!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/08/03/20200803-tonica-da-semana-tempos-diferentes-exigem-abordagens-diferentes-ao-investir/

Fluxo, um fator importante ao investir

junho 16th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Fluxo, um fator importante ao investir”

Texto by Eliseu Mânica Junior

Nos últimos 2-3 meses, após o Banco Central Americano anunciar um “Quantitative Easing para sempre”, QE4EVER, o quarto Programa de Estímulos para a economia, acompanhado por outros bancos centrais mundiais, começaram a “pipocar”, gurus e investidores pessoa física mostrando seus retornos, alguns melhores que muitos gestores, combinada com uma confiança muito acima da média para quem está começando em investimentos em renda variável.

Nos Estados Unidos, um desses investidores que ganhou bastante projeção foi David Portnoy, um americano que vive atualmente na Flórida e que vem mostrando seus trades semanalmente, dizendo que tem dinheiro infinito e que é melhor que o lendário investidor Warren Buffett. Esse efeito vem sendo chamado de Portnoy Effect, efeito em que investidores que estão começando no mercado, possuem ganhos altos de curto prazo e têm uma confiança histórica acima da média.

Soma-se a esses retornos e a forte recuperação de curto prazo, assim como o equívoco aparente de curto prazo de alguns gestores e investidores como Warren Buffett, que vendeu companhias aéreas e cerca de duas semanas depois as ações do setor subiram 65%, assim como a venda das ações da Locadora de Veículos Hertz, vendidas por Carl Icahn, outro ícone dos investimentos e que “perdeu” na recuperação dessas ações cerca de US$ 1,6 bilhões, temos o cenário perfeito para o favorecimento de investidores pessoa física como o David Portnoy.

Por que esse movimento vem acontecendo e por que temos que manter os olhos abertos…

Se pegarmos desde 5 de junho, o S&P500 subiu 42,8% desde a queda em 23 de março. Foi o período de 50 dias em que tivemos a maior alta-recuperação desde agosto-setembro de 1932 (alta de 109,2%) e maio-junho (alta de 73,2%)! Uso dados da bolsa americana, pois nosso Ibovespa começou a contar em 1967, pouco tempo para termos mais dados. Da mínima, o Ibovespa subiu também impressionantes 52%!

MAMU (Mother of All Meltups ou Mae de todas as Disparadas):

Parte desse movimento começou no dia 23 de março, com o Banco Central Americano, o FED, anunciou incentivos monetários até a estabilização da economia, cujo balanço saiu de US$ 2,5 trilhões para um recorde de US$ 7,1 trilhões até 03 de junho. Tudo começou em 15 de março com a compra de Treasuries e Mortgage-Backed Securities na ordem de US$ 700 bilhões, além da queda nos Juros em 1%, levando-os para 0%. O Banco Central Europeu, o Banco Central Japonês e o FED colocaram juntos quase US$ 17 trilhões em incentivos, quantia similar a que tivemos de valorização nas bolsas mundiais em termos de valor de mercado, das mínimas até o movimento recente no início de junho de 2020, como podemos ver abaixo:

Todo esse movimento criou a MAMU (Mãe de todas as Meltups)…

Meltup é um termo usado nos Estados Unidos para descrever um movimento que acontece no mercado de maneira rápida, impulsionado pelo sentimento do investidor, com grandes volumes (coincidência com os aumentos de volume nas bolsas dos EUA e inclusive do Brasil?) e de alta volatilidade, como está sendo o ano de 2020, um dos mais voláteis da história!

Meltup é um movimento em que há um deslocamento dos fundamentos, em que há receio de ficar de fora, com o receio de perder o rally, o popular FOMO (Fear of Missing Out ou Medo de Ficar de Fora), somado a uma quantidade grande de investidores ingressando no mercado, trazendo uma volatilidade ainda maior ao mercado de ações, sendo que esse já é um dos anos mais voláteis da história..

