Morning Call 19/12

As ações asiáticas abriram a semana em queda, enquanto os futuros em Wall Street vão se mantendo com leves ganhos, próximos da estabilidade, ainda sob a preocupação de que novos aumentos de juros do Federal Reserve desencadeiem uma recessão econômica na maior economia do mundo, reduzindo assim o apetite por ativos de maior risco.

Um índice de referência das ações asiáticas caiu pelo terceiro dia, a mais longa sequência de perdas em quase dois meses. Os mercados europeus operam sem direção única, enquanto os futuros nos EUA apontam para ganhos limitados, depois que o S&P 500 e o Nasdaq 100 fecharam a sexta-feira em baixa.

O iene se fortaleceu após especulações de mudanças na política monetária por parte do Banco Central do Japão, enquanto o rendimento dos títulos da dívida japonesa de cinco anos atingiu o nível mais alto em mais de sete anos.

Já o dólar caiu em relação aos seus principais pares, com os investidores cortando as apostas de longo prazo, enquanto avaliam as perspectivas do Fed sobre os juros.

Na semana passada, os investidores comemoraram os dados de inflação mais fracos que o esperado nos EUA, mas a euforia desapareceu depois que as autoridades do Fed martelaram a mensagem de que as taxas subiriam por mais tempo até que estivessem confiantes de que a inflação foi controlada. Uma onda de aumentos de juros e perspectivas agressivas de bancos centrais de todo o mundo, incluindo o Banco Central Europeu, prejudicaram ainda mais o apetite ao risco.

Por aqui, o ministro Gilmar Mendes decidiu, neste domingo (18/12), autorizar a retirada de recursos para pagamento de benefícios do programa Bolsa Família do teto de gastos. A decisão deve facilitar o pagamento de R$ 600 prometido pela campanha eleitoral de Lula.

O ministro do STF decidiu acatar uma solicitação enviada pela Rede Sustentabilidade, que argumentava que o valor se enquadra no “mínimo existencial” defendido pela Constituição Federal. Gilmar fixou que o espaço para pagar o benefício pode ser garantido por meio de abertura de crédito extraordinário.

“Reputo juridicamente possível que eventual dispêndio adicional de recursos com o objetivo de custear as despesas referentes à manutenção, no exercício de 2023, do programa Auxílio Brasil (ou eventual programa social que o suceda (…) pode ser viabilizado pela via da abertura de crédito extraordinário (…), devendo ser ressaltado que tais despesas (…) não se incluem na base de cálculo e nos limites estabelecidos no teto constitucional de gastos”, argumentou Gilmar Mendes.

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