Créditos de carbono, uma nova moeda

Crédito de carbono, uma nova moeda

Índice

1- O que são créditos de carbono?

2- Quais são as medidas que podem ser tomadas para redução dos gases poluentes?

3- Como são comercializados os créditos de carbono entre os países?

4- Comercialização de crédito de carbono no Rio de Janeiro

5- Quanto vale um crédito de carbono?

6- Empresas que anunciaram metas de redução de emissões de poluentes.

1- O que são créditos de carbono?

O conceito do crédito de carbono surgiu em 1997, dentro do Protocolo de Kyoto e tinha como finalidade reduzir a emissão dos gases do efeito estufa no planeta a fim de combater as mudanças climáticas.
A ideia é incentivar essa prática de preservação ambiental, sendo assim um crédito de carbono é gerado a cada tonelada de dióxido carbono (CO2) que deixa de ser emitido. Quando um país consegue atingir a meta de redução de tonelada de carbono ele ganha um certificado emitido pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo ( MDL).
Quanto maior o empenho do país para reduzir a emissão de poluentes, mais crédito é gerado, podendo então utilizar esses créditos como moeda de negociação com outros países que ainda não tenham alcançado sua meta de redução.

Atualmente existem dois mercados de carbono: o regulado e o voluntário.
Nos mercados regulados, os governos determinam uma meta para cada setor e para cada companhia, ou seja, cada empresa tem uma meta de emissão de CO2 que, se não alcançada, essa empresa é obrigada a comprar créditos de outra companhia para compensar o excedente. Na contraparte, empresas que emitem menos que o valor estabelecido podem comercializar esse saldo em excesso.

No mercado voluntário, qualquer empresa, pessoa, ONG ou governo pode gerar ou comprar créditos de carbono voluntários, porém, esses créditos não contam como meta de redução para os países que fazem parte do acordo internacional.

2- Quais são as medidas que podem ser tomadas para redução dos gases poluentes?

Algumas estratégias que podem ser adotadas para reduzir a emissão de gases poluentes e consequentemente reduzir os impactos ambientais são:

Redução dos níveis de desmatamento;

Conscientização e campanhas para estimular o consumo consciente;

Criação de políticas sustentáveis e de preservação ambiental;

Utilização de fontes de energia alternativas;

Promoção e estruturação de mobilidade urbana sustentável;

Substituir uma fonte de energia suja por uma de energia limpa;

Reflorestar uma área degradada;

Investir em tecnologias ambientais;

3- Como são comercializados os créditos de carbono entre os países?

Esses créditos são utilizados como uma moeda de troca no mercado de carbono, as medidas sobre as negociações são definidas de acordo com a política de cada país.

Existem algumas modalidades de comercialização que variam de acordo com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), podendo ser unilateral, bilateral ou multilateral. Explicaremos cada uma delas abaixo:

Modalidade Unilateral: Essa modalidade ocorre quando um país em desenvolvimento realiza projetos dentro de seu próprio território. Esses projetos são voltados para redução da emissão de CO2 que geram créditos que serão comercializados a um valor definido pelo próprio país.

Modalidade Bilateral: Nessa modalidade os projetos desenvolvidos podem ser usados em outros países também, e ele será denominado como país hospedeiro. Os créditos de CO2 não emitido, nesse caso, geram crédito para o país que implementou o projeto.

Modalidade Multilateral: Os projetos e estratégias são implementados e financiados por fundos internacionais e o valor do crédito de carbono é definido por esses fundos de investimento.
Fonte: Politize, Mundo Educação.

4- Comercialização de crédito de carbono no Rio de Janeiro

Uma nova Bolsa de Valores voltará a funcionar no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2022. Dessa vez a bolsa será focada na compra e venda de créditos de carbono e ativos ambientais como energia, clima e florestas.

A nova Bolsa é fruto de uma parceria entre o Governo do Rio e a Nasdaq e segundo o governo do Rio os efeitos práticos na economia real seriam, por exemplo, contribuintes que quitarem débitos do IPVA poderem receber créditos de carbono.

5- Quanto vale um crédito de carbono?

Os créditos são uma medida padronizada e equivale a uma tonelada de dióxido de carbono. Entretanto, existem diferentes cotações para o crédito, um crédito de energia renovável custa de US$ 1,50 a US$ 4,00 a tonelada, já a conservação de floresta com a marca da Amazônia pode valer de US$ 8,00 a US$ 12,50 por tonelada.

6- Empresas que anunciaram metas de redução de emissões:

Algumas grandes empresas anunciaram suas metas de redução de emissões de gases poluentes e pretendem compensá-las nos próximos anos. São elas:

Apple;
Ambev;
Amazon;
Boticário;
Natura;
Ifood;
Unidas.

Atualmente, investidores e consumidores de todo o mundo estão de olho em empresas alinhadas com os conceitos ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança), e um selo de compensação de carbono se torna uma característica de competitividade entre as companhias.

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