Renda Fixa, seu conceito e vantagens!

Por: Ana Larre

 

Índice

– Introdução ao conceito de investimento

1. O que é renda fixa?

1.1 Como funciona o investimento em renda fixa?

1.2 Quais as vantagens de investir em renda fixa?

2. Tipos de investimento em renda fixa

3. Produtos de renda fixa

4. Fundos de renda fixa

5. Renda Fixa X Renda Variável

6.Custos e taxas para aplicar em renda fixa

7. Tributação de investimentos em renda fixa

8.Renda fixa: corretora ou banco?

Neste artigo irei explicar como funciona o investimento em Renda Fixa, quais seus riscos e vantagens.

A cultura do investimento ainda é algo muito novo para nós brasileiros, enquanto nos Estados Unidos 52% da população investe na bolsa, aqui no Brasil apenas 1,6% das pessoas possuem algum tipo de investimento na B3, segundo pesquisa realizada pelo Estadão.

A população tem dificuldades para chegar no fim do mês com dinheiro em caixa. O endividamento é tão alarmante que chamou a atenção da ONU, 7 em cada 10 lares brasileiros estão endividados de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

Isso acontece porque não possuímos uma educação financeira que nos permita poupar e acumular riquezas ao longo da nossa vida, sem que para isso precisemos abrir mão de gastos essenciais em nosso dia a dia.

Entender o conceito de investimento é fundamental quando falamos de planejamento financeiro e planos para o futuro. É por meio da prática de investir que metas maiores podem ser concretizadas.

Investimento é o dinheiro que, se bem aplicado, pode render seu capital, sendo assim, investir é ir em busca de um ganho ou melhoria através do capital investido, por isso o investimento em renda fixa é tão procurado por investidores que ainda possuem um certo medo de arriscar seu capital, pois ele apresenta condições mais estáveis, o que todo iniciante busca. 
O lucro obtido por meio da prática de investir é gerado devido ao efeito dos juros compostos sobre as aplicações realizadas.

É importante lembrarmos que investir é diferente de poupar.
Quando poupamos um dinheiro estamos apenas guardando uma parte dele, e quando investimos estamos “fazendo mais dinheiro”.

Mas quais são os tipos de investimentos existentes no mercado? Qual o melhor para mim?


1-Renda fixa, o que é?

A renda fixa consiste em um segmento dentro do mercado financeiro onde o investidor consegue ter mais segurança e previsibilidade de seus ganhos. Nesse tipo de investimento as regras de rendimento são definidas antes, o que prevê sua rentabilidade.
Sua principal característica é a segurança, pois existe um retorno do valor aplicado.
Os títulos que se englobam dentro da renda fixa podem ser privados ou públicos. Em caso de títulos públicos esse retorno é garantido pelo governo, e em títulos privados pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito, para investimentos até R$250 mil reais por cpf e instituição. Além disso, eles são variados dando opção de escolha do melhor para o seu momento e objetivo.

1.1 Como funciona o investimento em renda fixa?
Toda empresa, seja ela privada ou pública, necessita de recursos para financiar seus projetos, dessa forma elas emitem títulos que são vendidos como um investimento.
Ao comprar um título desse você empresta o seu dinheiro para empresa, que utilizará para movimentar seus negócios e te assegurará do retorno completo do valor acrescido de juros.

1.2 Quais as vantagens de investir em renda fixa?
O investimento em renda fixa é ideal para quem busca segurança e retornos constantes. Com ele é possível criar uma reserva e realizar resgates quando quiser. 
Existem duas maneiras de se investir em um fundo de renda fixa,
Fixada: O retorno é definido no início da aplicação do capital.
Pós-fixada: O retorno está atrelado a algum índice da economia. Normalmente esses índices são  o CDI ou IPCA, que por serem pós fixados, estão sujeitos às variações ao longo do tempo de contratação.

Dessa forma, a renda fixa é um investimento ideal para aqueles que buscam retornos certeiros a curto, médio e longo prazo.


2Tipos de investimento em renda fixa

2.1.Tesouro Direto

 

 Esse é um dos investimentos mais acessíveis para toda população, pois ele proporciona uma boa rentabilidade em curto prazo. Existem algumas formas de tesouro: 
O Tesouro Selic é mais indicado para iniciantes que buscam fazer uma reserva de emergência. Nessa modalidade você consegue uma rentabilidade maior, principalmente se comparado com a caderneta de poupança, sem contar que não corre o risco de perder dinheiro e pode resgatá-lo a qualquer momento.

