Posts em maio de 2018 Central do Investidor

O Brasil e a greve dos caminhoneiros

30 de maio de 2018 às 14:50 Por Postado em Blog do Renan

Nesta semana o Brasil passou uma situação bastante complexa (mais uma vez). A nova política de preços da Petrobras, vigente desde julho de 2017, vem sendo bastante impactada pela oscilação do dólar e dos preços do petróleo, levando a empresa a fazer alterações periódicas dos preços, em alguns casos até diárias, o que fez com que os combustíveis subissem de preços drasticamente, fazendo com que chegasse numa situação insuportável, levando a um protesto em massa dos caminhoneiros, que fecharam estradas e rodovias, impedindo o transporte de mercadorias.

Por um lado, esta nova política de preços da Petrobras fez com que a empresa não sofresse mais com ingerências do governo, e ajustando sua condição financeira, o que fez com que suas ações saíssem de um patamar de R$11,59, atingindo a máxima em 52 semanas de R$27,60[1]. Para a empresa e para os acionistas, essa nova metodologia de precificação dos combustíveis foi bastante positiva, contudo, para a população, as ineficiências do Estado, aliadas a uma pesadíssima carga tributária fizeram com que os preços dos combustíveis fosse o estopim para protestos de insatisfação com a atual situação política e econômica brasileira. A imagem abaixo ilustra a oscilação dos preços dos combustíveis[2].

Nesta última semana, cidades ficaram sem combustíveis, inclusive para serviços básicos, como polícia, ambulâncias, transporte de equipamentos e suprimentos para hospitais, supermercados, farmácias, gerando até problemas no abastecimento de água em algumas cidades, haja vista a necessidade de produtos químicos para tratamento da água, mas que são transportados por caminhões. O país sentiu na pele os problemas do desabastecimento, mas o Governo sentiu na pele que esta situação atual não pode se manter. É necessário que as contas da ineficiência, da corrupção, das mordomias e de todos os problemas que existem no Brasil sejam ajustadas sem a população ter que pagar a conta. Esta é a maior causa desta paralisação. A carga tributária excessiva, a corrupção, as mordomias, que fazem com que tenhamos que pagar cada vez mais impostos para cobrir os déficits do Governo.

Se o país fosse uma empresa, buscaria sua sobrevivência através de ajustes, mudando pessoas, processos, revendo gastos, planejamentos. Para o Estado, sabe-se que é mais devagar este processo, mas a questão é, existe vontade política de cortar na própria carne as mordomias em prol do país? Mais uma vez, as eleições de 2018 ganham destaque e relevância, pois é através do voto que teremos a chance de mudar o país.

Para os mercados a questão é mais complexa, pois faz com que sejam exaltadas problemáticas das contas públicas, a necessidade de revisão do tamanho e influência do Estados, fragilidades jurídicas, além de trazer novas possibilidades de ingerência nas políticas da Petrobras, o que seria ainda mais problemático para uma das maiores empresas do Brasil, mas que possui um dos maiores endividamentos do mundo, que fechou o ano de 2017 com aproximadamente US$88 bilhões[3] (bilhões, isto mesmo). Parte do medo dos investidores com o futuro do Brasil já foram vistos nos mercados, com as ações da Petrobras tendo queda de quase 20% em apenas um dia, e uma desvalorização do Ibovespa de mais de 5%[4].

Em outubro teremos a chance de mudar o futuro do Brasil, escolhendo novos governantes que poderão fazer as reformas necessárias para colocar o país de volta nos trilhos. Pense bem em quem irá votar, quais as propostas, argumentos, postura, não só dos candidatos a presidente, mas também de governadores, deputados e senadores, afinal, um presidente isolado não possuirá governabilidade suficiente para promover as mudanças. No final das contas, estas mudanças afetam diretamente o seu bolso e o retorno dos seus investimentos. Quanto pior um governo, maiores os impostos, e mais instável ficará o mercado, gerando retornos abaixo do esperado, afetando sua poupança para o futuro. Mais uma vez, o poder de mudança está nas nossas mãos, e essa paralisação dos caminhoneiros foi uma forma de mostrar para os governantes a nossa insatisfação. Que venha outubro!

[1] Disponível em: <https://www.bloomberg.com/quote/PETR4:BZ>. Acessado em 26 de maio de 2018

[2] Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/noticia/petrobras-anuncia-reducao-do-preco-do-diesel-e-da-gasolina-a-partir-de-quarta.ghtml>. Acessado em 26 de maio de 2018

[3] Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/noticia/divida-da-petrobras-no-fim-de-2018-sera-25-vezes-maior-que-a-geracao-de-caixa-diz-parente.ghtml>. Acessado em 26 de maio de 2018

[4] Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/noticia/bovespa-25-05-2018.ghtml>. Acessado em 26 de maio de 2018.