2020 um dos anos mais voláteis da história

Utilizando dos dados do S&P500 pela questão de que temos um maior número de dados, iniciamos estudando o ano de 2020 e os movimentos em percentuais do S&P500:

Tivemos 32% dos dias oscilando  até 2%, 23% dos dias oscilando acima de 2% até 4%, 15% dos dias com uma oscilação entre 4% e 5% e assim sucessivamente.. já fazendo um comparativo com a Crise de 2008, temos:

Nota-se que a volatilidade de 2020 é maior que a volatilidade da Crise de 2008. Comparando com a Crise de 1929-1930, temos:

Sendo assim, fica mais claro que temos em 2020, um dos anos mais voláteis de nossa história, assim como no Brasil, mesmo com o Ibovespa iniciando no final da década de 60, tivemos apenas no mês de março, 8 circuit breakers de um total de 21 desde 1967 e após isso uma recuperação de mais de 60%, ou seja, um dos anos mais voláteis no Brasil também.

Todo esse movimento de volatilidade, somado a grande quantidade de dinheiro disponível para pessoas físicas nos EUA (um residente ganhou US$ 1.200 a título de ajuda), muitos em casa sem ter o que fazer, sem trabalhar, querendo ganhar dinheiro de forma fácil (muitos vêem o mercado de ações como um jogo, uma aposta, sendo que na realidade não é), taxas de juros nas mínimas mundiais e corretoras com corretagem a custo zero (nos EUA temos o Robinhood que aparentemente é de graça, digo aparentemente porque não existe almoço grátis, pois eles vendem as visualizações  das ordens de investidores para outros investidores, facilitando o trabalho de  operações para robôs traders que operam milissegundos, por exemplo) temos o ambiente propício para aparecimento de David Portnoy´s e outros investidores pessoa física, obtendo retornos no curto prazo, acima dos grandes investidores e grandes fundos.

Mas e os valuations importam? Onde estamos hoje em termos de valuations?

Já vimos que fluxos são importantes e que foi graças ao fluxo de entrada de investidores e outros fatores somados que tivemos a forte recuperação atual. Por ser consultor de valores mobiliários, ter Certificado de Especialista de Ativos, MBA, Master, ser fundador de uma Gestora-Asset e por ter a prova de Analista Técnico, acredito que sempre é importante mesmo assim, sempre prestar atenção nos fundamentos procurando uma racionalidade para os momentos atuais em termos de Brasil, EUA e mundo.

No Brasil estamos negociando a cerca de 12x lucros futuros, já colocando uma projeção de queda de 20% nos lucros das empresas brasileiras, segundo a Eleven, Casa de Research que pude conhecer pessoalmente em São Paulo, em março de 2020 e que gosto muito. Cabe salientar que os múltiplos do Ibovespa, devem ser um pouco maiores, eis que a taxa de desconto é muito menor, o custo de oportunidade é menor e os juros são os menores da história…

Já o S&P500, Ìndice da Bolsa Americana, negocia a patamares da bolha ponto com, o que nos dá um sinal amarelo, porém cabe salientar que nos anos 2000, os juros estavam em 6,5% ao ano e atualmente os juros americanos estão em 0,25%-0%, o que poderiamos ter um desconto maior..

No mundo todo, vimos uma elevaçao principalmente dos EUA quanto aos múltiplos históricos Em países emergentes estamos até abaixo de 2008, por exemplo,  e até no Japão isso já ocorreu. Lembro que há essa elevação nos múltiplos, sobretudo pelas empresas FAMGATS (Facebook, Amazon, Microsoft, Google, Apple, Tesla e Spotify) que atingiram patamares elevados e que têm um peso somados de quase 25% do Ìndice..

O que eu penso de tudo isso?

Mesmo com 16 anos como investidor e quase isso trabalhando profissionalmente no mercado, tenho muito o que aprender. Sobre o momento atual minha opinião é que observar o fluxo é muito importante, porém nunca devemos esquecer do lugar que estamos pisando!

Com toda a alta que tivemos recentemente, somada a uma maior quantidade de entrada de investidores principalmente no Brasil, além de juros baixos, mais do que nunca temos que prestar atenção na seletividade e qualidade das empresas investidas. Essa é uma tarefa fundamental para o investidor que dá valor ao seu dinheiro e que procura uma relação interessante de risco x retorno.

