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Grandes Investidores: Lírio Parisotto, empreendedor e um dos maiores investidores do Brasil

dezembro 14th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Lírio Parisotto, empreendedor e um dos maiores investidores do Brasil”

Aqui quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Lírio Parisotto – Biografia

O investidor do presente texto um dos maiores do Brasil. Sim, depois de escrever mais de 20 textos sobre os maiores investidores do mundo, onde eles residem em sua maioria nos Estados Unidos, começo a escrever sobre os maiores do Brasil, começando pelo conterrâneo gaúcho, Lírio Parisotto, de quem tive o prazer de assistir uma palestra em 2011 e que lembro de trechos até hoje. “Não compro coisas que voam!”, “Não gosto de empresas varejistas, você já viu uma varejista não quebrar no Brasil?” (isso bem antes do estrondoso case da Magazine Luiza rs).

Lírio Albino Parisotto é um investidor que nasceu no Rio Grande do Sul, em Nova Bassano, próximo a Caxias do Sul, na data de 18 de dezembro de 1953. Filho de pais agricultores, formou-se em medicina e é um grande investidor.

Vida Pessoal

Vindo de uma família de agricultores no interior gaúcho, aos 13 anos, Lírio Parisotto saiu de casa para estudar e inclusive chegou a ser seminarista, estudando para ser padre, sendo posteriormente expulso por mau comportamento, chegou a morar em Brasília por 5 anos. Prestou concurso para o Banco do Brasil, trabalhando cerca de 150 kms da sua cidade, Nova Bassano. Conta que queria uma transferência para uma Agência mais perto da sua casa, porém vendo que havia uma lista imensa de espera, acabou pedindo para sair do emprego em apenas 7 dias.

Posteriormente, voltou para sua cidade natal, onde trabalhou em um frigorífico da cidade e acabou tornando-se gerente. Com o primeiro salário comprou uma kombi, na qual usou como um ativo para levar pessoas. Era um leitor assíduo, começando a estudar sobre o mercado de ações. Ingressou na Faculdade de Medicina de Caxias do Sul em 1976. Acabou sendo demitido do Frigorífico por estar “descansando”, de tanto trabalhar. Trabalhou trazendo mercadorias de São Paulo principalmente videocassetes. Certo momento com dívidas a receber de clientes, um desses devia-lhe tanto que resolveu oferecer a loja para Lírio, como forma de pagamento. O nome dessa loja era a Videolar.

Com o tempo a Loja começou a fluir, faturando de US$ 500 a US$ 600 mil anuais, possibilitando-o investir no mercado de ações e viajar para os EUA, onde conheceu os gravadores de VHS, desconhecidos de muitos atualmente. Com essa experiência criou o primeiro videoclube da cidade de Caxias de Sul. Lá clientes poderiam assistir filmes de videocassetes, com poltronas, sofás, assim como fitas virgens como cópias das originais. A Loja era tocada pelo sócio, permitindo Lírio finalizar seu estudo na faculdade de medicina. Posteriormente, voltou a focar na sua Loja Videolar, sendo a que mais vendia tvs na Cidade de Caxias do Sul. Acabou por agregar valor na assistência técnica, aceitando produtos eletrônicos usados, gerando diferenciação. Depois de tanto sucesso, foi convidado pela Sony, por ser um dos que mais vendiam no Brasil fitas VHS Beta Max. Visitando a Sony em Tóquio, enquanto os outros faziam turismo, Lírio resolveu saber mais sobre a fabricação de fitas VHS.

Voltando ao Brasil, a Loja original passou a sofrer grande concorrência, decidindo mudar de ramo. Em 1986, ele já tinha cerca de US$ 500 mil na bolsa de valores e estava sofrendo uma queda de 40% naquele ano. Dois anos depois, acabou criando uma empresa própria de VHS e investiu US$ 4 milhões em uma fábrica de produção própria de fitas VHS.

Acabou crescendo rapidamente com a empresa gerando caixa e com isso investindo concomitantemente no mercado de ações, sendo influenciado no início da década de 90 no Livro Faça Fortuna com Ações, de Décio Bazin. Com a queda do mercado de ações, acabou investindo US$ 2 milhões.

Acabou abrindo uma fábrica na Zona Franca de Manaus, onde recebeu incentivos para produzir e passou a produzir até DVDs, possibilitando-o investir US$ 6 milhões no mercado de ações em 1998, na carteira que mantem até hoje, com cerca de 12-14 empresas. Em 2008 deixou o dia-a-dia da Empresa Videolar, passando para o conselho de administração da empresa. Passou a investir em Private Equity, comprando a RBS TV de Santa Catarina, vendendo-a algum tempo depois.

