China substituirá soja dos EUA por produto brasileiro


Os efeitos da guerra comercial entre China e EUA em breve começarão a surtir efeito no Brasil. Em entrevista a agência de notícias Reuters, Guo Yanchao – vice-presidente da Jiusan Group (um gigante do agrobusiness chinês) – anunciou a substituição das importações de soja dos EUA por grãos brasileiros e de outros países, como resultado da tarifa de 25% imposta pelo governo chinês a 128 produtos importados dos EUA, entre eles a soja. Enquanto em 2017 a importação de soja norte-americana foi de 27,8 milhões de toneladas, o que colocava o país como o segundo maior fornecedor para o mercado chinês, para a temporada 2018/2019 o total será de apenas 700.000 toneladas.
Com isso, o Brasil consolida-se como o maior fornecedor de soja em grãos para o país asiático. Em 2017 foram embarcadas 50,9 milhões de toneladas e para 2018/2019 deverão ser embarcadas 71,06 milhões de toneladas. Para abastecer seu mercado, a China deverá ampliar as importações de outros países como Argentina, Canadá e Rússia.
O executivo chinês mostrou-se pessimista com os desdobramentos da guerra comercial entre os dois países, alertando para a projeção de insuficiência dos estoques entre os meses de fevereiro e março de 2019, quando a oferta de grãos brasileiros é limitada. Há também a imprevisibilidade quanto aos efeitos sobre os agricultores norte-americanos e qual será a reação do governo. O Tesouro americano irá abrir os cofres e subsidiar os agricultores? A soja americana encontrará novos mercados para escoar sua produção? Como já era de se esperar, a Guerra Comercial Sino-americana traz incertezas e prejuízos em âmbito global.
Para os investidores, vale a pena acompanhar empresas que podem se beneficiar diretamente deste momento. Um bom exemplo é a SLC (SLCE3), empresa focada na produção de algodão, milho e soja. As ações da empresa, que ao final de julho estavam cotadas a R$ 52,90, abriram o mês de setembro cotadas a R$ 63,75, ou seja, uma alta de mais de 20%. É interessante acompanhar também as empresas que fornecem insumos como a Fertilizantes Heringer (FHER3) e as que fabricam produtos para a etapa pós-colheita como a Kepler Weber (KEPL3). Empresas do agronegócio são sempre uma boa opção de investimento, converse com um assessor de investimentos da Central do Investidor. O investidor precisa aproveitar o melhor momento para aumentar seu patrimônio e a Central do Investidor dá todo apoio necessário para isso.

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