O Tesouro Prefixado ao investir seu dinheiro, na hora da aplicação, você já sabe quanto irá receber após o vencimento do título. O fluxo de pagamento é simples, assim como no Tesouro Selic, ou seja, investiu o dinheiro e no final recebe o valor investido mais os juros. Essa opção é indicada para objetivos de médio a longo prazo.

 

Outra modalidade é o Tesouro IPCA, que protege o seu dinheiro da inflação. Essa opção é indicada para a aposentadoria, já que a quantia investida fica rendendo juros sobre juros. Por isso, os juros compostos são importantes e fascinantes.

Tesouro IPCA com Juros Semestrais, ele protege seu capital da inflação, mas, a cada seis meses, ao invés de acumular, ele vai te pagar os juros semestrais. Digamos que você tenha 100 mil reais e em seis meses rendeu 4 mil reais, para esse valor não ficar investido, rendendo juros sobre juros, essa modalidade devolve esses 4 mil para a conta da sua corretora de maneira automática, com o imposto de renda descontado.

 

E qual o valor mínimo para cada tipo de tesouro?
Vale ressaltar que o Tesouro Selic é o mais caro para se investir, o valor mínimo é cerca de R$100,00, o restante é necessário somente R$30,00 para o início. 

3. Produtos de renda fixa

 

 Os produtos de renda fixa são separados em dois grupos. O de Emissão Bancária são aqueles emitidos por instituições financeiras: CDB (Certificado de Depósito Bancário), LC (Letra de Câmbio), LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de crédito do agronegócio). Todos possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que protege o investidor em até 250 mil reais.

  Mas, qual o rendimento? Isso vai depender da modalidade escolhida, pois os produtos citados possuem a categoria Prefixado, pós-fixado e híbrido.

 O pós-fixado está atrelado ao CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro/Interbancário). No momento em que escrevo, o CDI está 4,44%, ou seja, se for investir em um CDB que pague 100% do CDI, ele vai remunerar 4,44% ao ano, sendo o valor bruto.

 Como o nome já diz, no prefixado a rentabilidade é fixada no momento da compra. Por exemplo, se você pega um CDB que paga 10% ao ano, você já sabe quanto vai receber anualmente daquela aplicação feita.  Por último, o híbrido é uma taxa fixa + IPCA (índice da inflação). Nesse caso, você garante a inflação do período mais uma taxa fixa.

  E como funcionam as taxas e tributações? Bom, no CDB e LC, o imposto de renda segue tabela regressiva e ambos esses impostos incidem sobre o rendimento. No caso do IOF, depois de 30 dias esse imposto já desaparece. LCI e LCA são isentas de imposto de renda, à decisão do governo, visando estimular o investimento nos setores do agronegócio e imobiliário.

O segundo grupo de produtos de Renda Fixa é o Crédito Privado. Nesse caso, o investidor empresta o seu dinheiro para uma empresa. Aqui, tem três principais produtos: CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), CRA (Certificado de Recebimento de Agronegócio) e Debêntures. Neste último, não tem a garantia do FGC, pois os valores são grandes, ou seja, tem um risco maior. O rendimento depende também da modalidade, que também é prefixado, pós ou híbrido.

 O CRA e CRI são isentos do imposto de renda. Já as debêntures, algumas são incentivadas pelo governo e, para isso, ele não cobra imposto.

 E como funcionam as taxas e tributações?
 No CDB e LC, o imposto de renda segue tabela regressiva e ambos esses impostos incidem sobre o rendimento. No caso do IOF, depois de 30 dias esse imposto já desaparece. LCI e LCA são isentas de imposto de renda, devido à decisão do governo, visando estimular o investimento nos setores do agronegócio e imobiliário.

 

O segundo grupo de produtos de Renda Fixa é o Crédito Privado. Nesse caso, o investidor empresta o seu dinheiro para uma empresa. Aqui, tem três principais produtos: CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), CRA (Certificado de Recebimento de Agronegócio) e Debêntures. Neste último, não tem a garantia do FGC, pois os valores são grandes, ou seja, tem um risco maior. O rendimento depende também da modalidade, que também é prefixado, pós ou híbrido.

 

O CRA e CRI são isentos do imposto de renda. Já as debêntures, algumas são incentivadas pelo governo e, para isso, ele não cobra imposto.