Estilo de investimentos

Foca em empresas pagadoras de dividendos focando no longo prazo. Em 2008, chegou a ter R$ 1,6 bilhões, porém sofreu uma queda de R$ 1 bilhão, recuperando tudo depois. Estima-se que tem uma carteira hoje próxima a R$ 5,2 bilhões, o que o coloca entre os mais ricos do Brasil.

O seu Fundo L. Par. teve o seguinte retorno nos últimos anos:

Em sua carteira gosta de investimentos em siderurgia, mineração, energia elétrica e bancos. Fazem parte da sua carteira de investimentos: Celesc, Banco do Brasil, Eletrobrás, CSN, Usiminas, Braskem, Vale, Light, Cielo, Eternit. Ele faz muito lançamento coberto de opções, procurando ganhar o prêmio e remunerar a sua carteira de investimentos. Por lançamento coberto, entende-se possuir ações de uma empresa e vender opções.

Entre seus principais pensamentos estão:

  • Não compre empresas que dão prejuízos
  • Importante prestar atenção na saída do investimento, liquidez é fundamental
  • Não compre nada que voa
  • Reinvista sempre seus dividendos e compre empresas que paguem altos dividendos
  • Não compre varejistas
  • Não entre em IPOs
  • Diversificação é interessante, porém não muito. Ele tem como regra, ter no máximo 14 empresas no Fundo.
  • Tenha senso crítico e não vá apenas pelo analistas e pelo preço-alvo

 

Um grande abraço,
Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/12/14/lirio-parisotto-empreendedor-e-um-dos-maiores-investidores-nacionais/

Grandes Investidores: Bill Ackman, apostando no Zero?

setembro 21st, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Bill Ackman, apostando no Zero?”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Bill  Ackman – Biografia

Bill Ackman, cujo nome é William Albert Ackman, nasceu em 11 de maio de 1966, de família judia, ele cursou História, na Harvard University e aos 26 anos fez um MBA na Harvard Business School. Ele é um investidor americano, gestor de fundo e filantropista.

Criou aos 26 anos, em 1992 a Pershing Square Capital Management, de gestão de fundos, junto com outro colega do MBA. Ele é considerado um investidor ativista, que tenta tomar o controle das companhias que investe, visto por muitos como um investidor contrarian (investidor que investe diferentemente da maioria, realizando movimentos muitas vezes polêmicos). Por seu estilo de investimento, Bill Ackman é muitas vezes criticado por outros gestores de fundos e o público em geral. Um dos movimentos mais conhecidos executado por ele, foi ter vendido investimentos ligados ao mortgage ou hipotecas de imóveis nos EUA onde ganhou milhões.

Entre 2012 e 2018 manteve investimentos de venda contra a Herbalife, acreditando que a Empresa era uma pirâmide, no qual esse movimento virou um documentário disponível no Netflix, chamado Betting on Zero.

Sua fortuna pessoal é de cerca de US$ 1,7 bilhões e é considerado um dos 20 gestores mais ricos do mundo.

O início

Começou a carreira no ramo de venda de imóveis, trabalhando para o pai em uma empresa de corretor de imóveis. Em 1992, Ackman fundou junto com o ex-colega de Harvard, David Berkowitz, a empresa de investimentos Gotham Partners. Em 1998 chamou atenção ao captar cerca de U$ 500 milhões com a intenção de comprar o Rockefeller Center, junto com outras empresas de seguro e real state, chamando a atenção para a Gotham Partners.

No ano de 2002, Ackman começou a fazer pesquisas sobre empresas ligados ao investimento imobiliário nos EUA, com especial atenção à MBIA, a qual ele dizia estar vendendo ilegalmente direitos creditórios de uma empresa que não existia. Acreditando que a MBIA iria ter uma queda em suas cotações, comprou seguros contra a queda, vendendo posteriormente esse seguro durante a crise de 2008 e 2009 com grande lucro.

Já teve inúmeras desavenças com outro investidor que tratei aqui, Carl Icahn, começando em 2003 e até 2017, no case Herbalife, que vou comentar um pouco mais nesse texto.

Em 2004, acabou fundando a Pershing Square, com US$ 54 milhões iniciais. Ele é quem gerencia os investimentos, realizando estratégia de long and short em empresas de capital aberto ao redor do mundo.

