Quais são os benefícios e desafios do IPO

Por: Alan Pernancini

Neste artigo, vamos falar sobre o tema “Quais são os benefícios e desafios do IPO”. Você sabe o que significa IPO e como ele pode afetar a trajetória de uma empresa e o mercado financeiro?

IPO é a sigla em inglês para Oferta Pública Inicial, que é o processo pelo qual uma empresa privada se torna uma empresa de capital aberto, ou seja, passa a ter suas ações negociadas na bolsa de valores.

O IPO é um momento importante para a empresa, pois representa a sua entrada no mercado de capitais, onde ela pode captar recursos para financiar seus projetos e expandir seus negócios. Mas o IPO também envolve riscos e desafios, tanto para a empresa quanto para os investidores e investidoras.

Por isso, é importante conhecer bem as características, os requisitos e as etapas do processo de IPO, bem como as vantagens e desvantagens de participar dele.

O que você vai aprender neste artigo

-O que é IPO e qual o seu objetivo
-Como funciona o processo de IPO e quais são as suas fases
-Qual a importância do IPO no mercado financeiro
-Quais são os benefícios e os desafios do IPO para a empresa e os acionistas
-Quais são os exemplos de IPOs bem-sucedidos e o seu impacto no mercado e no setor de atuação

Esperamos que este artigo seja útil e informativo para você. Vamos começar!

 

Quais são os benefícios e desafios do IPO

O que é IPO

IPO é a sigla em inglês para Initial Public Offering, que significa Oferta Pública Inicial em português. IPO é o processo pelo qual uma empresa privada se torna uma empresa de capital aberto, ou seja, passa a ter suas ações negociadas na bolsa de valores.

Durante um IPO, a empresa emite ações para o público em geral, permitindo que investidores e investidoras possam comprar uma parte do seu capital social e se tornem acionistas.

O processo de abertura de capital envolve várias etapas, que podem variar de acordo com o tipo de oferta, o segmento de listagem e a legislação aplicável. De forma simplificada, as principais fases são as seguintes:

  • Contratação de instituições financeiras: a empresa precisa contratar uma instituição financeira para coordenar a oferta, que pode ser um banco de investimento ou uma corretora. Essa instituição será responsável por elaborar o prospecto da oferta, que é o documento que contém todas as informações relevantes sobre a empresa, o mercado, os riscos, as projeções e as condições da oferta.
  • Registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM): a empresa precisa solicitar o registro de companhia aberta na CVM, que é o órgão regulador do mercado de capitais no Brasil. A CVM analisa o pedido de registro e o prospecto da oferta, e pode exigir ajustes ou complementações. Somente após a aprovação da CVM, a empresa pode prosseguir com a oferta.
  • Escolha do segmento de listagem: a empresa precisa escolher em qual segmento de listagem da B3, a bolsa de valores brasileira, ela irá negociar suas ações. Existem diferentes segmentos, que exigem diferentes níveis de governança corporativa, transparência e direitos dos acionistas. Os principais segmentos são o Novo Mercado, o Nível 2, o Nível 1 e o Bovespa Mais.
  • Definição do preço e da quantidade de ações: a empresa precisa definir qual será o preço e a quantidade de ações que serão ofertadas ao mercado. Essa definição é feita com base em uma análise da demanda dos investidores, que é realizada durante o período de bookbuilding. O bookbuilding é o procedimento no qual os investidores manifestam intenções de compra das ações a diferentes níveis de preço. Os coordenadores recebem, processam e armazenam essas ordens. As ordens são consolidadas como preparação para a etapa de precificação.
  • Distribuição das ações: a empresa realiza a distribuição das ações aos investidores que participaram do bookbuilding, de acordo com os critérios estabelecidos no prospecto. A distribuição pode ser feita no mercado primário, quando as ações são emitidas pela própria empresa, ou no mercado secundário, quando as ações são vendidas por acionistas existentes. A distribuição pode ser restrita, quando é destinada apenas a investidores qualificados, ou ampla, quando é aberta a qualquer investidor.
  • Início das negociações: a empresa inicia as negociações das suas ações na bolsa de valores, no segmento de listagem escolhido. A partir desse momento, as ações passam a ser negociadas livremente entre os investidores, de acordo com a oferta e a demanda do mercado.