Investir em boas empresas, aliado à ciência de que o fluxo de investimento é importante, potencializa o retorno de longo prazo para os investimentos!

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Disclaimer Os relatórios e/ou em qualquer conteúdo de análise e recomendação providos pelo Bugg possuem caráter meramente informativo e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o usuário a tomar sua própria decisão de investimento, não devendo ser considerado como uma oferta para compra ou  venda de ativos. Os editores responsáveis pela elaboração deste relatório declaram,  nos termos da Instrução CVM nº 598/18,que as recomendações do relatório refletem  única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma  independente. Além disso, os instrumentos financeiros discutidos neste relatório podem não ser adequados para todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento,a situação financeira ou as necessidades específicas de um determinado investidor. A decisão final em relação aos  investimentos deve ser tomada por cada investidor, levando em consideração os vários riscos,tarifas e comissões.

FONTE: https://bugg.com.br/2020/06/16/fluxo-um-fator-importante-ao-investir/

O que fazer no momento atual?

março 1st, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “O que fazer no momento atual?”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Semana Turbulenta nos preços mas melhora para quem investe

A semana foi de batismo para os investidores que entraram recentemente no mercado de ações brasileiro. Do topo de 119.534 pontos até a mínima de sexta-feira, 99.950 pontos, o Ibovespa oscilou -16,39%, provocando preocupação e cautela, principalmente naqueles que caíram no mercado de para-quedas recentemente. Entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, o número de investidores pessoa física saiu de 800 mil para 1,850 milhão, mais do que dobrando a base. O fato é que a maioria dos investidores brasileiros não está acostumada com esses dias intensos e voláteis, que chamaram atenção no Brasil e no mundo.

Oscilação de 3 dias e 16,39% trouxe cautela a muitos investidores

Queda histórica nos EUA

A queda ocorrida nessa semana no Dow Jones foi a quinta maior da história, como podemos ver abaixo. Chama atenção a velocidade dessa queda..

Sobre o SP500, um dos índices de ações americanos, a maioria dos setores que o compõem, teve a pior semana desde 2008. A tabela abaixo compila os dados setoriais mostrando as variações diária e semanal, comparando-as com outras semanas difíceis para o mercado. O setor de energia já está em bear market (quando cai 20% da maior cotação atingida).

Mercado Sobrevendido?

O que mais chama atenção na correção atual é a velocidade da correção. Existem alguns indicadores de análise técnica que ajudam a mostrar isso…um deles é o índice de força relativa, o qual busca medir a aceleração do movimento dos preços de determinado ativo … ele é usado para mensurar quais ações estariam assim “sobrevendidas” (oversold) …foge ao escopo desse artigo, mas no momento atual, 63% das empresas do S&P estariam nesse patamar, o qual só pior que 7 momentos anteriores desde 1990 – vide gráfico abaixo. Isso mostra que muitos ativos caíram bem e podem recuperar-se:

VIX (ìndice que mede a volatilidade do mercado e conhecido por ser o “indicador do medo de mercado”, também usado como um seguro para momentos de maior stress) atingiu a maior marca desde 2016, isso que tivemos choques no petróleo, a questão do Brexit, Eleições Americanas e o medo Trump, Guerra Comercial EUA x China, Questão Stress com North Korea, apenas alguns dos eventos que ocorreram recentemente e que corrobora com o sentimento de que o momento atual é de alta volatilidade…

Já a curva de juros americana caiu forte, ou seja, com os investidores buscando segurança nos títulos americanos – lembrando que quando preço dos títulos sobem a remuneração dos títulos que é fixa, acaba caindo. Fora isso muitos especulam com o possível  corte de juros. Abaixo a curva de juros de 10 anos que aponta para uma patamar bastante baixo de juros após as quedas recentes:

Bolsa americana… 

No momento atual a SP500 negocia a 28,05 vezes os lucros anuais atualizados pela inflação, onde a média é de 17 vezes. Recentemente o patamar era de 33 vezes e a média 16,7 vezes. O ápice foi na “bolha ponto com” e o ponto mais baixo em 1920, com 4,78 vezes. Cabe salientar que os juros estão nos menores patamares da história, então temos que colocar isso como desconto.