Quem ganha e quem perde na Bolsa com o dólar em disparada

24 de maio de 2018 às 13:57 Por Postado em Central do Investidor

Após um período de relativa estabilidade, a moeda americana voltou a surpreender e afetou todo o mercado financeiro. O mercado acionário não poderia ficar de fora e sentiu o efeito da forte variação das últimas semanas.

Para quem investe na Bolsa o momento é de alerta, mas, ao mesmo tempo, também de oportunidades. É preciso ficar atento a movimentação do mercado porque sempre há quem ganha e quem perde, especialmente com o dólar em disparada.

A disparada do dólar deixa investidores apreensivos, mas pode trazer boas oportunidades

Lei da Oferta e Procura

Quanto mais procurado um bem ou serviço, maior o seu preço e essa regrinha básica da Economia conhecida como Lei da Oferta e Procura aplica-se perfeitamente ao preço do dólar.

Quando investidores estrangeiros decidem investir no Brasil trocam seus dólares por reais, aumentando a procura pela moeda local e valorizando a mesma em detrimento da moeda norte-americana.

Se, ao contrário, decidem procurar outros locais para investir, trocam reais por dólares trazendo como consequência uma desvalorização da moeda brasileira e um aumento do preço da moeda dos EUA.

Variáveis como taxa de juros, crescimento, recessão, instabilidade e crises setoriais podem interferir no sobe-desce da moeda sendo que estas variáveis podem ser tanto da economia do Brasil quanto dos EUA, China, Europa, Japão ou outros países. Em tempos de economia globalizada, os investidores direcionam recursos considerando a perspectiva de ganhos x riscos.

O dólar dos Estados Unidos é a moeda com maior fluidez no mundo, ou seja, é a moeda com maior aceitação nas negociações internacionais, com maior facilidade de troca (por outras moedas) e que é utilizada para precificar commodities (produtos in natura como petróleo, minérios, madeira, carvão e produtos agrícola como soja, trigo, açúcar e café.)

Com a tecnologia que permite que as transações financeiras internacionais sejam realizadas quase instantaneamente, basta uma perspectiva de alterações significativas em cenários futuros para que tenhamos uma disparada do dólar como a que estamos observando nas últimas semanas.

Para compreendermos a recente dispara do dólar, precisamos analisar variáveis tanto no campo interno quanto no campo externo da economia.

No campo interno, as indefinições do cenário eleitoral (faltam cinco meses para as eleições gerais), a permanência de altas taxas de desemprego, inadimplência e endividamento das famílias trazem um cenário de incertezas e, por consequência, instabilidade.

Já no campo externo temos a economia dos EUA em situação oposta: com o consumo em alta e desemprego estável, há a expectativa de que o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) aumente a taxa de juros básica do país – atualmente entre 1,5% e 1,75% – para segurar a inflação, que tem como meta 2% para o ano de 2018.

Como a economia norte-americana é maior e mais estável que a do Brasil, a perspectiva de um aumento da taxa de juros nos EUA faz com que investidores optem por vender reais e comprar dólar, exercendo assim uma pressão na cotação da moeda e fazendo com que a mesma tenha uma rápida valorização frente ao real.

Apesar de ter uma taxa de juros maior que a dos EUA, o Brasil é considerado um mercado emergente e, portanto, de alto risco. Some-se a isso as perspectivas de crescimento econômico na Europa e de aumento das taxas de juros no Japão e na China.

Por fim, temos as crescentes tensões entre Estados Unidos e Irã que trouxeram temores de alteração na produção de petróleo. Isso fez com que o preço desta commodity aumentasse e, por consequência, trouxe perspectiva de pressão inflacionária, que é mais um fato motivador para uma perspectiva de aumento da taxa de juros dos EUA.

Instabilidade e incertezas aqui somados com instabilidade e incertezas internacionais resultaram na disparada do dólar que assustou muita gente, principalmente investidores. No entanto, no mercado financeiro, em períodos de instabilidade sempre há quem ganha e quem perde na Bolsa com o dólar em disparada ou em outros investimentos de risco.

Enquanto isso, na Bolsa…

O mercado de ações é um investimento de risco, por isso buscar um assessor de investimentos é fundamental, já que ele administra o risco. Este “risco”, se deve a alta volatilidade da Bolsa de Valores, ou seja, há uma série de fatores que afetam o preço das ações das diversas empresas que compõem o índice Ibovespa e entre estes fatores está a cotação do dólar.

Quando investidores trocam dólares por reais para investir na Bovespa, fazem com que o preço da moeda americana caia e aumente o volume de investimento na Bolsa aumentando assim o índice Ibovespa.

Mas o contrário também pode acontecer, ou seja, investidores trocando reais por dólares, aumentando o preço desta moeda, reduzindo o Ibovespa e desvalorizando as ações.