Os participantes envolvidos em um IPO são:

  • A empresa emissora: é a empresa que realiza o IPO, emitindo e/ou vendendo suas ações ao mercado. A empresa emissora busca captar recursos para financiar seus projetos e expandir seus negócios, além de obter maior visibilidade e credibilidade no mercado.
  • Os investidores: são as pessoas físicas ou jurídicas que compram as ações da empresa emissora durante o IPO. Os investidores buscam rentabilizar seus recursos, sejam de longo ou de curto prazo, participando dos resultados da empresa ou aproveitando as oscilações de preço das ações.
  • As instituições financeiras: são as entidades que coordenam e intermediam o IPO, auxiliando a empresa emissora em todas as etapas do processo. As instituições financeiras podem ser bancos de investimento ou corretoras, que recebem uma remuneração pela prestação dos serviços.
  • Os reguladores: são os órgãos que fiscalizam e regulamentam o mercado de capitais, garantindo a segurança e a transparência das operações. Os principais reguladores são a CVM, a B3 e a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Como funciona um IPO

Os benefícios e desafios do IPO são muitos. É um processo complexo e demorado, que exige uma série de preparativos e planejamentos por parte da empresa emissora. A seguir, vamos descrever as principais etapas de um IPO e como elas funcionam .

Preparação e planejamento pré-IPO

Antes de iniciar o processo de IPO, a empresa emissora precisa se preparar e se planejar para se tornar uma companhia aberta. Essa preparação envolve:

  • Avaliar a viabilidade e a conveniência do IPO: a empresa precisa analisar se o IPO é a melhor alternativa para captar recursos e se o momento é favorável para a oferta, considerando as condições do mercado, da economia e do setor de atuação.
  • Adequar a estrutura societária e a governança corporativa: a empresa precisa ajustar a sua composição acionária, a sua forma jurídica e o seu estatuto social, de acordo com as exigências legais e regulatórias para se tornar uma companhia aberta. Além disso, a empresa precisa adotar práticas de governança corporativa, que envolvem a definição de papéis e responsabilidades dos órgãos de administração, a transparência nas informações, o respeito aos direitos dos acionistas e a adoção de mecanismos de controle e auditoria.
  • Organizar a contabilidade e as demonstrações financeiras: a empresa precisa organizar a sua contabilidade e as suas demonstrações financeiras, seguindo os padrões contábeis internacionais e nacionais, e submetê-las à auditoria independente. A empresa também precisa elaborar projeções financeiras e operacionais, que reflitam os seus planos de negócio e as suas expectativas de crescimento.
  • Definir a estratégia de comunicação e marketing: a empresa precisa definir a sua estratégia de comunicação e marketing, que visa divulgar a sua marca, os seus produtos e serviços, os seus diferenciais competitivos e os seus resultados ao mercado. A empresa também precisa se preparar para lidar com a mídia, os analistas, os investidores e o público em geral, de forma transparente e ética.

Seleção de instituições financeiras para conduzir o processo

Após se preparar para o IPO, a empresa precisa selecionar as instituições financeiras que irão conduzir o processo de oferta. Essas instituições são:

  • O coordenador líder: é a instituição financeira que lidera o processo de IPO, sendo responsável por coordenar as demais instituições envolvidas, elaborar o prospecto da oferta, realizar o bookbuilding, definir o preço e a quantidade de ações, distribuir as ações aos investidores e acompanhar o desempenho das ações após o IPO.
  • Os coordenadores associados: são as instituições financeiras que auxiliam o coordenador líder nas atividades relacionadas ao IPO, como a elaboração do prospecto, o bookbuilding, a distribuição das ações e o acompanhamento do mercado.
  • Os assessores jurídicos: são os advogados contratados pela empresa e pelos coordenadores para assessorar juridicamente o processo de IPO, revisando os documentos, os contratos e as cláusulas da oferta, e garantindo a conformidade com as leis e as normas aplicáveis.
  • Os assessores financeiros: são os consultores contratados pela empresa para assessorar financeiramente o processo de IPO, realizando a avaliação da empresa, a definição da estrutura da oferta, a análise da demanda dos investidores e a precificação das ações.

Elaboração do prospecto de oferta pública

O documento que contém todas as informações relevantes sobre a empresa, o mercado, os riscos, as projeções e as condições da oferta é chamado de prospecto de oferta pública. Ele é elaborado pelos coordenadores, com base nas informações fornecidas pela empresa, e é submetido à aprovação da CVM. O prospecto se divide em duas partes:

  • O prospecto preliminar: é a versão inicial do prospecto, que é divulgada ao mercado antes da definição do preço e da quantidade de ações. O prospecto preliminar contém uma faixa indicativa de preço, que é o intervalo de valores dentro do qual o preço final será definido. O prospecto preliminar serve para informar e atrair os potenciais investidores para a oferta.
  • O prospecto definitivo: é a versão final do prospecto, que é divulgada ao mercado após a definição do preço e da quantidade de ações. O prospecto definitivo contém o preço final, que é o valor pelo qual as ações serão ofertadas aos investidores. O prospecto definitivo serve para formalizar e concretizar a oferta.

