Morning Call 16/12

As ações asiáticas encerraram a sexta-feira majoritariamente em baixa (exceção ao índice Hang Seng em Hong Kong), enquanto os futuros em Wall Street operam estáveis, enquanto um índice de ações globais se encaminha para a segunda perda semanal consecutiva, após alertas de bancos centrais de que as taxas de juros devem permanecer mais altas por mais tempo.

Já uma referência de ações asiáticas da MSCI deve encerrar o rali de seis semanas de ganhos, com as ações japonesas liderando as quedas nesta sexta-feira, enquanto as ações chinesas encerraram no zero a zero.

Os investidores que vinham apostando na queda das taxas de juros em 2023 ficaram desapontados com o tom desta semana do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e de sua contraparte europeia, Christine Lagarde. Ambos enfatizaram sua determinação de permanecer persistentes na batalha para domar a inflação.

A fala de Lagarde teve um impacto poderoso nos mercados nesta quinta-feira, quando disse que “qualquer um que pense que este é um pivô para o BCE está errado”. Os rendimentos alemães de curto prazo subiram para o nível mais alto desde 2008 e as ações europeias tiveram a maior queda desde maio, o mesmo sentimento de aversão ao risco seguiu nas negociações dos EUA e depois na Ásia na sessão desta sexta-feira.

Os investidores ainda estão digerindo os fracos dados de vendas no varejo e manufatura dos EUA, mesmo com o mercado de trabalho permanecendo forte .

Para os investidores na China, a ameaça aguda de fechamento de capital dos EUA diminuiu para cerca de 200 empresas no continente e em Hong Kong, combinado à promessa do governo chinês de implementar novas medidas para o setor imobiliário. Seguem no radar, no entanto, a preocupação com infecções descontroladas por Covid continuam como um ponto de preocupação.

Entre as commodities, o petróleo se encaminha para o maior ganho semanal desde o início de outubro, com sinais de aperto na oferta e a perspectiva de melhora na demanda chinesa, apesar da pressão sobre os juros.

Por aqui, com o placar de 5×4 a favor da inconstitucionalidade do orçamento secreto, o STF decidiu adiar para a próxima segunda-feira, 19, a decisão sobre a distribuição de verbas a partir das chamadas emendas de relator-geral do orçamento (RP-9).

Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia acompanharam o voto da relatoria, chefiada pela ministra Rosa Weber, que classificou o orçamento secreto como ‘incompatível com a ordem constitucional, democrática e republicana’.

André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, no entanto, votaram contrariamente à derrubada do esquema, defendendo que o Congresso seja obrigado a dar transparência aos repasses, além da adoção de critérios para a indicação de valores.

O julgamento está suspenso e faltam agora os votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. A análise do caso deve ser retomada na próxima segunda-feira, 19, em sessão de encerramento do ano no judiciário.

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