Total de ativos sob administração em bilhões da Pershing, Empresa de Bill Ackman

 

Em 2006, a Pershing, empresa de Ackman, acabou comprando a rede de restaurantes “Wendy´s International” e forçou a venda de uma de suas empresas, a “Tim Hortons”, realizando um spin off (uma empresa que estava dentro de outra empresa é separada da “empresa-mãe”e levado ao mercado de capitais) realizando um IPO (uma oferta no mercado de ações pela primeira vez), levantando US$ 670 milhões para os investidores da “Wendy´s”. Após esse movimento e divergências sobre a sucessão na Empresa, Ackman vendeu suas ações da Wendy´s, resultando em uma queda brusca nas ações da Empresa.

Abaixo sua carteira atual:

Investimentos atuais são basicamente concentrados em 9 empresas: Chipotle, Hilton, Lowe´s, Starbucks, Berkshire Hathaway e United

 

O famoso caso da Herbalife 

Em dezembro de 2012, a Pershing começou a apostar contra a Empresa Herbalife, sendo que vendeu diretamente cerca de US$ 1 bilhão, chamando a empresa de “um esquema de pirâmide”. Ela emitiu uma pesquisa e direcionou ao público em geral.

Em uma rede de TV ele e Carl Icahn (veja aqui o post sobre Carl Icahn), discutiram na rede de tv nacional CNBC, na qual Carl Icahn chamou Ackman de a “um bebê chorão do jardim de infância” e a “mãe de todos os short squeezers (termo usado em que um vendido em ações, vê as ações subirem e precisa recomprar por um preço maior do que vendeu, gerando um prejuízo no investimento). Cabe salientar que Ackman pagou cerca de US$ 50 milhões em publicidade contra a Herbalife durante todo esse processo.

O caso foi parar nos tribunais e a Herbalife teve que responder na Corte Americana. Em 22 de novembro de 2013, Ackman comentou que iria manter-se vendido em Herbalife até o “fim da Terra”.  Em julho de 2016, a Corte Americana fez um acordo com Herbalife que teve que pagar US$ 200 milhões e mudar um pouco o negócio que tinha. Após esse acordo, estima-se que Ackman teve uma perda de US$ 500 milhões em seu Fundo Pershing, eis que as ações de Herbalife acabaram subindo 13% nesse dia.

Em novembro de 2017, Ackman falou para a Reuters que tinha encerrado a posição de venda de Herbalife, mas que iria continuar apostando na venda através de opções de compra de put (que aposta na queda das cotações), usando não mais que 3% do total do Fundo.

Isso denota uma característica nada positiva e perigosa para qualquer investidor: a teimosia! Importante como investidores diferenciarmos paciência de teimosia, já que o mercado e a cotação de Herbalife já estavam dando sinais de que a ação poderia voltar a subir e ainda assim Ackman demorou mais de 1 ano e meio para encerrar sua posição de venda na empresa.

Abaixo a performance do seu fundo:

histórico de retornos de Bill Ackman nos últimos 3 anos não vem bem, porém em 2019 ele está acima de 46% de retono em 2019

Filosofias de investimentos

  • Um ponto em comum com os mais ricos e melhores investidores é que todos falharam alguma vez: enfrente a adversidade, aprenda e corrija erros e siga em frente, sabendo como lidar com adversidades!
  • Estude o sucesso, leia sobre os grandes investidores e seus comportamentos
  • Invista bem: invista em empresas de capital aberto de preferência e não em startups. Entenda também como a empresa faz dinheiro e compre ações dessas empresas ótimas por um preço justo, de preferência em empresas que durem para sempre.
  • Seja direto nos negócios e na vida
  • Tenha confiança no que faz e na maneira que investe
  • Seja crítico nos investimentos e tente pensar de maneira diferente
  • Construa um caminho de aprendizado nos investimentos.
  • Não siga a manada e treine para ter estômago, um dia você vai precisar.

Um grande abraço,

Eliseu.

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/21/bill-ackman-apostando-no-zero-betting-on-zero/

Grandes Investidores: Nassim Taleb, Buscando Retornos e Proteção no Caos

setembro 6th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Nassim Taleb, Buscando Retornos e Proteção no Caos”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Nassim Nicholas Taleb – Biografia

Nassim Nicholas Taleb, mesmo não sendo um dos homens mais ricos do mundo (ninguém sabe ao acerto, mas sua fortuna é estimada em cerca de US$ 30 milhões) foi um dos escritores que mais influenciou o pensamento e comportamento de investidores ao demonstrar o cuidado com situações consideradas “Cisnes Negros” e como lucrar com essas hipóteses que têm pouca probabilidade de acontecer, mas acontecem.