E a bolsa brasileira…

Hoje o Ibovespa negocia a um patamar de 12x seu lucros projetados de 12 meses …. Aqui vale uma ressalva de que muito provavelmente veremos uma revisão para baixo nesses lucros o que tende a aumentar o número do múltiplo (relação Preço atual/ lucro projetao).

Mas é importante destacar que correções são normais e sadias para o mercado de investimentos, pois permitem a compra de ativos a preços mais atrativos, mais baratos.

Trazendo um pouco de estatítica/história….com exceção do período Dilma, as correções duram em média 102 dias, quando olhamos dados desde 1996 ou 24 anos de mercado – vide tabela abaixo:

Fonte: Empiricus

Por que estou falando tudo isso? 

A ideia é mostrar que a queda atual é forte e rápida, algo anormal. Não tenho bola de cristal, Warren Buffett começou a comprar ativos na crise de 2008, em outubro e a crise só terminou em março de 2009. Se nem ele que é considerado o oráculo acerta o “timming” (hora certa de entrar), porque você e eu deveríamos nos esforçar tentando acertar?

O fato é que alguns setores me parecem baratos, como setor bancário, saneamento e industrial.

As commodities também (IMAT no geral)… esse é um segmento que que tende a ficar mais barato quando o dólar tem uma alta forte, algo que temos visto contra a maior parte  das moedas do globo.

No gráfico abaixo, podemos ver a correlação entre o dólar mais forte e commodities (tirando energia), mostrando que o dólar alto, leva commodities para preços inferiores e quando elas estão mais baratas, é um bom momento de compra, na minha opinião. Por outro lado, penso que ao persistir o sentimento de aversão a risco, a tendência é que o dólar siga se valorizando, sendo assim, o momento é de cautela para commodities e de monitoramento nos preços das mesmas, já que o premio de risco deve aumentar. Abaixo um gráfico que relaciona as commodities com o dólar.

O que fazer neste momento? 

Um investidor consciente e que quer sobreviver no mercado procura por ativos que estão baratos, mantendo a calma e aproveitando momentos de maior volatilidade, para saber mais sobre as empresas que investe, rebalanceando os seus investimentos, alterando ativos mais caros para ativos que ficaram mais baratos, se assim for necessário.

Em momentos de volatilidade muitos investidores seguem o emocional, dando muito influência para notícias de curto prazo, esquecendo que o investimento em ações é para longo prazo e que é bom quando empresas boas estão sendo vendidas por um preço mais convidativo. Há pouco tempo recente era difícil encontrar ativos baratos e com essa queda já começam a aparecer oportunidades como em setores elencados acima, no texto.

Não esquecer a diversificação é outro ponto importante. Muitos investidores esquecem disso em momentos de alta, só aprendendo sobre diversificar quando não possuem mais capital para aportar em momentos de queda forte.

 

Resumo

  • Mercado de ações brasileiro e mundial teve uma queda forte, sendo uma das cinco quedas mais rápidas da história;
  • Preços de ativos corrigem para baixo e para cima, então focar na qualidade das empresas investidas, procurando aproveitar-se do momento de oscilação;
  • Tenha uma estratégia e a siga fielmente, antes de investir sempre, não depois;
  • Acostume-se com a volatilidade, investimento em ações é assim mesmo;
  • Teremos revisões de crescimento dos países para baixo e é isso que mercado vem colocando nos preços também. Um dos maiores bancos dos EUA, o Goldman Sachs, acredita que não teremos crescimento nos lucros das empresas americanas em 2020;
  • O melhor investimento sempre é aquele adequado ao seu perfil.

