6 objeções a criptomoedas que não fazem o menor sentido

O medo do desconhecido é algo inerente à natureza do ser humano. E a nossa era possui um ritmo de inovação acelerado demais para que qualquer um possa acompanhar. Assim, é de se esperar algum preconceito, ceticismo ou ao menos cautela por parte do investidor, toda vez que se depara com algo novo, do que se sabe muito pouco e ainda não teve contato com nenhuma fonte confiável que pudesse esclarecer do que se trata. Infelizmente há muita desinformação sobre o mercado de criptomoedas e a maioria das objeções não fazem o menor sentido. Conheça as piores:

1 – “Bitcoin não é moeda, ninguém aceita”

É verdade que as criptomoedas ainda não são um meio de pagamento tão popular como a moeda fiduciária ou um cartão de crédito, mas dizer que ninguém aceita passa longe da verdade. A construtora Tecnisa[1] aceita Bitcoins como pagamento por imóveis e ainda oferece um desconto de 5% para essa modalidade. No setor de computadores, a Dell  também aceita Bitcoins. E se você quer ficar em forma, a gigante dos suplementos alimentares, Ultrafitness[2], também aceita a criptomoeda em seus pagamentos. No Brasil já existem centenas de e-commerces que aceitam Bitcoins e milhares de estabelecimentos físicos.

2 – “Mas não tem lastro”

Quem tem lastro é navio. Nenhuma moeda estatal possui lastro em ouro ou qualquer ativo, seja ela o Real, o Dólar, o Euro, o Yuan ou o Iene. No entanto, o jornal SBT Brasil publicou uma matéria[3] desastrosa na qual a jornalista afirmou que os bancos possuem reservas em ouro para garantir o valor de face das notas de Real. Nenhuma moeda do mundo tem valor intrínseco ou pode ser utilizada como título ao portador valendo alguma coisa. Aliás, de todas as moedas que existem, talvez apenas as criptomoedas tenham lastro, pois representam a prova de trabalho em uma rede de computação descentralizada dotada de um sem número de aplicações. O Bitcoin está lastreado no livro razão mais seguro, imutável e transparente do mundo. O Ethereum está lastreado na maior plataforma de aplicações e organizações autônomas descentralizadas do mundo. É por isso que essas coisinhas valem mais do que muitas empresas.

3 – “É uma pirâmide”

Não é pirâmide porque não possui nenhuma característica desse tipo de esquema fraudulento. Não existe promessa de ganhos, comissões por venda ou por convidar investidores. Embora alguns investidores tenham obtido altos rendimentos em curto prazo, não há e nunca houve garantias ou promessas de que isso pudesse ocorrer. Não existe uma empresa ou um promotor de Bitcoin ou de uma criptomoeda, que possa desaparecer no mundo com o dinheiro dos investidores. Por fim, a transparência e auditabilidade do código aberto das criptomoedas é o exatamente oposto do que ocorre nas pirâmides financeiras, de onde os rendimentos iniciais não tem nenhuma comprovação de origem.
Isso não quer dizer que as criptomoedas não possam ser utilizadas como plataforma para esquemas de pirâmide da mesma forma que o Real ou o Dólar já foram e seguem sendo utilizados.

4 – “É fraude, vai desaparecer do nada”

Conforme já tratado anteriormente, os softwares das critptomoedas possuem código aberto e são auditados pela comunidade e empresas independentes. Além disso, o arranjo computacional descentralizado da Blockchain impede que um indivíduo possa simplesmente “apertar um botão” e encerrar a operação ou mudar suas regras arbitrariamente. Para que alguém pudesse fazer algo assim, seria necessária uma quantidade de energia e poder computacional tão grande, que seria mais rentável ser honesto e minerar a moeda, jogando pelas regras.

5 – “Mas não tem nenhum governo por trás, não dá para confiar”

E dá para confiar no Real? Veja o que fizeram com o nosso dinheiro. O Real teve seu poder de compra derretido ao longo dos anos e a inflação segue sendo usada como método de arrecadação de um governo cada vez mais endividado. Se existe um bom motivo para adquirir, usar e guardar criptomoedas, é o fato de não sofrerem influência do governo. A segurança das criptomoedas advém da matemática, não das instituições e seus representantes.

6 – “Estão utilizando para cometer crimes”

Roubos, furtos, sequestros, assassinatos por encomenda, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e armas. Da forma como os criptocéticos falam, parece que antes de 2009 nós vivíamos em uma utopia sem crimes e não precisávamos nem de polícia, porque a moeda estatal é completamente rastreável e impassível de utilização por criminosos. Então surgiu um japonês maluco com uma idéia e nossos problemas começaram. Dispensa maiores explicações.
[1] https://www.tecnisa.com.br/lp/bitcoins
[2] http://www.ultrafitness.com.br/
[3] https://youtu.be/eSV2Y4jUbas?t=72

LEIA TAMBÉM

→ Bitcoin: um sistema de dinheiro eletrônico par-a-par

→ CRIPTOFÁCIL – O que é P2P?

→ Burger King pode abocanhar o bitcoin

→ Ambev vale 6,44 milhões de bitcoins

Artigos relacionados