Nasceu no Líbano, em 1960, sendo Líbano-Americano, ex-trader, escritor e analista de riscos. Tem graduação e mestrado pela Universidade de Paris e um MBA pela Wharton School da Pennsylvania, além de um PHD pela Universidade de Paris.

Alguns de seus livros ficaram notórios, como o Cisne Negro (que foi considerado pelo Sunday Times, como um dos doze livros mais influentes desde a Segunda Guerra Mundial). Outro famoso Livro é o Antifrágil, que ganhou também grande destaque. Ele sugere a antifragilidade nos sistemas, que é uma habilidade de benefício em um crescimento de uma série de eventos aleatórios, erros e de volatilidade, ou seja, beneficiando-se de eventos que poderiam nos deixar frágeis.

Ele fala mais de 10 línguas, algumas pouco usadas atualmente.

 

Carreira de investimentos 

Por ter sido Diretor de riscos no Credit Suisse UBS, também trader para moedas, commodities e renda fixa no First Boston, trabalhado no Deustche Bank, BNP Paribas, Taleb foi pioneiro como um hedger (buscar proteção nos investimentos) para eventos considerados de cauda, ou seja, eventos que têm pequena probabilidade de acontecer, mitigando riscos em movimentos extremos de mercado.

Dizem que a fortuna dele é de US$ 30 milhões e que tornou-se financeiramente independente e com grande sucesso no mergulho das Ponto-com, nos anos 2000 e também na crise iniciada em 2007, em que mencionou que a Crise ocorreu devido ao desencontro entre a realidade e a estatística distributiva usada em finanças.

Desde 2007 tem sido o principal conselheiro da Universa Investimentos, em Miami, na Flórida, em um fundo baseado na teoria do Cisne Negro, sendo que alguns desses fundos tiveram retornos de 65% e outros 115% em Outubro de 2008, no auge da crise.

Escreveu 5 livros que fazem parte da coletânea Incerto, com os livros, Iludido pelo Acaso (2001), O Cisne Negro (2007), A cama de Procrustes (2010), Antifrágil (2012) e Arriscando a Própria Pele (2018).

O primeiro livro, Iludido pelo Acaso, sobre a questão de subestimar o papel de eventos aleatórios na vida, sendo eleito pela Fortune entre um dos 75 livros mais inteligentes escritos.

O segundo livro, o Cisne Negro, sobre eventos imprevisíveis, vendeu mais de 3 milhões de cópias, traduzido para 31 línguas. Este Livro foi considerado como o que previu a Crise de 2008.

Nesses dois primeiros livros, Taleb ganhou como antecipação um valor de US$ 4 milhões para escrevê-los.

 

Estratégias de investimentos e o Fundo Universa Tail Hedge

Uma das estratégias preferidas de Taleb é ser ambos, super-conservador e super-agressivo ao mesmo tempo. Por exemplo, um investidor pode investir em 80-90% em algo extremamente conservador como Títulos do Tesouro, enquanto o restante da carteira pode estar em algo altamente especulativo e com alto risco. Uma sugestão é estar em apostas altamente especulativas com uma possibilidade de perda limitada.

Na visão de Taleb, realizando essas estratégias, um portfólio pode ser robusto, para isso, ganhando uma positiva exposição para eventos considerados “Cisnes Negros”, enquanto limita perdas sofridas por eventos aleatórios.

Universa Tail Hedge, 3.33% no Fundo 96,67% em SPX teriam retornos melhores em momentos positivos e de crises de mercado

Na imagem acima, vemos que entre 2008 e 2018, um valor alocado no Fundo Universa Tail Hedge, que Nassim Taleb é consultor a maior queda teria sido de 0,6%, possuindo retornos maiores que outros fundos mesmo assim, ou seja, comportando-se muito bem em momentos de crises, servindo os 3,3% alocados no Fundo, como uma excelente proteção, mais inclusive que o ouro.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/09/06/nassim-nicholas-taleb-buscando-retornos-e-protecao-no-caos/

Grandes Investidores: Jesse Livermore, um dos maiores traders do mundo

agosto 31st, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Jesse Livermore, um dos maiores traders do mundo”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Jesse Livermore – Biografia

Jesse Lauriston Livermore, esse é o nome completo de Jesse Livermore, um dos traders mais conhecidos no mundo, que acabou inclusive, tornando-se figura central de um dos livros mais lidos para traders: Reminiscências de um especulador financeiro.