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/03/01/o-que-fazer-no-momento-atual/

Bolsa Brasileira barata ou cara? (Eliseu Mânica Jr)

fevereiro 2nd, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Bolsa Brasileira barata ou cara? (Eliseu Mânica Jr)”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Nos últimos 3 anos o mercado de ações evoluiu bastante em termos de número de investidores saindo de 800 mil para 1,6 milhão apenas em 2019. Muitos desses investidores ainda não enfrentaram momentos de queda nos investimentos e com os fatos recentes referentes ao Corona Vírus, em que a Bolsa saiu dos 118 mil pontos para os 113 mil pontos, vem assustando alguns desses investidores. É até engraçado porque quando o mercado cai é que investidores começam a rever suas estratégias de investimento, mas o correto é que você faça isso ANTES de ingressar em um investimento, imaginando o que pode acontecer e prevendo o pior cenário para já estar preparado emocionalmente para o que possa acontecer, assim como ter um plano B, que pode ser, por exemplo, uma disponibilidade de valores em renda fixa ou multimercados, servindo como “munição” para momentos de queda nos investimentos em ações. Ter estratégia e seguí-la é fundamental antes de realizar investimentos em ações.

Um  dos exemplos que uso sobre as quedas é um comparativo com o investimento em imóveis. Se o investidor está interessado em um imóvel de R$ 1 milhão e o se o preço caísse para R$ 700 mil, obviamente ele ficaria ainda mais interessado. Já no mercado de ações, surpreendentemente, isso não ocorre. Se um investidor tem em sua carteira de investimentos, ativos avaliados em R$ 1 milhão e o valor cai para R$ 700 mil, muitos querem retirar seu dinheiro do investimento em ações. Isso é surpreendente e totalmente irracional, por isso friso que a estratégia de investir em ações deve ser pensada antes da realização do investimento.

Saiba que a cada ano, em média duas vezes por ano, o Ibovespa cai cerca de 8 a 10% do ponto mais alto atingido. Sendo assim, isso é normal, quedas são normais e cabe ao investidor maduro aproveitar-se desses momentos, agindo com controle emocional sobretudo.

 

Bolsa Brasileira barata ou cara?

Hoje a bolsa brasileira negocia a cerca de 17 vezes lucros anuais, onde a média é de cerca de 13 vezes. Cabe salientar que apesar de parecer mais cara atualmente, temos que colocar na conta a questão de queda de juros e que isso irá fazer com que o custo de dívida das empresas brasileiras torne-se mais barato. Falando sobre juros e custo de dívida, o Credit Default Swap (CDS) brasileiro está também nas mínimas. O CDS é um seguro contra não pagamento da dívida brasileira e isso mostra que provavelmente o mercado está esperando que o Investment Grade possa estar por vir. Isso traria uma enxurrada de dólares do exterior, eis que seria possível novamente o investimento por parte de fundos de pensão estrangeiros em ativos brasileiros.

Como um comparativo com a bolsa brasileira, podemos utilizar os juros brasileiros. Em 2001 os juros chegaram a surpreendentes 42% ao ano, o que daria um indicador Preço-Lucro de 2,38. Recentemente com juros de 4,5% o Preço-Lucro da renda fixa é de 22,22 aproximadamente, sem considerar os juros compostos. Com a queda dos juros, justifica-se em grande parte a elevação na negociação dos patamares da Bolsa Brasileira.

Acredito que a bolsa brasileira está negociando em patamares próximos ao justo, há ainda ativos descontados, porém o que ocorreu nos últimos anos de praticamente alguns comprarem ações sem uma análise mais criteriosa, está perto do fim, ao menos momentaneamente. Nos próximos dias teremos uma grande quantidade de empresas divulgando resultados e isso é um ponto importante, pois normalmente há surpresas positivas nos lucros e geração de caixa, que surpreendem o mercado como um todo positivamente e isso pode fazer com que as cotações subam. Ainda há oportunidades na bolsa como um todo ao meu ver.

De modo geral, ainda temos desemprego alto, crédito ainda a recuperar, capacidade ociosa da indústria, confiança recuperando-se, enfim dados antecedentes que podem nortear nossa decisão.

Para saber se a Bolsa está cara ou barata, fique atento aos seguintes indicadores:

Resumo

  • apesar das altas dos últimos três anos, ainda há ativos baratos na Bolsa Brasileira;
  • caberá ao investidor selecionar melhor ativos de qualidade, com maior alta, menor a margem de segurança ao investir;
  • tenha uma estratégia e a siga fielmente, antes de investir sempre, não depois;
  • acostume-se com a volatilidade, juros baixos vieram para ficar;
  • investimentos em ações normalmente precificam 6-8 meses a frente nas ações;
  • o melhor investimento sempre é aquele adequado ao seu perfil.