Roadshow e precificação das ações

O roadshow é o evento no qual os representantes da empresa e dos coordenadores apresentam a oferta aos potenciais investidores, em reuniões presenciais ou virtuais, em diferentes cidades e países.

O objetivo do roadshow é divulgar a empresa, esclarecer dúvidas, destacar os pontos fortes e gerar interesse pela oferta.

A precificação das ações é o processo de definição do preço final das ações, que é feito com base na análise da demanda dos investidores, que é realizada durante o período de bookbuilding.

O bookbuilding é o procedimento no qual os investidores manifestam intenções de compra das ações a diferentes níveis de preço. Os coordenadores recebem, processam e armazenam essas ordens. As ordens são consolidadas como preparação para a etapa de precificação.

O preço final é definido de forma a equilibrar a oferta e a demanda, maximizando o valor captado pela empresa e garantindo a liquidez das ações no mercado.

Alocação de ações e início das negociações

Para distribuir as ações aos investidores que participaram do bookbuilding, de acordo com os critérios estabelecidos no prospecto, a empresa realiza o processo de alocação de ações.

Esse processo pode ser feito no mercado primário, quando as ações são emitidas pela própria empresa, ou no mercado secundário, quando as ações são vendidas por acionistas existentes. A alocação pode ser restrita, quando é destinada apenas a investidores qualificados, ou ampla, quando é aberta a qualquer investidor.

O início das negociações é o momento em que as ações da empresa começam a ser negociadas na bolsa de valores, no segmento de listagem escolhido. A partir desse momento, as ações passam a ser negociadas livremente entre os investidores, de acordo com a oferta e a demanda do mercado.

O início das negociações marca o fim do processo de IPO e o começo da vida da empresa como companhia aberta.

Importância do IPO

O IPO é um evento importante para a empresa emissora, os investidores, as instituições financeiras e o mercado de capitais. O IPO traz uma série de benefícios, desafios e oportunidades para os envolvidos, tais como:

Acesso a capital para financiamento de crescimento e expansão

O IPO é uma forma de a empresa captar recursos para financiar o seu crescimento e a sua expansão, sem precisar recorrer a dívidas ou a sócios. Com o IPO, a empresa pode investir em novos projetos, produtos, serviços, tecnologias, infraestrutura, aquisições, fusões, internacionalização e outras iniciativas que possam aumentar a sua competitividade e rentabilidade.

O IPO também pode reduzir o custo de capital da empresa, pois as ações tendem a ter um custo menor do que os empréstimos ou as participações societárias.

Aumento da visibilidade e reputação da empresa

O IPO é uma forma de a empresa aumentar a sua visibilidade e reputação no mercado, pois ao se tornar uma companhia aberta, a empresa passa a ter maior exposição na mídia, nos analistas, nos investidores e no público em geral.

O IPO também pode melhorar a imagem e a credibilidade da empresa, pois ao se listar na bolsa de valores, a empresa precisa seguir padrões elevados de governança corporativa, transparência e prestação de contas, que demonstram o seu compromisso com a ética, a qualidade e a sustentabilidade.

Liquidez para acionistas existentes

O IPO é uma forma de os acionistas existentes da empresa obterem liquidez para as suas ações, ou seja, transformar as suas participações em dinheiro. Com o IPO, os acionistas podem vender parte ou totalidade das suas ações no mercado secundário, aproveitando a valorização e a demanda geradas pela oferta.

O IPO também pode facilitar a sucessão e a saída de sócios, pois permite que os acionistas possam negociar as suas ações com maior facilidade e flexibilidade.

Valorização e avaliação da empresa

Ao se listar na bolsa de valores, a empresa passa a ter o seu valor de mercado determinado pela oferta e pela demanda das suas ações, o que é uma forma de se valorizar e se avaliar no mercado.

O preço das ações da empresa listada também pode servir como um parâmetro para a avaliação de outras empresas do mesmo setor ou segmento, que podem se basear nele para estimar o seu próprio valor. Além disso, o IPO pode atrair o interesse de potenciais compradores ou parceiros, que podem ver na empresa uma oportunidade de negócio.

Estímulo ao mercado de capitais e desenvolvimento econômico

O IPO é uma forma de estimular o mercado de capitais e o desenvolvimento econômico, pois ao se listar na bolsa de valores, a empresa contribui para aumentar a diversidade e a liquidez do mercado, oferecendo novas opções de investimento e de financiamento.