Provavelmente esse é o grande investidor que mais chamou a minha atenção. Seja pela história, pela rapidez de fazer dinheiro (e perdê-lo), mas, principalmente pelos desafios que passou na vida, infelizmente terminando em algo trágico.

Jesse Lauriston Livermore, veio ao mundo em 26 de julho de 1877 e acabou falecendo em 28 de novembro de 1940. Ele foi um investidor americano, que fazia fortunas e também as perdeu em mais de 4 vezes. Nasceu em Shrewsbury, no Massachussets, em uma família pobre. Começou a ler, incentivado pela mãe, aos 3 anos e meio, e reza a lenda que leu muitos jornais, inclusive sobre investimentos. A sua primeira ação foi comprada com 14 anos de idade.

Logo mais, fugiu de casa aos 14 anos e com apenas US$ 5,00 no bolso para escapar da vida de fazendeiro, que era o que o pai queria que fizesse. Começou a trabalhar, escrevendo as cotações de ações em Boston.

Foi casado por três vezes e teve dois filhos. O primeiro casamento foi com 23 anos com uma esposa que conhecera apenas alguns dias antes. Após quedas no mercado de ações, ele pediu para a esposa que vendesse algumas jóias que ele havia dado-lhe, mas ela se recusou, vindo a causar um desgaste na relação levando ao fim posteriormente.

Carreira de investimentos 

Começou a fazer trades de commodities, deixando o trabalho anterior, já que ganhava mais e passou a ser trader com dedicação total. Chegou a ser proibido de negociar, eis que ganhava consistentemente e atraía curiosos, muitos pensando que era insider e que tinha informações privilegiadas. Em certo momento, ganhou mais de US$ 10 mil (o que para época, era muito dinheiro) e acreditou que Wall Street era o seu caminho.

O primeiro grande investimento veio aos 24 anos, em 1901, em que transformou US$ 10 mil em US$ 50 mil em pouco tempo.

Livermore ganhou reputação de um bom trader por uma série de bons resultados, sendo lembrado na sua época como o maior trader que já existiu. Um dos exemplos desses trades, foi a venda de Union Pacific, vendendo uma posição nessas ações em grande quantidade, um dia antes de um terremoto que dizimou San Francisco, em 18 de abril de 1906. Nesse trade ele fez cerca de US$ 250 mil, quando San Francisco foi destruída. Estas decisões, muitas vezes intuitivas, quase sempre resultaram em grandes lucros, eram um mistério para muitos e inclusive para Livermore.

Em 1907, acabou perdendo sua fortuna, devido a erros em trades de algodão, levando-o a pedir falência, sendo que acabou fazendo acordos com credores posteriormente, possibilitando-o retornar aos trades e aos lucros.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1919, acabou ganhando muito dinheiro com algodão. Ele sentiu que a demanda iria diminuir aos poucos e que depois recuperaria-se com o tempo. Secretamente, começou a comprar algodão, comprando tudo o que pudesse, parando apenas quando o Presidente Wilson  junto com o Secretário da Agricultura, indagou-lhe sobre o movimento, o que fez com que parasse, prometendo vender de volta a grande quantidade de algodão que tinha comprado pelo preço de “break even” ou preço de custo. Perguntado sobre porque quase comprou toda a quantidade de algodão disponível, respondeu que foi “para ver se eu conseguiria!”.

Terça-Feira Negra e o gráfico da Dow Jones nos anos 20 e 30, mostrando a amplitude da alta e queda

Possivelmente o maior trade de Livermore e mais conhecido foi durante o crash de 1929. Entrou vendido pesadamente antes do mercado despencar, usando mais de 100 corretores de ações para esconder o que ele estava fazendo. Quando o crash veio ele tinha cerca de US$ 100 milhões líquidos vendidos no mercado, mostrando ao mercado e em notícias de jornais que ele era o Grande Urso de Wall Street (a simbologia do urso é usada pelo fato de que o urso ataca de cima para baixo com suas garras e mostra uma visão de que o mercado tende a cair), sendo responsabilizado pessoalmente por parte do crash, o que ele acaba dando risada e achava ridículo na época.

Cabe lembrar que nos anos 20, o mercado estava crescendo exponencialmente, atingindo o topo em agosto de 1929. No dia 29 de outubro de 1929, Dia conhecido como Terça-Feira Negra, bilhões de dólares foram perdidos, destruindo milhares de investidores, exceto por Livermore, que saiu bilionário em valores atuais.