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
Instagram: @eliseumanicajr
Twitter: eliseumanicaj

FONTE: https://bugg.com.br/2020/02/02/bolsa-brasileira-barata-ou-cara/

Perspectivas e Onde Investir em 2020 (Eliseu Mânica Jr)

janeiro 19th, 2020 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Perspectivas e Onde Investir em 2020 (Eliseu Mânica Jr)”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi e venho aprendendo. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

 

Perspectivas e onde investir em 2020 

No texto anterior escrevi sobre empresas que investir em 2019, os retornos principais e o que aconteceu em 2019. Nesse texto o objetivo é mostrar onde investir em 2020, seguindo o cenário atual apresentado. No mercado financeiro, principalmente em investimentos na bolsa de valores, os investidores tentam antecipar movimentos olhando 6-8 meses a frente. Isso quer dizer, por exemplo, que a bolsa de valores tenta precificar hoje o que pode ocorrer meses à frente. Cabe um gestor, um investidor mais ativo, verificar o cenário atual e investir baseado nas probabilidades do cenário futuro visualizado. Um ótimo gestor tem uma grande assertividade quanto a isso, porém sabe dos riscos e que é necessária a diversificação.

No ano passado tivemos como grande efeito potencializador para os próximos anos de retornos nos investimentos e melhoria do cenário econômico, a Reforma da Previdência que após cálculos posteriores teremos uma economia acima do valor inicial previsto de R$ 800 bilhões, nos próximos 10 anos. Outro grande avanço foi a MP da Liberdade Econômica, a cessão onerosa (que mostrou-se um pouco menor do que o previsto, mas que teve importância), o novo marco regulatório das telecomunicações, a parte do cadastro positivo (que vi nos Estados Unidos e que funciona muito bem, tornando os juros mais justos para ótimos pagadores, individualizando o custo do crédito), assim como o pacote anticrime, apesar das alterações do projeto. São avanços como esses que podem tornar mais fácil o caminho para o crescimento brasileiro e que isso pode trazer um bom cenário para os próximos anos.

No presente texto, tratarei do cenário que pode ocorrer em 2020 e alguns ativos que tendem a valorizar-se. Quando me perguntam qual o melhor investimento, sempre digo que não há uma fórmula mágica e o melhor investimento é aquele mais adequado ao perfil específicio de cada investidor, sendo algo único e não generalista.

Renda Fixa ou “perda fixa” para os investidores mais agressivos

O investidor mais antigo que é o que tem maior poder aquisitivo, obviamente porque começou a trabalhar antes, tinha o costume de investir em renda fixa e chegou a obter retornos de 42% ao ano, pois a Selic chegou a essa patamar no início dos anos 2000. Sendo assim, o capital aplicado dobrava a cada 2 anos. No cenário de renda fixa atual, que começou há 4 anos atrás, isso acabou. Hoje a Selic está em 4,5%, a poupança rende 70% da Selic e o investidor que quer ter mais retorno, precisará mudar o mindset para um cenário de maior volatilidade. Isso não é fácil e exigirá cada vez mais educação financeira em nosso País. A maioria dos juros de curto prazo já caíram, porém há ainda alguma oportunidade em termos de juros longos. Convém salientar que mesmo em renda fixa, investir em juros longos têm riscos, similares ao investimento em ações em termos de volatilidade no curto prazo.

Outros investimentos em renda fixa que poderão ser mais vantajosos, títulos high yeld e fundos de debêntures incentivadas. Lembrar que onde há potencial de retorno maior, há um risco maior.

Fundos multimercados – para quem tem perfil mais conservador

Como alternativa para quem não tem tempo para cuidar dos seus investimentos fundos multimercados são alternativas para ter retorno um pouco maior que retornos da renda fixa, com um pouco mais de volatilidade é claro. Buscar fundos com retorno acima de 130-140% é o ideal.