O IPO também pode gerar empregos, renda, impostos e inovação, pois ao captar recursos, a empresa pode investir em atividades produtivas, que beneficiam a sociedade e o meio ambiente.

Benefícios e desafios do IPO

O IPO é um processo que traz benefícios e desafios para a empresa e os acionistas, que devem ser avaliados antes de se decidir pela abertura de capital. A seguir, vamos destacar alguns dos principais benefícios e desafios do IPO.

Benefícios para a empresa e acionistas

Como vimos no tópico anterior, o IPO pode trazer uma série de benefícios para a empresa e os acionistas, tais como:

  • Acesso a capital para financiamento de crescimento e expansão: o IPO permite que a empresa capte recursos para investir em novos projetos e expandir seus negócios, sem precisar recorrer a dívidas ou a sócios.
  • Aumento da visibilidade e reputação da empresa: o IPO aumenta a exposição e a credibilidade da empresa no mercado, atraindo novos clientes, fornecedores, parceiros e investidores.
  • Liquidez para acionistas existentes: o IPO permite que os acionistas existentes vendam parte ou totalidade das suas ações no mercado, obtendo lucros e diversificando seus investimentos.
  • Valorização e avaliação da empresa: o IPO valoriza e avalia a empresa no mercado, refletindo o seu desempenho e o seu potencial de crescimento.
  • Estímulo ao mercado de capitais e desenvolvimento econômico: o IPO estimula o mercado de capitais e o desenvolvimento econômico, contribuindo para a diversidade e a liquidez do mercado, e para a geração de empregos, renda, impostos e inovação.

Desafios e custos envolvidos no processo de IPO

Por outro lado, o IPO também envolve desafios e custos para a empresa e os acionistas, tais como:

  • Complexidade e demora do processo de IPO: o IPO é um processo complexo e demorado, que exige uma série de preparativos, planejamentos, documentações, auditorias, registros, aprovações e divulgações, que podem levar meses ou até anos para serem concluídos.
  • Custo elevado do processo de IPO: o IPO tem um custo elevado, que envolve o pagamento de taxas, comissões, honorários e despesas para as instituições financeiras, os assessores jurídicos, os auditores, os reguladores e outros prestadores de serviço envolvidos no processo.
  • Diluição da participação acionária: o IPO implica na diluição da participação acionária dos acionistas existentes, que passam a ter uma fatia menor do capital social da empresa, e consequentemente, do seu controle e dos seus lucros.
  • Perda de autonomia e privacidade: o IPO implica na perda de autonomia e privacidade da empresa, que passa a ter que seguir as regras e as normas do mercado de capitais, e a prestar contas aos acionistas, aos reguladores, à mídia e ao público em geral, sobre as suas decisões, as suas operações, as suas finanças e os seus resultados.
  • Risco de volatilidade e pressão do mercado: o IPO implica no risco de volatilidade e pressão do mercado, pois as ações da empresa passam a estar sujeitas às oscilações de preço, à demanda e à oferta, e às expectativas e às avaliações dos investidores, dos analistas e do mercado, que podem influenciar positiva ou negativamente o valor e o desempenho da empresa.

Necessidade de transparência e prestação de contas

Um dos principais desafios do IPO é a necessidade de transparência e prestação de contas por parte da empresa, que passa a ser uma companhia aberta. Isso significa que a empresa precisa:

  • Seguir as regras e as normas do mercado de capitais: a empresa precisa seguir as regras e as normas estabelecidas pelos reguladores do mercado de capitais, como a CVM, a B3 e a ANBIMA, que visam garantir a segurança, a transparência e a eficiência das operações.
  • Adotar práticas de governança corporativa: a empresa precisa adotar práticas de governança corporativa, que envolvem a definição de papéis e responsabilidades dos órgãos de administração, a transparência nas informações, o respeito aos direitos dos acionistas e a adoção de mecanismos de controle e auditoria.
  • Divulgar informações periódicas e eventuais: a empresa precisa divulgar informações periódicas e eventuais ao mercado, que incluem as demonstrações financeiras, os fatos relevantes, os comunicados ao mercado, os formulários de referência, os relatórios de administração, os relatórios de sustentabilidade, entre outros.
  • Manter um relacionamento com o mercado: a empresa precisa manter um relacionamento com o mercado, que envolve a comunicação e o atendimento aos acionistas, aos investidores, aos analistas, à mídia e ao público em geral, de forma transparente, ética e profissional.