Esta condição não é diretamente proporcional porque nem todo dinheiro investido no Brasil irá para o mercado acionário. Os investidores podem optar por fundos de renda fixa, títulos da dívida pública ou aquisições de empresas.

Como o Ibovespa é um índice que calcula o desempenho médio de um conjunto de ações negociadas diariamente na Bolsa, a valorização ou desvalorização de ações de um determinado setor da economia pode influenciar diretamente no resultado do índice.

Um exemplo são empresas privadas de ensino que tiveram grande valorização até o ano de 2017 por conta do aumento constante do número de aluno incentivados pelo FIES (o programa de financiamento estudantil do governo federal).

A disparada do dólar trará ganhos e perdas para os investidores. Do lado de quem ganha, estão os investidores em empresas de commodities. Como são exportadoras e se beneficiam com o dólar em alta, empresas como Petrobras, Vale e Suzano Papel e Celulose trazem ganhos significativos.

Do lado de que perde, estão as empresas de consumo, bancos e os shoppings, diretamente ligados ao varejo, e as que dependem de material importado como companhias aéreas. Os papéis de empresas como Azul, TAM e Magazine Luiza devem ser acompanhados com lupa.

Quem quer investir em ativos de risco como o dólar (ou outras moedas estrangeiras) ou na Bolsa deve ter sangue frio e se municiar de informações, monitorando o mercado ao longo do dia. Para projetar quem ganha e quem perde na Bolsa com o dólar em disparada ou em outras situações que afetem o mercado, o investidor deve ter informações relevantes e de fontes confiáveis para ficar do lado de quem ganha e proteger seu patrimônio.

Como comprar e vender Dólar na Bolsa de Mercadorias e Futuros

17 de maio de 2018 às 12:17 Por Postado em Agrícolas, Blog do Felipe

Nos últimos artigos falamos sobre negociações de commodities na Bolsa de Mercadorias e Futuros. Agora vamos saber mais sobre a negociação DÓLAR NA BOLSA.

Graças ao ajuste diário e margem de garantia, podemos estar posicionados na compra, onde ganhamos dinheiro com a alta da cotação quanto na venda, e onde ganhamos com a queda da cotação do ativo. Sempre lembrando que as negociações de dólar na Bolsa são operações somente financeiras para nos “protegermos” das oscilações dos preços.

O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora para que possa ter acesso ao home broker, onde o investidor fica interligado diretamente na Bolsa de Mercadorias e Futuros.

Na bolsa, cada ativo a ser negociado possui um código de negociação, além de ser negociados em contratos. No caso do dólar, o código de negociação é o WDO (Mini Dólar). O contrato de dólar foi desenvolvido com o objetivo de ser uma ferramenta para gestão de risco de oscilação de preço, sendo utilizadas pelos participantes do mercado, como importadores, exportadores, tradings, dentre outros players do mercado.

O contrato de dólar é um dos mais negociados na Bolsa de Valores B3, o ativo subjacente é a taxa de câmbio de reais por dólar dos Estados Unidos da América, a principal moeda do mundo.

 

OBJETO DA NEGOCIAÇÃO

Taxa de câmbio de Reais por Dólar Comercial, transação PTAX800, cotação de venda apurada e divulgada pelo Banco Central do Brasil;

 

Código de Negociação: WDO (MINI DOLAR)

Tamanho do contrato: US$ 10.000,00 (10 mil dólares);

Cotação: Reais por US$ 1.000,00 com uma casa decimal;

Lote padrão: 1 contrato;

Data de Vencimento: Primeiro dia útil do mês de vencimento do contrato;

Meses de vencimento: Todos os meses

Cálculo para ajuste diário: Cada centavo é 100,00 de oscilação por contrato;

Horários de negociação: 09:00 hrs até as 17:55 hrs. – Segunda a sexta

 

RESUMO

Características:

– O preço do dólar é cotado em reais por 1.000 pontos. Exemplo: se o dólar está em R$ 3.200 – significa que cada dólar esta valendo R$ 3,20.

– cada contrato futuro de mini dólar é composto por US$ 10.000,00

– Vencimentos todos os meses do ano

– Código do Dólar é WDO + mês de vencimento + ano. Exemplo: WDOU18 (Dólar com vencimento em setembro de 2018).

 

VANTAGENS:

– Protege os exportadores e importadores contra oscilações indesejadas de preço (hedge);

– Possibilita alavancagem de posição;

– Transparência de preço nas negociações de plataforma eletrônica;

-Tende a respeitar os pontos gráficos;

– Fundamentos relacionados ao dia a dia do ativo.

 

Para abrir conta e ter acesso ao Home Broker, é só acessar o link abaixo.  Após a abertura de conta, um assessor entrará em contato para auxilia-lo da melhor forma.

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