Fundos imobiliários – cautela, porém existem oportunidades

Com o ótimo retorno em 2019, o IFIX que é a média dos fundos imobiliários, obteve retorno acima, inclusive, do Ibovespa. Esse movimento de alta chamou muita atenção dos investidores pessoa física, sendo que alguns ainda me perguntam muito sobre o investimento sobretudo pela quantidade de manchetes sobre a excelente alta do ano anterior. Um fato importante e que comentei no início do texto sobre a questão de investir é o fato de que o que aconteceu no passado, é passado e o cenário para investimento deve ser considerado a partir do momento em que é realizado. Passado é passado e seguir manchetes e dicas de gurus é a maneira mais fácil de perder dinheiro e isso me preocupa tanto em fundos imobiliários, quando investimentos em ações. Grande parte do movimento de alta dos fundos imobiliários, foi devido a movimento macro de queda de juros, já que os fundos imobiliários possuem correlação negativa com os juros. Esse movimento macro que auxiliou a elevação no preço das cotas dos Fundos Imobiliários já chegou quase ao fim e agora o que mais contará será a qualidade e diminuição da vacância. Acredito que para investidores que pensam mais no longo prazo, há espaço na carteira para Fundos Imobiliários. Por exigir um acompanhamento mais direto, é preciso que o investidor tenha essa disponibilidade de tempo para o investimento, montando uma carteira de fundos diversificada.

Crème de la crème em termos de retorno potencial – ações 

O retorno do Ibovespa foi de 31,58% em 2019, um retorno só não superior ao ano de 2016. Convém observar que tivemos um dos maiores setores em termos de peso de participação do Ibovespa, no caso o setor bancário e grandes bancos, que teve um retorno aquém do esperado, trazendo para baixo o retorno do Índice, do contrário o retorno poderia ser próximo aos 45% em 2019. Como comentado, com a queda dos juros, o custo de capital diminui para empresas. Além disso, tivemos ajustes nos últimos anos, como cortes de custos administrativos, demissões e uma das maiores vantagens para os Estados Unidos (País que vivi) em termos econômicos ao meu ver, que é o alto número de desempregados, na ordem de 11,6% contra 3,5% dos EUA. Isso quer dizer que teremos um potencial de crescimento com um reflexo pequeno de inflação. Além disso, o ciclo do Brasil é de recuperação, o que tende a melhor nos próximos anos. Sendo assim, apesar das altas recentes (no Clube chegamos a retornos próximos de 300% em 3 anos e pouco) ainda acredito em oportunidade. Penso que setores como consumo, abertura maior de mercado (privatizações), empresas que estão recuperando-se são setores que tendem a beneficiar-se. Apesar da alta no setor de construção, acho que esse setor pode estar próximo da estabilidade, mesmo com os excelentes dados de prévias operacionais recentes, como exemplo da Trisul. Lembro que o mercado tenta visualizar o futuro, com cenários de hoje e o preço desconta muita coisa atualmente.

Resumo

  • o melhor investimento é aquele condizente com o seu perfil de risco;
  • cenários mudam, diversificar é a melhor resposta para quem não é tão proativo do mercado, precisa do dinheiro em curto prazo e não tem tanto conhecimento em investimentos;
  • cenário macro brasileiro e mundial mudou, para ter retornos maiores, investidor terá que acostumar-se com o risco e volatilidade, por muitos a mesma coisa, para mim não (um dia falarei sobre isso aqui);
  • juros baixos tendem a ser mantidos por mais tempo;
  • Brasil recuperando-se e com maior abertura, leis e procedimentos, tende a ficar menos burocrático e com uma maior possibilidade de investimentos macros por investidores, seguido pelo Governo em alguns anos, após arrumar a casa;
  • busque sempre conhecimento, risco é minimizado com informações e domínio de procedimentos.