 4. Fundos de renda fixa 

 A última categoria da Renda Fixa são os fundos de investimentos, entretanto, algumas pessoas têm medo de colocar o dinheiro em um fundo, porque pensam que esse valor irá sumir. Mas, não é assim.

 

Primeiro, você precisa investir em um fundo registrado na Comissão de Valores de Mobiliários (CVM), que fiscaliza todo o mercado financeiro. Os recursos que nós, investidores, colocamos lá, não se misturam com o capital de outras instituições. Mesmo que a administradora declare falência, o dinheiro está separado e os cotistas só irão precisar transferir a custódia para outro lugar. 

 

 Fundo DI: Possuem regras. O gestor precisa aplicar majoritariamente o dinheiro em ativos atrelados ao CDI. Esse é mais simples, indicado para reserva de emergência. Tem liquidez D+0, ou seja, dá para resgatar o dinheiro no mesmo dia. E o valor mínimo de aplicação é R $100,00.

 

Fundo de crédito privado: Possui um risco mais alto. Basicamente, o gestor cria uma cesta de ativos dentro dele, pode haver diversos produtos de Renda Fixa. É preciso se atentar a qualidade desses ativos. No crédito privado, existem os ativos de High Yield (entrega uma rentabilidade maior, mas possuem mais risco) e High Grade (são ativos que possuem um risco menor, geralmente em empresas mais consolidadas).

 Fundo de IMA B: Chamamos de fundo de inflação. É um índice que representa o desempenho de uma carteira de títulos públicos federais atrelados à inflação. Existem alguns fundos que seguem o índice IMA B e a aplicação mínima é de 100,00.

5. Renda Fixa X Renda Variável

 Como visto acima, na Renda Fixa o investidor já sabe exatamente qual será a remuneração desde o início da aplicação. Na Renda Variável ocorre o contrário, ou seja, o risco é maior, pois não é possível dimensionar o retorno do capital ou remuneração, o que pode variar positiva ou negativamente, conforme as expectativas do mercado.

 Nesse método, você vira dono de uma participação, ou de uma ação de uma empresa, ou até mesmo de um fundo por ETF, ou de fundo imobiliário. É variável, como já dito, você precisa de um pouco mais de experiência para saber usar as melhores oportunidades, reduzir os riscos e não perder dinheiro.

6.Custos e taxas para aplicar em renda fixa
Todos os tipos de investimentos possuem taxas administrativas, de performance, de saída ou de IOF.

Taxa de administração é aquela cobrada para cobrir os serviços de operação dos fundos de investimentos, Seu percentual varia de acordo com o capital total investido.
Taxa de performance: espécie de bonificação para o gestor do fundo em questão, ela é dada quando o fundo supera seu índice de referência, que pode ser o Ibovespa, o CDI ou qualquer outro definido na documentação do fundo.

Taxa de saída: Pode ser aplicada quando o cotista quiser vender as cotas antes do prazo definido no fundo, e é cobrada sobre o valor investido.

IOF: é o Imposto sobre Operações financeiras, taxa cobrada somente quando o resgate do fundo for feito antes de 30 dias de sua aplicação, o valor varia de acordo com o número de dias corridos desde a aplicação até a data do saque.  

 

7. Tributação de investimentos em renda fixa
A tributação da renda fixa é um imposto cobrado pelo governo sobre títulos dessa espécie, ele é calculado com base em cada aplicação e incide apenas sobre o lucro financeiro das mesmas. 

É por meio dos impostos IOF e IR (Imposto de Renda) que a tributação é feita e normalmente ela segue um sistema decrescente de cobrança, acompanhando o prazo da aplicação. Cabe ao investidor apenas averiguar esses valores, que são descontados automaticamente do lucro obtido e recolhidos pelo banco ou corretora responsável pelo investimento, para não terem surpresas na hora de receber seus rendimentos.

8. Renda fixa: corretora ou banco?
Ao optar pela renda fixa ao investir em algo, tem-se duas opções a seguir: escolher um banco ou uma corretora para intermediar seu investimento.
Os bancos geralmente possuem uma cartela muito menor de produtos para oferecer ao investidor, além de rendimentos pouco atrativos e taxas de administração em outros, como os CDBs.
Já uma corretora oferece uma gama maior de produtos e lucros mais significativos, trazendo mais liberdade para escolher o melhor título.

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