Uma curiosidade é que quando a esposa de Jesse Livermore ouviu sobre o crash, falou para todos os funcionários da casa para esconder os móveis para o estábulo. Quando Livermore chegou em casa, encontrou a  casa totalmente sem móveis e ficou surpreso. A esposa posteriormente comentou que tinha movido tudo para fora, porque ela tinha certeza que eles tinham perdido todo o dinheiro. Ele acalmou a esposa, mencionando que tinham feito muito dinheiro, tanto dinheiro quanto nunca antes, sendo mais de US$ 100 milhões para a época.

Cabe salientar que os US$ 100 milhões da época do Crash de 1929, equivalem hoje a US$ 1,429 bilhões, sendo uma das maiores quantias que qualquer trader fez em curto espaço de tempo.

Durante o mesmo ano de 1929, acabou novamente perdendo sua fortuna e veio o segundo divórcio, deixando-o abalado e impossibilitando-o de operar com o mesmo sucesso de outrora. Acabou em 07 de março de 1934 sendo suspenso de operar como membro da Bolsa de Chicago.

Em novembro de 1940, Jesse Livermore, após o terceiro casamento, acabou por dar um fim à própria vida, com um tiro na cabeça. Ele deixou um bilhete para a esposa Harriet, de quem chamava por “Nina”,  “Minha querida Nina: você não pode ajudar nisso. As coisas têm sido difíceis para mim. Estou cansado de lutar. Não posso mais carregar isso e essa é a única solução. Não sou digno do seu amor. Sou uma falha. Eu realmente sinto muito, mas essa é a única saída. Com amor Lauri”.

Foto tirada 24 horas antes do falecimento de Jesse Livermore

No momento da morte, Jesse Lauriston Livermore tinha uma fortuna avaliada em US$ 5 milhões ou equivalente a U$$ 87.330.000,00 milhões nos dias atuais.

Pensamentos sobre trades

Os princípios de trades que Livermore estabeleceu continuam a ser estudados e absorvido pelos traders, principalmente os aspectos emocionais. Suas crenças incluíam sempre seguir a tendência e estudar profundamente as condições de mercado. Sempre construía posições grandes quando o mercado confirmava suas idéias e a direção que ele esperava. Tinha habilidades para esperar fora do mercado quando as condições não eram propícias

Dizia que o jogo da especulação era fascinante, mas que não era para pessoas mentalmente preguiçosas, com equilíbrio emocional fraco ou para aventureiros que queriam riquezas rapidamente e que essas pessoas morreriam pobres.

Algumas das anotações do Livro de Jesse Livermore

Seguem algumas de suas ideias principais:

1 – Não há de novo em Wall Street. O que acontece no mercado de ações hoje, tem acontecido antes e vai acontecer novamente.

2- Compre ações que estão subindo e venda ações que estão caindo, sobre seguir a tendência.

3- Não negocie todo dia do ano. Espere pela oportunidade correta.

4- Continue com trades que dêem lucro e finalize trades que mostrem perdas.

5- Tente não fazer preço médio para baixo, comprando mais ações que estão caindo.

6 – Mercados raramente estão errados. Opiniões sim.

7- Nunca venda uma ação apenas porque parece que o preço subiu muito.

8 – o lado humano e emocional de cada pessoa é o maior inimigo da maioria dos investidores ou especuladores.

9 – grandes movimentos demandam tempo para acontecer.

10 – muito mais fácil cuidar algumas ações do que várias.

 

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/31/jesse-livermore-o-maior-trader-do-mundo/

Grandes Investidores: John Bogle, o criador dos fundos passivos

agosto 8th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: John Bogle, o criador dos fundos passivos”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui no Bugg, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

John Bogle – Biografia

John Bogle Carl Icahn, nasceu em  nasceu em Montclair, New Jersey, em 8 de maio de 1929, falecendo em 16 de janeiro de 2019, sendo um filantropista, dono de negócios e investidor.

Ele foi considerado o “pai dos index funds” ou fundos passivos, sendo considerado o primeiro a criar um fundo indexado.

Passou pela Grande Depressão de 29 e viu sua família também sofrer…Seu pai teve que vender a casa da família, acabou por separar-se da mãe dele, e acabou caindo no alcoolismo. Apesar dos pesares, ele e o irmão foram para a excelente universidade de Princeton University onde estudaram economia e investimentos, focando nos fundos mútuos (espécie de fundos multimercados do Brasil). Sua tese de doutorado focou no papel econômico de empresas de investimentos.

A Fortune nomeou ele como um dos 4 maiores investidores do Século XX. Enfrentou vários problemas com sua saúde, principalmente o coração e ao redor dos 45 anos foi diagnosticado com pouco tempo de vida.