 

Era isso!!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior

Facebook: Eliseu Mânica Júnior
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Twitter: eliseumanicajr

FONTE: https://bugg.com.br/2020/01/19/perspectivas-e-onde-investir-em-2020/

Grandes Investidores: Luiz Barsi Filho, um dos maiores investidores pessoa física do Brasil

dezembro 21st, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Luiz Barsi Filho, um dos maiores investidores pessoa física do Brasil”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Luiz Barsi Filho – Biografia e vida pessoal

Luiz Barsi Filho é um dos investidores mais antigos da bolsa brasileiro que tornou-se mais conhecido nos últimos anos. Nasceu em 10 de março de 1939, em São Paulo. Há mais de 66 anos ele é investidor e merece ter sua história contada aqui. Filho de imigrantes que vieram da Espanha, morou no Brás em uma casa pequena. Seu pai faleceu quando ele tinha apenas um ano de idade e aos noves anos ele começou a trabalhar como engraxate. Já aos 14 anos ele começou a trabalhar em uma corretora, começando a comprar ações. Fez Faculdade de Direito e Economia, Escreveu sobre investimentos no Diário Popular, por 18 anos.

É conhecido como Warren Buffett Brasileiro, pois tem mais de R$ 2 bilhões em investimentos.

Modus operandi 

Não é segredo e fica evidente que a maioria de quem realmente ganha dinheiro com investimentos na bolsa de valores é investindo, é pensando no longo prazo e é estudando empresas boas, que geram lucro, têm um bom fluxo de caixa e não é diferente com Luiz Barsi Filho. Ele é seguidor da filosofia de value investing, e é o maior investidor pessoa física de nossa Bolsa.

Por eu trabalhar há mais de 15 anos no mercado financeiro, a gente conversa muito com investidores e pessoas que trabalham no mercado de investimentos e uma das coisas que poucos sabem e que comento em primeira mão, já que não vi nada a respeito na internet e em artigos que li, é que Luiz Barsi Filho por várias vezes comprava ações no mercado fracionário, e aí unia as ações tornando-as um lote e vendia os lotes cheios, comprando novamente no fracionário e repetindo isso o máximo que pudesse, realizando uma arbitragem, sem qualquer risco ao realizar esse procedimento. Conta-se que na época os preços do mercado fracionário eram menores e com isso, as ações poderiam ser unidas em lotes e vendidas por um valor acima do que foram compradas proporcionalmente. Não sei se isso é realmente verdade, mas trata-se de aproveitar uma grande oportunidade e mostra a inteligência de Luiz Barsi, aproveitando condições do mercado para fazer mais dinheiro. “Dinheiro, serve para fazer dinheiro”, é uma das frases que ele mais usa e que encaixa perfeitamente nesse caso.

Investindo em empresas com tradição

A carteira de Barsi possui 15 empresas, sendo o Banco do Brasil a Empresa que ele tem há mais de 32 anos. Ele defende que investir em empresas que estão há um bom tempo no mercado, aumenta a probabilidade de acertos. Banco do Brasil tem 200 anos. Klabin que é outra investida por ele tem 120 anos.

Fazem parte da carteira de Luiz Barsi: Vale, Banco do Brasil, AES Tiete, Cemig, Eletrobrás, Eletropaulo, Eternit, Klabin, Santander, Suzano, Taesa e Unipar.

Um dos erros de quem está começando é tentar copiar a carteira de grandes investidores. Em época de twitter e redes sociais, fica mais fácil encontrar a carteira desses investidores, porém isso não é correto, o mais apropriado é entender o motivo da escolha de determinadas ações e assim ir evoluindo, criando um próprio sendo crítico com o tempo e montando a sua própria carteira. Seguir os outros e seus investimentos, pode nos deixar cegos e a pessoa que seguimos pode estar caminhando para o precipício e você estar indo sem perceber, pois está apenas seguindo outra pessoa.

Estratégia resumida de investimentos 

  • Procurar ajuda de um especialista no início;
  • Estabelecer metas alcançáveis;
  • Traçar um objetivo de longo prazo;
  • Ter disciplina;
  • Ser consistente nos resultados, nos aportes, ter paciência e esperar;
  • Não postergar o começo do investimento, não “deixar para segunda-feira”;
  • Focar em dividendos e em empresas sólidas, lucrativas e com alto percentual de distribuição de lucros;
  • Reinvestir os ganhos, acelerando o poder dos juros compostos;
  • Comprar barato, diferenciando preço e valor;
  • Observar o mercado e ser paciente, pensando no longo prazo, SEMPRE!

 

Um grande abraço,
Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/12/21/luiz-barsi-filho-o-warren-buffett-brasileiro/