Jeitinho brasileiro de se relacionar com o dinheiro

Jeitinho brasileiro de se relacionar com o dinheiro

Que o brasileiro sempre dá um jeitinho em tudo nós já sabemos, mas quando o assunto é dinheiro esse jeito de solucionar os problemas se torna cada vez mais complicado.

O Google revelou dados de um relatório onde o relacionamento do brasileiro com o dinheiro é colocado em pauta e com essa pesquisa podemos chegar a algumas conclusões. Ela revelou que 75% dos brasileiros possuem algum tipo de dívida e 25% dessas dívidas estão atrasadas, além disso podemos dizer que a riqueza do Brasil está concentrada naqueles que recebem um salário superior a R$ 3.500,00 e eles representam uma parcela pequena da população. 

Os brasileiros foram classificados em 6 perfis na hora de se relacionar com o dinheiro, são eles:
Batalhadores: 26,3% da população se encontra nele, são aqueles que trabalham e conseguem apenas pagar as contas no fim do mês.

Endividados: 26,3% da população é classificada como endividada, trabalham e não conseguem quitar suas contas no fim do mês.

Céticos: São aqueles que ganham dinheiro, porém não acreditam que é possível enriquecer no Brasil de acordo com as condições atuais do país, eles são 21,2% da população.

Materialistas: Buscam pertencer a uma classe e acreditam que para isso é necessário possuir alguns bens materiais que os classifiquem de certa forma. 15,2% dos brasileiros são materialistas.

Planejadores: Com 6,1% da população classificada como tal, os planejadores são aqueles que investem seu dinheiro de alguma forma, poupam e planejam como e para onde vão direcioná-lo.

Poupadores: Apenas 5,1% da população pode ser chamada de poupadores, são os que guardam algum dinheiro, mas não se arriscam em outras modalidades de investimentos. 

Com esses dados a população brasileira mostrou que sua relação com o dinheiro não é das melhores e isso acontece porque uma série de fatores sociais influenciam no destino final do dinheiro dos brasileiros. O Brasil é um país rico em recursos naturais, porém os pilares da educação em geral não foram consolidados e isso influencia no modo como lidamos com o dinheiro.
A educação financeira é extremamente importante para o futuro das pessoas, mas ela ainda enfrenta muitos desafios no Brasil.

Muitos brasileiros não têm acesso a educação financeira, o que faz com que não saibam como administrar o dinheiro e, consequentemente, acabam se endividando.

Segundo pesquisa S&P Ratings Services Global Financial Literacy Survey (Pesquisa Global de Educação Financeira da divisão de ratings e pesquisas da Standard & Poor’s) que mede o nível de educação financeira de 114 países, o Brasil está na 74ª posição, atrás de alguns dos países mais pobres do mundo como Madagascar, Togo e Zimbábue.

Para tentar melhorar resultados como esse seria necessário introduzir a educação financeira nas escolas desde o ensino fundamental para que as crianças cresçam e desenvolvam a consciência financeira desde cedo, como a educação em geral no Brasil ainda é algo com muitos pilares para serem trabalhados, isso ainda não é uma realidade. 

Enquanto isso não acontece é de extrema importância nos familiarizarmos cada vez com o nosso dinheiro, estudar e buscar usá-lo da melhor forma, com consciência e planejamento para desfrutarmos das vantagens que ele pode proporcionar.

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