Empreendedorismo não é só para empresários

Por: Eliseu Manica

O empreendedorismo pode ser cultivado entre os colaboradores de um negócio.

O desenvolvimento de uma cultura empreendedora – e essa é a missão do Conexão Noroeste – não se limita a estimular apenas a abertura de novas empresas e o surgimento de novos empresários. O empreendedorismo pode ser cultivado entre os colaboradores de um negócio.
Ao estimularmos a criatividade do corpo técnico no desenvolvimento de novos produtos ou a postura proativa no atendimento ao cliente, por exemplo, estamos contribuindo para o surgimento de uma cultura empreendedora dentro da nossa empresa.

Atitudes popularmente conhecidas como “pensar com a cabeça do dono” ou “vestir a camiseta da empresa” são comportamentos claramente empreendedores. Quando o colaborador instintivamente passa a ser um resolvedor de problemas para os clientes ou para outras áreas da própria empresa ele é um empreendedor.
O PRINCIPAL OBJETIVO DO EMPREENDEDOR É BUSCAR SOLUÇÕES
O empresário que procura alguém dentro da sua equipe para preencher cargos de chefia ou de liderança no organograma da empresa acaba, muitas vezes, não encontrando o perfil necessário e se obriga a recorrer ao mercado de recursos humanos – geralmente encontra a pessoa certa em outra empresa, pois esses profissionais costumam estar sempre bem empregados.
O custo de trazer alguém de fora para liderar equipes tende a ser consideravelmente maior do que o de formar um profissional na própria empresa. São diversos fatores que explicam essa verdade, que vão desde a alta faixa salarial até o tempo de adaptação do novo profissional ao ritmo interno.
A EMPRESA QUE TRATA SEU COLABORADOR COMO MERO FUNCIONÁRIO DESCARTÁVEL TENDE AO FRACASSO
Uma empresa é feita de pessoas. Achar as melhores para o negócio é uma tarefa que se torna, não raro, uma dor de cabeça para os empresários. O problema é que alguns tratam as pessoas de sua equipe como meras peças descartáveis na engrenagem dos processos internos da empresa. Quando precisam de um líder, contratam alguém de fora.
A responsabilidade pra esse comportamento problemático, que gera um custo desnecessário pelo alto turnover (rotatividade de pessoal), é tanto do empresário quanto do empregado. Do empresário, por não fornecer estímulos ao comportamento empreendedor; e do empregado pela falta de empatia ao não se colocar no lugar do dono.
SOLUCIONANDO PROBLEMAS DE LIDERANÇA E TURNOVER
A solução para diminuir os custos de contratação para cargos de liderança e para a alta rotatividade de pessoal pode vir de estímulos internos que recompensem a postura empreendedora. Para isso, é preciso superar o receio, que muitos gestores têm, de recompensar um funcionário brilhante temendo serem ultrapassados ou perderem o controle do negócio – esse receio é, geralmente, fruto de uma visão estreita do mercado.
INVESTIMENTO
Investir em treinamento, incentivar a equipe a buscar qualificação através da participação em eventos de empreendedorismo, palestras, cursos e workshops, procurar, portanto, desenvolver uma cultura empreendedora dentro do próprio negócio pode ser a chave para uma guinada ao crescimento. Achar diamantes brutos dentro dá própria empresa é financeiramente um ótimo negócio. Que tal começar garimpar?

Ranieri de Mattos é o idealizador do projeto Conexão Noroeste.

Saiba Mais sobre o Conexão Noroeste:
– Está confirmado: Conexão Noroeste 2016 em Ijuí!
– Entrevistas: Mauro Tschidel – Arthur Bolacel – Flávio Steffens – Felipe Diesel
– Confirme presença no Facebook e confira as fotos da edição de 2015.

Inscreva-se na newsletter

Fique por dentro das novidades



    Acompanhe nossas redes