Exemplos de IPOs bem-sucedidos

Existem vários exemplos de empresas que realizaram IPOs e alcançaram sucesso no mercado, tanto no Brasil quanto no exterior. Essas empresas se destacaram por terem uma boa gestão, uma estratégia de comunicação, uma demanda consistente e um timing adequado para a oferta.

Além disso, essas empresas contribuíram para o desenvolvimento dos seus setores de atuação e para a diversificação e a liquidez do mercado de capitais. A seguir, vamos citar alguns casos de IPOs bem-sucedidos e o seu impacto no mercado e no setor de atuação.

  • Vamos (VAMO3): a Vamos é uma empresa de locação de veículos pesados, que realizou o seu IPO em janeiro de 2021, captando R$1,2 bilhão. A empresa é líder no segmento de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, atendendo clientes dos setores de agronegócio, mineração, construção, logística, entre outros. A empresa tem uma frota de mais de 15 mil veículos e uma rede de mais de 100 lojas. O IPO da Vamos foi o mais rentável entre os IPOs recentes da bolsa brasileira, com um retorno anualizado de 71% em relação ao Ibovespa. O IPO da Vamos também foi importante para o setor de locação de veículos pesados, que é um segmento ainda pouco explorado na bolsa, mas que tem um grande potencial de crescimento, devido à demanda por soluções de mobilidade e logística.
  • Intelbras (INTB3): a Intelbras é uma empresa de itens de segurança, comunicação e energia, que realizou o seu IPO em fevereiro de 2021, captando R$1,3 bilhão. A empresa é líder no mercado brasileiro de câmeras de segurança, centrais telefônicas, roteadores, nobreaks, entre outros produtos. A empresa tem mais de 4 mil funcionários e quatro unidades fabris no Brasil. O IPO da Intelbras teve um retorno anualizado de 59% em relação ao Ibovespa. O IPO da Intelbras também foi relevante para o setor de tecnologia, que é um setor estratégico para a economia, pois envolve inovação, produtividade e competitividade. A Intelbras é uma das poucas empresas brasileiras de tecnologia listadas na bolsa, e tem como diferencial o seu foco no mercado nacional e na fabricação local.
  • 3R Petroleum (RRRP3): a 3R Petroleum é uma empresa de petróleo, que realizou o seu IPO em novembro de 2020, captando R$690 milhões. A empresa é especializada na revitalização de campos maduros de petróleo e gás, que são aqueles que já estão em declínio de produção. A empresa tem como principal ativo o Polo Macau, localizado no Rio Grande do Norte, que foi adquirido da Petrobras. A empresa tem como objetivo aumentar a produção e a rentabilidade desses campos, por meio de investimentos em tecnologia e gestão. O IPO da 3R Petroleum teve um retorno anualizado de 47% em relação ao Ibovespa. O IPO da 3R Petroleum também foi significativo para o setor de petróleo e gás, que é um setor estratégico para a economia, pois envolve energia, infraestrutura e desenvolvimento. A 3R Petroleum é uma das poucas empresas independentes de petróleo e gás listadas na bolsa, e tem como diferencial o seu foco em campos maduros, que representam uma oportunidade de negócio no Brasil.

Considerações finais sobre os benefícios e desafios do IPO

Neste artigo, falamos sobre o tema “Como uma empresa se torna pública e quais são os benefícios e desafios do IPO”. Vimos que o IPO é o processo pelo qual uma empresa privada se torna uma empresa de capital aberto, emitindo e/ou vendendo suas ações na bolsa de valores.

Vimos também que o IPO é um evento importante para a empresa, os investidores, as instituições financeiras e o mercado de capitais, pois traz benefícios e oportunidades, mas também desafios e custos. Por fim, vimos alguns exemplos de IPOs bem-sucedidos e o seu impacto no mercado e no setor de atuação.

O IPO é um tema relevante para o mercado financeiro, pois representa a entrada de novas empresas na bolsa de valores, aumentando a diversidade e a liquidez do mercado. O IPO também pode ser uma oportunidade para os investidores que buscam rentabilizar seus recursos, sejam de longo ou de curto prazo.

No entanto, o IPO também envolve riscos e desafios, tanto para as empresas quanto para os investidores. Por isso, é importante conhecer bem as características, os requisitos e as etapas do processo de IPO, bem como as vantagens e desvantagens de participar dele.

Se você se interessou pelo tema e quer saber mais sobre os benefícios e desafios do IPO, recomendamos que você pesquise mais com um especialista em investimentos, que pode orientá-lo sobre as melhores opções e estratégias para o seu perfil e objetivo.

Esperamos que este artigo tenha sido útil e informativo para você. Obrigado pela leitura e até a próxima!

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