Tinha um patrimônio de US$ 180 milhões quando faleceu, em 2019.

Era conhecido por ser muito ético e ser um crítico do que acontecia em Wall Street.

O que ele fez? 

Fundou a Vanguard em 1975, com “apenas” US$ 1,8 bilhões de ativos sob gestão (asset under management). Lançaram seu primeiro fundo de índice (index fund – fundo que segue um índice e não uma gestão ativa) em 1976. No início ele foi ridicularizado por escolher seguir o mercado ao invés de bate-lo como os fundos da época.

Sua tese era bem simples! Já que a maioria dos investidores não obtém retorno acima da média do mercado o objetivo dos fundos é acompanhar o mercado com o mínimo de custo possível! Demorou anos mas sua estratégia passiva se mostrou acertada.

Fundo Vanguard Index é um dos que mais chegam perto do retorno de mercado devido ao baixo custo.

Principais pensamentos sobre investimentos

Focava nos custos baixos ao investir, preferindo fundos passivos que fundos ativos e custos mais altos. Dizia que a diferença para ele entre investir e especular estava no horizonte de tempo, sendo que investir é tentar capturar retornos no longo prazo com menor risco, enquanto que especular é se preocupar em atingir retornos em um curto período de tempo.

Focava e insistia na superioridade dos fundos indexados comparados com os fundos mútuos ativos e que a maioria dos investidores não deve perder tempo querendo bater o mercado pois isso é muito difícil para a maioria dos mortais, focando na simplicidade e no senso comum.

Percentual de fundos ativos que falham em bater a média do mercado.

Segundo Bogle, há 8 regras básicas para os investidores:

  1. Selecione os fundos que tenham os menores custos;
  2. Considere com cuidado os custos de assessoria, só pague por aquilo que de fato gere valor para você ou no caso dessa assessoria apresentar retornos acima do mercado;
  3. Não superestime o retorno passado do fundo, passado não é certeza que irá acontecer o mesmo no futuro;
  4. Ao mesmo tempo, use o passado para determinar consistência e o risco;
  5. Cuide com as estrelas (por estrelas, entende-se os gestores famosos ou fundos famosos);
  6. Cuide do tamanho do fundo (quanto maior, mais difícil o retorno, pois fundo perde “mobilidade”);
  7. Não tenha muitos fundos;
  8. Compre seu portfólio de fundo e mantenha por um bom tempo.

Um grande abraço,

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/08/08/grandes-investidores-john-bogle-o-criador-dos-fundos-passivos/

Grandes Investidores: Stanley Druckenmiller – O homem que quebrou um banco central

julho 11th, 2019 Posted by Blog do Eliseu 0 comments on “Grandes Investidores: Stanley Druckenmiller – O homem que quebrou um banco central”

Quem vos escreve aqui é o Eliseu. Desde o início da minha jornada no mundo de investimentos procurei ler, estudar e buscar mais e mais conhecimento. Hoje, passados 15 anos, sigo aprendendo, mas posso garantir para vocês que o que mais me ajudou nessa caminhada, foi estudar o que os grandes mestres, os grandes nomes, grandes gestores de mercado fizeram e ensinaram. Por isso resolvi compartilhar com vocês aqui, o que aprendi, através dessa série “Grandes Investidores”. Espero que os ajude, assim como esses ensinamentos têm me ajudado a ser um investidor melhor.

Stanley Druckenmiller – biografia

Stanley Druckenmiller nasceu em 14 de junho de 1953. Ele não é muito conhecido da maioria dos investidores, exceto por um fato importante que você saberá no decorrer desse texto. Ele nasceu em 14 de junho de 1953, sendo além de investidor, um gestor de hedge fund e também filantropista (nos EUA, o imposto de doação e herança é de cerca de 40%, então por isso há muito mais filantropistas). Se formou na Collegiate School, em Richmond Virginia. Se formou em inglês e economia e fez três anos de um Ph.D. em economia, na Universidade de Michigan, parando na metade do segundo semestre para aceitar uma posição de analista de óleo no Pittsburgh National Bank.

Ele foi presidente da Duquesne Capital, fundada em 1981, fechando o Fundo com US$ 12 bilhoes, em 2010, eis que comentou que estava muito estressado pois não estava gerando mais retornos altos para os clientes, como outrora. Conheceu George Soros em 1988 e foi convidado a gerir o dinheiro do famoso Fundo Quantum, de George Soros.

Foi com o Quantum Fund que eles “quebraram” o Banco Central da Inglaterra, em 16 de setembro de 1992, data essa conhecida como a “Quarta-feira negra”.

Druckenmiller teve um histórico de média de 30% ao ano durante 30 anos!!! O que mais chama atenção é que ele teve apenas 5 trimestres negativos em mais de 120 trimestres!! Além disso, ele nunca teve um ano negativo em 30 anos como gestor.

Sua análise é via top-dow, ou seja, análise da macroeconomia para a microeconomia. Ele operava no lado long (comprado), no short (vendido) e usando moedas para alavancagem (investir mais dos 100% de ativos que se tem em um fundo).

Retornos de 30% ao ano de Steve Druckenmiller, caracterizavam-se em investimentos concentrados.

Quebrando a banca

Em 1979, foi criado o Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (MECT), sendo que a Inglaterra não quis participar. Depois de alguns anos, em 1990, a Inglaterra resolveu entrar no MECT. Esse mecanismo consistia em estabilização da moeda, baixa inflação e prosperidade. A ideia era seguir o Marco Alemão e a Lira, da Italia, e dar uma possibilidade das outras moedas de países europeus, terem uma banda para circularem, em torno de 6%, para cima e para baixo. Na época a Primeira Ministra, Margaret Thatcher não era a favor da entrada no Mecanismo de Taxas de Câmbio e pensava que isso deixaria a libra exposta a ataques especulativos, mas a economia estava em recessão e a política partidária não estava a seu favor, já que a maioria dos deputados dos conservadores britânicos era a favor da entrada no mecanismo.

Ou seja, se o banco central da Alemanha decidisse aumentar as taxas de juro, o Reino Unido teria de o fazer também. Em teoria, estas mudanças estabilizariam a libra, o que a tornaria tão atrativa como o marco para os investidores. Infelizmente, a Inglaterra estava com baixas taxas de juros e alta inflação, entrando no MECT para manter a moeda acima de 2.7 Marcos Alemão por Pound, só que a inflação do Reino Unido era 3x maior que a da Alemanha.

Steven Druckenmiller e George Soros, que quebraram o Banco Britânico

Isso já era ruim, mas ficou pior, eis que a Alemanha estava mal das pernas e a inflação aumentando, porque os custos da reunificação da Alemanha estavam a ser maiores que o previsto e aí foi preciso em 16 de julho de 1992, o Banco Central da Alemanha decidiu aumentar as taxas de juro. E, como vimos antes, qualquer decisão da Alemanha em termos de taxas de juro, o Reino Unido tinha de acompanhar para manter estável o valor da libra. Só que o Governo britânico estava a tentar evitar ao máximo seguir este aumento, que seria muito negativo para a sua economia numa altura em que já enfrentava uma recessão. Nos mercados, a libra tinha desvalorizado para o seu valor mínimo do intervalo possível dentro do mecanismo e os investidores estavam a comprar marcos e a vender libras. Começou a surgir o rumor de que a libra iria ser desvalorizada e o resto é história! Especuladores venderam cerca de 15 bilhões de libras e apenas Soros e Druckenmiller, venderam um terço disso quase, lucrando 1 bilhão de libras em apenas um dia.

Ideias principais

  • O jeito de construir retornos de longo prazo é a preservação do capital primeiro e “home runs”, que são investimentos em ativos que você veja uma assimilaridade, uma possibilidade alta de retorno para um risco baixo. Quando o investidor vê algum ativo assim, ele precisa agir rápido e ir na jugular!
  • Não importa se você está certo ou errado, mas sim quanto de dinheiro que você faz quando está certo e quanto de dinheiro você perde, quando está errado.
  • Um bom investidor deve ser cético, ser um contrarian e o principal é ter o controle de suas emoções, flexibilidade de pensamentos, independência de pensamentos e ser competitivo. Ele era um trader acima de tudo.
  • Para ter ótimos retornos, você precisa ser intelectualmente curioso, mente aberta e ter coragem. Quando Druckenmiller diz coragem, é sobre coragem de apostar grande e estar concentrado, mas também coragem de controlar contra as próprias emoções quando um investimento vai contra o que você pensou anteriormente.
  • cuidar com os investimentos que temos no momento atual brasileiro com Ibovespa a 106 mil pontos. Quanto mais alto os investimentos vão, mais baratos eles parecem. É mais fácil comprar quando os ativos sobem do que quando eles estão caindo. O investidor que quer ter sucesso, precisa controlar isso.
  • Concentre seus investimentos!

Um grande abraço!

Eliseu

FONTE: https://bugg.com.br/2019/07/11/stanley-druckenmiller-o-homem-que-quebrou-um-banco-central/